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Cientistas estudam plutônio interestelar encontrado no fundo do Oceano Pacífico

Kaique Lima

Olhar Digital

Pesquisadores do Departamento de Física da Universidade Nacional Australiana encontraram traços de plutônio interestelar no fundo do Oceano Pacífico. Segundo os cientistas, o material veio parar na Terra por conta de uma supernova ocorrida bem distante daqui. 

O plutônio foi encontrado por uma petroleira japonesa e doado a cientistas para ser estudado. O resultado da pesquisa foi publicado na última quinta-feira (13) na revista científica Science. Os estudiosos concluíram que o material é comparativamente jovem em relação à idade do restante do cosmos.

Por ser tão recente, estudá-lo pode ajudar a desvendar um enigma que intriga e muito os cientistas, que é saber como o plutônio e outros metais pesados se formaram no interior de estrelas. “Saber se há plutônio lá é incrível”, disse o astrônomo da Universidade de Illinois, Brian Fields, que não participou do estudo à Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos (NPR)

“Agora temos apenas pequenas quantidades de material. Mas devemos ser gratos por isso, porque eles são recém-feitos de estrelas explodindo”, completou o especialista. 

Jovem, mas nem tanto

Mas apesar de ser descrito como “jovem”, esse plutônio está na Terra há muito mais tempo do que nós. Segundo os pesquisadores, o material tem em torno de 10 milhões de anos e chegou aqui no nosso planeta há um pouco menos de tempo, que, apesar de ainda não ter sido calculado, está na casa dos milhões de anos.

Agora, após uma longa viagem e um sono de alguns milhões de anos no fundo do maior oceano do planeta, os cientistas finalmente vão conseguir ao menos tentar descobrir de onde ele veio. Isso pode abrir caminho para descobrirmos a origem cósmica de alguns outros materiais, como o ouro e a platina

Diferentes cientistas não envolvidos no estudo foram ouvidos pela NPR e declararam acreditar que uma supernova regular antiga não teria potência suficiente para a criação de materiais tão complexos. Outros especialistas acreditam que estrelas agonizantes explosivas, fusões de estrelas de nêutrons ou algum outro evento cósmico poderoso foi responsável pela formação do plutônio. 

“Não sabemos exatamente onde eles são produzidos e quanto é produzido em diferentes locais”, disse o líder do estudo, Anton Wallner, à NPR. 

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SpaceX detalha plano de teste de voo orbital da Starship

Rafael Arbulu

Olhar Digital

A SpaceX já tem um plano para o primeiro teste de voo orbital da Starship, sua nave espacial que, se tudo der certo, será a embarcação espacial de escolha para levar as pessoas à Lua em caráter comercial. Os detalhes do planejamento foram enviados à Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos.

No documento, a SpaceX explica que a Starship será lançada da base da empresa no sul do Texas, em Boca Chica, acoplada a um foguete de pouco mais de 70 metros de tamanho (Super Heavy Booster). Ele dará o “empurrão” inicial, se separando da nave após 170 segundos (dois minutos e 50 segundos) de lançamento e aterrissando no Golfo do México, a pouco mais de 30 quilômetros da costa.

Quanto à nave, a SpaceX informa que a Starship seguirá subindo por um percurso que a fará passar pelo Estreito da Flórida, até atingir a órbita da Terra e retornar após uma volta completa pelo planeta. No retorno, o plano é o de que a embarcação faça sua aterrissagem a quase 100 quilômetros de distância da costa de Kauai, a ilha mais antiga do Havaí.

Toda a ação deve levar em torno de 90 minutos.

O voo de teste da Starship representa um passo importante na evolução dos negócios da SpaceX: desde que nasceu, a empresa de Elon Musk traz o propósito de oferecer voos comerciais para o espaço. Entretanto, foram anos de pesquisa e desenvolvimento para chegar a um estágio minimamente aceitável para começar as avaliações. Até hoje, a SpaceX lançou cinco protótipos completos da Starship em direção ao espaço, sendo que apenas o mais recente conseguiu fazer um pouso seguro.

Caso o teste dê certo, ele pode deixar a SpaceX mais perto de integrar a Starship aos seus negócios principais e, eventualmente, tripular a nave com pessoas com dinheiro suficiente para pagar por uma passagem.

