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Raccoon Stealer 2.0: malware que fez estrago em sites pornô em 2020 está de volta

Lucas Berredo  

Olhar Digital

Originalmente encerrado em março de 2022, quando um dos seus desenvolvedores foi morto na invasão da Ucrânia pela Rússia, o malware Raccoon Stealer está de volta. Segundo analistas de segurança da Sekoia, a segunda versão do vírus, com infraestrutura atualizada e mais recursos, está sendo divulgada em fóruns de hackers desde o início deste mês.

No fim de 2020, o Raccoon foi um dos malwares utilizados por um grupo de cibercriminosos em uma campanha contra visitantes de sites pornô. Basicamente, o grupo, intitulado Malsmoke, inseria anúncios maliciosos em todas as redes de publicidade utilizadas por sites adultos. Estes usavam JavaScript para redirecionar os usuários e forçar a instalação de kits com uma série de malwares, entre eles o próprio Raccoon Stealer.

Entre as informações comumente subtraídas pelo virus, estão senhas de navegador, cookies, dados de preenchimento automático e cartões de crédito salvos, capturas de tela, arquivos individuais e listas de aplicativos. Os autores do malware afirmam que os dados exfiltrados são criptografados, mas a Sekoia não conseguiu identificar nenhuma função deste tipo na amostra analisada.

De acordo com o site Bleeping Computer, o Raccoon Stealer, que funciona como MaaS (no inglês, Malware as a Service), custa cerca de US$ 275 (em torno de R$ 1.450) por mês ou US$ 125 (em torno de R$ 660) semanais. MaaS são softwares maliciosos que são vendidos ou alugados para criminosos que desejam aplicar golpes virtuais, mas não têm expertise em tecnologia.

Nova versão é mais eficiente

O administrador do projeto para o Raccoon Stealer publicou um teaser no último dia 2, informando à comunidade de hackers que o teste do malware estava em andamento há duas semanas. Segundo os autores, a nova versão do Raccoon, construída do zero usando C e C++, apresenta novo back-endfront-end e código para roubar credenciais e outros dados.

Anteriormente, as empresas haviam identificado a família de malware como “RecordBreaker”. Agora, a análise técnica da Sekoia confirma que a amostra de 56 KB é o novo Raccoon, capaz de trabalhar em sistemas de 32 e 64 bits. Para efetuar a infecção, basta apenas oito bibliotecas DLL legítimas para vincular aos seus servidores.

De acordo com a Sekoia, o mais notável no Raccoon Stealer 2.0 é que, agora, o vírus envia dados cada vez que coleta um novo item. Isso aumenta o risco de detecção, mas garante a eficácia máxima até que o malware seja descoberto e eliminado do host.

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China lança novos satélites de sensoriamento remoto

Flavia Correia 

Olhar Digital

Nesta segunda-feira (27), a China enviou ao espaço a missão Gaofen-12 03, a bordo de um foguete Long March 4C, para uma órbita síncrona ao Sol. O lançamento aconteceu às 12h46 (pelo horário de Brasília), a partir do Centro de Lançamento de Satélites Jiuquan (JSLC).  

Na contagem geral, este foi o 22º lançamento da China em 2022, dos quais 21 foram bem sucedidos.

Gaofen (que significa “alta resolução”) é o nome de uma linha de satélites de sensoriamento remoto que faz parte do Sistema Chinês de Observação de Alta Definição da Terra (CHEOS), que começou em 2010.

O programa abrange setores como clima, vigilância global, proteção contra desastres e monitoramento e usa os mais diversos tipos de veículos aéreos e espaciais para cumprir esse objetivo.

Desde o lançamento do primeiro satélite Gaofen, em abril de 2013, mais de 20 outros foram lançados em uma variedade de tamanhos, órbitas e aplicabilidades.

Já o primeiro Gaofen-12 foi lançado em novembro de 2019. Em março deste ano, foi lançado o segundo dessa série, com seu objetivo descrito como “censo terrestre, planejamento urbano, disputas de direito terrestre, projeto de rede rodoviária, estimativa de culturas e prevenção de desastres”.

