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Passagem de asteroide próximo à Terra será transmitida ao vivo por observatório brasileiro

O asteroide vai chegar a cerca de 3,6 mil km do nosso planeta, mais ou menos a distância entre as cidades de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Macapá, no Amapá

Flavia Correia  

Olhar Digital

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, o asteroide 2023 BU vai passar muito perto da Terra por volta das 21h28 (pelo horário de Brasília) desta quinta-feira (26).

O evento será transmitido ao vivo por alguns dos mais conceituados canais astronômicos do YouTube, entre eles, o AstroNEOS, comandado pelo astrônomo amador Cristóvão Jacques, que fará uma live a partir das 20h.

Jacques é sócio fundador do Observatório SONEAR, na cidade de Oliveira (MG), de onde vai tentar capturar imagens da aproximação da rocha espacial, caso as condições meteorológicas sejam favoráveis. 

Descoberto no último sábado (21) pelo fabricante de telescópios e astrônomo amador russo Gennady Borisov, o asteroide 2023 BU tem diâmetro estimado entre 3,7 m a 8,2 m e viaja a uma velocidade média de 32.400 km/h.

Ele vai chegar a cerca de 3.600 km do nosso planeta, mais ou menos a distância entre as cidades de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Macapá, no Amapá. Por mais longe que pareça, em termos astronômicos isso não é quase nada.

Crédito: JPL/NASA

Para se ter uma ideia de quão perto o 2023 BU passará da Terra, os satélites que acompanham a rotação do planeta (chamados geoestacionários) estão a cerca 36 mil km da superfície terrestre – sendo assim, a pequena rocha espacial estará a apenas 10% da distância usada por essas espaçonaves.

Conforme o guia astronômico e de céu nortuno The-Sky-Live, esses asteroides são monitorados muito de perto, por meio de observações de posição de alta precisão e mecânica celeste. 

Felizmente, com base nos últimos cálculos de órbita de alta precisão realizados pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, confirma-se que a passagem próxima da Terra pelo asteroide 2023 BU não afetará o planeta em absolutamente nada.

Isso porque, mesmo considerando seu tamanho máximo, ele teria uma massa total em torno de 866 toneladas. Se atingisse a Terra, grande parte disso seria completamente consumida pela atmosfera, liberando uma energia equivalente a 9 mil toneladas de TNT (substância muito utilizada como explosivo militar e em demolições).

“Geraria um belo meteoro, mas provavelmente não representaria risco algum em solo”, disse Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital. “Para efeitos de comparação, o asteroide que atingiu a Terra em Chelyabinsk, na Rússia, 10 anos atrás, explodiu com energia equivalente a 440 mil toneladas de TNT”.

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Vulnerabilidade afeta o Microsoft Azure

Falha grave afetava serviços da empresa; entenda os problemas

Por Fernanda Lopes Soldateli, editado por Adriano Camargo  

Olhar Digital

Uma nova vulnerabilidade que afetou vários serviços relacionados ao Microsoft Azure foi descoberta. A falha pode ser explorada por um hacker que será capaz de assumir completamente o controle de um aplicativo de destino. 

“A vulnerabilidade é alcançada por meio de CSRF (falsificação de solicitações entre sites) no onipresente serviço SCM Kudu”, disse Liv Matan, pesquisadora da Ermetic, em um relatório compartilhado com o The Hacker News. “Ao abusar da vulnerabilidade, os invasores podem implantar arquivos ZIP maliciosos contendo uma carga útil no aplicativo Azure da vítima”.

A empresa de segurança de infraestrutura de nuvem deu o nome de EmojiDeploy à vulnerabilidade. O problema pode permitir roubo de dados confidenciais e movimentação lateral para outros serviços do Azure.

A Microsoft corrigiu a vulnerabilidade no dia 6 de dezembro de 2022, após a divulgação realizada no dia 26 de outubro de 2022, além de pagar uma recompensa pela descoberta do bug de US$ 30 mil.

