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“Dia da Lembrança” da NASA marca os 20 anos da tragédia do Columbia

Evento homenageia a equipe que faleceu minutos antes de retornar ao Centro Espacial Kennedy

Rodrigo Mozelli  

Olhar Digital

Há quase vinte anos, especificamente em 1º de fevereiro de 2003, sete astronautas estavam a poucos minutos de retornar ao Kennedy Space Center (KSC) da Flórida quando se perderam com o ônibus espacial Columbia.

Como outros 19 astronautas que os precederam e também morreram, a tripulação do STS-107 fez um último sacrifício na busca pelo avanço do voo espacial.

Nesta quinta-feira (26), líderes da NASA, funcionários eleitos e membros da The Astronauts Memorial Foundation lideraram a cerimônia do “Dia da Lembrança da NASA” no Kennedy’s Space Mirror Memorial na Flórida para homenagear e lembrar os mortos e, em particular, o Columbia sete.

“Este ano marca o 20º aniversário da perda da tripulação do Columbia durante a reentrada do STS-107. Para alguns, parece uma vida inteira. Para outros, parece que foi ontem. Mas para nossa agência, é um tempo que vive aqui no presente, moldando nossa cultura e moldando nossas decisões e nos ajudando a trilhar o caminho a seguir”, disse a diretora da KSC, Janet Petro.

“À medida que mais e mais pessoas que estavam presentes em nossa força de trabalho naquele dia da tragédia há 20 anos se aposentam, é imperativo que nossa cultura, nossos processos de tomada de decisão permaneçam focados nas lições que aprendemos com Columbia, Challenger e Apollo 1″, seguiu Petro. “Mesmo quando olhamos para o futuro, o fazemos com um olho no passado, lembrando-nos dessas lições e do preço pago.”

Imagem: NASA TV

Lançado em 1991, o Space Mirror Memorial exibe os nomes de cada astronauta falecido tem seu nome na superfície do monumento preto polido (13m de altura por 15 m de largura) de granito, de modo que a luz possa brilhar por trás.

Os nomes dos tripulantes do STS-107 – comandante Rick Husband, piloto William McCool, especialistas em missões Michael Anderson, David Brown, Kapala Chawla e Laurel Clark e o primeiro israelense a voar para o espaço, Ilan Ramon, especialista em carga útil – aparecem no memorial acima e entre os nomes dos astronautas perdidos na tragédia do ônibus espacial Challenger em 1986 e no incêndio da Apollo 1 em 1967 na plataforma de lançamento.

Os nomes de nove outros astronautas que perderam a vida durante o treinamento, a maioria durante acidentes aéreos, estão posicionados ao lado dos três tripulantes mortos.

“Por que fazemos isso todos os anos? Por que temos um ‘Dia da Lembrança da NASA’?” disse Bob Cabana, administrador associado da NASA e ex-astronauta. “Obviamente, é para homenagear nossos camaradas caídos no espelho, aqueles que pagaram o sacrifício final em nossa busca para explorar. Mas, mais importante, é para não esquecermos as duras lições aprendidas com Apollo, Challenger e Columbia.”

“É muito importante que eles aprendam essas lições para que não se repitam”, disse ele. “Por que temos que continuar repetindo as mesmas lições difíceis dessa normalização do desvio – que você pode ter algo errado, mas desde que nada de ruim aconteça, está tudo bem. Não está.”

Em cada uma das investigações pós-tragédia, descobriu-se que pelo desvio da NASA de suas próprias regras de voo declaradas, vidas foram perdidas. Para a Columbia, foi escolha da agência continuar voando depois de saber que a espuma de isolamento estava se separando do tanque de combustível externo do veículo, criando o risco de danos por impacto no escudo térmico suscetível do orbitador. “Não quero nunca mais ter que passar por outro Columbia”, disse Cabana.

