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Câmara dos Deputados aprova Marco Legal das Startups

Por Kaique Lima,Editado por Tissiane Vicentin

Olhar Digital

Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou na tarde desta terça-feira (11) o Projeto de Lei Complementar (PLC) 146/19, conhecido como marco legal das startups. O texto visa enquadrar como startups, empresas, sociedades cooperativas e empreendedores individuais que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços e modelos de negócios

Agora, a matéria, que foi aprovada pelo Senado Federal em fevereiro, segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro. Com base no novo regulamento, para ser classificada como startup, uma empresa deve ter receita bruta de até R$ 16 milhões no ano anterior e até dez anos de inscrição no CNPJ.

As empresas também precisam declarar o uso de modelos inovadores que se enquadram no regime Inova Simples em seu contrato social. O regime está previsto no Estatuto das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123/06). 

As startups também poderão aceitar aporte financeiro de pessoas físicas ou jurídicas, que podem ou não resultar em participação deste ente no capital social da empresa. Porém, isso ficará a cargo do tipo de investimento escolhido pelas partes. 

O texto do PLC 146/19, que teve como relator o deputado federal Vinicius Poit (Novo-SP), é composto por nove capítulos que abordam as definições legais, ambiente regulatório, medidas de aprimoramento do ambiente de negócios, aspectos trabalhistas, incentivo ao desenvolvimento regional e participação do Estado em startups. 

Startups em concorrências públicas

O PLC 146/19 também cria uma modalidade especial de licitação, que permite que a administração pública contrate cidadãos ou empresas, de forma isolada ou em consórcios, para testes de soluções inovadoras já desenvolvidas ou em fase de projeto. 

Isso envolve produtos e serviços que tenham ou não risco tecnológico, no entanto, o edital da licitação deverá ser divulgado pelo menos 30 dias antes do recebimento das propostas. Com isso, o texto visa garantir a isonomia do processo licitatório. 

Após o resultado da licitação, será fechado um Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI) com a empresa selecionada. A vigência do acordo será limitada a 12 meses, com possibilidade de prorrogação por mais um ano, e valor máximo de R$ 1,6 milhão por contrato. 

Com informações da Agência Brasil 

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Arqueólogos encontram dinossauro de 82 milhões de anos nos Estados Unidos

Por Kaique Lima,Editado por Rafael Rigues

Olhar Digital

Um grupo de arqueólogos de diferentes universidades e museus dos Estados Unidos descobriu uma nova espécie de dinossauro de chifres que viveu há 82 milhões de anos.

Esta espécie é uma das mais antigas entre os ceratopsídeos, que é como são chamados os dinossauros com chifres, “colares” e faces em bico, como o famoso Triceratope, a ser catalogada.

A descoberta foi publicada na revista de paleontologia alemã PaläontologischeZeitschrift (PalZ) e a nova espécie foi batizada como Menefeeceratopssealeyi. De acordo com o Phys.org, ela adiciona informações importantes para a compreensão sobre a evolução dos ceratopsídeos. 

Os Menefeeceratops são os membros mais antigos já catalogados da subfamília centrosaurina. Por conta disso, seus restos oferecem uma imagem mais clara sobre o caminho evolutivo de seu grupo até a sua extinção, no período Cretáceo. 

Descoberta importante

“Houve um aumento notável em nosso conhecimento da diversidade de ceratopsídeos nas últimas duas décadas”, declarou Peter Dodson, especialista em dinossauros com chifres da Universidade da Pennsylvania. “Muito disso resultou de descobertas mais ao norte, de Utah a Alberta (cidades ao norte dos Estados Unidos)”, complementa. 

“É particularmente empolgante que essa descoberta seja significativamente mais antiga do que qualquer descoberta anterior de ceratopsídeo”, prossegue Dodson. “Ela ressalta a importância da fauna de dinossauros Menefee para a compreensão da evolução dos dinossauros do Cretáceo Superior em todo o oeste da América do Norte”, conclui. 

