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Morre Isabel do vôlei, ícone da modalidade no Brasil

Quem foi Isabel Salgado, ícone do vôlei no Brasil

Atleta disputou duas olimpíadas pela modalidade na década de 80, na quadra, e foi uma das pioneiras do vôlei de praia no mundo. Ela morreu nesta quarta-feira aos 62 anos.

Por g1

16/11/2022 12h16  Atualizado há 37 minutos

Isabel do Vôlei morre após ser internada em São Paulo

Isabel Salgado, conhecida como Isabel do vôlei, morreu nesta quarta-feira (16) em São Paulo, aos 62 anos de idade, de causa não informada. Ela é considerada um dos ícones da modalidade esportiva no país, com carreira nas quadras e também na areia. Como atuava na seleção feminina de vôlei já na década de 1980, acabou abrindo as portas para mulheres no esporte.

A atleta chegou a disputar duas olimpíadas com a seleção brasileira de vôlei de quadra: a de Moscou, na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1980), e a de Los Angeles, nos Estados Unidos (1984). Na década de 1990, ela migrou para o vôlei de areia e foi uma das pioneiras da modalidade no mundo. Apesar de não ter sido vitoriosa nas olimpíadas, ela foi dona de seis medalhas em mundiais.

Isabel Salgado nasceu no Rio de Janeiro em 2 de agosto de 1960. Ela começou a jogar vôlei de quadra no Flamengo. Depois, chegou pela seleção brasileira. A carioca também foi a primeira jogadora de vôlei do Brasil a atuar numa liga estrangeira, em Modena, na Itália, em 1980.

Além das duas participações em jogos olímpicos com a seleção brasileira de vôlei, a atleta levou medalha de bronze ao participar dos Jogos Pan-Americanos de 1976, em San Juan, Porto Rico.

Na última segunda-feira (14), ela tinha sido nomeada para o grupo de esportes da equipe transição do governo Lula, ao lado de atletas como a ex-jogadora de vôlei Ana Moser e do ex-jogador de futebol Raí.

Isabel deixou cinco filhos: Maria Clara, Carol Solberg, Pedro Solberg, Pilar e Alisson. Maria Clara, Carol e Pedro também fizeram carreira no vôlei.

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Obra de triplicação da BR-232 provoca novos desvios no trânsito; saiba onde e o que fazer

A partir da segunda-feira (14), alça de acesso à BR-101, no sentido interior/capital, fica interditada e tráfego passa a ser desviado por um trajeto de dois quilômetros.

Por g1 PE

Placas de concreto são implantadas na BR-232 durante obra de triplicação da rodovia — Foto: DER-PE/Divulgação

Placas de concreto são implantadas na BR-232 durante obra de triplicação da rodovia — Foto: DER-PE/Divulgação

Os motoristas que passam pela BR-232, no acesso à Região Metropolitana do Recife, no bairro do Curado, devem ficar atentos. A partir desta segunda-feira (14), é iniciada uma nova etapa da obra de triplicação da BR-232, o que provoca desvios no trânsito.

Para que seja feita a pavimentação em concreto armado na pista principal, em um trecho com extensão de 500 metros no quilômetro 4,8, é necessária a interdição da alça de acesso à BR-101, no sentido interior/capital. Por causa disso, o tráfego passa a ser desviado por um trajeto de dois quilômetros.

As informações foram divulgadas pelo governo de Pernambuco, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), neste domingo (13). A previsão do Poder Executivo estadual é que essa etapa da obra seja concluída em 20 dias.

Durante esse período, os motoristas que trafegarem pela BR-232, no bairro do Curado, no sentido Recife, com destino ao Centro de Abastecimento e Logística (Ceasa) ou à Zona Sul da Região Metropolitana, devem:

  1. Seguir em frente pela pista principal;
  2. Entrar na alça à direita após a descida do viaduto;
  3. Seguir pela pista central da BR-101, no sentido Paulista até a Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
  4. Fazer o retorno no giradouro embaixo dos viadutos;
  5. Seguir pela pista lateral no sentido Ceasa e Zona Sul.