Antes de encerrar a cerimônia, Cabana, Petro e Sheryl Chaffee, presidente da The Astronauts Memorial Foundation e filha do astronauta da Apollo 1 Roger Chaffee, colocaram uma coroa de flores na base do Space Mirror. Os três, acompanhados pelos outros participantes, observaram um momento de silêncio.

A NASA também marcou o Dia da Memória e o 20º aniversário da tragédia STS-107 em outras cerimônias em todo os EUA.

No Johnson Space Center em Houston, um sobrevoo do jato T-38 concluiu uma comemoração realizada no Astronaut Memorial Grove do centro, onde árvores foram plantadas para cada membro do corpo de astronautas da NASA que morreu.

Cerimônias semelhantes de colocação de coroas e bandeiras ocorreram no Langley Research Center, na Virgínia, no Marshall Space Flight Center, no Alabama, e no Stennis Space Flight Center, no Mississippi.

Os funcionários do Ames Research Center, na Califórnia, observaram um momento de silêncio, enquanto o Glenn Research Center planejava um painel de discussão sobre segurança com especialistas em aeronáutica e voos espaciais.

O administrador da NASA, Bill Nelson, que voou na última missão do ônibus espacial que precedeu a tragédia do Challenger, estava programado para liderar uma observância no Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia, onde estão os monumentos às tripulações da Apollo 1, Challenger e Columbia.

“O ‘Dia da Lembrança’ da NASA é sobre pausar, lembrar e exaltar os legados da família NASA que deu suas vidas para promover a causa da descoberta”, disse Nelson em comunicado. “Embora este seja sempre um dia solene, também é um dia de gratidão. Somos gratos pelos aventureiros da NASA terem compartilhado suas vidas conosco e tornado a vida melhor na Terra.”

“À medida que continuamos a expandir o alcance da humanidade nesta nova era de exploração, devemos sempre abraçar o valor central da segurança da NASA”, disse ele.

Com informações de Space.com

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Cientistas recriam fuga da prisão de robô de metal de “O Exterminador do Futuro”; veja

Metal é capaz de mudar de estado da matéria

Rodrigo Mozelli 

Olhar Digital

Para os fãs de “O Exterminador do Futuro 2”, uma das cenas mais conhecidas é a na qual o ciborgue T-1000 foge da prisão ao se transformar em líquido metálico. Isso era coisa de cinema, mas, agora, deixou de ser, pois alguns cientistas recriaram o momento.

O grupo criou um material capaz de mudar de forma entre os estados sólido e líquido, permitindo que ele pule, escale e, assim como no filme, escape de uma gaiola. O estudo foi publicado na revista Matter.

Em um dos vídeos divulgados, o metal foi moldado como um robô de lego, mostrado escapando de uma cela exatamente como o vilão do longa, ou seja, passando pelas grades no estado líquido e, depois, voltando ao estado sólido. Veja a seguir:

O material é chamado de MPTM (Magnetoactuve Phase Transition Material – material de transição de fase magnetoativa, em português) e tem sua forma e movimentos controlados por campos magnéticos.

O pequeno robô foi feito de gálio, que, quando puro, se liquefaz a 29,8 °C. De modo a amplificar a interação magnética, os cientistas adicionaram ligas de outros três elementos: neodímio, ferro e boro.

O mecanismo funciona da seguinte maneira: um campo magnético externo induz corrente elétrica internamente no gálio, o que o faz sair do estado sólido para o líquido, graças ao calor que gera.

“É quase como o T-1000, no sentido de que você tem esta estatueta e ela derrete em uma bolha, e é sugada através destas barras de prisão”, disse a autora Carmel Majidi, dirretora do Soft Machines Lab da Universidade Carnegie Mellon ao Vice.

Outra inspiração para o experimento foi o pepino-do-mar, que passa de uma criatura macia a dura quando se sente ameaçado.