“O impacto da vulnerabilidade na organização como um todo depende das permissões da identidade gerenciada pelos aplicativos”, disse a empresa. “Aplicar efetivamente o princípio do menor privilégio pode limitar significativamente o raio de alcance”.

Em uma cadeia de ataque hipotética desenvolvida pela Ermetic, um adversário poderia explorar a vulnerabilidade CSRF no painel Kudu SCM para derrotar as salvaguardas implementadas para impedir ataques de origem cruzada emitindo uma solicitação especialmente criada para o endpoint “/api/zipdeploy”, para entregar um arquivo malicioso (por exemplo, web shell) e obter acesso remoto.

As descobertas da falha vieram dias depois que a Orca Security revelou quatro instâncias de ataques de falsificação de solicitação do lado do servidor (SSRF), afetando o Gerenciamento de API do Azure, Azure Functions, Azure Machine Learning e Azure Digital Twins.

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A épica jornada do Meteorito Bendegó

Maior meteorito do Brasil tem uma história épica e cheia de aventura até chegar ao nosso país; conheça a história completa

Por Marcelo Zurita, editado por Nick Ellis  2

Olhar Digital

Ele foi arrancado do coração de um planeta em formação, vagou pelo espaço por bilhões de anos até encontrar o nosso planeta. Após sua entrada triunfal em nossa atmosfera, descansou por alguns milhares de anos, até iniciar sua gloriosa jornada pelo território brasileiro. A história do Meteorito Bendegó, é uma verdadeira epopéia, digna do maior meteorito do Brasil.

Em 1784, o garoto Domingos da Motta Botelho, encontrou uma grande e estranha pedra enquanto pastoreava o gado em uma fazenda em Monte Santo, na Bahia. Ela era escura, com aspecto metálico e, apesar de todo o calor do sertão, permanecia fria o tempo todo. Domingos não sabia, mas aquela pedra era o maior meteorito brasileiro.

A notícia daquela estranha pedra se espalhou rapidamente e no ano seguinte, ao tomar conhecimento de sua existência, e de boatos de que ela continha ouro, o então governador da Capitania da Bahia, Dom Rodrigo Menezes, ordenou seu transporte até Salvador. Ele achou que seria fácil.

A duras custas, os homens enviados por Dom Rodrigo, colocaram a imensa pedra em cima de uma carroça que era puxada por 12 pares de bois. Só que ela não foi longe. Após 180 metros de viagem, na primeira descida que enfrentariam, o peso da rocha quebrou a carroça e ela despencou, atropelando os bois e deslizando ladeira abaixo, até repousar no leito do Riacho Bendegó. Depois que viram o peso daquela pedra e o trabalho que daria para tirar ela de lá, eles resolveram deixar para lá. Voltaram para a capital e deixaram a pedra descansando no Bendegó por mais de 100 anos.

Entre 1785 e 1887, a Família Real Portuguesa veio para o Brasil, Dom Pedro gritou “Independência ou Morte”, nos tornamos um império, Pedro I renunciou e voltou para Portugal, o país foi reinado por regências provisórias, Dom Pedro II foi coroado imperador do Brasil aos 15 anos, casou-se, teve 4 filhos, já estava perto do fim do seu reinado e, em todo esse período, a Pedra do Bendegó permaneceu praticamente esquecida no Sertão Baiano. Esquecida, ao menos pelos brasileiros.

Isso porque ainda em 1810, ela foi visitada pelo cientista inglês Aristides Franklin Mornay, que trabalhava para o Governo da Bahia. Ele ouviu falar sobre aquela curiosa história e resolveu ir até o local para conferir. Mornay desconfiou que se tratava de um meteorito. Por isso, ele extraiu as primeiras amostras da peça e enviou para a Real Sociedade de Londres, que confirmou sua origem extraterrestre. 

A Pedra do Bendegó era, na verdade, um meteorito metálico. Uma massa compacta, composta principalmente de ferro e níquel, mas contendo também outros elementos em quantidades menores, entre eles, o ouro, que havia motivado o Governador Dom Rodrigo a buscá-la. Mas a quantidade de ouro é tão pequena (0,76 g para cada Kg do meteorito) que talvez nem desse para indenizar as famílias dos bois atropelados naquela operação.