Parente famoso

A descoberta original do Menefeeceratops foi realizada originalmente há 25 anos, em 1996, por Paul Sealey, um pesquisador associado do Museu de História Natural e Ciência do Novo México, em uma área de formação rochosa conhecida como Menefee, daí o nome dado à espécie. Inicialmente, ele foi catalogado como uma espécie já conhecida de ceratopsídeo. 

Posteriormente, com base em novas investigações, os pesquisadores determinaram que esses fósseis pertenciam a uma nova espécie. O Menefeeceratops sealeyi é um ancestral do conhecido Triceratops, com diferença no tamanho. Enquanto a nova espécie media no máximo 4,5 metros de altura, o parente famoso podia chegar a mais de 9 metros. 

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Robô brasileiro é capaz de prever mortes por complicações respiratórias

Por Marina Kaiser,Editado por André Lucena

Utilizando inteligência artificial e machine learning, pesquisadores do Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps) da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram identificar 88% de mortes por complicações respiratórias em 1.767 pessoas.

Os cientistas também classificaram o risco de óbito em decorrência dessas doenças e descobriram que 100% dos óbitos estavam entre aqueles previamente identificados como maior risco de morte por complicações respiratórias (25% do grupo analisado).

Este é um dos estudos sobre previsão de morte mais amplos já realizados em grandes populações. “O que existe na literatura é aplicação de machine learning para identificação de risco em populações específicas. Por exemplo, em pessoas que já apresentam problemas cardíacos, em pessoas que já têm diagnóstico de câncer”, explica Carla Nascimento, doutoranda em saúde pública pela USP, pesquisadora do Labdaps e coautora do estudo.

Para chegar aos resultados obtidos, os pesquisadores analisaram dados coletados pela pesquisa Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (Sabe), também da USP, entre 2006 e 2010, com foco em moradores de São Paulo com 60 anos ou mais. Dessa forma, a Covid-19 ficou de fora da pesquisa.

No entanto, como a Sabe não foi criada para indicar mortalidade, os cientistas precisaram também cruzar esses dados com as informações de mortes na cidade de São Paulo. A partir disso, os pesquisadores treinaram o algoritmo de machine learning com 70% da base de dados. O restante foi utilizado para testar o nível de assertividade das previsões geradas a respeito das mortes por complicações respiratórias.

“[O estudo] abre um leque de possibilidades de iniciar medidas preventivas ao ponto de conseguir evitar que a morte ocorra. Não é algo ‘você vai morrer e não tem o que fazer em relação a isso’. O grande interesse de saber é evitar que isso aconteça”, afirma Alexandre Chiavegatto Filho, diretor do Labdaps.

Próximos passos

Com o sucesso da previsão de mortes por complicações respiratórias, os cientistas querem agora compreender o quanto essa tecnologia preditiva pode apoiar e mudar o comportamento clínico. Por isso, o próximo passo é elaborar um estudo aleatório com um grupo de médicos que receberá o programa e outro que ficará sem, e acompanhar os respectivos pacientes.

Antes de mais nada, os pesquisadores avaliarão que tipo de dados esses profissionais desejam. “Será que ele quer algo bem simples – ‘Esse paciente vai a óbito em 5 anos por doença cardiovascular’. Será que ele quer uma probabilidade? Ou fornecer probabilidades e graus de incertezas? Às vezes muito detalhe pode ser muito complexo e o médico pode acabar ignorando a informação. E com poucos detalhes o médico pode acabar não confiando nesse resultado”, diz Chiavegatto Filho.

Na sequência, a tecnologia será então disponibilizada para 30 hospitais brasileiros escolhidos por meio de uma plataforma chamada RandomIA, que contou com financiamento da Microsoft e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq).

Apesar de ainda estar longe do cotidiano, Chiavegatto Filho acredita que esse tipo de tecnologia será bem recebida assim que estiver disponível e pronta para aplicação. “É impressionante a quantidade de decisões difíceis e complexas que os médicos tomam ao longo do seu dia. O médico passa muito tempo coletando informações de pacientes e recebe de volta informações dispersas. Nada que unifique essa informação toda e ajude a tomar uma decisão. É isso que a inteligência artificial está trazendo”, afirma.