Todos os satélites Gaofen-12 são equipados com sistemas de sensoriamento de alta resolução de micro-ondas em um nível de submetrômetro. O peso e o tamanho das cargas não são especificados. Para a missão desta semana, suspeita-se que a carga seja de satélites de radar.

Com capacidade de transportar até 4,2 mil kg para órbita baixa da Terra (LEO) e 2,8 mil kg para uma órbita síncrona ao Sol (SSO), o foguete de três estágios Long March 4C tem 45,8 metros de altura e 3,35 metros de largura, com uma massa de decolagem de cerca de 250 toneladas.

No primeiro estágio, de 28 metros de altura, o foguete tem uma massa de 182 toneladas, que consiste principalmente em combustível e oxidante e é alimentado por quatro motores YF-21C. 

O segundo estágio tem quase 11 metros de comprimento, com o mesmo diâmetro do primeiro estágio. Ele também usa a mesma combinação de propelente e tem um único módulo YF-24C instalado para propulsão e quatro motores vernier YF-23C que funcionam com o mesmo combustível do motor principal e permitem que o segundo estágio dirija no espaço. 

No último estágio, o diâmetro diminui para 2,9 metros. Ele tem 14,79 metros de altura e funciona com um único motor YF-40.

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Tempestade solar atinge a Terra de surpresa e causa brilhos no céu

Por Lucas Soares, editado por André Lucena  

Olhar Digital

O novo ciclo solar que começou em 2019 é considerado bem mais “intenso” do que o anterior, com um número maior de fenômenos ocorrendo no sol. Segundo o Spaceweather.com, a Terra foi atingida por uma tempestade solar entre os dias 25 e 26 de junho.

A tempestade solar foi classificada como G1 na escala da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Uma tempestade da classe G1 não afeta a saúde humana na superfície da Terra, mas pode causar uma interrupção nas flutuações da rede elétrica e nas operações de satélite. Outro destaque é que as tempestades G1 podem causar aurora boreal no hemisfério norte, principalmente em regiões dos Estados Unidos, Canadá, Rússia e Groenlândia.

Tempestade solar atingiu a Terra

O fenômeno foi considerado inesperado e ocorreu junto com o  alinhamento extremamente raro de cinco planetas, onde Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno se alinham no céu em ordem de proximidade com o sol. Esse fenômeno não ocorria desde 1864.PUBLICIDADE

“Uma região de interação co-rotativa (CIR) atingiu o campo magnético da Terra, abrindo uma rachadura na magnetosfera do nosso planeta. A tempestade solar entrou para desencadear uma rara exibição de solstício de auroras”, explicou o Spaceweather sobre a causa do incidente.

Em Calgary, no Canadá, o fotógrafo Harlan Thomas capturou uma imagem das auroras. “A aurora durou 5 minutos e que show. O auge foi quando a aurora se tornou visível a olho nu”, escreveu o profissional. As imagens podem ser conferidas clicando aqui.

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Ajude a NASA a encontrar nuvens em Marte

Flavia Correia  

Olhar Digital

Para tentar resolver um mistério crucial sobre a atmosfera de Marte, os cientistas da NASA estão contando com a ajuda de pessoas comuns – como você. Eles organizaram um projeto chamado “Cloudspotting em Marte”, que convida o público a identificar nuvens marcianas usando a plataforma de ciência cidadã Zooniverse

A informação pode ajudar os pesquisadores a descobrir por que a atmosfera do planeta é apenas 1% mais densa que a da Terra, embora amplas evidências sugiram que costumava ser muito mais espessa.

Um dos fatores que sugerem a alteração da atmosfera de Marte ao longo dos anos de evolução do planeta é que, atualmente, a pressão do ar é tão baixa que a água líquida simplesmente evapora da superfície. No entanto, bilhões de anos atrás, a paisagem era composta por lagos e rios.

Mas como Marte perdeu sua atmosfera com o passar do tempo? Uma teoria sugere que diferentes mecanismos podem estar levando água para a atmosfera, onde a radiação solar separa as moléculas em átomos de hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio é leve o suficiente para vazar para o espaço.

Assim como a Terra, Marte tem nuvens feitas de gelo de água. Mas, diferentemente daqui, lá existem nuvens feitas de dióxido de carbono (gelo seco), que se formam quando fica frio o suficiente para a atmosfera marciana congelar. 