O teste mencionado no documento enviado à FCC não traz uma data específica, mas o próprio Elon Musk sinalizou que ele pode ocorrer em algum momento entre o final de 2021 e março de 2022.

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Satélites da SpaceX e da OneWeb passaram perto de colidir em órbita terrestre

Por Rafael Arbulu,Editado por André Lucena

Olhar Digital

Dois satélites – um da SpaceX e outro da OneWeb – evitaram uma colisão séria graças ao uso de manobras evasivas por parte de ambas as empresas em 4 de abril de 2021. O relato veio a público apenas agora, mas no referido dia, vários “alertas vermelhos” acionaram o 18º Esquadrão de Controle da Space Force dos EUA, que notificaram as empresas de um possível choque entre os objetos.

Segundo o esquadrão, as rotas dos dois satélites indicavam que eles passariam a cerca de 190 pés (pouco mais de 27,43 metros) de distância um do outro, com probabilidade de colisão marcada em 1,3%. Os números parecem baixos, mas em termos de navegação espacial, existe razão para preocupações: o episódio aconteceu cinco dias após a OneWeb lançar 36 satélites da Rússia e, pelo fato de seus objetos ficarem a uma altura maior do que os da SpaceX, durante o trajeto, eles inevitavelmente cruzam rotas a milhares de quilômetros por hora. Basicamente, sem uma detecção antecipada, o choque é certeiro.

De acordo com a SpaceX, seus satélites contam com um sistema autônomo de detecção de choque contra corpos em seus caminhos, mas a fim de evitar a pancada, a empresa desligou o recurso no dia, permitindo que a OneWeb quem fizesse uma alteração de curso. Sobre isso, não houve qualquer comentário por parte da empresa de Elon Musk.

“Esse episódio foi um bom exemplo de como operadores de satélites podem ser responsáveis, considerando as restrições globais de melhores práticas”, disse Diana McKissock, líder do time de compartilhamento de dados e segurança de voos espaciais da Space Force. “Eles compartilharam informações entre si, se contactaram, e eu penso que, na ausência de uma regulamentação global, isso é simplesmente a arte do possível”.

Apesar dos elogios, a situação chamou a atenção de especialistas, reacendendo uma discussão de longa data: a regulamentação governamental para que empresas tenham algum limite ou fiscalização do uso do espaço no… espaço: enquanto a OneWeb conta com 146 satélites em órbita, a SpaceX já posicionou 1.378, e ambas as empresas já foram criticadas no passado por potencialmente contribuírem com o aumento do lixo espacial.

Em dezembro, a empresa de comunicações Viasat chegou a pedir à FCC, o órgão regulatório das telecomunicações nos EUA, que investigasse a empresa de Elon Musk, acusando-a de contribuir com a criação de objetos que podem, eventualmente, gerar colisões na órbita terrestre. Na época, Musk fez o que faz de melhor: xingou muito no Twitter, afirmando que a “ameaça” da SpaceX seria, na verdade, aos lucros da Viasat.

Vale lembrar que o plano da SpaceX é o de lançar 10 mil satélites – que funcionam como a estrutura da oferta de internet Starlink – dentro desta década, algo que alguns especialistas não enxergam com bons olhos.

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Novo golpe consegue driblar a dupla autenticação do WhatsApp

Rafael Rigues

Olhar Digital

Os golpes para roubar uma conta do WhatsApp (tecnicamente conhecidos como “Account Takeover”) estão completando dois anos e vários temas já foram usados para enganar as vítimas.

Até agora, a única maneira de evitá-los era ativar a confirmação em duas etapas (ou dupla autenticação), que usa uma senha numérica criada pelo usuário e solicitada durante uma reinstalação do app.

Mas segundo os especialistas da Kaspersky, os criminosos acabam de encontrar uma forma de burlar esta proteção, combinando engenharia social e uma solicitação ao suporte do WhatsApp.

Não há mudanças no início do golpe. A vítima recebe uma ligação dos criminosos que se apresentam como representantes do Ministério da Saúde e perguntam se podem realizar uma pesquisa sobre a Covid-19.