Via: Folha de S.Paulo

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Nível de serotonina aumenta quando a depressão desaparece, diz estudo

Gabriela Bulhões

Olhar Digital

Uma das possíveis causas da depressão é o baixo nível de serotonina no cérebro e muitos antidepressivos agem bloqueando a proteína que transporta a serotonina para longe das células nervosas. Um estudo de imagem cerebral no Karolinska Institutet prova que o nível médio do transportador de serotonina aumentou consideravelmente em um grupo de 17 indivíduos que se recuperaram da depressão após a terapia cognitivo-comportamental. 

“Nossos resultados sugerem que as mudanças no sistema da serotonina fazem parte da biologia da depressão e que essa mudança está relacionada ao episódio, e não a uma característica estática – um estado em vez de um traço”, disse Johan Lundberg, autor do estudo e pesquisador do Departamento de Neurociência Clínica, Karolinska Institutet. 

Isso porque a serotonina é um neurotransmissor que afeta o humor e a emoção. Sua proteína transportadora é considerada um papel crítico na depressão, por bombear a serotonina para longe dos neurônios cerebrais, portanto, regula a quantidade de serotonina ativa no cérebro.

Muitos antidepressivos modernos inibem esse transportador, por outro lado, o efeito desses medicamentos pode ser retardado por várias semanas e não surtir efeito algum. Por isso a necessidade de mais conhecimento sobre as causas biológicas da depressão.

No estudo, os cientistas investigaram como o transportador da serotonina muda quando uma pessoa que está deprimida é tratada com sucesso. Para fazer isso, eles mediram os níveis dos transportadores de serotonina em 17 indivíduos com depressão antes e depois de um curso de terapia cognitivo-comportamental. 

Os pesquisadores descobriram que os níveis eram em média 10% mais altos após o tratamento de três meses. No total de 17 pacientes, 13 relataram uma melhora em seus sintomas. “Em vez de níveis mais baixos de transportador de serotonina quando a depressão foi tratada, descobrimos o oposto – mais transportador após melhora dos sintomas”, disse Jonas Svensson, pesquisador de pós-doutorado no grupo do Dr. Lundberg.

Fonte: Medical Xpress

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Acordo firmado: NASA e Axiom Space anunciam primeira missão privada à Estação Espacial

Redação

Olhar Digital

A Nasa e a Axiom Space assinaram um contrato para que a primeira missão privada de astronautas à Estação Espacial Internacional seja realizada em janeiro de 2022.

O voo espacial, designado Axiom Mission 1, vai ser lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Os astronautas devem passar oito dias a bordo do laboratório orbital.

Para a Ax-1, a Axiom propôs Michael López-Alegría, Larry Connor, Mark Pathy e Eytan Stibbe como membros principais da tripulação. Ela é chamada de missão privada porque nenhum deles têm ligações com agências espaciais oficiais, nem pertencem a alguma força armada.

Após serem analisados pela Nasa e parceiros internacionais, os astronautas vão ser submetidos a testes de qualificação médica. Assim que a tripulação proposta for aprovada na revisão e qualificação, os quatro membros devem começar os treinamentos para o voo.

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Nação mais vacinada do mundo, Seychelles enfrenta novo surto de Covid-19

Por Kaique Lima,Editado por Tissiane Vicentin

Olhar Digital

As ilhas Seychelles, que proporcionalmente é a nação mais vacinada do mundo, com cerca de 60% de sua população imunizada contra a Covid-19, está enfrentando um novo surto da doença. O aumento nos casos no pequeno país africano levanta uma série de questionamentos em relação à eficácia da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinopharm, que foi administrada na maior parte dos habitantes do país. 

De acordo com o Ministério da Saúde do arquipélago, mais de 2.400 pessoas foram diagnosticadas com a Covid-19 até a última sexta-feira (7). Isso significa que os casos mais que dobraram em relação à semana anterior, que teve menos de 1.100 casos. Entre os infectados, 37% havia recebido duas doses de vacina, mas o governo não detalhou qual dos imunizantes. 

