Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

Incidente com o módulo russo Nauka tira a Estação Espacial Internacional “do lugar”

Rafael Rigues  

Olhar Digital

Um sério incidente com o módulo russo Nauka alterou a órbita da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta quinta-feira (29). Cinco horas após se acoplar à estrutura, às 13h34 (horário de Brasília), o módulo inadvertidamente disparou seus propulsores, e começou a “empurrar” a estação.

Minutos depois a ISS começou a perder o controle de atitude, responsável por manter sua orientação em relação à Terra. Algo preocupante, já que a orientação correta é necessária tanto para manter a comunicação com as antenas na Terra quanto para manter os painéis solares, responsáveis pela produção de energia elétrica, apontados para o Sol.

Módulo Nauka se acoplando à Estação Espacial Internacional. Imagem: Nasa
Módulo Nauka se acoplando à Estação Espacial Internacional. Imagem: Nasa

O controle de atitude foi perdido completamente às 13h42. Para compensar a aceleração, os propulsores do módulo de serviço da ISS foram acionados, seguidos dos propulsores de uma espaçonave de carga Progress que atualmente está acoplada à estação. O controle de atitude só foi recuperado às 14h29, quando o combustível dos propulsores do Nauka se esgotou.

Em uma teleconferência com a imprensa, oficiais da Nasa não informaram qual era o clima na sala de controle da missão durante o incidente. Mas segundo Joel Montalbano, gerente do programa da Estação Espacial, “até você esgotar todos os seus planos de contingência, você não começa realmente a se preocupar. E não fizemos isso hoje”.

Segundo Montalbano, uma equipe de engenheiros da Nasa está estudando os efeitos da perda de controle sobre a estrutura da estação. Enquanto isso, engenheiros da agência espacial russa, a Roscosmos, estão avaliando o estado do módulo Nauka. Uma análise preliminar deve ser completada até o final desta sexta-feira.

O incidente forçou a Nasa e a Boeing a cancelar o lançamento da espaçonave Starliner em sua segunda missão de teste orbital, previsto para esta sexta-feira (30). Uma nova data ainda não foi divulgada, e uma conferência de imprensa será realizada no final da tarde com mais informações.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Primeira cirurgia para diabetes com uso de robôs no mundo é feita no Paraná

Lucas Soares 

Olhar Digital

No Paraná, aconteceu a primeira cirurgia para diabetes com o uso de robôs no mundo. A operação metabólica é feita para pacientes com o Tipo 2 da doença que não estão tendo resultados com o tratamento clínico.

O procedimento aconteceu no começo desse mês, em um hospital de Curitiba. A vantagem é que o uso do equipamento robótico ajuda na visualização tridimensional e permite que a cirurgia ocorra de forma mais eficiente. O resultado foi bem-sucedido e o paciente já deixou a unidade hospitalar sem precisar usar insulina.

“O objetivo maior da cirurgia do diabetes é estimular o pâncreas a produzir insulina. Ele também tinha uma obesidade característica da Síndrome Metabólica, com acúmulo de gordura visceral. A luta contra o diabetes é desigual. Ele estava se cuidando com dieta, comprimidos e insulina sem resultado. A cirurgia metabólica é uma excelente ferramenta para ajudar a salvar essas pessoas”, explica o Dr. Alcides Branco, responsável pela cirurgia.

Cirurgia para diabetes com robôs
Imagem: Divulgação

Cirurgia para diabetes com robôs

O paciente, Edmilson Dalla Vecchia Ribas, de 61 anos, passou por exames que comprovaram as condições ideais para o procedimento, com o pâncreas cansado, mas ainda funcionando. “Eu estava com os melhores medicamentos e insulinas existentes mas não conseguia abaixar a glicemia glicada. Toda hora eu estava aplicando a [insulina] rápida para baixar a glicose. Não era vida. Até que chegou o momento em que meu endocrinologista disse ‘daqui alguns anos isso vai te cobrar’. Eu tive medo de perder o pé, ficar cego, perder o rim…”, disse o paciente.