Hoje sabemos que meteoritos assim tem origem no núcleo de planetas ou grandes asteroides que sofreram violentos impactos há mais de 4 bilhões de anos, no período de sua formação. Tais impactos teriam destruído sua crosta, manto e lançado no espaço até mesmo fragmentos do seu núcleo ferroso. 

Depois da visita de Mornay, o Meteorito Bendegó ficou famoso, menos no Brasil. Por aqui, a coisa só mudou em 1886 quando o Imperador Dom Pedro II tomou conhecimento da sua existência através da Academia de Ciências de Paris. Amante da Ciência, Pedro II determinou, então, que ela fosse levada para o Rio de Janeiro, capital do Império.

Essa não foi uma tarefa simples. Uma comissão de engenheiros foi formada e toda estratégia logística foi planejada com antecedência. Apenas em 7 de setembro de 1887, o Bendegó começou a ser retirado do riacho.

Foram dois meses e meio apenas para preparar e içar a rocha, para que ela fosse colocada em cima da carreta que levaria ela até a estação de trem mais próxima. 

A carreta, por sinal, foi projetada e construída especialmente para essa tarefa. Ela possuía dois pares de grandes rodas de madeira, que eram usadas para rodar sobre solo firme. Para os trechos mais complicados, foram colocadas rodas metálicas, especialmente projetadas para andar sobre trilhos. E os trilhos, eram montados, trecho a trecho, à medida que a carreta ia passando.  

Às vezes, a carreta era puxada por bois, às vezes utilizando-se de roldanas, alavancas, talhas e todo tipo de artefatos que pudessem ajudar a mover a carga consideravelmente pesada. Mesmo com tanta “tecnologia” e empenho, foram precisos 126 dias de esforços para vencer os 113 Km até a Estação de Jacuricy, onde o Meteorito Bendegó foi embarcado para Salvador.  

Nesse caminho, a comissão enfrentou diversos desafios de engenharia. Precisou construir estivados em lagoas, pontes provisórias, aterros, corte de encostas, e morros, e ainda precisaram parar a marcha 4 vezes para trocar os eixos da carreta que se partiram, e 7 vezes por conta de quedas do meteorito. Ô meteorito pra cair esse!

Quando chegou em Salvador, o Bendegó finalmente foi pesado (5.360 Kg!). Lá ele ficou exposto por 5 dias, depois foi enviado de navio ao Recife e de Recife para o Rio de Janeiro, onde chegou em 15 de junho de 1888 e foi recebido pela Princesa Isabel.

A Marinha da Côrte fez um corte no meteorito, de onde se extraíram amostras que foram enviadas para o mundo inteiro. Em 27 de novembro de 1888, o Meteorito Bendegó foi levado para o Museu Nacional, no Campo de Santana. Depois, foi movido para o Palácio Imperial, que mais tarde viria a se tornar a sede do Museu Nacional. Lá ele permanece exposto até os dias atuais, e já foi visitado por muito cientista importante.

E para quem acha que ele já havia enfrentado todo tipo de revés, eis que em setembro de 2018, ano em que o Bendegó completava 130 anos no Rio de Janeiro, um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, destruindo quase todo seu acervo histórico e científico. E o Bendegó?

Sobreviveu quase intacto. Sofrido, mas imponente e resistente, reconhecido como símbolo do renascimento do Museu Nacional. O Meteorito Bendegó é parte importante da nossa história e da nossa Ciência. Ele merece ser preservado e sua história precisa ser contada.

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Grupo Gamaredon envia ataques à Ucrânia

Malwares e spywares inundam PCs ucranianos

Rodrigo Mozelli  

Olhar Digital

O grupo de espionagem cibernética patrocinado pelo Estado russo conhecido como Gamaredon continuou seu ataque digital contra a Ucrânia, com ataques recentes alavancando o popular aplicativo de mensagens Telegram para atacar setores militares e de aplicação da lei no país.