Toda a encenação tem um objetivo claro: fazer a pessoa passar o código de seis dígitos que é enviado via SMS para “confirmar a realização da pesquisa”.

Se a vítima não presta atenção à mensagem e informa o código, a conta pode ser roubada. A mudança ocorre quando os golpistas se deparam com uma conta que solicita a senha da autenticação em duas etapas.

Quando isso acontece, eles encerram a ligação da suposta pesquisa e ligam novamente para a vítima. Mas, desta vez, se passam pelo suporte do aplicativo e dizem que a empresa identificou uma atividade maliciosa na conta, e que a vítima deve acessar seu e-mail para realizar o recadastro da dupla autenticação.

O que mais surpreendeu os especialistas da Kaspersky é que, de fato, a vítima recebe uma mensagem de e-mail legítima do WhatsApp com o título “Two-Step Verification Reset” (Resgate da Verificação em Duas Etapas – em tradução livre) com um link para desabilitar a proteção adicional.

“Tanto a mensagem quanto o link para recuperar a dupla autenticação são legítimos, ou seja, foram enviados pelo WhatsApp. Da mesma forma que podemos solicitar a recuperação de uma senha em uma loja online, podemos pedir a recuperação da dupla autenticação do app de mensagens, caso a senha seja esquecida. O golpe se vale de engenharia social, forçando as vítimas a clicarem no link recebido por e-mail”, explica o especialista da Kaspersky.

Assolini finaliza explicando que os criminosos permanecem na linha enquanto a vítima acessa o e-mail e o link e destaca que a página de destino, na verdade, realiza a desativação da autenticação em duas etapas.

“A ideia aqui é permitir que a pessoa crie uma nova senha ao ativar a função novamente. Só que os criminosos aproveitam que a conta está desprotegida e usam o código temporário recebido na primeira ligação para realizar a instalação em um dispositivo deles e assim seguir com o golpe, entrando em contato com amigos e familiares da vítima para pedir dinheiro”, detalha o pesquisador de segurança.

A única forma de evitar cair neste novo golpe é desconfiar ou saber antecipadamente que ele existe. Segundo Assolini, apenas o WhatsApp pode dar uma solução definitiva para isso e acabar com os golpes de sequestro de contas.

“Do ponto de vista da segurança, o aplicativo deve melhorar o processo de recuperação da dupla autenticação permitindo o recadastro na própria página da empresa, em vez de realizar a desativação. Desta forma, este esquema seria inviabilizado”, conclui.

Para se proteger, Assolini recomenda que os usuários ativem a autenticação em dois fatores e jamais desativem este recurso, a não ser que esqueçam a senha e tenham tomado esta decisão por conta própria.

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Intel está usando inteligência artificial para deixar ‘GTA V’ mais realista

Arthur Henrique

Olhar Digital

Um dos aspectos mais impressionantes de ‘Grand Theft Auto V‘ (‘GTA V’) é como a San Andreas do jogo parece com a cidade do sul da Califórnia na vida real. Agora, um novo projeto de aprendizado de máquina (machine learning) da Intel Labs pode permitir gráficos foto-realistas nos games em um futuro próximo.

Chamada “Enhancing Photorealism Enhancement”, a tecnologia pode levar o realismo para uma forma fotorrealística até “perturbadora”, de acordo com o grupo de pesquisadores da Intel que trabalha no projeto. Stephan R. Richter, Hassan Abu Alhaija e Vladlen Kolten criaram um visual que tem semelhanças inconfundíveis com os tipos de fotos que você pode tirar casualmente através da janela de um carro.

Com o uso de inteligência artificial (IA), a ferramenta analisa todos os frames do jogo (no caso do vídeo acima, ‘GTA V’), comparando-os depois com fotografias reais de uma base de dados de várias cidades. Em seguida, escolhe as imagens que mais se assemelham às cenas do jogo e aplica melhorias em cada um dos frames, tornando-o mais realistas.

Mesmo não sendo mais nítida que um game comum, a imagem aprimorada pela Enhancing Photorealism Enhancement é capaz de confundir até mesmo um olho bem treinado. Os artifícios usados incluem borrões e sujeira que normalmente é difícil reproduzir em gráficos 3D ou em resolução 8K, além de brilhos e reflexos posicionados estrategicamente pela IA.