“O trajeto do desvio tem aproximadamente dois quilômetros e foi sinalizado com placas informativas para orientar os motoristas. Também haverá sinalização noturna nos pontos da interdição. Funcionários da obra estarão no local para orientar os condutores”, declarou o DER, por meio de nota.

Triplicação da rodovia

Iniciada em março de 2022, a obra de triplicação da BR-232 contempla um trecho de 6,8 quilômetros e tem previsão de ser concluída em um ano, segundo o governo de Pernambuco. O serviço é realizado pelo DER sob coordenação da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos (Seinfra) e tem parceria com a prefeitura do Recife.

Com investimento de R$ 100 milhões, essa obra tem o objetivo de melhorar a fluidez do trânsito nesse trecho da rodovia, por onde circulam diariamente cerca de 67 mil veículos, além de diminuir o tempo do trajeto de uma hora para 25 minutos nos horários de pico.

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Time do Recife Bom de Bola conta com apoio gringo para mudar vida de crianças em projeto social

Irlandês Paul Crothers mora há seis anos em Pernambuco e cogerencia ONG Vale do Senhor, que pelo terceiro ano disputa o maior campeonato de futebol de várzea do mundo

Por Carol Guerra — Recife

globo esporte

O futebol ultrapassa barreiras, principalmente quando o objetivo é fazer o bem. É assim que o irlandês Paul Crothers passou a ter uma ligação com o Brasil – em especial, Pernambuco. Há seis anos morando no estado, Paul passou a liderar o projeto esportivo da Organização Não Governamental (ONG) Vale do Senhor. Ao lado de dois brasileiros e, pelo terceiro ano, o grupo participa do Recife Bom de Bola, maior campeonato de Várzea do Mundo.

Paul veio ao país como missionário, onde conheceu o projeto voltado para crianças e adolescentes do bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife. A ONG passou a investir nos esportes como ferramenta de transformação. A instituição recebe cerca 60 jovens com idade entre 11 e 17 anos, que competem nas categorias sub-11, sub-15 e sub-17.

– Estamos usando o futebol como ferramenta para alcançar os adolescentes e se relacionar com esses adolescentes. A gente viu a paixão das crianças em jogar bola e percebemos que através do futebol podemos ensinar muitas coisas boas. Podemos usar o futebol como ferramenta para alcançar adolescentes da comunidade, fazer parte da vida deles. Com os adolescentes, treinamos durante o período da manhã e tarde. Já com as crianças, nos encontramos na sexta-feira à tarde – explica.

A paixão dos jovens pelo futebol incentivou o grupo a competir no Recife Bom de Bola. O resultado positivo da equipe fez com que ONG passasse a investir na modalidade. Desde então, Paul passou a reservar a data da competição no calendário.

Crianças do Vale do Senhor disputam final das RPA's do Recife Bom de Bola — Foto: Cortesia/Acervo Pessoal

Crianças do Vale do Senhor disputam final das RPA’s do Recife Bom de Bola — Foto: Cortesia/Acervo Pessoal

– Esse é o terceiro ano que estamos participando do Recife Bom de Bola. Participamos em 2019, depois veio a pandemia, mas em 2021 voltamos e agora estamos competindo novamente em 2022. No ano passado fomos campeãs da RPA 2 do sub-15 e vice-campeão do sub-17. Esse ano também estamos na final da RPA no sub-17.

História que ultrapassa fronteiras

Paul Crothers trabalhava em um banco, na Irlanda do Norte, quando conheceu o projeto através de um casal de norte-americanos que atuavam como voluntários no Vale do Senhor. O projeto fez com que Paul viesse ao Brasil pela primeira vez, onde teve o primeiro contato com a ONG e decidiu que gostaria de contribuir com a instituição de alguma forma.

– Eu cheguei aqui há mais ou menos seis anos. Naquela época foi um casal norte-americano que já estava trabalhando com as crianças do Vale do Senhor, já estavam fazendo atividades esportivas com eles, mas nada sério. Eles apenas praticavam alguns esportes durante o dia, como o vôlei. Quando eu cheguei , o Vale era um orfanato. Foi quando conversamos sobre a ideia de fazer essa escolinha de futebol – relembra.

