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Esqueceram o pedestre. DE NOVO!

Esquecidos mais uma vez. Novamente, os pedestres não foram lembrados em projetos viários do Recife. Agora, na Via Mangue, corredor expresso recentemente inaugurado, quem anda a pé no entorno do Pina está passando sufoco para se locomover. Especialmente quem utiliza a Ponte Paulo Guerra, principal acesso à Zona Sul. A ponte estaiada, que marca o início da Via Mangue, foi construída sem qualquer opção de travessia para os pedestres que precisam chegar à Avenida Herculano Bandeira ou ao bairro da Cabanga. Uma omissão alarmante para um Estado que somou três mil atropelamentos em 2013 e quase cinco mil em 2012.

A falta de cuidado com o pedestre é apenas mais um equívoco de concepção da Via Mangue, que custou, até agora, R$ 431 milhões e, devido a erros de projeto, virou uma via deformada, que teve seu propósito viário descaracterizado. Agora, é a via que vai mais não volta porque será mão única em metade dos cinco quilômetros que possui, quando deveria ter sentido duplo na ligação do Centro com Boa Viagem. A Via Mangue, de fato, não previa semáforos ou cruzamentos, exatamente pelo caráter expresso. Mas ao dividir a Ponte Paulo Guerra em duas, o novo corredor interrompeu o acesso dos pedestres à Avenida Herculano Bandeira e, consequentemente, a Boa Viagem, maior destino dos que passam por ali.

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“O trajeto já era ruim, inseguro. Mas agora ficou muito pior. A prefeitura não podia ter esquecido as pessoas que precisam passar por aqui todos os dias. Eu mesmo trabalho como vigilante na Herculano Bandeira e preciso chegar a Cabanga a pé. De ônibus não funciona. Deveriam ter pensado numa passarela para facilitar a passagem da ponte nova para a Herculano Bandeira”, reclama Luciano da Silva, um dos pedestres flagrados pela reportagem atravessando no trecho.

Sem solução por enquanto, resta à população se arriscar na travessia, extremamente perigosa. Em pouco tempo é possível presenciar diversas pessoas, tanto a pé como de bicicleta, fazendo o movimento. O perigo não é apenas para quem está a pé. Alguns motoristas reduzem e fazem pequenos alertas ao ver as pessoas se arriscando. Mas, de fato, o poder público deixou os pedestres sem opção. Para evitar a travessia na ponte estaiada, as pessoas precisam andar mais de 500 metros para acessar uma passarela de pedestres construída sobre a Avenida República Árabe Unida, nas imediações do RioMar Shopping, e retornar à Avenida Herculano Bandeira. E, mesmo assim, sem muita segurança porque não há faixas de pedestres suficientes no entorno.

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“Ninguém vai descer e andar toda essa distância para voltar à avenida. É perda de tempo acreditar nisso. E, caso não encontrem uma solução rapidamente teremos mortes em breve por aqui. Principalmente à noite, porque o perigo é muito maior. Muitas luminárias estão apagadas”, alerta José Carlos, que passa no trecho todos os dias.

A atual gestão da Prefeitura do Recife garante ter identificado o problema e já estar tentando encontrar uma solução. “A empresa responsável por gerir a obra, a JBR, já realizou estudos do volume de pedestres e o destino mais procurado por eles. Identificou que é a Avenida Herculano Bandeira para, posteriormente, chegar a Boa Viagem. Temos um projeto de uma passagem sob a ponte estaiada, por meio de uma rampa em espiral, mas também estudamos a possibilidade de uma passarela na própria ponte. Estamos estudando uma solução e em breve ela será apresentada. Sabemos do perigo que há na travessia e que precisamos inibir esse movimento no local”, garantiu a diretora de planejamento e projetos da Empresa de Urbanização do Recife (URB), Norah Neves.

PERIGO A PÉ
4.865 pessoas foram atropeladas em Pernambuco em 2012
780 estavam no Recife
404 morreram
62 óbitos aconteceram na capital
2.916 vítimas de atropelamento foram registradas em 2013, o equivalente a 8,9% dos acidentes de trânsito no Estado
30% dos óbitos por acidentes de trânsito no Brasil são de pedestres

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Do Jornal do Commercio

Fotos: Hélia Scheppa/JC Imagem

 

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