“A infraestrutura de rede do grupo Gamaredon depende de contas Telegram de vários estágios para criação de perfis de vítimas e confirmação de localização geográfica e, finalmente, leva a vítima ao servidor de próximo estágio para a carga final”, disse o BlackBerry Research and Intelligence Team em um relatório compartilhado com o Hacker News. “Esse tipo de técnica para infectar sistemas de destino é novo.”.

Gamaredon, também conhecido por nomes como Actinium, Armageddon, Iron Tilden, Primitive Bear, Shuckworm, Trident Ursa e Winterflounder, é conhecido por seus ataques direcionados a entidades ucranianas desde pelo menos 2013.

No mês passado, a Unidade 42 da Palo Alto Networks divulgou as tentativas malsucedidas do agente da ameaça de invadir uma empresa de refino de petróleo não identificada em estado-membro da OTAN em meio à guerra russo-ucraniana.

As cadeias de ataque montadas pelo agente da ameaça empregaram documentos legítimos do Microsoft Office originários de organizações do governo ucraniano como iscas em e-mails de spear phishing para entregar malware capaz de coletar informações confidenciais.

Esses documentos, quando abertos, carregam um modelo malicioso de uma fonte remota (uma técnica chamada injeção de modelo remoto), contornando efetivamente a necessidade de habilitar macros para violar os sistemas de destino e propagar a infecção.

As últimas descobertas da BlackBerry demonstram uma evolução nas táticas do grupo, em que um canal de Telegram codificado é usado para buscar o endereço IP do servidor que hospeda o malware. Os endereços IP são alternados periodicamente para voar sob o radar.

Para esse fim, o modelo remoto é projetado para buscar um script VBA, que descarta um arquivo VBScript que se conecta ao endereço IP especificado no canal Telegram para buscar o próximo estágio – um script PowerShell que, por sua vez, alcança um endereço IP diferente para obter um arquivo PHP.

Este arquivo PHP tem a tarefa de entrar em contato com outro canal do Telegram para recuperar um terceiro endereço IP que contém a carga final, que é um malware de roubo de informações que foi revelado anteriormente pelo Cisco Talos em setembro de 2022.

Também vale ressaltar que o script VBA fortemente ofuscado só é entregue se o endereço IP do alvo estiver localizado na Ucrânia. “O grupo de ameaças muda os endereços IP dinamicamente, o que torna ainda mais difícil automatizar a análise por meio de técnicas de sandbox depois que a amostra envelhece”, apontou BlackBerry.

“O fato de os endereços IP suspeitos mudarem apenas durante o horário de trabalho do Leste Europeu sugere fortemente que o agente da ameaça trabalha em um local e, com toda probabilidade, pertence a uma unidade cibernética ofensiva que implanta operações maliciosas contra a Ucrânia”.

O desenvolvimento ocorre quando a Equipe de Resposta a Emergências de Computadores da Ucrânia (CERT-UA) atribuiu um ataque de malware destrutivo direcionado à Agência Nacional de Notícias da Ucrânia ao grupo de hackers Sandworm, vinculado à Rússia.

Via The Hacker News

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Samsung Galaxy Store tem vulnerabilidade detectada

Falhas permitiam aceso indevido e instalação de apps desconhecidos

Rodrigo Mozelli

Olhar Digital

Duas falhas de segurança foram divulgadas no aplicativo Galaxy Store da Samsung para Android que podem ser exploradas por um invasor local para instalar aplicativos arbitrários furtivamente ou direcionar possíveis vítimas para páginas de destino fraudulentas na web.

Os problemas, rastreados como CVE-2023-21433 e CVE-2023-21434, foram descobertos pelo NCC Group e notificados à empresa sul-coreana em novembro e dezembro de 2022. A Samsung classificou os bugs como de risco moderado e lançou correções na versão 4.5.49.8 enviado no início deste mês.