Ribas explica que a doença foi silenciosa e ele descobriu apenas em 2005, após sofrer um acidente. Durante o período, ele realizou os melhores tratamento sspara diabetes, mas não obteve o resultado esperado, o que o levou a passar pela cirurgia com robôs. “Eu me sinto muito bem, perdi cinco quilos, mas o mais importante é deixar de tomar insulina. Já tenho uma vida normal, estou caminhando, dirigindo e com qualidade de vida”, explicou após sair do hospital.

operação metabólica passou a ser adotada em 2017, ela permite que o paciente controle a doença e não precise mais fazer tratamento. O procedimento é semelhante a uma bariátrica, mas não visa a perda de peso. O caso do Paraná foi o primeiro do mundo com essa cirurgia feita com a ajuda de robôs em pessoas com diabetes.

Via Jornale

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Marca indiana irá lançar moto elétrica ainda mais “baratinha” do que a RV400

Arthur Henrique 

Olhar Digital

Você já deve ter ouvido falar da RV400, a moto elétrica que está em alta demanda desde sua estreia – e que não para de esgotar em questão de minutos. O sucesso do veículo é tão grande que a marca indiana Revolt Motors anunciou que irá lançar um novo modelo ao plantel, com o preço ainda mais baixo.

A verdadeira moto elétrica “baratinha” da Índia será chamada de RV1, e sua introdução substituirá um exemplar que não deu bons resultado à marca, a RV300. O veículos também será o primeiro da montadora a ser totalmente produzido no país.

“Em dezembro deste ano, nosso novo produto se tornará totalmente fabricado na Índia. Importamos peças da China, mas agora estamos nos concentrando em cada fornecimento do nosso país. A fabricação da nova moto começará a partir de janeiro [de 2022]”, revelou a companhia, em nota a imprensa.

RV1: a verdadeira moto elétrica “baratinha” da Índia. Imagem: Revolt Motors/Divulgação
RV1: a verdadeira moto elétrica “baratinha” da Índia. Imagem: Revolt Motors/Divulgação

Detalhes sobre o desempenho do veículos serão divulgados no fim de 2021, mas e o preço? Bem, de acordo com as estimativas da indústria, a RV1 será vendida por 75 mil rupias (aproximadamente R$ 5,1 mil), o que fará o modelo uma alternativa mais barata comparada à principal – e já acessível financeiramente – moto elétrica da marca, a RV400 – que custa 90 mil rupias (cerca de R$ 6 mil).

Com a RV1, Revolt Motors quer sucesso tão grande quanto RV400

O desenvolvimento de um modelo ainda mais barato tem motivo: o sucesso estrondo da RV400. A empresa indiana se beneficiou dos subsídios do governo federal através do FAME II, programa de incentivo a compra de elétricos, para baratear o veículo (saiba mais detalhes aqui) ao máximo e incentivar a gigantesca população a abandonar modelos à combustão interna.

Mas a RV300, lançada em 2019 como uma versão com menor desempenho, nunca recebeu tanta atenção do público e suas vendas sofreram como resultado – muito também por conta da pandemia de covid-19, segundo a Revolt. Logo, a marca irá descontinuar a motocicleta e a substituirá pela novíssima RV1.

Os modelos existentes que ainda não foram vendidos foram comprados em massa pela marca de fast food Dominos Pizza, que os usará para substituir a grande frota que possui de veículos de entrega movidos a gás.

A Índia se tornou líder no mercado de motos elétricas leves, e muitos na indústria estão de olho no dia em que as empresas do país se expandirão para oferecer exportações à outras nações.

E a verdade é que já tem empresas de olho nos principais mercados internacionais, como a Ola Electric, por exemplo, que está construindo uma fábrica projetada para produzir 2 milhões de scooters elétricas por ano, mirando uma produção final de 10 milhões. A startup já está planejando exportar um número significativo desses veículos de duas rodas para fora da Índia, o que a tornaria uma das primeiras empresas locais a vender motos elétricas internacionalmente.

