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Pernambucanos tentam contactar familiares e relatam momentos de apreensão e terror em Paris

Do NE10

Janayna Gluzman estava na casa de shows no Bataclan, quando foi invadida por terroristas / Foto: reprodução/ FacebookJanayna Gluzman estava na casa de shows no Bataclan, quando foi invadida por terroristasFoto: reprodução/ Facebook

Instantes após as primeiras informações da série de atentados em Paris serem veiculadas nos portais de notícias e redes sociais, pernambucanos que estão na capital francesa tentaram entrar em contato com familiares e amigos para dizer como estão e relatar os momentos de apreensão e terror que passaram na noite desta sexta-feira (13).

A produtora recifense Janayna Gluzman, agente internacional de Maestro Spok, enviou uma mensagem por WhatsApp para amigos após conseguir sair da casa de show Bataclan Concert Hall, que estava lotada quando foi tomada por terroristas. Bastante abalada e em choque, Janayna disse que estava na sala ao lado do salão onde os terroristas chegaram atirando. Cerca de 100 pessoas morreram e várias ficaram feridas no local.  Um amigo da produtora conta que durante o áudio enviado por ela é possível ouvir ao fundo muito barulho e sirene de ambulância. “Ela chora muito e diz que é a visão do inferno.” Ela falou ainda que era quase impossível chegar em casa tamanho o caos. Mas ao menos não corria mais perigo.

A estudante de direito Camilla Soares mora em Paris há 8 anos com os pais e a irmã, a apenas 6 quilômetros do local onde aconteceram as explosões. “Estava em casa assistindo ao jogo (partida-amistoso entre França e Alemanha) pela TV, daí ouvimos durante a transmissão o barulho das bombas. Achei a princípio que eram fogos. Ia sair com as amigas, mas desistimos”, disse em entrevista por WhatsApp ao NE10. Ela revelou que todos passam bem, mas a sensação de insegurança na cidade é imensa. “É um bairro que frequentamos muito. Estávamos lá a dois dias atrás. É uma sensação de muito medo. De preocupação com as pessoas que estavam fora de casa”. O pai de Camilla era uma delas e demorou para responder, deixando todos aflitos.

A estudante e a família também estavam em Paris quando ocorreu o ataque ao jornal Charlie Hebdo, há 10 meses. Ela não vê relação entre os atentados. “Não acredito que tenha uma relação direta. O primeiro respondia mais à uma problemática religiosa, não que esse não seja. Mas sentimos como se fosse uma resposta aos artigos do jornal. Esse foi de fato um massacre. Pra assustar a cidade inteira. Foram 6 pontos da cidades atacados com poucos minutos de intervalo. Não entendemos ainda o porquê.” Ela conta que as pessoas ainda estão em pânico, apesar de já ser madrugada no local. “Moro ao lado de um hospital. As sirenes não param; certamente com os feridos. A cidade está acordada e calada. A maioria perdeu o sono. A preocupação ainda continua grande”.

Além de fechar as fronteiras, Camilla conta que o governo francês decretou estado de urgência e orientou a população a ficar em casa e só sair se realmente for essencial. Até segunda ordem.

Priscila estava numa pizzaria no centro de Paris quando as explosões começaram

Priscila estava numa pizzaria no centro de Paris quando as explosões começaramFoto: reprodução/ Facebook

A jornalista pernambucana Priscila Muniz de Medeiros estava numa pizzaria perto de Chatelet, no centro de Paris, quando soube dos ataques. “Daí comecei a jornada pra voltar pra casa. Um inferno. Muita gente tensa, telefone descarregado, taxis todos cheios, RER com trens atrasados. Quando consegui pegar o trem ainda fiquei um tempão parada na estação Nanterre Ville porque teve uma briga e a polícia entrou para inspecionar e atestar a segurança do trem… Tô escrevendo com os braços tremendo até agora!! Muita tensão, affff”, escreveu em um post no Facebook.

A mãe de Priscila, Rosaura Muniz, também usou a rede social para se comunicar com a filha: “Eu quase infartei! Nenhuma mãe merece… Mas graças a Deus você está bem! Isso é o mais importante! Deus te proteja filhinha.”

O jornalista Franco Benites, do Jornal do Commercio, está na França com sua esposa Vanessa Cortez, da TV Jornal. Diretamente da região de Montmartre, uma área boemia cercada de bares e restaurantes, ele contou que tentou sair para passear, mas foi aconselhado a voltar para o hotel onde está hospedado por conta dos ataques terroristas. Os dois avisaram aos familiares e amigos que estão bem.

“A gente tava tão feliz e tava tudo indo tão bem… mas pros amigos e familiares com quem não conseguimos falar avisamos que estamos em segurança, já no hotel. Toque de recolher total, não se pode ficar nem no hall do hotel. Esperamos melhores notícias ao longo da sexta aí no Brasil e no sábado que já se inicia aqui na França. Já temos o telefone da embaixada do Brasil na França. Se souberem de alguém mais que está por aqui: +33 1 45 61 63 00”, escreveu Franco no Facebook.

Longe do local dos atentados, Vanessa e Franco tentaram sair para passear, mas foram aconselhados a voltar para o hotel

Longe do local dos atentados, Vanessa e Franco tentaram sair para passear, mas foram aconselhados a voltar para o hotelFoto: reprodução/ Facebook

Vanessa conta que soube do atentado pelos noticiários. “Resolvemos descer para a recepção do hotel para saber como estavam as coisas. Pensamos em ir até a pizzaria da esquina, comprar uma pizza e voltar (afinal, passavam das 22h e ainda não havíamos comido nada desde às 16h). Na porta do hotel um senhor, apressado, nos abordou em francês. Percebeu que éramos turistas (Que nao entendem francês) e falou em um inglês carregado de preocupação “vcs estão sabendo o que está acontecendo? Voltem para o hotel, vão para casa, agora!” Gelei. Já passei por muito susto no meu Recife no quesito insegurança. Nada parecido com essa sensação de vulnerabilidade a um ataque em massa. Na volta, a porta do hotel já estava fechada. Disse que éramos hóspedes e entramos. O gerente reforçou o alerta que veio da rua :” por favor, não saiam do hotel. Se possível fiquem nos quartos”. E aqui estamos no restaurante, junto com tantos outros hóspedes, com olhares vidrados nos noticiários que não param de aumentar o número de mortos e feridos. Que essa onda de terror e dor pare. É o sentimento geral. Essa noite, Paris, que momentos atrás conheci cheia de luz e vida, agora é silêncio e apreensão. Que Deus nos guie.”

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