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Cientistas descobrem exame para detectar o Alzheimer

Por Matheus Barros, editado por André Lucena  

Olhar Digital

Atualmente não existe um exame que comprove se um paciente possui Alzheimer ou não. Diversas pistas comportamentais e neurológicas levam aos diagnósticos existentes. No entanto, isso pode mudar a qualquer momento.

Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, relatou que a doença pode ser detectada por meio de peptídeos e proteínas no líquido cefalorraquidiano (LCR) de um paciente, que pode ser coletado em punção lombar.

De acordo com os pesquisadores, por meio do LCR é possível detectar três biomarcadores da doença de Alzheimer, são eles: placas amilóides patológicas (A), emaranhados (T) e neurodegeneração (N), chamados coletivamente de ATN.

O grupo de biomarcadores também podem ser utilizados para detectar outra condição neurodegenerativa chamada degeneração frontotemporal.

As duas doenças podem ser confundidas devido os sintomas parecidos, além de também existirem pacientes que possuem as duas patologias. Com o novo exame, espera-se que seja possível confirmar se o diagnóstico se trata de Alzheimer ou degeneração fromtotemporal.

Um dos autores do estudo comparou o novo exame à um teste de gravidez que pode apresentar positivo ou negativo, mas alertou que também é possível que o teste apresente um falso positivo ou negativo.

“A estrutura da ATN pode fornecer uma visão mais completa do diagnóstico de uma pessoa e nos dar uma compreensão muito mais rica não apenas da doença de Alzheimer, mas de outras condições neurodegenerativas concomitantes. No entanto, para conseguir isso, biomarcadores adicionais que podem detectar outras condições neurodegenerativas são extremamente necessários”, completou.

“Embora a estrutura da ATN seja muito empolgante e ofereça muitas oportunidades para pacientes com doença de Alzheimer, esses biomarcadores não capturam todos os casos da doença. Queremos ser capazes de detectar e tratar cada paciente com doença neurodegenerativa o mais cedo possível, e mais pesquisas são necessárias para entender completamente como os biofluidos acompanham o processo da doença”, disse o pesquisador líder.

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