Utilidade

A criação dos pesquisadores pode servir para acessar espaços de difícil acesso com precisão. Pode ainda ser utilizada em tecnologias biomédicas e de engenharia, como entrega direcionada de medicamentos a órgão específicos, extração de corpos estranhos de dentro do organismo, montagem e reparo de circuitos eletrônicos e chave de fendas universal (se moldando na ranhura do parafuso).

O material pode saltar 20 vezes a sua própria altura, girar a si mesmo a 1,5 mil rpm ou mesmo se mover a 1 m/s. “Eu não teria imaginado que houvesse tantas respostas e capacidades diferentes destes sistemas de materiais. Isso realmente se destacou como bastante surpreendente, e também emocionante”, concluiu Majidi.

Via tilt

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Metaverso: Quem não fizer parte desta nova realidade estará fadado a não existir, será?

Hoje, pode-se viver no Metaverso, queremos isto para nós ou trata-se apenas de modismo?

Por Redação, editado por Nick Ellis  

Olhar Digital

* Por Dra. Maria Isabel Montañés

Quantas vidas podemos suportar, quantas máscaras devemos usar para enfrentar a solidão de cada dia? É certo que tudo é cíclico e os modismos, os gostos, as situações retornam à baila com nova roupagem, mas, no fundo, são os mesmos de outrora.

Hoje, pode-se viver no Metaverso, ontem podia-se vivenciar o Second Life, são momentos distintos com vivências iguais, queremos isto para nós ou trata-se apenas de modismo?

Tanto no Second Life como no Metaverso vivem-se personagens, ou melhor, avatares, cria-se um mundo paralelo igual, pior ou melhor da realidade fática do indivíduo. Criam-se cidades, comércios, bancos, escritórios, na tentativa de recriar, inovar, estar presente na vida do consumidor. Há até uma moeda virtual, são realizadas transações tanto econômicas quanto sociais e pessoais e porque não também a  morte virtual. Muitos afirmam que o Metaverso vai tomar conta do dia a dia e será parte da nossa “realidade”, acho difícil.

Da mesma forma que anos atrás com o advento da internet as pessoas acreditavam que este mundo virtual era terra de ninguém, que os ilícitos e desmandos praticados estariam impunes e a lei não poderia alcançar o virtual, o que existe mas não é real. Ledo engano, a lei sempre está à espreita e permeia todas as situações e questões da sociedade, não há como escapar daquilo que deve ser ético e idôneo.

Várias empresas estão apostando nesta nova mídia, criando marcas específicas para esta realidade, ou ainda veiculando publicidade de suas marcas já consagradas em lojas e escritórios virtuais no Metaverso. É difícil imaginar que conflitos de qualquer espécie possam ser solucionados dentro deste mundo virtual, se assim o for, teremos leis para este mundo do metaverso especificamente, mas me parece pouco provável.

Ao surgir conflitos, concorrência e ilícitos serão as leis reais que irão tutelar os direitos dos avatares e personagens habitantes do Metaverso e não poderia ser diferente. O habitante avatar estará sujeito a todas coerções e punições da lei física e já foram realizadas as primeiras apreensões de uso indevido de marca:

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou que realizou sua primeira ação de busca e apreensão dentro do metaverso. Ela fez parte da quarta edição da Operação 404, de combate à pirataria digital e a crimes contra a propriedade intelectual. Onze pessoas foram presas, em quatro estados brasileiros, na última terça-feira (21). Também foram removidos 266 sites ilegais no Brasil, 53 no Reino Unido e 6 nos Estados Unidos, e bloqueados mais de 700 aplicativos de streaming e 461 aplicativos de música, com milhões de usuários ativos, além de perfis e páginas falsas nas redes sociais. Muitos dos apps tinham a capacidade de roubar dados dos usuários, como registros bancários, emails…”- Fonte: UOL.

Os prejuízos foram de bilhões de reais e será que os infratores acreditavam que a lei não seria capaz de alcançar o Metaverso? O virtual está presente em nossas vidas há muito tempo e sempre as leis vigentes ou criadas em casos pontuais foram capazes de proteger os “mocinhos e prender os vilões”.