Ao descobrir onde e como essas nuvens aparecem, os cientistas esperam entender melhor a estrutura da atmosfera média de Marte, que é de cerca de 50 a 80 quilômetros de altitude. “Queremos aprender o que desencadeia a formação de nuvens — especialmente nuvens de gelo de água, o que poderia nos ensinar o quão alto o vapor de água fica na atmosfera — e durante as estações”, disse Marek Slipski, pesquisador de pós-doutorado no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.

Foi pensando nisso que o “Cloudspotting em Marte” foi desenvolvido. O projeto gira em torno de um registro de 16 anos de dados do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da agência, que estuda o Planeta Vermelho desde 2006. 

O instrumento Mars Climate Sounder da espaçonave estuda a atmosfera em luz infravermelha, que é invisível para o olho humano. Em medições tomadas pelo instrumento enquanto o MRO orbita Marte, as nuvens aparecem como arcos. 

A equipe precisa de ajuda para peneirar esses dados, marcando os arcos para que os cientistas possam estudar de forma mais eficiente onde eles ocorrem na atmosfera. “Agora temos mais de 16 anos de dados para pesquisarmos, o que é muito valioso — isso nos permite ver como as temperaturas e nuvens mudam em diferentes estações e de ano para ano”, disse Armin Kleinboehl, investigador da MARS Climate Sounder na JPL. “Mas é um monte de dados para uma pequena equipe olhar”.

Embora os cientistas tenham experimentado algoritmos para identificar os arcos nos dados do Mars Climate Sounder, é muito mais fácil para os humanos enxergá-los com os olhos. Kleinboehl disse que o projeto também pode ajudar a treinar algoritmos melhores que poderiam fazer esse trabalho no futuro. 

Além disso, o projeto inclui webinários ocasionais em que os participantes podem ouvir dos cientistas sobre como os dados serão usados.

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FBI: cibercriminosos usam deepfakes para se candidatar a vagas com trabalho remoto

Lucas Berredo  

Olhar Digital

Cibercriminosos estão usando dados pessoais roubados e deepfakes para se candidatar a vagas de tecnologia em regime de trabalho remoto, alerta o FBI (Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos). A maior parte dos cargos, segundo a entidade, permitiria aos atacantes a possibilidade de acessar informações corporativas confidenciais, após serem contratados.

“As posições de trabalho remoto e home office identificadas nesse relatório incluem tecnologia da informação e programação de computadores, banco de dados e funções relacionadas a software”, diz a entidade, em nota publicada nesta terça-feira (28). “Notavelmente, algumas posições relatadas incluem acesso a dados pessoais e financeiros, bancos de dados corporativos e/ou informações proprietárias.”.

Deepfakes são gerados com IA (inteligência artificial) ou aprendizado de máquina para produzir imagens, vídeos ou áudios falsos hiper-realistas de seres humanos. As aplicações vão desde divulgação de notícias falsas a criação de pornografia de vingança.

Segundo o FBI, os casos de deepfakes relatados nas entrevistas para trabalho remoto incluem vídeos e imagens alterados de forma convincente. No entanto, em algumas ocasiões, as ações e o movimento dos lábios da pessoa na entrevista não coordenavam completamente com o áudio. “As reclamações relatam o uso de falsificação de voz durante entrevistas de candidatos”, informa a entidade. “Às vezes, ações como tossir, espirrar ou outras ações auditivas não estão alinhadas com o que está sendo falado ou apresentado visualmente.”.

Falsificação de verificação de currículo

Além dos deepfakes, dados pessoais também foram utilizados para se candidatar às vagas para trabalho remoto, diz o FBI. Neste caso, algumas vítimas relataram que as informações de verificação de antecedentes foram conectadas aos perfis de outros candidatos em vez dos originais.

O FBI pediu às vítimas — incluindo empresas que receberam os deepfakes durante as entrevistas — que relatem atividades deste tipo através da plataforma IC3 (Centro de Reclamações de Crimes de Internet, na sigla em inglês).

No ano passado, a instituição alertou, em notificação de indústria privada, que os deepfakes estão sofisticados a cada dia e, provavelmente, serão aproveitados em “operações cibernéticas” de governos fora dos EUA no futuro.