Paul Crothers, à esquerda, junto outros integrantes da ONG Vale do Senhor — Foto: Cortesia/Acervo Pessoal

Paul Crothers, à esquerda, junto outros integrantes da ONG Vale do Senhor — Foto: Cortesia/Acervo Pessoal

Com o crescimento do Vale do Senhor, novos planos passaram a ser desenvolvidos. Apesar de atuar apenas com o time masculino nas competições, Paul já traça a oportunidade para as garotas e sonha com a oportunidade igualitária entre os jovens envolvidos.

– Temos um projeto para o ano que vem, quando traremos uma colega nossa inglesa que trabalha um pouco mais no lado esportivo chegará para desenvolver um cenário esportivo voltado para as meninas – planeja.

Unindo as atividades sociais e o futebol, a instituição entendeu que poderia utilizar o esporte como ferramenta de transformação dos jovens para uma vida melhor, com o intuito de trazer novas possibilidades para os jovens.

“A gente sabe que o futebol pode melhorar a vida de muitas pessoas, mas o nosso foco principal é o desenvolvimento do adolescente para que eles possam fazer boas escolhas”

– O nosso objetivo é trabalhar com esses meninos, deixar esses meninos no caminho certo da vida, para que eles tenham interesse nos estudos. Esperamos muito que esses meninos possam crescer e amadurecer, para que sejam boas pessoas. O objetivo principal de tudo isso não é revelar grandes jogadores, mas se isso acontecer ficaremos orgulhosos – afirma Paul.

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Caso de menina de 12 anos assassinada e encontrada em uma caixa choca França

Menina havia ido à escola pela manhã no norte de Paris, mas não voltou para casa.

Por BBC

Menina, chamada Lola, havia ido à escola pela manhã, mas não voltou para casa.  — Foto: Facebook

Menina, chamada Lola, havia ido à escola pela manhã, mas não voltou para casa. — Foto: Facebook

O assassinato de uma estudante de 12 anos, cujo corpo foi encontrado na última sexta-feira (14/10) em uma caixa nas proximidades de seu prédio em Paris, chocou a França.

A menina, chamada Lola, havia ido à escola pela manhã, mas não voltou para casa. O colégio fica atrás do edifício.

A estudante do Ensino Médio, com cabelos loiros na altura dos ombros, usava jeans brancos rasgados, um moletom branco, uma jaqueta sem mangas e tênis brancos.

Preocupado, seu pai alertou as autoridades, que passaram a buscar o paradeiro da adolescente.

No final da noite, uma caixa de plástico transparente contendo seu corpo foi encontrada no térreo de seu prédio no norte de Paris.

O pai de Lola trabalha como porteiro no bloco residencial. O corpo dela foi encontrado esmagado dentro da caixa, escondido por tecidos. Duas malas de mão estavam ao lado da caixa.

Suas mãos e pés estavam amarrados e ela tinha um corte no pescoço, embora a autópsia realizada neste fim de semana revelou que Lola havia morrido por asfixia. Dois post-its também estavam colocados em seus pés: em um, lia-se “0” e no outro, “1”.

No início do sábado, a polícia prendeu a principal suspeita do assassinato — uma mulher de 24 anos, nascida na Argélia, identificada pela imprensa francesa como Dahbia B.

A mulher foi identificada em um vídeo de segurança do prédio, no qual é vista entrando pela porta principal na tarde de sexta-feira na companhia de Lola.

Mais tarde, ela foi vista saindo do prédio puxando um contêiner e depois agindo de forma estranha na rua. Uma testemunha disse que viu a mulher oferecendo dinheiro para quem a ajudasse em um “caso de tráfico de órgãos”.

No entanto, a polícia disse não acreditar que isso seja verdade. A teoria mais plausível é que Dahbia B, que não tem endereço fixo, é psicologicamente instável e que ela agiu de forma “gratuita”.