O ordenamento jurídico é amplo, conjugado com  os princípios são suficientes para colocar ordem naquilo que aparenta desordem. Os crimes digitais são frequentes no mundo físico e agora temos mais um mundo, mais uma forma de mídia para proporcionar terra fertil àqueles que tentam auferir lucro lesando e usurpando os bens alheios.

Vamos ter que aguardar o passar do tempo para tirarmos maiores conclusões do Metaverso, nem ao menos pode-se argumentar pelo foco jurídico, pois pelo meu entender não há como fazê-lo, as leis que o regula são as físicas e não há como pensar diferente.

* Dra. Maria Isabel Montañés é advogada e sócia-fundadora da Cone Sul Marcas e Patentes. Mediadora especialista em conflitos de propriedade intelectual e domínios pela Câmara de Mediação da ABPI e Agente da propriedade industrial há mais de 27 anos.

Imagem: Thinkhubstudio (Shutterstock)

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Vazamento em nave pode obrigar SpaceX a reforçar escudo

Soyuz vazou em dezembro do ano passado após um possível impacto de meteorito. SpaceX pode evitar problema com um reforço

Lucas Soares 

Olhar Digital

Em dezembro do ano passado, uma nave russa Soyuz teve um pequeno vazamento durante uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS). Para evitar esse tipo de problema, a NASA está considerando pedir para a SpaceX reforçar o escudo da cápsula Crew Dragon, que leva os astronautas para a ISS.

A suspeita é de que o dano tenha ocorrido por conta do impacto de um meteorito enquanto a nave estava ancorada. O acidente causou um vazamento que tornou o veículo inseguro para trazer os astronautas novamente para a Terra.

Isso obrigou a Roscosmos (agência espacial russa) a enviar uma outra unidade da Soyuz, completamente vazia, para trazer os tripulantes para casa. O lançamento ainda não ocorreu e está marcado para o dia 20 de fevereiro. O retorno então deve ocorrer apenas em setembro, fazendo os astronautas permanecerem seis meses a mais do esperado no espaço.

Apesar das chances desse tipo de problema ocorrer novamente com outra nave serem pequenas, é um tipo de erro que dependendo das circunstâncias pode ser perigoso. Com isso em mente, a NASA está discutindo alternativas e revelou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (24) que pode pedir um reforço no escudo à SpaceX.

A preocupação, neste momento, é por conta da Crew-6, marcada para o dia 26 de fevereiro, que deve levar mais uma leva de astronautas para a ISS, utilizando justamente a cápsula da empresa de Elon Musk.

Sarah Walker, da SpaceX, disse que a empresa está alinhada com os objetivos da NASA. “Os sistemas Dragon são saudáveis e operam nominalmente”, explicou, sem dar maiores detalhes sobre se vai ocorrer alguma mudança no escudo durante o curto período de tempo antes da Crew-6, ou até mesmo em uma missão posterior.

Dano na Soyuz foi causado por meteorito e SpaceX avalia

Segundo a Roscosmos, a Soyuz danificada ainda poderia ser usada pelos astronautas em caso de emergência, mas seria uma reentrada extremamente quente, já que o sistema de refrigeração vazou. Por isso, foi tomada a decisão de fazer um novo lançamento.Vazamento em nave pode obrigar SpaceX a reforçar escudo

Dos tripulantes originais, apenas os cosmonautas russos Sergey Prokopyev e Dmitry Petelin devem voltar na nova Soyuz. O terceiro tripulante, o astronauta da NASA Frank Rubio, deve se “apertar” na missão de retorno da Crew-5, que vai ocorrer após a chegada da Crew-6.

A NASA também garantiu que fez estudos para que toda essa missão seja segura, mesmo com um inesperado quinto membro da tripulação. O veículo é projetado para transportar até sete pessoas, mas nessa missão estava configurado originalmente apenas para quatro. 