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Tratamento com laser ajuda na manutenção do paladar de pacientes em tratamento contra câncer, aponta pesquisa no Ceará

Pesquisadores da UFC estudam como evitar o processo de perda do paladar, efeito colateral comum da quimioterapia.

Por g1 CE

A perda do paladar pode ser um efeito colateral comum durante o processo de quimioterapia para tratar câncer. Por isto, uma pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) utiliza um método com laser para evitar esse efeito, também chamado de “disgeusia”.

Conforme publicado pela Agência UFC, os pesquisadores usam a laserterapia, aplicando o laser diretamente sobre as papilas gustativas do paciente, como forma de reconstruí-las, evitando que ele precise interromper o tratamento por problemas de alimentação.

Na visão dos especialistas, evitar a disgeusia é importante para garantir que o paciente consiga manter o apetite durante todo o tratamento, já que, se a alimentação estiver prejudicada, haverá maior susceptibilidade aos efeitos negativos da quimio, aumentando as chances de sua interrupção.

“O paciente que está em quimioterapia perde o paladar porque o quimioterápico não afeta apenas o tumor, mas afeta qualquer tecido do corpo que tenha uma alta capacidade de reprodução. A pele fica seca, o cabelo cai e o paladar é perdido por conta dos botões gustativos”, explicou o professor Paulo Goberlânio Silva, um dos orientadores do estudo.

Testes com laser

Ainda não há medicamentos totalmente eficazes no combate a disgeusia. Dessa forma, pensando na capacidade que o laser tem de reverter danos aos tecidos do organismo humano por meio de fótons de luz, os pesquisadores da UFC decidiram testar a ferramenta, aplicando-a diretamente sobre as papilas gustativas, na tentativa de reconstruí-las.

Em teste feito com 135 pacientes de câncer de mama em tratamento com quimioterapia já mostra resultados positivos. Durante seis meses, eles foram divididos em dois grupos, em que apenas um deles recebeu o tratamento com laser. Aqueles que não receberam a laserterapia tiveram até 20% de perda de paladar e de peso. Já os que receberam o tratamento, conseguiram manter o peso durante toda a quimioterapia, em alguns casos ganhando massa.

“Quando o paciente perde muito peso, o oncologista tem de diminuir a dose do quimioterápico ou até suspender o tratamento. Toda vez que você para de administrar a droga, o tumor tende a desenvolver resistência. Se o oncologista consegue sustentar aquela dose durante todo o tratamento, a possibilidade de cura aumenta significativamente”, explica o Prof. Paulo Goberlânio.

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Hackers pró-Kremlin arrasam Lituânia com ataques DDoS

Por Lucas Berredo, editado por André Lucena  

Olhar Digital

Os serviços de internet na Lituânia sofreram uma série de ataques DDoS (ataques de negação de serviço) nesta segunda-feira (27), informou o Centro Nacional de Cibersegurança do país.

De acordo com o governo, a enxurrada de ataques interrompeu partes da rede nacional de transferência de dados. O sistema é considerado um dos componentes essenciais do país para garantir sua segurança no ciberespaço, “construído para ser operacional durante crises e guerras”.

“É altamente provável que ataques tão intensos ou até mais intensos continuem nos próximos dias”, disse Jonas Skardinskas, diretor interino do Centro Nacional de Segurança Cibernética, em nota.

No Telegram, o grupo de hackers pró-Kremlin Killnet assumiu a autoria do ataque como retaliação ao recente embargo lituano ao transporte ferroviário de bens russos por seu território.

Desde o fim de março, a ex-república soviética, que apoia a Ucrânia no conflito contra a Rússia como membro da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), bloqueia embarques ferroviários para Kaliningrado, exclave russo no Mar Báltico.

“Continuamos a sugerir inequivocamente às autoridades lituanas que retirem imediatamente sua decisão de proibir o tráfego de carga russa de Kaliningrado para a Rússia”, diz uma mensagem do grupo, que afirma ter bloqueado quatro sites de aeroportos no país. “Graças aos nossos ataques, eles ainda estão disponíveis apenas em endereços IP lituanos, e sua velocidade, para dizer o mínimo, deixando a desejar.”