Um homem de 43 anos também está sob custódia. Segundo a polícia, ele teria transportado Dahbia B e o contêiner em seu carro. Investigadores acreditam que, tendo sido conduzida por ele pelos subúrbios de Paris, Dahbia B voltou ao prédio — onde sua irmã também mora.

Lá, as duas irmãs teriam tido uma briga barulhenta, antes de Dahbia B partir novamente — desta vez sem o contêiner. Ela passou a noite em um apartamento no subúrbio de Bois-Colombes, onde foi detida no dia seguinte.

A polícia iniciou uma investigação por assassinato de menor de 15 anos acompanhado de atos de tortura e barbárie. Acredita-se que Dahbia B será colocada sob investigação judicial e mantida sob custódia.

Na escola de Lola, crianças e pais estavam visivelmente abalados na manhã de segunda-feira (17/10). A escola recebeu visitas do ministro da Educação, Pap Ndiaye, e da prefeita de Paris, Anne Hidalgo. Equipes de apoio psicológico foram enviadas para confortar os alunos.

“Minha filha chorou o fim de semana inteiro. Ela não conseguiu dormir”, disse Gasmi, pai de dois filhos, ao jornal francês Le Parisien. “Não podemos confiar em ninguém agora em nosso bairro. Tenho muito medo pelos meus filhos.”

“Isso me deixou muito mal”, disse uma mulher local ao jornal. “Esta manhã eu segui meu filho no caminho para a escola, apenas alguns metros atrás dele. Só por segurança.

“Vou levá-lo para a escola de agora em diante e vou buscá-lo também. Se ele terminar às quatro e meia, saio do trabalho às quatro.”

A primeira-dama da França, Brigitte Macron, descreveu o assassinato como uma “tragédia absolutamente abominável e intolerável”.

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63292454

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PM faz operação contra roubo de carros e carga no Morro da Serrinha, Zona Norte do Rio

Agentes do 41°BPM (Rocha Miranda) retiram barricadas colocadas por criminosos no meio da rua para dificultar o acesso dos policiais.

Por Genilson Araújo, Bom Dia Rio

PM faz operação no Morro da Serrinha, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quinta-feira (8) — Foto: Reprodução

PM faz operação no Morro da Serrinha, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quinta-feira (8) — Foto: Reprodução

A Polícia Militar faz operação contra roubo de carros e cargas no Morro da Serrinha, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quinta-feira (8).

Desde o início da manhã, os agentes do 41°BPM (Rocha Miranda) tentavam retirar barricadas colocadas por criminosos no meio da rua para dificultar o acesso dos policiais.

Imagens do Globocop mostraram que os bandidos ainda atearam fogo em muitas dessas barricadas.

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Fumaça de queimadas cobre 5 milhões de km² do Brasil e chega a outros países; veja foto de satélite

Desde 1º de janeiro até domingo (4), Amazônia teve 58 mil focos de queimadas, total que representa 20% a mais do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

Por Ardilhes Moreira, g1

Fumaça sobre área de cinco milhões de km² do território brasileiro no Dia da Amazônia — Foto: Inpe

Fumaça sobre área de cinco milhões de km² do território brasileiro no Dia da Amazônia — Foto: Inpe

Uma “nuvem” de fumaça provocada pelas queimadas se espalha pelo Norte do Brasil e por países vizinhos nesta segunda-feira (5), data em que é celebrado o Dia da Amazônia.

Uma imagem registrada nesta tarde pelo satélite geoestacionário Goes-16 mostra os seguintes estados sob o impacto da dispersão dos poluentes: Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Pará.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área coberta pela fumaça abrange cinco milhões de km².

Campanha reúne artistas e personalidades pedindo Amazônia Livre, Democracia Viva

A destruição acumulada em 2022 no bioma já é pior do que a verificada no ano passado: desde o começo do ano até domingo (4), Amazônia teve 58 mil focos de queimadas, total que representa 20% a mais do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

Dados que ainda serão contabilizados na série histórica mostram a situação nesta tarde de segunda-feira (5): o satélite Aqua detectou 2.706 focos, sendo 913 (34%) no Amazonas, 725 (27%) no Mato Grosso, 638 (24%) em Rondônia, 227 (8%) no Acre, 197 (7%) no Pará e 6 (0,2%) no Maranhão.

