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Sete pessoas são presas por vender lugares em fila de banco em Jaboatão e ameaçar quem não respeitasse marcação feita com pedras

Duas mulheres e cinco homens foram autuados em flagrante por associação criminosa e extorsão.

Por Priscilla Aguiar, g1 PE

Foto mostra a fila de pessoas sendo iniciada após a marcação de vários lugares com pedras — Foto: Reprodução/WhatsApp

Foto mostra a fila de pessoas sendo iniciada após a marcação de vários lugares com pedras — Foto: Reprodução/WhatsApp

Sete pessoas foram presas em flagrante, nesta terça-feira (25), vendendo marcação de lugar em fila da Caixa Econômica Federal de Jaboatão Velho, no centro de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. De acordo com a Polícia Civil, o grupo chegava na unidade bancária na noite do dia anterior ou na madrugada do mesmo dia e colocava pedras para “guardar os lugares” na fila. Quem não respeitasse, era ameaçado e até agredido.

Duas mulheres e cinco homens foram autuados por associação criminosa e extorsão. Todos foram encaminhados para audiência de custódia. As prisões foram feitas pela equipe da Delegacia de Jaboatão, coordenada pelo delegado Ricardo Lima.

De acordo com o delegado, era cobrado entre R$ 15 e R$ 60 por lugares na fila. O modo de operar deles era sempre o mesmo.

“Se eles percebiam que a pessoa não queria respeitar as pedras, iam em bando para cima, três ou quatro, dizendo que tinham que pagar. Eles ameaçavam pessoas, inclusive tinha um com uma faca. Discutiam, agrediam, tinha que respeitar as pedras que eles botavam”, afirmou Ricardo Lima.

O investigador disse que a primeira denúncia contra o grupo foi feita em outubro de 2021. Um homem que chegou a ser agredido por questionar a marcação de lugar com pedras.

Na quarta-feira (19), mais uma pessoa foi vítima e deu mais detalhes para a polícia sobre o modo de agir dos suspeitos.

“Ele foi ameaçado e respeitou a fila. Relata que chegou 5h e já tinha dezenas de pedras. Ele só conseguiu ser atendido 11h. As vítimas em geral são pessoas vulneráveis, aposentadas por invalidez ou por idade e que dificilmente procuram a delegacia”, observou Ricardo Lima.

Dos sete integrantes do grupo, três possuem antecedentes criminais por crimes como tentativa de homicídio, roubo e lesão corporal. “A extorsão existe a partir do momento que eles se valem de violência, coação”, acrescentou o delegado.

Por nota, a Caixa Econômica Federal informou que repudia a venda de lugares em filas e que esse tipo de situação deve ser denunciada às autoridades competentes.

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