O Núcleo Central de Telecomunicações da Lituânia também identificou os sites mais afetados em tempo real e conseguiu mitigar os ataques DDoS enquanto trabalhava em conjunto com provedores estrangeiros de internet.

A série de ataques indica a possibilidade de desfigurações de sites, ransomwares e outros ataques deste tipo nos próximos dias.

Fogo cruzado

Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro, os hackings se proliferaram de ambos os lados. Em janeiro, por exemplo, hacktivistas da Bielorússia afirmaram ter infectado a rede do sistema ferroviário estatal com ransomware. Eles disseram que só forneceriam a chave de descriptografia caso o presidente Aleksandr Lukashenko suspendesse o apoio a Vladimir Putin contra um (à época possível) ataque contra a Ucrânia.

Enquanto isso, hackers que trabalham para a Rússia liberaram um malware de limpeza, o AcidRain, que sabotou milhares de modems de satélite usados por clientes da ViaSat na Ucrânia.

Via Ars Technica

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Dispositivo militar desenvolvido em Israel permite “ver através das paredes”

Por Flavia Correia, editado por André Lucena  

Olhar Digital

Uma startup de tecnologia militar israelense chamada Camero-Tech criou um dispositivo baseado em radar que, de acordo com seus desenvolvedores, permite que os soldados literalmente “vejam através das paredes”. 

Segundo relata o jornal Insider, o gadget futurista, que recebeu o nome de Xaver 1000, levanta questões éticas significativas sobre vigilância e privacidade.

De acordo com a descrição apresentada no site da empresa, o dispositivo pode dar às unidades de inteligência “uma visão 3D de consciência situacional sem precedentes”, além de ter a capacidade de detectar objetos vivos (estáticos ou dinâmicos) atrás de paredes e outros obstáculos físicos.

Portanto, as equipes táticas poderão obter uma imagem altamente detalhada do que está acontecendo por trás de uma variedade de obstruções, permitindo que eles se preparem antes de violar ambientes urbanos.

Segundo os cientistas que desenvolveram o projeto, o dispositivo também pode ser extremamente útil durante as operações de busca e resgate, possibilitando aos socorristas enxergar vítimas de desastres que estiverem presas em locais fechados.

Ainda de acordo com a equipe, o dispositivo é de fácil manuseio e execução, podendo ser operado por um único usuário. Ele ainda pode enviar dados de volta para a base militar via WiFi.

A Camero-Tech afirma também que o dispositivo pode penetrar através da maioria das paredes e materiais comuns, incluindo cimento e concreto em um raio de 40 metros usando um radar de banda ultra-wide baseado em pulso.

Uma tela integrada de dez polegadas sensível ao toque permite que as equipes visualizem objetos vivos atrás de quase qualquer obstáculo, podendo até mesmo dizer se eles são um adulto, uma criança ou um animal, ou se estão sentados, de pé ou deitados. Isso tudo graças a um algoritmo de Inteligência Artificial capaz de rastrear seus movimentos.

Com aproximadamente 17 kg, o dispositivo pode ser embalado significativamente graças a uma antena dobrável, o que lhe permite ser facilmente posicionado em quase qualquer ambiente.

Ao mesmo tempo em que a ferramenta representa uma vantagem tática crítica no campo e pode salvar vidas em situações de desastres naturais, também apresenta novas oportunidades sinistras de vigilância invasiva.

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Explosão recém-descoberta desafia o que a ciência sabe sobre as rajadas rápidas de rádio

Por Flavia Correia, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

Uma recém-descoberta explosão cósmica de rádio apresenta algumas propriedades únicas que fornecem aos cientistas pistas importantes sobre possíveis causas para esses misteriosos fenômenos astronômicos conhecidos como rajadas rápidas de rádio (FRB, na sigla em inglês). 

Ao mesmo tempo, tais características colocam em cheque o que os astrônomos pensavam saber sobre essas poderosas explosões, conforme descrito em um novo estudo publicado na revista Nature neste mês.

Detectadas pela primeira vez em 2007, as FRBs são pulsos extremamente brilhantes de ondas de rádio que vêm de galáxias distantes. Em apenas um milissegundo, elas liberam tanta energia quanto o Sol faz ao longo de muitos dias. Nos últimos 15 anos, foram observadas cerca de 800 FRBs, e esse número tende a crescer cada vez mais. 

