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Desemprego fica em 14,6% e atinge 14,8 milhões no trimestre encerrado em maio, aponta IBGE

Taxa de desemprego foi a segunda mais alta da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012 e desacelerou na comparação com os dois trimestres imediatamente anteriores, que registraram a taxa recorde até então.

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,6% no trimestre encerrado em maio, apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa um contingente de 14,8 milhões de pessoas buscando por uma oportunidade no mercado de trabalho no país.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). De acordo com o IBGE, esta foi a segunda maior taxa de desemprego da série histórica, iniciada em 2012.

A taxa recorde, de 14,7%, foi registrada nos dois trimestres imediatamente anteriores, fechados em março e abril.

Já o nível de ocupação ficou em 48,9%. O IBGE destacou que este indicador está abaixo de 50% desde o trimestre terminado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no mercado de trabalho.

Trabalho por conta própria freia o desemprego

O IBGE apontou que o desemprego ficou estatisticamente estável em relação aos dois trimestres anteriores, graças ao trabalho por conta própria, que cresceu no período.

De acordo com a pesquisa, a população na força de trabalho, que inclui os trabalhadores ocupados e desocupados, cresceu em 1,2 milhão de pessoas na comparação com o trimestre terminado em fevereiro. Esse crescimento foi puxado pelo contingente de ocupados, que aumentou em 0,9%, o que representa 809 mil pessoas a mais ocupadas no mercado de trabalho.

O aumento da ocupação se deu, exclusivamente, puxada pelos trabalhadores por conta própria, única categoria profissional que cresceu no período, tendo registrado um avanço de 3% na comparação com o trimestre terminado em fevereiro.

“Esses trabalhadores estão sendo absorvidos por atividades dos segmentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que cresceu 3,9%, o único avanço entre as atividades no trimestre até maio”, destacou a gerente da pesquisa, Adriana Beringuy.

Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a força de trabalho aumentou em 2,9 milhões de pessoas. Todavia, esse crescimento foi influenciado, principalmente, pelo aumento do desemprego – o país registrou 2,1 milhões de desempregados a mais em um ano.

“Muitas pessoas interromperam a procura por trabalho no trimestre de março a maio do ano passado por conta das restrições, já que muitas atividades econômicas foram paralisadas para conter a pandemia. Isso fez a procura por trabalho diminuir. Um ano depois, com a flexibilidade, essas pessoas voltaram a pressionar o mercado”, explicou Adriana.

Foram também os trabalhadores por conta própria que tiveram a maior expansão, em um ano, entre a população ocupada.

“O crescimento do trabalho por conta própria se deu, sobretudo, na agricultura (27%), construção (25%) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (24%). Os outros 24% foram disseminados nas demais atividades investigadas pela PNAD Contínua”, detalhou a gerente da pesquisa.

Em um ano, país perde 1,3 milhão de carteiras assinadas

A pesquisa mostrou que, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o trabalho com carteira assinada no setor privado teve queda de 4,2%, o que representa 1,3 milhão de trabalhadores a menos.

Já os empregados no setor privado sem carteira assinada tiveram um crescimento de 6,4%, o que representa um contingente de 586 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição.

Na comparação com o trimestre terminado em fevereiro, porém, tanto o trabalho com carteira assinada quanto o sem ficaram estáveis no país.

O número de empregadores no país também teve queda na comparação com o mesmo período do ano passado – 311 mil a menos. O IBGE destacou que, dentre os empregadores, aqueles que possuem CNPJ registrou o menor nível da série.

As categorias de trabalhadores domésticos e de empregados no setor público, por sua vez, ficaram estáveis nas duas bases de comparação (trimestral e anual).

Informalidade cresce, mas segue abaixo do patamar pré-pandemia

O trabalho informal, apontado pelos especialistas como o primeiro a reagir diante de uma crise no mercado de trabalho, cresceu tanto na comparação com o trimestre terminado em fevereiro quanto ao mesmo período do ano passado. Todavia, ele ainda se encontra abaixo do nível pré-pandemia.

A taxa de informalidade no trimestre terminado em maio foi de 40%. No trimestre anterior, ela havia sido de 39,6%, enquanto um ano antes, de 37,6%.

O IBGE considera como trabalhador informal aqueles empregados no setor privado sem carteira assinada, os trabalhadores domésticos sem carteira, os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, os empregadores sem CNPJ e os trabalhadores que não têm remuneração.

De acordo com a gerente da pesquisa, em maio o país somava 34,7 milhões de trabalhadores informais, cerca de 2,4 milhões a mais do que há um ano. Porém, na comparação com o trimestre pré-pandemia, entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, são 3,4 milhões a menos de trabalhadores informais.

“Ou seja, por mais que os informais venham aumentando sua participação na população ocupada nos últimos trimestres, o contingente ainda está num nível inferior ao que era antes da pandemia”, enfatizou Adriana.

Faltam oportunidades para 33 milhões de trabalhadores

O levantamento do IBGE enfatizou, ainda, que faltavam oportunidades no mercado para cerca de 33 milhões de trabalhadores. Este contingente forma o que o instituto classifica como trabalhadores subutilizados.

Formam este contingente:

  • 14,8 milhões de desempregados (2 milhões a mais que em maio de 2020): pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias;
  • 7,4 milhões de subocupados (1,6 milhão a mais que em maio de 2020): pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 10,8 milhões de pessoas na força de trabalho potencial (1 milhão a menos que em maio de 2020), composta por pessoas que poderiam trabalhar mas não trabalham: este grupo inclui 5,7 milhões de desalentados (300 mil a mais que em maio de 2020), ou seja, que desistiram de procurar emprego, e outras 5,1 milhões que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

Perspectivas

O mercado financeiro estima para 2021 um crescimento de 5,29% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e inflação de 6,56%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Apesar da melhora nas projeções para o avanço da economia brasileira, economistas têm destacado que uma recuperação mais consistente do mercado de trabalho só deverá ser mais visível a partir o segundo semestre, e condicionada ao avanço da vacinação e à retomada do setor de serviços – o que mais emprega no país e o mais afetado pelas medidas de restrição para conter o coronavírus.

Este mês, a confiança desse setor subiu pela quarta vez seguida, atingindo o maior patamar desde março de 2004, e indicando que uma recuperação pode estar a caminho – ainda que dependendo fortemente do controle da pandemia no país.

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