A Samsung Galaxy Store, anteriormente conhecida como Samsung Apps e Galaxy Apps, é uma loja de aplicativos dedicada usada para dispositivos Android fabricados pela Samsung. Foi lançado em setembro de 2009.

A primeira das duas vulnerabilidades é a CVE-2023-21433, que pode permitir que um aplicativo Android não autorizado já instalado em um dispositivo Samsung instale qualquer aplicativo disponível na Galaxy Store.

A Samsung descreveu isso como um caso de controle de acesso impróprio que, segundo ela, foi corrigido com as permissões adequadas para impedir o acesso não autorizado. Vale a pena notar que a falha afeta apenas os dispositivos Samsung que executam o Android 12 e anteriores, e não afeta os que estão na versão mais recente (Android 13).

A segunda vulnerabilidade, CVE-2023-21434, está relacionada a uma instância de validação de entrada imprópria que ocorre ao limitar a lista de domínios que podem ser iniciados como um WebView de dentro do aplicativo, permitindo efetivamente que um agente de ameaça ignore o filtro e navegue até um domínio sob seu controle.

“Tocar em um hiperlink malicioso no Google Chrome ou em um aplicativo não autorizado pré-instalado em um dispositivo Samsung pode ignorar o filtro de URL da Samsung e lançar uma visualização da web para um domínio controlado pelo invasor”, disse Ken Gannon, pesquisador do NCC Group.

A atualização ocorre quando a Samsung lançou atualizações de segurança para o mês de janeiro de 2023 para corrigir várias falhas, algumas das quais podem ser exploradas para modificar os parâmetros de rede da operadora, controlar a publicidade BLE sem permissão e obter a execução arbitrária do código.

Com informações de The Hacker News

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O achado de cientistas que pode proteger a Terra de asteroides

Cientistas australianos analisaram material coletado no espaço por sonda japonesa. “Descobrimos que o Itokawa é como uma almofada espacial gigante e muito difícil de destruir”, afirmaram os pesquisadores.

Por Roberto Peixoto, g1

Cientistas australianos que analisaram pequenos pedaços rochosos do asteroide Itokawa fizeram importantes descobertas que afirmam que podem auxiliar os estudos de defesa planetária e de objetos potencialmente perigosos ao nosso planeta.

Os pesquisadores examinaram três estruturas que foram trazidas durante a missão inédita da agência espacial japonesa (Jaxa) que retornou à Terra em junho de 2010 – fragmentos esses menores do que um grão de arroz.

Esse tamanho diminuto, porém, não foi um empecilho para o grupo de pesquisadores. A análise revelou que o asteroide, que está a 2 milhões de quilômetros da Terra e tem aproximadamente 500 metros de comprimento, é difícil de destruir e resistente a colisões.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas estudaram o impacto de partículas minúsculas que deixaram marcas na superfície dos grãos e assim descobriram que o corpo celeste foi formado nos primórdios do Sistema Solar, há cerca de 4,2 bilhões de anos.

A análise também corrobora a teoria de que o Itokawa surgiu de um objeto muito maior, um bloco maciço de rocha que foi estilhaçado por uma colisão, e então se transformou numa pilha de fragmentos agregados (do inglês, rubble pile).

“Esse tempo de sobrevivência tão surpreendentemente longo para um asteroide do tamanho de Itokawa é atribuído à essa natureza de choque absorvente que é característica do material que forma essa pilha de escombros”, disse o principal autor do estudo, Fred Jourdan, professor da Escola de Ciências da Terra e Planetárias da Curtin University.

“Em resumo, descobrimos que o Itokawa é como uma almofada espacial gigante e muito difícil de destruir”.

“Ao contrário dos asteroides monolíticos [aqueles formados por objetos], o Itokawa não é formado por um único pedaço de rocha, mas pertence à família de pilhas de escombros, o que significa que ele é inteiramente feito de pedras e rochas soltas, com quase metade sendo espaço vazio”, acrescentou o professor Jourdan.