O efeito contrário também ocorre: empresas internacionais procuram entrar no mercado indiano. A rede de baterias substituíveis e scooters elétricos taiwanesa, Gogoro, fechou recentemente um acordo com a Hero MotoCorp, maior fabricante mundial de motocicletas, para atuar no país.

Fonte: Electrek

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Biden diz que ataques cibernéticos podem provocar uma “guerra real”

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou para os impactos dos ataques de hackers a agências governamentais e empresas do país. De acordo com ele, esse tipo de ação pode levar a uma “guerra de tiros real”. A declaração aconteceu após uma série de invasões que resultaram em paralisações em importantes operações de petróleo e frigoríficos nos EUA.

O discurso de Joe Biden foi feito durante uma sessão no Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional. Segundo o presidente norte-americano, as ameaças hackers “são cada vez mais capazes de causar danos e interrupções no mundo real”, sendo assim, uma “verdadeira guerra” poderia ser “consequência de uma violação cibernética”.DE

Em março deste ano, o governo norte-americano alegou que Vladimir Putin estava coordenando uma ação para apoiar a candidatura de Trump à reeleição por meio de desinformação nas redes sociais. Ademais, ainda houve o acuso de que a China estaria por trás de alguns dos ataques contra os sistemas dos EUA.

Isso porque os supostos ataques da Rússia contra os Estados Unidos não foram apenas feitos por hackers com o objetivo de atingir negócios específicos, mas também teriam sido organizados pelo governo russo para desestruturar o sistema eleitoral do país rival.

Sobre Putin, Biden afirmou: “É uma violação pura de nossa soberania. O Sr. Putin tem um problema real. Ele está sentado no topo de uma economia que tem armas nucleares e poços de petróleo, e nada mais. Nada mais. Ele sabe que está realmente encrencado, o que o torna ainda mais perigoso”

Além disso, o presidente norte-americano já havia dito sobre a importância de uma resposta caso as ameaças russas continuassem. Porém, com os ataques virtuais sendo uma parte das constantes tentativas de atingir o governo, Biden pontuou que haveria maior desenvolvimento na próxima década do que nos últimos 50 anos: “Realmente, vai ficar mais difícil.”

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Ataques por vírus de resgate batem recorde na primeira metade de 2021, aponta relatório

Levantamento da empresa de cibersegurança SonicWall mostra que investidas com vírus do tipo ransonware estão cada vez mais comuns. Brasil é o 5º maior alvo dessa ameaça.

Por G1

O número de ataques com vírus de resgate, também conhecidos como ransomware, bateu recorde na primeira metade de 2021, segundo um relatório da empresa de cibersegurança SonicWall divulgado na última quinta-feira (29).

Foram 304,7 milhões de investidas detectadas pela companhia entre janeiro e junho de 2021. A quantia é maior do que o total registrado durante todo 2020, quando foram computados 304,6 milhões de ataques.

O número calculado são de tentativas e não representa a quantidade de vez que um aparelho foi infectado de fato.

O ransomware é um tipo de ameaça cibernética que impede o acesso às informações armazenadas em um dispositivo por meio da criptografia – um embaralhamento de dados, que exige uma chave para desbloquear os dados.

Com isso, os cibercriminosos pretendem forçar a vítima a pagar para obter a tal chave e recuperar o acesso ao sistema. A divisão da JBS nos Estados Unidos foi um dos alvos recentes desse tipo de ataque.

O Brasil é o 5º maior alvo dessa ameaça, segundo o levantamento – foram mais de 9 milhões de ataques. O líder são os Estados Unidos, seguido de Reino Unido, Alemanha e África do Sul.

A SonicWall aponta que o aumento desses ataques está relacionado ao fato de que os hackers têm tido retorno financeiro.

Com a sofisticação dos ataques, os criminosos passaram a extorquir empresas ao ameaçar publicar dados e informações sigilosas em fóruns na internet. Esses valores se somam à cobrança pela chave que desbloqueia os arquivos.