Entre os imunizados em Seychelles, 57% receberam a vacina do laboratório chinês, o restante, cerca de 3%, recebeu o imunizante da AstraZeneca/Oxford com fabricação na Índia. Após o aumento dos casos, o arquipélago impôs uma série de restrições, como fechamento de escolas, cancelamento de eventos esportivos e a proibição de reuniões de famílias que não moram juntas. 

Apesar do aumento no número de casos, a maior parte das infecções é da forma leve da doença, disse a diretora de imunizações da Organização Mundial da Saúde, Kate O’Brien, ao The Wall Street Journal. “A vacina Sinopharm realmente requer duas doses. E alguns dos casos que estão sendo relatados estão ocorrendo logo após uma única dose ou logo após uma segunda dose”. 

Na pior hora

O aumento repentino do número de casos em Seychelles coloca em xeque a real eficácia do imunizante produzido pela estatal chinesa. Além disso, a vacina da Sinopharm foi recomendada pela OMS para uso emergencial na última sexta-feira (7), o que libera o uso do imunizante em escala global.

O órgão anunciou a decisão após semanas de deliberação, o intuito é ajudar a acelerar o processo de imunização em países pobres ou em desenvolvimento. Essas nações têm sofrido com a escassez de doses, cenário que foi agravado com a paralisação das exportações da Índia após em razão do surto de Covid-19 enfrentado pelo país asiático

Apesar de ainda não terem feito o sequenciamento genético do vírus circulante em Seychelles, acredita-se que a razão pode ser a variante B.1.352. Essa cepa, que foi descoberta na África do Sul, foi encontrada no arquipélago em fevereiro. Estudos envolvendo a vacina da AstraZeneca mostraram que ela é menos eficaz contra essa variante. 

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SpaceX lança mais 60 satélites Starlink e bate recorde com Falcon 9

Por Layse Ventura,Editado por Rafael Rigues

Elon Musk vive um fim de semana memorável. Após ser apresentador do SNL na noite de sábado (8), viu sua empresa SpaceX atingir mais um marco na madrugada de domingo: o décimo voo (e pouso) de seu foguete reutilizável Falcon 9.

“Primeira vez que um foguete Falcon alcançará um voo com dois dígitos”, tuitou Elon Musk no sábado à noite:

Com isso, a empresa californiana mostra sinais de que não vai diminuir o ritmo. Enquanto em 2020 foram lançados 26 foguetes, neste ano já foram 14 lançamentos.

A espaçonave decolou a partir da base da Força Espacial dos Estados Unidos, no Cabo Canaveral, às 3h42 da madrugada (horário de Brasília). Aproximadamente 9 minutos depois da decolagem, o foguete retornou para o solo. O objetivo era colocar em órbita mais 60 satélites Starlink, totalizando mais de 1,6 mil – o que inclui alguns equipamentos que já não estão mais funcionando.

Estamos mais próximos de ter oficialmente a internet de banda larga comercializada por Musk. Atualmente, há 1.620 satélites Starlink em órbita, próximo da meta de 1.680 estabelecida pela SpaceX. Por isso, é provável haja a oferta comercial do serviço de internet ainda neste ano.

Atualmente, ele está em fase de teste com usuários ao redor do mundo e sendo ofertado em pré-venda mediante um depósito de US$99 pelo site. De acordo com a empresa, mais de 500 mil usuários se inscreveram.

É o segundo lançamento bem-sucedido que a SpaceX fez em uma semana. 11 dos 14 voos dos Falcon 9 neste ano foram para carregar satélites para a Starlink.

O foguete usado neste domingo, chamado de B1051, fez sua estreia em 2019, quando lançou uma cápsula não tripulada Crew Dragon na missão Demo-1 como parte de voos de teste para o programa de tripulação comercial da Nasa.

Recentemente, a SpaceX celebrou o lançamento de sua terceira missão tripulada em menos de um ano, a Crew-2, enquanto comemorava também a volta dos tripulantes da missão Crew-1 da Estação Espacial Internacional.