E isso ocorre, segundo os pesquisadores, porque as melhorias aqui “vão além do que outros processos de conversão fotorrealística” são capazes de fazer, visto que a tecnologia da Intel é capaz de integrar também informações geométricas do próprio ‘GTA V’. Os chamados “G-buffers”, como o trio chama, podem incluir dados como a distância entre os objetos no jogo e a câmera, além da qualidade das texturas, como o brilho dos carros.

Resumindo: a tecnologia só pode funcionar com o que é recebido. Portanto, ao aperfeiçoar a qualidade do que está sendo alimentado para ela e a maneira como está sendo alimentada, os resultados podem ser melhorados drasticamente.

Mesmo ainda em desenvolvimento, a melhoria no que toca ao realismo do cenário já é clara. E graças às redes neurais junto ao machine learning, a Enhancing Photorealism Enhancement consegue produzir imagens a uma “velocidade interativa”. Ou seja, ao menos na teoria, é possível que a ferramenta consiga atuar em tempo real e melhore por si própria, através de atualizações.

Sendo um projeto ainda experimental, não se sabe se a tecnologia de aprimoramento de imagem encontrará interessados em sua aplicação num futuro próximo. Além do vídeo divulgado, a maioria dos dados e descobertas da equipe do Intel Labs está disponível na página do projeto, em um documento muito mais detalhado.

Fontes: The Verge e Kotaku

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Lei que garante home office para gestantes durante pandemia é sancionada por Bolsonaro

Lyncon Pradella

Olhar Digital

lei que dispõe sobre o afastamento de empregadas gestantes de atividades presenciais durante a pandemia do coronavírus foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (13).

Funcionárias gestantes devem permanecer afastadas dos trabalhos presencialmente e “sem prejuízo de sua remuneração”. Medida visa evitar que elas fiquem expostas à contaminação da Covid-19, uma vez que fazem parte do grupo de risco.

O texto determina que as empregadas gestantes devem “exercer as atividades em seu domicílio, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho a distância”.

Após a Anvisa pedir a suspensão do uso do imunizante de Oxford/AstraZeneca na vacinação de gestantes, o Ministérios da Saúde confirmou que vai parar de vacinar gestantes sem comorbidades. A medida chega após uma mulher morrer no Rio de Janeiro depois de desenvolver trombose após tomar a vacina. Apesar disso, o caso é investigado e ainda não foi estabelecida uma relação entre o efeito adverso e o imunizante.

“Vamos acompanhar todas as gestantes que foram imunizadas, como já estamos fazendo, independente do tipo de agente imunizante, para verificar se há algum tipo de evento adverso. Todo programa de imunização é coordenado por uma equipe técnica capacitada”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em coletiva de imprensa na última terça-feira (11).

Vacinação de gestantes

No final de abril, o Programa Nacional de Vacinação (PNI) decidiu que grávidas e puérperas, até 45 dias depois do parto, deviam ser comtempladas com a vacinação. Nos últimos meses, pesquisas detectaram que os imunizantes podem ser seguros em mulheres grávidas e os técnicos entenderam que o fator risco versus benefício era favorável às vacinas.

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Futuro chip da IBM promete quadruplicar duração de baterias de smartphones

Kaique Lima

Olhar Digital

A gigante da tecnologia IBM diz que criou um chip para computadores com transistores microscópicos, com uma largura de apenas dois nanômetros, a mesma de uma fita de DNA.

O componente promete multiplicar a duração das baterias e desempenho de praticamente todos os dispositivos eletrônicos disponíveis, já que transistores menores tendem a ter um desempenho maior e consumir menos energia.

Os chips atuais possuem transistores que variam entre cinco e dez nanômetros, que é entre o dobro e o triplo do novo chip da IBM. Com essa redução, seria possível, por exemplo, que a bateria de um smartphone durasse até quatro dias ou um notebook tivesse o dobro da velocidade, isso sem um aumento significativo nos custos de produção e venda. 