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Android 14 vai restringir instalação de apps por fora de lojas oficiais

Sideloading, o recurso que permite instalar um app sem ser por uma loja oficial, vai ganhar algumas restrições no Android 14

Daniel Junqueira 

Olhar Digital

O próximo Android deve ganhar um recurso que visa aumentar a segurança dos usuários: registros em códigos indicam que o Android 14 bloqueará a instalação de aplicativos antigos demais por fora da loja Google Play Store.

A Play Store é a loja oficial de apps do Android mas não é a única forma de instalar aplicativos em smartphones. É possível também fazer a instalação por fora, o que é conhecido como sideloading. Isso permite que apps não disponibilizados em lojas oficiais, ou que não estejam disponíveis na loja em um país específico, sejam adicionados aos aparelhos.

Mas, de acordo com o 9to5Google, o Android 14 terá uma nova limitação para o sideloading: aplicativos que não forem compatíveis com uma versão mínima do sistema operacional serão bloqueados mesmo quando o usuário tentar instalá-los por fora de lojas.

Inicialmente, serão apenas apps compatíveis apenas com versões bastante antigas do Android, mas a ideia é que o Google barre a instalação de qualquer aplicativo incompatível com o Android 6.0 Marshmallow, de 2015.

A medida visa aumentar a privacidade e segurança dos usuários, já que esses apps desatualizados podem conter falhas que podem ser exploradas por hackers e pessoas maliciosas.

A Play Store atualmente exige que apps sejam compatíveis com o Android 12 para serem disponibilizados, mas para instalação via sideloading a ideia é permitir algumas aplicações mais antigas.

Apesar do Google ter a intenção de adicionar a limitação de apps via sideloading no Android 14, cabe às fabricantes definir se os smartphones terão ou não a restrição – ou seja, em alguns modelos pode ser possível instalar mesmo apps que não são atualizados desde antes de 2015.

Via 9to5Google

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Educação: um dos setores negligenciados na cibersegurança

Trata-se da área mais afetada por ataques cibernéticos no último ano, não só no Brasil como em todo o mundo

Por Redação, editado por Adriano Camargo 

Olhar Digital

Quando o assunto é cibersegurança, geralmente pensamos que o foco dos investimentos e atenção deve estar priorizado às corporações que costumam estampar as manchetes do noticiário por incidentes de vazamentos de dados, como instituições financeiras, governamentais, ligadas à Saúde ou as grandes varejistas.

Porém, existe outro setor que está em igual medida na mira dos cibercriminosos e, cuja falta de investimentos está trazendo resultados catastróficos, a educação. Trata-se da área mais afetada por ataques cibernéticos no último ano, não só no Brasil como em todo o mundo, com um aumento de 122% nesse tipo de incidente em relação ao ano anterior aqui no Brasil.

O principal fator que torna esse setor um alvo tão “atraente” para criminosos é a quantidade de informações sensíveis que ele possui, muitas delas das quais nem nos damos conta. Nomes, endereços, dados de pagamento de pais, alunos e funcionários, horários de saída e entrada, são alguns exemplos de dados.

Informações estas que geram uma rica fonte de coleta de dados, e podem ser utilizados para ataques como phishing, ransomwares, ou mesmo golpes físicos, como sequestros. É ingenuidade pensar que os cibercriminosos não estão atentos a essa brecha. Infelizmente estão, e muito.

Podemos considerar também as aulas online, que seguem uma realidade e uma aposta para muitas escolas e faculdades, mesmo após auge da pandemia de COVID-19. Aqui, além do desafio de se garantir uma conexão estável e segura aos alunos, existem golpes específicos a essa forma de ensino (como e-mails fraudulentos se passando por boletos, provas, invasões a servidores de plataformas de aulas).

A soma não é das mais animadoras. Para instituições desse setor, a superfície de ataque está cada vez maior, e infelizmente não é acompanhada de um investimento à altura. Para mudar esse cenário, todas as partes envolvidas têm o seu papel.