Com esse achado, os cientistas argumentam que a durabilidade de corpos celestes do tipo pode ser muito maior do que imaginávamos. Isso porque, como a formação do nosso Sistema Solar foi há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, há um grande indicativo de que mais asteroides formados por fragmentos agregados estejam vagando pelo cinturão de asteroides, uma região entre as órbitas de Marte e Júpiter.

“A boa notícia é que também podemos usar essa informação a nosso favor”, acrescentou o coautor do estudo, Nick Timms, também da Escola de Ciências da Terra e Planetárias da Curtin.

“Se um asteroide for detectado tarde demais para um impulso cinético, podemos usar uma abordagem mais agressiva, como uma onda de choque de uma explosão nuclear para empurrar esse asteroide de pilha de escombros fora do seu curso, e sem destruí-lo”.

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Twitter: saiba como vão ficar os tweets com 4 mil caracteres

Musk fez o anúncio em dezembro e o recurso ainda não tem data para chegar a todos os usuários. Para facilitar o visual, o Twitter deve adotar o clássico “leia mais”

Lucas Soares  

Olhar Digital

Por muitos anos o Twitter foi conhecido como uma rede social “sucinta”, em oposição aos textões do Facebook, tudo no passarinho azul deveria ter no máximo 180 caracteres (ou uma infinidade se você criasse threads). No entanto, já tem alguns anos que esse limite foi quebrado para 280 e agora, nas mãos de Elon Musk, a rede social se prepara para um novo (e enorme) salto, com 4 mil caracteres.

Uma das preocupações dos usuários é que isso pode mudar de forma profunda o visual e o layout do Twitter, mas talvez as coisas não sejam tão extremas. Quer uma amostra? O programador e especialista em engenharia reversa Alessandro Paluzzi publicou um print de uma versão de testes que mostra a plataforma exibindo textos maiores, além dos 280 caracteres que conseguem ser mostrados na íntegra.

Musk fez o anúncio em dezembro e o recurso ainda não tem data para chegar a todos os usuários. Para facilitar o visual, o Twitter deve adotar o clássico “leia mais”. Ou seja, quando navegar pelo Twitter os textos terão no máximo 280 caracteres e os que passarem disso vão estar com o conteúdo escondido atrás do novo botão.

Twitter pode ter mudanças no Blue

No Twitter, Elon Musk disse, neste último sábado (21), que sua rede social lançará uma nova assinatura Blue de “preço mais alto” que não exibe anúncios na plataforma. A atual assinatura mensal de US$ 7,99 do Twitter Blue promete 50% menos anúncios em comparação com não assinantes, embora esse recurso ainda não tenha sido implementado.

Uma assinatura mais cara e sem anúncios pode ser a resposta do Twitter aos números decepcionantes de assinantes do serviço premium Blue e ao declínio de 40% do Twitter na receita de anúncios, conforme informado pelo The Verge. Além do novo nível de assinatura, Musk disse que o Twitter também está trabalhando em uma maneira de diminuir a frequência e o tamanho dos anúncios no Twitter, algo que ele já sugeriu no passado. Veja mais.

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Samsung e Apple crescem no mercado de smartphones mesmo com crise no setor

Enquanto mercado global de smartphones cai 11% em vendas, Apple e Samsung mantém números e dominância de mercado.

Bruno Ignacio de Lima  

Olhar Digital

Sabemos que a Samsung e a Apple competem entre si para ver qual fabricante domina o mercado global de smartphones. Segundo os dados mais recentes coletados pela empresa de análise Canalys, referentes ao ano de 2022, as outras três empresas que competem com as líderes do setor estão ficando para trás. A Xiaomi, Oppo e Vivo (marca chinesa) registraram quedas na venda global de celulares no ano passado.

Em um cenário no qual todo o mercado de smartphones sofreu uma redução de 11% em 2022, a Apple e a Samsung aumentaram sua dominância no setor e mantiveram suas vendas. Em contrapartida, a Xiaomi, Oppo e Vivo perderam pontos percentuais.