Segundo a IBM, a próxima geração de chips pode chegar ao mercado em até cinco anos. “É um feito notável de engenharia”, disse Dario Gil, vice-presidente sênior e diretor de pesquisa da IBM, ao The Washington Post. “Você verá isso primeiro em dispositivos de baixo custo, como laptops e telefones celulares, e depois em mainframes de última geração”. 

Esses novos chips também devem estar presentes em carros autônomos e produtos da chamada internet das coisas, como é o caso de eletrodomésticos inteligentes. Segundo a empresa, chips de dois nanômetros podem melhorar o desempenho de dispositivos em até 45%, com uma redução de 75% no consumo de energia em comparação com as alternativas atuais. 

Do que o chip é capaz

Visão ampliada do chip IBM de dois nanômetros. Créditos: IBM/Divulgação

A principal inovação da IBM para a próxima geração de chips está no encolhimento dos transistores para que um maior número deles caiba em um único chip. Com isso, será possível a realização de mais processos por meio de circuitos complexos, ou seja, aumentar o número de transistores em um chip é aumentar a eficiência de um computador. 

Por enquanto, os transistores de dois nanômetros da IBM são apenas uma prova de conceito que servem para mostrar que chips menores e mais potentes são possíveis. “Um fio cabelo humano tem 100.000 de diâmetro nanômetros, o que dá uma ideia de como esses recursos são minúsculos”, disse Arvind Krishna, presidente-executivo da IBM, em entrevista ao The Washington Post

O desenvolvimento levou quatro anos e equipes de centenas de cientistas se envolveram no projeto. Dados da IBM apontam que o investimento anual da empresa em pesquisa e desenvolvimento é de em torno de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 31,83 bilhões), o que pode permitir que no futuro o conglomerado possa inovar ainda mais em seus equipamentos. 

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Cientistas desenvolvem estrada que carrega carros elétricos por indução

Por Kaique Lima,Editado por André Lucena

Olhar Digital

Pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, estão trabalhando no desenvolvimento de uma estrada especial que carrega as baterias de carros elétricos por indução. Com isso, o motorista poderá recarregar seu veículo enquanto passa pela superfície do trecho. 

Caso o projeto saia do papel, os motoristas não precisarão mais das estações de carregamento individuais, o que dará uma maior liberdade aos donos de veículos elétricos. Além disso, um dos principais problemas desse tipo de carro, que é a autonomia para viagens longas sem a necessidade de paradas, seria finalmente resolvido. 

“As rodovias teriam uma faixa de carregamento, uma espécie de faixa de alta ocupação”, disse o professor de engenharia elétrica de Cornell, Khurram Afridi, ao portal de notícias estadunidense Business Insider. “Se a bateria estivesse acabando, você passaria para a linha de carregamento. Ele seria capaz de identificar qual carro entrou na pista e, mais tarde, enviaria uma fatura”.

Essa mesma tecnologia também poderia ser aplicada a armazéns, a fim de torná-los mais produtivos com o uso, por exemplo, de empilhadeiras autônomas. Isso permitiria que máquinas carregassem a si mesmas enquanto estão em movimento e trabalhando. 

Segundo Afridi, a tecnologia pode já estar nas estradas em cinco ou dez anos. Isso aliviaria bastante a infraestrutura das estações de carregamento, que têm uma série de desafios logísticos e de custo para sua expansão, já que o carregamento de um carro não é tão rápido quanto um reabastecimento. 

“A única maneira de as pessoas comprarem carros elétricos é se eles forem tão fáceis de reabastecer quanto os motores de combustão”, disse Afridi. “Se tivéssemos essa tecnologia, os veículos elétricos teriam ainda menos limitações do que os tradicionais”. 

Do espaço para as estradas

A tecnologia para o funcionamento das estradas de carregamento envolve placas produzidas com um metal especial posicionadas sob a estrada e conectadas a uma linha de força e um inversor. Essas placas criam uma espécie de campo elétrico capaz de carregar a bateria de um carro enquanto ele passa por cima de uma após a outra. 

É algo parecido com o que é usado nos carregadores sem fio para smartphones, mas ainda existem muitos desafios, como a intensidade da frequência elétrica. Para resolver esse problema, Afridi propõe usar uma tecnologia similar ao que a Nasa usa para se comunicar com suas naves espaciais que viajam pelo espaço. 