Via Space.com

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Pesquisa japonesa diz que colisões de nuvens de gás formam aglomerados de estrelas

Por Flavia Correia,Editado por Rafael Rigues

Olhar Digital

Pesquisa da Universidade de Nagoya, no Japão, feita por equipe liderada pelo professor associado Kengo Tachihara e pelo professor emérito Yasuo Fukui, focou em uma hipótese que diz que, quando várias nuvens de gás colidem no espaço, esse encontro origina um aglomerado de estrelas.

Para comprovar essa tese a equipe, em parceria com estudiosos da Universidade da Prefeitura de Osaka e do Observatório Astronômico Nacional do Japão, realizou estudos observacionais de uma vasta quantidade de dados por mais de uma década, bem como a coleta de informações teóricas de simulações numéricas.

Como resultado, concluiu-se que as colisões de nuvens de gás pairando no espaço, de fato, induzem o nascimento de um aglomerado de estrelas (astros que, por si só, já se originam de explosões de nebulosas, como se explica mais adiante).

Foram analisadas colisões de nuvens de gás na Via Láctea e também em outras galáxias, o que sugere que essas colisões são um fenômeno universal.

Dessa perspectiva, há uma possibilidade cada vez mais provável de que a Via Láctea colidiu com outras galáxias logo após seu nascimento, o que fez com que nuvens de gás nas galáxias colidissem com frequência, resultando na formação de muitos aglomerados globulares (grupos de mais de um milhão estrelas).

Suas descobertas contribuíram para uma compreensão mais profunda da formação de estrelas massivas e do nascimento de aglomerados estelares. Os estudos foram publicados no periódico científico “Publicações da Sociedade Astronômica do Japão”, como uma edição especial intitulada “Star Formation Triggered by Cloud-Cloud Collision Ⅱ” (Formação de estrela desencadeada por colisão nuvem-nuvem Ⅱ, em tradução livre).

A edição contém uma coleção de 20 artigos originais baseados em elaboradas verificações de corpos astronômicos individuais, bem como um artigo em revisão resumindo os últimos entendimentos da formação de estrelas por colisões de nuvens de gás.

Você sabe como nascem as estrelas do céu?

Poucas coisas são tão encantadoras e misteriosas quanto um céu coberto de estrelas. E é cada vez mais difícil observar um firmamento verdadeiramente estrelado a partir do nosso planeta.

Conforme a população humana se torna mais urbanizada, as luzes artificiais acabam ofuscando a visão desses e outros corpos celestes. Mas, eles ainda estão lá – só na Via Láctea, a nossa galáxia, existem mais de cem bilhões de estrelas (e o Sol é uma delas). 

Você já se perguntou como elas surgem? E mais: sabia que muitas delas nem existem mais? Que já morreram há milhões ou até bilhões de anos, e que o que vemos é apenas o brilho da sua luz? 

Como se dá o ciclo de vida de uma estrela

Aqueles pontinhos luminosos, que parecem tão constantes e imutáveis, têm um ciclo de vida: nascem, crescem e morrem. O nascimento acontece nas nebulosas, imensas nuvens compostas, basicamente, de gases e poeira.

As nebulosas têm regiões com diferentes concentrações de gases. Alguns fatores, como a turbulência, podem levar à contração das regiões de maior densidade.

Essa contração provoca o aquecimento e a rotação desse conjunto de materiais (os gases e a poeira), ocasionando o que é chamado, nessa fase, de protoestrela. Ao se contrair, a protoestrela aumenta sua força gravitacional e atrai mais gás e poeira.

Num dado momento, a gravidade é tão alta que a temperatura e a pressão nessa protoestrela crescem muito. Isso leva a várias colisões, que causarão a fusão nuclear do hidrogênio em hélio. A partir desse momento, a estrela começará a sua vida adulta.

Na maioria das vezes, esse material que está em colapso pode se dividir, fazendo com que nasçam duas ou mais estrelas próximas. Mais da metade das estrelas próximas do Sol são sistemas múltiplos.