No ano passado, a Samsung foi líder, responsável por 22% das vendas globais de celulares, percentual que em 2021 era de 20%. Já a Apple aumentou sua dominância de 17% para 19%. Seus concorrentes, por outro lado, perderam espaço. A Xiaomi passou de 14% para 13%, enquanto a Oppo e Vivo caíram para 9% das vendas globais, cada uma.

Seria fácil supor que as duas gigantes na liderança tivessem vencido as demais empresas em tudo, mas a situação é mais complicada do que isso. Em 2022, as remessas de smartphones caíram drasticamente em 11%, para menos de 1,2 bilhão.

Dominância de mercado das principais fabricantes de smartphones no quarto trimestre de 2022
Dominância de mercado das principais fabricantes de smartphones no quarto trimestre de 2022 (Imagem: Reprodução/Canalys)

No quarto trimestre, mais especificamente logo após o anúncio da nova geração de iPhones 14, a Apple obteve 25% de participação de mercado. Trata-se de um verdadeiro sucesso, especialmente em comparação aos mesmos trimestres de 2020 e 2021, quando a fabricante registrava 23% de dominância do setor. Vale destacar que o fim de ano é o grande momento da Apple, que é quando a marca geralmente lança seus novos smartphones.

No quarto trimestre, a Samsung aumentou de 19 para 20%, continuando sua trajetória ascendente, assim como a Oppo, que chegou ao quarto lugar e melhorou de 9 para 10%. A Vivo continuou com 8% das vendas, enquanto a Xiaomi manteve por pouco o terceiro lugar com 11%.

“Em uma situação macroeconômica difícil durante 2022, os fornecedores de smartphones tiveram dificuldades. O quarto trimestre representa os piores resultados anuais e trimestrais em dez anos”, disse Runar Bjrhovde, analista da Canalys. Segundo a empresa, 2023 será igualmente desafiador para as fabricantes de smartphones.

Apple e Samsung prosperam em meio a mercado em queda

O mercado de smartphones como um todo está em dificuldades. Vivo, Xiaomi e Oppo experimentam quedas acentuadas, mas Samsung e Apple mantêm suas vendas apesar da crise. Dito isso, não estamos dizendo que as líderes de mercado cresceram em vendas, mas mantiveram seus números mesmo em um cenário de dificuldade.

O mercado de smartphones tropeçou um pouco em 2022, caindo 11%. Pelo menos é o que afirma a empresa de pesquisa Canalys, ao rastrear as remessas de smartphones dos fabricantes, um indicador confiável do volume de vendas global. Eles afirmam que 1,2 bilhão de telefones foram vendidos globalmente.

“Os fornecedores abordarão 2023 com cautela, priorizando a lucratividade e protegendo a participação de mercado”, disse Le Xuan Chiew, analista de pesquisa da Canalys. “Os fornecedores estão cortando custos para se adequar à nova realidade do mercado. Construir parcerias fortes será importante para proteger as participações de mercado, pois as difíceis condições de mercado para parceiros e fornecedores podem facilmente levar a negociações extenuantes”.

As estimativas de vendas divulgadas pela Canalys são:

  1. Samsung: cerca de 264 milhões (22%);
  2. Apple: cerca de 228 milhões (19%);
  3. Xiaomi: cerca de 156 milhões (13%);
  4. Oppo: cerca de 108 milhões (9%).
  5. Vivo: cerca de 108 milhões (9%).

Quando comparado a 2021, pelo mesmo levantamento da Canalys, 1,35 bilhão de smartphones foram vendidos:

  1. Samsung: cerca de 274,5 milhões (20%);
  2. Apple: cerca de 230,1 milhões (17%);
  3. Xiaomi: cerca de 191,2 milhões (14%);
  4. Oppo: cerca de 145,1 milhões (11%);
  5. Vivo: aproximadamente 129,9 milhões (10%).

“Embora as pressões inflacionárias diminuam gradualmente, os efeitos dos aumentos das taxas de juros, desacelerações econômicas e um mercado de trabalho cada vez mais difícil limitarão o potencial do mercado”, acrescentou Chiew.