A companhia diz ainda que quanto mais empresas se veem forçadas a pagar pelo resgate, mais incentivo há para realizar esses ataques.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

PCs gamers são banidos de cinco estados dos EUA por consumir muita energia

Kaique Lima  

Olhar Digital

Os PCs gamers da empresa da empresa Alienware, uma subsidiária da Dell focada em computadores para jogos, foram banidos de cinco estados dos EUA, incluindo a Califórnia. A proibição se deu porque as máquinas têm um poder de processamento de imagem muito grande, fazendo com que seu consumo de energia seja muito mais alto do que o dos computadores comuns.

A proibição acontece por conta de restrições aplicadas recentemente para tentar diminuir o consumo energético vindo do uso de aparelhos eletrônicos, incluindo computadores pessoais. Os PCs gamers da Alienware banidos nos estados da Califórnia, Colorado, Havaí, Oregon, Vermont e Washington são o Alienware Aurora Ryzen Edition R10 e Alienware Aurora Ryzen Edition R12.

Nos cinco estados mencionados, nenhum desses dois modelos pode ser vendido legalmente, por conta disso, a Dell colocou um aviso em sua loja online, informando que vai cancelar automaticamente qualquer pedido que tenha o ZIP code, que é o equivalente ao nosso Código de Endereçamento Postal (CEP), de um desses estados como destino.

Proibido na parte, permitido no todo

Os PCs gamers da Alienware estão em conformidade com o Energy Star, um programa federal da Agência de Proteção Ambiental dos EUA que visa promover a eficiência energética. Porém, eles não estão em conformidade com as novas e rigorosas leis da Califórnia e dos outros quatro estados em relação ao consumo doméstico de energia.

De acordo com a Dell, o Aurora R12 é equipado com uma fonte de alimentação de 1.000 watts, que consome praticamente a mesma quantidade de energia que um aparelho de ar condicionado residencial. Porém, esse nível de consumo só é atingido quando o computador é usado para tarefas mais intensivas de computação.

Mas há uma ironia nisso tudo, as restrições que manterão alguns PCs gamers banidos da Califórnia podem não se aplicar a outros equipamentos, que consomem tanta energia quanto eles e são mais prejudiciais ao meio ambiente, como as plataformas profissionais de mineração de criptomoedas, que podem “driblar” a nova legislação por não serem considerados eletrônicos pessoais.

Com informações do Futurism

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Noite virou dia: meteoro de fogo explode no céu da Noruega

Por Eduardo Sorrentino, editado por Elias Silva  

Olhar Digital

Um meteoro explodiu no céu da Noruega ao cair em uma floresta a 60 km da cidade de Oslo. O local é de difícil acesso, mas moradores da região contam que ouviram um alto som explosivo, seguido por uma forte corrente de ar.

O episódio, ocorrido no último dia 25, marca o terceiro incidente mais notável envolvendo um objeto do espaço entrando na Terra este ano. Em março, um meteoro cruzou os céus da Inglaterra, País de Gales e o norte da França, além de outro passar por Vermont, nos EUA, no mesmo mês.

Nas imagens registradas por diversos moradores, o meteoro que iluminou o céu noturno da Noruega é “estranhamente grande” e deixou uma trilha de flashes de luz em torno de 1h da manhã, antes de cair na região conhecida como “Finnemarka”, com densas florestas e de difícil acesso. Por causa disso, especialistas estimam que a recuperação de fragmentos possa levar até 10 anos.

Segundo um pesquisador da Rede Norueguesa de Meteoros, o objeto chegou a uma velocidade média de 72 mil quilômetros por hora, e deixou um rastro de luz denso o suficiente para iluminar a noite por algo entre 3 e 5 segundos.

Milhares de episódios desse tipo ocorrem todo dia, mas normalmente são pequenos demais para serem vistos a olho nu, ou passam por regiões inabitadas.

Aqui no Brasil, duas chuvas de meteoros devem movimentar o céu noturno nos próximos dias. Na madrugada entre quinta-feira e sexta-feira ocorre a máxima da Alfa Capricornídeas e, na noite seguinte, entre sexta e sábado, a máxima da Delta Aquáridas do Sul.

Esse ano, a Lua em fase minguante deve atrapalhar a visualização, mas até ela nascer por volta da meia noite, o céu vai estar escuro o suficiente para se observar uma boa quantidade de meteoros.