Segundo Kshitij Aggarwal, pesquisador afiliado da Universidade da Virgínia Ocidental, nos EUA, quando um telescópio captura um FRB, uma das características mais importantes que os cientistas examinam é a chamada dispersão, que é basicamente uma medida de como um FRB é esticado quando alcança a Terra.

“O plasma que fica entre estrelas e galáxias faz com que toda a luz – incluindo ondas de rádio – desacelere, mas frequências mais baixas sentem esse efeito mais fortemente e desaceleram mais do que frequências mais altas”, explicou Aggarwal em um artigo autoral publicado no site The Conversation.

“Os FRBs contêm uma gama de frequências, então a luz de maior frequência na explosão atinge a Terra antes das frequências mais baixas, causando a dispersão”, disse o pesquisador, que é um dos autores do novo estudo. “Isso permite que os cientistas usem a dispersão para estimar de quão longe da Terra um FRB se originou. Quanto mais esticado é uma FRB, mais plasma o sinal deve ter passado e mais longe a fonte deve estar”.

FRB190520 é uma rajada rápida de rádio repetitiva

A nova FRB descoberta por Aggarwal e sua equipe é chamada FRB190520. Eles a encontraram usando o Telescópio Esférico de Rádio de Abertura de 500 metros (FAST) da China, também conhecido como “Olho do Céu”.

“Uma coisa imediatamente interessante que percebemos sobre FRB190520 foi que ela é uma das únicas 24 FRBs que se repetem, e faz isso com muito mais frequência do que outros”, disse Aggarwal. “Ela produziu 75 rajadas em um período de seis meses em 2020”.

A equipe usou, então, observações do radiotelescópio de última geração Very Large Array (VLA), do Novo México, nos EUA, para estudar mais sobre esta FRB e identificou com sucesso a localização de sua fonte — uma galáxia anã a cerca de 3 bilhões de anos-luz da Terra. “Foi então que começamos a perceber o quão verdadeiramente único e importante esta FRB é”, relatou Aggarwal.

Primeiro, eles descobriram que há um persistente, embora muito mais fraco, sinal de rádio sendo emitido por algo do mesmo lugar de onde veio a FRB190520. “Já que conseguimos identificar que a FRB veio de uma galáxia anã, fomos capazes de determinar exatamente quão longe essa galáxia está da Terra. Mas este resultado não fazia sentido”. 

Para surpresa dos pesquisadores, a estimativa de distância que eles fizeram usando a dispersão da FRB foi de 30 bilhões de anos-luz da Terra, a uma distância 10 vezes maior do que os 3 bilhões de anos-luz reais para a galáxia.

Os astrônomos só foram capazes de identificar a localização exata – e, portanto, a distância da Terra – de outras 19 fontes de FRB. Para o resto das FRBs conhecidas, os astrônomos têm que confiar apenas na dispersão para estimar sua distância de nosso planeta. 

“Para as FRBs com locais de origem conhecidos, as distâncias estimadas da dispersão são muito semelhantes às distâncias reais de suas galáxias de origem”, explicou Aggarwal. “Mas esta nova FRB mostra que as estimativas usando dispersão às vezes podem estar incorretas e jogar muitas suposições pela janela”.

O que vem por aí

Essa nova descoberta levanta algumas questões, como, por exemplo, se sinais de rádio persistentes são comuns, quais condições os produzem e se o mesmo fenômeno que produz FRBs é responsável pela emissão do sinal de rádio persistente.

Além disso, segundo Aggarwal, a razão pela qual a dispersão da FRB190520 foi muito maior do que deveria ser também é um grande mistério. “Foi devido a algo perto da FRB? Estava relacionado com a fonte de rádio persistente? Tem a ver com o assunto na galáxia de onde vem essa FRB? Todas essas perguntas não foram respondidas”, disse o pesquisador, revelando que ele e sua equipe vão se concentrar em estudar o fenômeno usando uma série de diferentes telescópios ao redor do mundo. 

“Ao estudar a FRB, sua galáxia e o ambiente espacial em torno de sua fonte, esperamos encontrar respostas para muitos dos mistérios que ela revelou”, disse ele.