Porém, nem todo material envolvido no colapso se torna parte da estrela. Uma grande parcela acaba circundando-a e dando origem, com o tempo, a planetas, asteroides, cometas ou até permanecendo como poeira interestelar. E é por isso que podemos dizer que os planetas são fruto do nascimento de estrelas.

Já nas nebulosas nas quais não há massa suficiente para a “explosão” que dá vida a uma estrela, após a contração dos gases o núcleo começa a se esfriar, originando uma anã marrom (ou anã castanha): um corpo celeste cujo tamanho está entre o de planetas gigantes como Júpiter e o de estrelas pequenas.

Esse tipo de astro produz pouquíssima energia, sendo mais parecido com planetas do que com estrelas. A massa mínima para acender as reações nucleares e formar uma estrela é de 50 vezes a massa de Júpiter, para se ter uma ideia.

A morte da estrela

Segundo  a professora Thais Idiart, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), o tempo de vida de uma estrela está diretamente relacionado à sua massa.

“As de massa bem maior que a do Sol, cerca de dez vezes maior, por exemplo, vão durar dezenas de milhões de anos, enquanto o tempo de vida do astro solar é de 10 bilhões de anos. Já estrelas com um décimo da massa solar têm uma expectativa de vida de várias dezenas de bilhões de anos”.

Se a estrela tiver menos do que oito vezes a massa do Sol, ela se esfriará lentamente virando uma anã branca. A estrela libera alguns gases, que ficam em torno dela formando uma nebulosa planetária. As anãs brancas podem ter tamanhos comparáveis aos da Terra, porém com massas próximas às do Sol. 

Idiart explica por que as estrelas morrem. “No núcleo delas, a energia é formada por fusão nuclear, ou seja, elementos mais leves vão se fundindo e formando os mais pesados com o passar do tempo”.

Quando o hidrogênio se esgota no núcleo da estrela, o hélio começa a se fundir para formar carbono. “Então, forma-se um núcleo que não irá mais produzir energia e, com isso, começa o processo de morte da estrela”.

Somos feitos de estrelas?

Se a estrela tiver massa maior do que oito vezes a do Sol, sua morte é catastrófica. Como dito, as estrelas vão produzindo elementos novos, o que produz energia.

Isso ocorre para todos os elementos mais leves que o ferro. Já para produzir este último, ao invés de liberar, consome-se energia. Assim, na produção do ferro, grande parte da energia da estrela é sugada, e ela acaba resfriando-se repentinamente.

O núcleo é totalmente transformado em ferro em poucas horas. Dessa forma, a pressão cai bruscamente, e as camadas externas começam a implodir em direção ao centro da estrela.

Ali, encontram-se com o núcleo sólido de ferro e quicam, sendo ejetadas para o espaço sideral a altas velocidades: é o que chamamos de Supernova. 

Com a energia dessa explosão, são produzidos todos os elementos mais pesados que o ferro. Os gases liberados no espaço dão origem a uma nova nebulosa, na qual poderão surgir novas estrelas.

O destino do que sobrou no núcleo é novamente ditado pela massa. Se esta for menor que duas ou três vezes a massa do Sol, surgirá uma estrela de nêutrons. Se for maior, dará origem ao que conhecemos como buraco negro

Se analisarmos que o universo era composto, inicialmente, só de hidrogênio e hélio, toda matéria que nós conhecemos foi produzida nas estrelas. E mais: como aqui na Terra nós encontramos todos os elementos mais pesados que o ferro, isto significa que a nebulosa que deu origem ao Sol (e à Terra) é proveniente da explosão de uma supernova. Daí, podemos até dizer que, sim, nós somos, então, poeira de estrelas.

Fontes: CBPF Nova Escola / Phys

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Fungo raro causa perda de olho e morte em pacientes com Covid na Índia

Layse Ventura

Olhar Digital

A crise sanitária da Índia adquiriu mais um infeliz capítulo. O país, que foi o primeiro a registrar 400 mil novos casos de Covid-19 em um único dia, está vendo aumentar o número de casos de uma infecção rara e perigosa chamada de mucormicose ou também de “fungo negro” entre pacientes em recuperação e recuperados de coronavírus.