O ideal é procurar um local afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa. Se o tempo estiver bom, sem muitas nuvens no céu, essa vai ser uma boa oportunidade para todos aqueles que gostam de assistir esse fenômeno brilhante da natureza.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Crise ecológica: cientistas alertam que vida na Terra está condenada

Por Eduardo Sorrentino, editado por Elias Silva  

Olhar Digital

Cientistas analisaram os sinais vitais da Terra e chegaram a uma triste conclusão: o planeta caminha para uma fase terminal. De 31 métricas que avaliam a saúde ecológica da Terra, 18 mostraram resultados insatisfatórios.

Entre as principais preocupações dos cientistas estão os níveis atmosféricos elevados de metano e dióxido de carbono, que atingiram um índice recorde. Aliado a isso, o gelo do Ártico e as geleiras estão no nível mais baixo de todos os tempos. Ah, e não para por aí: o nível do mar e as temperaturas oceânicas nunca estiveram tão altos.

O aumento do desmatamento da Amazônia registrado nos últimos anos também consta no relatório, com danos visíveis que já estão causando inúmeras mudanças climáticas. As consequências disso, junto com o aquecimento global, são apontados como as maiores causas da atual crise hídrica brasileira e das chuvas torrenciais na Europa.

Para tentar reverter esse quadro preocupante, é mais que necessário adotar tecnologias de energia limpa, como a eólica e a solar. Se a superexploração dos recursos do planeta continuar, o nosso futuro corre cada vez mais perigo.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pesquisadores querem usar imãs nos testículos como método contraceptivo masculino

Kaique Lima  

Olhar Digital

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nantong, na China, está estudando um método contraceptivo masculino não muito ortodoxo. A abordagem consiste em injetar nanomateriais magnéticos e pequenos imãs externos, que têm a função de guiar partículas dentro dos testículos, em seguida, esse material é aquecido, parando temporariamente a produção de esperma.

Por mais que pareça um tratamento bastante repulsivo e doloroso, essa abordagem de contracepção masculina é bem menos desagradável e invasiva do que outras tentativas semelhantes. Outros experimentos usaram temperaturas mais altas, visando alcançar resultados mais duradouros, porém, os testes em animais provocaram queimaduras ou injeções mais dolorosas nos testículos.

Aqueceu um pouco

Neste novo experimento, esses efeitos colaterais foram evitados, e os pesquisadores conseguiram obter sucesso após aquecer pequenos ímãs que eles guiaram para os testículos dos ratos a apenas 40°C. Essa é uma quantidade consideravelmente alta de calor, já que é maior do que a temperatura normal do corpo, que é de 37°C, mas, aparentemente, é seguro e não causa queimaduras.

Segundo o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias dos Estados Unidos, a pele começa a sentir queimaduras de primeiro grau a uma temperatura de 47°C, portanto, nesse aspecto, a nova abordagem realmente se mostra segura. Uma das vantagens da nova abordagem é o fato de ela ser temporária, nos testes, a saúde reprodutiva dos camundongos voltou ao normal meses depois.

Efeito de curto prazo

Inicialmente, os testículos dos ratos encolheram um pouco em uma resposta natural ao calor, sete dias depois, os camundongos apresentavam uma ejaculação totalmente estéril. Porém, 60 dias depois, os animais tratados voltaram a gerar ninhadas com até 12 filhotes por fêmea, que é a média de um camundongo que nunca passou por nenhum tratamento do tipo.

Esses resultados sugerem que essa abordagem não é a mais recomendada para quem deseja passar por um planejamento familiar, caso ela chegue a ser disponibilizada para humanos. Como o tratamento foi desenvolvido para ser temporário e ter efeitos de mais ou menos dois meses, para isso, usa nanomateriais biodegradáveis que desaparecem com o tempo.

Com informações da Futurism

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Do rádio de pilha à câmera de celular: como o Japão se tornou referência em tecnologia de áudio e imagem

Nas últimas décadas, país das Olimpíadas apresentou ao mundo inovações como walkman e VHS, que mudaram a forma como usuários se relacionam com músicas, fotos e vídeos.

