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Sobe para 144 número de casos confirmados de varíola dos macacos em PE; notificações chegam a 1.235

Dados foram divulgados, nesta terça (4). Pernambuco tem confirmada transmissão comunitária da doença.

Por g1 PE

Subiu para 144 o número de casos confirmados de varíola dos macacos (monkeypox) em Pernambuco, 18 a mais em uma semana. O boletim atualizado sobre a doença foi divulgado nesta terça-feira (4) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Ao todo, Pernambuco tem 1.235 notificações da doença, sendo 144 confirmadas, 350 descartadas e 707 ainda em investigação. No estado, já foi confirmada a transmissão comunitária, quando não é possível estabelecer de onde partiu da contaminação.

A SES informou que, entre os casos em investigação, 644 são “suspeitos” e 63 são “prováveis”, conforme classificação definida pelo Ministério da Saúde.

Nos casos suspeitos, os pacientes têm início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva de varíola dos macacos. Os prováveis têm, além das lesões, outros critérios como exposição próxima e prolongada com caso provável ou confirmado de monkeypox.

Do total de confirmações, 114 são do sexo masculino e 30 do sexo feminino. Dos 144 casos positivos, 47 foram curados e 97 estão em isolamento domiciliar. A maioria dos casos confirmados é entre a população de 20 a 39 anos. São 94 pacientes dentro dessa faixa etária.

A distribuição de casos confirmados por faixa etária é a seguinte:

  • 0 a 9: 8;
  • 10 a 19: 12;
  • 20 a 29: 47;
  • 30 a 39: 47;
  • 40 a 49: 18;
  • 50 a 59: 5;
  • 60 e mais: 7.

Entre os casos suspeitos, 356 são homens e 288 são mulheres. As faixas etárias são: 0-9 (90), 10-19 (126), 20-29 (137), 30-39 (128), 40-49 (83), 50-59 (48), 60 e mais (32).

Com relação aos casos prováveis, 48 são do sexo masculino e 15 são do sexo feminino. As faixas etárias são: 0-9 (8), 10-19 (10), 20-29 (18), 30-39 (10), 40-49 (15), 60 e mais (2).

A doença

Varíola dos macacos: o que você precisa saber

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama, independentemente da orientação sexual de quem está infectado.

A doença costuma causar os seguintes sintomas iniciais:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dor nas costas;
  • gânglios (linfonodos) inchados;
  • calafrios;
  • exaustão.

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

De acordo com o Ministério da Saúde, as pessoas com sintomas da doença devem procurar atendimento médico caso apresentem algum sintoma suspeito, e emitiu as seguintes recomendações:

  • Mantenham uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados com o vírus;
  • Afastem-se de pessoas que apresentem sintomas suspeitos como febre e lesões de pele-mucosa (erupção cutânea, que habitualmente afeta o rosto e as extremidades e evolui de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e posteriormente crostas);
  • Usem preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente;
  • Estejam alertas para observar se sua parceria sexual apresenta alguma lesão na área genital e, se presente, não tenham contato;
  • Procurem assistência médica, caso apresentem algum sintoma suspeito, para que se estabeleça diagnóstico clínico e, eventualmente, laboratorial.

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