De maneira geral, podemos concluir que as marcas chinesas enfrentam um desafio muito maior que a Apple e Samsung para vender seus dispositivos. Pelas estimativas da Canalys, este ano de 2023 não deverá facilitar as coisas para todo o setor de smartphones.

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Maior surto de “superfungo” candida auris é identificado por cientistas no Brasil

A infecção por Candida auris é resistente a medicamentos e pode ser fatal. Estima-se que entre 30% e 60% dos pacientes infectados com o fungo acabam indo a óbito.

Lucas Soares

Olhar Digital

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou o que seria o maior surto de candida auris no Brasil. Os 48 casos da doença foram relatados entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022 na capital de Pernambuco, Recife.

A infecção por candida auris é resistente a medicamentos e pode ser fatal. Estima-se que entre 30% e 60% dos pacientes infectados com o fungo acabam indo a óbito. Porém, os números podem variar com base em alguns aspectos, como a gravidade da doença e a resistência do patógeno a tratamentos.

Ao todo, nove pessoas foram diagnosticadas com C. auris. Entre os pacientes, estavam sete homens e duas mulheres. Além do surto em Pernambuco, a Anvisa confirmou casos anteriores em Salvador, capital baiana. 

Em entrevista à CNN, Manoel Marques Evangelista Oliveira, do Laboratório de Taxonomia, Bioquímica e Bioprospecção de Fungos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), relatou que a pesquisa tinha como objetivo justamente mapear a doença no Brasil e que os dados do SUS foram fundamentais nisso. 

“Um sistema de Saúde Única permite um rápido diagnóstico e observamos que houve um baixo número de óbitos entre esses pacientes. Demonstramos que a presença de candida auris em pacientes não quer dizer necessariamente que eles vão evoluir para o óbito. O fungo pode colonizar o paciente e ainda há medidas para impedir que essa infecção se dissemine nesse paciente”, explicou.

Candida auris é recente no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil não havia relato de nenhum caso de infecção por candida auris até janeiro de 2020. O fungo é considerado emergente na escala de ameaça à saúde global e foi identificado pela primeira vez como causador de doenças em humanos em 2009, no Japão.

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Data Center movido a energia nuclear conclui fases importantes de construção

Enorme estrutura de data center está sendo construída nos Estados Unidos e deverá ser a primeira no país movida a energia nuclear

Ronnie Mancuzo  

Olhar Digital

As grandes estruturas de data center precisam de grandes quantidades de energia para poderem operar. Mesmo após muitas melhorias em eficiência energética terem surgido no segmento nos últimos anos.

Nesse sentido, a chegada de um data center de 475 megawatts movido a energia nuclear é considerada muito bem-vinda em tempos de descarbonização tecnológica. Ele está sendo criado pela empresa Cumulus Data, no estado norte-americano da Pensilvânia.

Marcos importantes na construção da Fase 1 do projeto chamado Susquehanna foram concluídos. Isso significa que um espaço de 48 megawatts no data center está disponível para locação.

Energia limpa para ajudar na pegada de carbono dos clientes

Quando estiver concluída, a estrutura nuclear de data center será a primeira do tipo nos Estados Unidos. A ideia da empresa é oferecer a taxa de energia mais atraente do país, ao passo que oferece aos clientes a oportunidade de reduzir suas próprias pegadas de carbono.

No foco da Cumulus Data, também está a geração de empregos sustentáveis na região onde está sendo instalada a estrutura, além de oferecer treinamento em tecnologia para empresas vizinhas da Pensilvânia. Futuramente, a ideia é replicar esse modelo de data center em outros locais do país.

Atualmente, a energia nuclear gera 50% da eletricidade livre de carbono dos Estados Unidos e 20% da eletricidade total norte-americana. Todas as 55 usinas nucleares do país, segundo dados apresentados pela Cumulus Data, evitam emissões de carbono semelhante ao emitido por 100 milhões de veículos de passageiros por ano.

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