A doença, que tem uma taxa de mortalidade geral de 50%, tem atingido principalmente pacientes diabéticos de meia-idade. A maioria deles foi infectada pelo fungo nas duas semanas após se recuperarem da Covid-19.

Dos 40 pacientes atendidos pelo cirurgião ocular Akshay Nair, 11 tiveram um olho removido cirurgicamente. Já no Hospital Sion de Mumbai, que registrou 24 casos nos últimos dois meses, 11 pacientes removeram um olho enquanto outros seis morreram.

A remoção do olho (em alguns casos de ambos os olhos e de parte do osso da mandíbula) é preventiva para impedir que a infecção chegue ao cérebro. Porém, isso ocorre porque os pacientes buscam tratamento tardiamente, quando já estão perdendo a visão.

No entanto, o único tratamento eficaz contra a doença também é inacessível para muitos indianos. Trata-se de uma injeção antifúngica que deve ser administrada diariamente por até 8 semanas. A dose do medicamento custa 3,5 mil rúpias (R$ 250), o que pode totalizar até US$ 14 mil durante o período de tratamento.

O que é mucormicose?

A mucormicose é uma doença que afeta os seios da face, o cérebro e os pulmões. Ela é provocada pela exposição a diversos organismos fúngicos na ordem Mucorales, como aqueles nos gêneros RhizopusRhizomucor e Mucor, de acordo com o Manual MSD.

É um tipo de mofo observado em material orgânico em decomposição no solo. Embora esse fungo seja encontrado também entre pessoas saudáveis, ele pode provocar a morte em pacientes diabéticos ou imunocomprometidos – como pessoas com câncer ou HIV positivo.

Os sintomas da doença incluem nariz entupido e sangramento, inchaço e dos nos olhos, pálpebras caídas, visão turva e perda da visão. Também pode haver manchas pretas ao redor do nariz.

Acredita-se que a resposta para o aumento nas infecções esteja nos esteroides usados para o tratamento de COVID-19. Eles servem para reduzir a inflamação nos pulmões e eventuais danos ao sistema imunológico, porém reduzem a imunidade e aumentam os níveis de açúcar no sangue nos pacientes.

“O diabetes diminui as defesas imunológicas do corpo, o coronavírus o agrava e, em seguida, os esteroides que ajudam a combater a covid-19 agem como se estivéssemos jogando gasolina no fogo”, explicou Akshay Nair à BBC.

Para Rahul Baxi, diabetologista de Mumbai, é necessário garantir que os pacientes recebam a dose correta de esteroide durante o período adequado, além de que os médicos devem controlar os “níveis de açúcar no sangue após a alta dos pacientes”. Ela contou à BBC que dos cerca dos 800 pacientes diabéticos com coronavírus que tratou no ano passado nenhum contraiu a doença.

Surto de casos do “fungo negro”

De acordo com Renuka Bradoo, chefe do departamento de otorrinolaringologia do Hospital Sion de Mumbai, durante a segunda onda do novo coronavírus têm sido relatados de dois a três casos da infecção pelo fungo por semana. Normalmente, são registrados seis casos por ano.

Um cenário parecido pôde ser observado na cidade de Bengaluru, ao sul. A cirurgiã oftalmologista Raghuraj Hegde contou ter visto 19 casos de mucormicose nas últimas duas semanas, a maioria deles em pacientes jovens. “Alguns estavam tão doentes que não podíamos nem mesmo operá-los”, relatou à agência.

Porém, um funcionário do alto escalão do governo indiano, ouvido pela BBC, afirmou que “não há grande surto” de mucormicose no país. No entanto, assim como autoridades ressaltaram a subnotificação do número de casos de coronavírus no país, pode ocorrer o mesmo com a mucormicose.