Mais respostas também podem vir de outros estudos sobre esta e outras FRBs nos próximos anos. Quanto mais registros os astrônomos catalogarem, maiores são as chances de descobrir FRBs com propriedades interessantes que podem ajudar a desvendar esses fascinantes fenômenos astronômicos.

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Descoberta de novos vírus fornece pistas sobre origens da vida complexa

Por Flavia Correia, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

Pesquisadores da Universidade do Texas-Austin, nos EUA, fizeram uma análise inédita de alguns vírus que infectam um grupo de micróbios que podem incluir os ancestrais de toda a vida complexa. Os resultados do estudo foram publicados nesta segunda-feira (27) na revista Nature Microbiology.

A descoberta oferece pistas tentadoras sobre as origens da vida e sugere novas direções para explorar a hipótese de que os vírus foram essenciais para a evolução dos seres humanos e outras formas de vida complexas.

Há uma hipótese de que todas as formas de vida complexas, como os humanos e demais seres eucariontes (seres vivos com células eucarióticas, ou seja, com um núcleo celular cercado por uma membrana e com várias organelas) se originaram quando arqueias e bactérias se fundiram para formar um organismo híbrido.  

Também chamadas de arqueobactérias, as arqueias são seres vivos unicelulares morfologicamente semelhantes às bactérias, mas genética e bioquimicamente tão distintas destas como dos eucariontes. Segundo pesquisas recentes, os primeiros eucariontes são descendentes diretos dos chamados Asgard archaea, um subgrupo de arqueias.

Agora, o estudo liderado por Ian Rambo, que foi sua tese de doutorado pela UT Austin, esclarece como os vírus também podem ter desempenhado um papel nessa história de bilhões de anos.

“Esta pesquisa está abrindo uma porta para melhor resolver a origem dos eucariontes e entender o papel dos vírus na ecologia e evolução das arqueias asgard”, disse Rambo. “Há uma hipótese de que os vírus podem ter contribuído para o surgimento de uma vida celular complexa”.

Ele se refere a uma teoria muito debatida chamada eucariogênese viral, que sugere que, além de bactérias e arqueias, os vírus podem ter contribuído com algum componente genético para o desenvolvimento de eucariontes. Embora não seja a confirmação dessa hipótese, as descobertas de Rambo e sua equipe oferecem algumas pistas interessantes.

Vírus descoberto tem características únicas

Os vírus recém-descobertos infectando as arqueias asgard têm algumas características semelhantes a vírus que atingem eucariontes, incluindo a capacidade de copiar seu próprio DNA e sequestrar sistemas de modificação de proteínas de seus hospedeiros. 

Como esses agentes infecciosos apresentam características de vírus que contaminam eucariontes e procariontes (organismos com células sem núcleo), eles são únicos, pois não são exatamente como aqueles que infectam outras formas de vida complexas.

“O mais emocionante é que são tipos totalmente novos de vírus que são completamente diferentes daqueles que já vimos antes em arqueias e eucariontes, infectando nossos parentes microbianos”, disse Brett Baker, professor associado de ciência marinha e biologia integrativa e autor correspondente do estudo.

As arqueias asgard, que provavelmente evoluíram há mais de 2 bilhões de anos e cujos descendentes ainda vivem, foram descobertas em sedimentos marinhos profundos e fontes termais ao redor do mundo, mas até agora apenas uma cepa foi cultivada em laboratório. Para identificá-las, os cientistas coletam seu material genético do ambiente e, em seguida, juntam seus genomas. 

No recente estudo, os pesquisadores escanearam os genomas de arqueias asgard para repetir regiões de DNA conhecidas como matrizes CRISPR, que contêm pequenos pedaços de DNA viral que podem ser precisamente combinados com vírus que infectaram anteriormente esses micróbios. 

Essas “impressões digitais” genéticas permitiram identificar esses invasores virais furtivos que infectam organismos com papéis-chave na complexa história de origem dos eucariontes.

“Agora estamos começando a entender a implicação e o papel que os vírus poderiam ter tido no quebra-cabeça da eucariogênese”, disse Valerie De Anda, pesquisadora associada da UT Austin e coautora do estudo.

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