“A transferência de energia sem fio é baseada na mesma física usada para enviar mensagens através de ondas de rádio para espaçonaves no espaço profundo, coisas como a Voyager”, disse o pesquisador ao Futurism. “Exceto que agora estamos enviando muito mais energia em distâncias muito mais curtas, para veículos em movimento”. 

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Tumores de esôgafo agem sobre DNA viral antigo camuflado em nosso genoma

Por Flavia Correia,Editado por Lyncon Pradella

Olhar Digital

Cientistas da Faculdade Vagelos de Médicos e Cirurgiões e do Centro de Câncer Herbert Irving, da Universidade de Columbia, descobriram que muitos cânceres esofágicos giram sobre DNA viral antigo embutido em nosso genomahá centenas de milhões de anos. A pesquisa foi publicada na última segunda-feira (10), na revista científica Nature Genetics (Genética da Natureza, em tradução livre).

“Não estávamos procurando especificamente pelos elementos virais, mas a descoberta abre uma enorme nova gama de alvos de câncer em potencial que eu acredito que serão extremamente interessantes como formas de melhorar a imunoterapia”, afirma o médico Adam Bass, diretor do Centro de Medicina de Precisão contra o Câncer da Universidade, em artigo publicado no site da Universidade.

A teoria de que pedaços de retrovírus antigos dentro do genoma humano – conhecidos como retrovirais endógenos (ERV) – desempenham função importante no câncer não é uma ideia exatamente nova. 

Embora as sequências de ERV tenham se degradado com o tempo e não possam produzir partículas virais, os vírus fósseis, às vezes, são inseridos em outros genes, o que barra suas atividades normais ou agem como interruptores que ativam os genes causadores do câncer.

A novidade desta pesquisa mais recente, no entanto, é que ela sugere que os ERV também podem combater o câncer se forem transcritos em fitas de RNA. “Quando as células ativam muitos ERV, uma grande quantidade de RNA de fita dupla é produzida e entra no citoplasma da célula”, explica Bass. “Isso cria um estado semelhante a uma infecção viral e pode causar uma resposta inflamatória. Dessa forma, os ERV podem tornar o câncer mais suscetível à imunoterapia, e muitos pesquisadores estão estudando formas de enganar as células cancerosas para ativar os ERV”, complementa.

Engenharia genômica de organoides desenvolve modelagem de câncer de esôfago

No estudo, a equipe liderada por Bass desenvolveu organoides esofágicos a partir de tecido de camundongo para acompanhar o desenvolvimento do câncer de células normais à malignidade.

Usando esses organoides, eles descobriram que um gene promotor de tumor específico em cânceres de esôfago, chamado SOX2, leva à indução da expressão de muitos ERV.  Como a expressão de ERV, e o consequente acúmulo de RNA de fita dupla, demonstraram potencial tóxico para as células, foi detectada uma enzima específica chamada ADAR1, que degrada rapidamente esses RNA de fita dupla. Os níveis de ADAR1 são conhecidos por se correlacionarem com uma sobrevida baixa. “Os cânceres são dependentes de ADAR1 para prevenir uma reação imunológica que pode ser muito tóxica para as células”, diz Bass.

Alguns pacientes com câncer de esôfago são atualmente tratados com imunoterapia, que demonstrou aumentar a sobrevida em vários meses. “Temos muito entusiasmo que o bloqueio de ADAR1 pode ter eficácia direta para cânceres de esôfago e que a inibição de ADAR1 pode ter até grandes efeitos, aumentando a eficácia da imunoterapia contra câncer em pacientes com câncer de esôfago”, disse Bass. 

Organoides revelam outros alvos potenciais em cânceres SOX2

Além dos resultados sobre ADAR1 e ERV, o processo de modelagem do desenvolvimento do câncer de esôfago por meio da engenharia genômica de organoides também revelou outros processos nesse tipo de tumor, que poderiam levar a novos tratamentos.

“A forma como usamos organoides para construir câncer a partir da célula normal é um sistema poderoso para descobrir atividades causadoras de câncer e testar alvos terapêuticos”, afirma Bass.