Via BBC Brasil

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Foguete chinês cai no Oceano Índico

Por Redação,Editado por Layse Ventura

Olhar Digital

Depois de gerar enorme expectativa, os destroços do foguete chinês Longa Marcha 5B acabaram caindo no Oceano Índico, numa região relativamente próxima às Ilhas Maldivas, felizmente, sem causar qualquer incidente. De início, não se sabia dizer onde seria isso, já que o foguete estava descontrolado desde que completou sua missão de colocar em órbita o primeiro módulo da estação espacial chinesa Tiangong, no fim de abril.

O destino do foguete causou curiosidade e especulações durante dias entre astrônomos, observadores e muitos na internet. A incerteza levou, inclusive, às pessoas acompanharem ao vivo a transmissão da queda do Longa Marcha 5B pelo YouTube.

Os restos do foguete se transformaram num rastro de luz que pôde ser visto por várias pessoas a partir de Oman e também de outras localidades do Oriente Médio, por volta das 23h30, pelo horário de Brasília, neste sábado, dia 8 de maio.

Durante sua trajetória descendente, o dispositivo fez uma órbita elíptica, indo de 375 km de altitude no ponto mais distante a 170 km no ponto mais próximo com o solo. Naturalmente, o atrito com a atmosfera fez com que ele perdesse energia cada vez que ele se aproximava do chão.

É importante lembrar que objetos de pequeno porte geralmente são incinerados pelo calor gerado com o atrito com a atmosfera. Porém, os detritos do foguete chinês não eram exatamente pequenos, pois possuíam 33 metros de comprimento, 5 de diâmetro e cerca de 21 toneladas de massa.

O fato a favor dos chineses era de que 70% da superfície do nosso planeta é coberta por oceanos. Porém, ainda assim existia uma chance remota de o veículo espacial caísse em terra – e até mesmo no Brasil, de acordo com a análise de Marcelo Zurita para o Olhar Digital.

Que foguete é esse?

O Longa Marcha 5B levou ao espaço o núcleo da futura estação chinesa Tiangong. Com 16,6 metros de comprimento e 4,2 metros de diâmetro, o laboratório terá capacidade de receber três tripulantes.

No total, serão 11 missões para construir Tiangong até 2022. Serão quatro viagens tripuladas, quatro de carga e o lançamento de três módulos. Quando completada, a estação terá vida útil de 10 anos – que pode chegar a 15 anos com atualizações.

Briga de titãs

Mesmo com a atenção internacional, cientistas desde o início haviam avisado que o risco de incidentes em terra era baixo. De qualquer modo, a China recebeu críticas pela maneira como lidou com o foguete.

Autoridades ligadas à Nasa e também à Agência Europeia afirmaram que os chineses não se prepararam adequadamente para a reentrada de um equipamento de tão grande proporção. Entre essas providências, estaria a desaceleração programada do foguete, de modo que seu curso pudesse ser controlado e dirigido a áreas específicas do planeta, o que garantiria que nenhum destroço correria o risco de atingir áreas habitadas. Ao invés disso, o foguete chinês reentrou na atmosfera terrestre sem controle, o que é considerado uma manobra de risco desnecessário por cientistas e técnicos espaciais.

Durante a semana, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD na sigla em inglês) chegou a dizer que não iria derrubar os destroços. No entanto, o Comando Espacial do país seguia monitorando a rota do Longa Marcha 5B. Embora a chance de perigo fosse mínima, o secretário de Defesa, Lloyd Austin, criticou a falta de requisito “para operar de maneira segura e cuidadosa no espaço”.

Na visão chinesa, porém, a história é bem diferente. Nas últimas semanas, o governo de Pequim reagiu fortemente às críticas. Sobrou até para a empresa de Elon Musk. Pequim chamou a SpaceX de “Space Junk”, Lixo Espacial, literalmente, e se disse vítima de uma campanha de difamação da imprensa norte-americana.

Durante a semana, o jornal chinês Global Times havia dito que a preocupação com a queda dos destroços seria exagero. Fontes ouvidas pela publicação afirmaram de que não haveria motivos para pânico. O Ministério das Relações Exteriores da China reforçou que a probabilidade do Longa Marcha 5B causar grandes danos quando entrasse na atmosfera terrestre era “extremamente baixa”.

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