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Viver sem respirar? Experiência com cérebros de girinos mostra que é possível

Por Flavia Correia, editado por Rafael Rigues  

Olhar Digital

Pesquisadores da Universidade Ludwig Maximilians, de Munique, na Alemanha, desenvolveram uma técnica capaz de manter girinos vivos mesmo depois de perderem a capacidade de respirar. O estudo, publicado na quarta-feira (13) na revista iScience, tem um importante valor na medicina, já que abre a possibilidade para preservar a vida de pacientes que sofrem derrames que cortam o suprimento de oxigênio do cérebro, entre outras condições semelhantes.

Segundo o site Futurism, realizando alguns ajustes biológicos, os cientistas injetaram algas fotossintéticas nos girinos, criando uma relação simbiótica entre elas e os anfíbios, que mantém os animais vivos sem qualquer oxigênio ambiental.

Para testar seu novo híbrido, a equipe deixou os girinos sem oxigênio até que seus cérebros desligassem completamente. Em seguida, eles iluminaram o tanque de água, ativando as algas em seus cérebros e fazendo com que produzissem oxigênio. 

Assim que fizeram isso, os cérebros dos girinos tornaram-se ativos novamente, indicando que as algas estavam mantendo seu novo hospedeiro vivo com sucesso.

Simbiose artificial com plantas pode manter qualquer cérebro animal vivo? 

De acordo com o biólogo do Gettysburg College, Ryan Kerney, que não participou do novo estudo, já faz mais de uma década que pesquisadores, incluindo ele mesmo, vêm tentando criar relações simbióticas artificiais com algas, com o objetivo de mudar ou melhorar a fisiologia animal.

Ele acrescentou que ainda existem muitas incógnitas, uma preocupante falta de regulamentação sobre o nicho do campo científico e riscos associados a algas nocivas. “Mas as implicações potenciais também são fascinantes para especular”, acrescentou. “Podemos parar de respirar e ainda manter nossos cérebros funcionando?”

Ainda não existe uma resposta certa para o questionamento de Kerney, mas, ao que tudo indica, a ciência está no caminho de encontrá-la.

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