 “Ao fazer alterações individuais no genoma nesses modelos, uma de cada vez, podemos ver quais combinações de alterações genéticas levam ao câncer e, em seguida, determinar os mecanismos específicos de formação do tumor”, explica o pesquisador.

No estudo atual, os organoides começaram com a superexpressão do gene SOX2, fator comumente amplificado que promove o desenvolvimento de cânceres escamosos. Bass e sua equipe construíram um painel de organoides modelando o espectro do esôfago normal ao câncer totalmente transformado. 

Ao ser capaz de avaliar as características diferenciais de organoides normais e cancerosos, a equipe compreendeu como a atividade de SOX2 difere em tecidos saudáveis e nos carcinosos. Bass explica que “é importante entender a diferença, uma vez que os tratamentos potenciais precisam direcionar as funções do câncer, mas têm menos impacto sobre o tecido normal”.

“É relativamente fácil matar células cancerosas. O problema é detectar como você mata células cancerosas, mas poupando as saudáveis”, diz o médico.

Os organoides revelaram que quando SOX2 está hiperativo – e dois supressores de tumor estão inativados – ele funciona com outros fatores para ativar uma variedade de genes causadores de câncer, além de seus efeitos sobre a indução de ERV.  

Segundo Bass, “essas descobertas revelam novas vulnerabilidades nos cânceres de esôfago SOX2, que agora nos permitirão começar a desenvolver terapias que podem atingir com precisão a célula cancerosa e melhorar o tratamento dos pacientes”.

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Starship SN15 retorna à plataforma de lançamento na base da SpaceX

Rafael Rigues

Olhar Digital

A Starship SN15, primeiro protótipo da espaçonave da SpaceX a completar com sucesso um teste de voo a grande altitude, está de volta à plataforma de lançamento e pode voar novamente em breve, como já havia sido indicado pelo fundador da empresa, Elon Musk.

Segundo o site Teslarati, o veículo começou a ser movido de volta a uma plataforma de lançamento nesta terça-feira (11), seis dias após seu bem-sucedido teste em 5 de maio. Ele será colocado na segunda plataforma de testes suborbitais (Suborbital Mount B), já que a primeira (Suborbital Mount A), usada durante o teste no início do mês, está sendo reparada.

A SN15 está pendurada em um guindaste e já foi posicionada sobre a plataforma, embora ainda não tenha sido instalada. Os “pés” usados no último teste, que sustentam o protótipo na posição vertical durante o pouso, foram removidos, mas ainda não foram substituídos por novos.

A movimentação da SN15, entretanto, não é uma garantia de um novo voo. Antes disso a SpaceX deverá realizar novos testes de pressurização dos tanques de combustível e disparo estático dos propulsores (quando são acionados com a espaçonave presa ao solo), e problemas em qualquer um deles podem impedir o reuso.

Desde o início a SpaceX projetou a Starship como um veículo reutilizável, mas um teste de reuso nunca foi feito desde que os primeiros protótipos alçaram voo, em agosto de 2020. Logo após o teste pioneiro da SN5, que chegou a uma altitude de 150 metros, Musk insinuou que ela poderia voar novamente, mas isso nunca ocorreu.

A empresa preferiu continuar com o desenvolvimento e teste de um novo protótipo, o SN6, que decolou um mês depois e também chegou a 150 metros. Os protótipos SN8SN9SN10 e SN11, projetados para voos a até 10 km de altitude, foram destruídos em acidentes durante o pouso, o que torna a SN15 a única “sobrevivente” da família.

O protótipo SN7 foi destruído propositalmente durante um teste de pressurização dos tanques de combustível, para testar os limites de uma nova liga metálica. Já os SN12, 13 e 14 nunca foram construídos, com a SpaceX decidindo acelerar o teste de um novo design que estreou na SN15.

A empresa tem um objetivo ambicioso de realizar um voo orbital em julho deste ano. Para isso, está desenvolvendo o SN20, primeiro protótipo com capacidade orbital. É um cronograma ambicioso, já que o lançamento depende do foguete Falcon Super Heavy, que também está em desenvolvimento e nunca foi testado.

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