Por Victor Hugo Silva, G1

As Olimpíadas de Tóquio chamam atenção para a tradição do Japão, mas também para a tecnologia do país. Foi de lá que surgiram diversas inovações que ganharam o mundo.

Na área de áudio, por exemplo, há invenções como o walkman e o CD. No setor de vídeo, o país está ligado à criação do VHS e do DVD. Há ainda a tradição japonesa na fotografia.

Boa parte das criações surgiu décadas após a Segunda Guerra Mundial, encerrada em 1945. O período após o conflito marca uma reconstrução da indústria japonesa. Apesar disso, a relação do país com a tecnologia vem de alguns anos antes.

O professor Marcelo Zuffo, coordenador do Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas da Universidade de São Paulo (USP), aponta que o Japão já desenvolvia suas primeiras televisões antes da guerra.

“A história da TV na Ásia foi concomitante com a história ocidental. Os japoneses foram muito pioneiros em transmissões de TV ainda nas décadas de 30 e 40”, afirma.

Ele aponta, no entanto, que um dos momentos mais importantes para o país se tornar o que é hoje foi a invenção do transistor, usado para controlar a corrente elétrica em circuitos eletrônicos.

Criado em 1946 pela empresa americana de pesquisa Bell Labs, o transistor foi um avanço em relação aos aparelhos a válvula, como rádios, que eram maiores e consumiam mais energia. Com a nova solução, os aparelhos ficaram mais portáteis e puderam adotar pilhas em vez de tomadas.

Zuffo diz que o cofundador da Sony, Akio Morita, percebeu que os japoneses eram aficionados pelo rádio transistorizado, o famoso rádio de pilha. Segundo o professor, isso levou o executivo a licenciar a patente do transistor junto à Bell Labs para criar o rádio na sua empresa.

“A Sony virou a Sony fazendo radinho transistorizado”, resume Zuffo.

A invenção do VHS

Anos depois, dois padrões de vídeo inventados no Japão disputaram a preferência dos consumidores: VHS e Betamax. Como sabemos hoje, o primeiro, lançado em 1976, superou o rival, criado em 1975.

Segundo o professor de engenharia elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edson Watanabe, o Betamax era melhor que o VHS em termos técnicos. Porém, a disputa pendeu para o outro lado por conta de uma decisão de sua criadora.

“O VHS era da empresa JVC, que abriu a patente. Quem quisesse fazer, podia. E a Sony [criadora do Betamax] estava segurando porque ela queria ganhar dinheiro também com a patente”, explica.

Com o passar dos anos, o padrão de fita magnética perdeu espaço para o disco óptico. O CD foi lançado ao público em 1982, pela japonesa Sony e a holandesa Philips.

A Toshiba e a Panasonic, outras duas empresas japonesas, também contribuíram para o desenvolvimento do DVD, apresentado em 1996.

“Quando fizeram o CD, era um negócio gigantesco, colocar 700 MB num disquinho. Mas o pessoal viu que para um bom filme, você precisava de mais, de uns 4 GB. Depois, inventaram o DVD”, lembra Watanabe.

O surgimento do walkman

Do Japão, também veio o walkman, o rádio portátil que permite ouvir fitas cassete. A Sony, que o comercializou de 1979 a 2010, afirma ter vendido 385 milhões de unidades do aparelho.

Durante o desenvolvimento do produto, executivos da empresa acreditavam que ele não deveria levar esse nome. Uma das alternativas consideradas foi “disco jogger”, em uma tentativa de atrair consumidores com dois termos que eram muito populares à época.

Morita, então presidente da Sony, vetou a proposta, mas as unidades da empresa em outros países adotaram o nome “soundabout”. O walkman só foi escolhido como nome global do aparelho em 1980, quando o termo se tornou conhecido nos demais locais por conta de turistas que visitavam o Japão.

Para Tiago Tavares, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Universidade de Campinas (Unicamp), a importância do Japão na tecnologia de música não se restringe aos tocadores.