Em um primeiro momento, é imprescindível que as escolas adotem todas as medidas de segurança necessárias para a prevenção de ataques cibernéticos, como a utilização de ferramentas para proteção de rede e infraestrutura, atualizações de software e hardware e um mapeamento seguido de cobertura de todos os possíveis vetores de entrada de um criminoso. Podemos mencionar que a mudança cultural também é uma peça chave, com campanhas de conscientização aos funcionários, alertando para técnicas de engenharia social e a necessidade de senhas fortes, por exemplo.

Aos estudantes, é importante, além de também utilizarem senhas fortes (idealmente, a partir de 14 caracteres, misturando letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos do teclado), cobrir a webcam fora do horário de aula, não clicar em links suspeitos e/ou compartilhar dados confidenciais sem a certeza de que se trata de uma comunicação legítima da instituição de ensino e considerar instalar algum programa de antivírus na máquina.

Por fim, mas não menos importante, para os pais, além dos mesmos cuidados com conteúdo online, é válido conversar com os filhos sobre o que é phishing, cyberbullying, e adotar o controle parental nos dispositivos de acesso à web visando mitigar qualquer possível ataque cibernético.

Caique Barqueta é analista de malware da ISH Tecnologia

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Meta vai liberar acesso de Trump ao Facebook e ao Instagram

Ex-presidente havia perdido acesso às redes sociais após invasão do ao Congresso dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021.

Por g1

Meta anunciou nesta quarta-feira (25) que vai liberar o acesso do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump ao Facebook e ao Instagram. Ele foi banido das plataformas após a invasão do Congresso norte-americano, em 6 de janeiro de 2021.

A empresa afirmou ter adotado “novas barreiras para impedir quebras de regra reincidentes“. “O público precisa ouvir o que os políticos estão dizendo para tomar decisões”, disse Nick Clegg, chefe de assuntos internacionais da Meta.

Trump já afirmou que pretende se candidatar novamente ao cargo de presidente dos EUA em 2024. Atualmente, Facebook e Instagram são veículos de mídia social importantes para a divulgação política e arrecadação de recursos.

Em novembro de 2022, Trump retomou seu acesso ao Twitter, uma de suas redes sociais preferidas. Poucas semanas depois disso, o ex-presidente declarou que estava conversando com a Meta sobre seu retorno às demais plataformas.

“Caso o senhor Trump publique mais conteúdo com violações, o conteúdo será removido e ele será suspenso pelo período de um mês até dois anos, a depender da severidade da violação”, acrescentou Clegg.

A decisão de banir Trump de suas redes foi marcante para a Meta, que é hoje a maior empresa de mídias sociais do mundo. Antes da suspensão do ex-presidente norte-americano, nenhum outro chefe de Estado em exercício havia perdido acesso às plataformas por violação das regras de conteúdo.

A Meta revogou o acesso de Trump ao Facebook e Instagram por tempo indefinido depois de ter removido duas postagens que o ex-presidente fez durante o ataque ao Capitólio. Em uma das publicações, Trump compartilhou um vídeo em que reiterava as falsas alegações de fraude eleitoral na eleição de 2020, que deu vitória ao seu adversário, o democrata Joe Biden.

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Manchas brancas aparecem nas Bahamas e ninguém sabe o motivo

Os pesquisadores ainda não sabem se essas aparições nas Bahamas são naturais ou causadas pelo homem

Lucas Soares 

Olhar Digital

Um fenômeno desconhecido está ocorrendo no oceano das Bahamas. Manchas brancas surgiram na superfície da água e ninguém ainda descobriu o motivo. As aparições não são recentes, mas continuam intrigando cientistas.

Essas “nuvens” são estudadas desde pelo menos a década de 1930, quando pesquisadores notaram que as águas tranquilas da região estavam tomadas pelo fenômeno de origem desconhecida.

Pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida (USF) estão estudando de forma mais profunda o impacto do chamado “evento de whiting” no oceano das Bahamas.

O que podem ser?

Essas manchas já foram vistas em outros lagos e oceanos do mundo, mas nas Bahamas elas aparecem com uma frequência muito maior que habitual. A amostragem direta das águas turvas sugere que elas contêm altas concentrações de partículas ricas em carbonatos.PUBLICIDADE

Os pesquisadores ainda não sabem se essas aparições são naturais ou causadas pelo homem. O foi identificado é que o aumento ou diminuição das manchas tem ligação com as estações do ano. Além disso, entre 2011 e 2015 elas aumentaram de tamanho.

“Eu gostaria de poder dizer porque vimos esse pico de atividade, mas ainda não chegamos lá”, diz o oceanógrafo da USF Chuanmin Hu ao Science Alert.

“Vemos algumas relações interessantes entre as condições ambientais, como o pH, a salinidade da água e o comportamento dos ventos e correntes, mas ainda não podemos dizer quais processos mecânicos, biológicos ou químicos exatos foram responsáveis por esse pico de atividade”, completou.

As próximas fases do estudo agora vão comparar as manchas das Bahamas com outras encontradas em diversas partes do mundo, com a intenção de identificar as causas e consequências desse fenômeno.

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Chineses reproduzem características de explosão solar em laboratório

Experimento com laser ajuda cientistas a aprender mais sobre as erupções solares

Flavia Correia 

Olhar Digital

Pesquisadores chineses demonstraram uma reconexão magnética turbulenta impulsionada por laser em um laboratório, um experimento que pode ajudar cientistas a aprender mais sobre as erupções solares.

Um artigo sobre as descobertas, que reproduzem as principais características das erupções solares, foi publicado recentemente na revista científica Nature Physics.

Erupções solares são liberações intensas e abruptas de energia que ocorrem na atmosfera do Sol. As mais graves podem afetar seriamente o ambiente espacial da nossa estrela e da Terra. “Acredita-se que a reconexão magnética turbulenta ocorra em plasmas astrofísicos, e tem sido sugerido que seja um gatilho de erupções solares”, diz o resumo do artigo.

“Como as condições em experimentos de laboratório são escaláveis às dos plasmas astrofísicos, os resultados se aplicam ao estudo de erupções solares”, explicaram os autores no resumo.

Segundo a agência federal de notícias Xinhua, a demonstração foi realizada com a ajuda da instalação de laser de alta potência Shenguang-II em um laboratório nacional com sede em Xangai.

“Usando o sistema de laser de alta energia fornecido pelo laboratório nacional, os cientistas podem obter condições experimentais físicas extremas no laboratório e simular uma variedade de fenômenos astrofísicos com alta densidade de energia”, disse Zhong Jiayong, autor correspondente do artigo e professor do departamento de astronomia da Universidade Normal de Pequim. “O método pode verificar o modelo teórico de observação astronômica e oferecer soluções para descobrir novos processos físicos”.

Saiba mais sobre erupções solares

O Sol tem um ciclo de 11 anos de atividade solar, e está atualmente no que os astrônomos chamam de Ciclo Solar 25. Esse número se refere aos ciclos que foram acompanhados de perto pelos cientistas.

No auge dos ciclos solares, o Sol tem uma série de manchas em sua superfície, que representam concentrações de energia. À medida que as linhas magnéticas se emaranham nas manchas solares, elas podem “estalar” e gerar rajadas de energia.

De acordo com a NASA, essas rajadas são explosões massivas do Sol que disparam partículas carregadas de radiação para fora da estrela. Os clarões (sinalizadores) são classificados em um sistema de letras estabelecido pela NOAA – A, B, C, M e X – com base na intensidade dos raios-X que elas liberam, com cada nível tendo 10 vezes a intensidade do último. 