Segundo ele, o país também contribuiu com mudanças em instrumentos musicais. Um dos exemplos é o da Yamaha, que licenciou a patente da síntese FM, um tipo de sonoridade criada por um professor da Universidade de Stanford.

“Por um tempo, essa foi uma das patentes mais lucrativas da história de Stanford”, diz. “Isso também foi uma coisa que a Yamaha botou em todos os teclados e ficou tão patente que virou o som típico dos anos 80”.

Essa sonoridade pode ser observada em faixas clássicas da década, como “Take On Me”, da banda norueguesa A-ha, e “The Final Countdown”, da banda sueca Europe.

Da câmera analógica ao celular

O Japão tem uma ligação de mais de um século com câmeras fotográficas. O primeiro modelo japonês voltado ao consumidor comum foi a Cherry, lançada em 1903 pela Konica.

Basicamente, a máquina usava a tecnologia desenvolvida na Europa e nos Estados Unidos. Porém, por ter preço mais acessível que os modelos importados, ela logo ganhou espaço entre os consumidores japoneses.

Para Fernando Pereira, fotógrafo, jornalista e professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a cultura do Japão contribuiu para o país se tornar um importante centro na área da fotografia.

“A expressão da cultura japonesa é mais visual que verbal. Exemplo maior são os ideogramas: um símbolo, muitas vezes, contém não só uma palavra, mas uma ideia inteira. Outro exemplo são os mangás, contar histórias com mais desenhos do que texto”, explica.

Nos anos seguintes, surgem empresas como Canon, Nikon e Olympus, que lançam suas primeiras câmeras, ainda analógicas e mais avançadas para a época, nas décadas de 1930 e 1940.

A Canon criou o protótipo de sua primeira câmera, batizada de Kwanon, em 1934. Porém, o primeiro modelo a ser produzido para os consumidores foi a Hansa Canon, lançada em 1936.

No mesmo ano, era lançada a primeira câmera da Olympus. A fabricante afirma que a Semi-Olympus, um modelo de alto padrão, era vendida 103 ienes, período em que o salário mínimo japonês era de 75 ienes.

O grande salto da indústria fotográfica japonesa acontece após a Segunda Guerra. A Nikon, por exemplo, cria a Model I, sua primeira câmera, em 1948.

“Os EUA deram aporte financeiro ao Japão, como recuperação aos danos causados pelo conflito, e a indústria de equipamentos ópticos e fotográficos recebeu incentivos”, diz Pereira.

Na década de 1970, a indústria fotográfica japonesa avançou novamente com o aprimoramento da óptica e da eletrônica, o que permitiu uma melhoria na qualidade das câmeras.

Mais tarde, esses dispositivos se integraram com os celulares. Em 1999, a japonesa Kyocera lançou o primeiro celular com câmera. O Visual Phone VP-210 era capaz de armazenar 20 imagens em sua memória e enviá-las por e-mail.

O dispositivo também permitia enviar fotos em tempo real durante ligações, mas a capacidade estava longe das chamadas de vídeo atuais. Segundo a fabricante, a tela de duas polegadas do VP-210 podia exibir apenas duas fotos por segundo.

O Japão hoje

Nos últimos anos, o Japão ganhou uma concorrência maior de China e Coreia do Sul, em especial nos mercados de smartphones e televisões. Ao mesmo tempo, os japoneses têm investido em outras áreas.

Uma delas é a de baterias. O objetivo dos pesquisadores é criar soluções que ofereçam energia por mais tempo e com dispositivos menores.

“Eles estão saindo dessas tecnologias de lítio e migrando para outros materiais. Primeiro, porque o lítio é raro. Além de ser raro, é tóxico e tem uma série de problemas ambientais”, destaca Jorge Tomioka, professor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do ABC (UFABC).

O professor explica que a ideia é adotar outros materiais, como o magnésio. Segundo ele, a mudança poderá fazer, por exemplo, com que a bateria de um celular dure uma semana. Se conseguir avançar nessa empreitada, o Japão poderá se tornar ainda mais importante no futuro dos eletrônicos.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.