Essas erupções enviam partículas carregadas de radiação solar à incrível velocidade de 1,6 milhão de km/h, podendo atingir até mais nos casos de sinalizadores de maior classificação. 

As erupções solares às vezes são acompanhadas por ejeções de massa coronal (CMEs), que são nuvens de plasma magnetizado que podem levar até três dias para chegar à Terra.

Dependendo da potência com que chegam por aqui, as CMEs desencadeiam tempestades geomagnéticas na atmosfera de maior e menor proporção. Essas tempestades geram belas exibições de auroras, mas também podem causar apagões de energia e até mesmo derrubar satélites da órbita.

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Missão Gaia descobre planeta maior que Júpiter em sistema com estrela maior que Sol

Em um esforço coletivo, cientistas descobriram um planeta que demora 5,7 anos para completar a órbita ao redor de estrela

Layse Ventura 

Olhar Digital

A missão Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), ajudou a descobrir um novo exoplaneta orbitando “perto” da estrela HD206893 – uma anã marrom que se localiza a cerca de 130 anos-luz da Terra e é cerca de 30% maior que o nosso próprio sol.

O novo planeta, chamado HD206893c, tem uma massa maior do que a de Júpiter e desloca-se ao redor de sua estrela hospedeira (de classe F) com uma distância aproximada de 482,8 milhões de quilômetros. No nosso próprio sistema solar, encontraríamos ele no meio do caminho entre as órbitas de Marte e Júpiter. Além disso, ele demora cerca de 5,7 anos para completar uma volta em torno da estrela.

A equipe de cientistas, liderada pelo professor Sasha Hinkley (da Universidade de Exeter), observou que o planeta recém-descoberto mostra claramente um brilho e isso se deve à fusão nuclear pela queima de deutério (“hidrogênio pesado”) em seu núcleo.

Como o planeta ultrapassa o limite de queima de deutério – normalmente especificado como algo em torno de 13 vezes a massa de Júpiter –, os cientistas acreditam que ele possa ajudar a esclarecer como distinguir entre um planeta fora do sistema solar e uma anã marrom (considerada uma estrela “fracassada”, porque não conseguiu agrupar massa suficiente para iniciar fusão nuclear).

A descoberta marca um avanço na maneira de descobrir astros distantes, já que esta é uma das primeiras detecções de um planeta cuja presença foi parcialmente inferida através da observação do deslocamento da estrela hospedeira.

Esforço coletivo

A missão Gaia foi crucial para esta descoberta, pois foi ela que fez as primeiras imagens, apontando o caminho para que os cientistas pudessem usar outros equipamentos. Por isso, acredita-se que muitos outros planetas poderão ser descobertos com a mesma técnica.

A descoberta de HD206893c é um momento realmente importante para o estudo de exoplanetas, pois a nossa pode ser a primeira detecção direta de um ‘exoplaneta Gaia’.

Sasha Hinkley

Inicialmente, os cientistas descobriram uma anã marrom, conhecida como HD206893B, orbitando uma estrela hospedeira em 2017. Posteriormente, o instrumento ESO HARPS e as medições precisas do movimento da estrela hospedeira pela missão Gaia sugeriam a presença de um companheiro de massa inferior.

A partir daí, eles confirmaram se tratar de um planeta graças ao instrumento GRAVITY, do Very Large Telescope (VLT), que permite usar interferometria óptica para sincronizar os quatro telescópios principais do VLT e, assim, funcionar como um único telescópio mais poderoso.

GRAVITY é um instrumento do Very Large Telescope, localizado no Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile
GRAVITY é um instrumento do Very Large Telescope, localizado no Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. Imagem: Consórcio ESO / Divulgação

Nesta investigação, o GRAVITY conseguiu medir a posição do exoplaneta na órbita da estrela com extrema precisão. Ele também ajudou a entender a atmosfera desse astro, já que ele foi capaz de medir o espectro de luz sendo emitido da atmosfera do planeta.

Com informações de da Universidade de Exeter e Science Times.

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