Poluição causada pela fumaça em registro de sábado, 3 de setembro de 2022 — Foto: Inpe

Poluição causada pela fumaça em registro de sábado, 3 de setembro de 2022 — Foto: Inpe

Ao contrário das imagens que mostram a situação do solo em tempo quase real, os dados sobre a poluição causada pelas fumaças demoram dois dias para serem consolidados pelo Inpe. Na mais recente (veja acima), feita no sábado (3), é possível visualizar um corredor de poluição cobrindo o Norte, o Centro Oeste e o Sudeste do país. Na imagem, a fumaça aparece em marrom, e os focos de queimadas estão sinalizadas com pequenas cruzes vermelhas aglomeradas.

Queimadas no Pará

Um dos estados mais afetados é o Pará (ver imagens abaixo), onde em apenas quatro dias foram registradas 27% mais queimadas do que em todo o mês de setembro de 2021. No ano passado, foram 3.828 focos de queimadas no mês no Pará. Até domingo, dia 4, os satélites registraram 4.889 pontos de fogo na floresta neste começo de setembro, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fumaça gerada pelas queimadas cobre o Acre, Amazonas, Bolívia, Rondônia, Mato Grosso e Pará — Foto: Inpe

Fumaça gerada pelas queimadas cobre o Acre, Amazonas, Bolívia, Rondônia, Mato Grosso e Pará — Foto: Inpe

É no Pará que um incêndio resiste a mais de 10 dias em Jacareacanga, no sudoeste do estado. O fogo começou em uma área particular e fugiu do controle, afetando o Refúgio de Vida Silvestre “Rios São Benedito” e “Azul”, chegou ao Onçafari e ao Instituto Raquel Machado, além de provocar a evacuação de pousadas e atingir áreas particulares.

A região atingida pelo fogo fica na divisa do Pará com o Mato Grosso, cerca de 100 km da cidade de Paranaita (MT) às margens do Rio São Benedito, na bacia hidrográfica dos rios Teles Pires e Tapajós, e tem como atrativo o ecoturismo, o turismo de pesca esportiva, além de possuir unidades de conservação, que atrai pesquisadores.

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A inovadora solução da Suécia para lidar com lixo nuclear

O país nórdico planeja enterrar os resíduos nucleares em rochas no subsolo e deixá-los lá para sempre, enquanto os cientistas discutem os riscos e os benefícios dessa estratégia.

Por BBC

Os resíduos nucleares acumulados por décadas na Suécia estão estocados em piscinas de águas incrivelmente claras e iluminadas a cerca de 40 metros de profundidade abaixo da superfície.

Trata-se de uma visão estranhamente bela e assustadora. Longas fileiras de contêineres de metal, cheios de combustível nuclear usado nos reatores deste país nórdico, ficam abaixo da superfície perto da cidade de Oskarshamn, na costa báltica.

Essa estrutura é, ao mesmo tempo, mortal e completamente segura.

Mortal porque este material é intensamente radioativo. E seguro porque ele está a oito metros abaixo da água, uma barreira para lá de eficaz contra a radiação.

Os resíduos podem ser mantidos assim por décadas. Na verdade, esse é o método recomendado para mantê-los.

A radioatividade intensa gera muito calor, e esse tipo de material deve ser resfriado por longos períodos antes de ser transferido para qualquer outro tipo de armazenamento.

Os resíduos

A questão do que fazer com esse lixo é algo que muitos governos vem enfrentando há anos.

O problema nem é a quantidade: mesmo após cerca de 60 anos de programas nucleares com propósitos comerciais e militares, o estoque de resíduos altamente perigosos no Reino Unido, por exemplo, alcança alguns milhares de toneladas, embora também existam várias centenas de milhares de toneladas de resíduos de risco intermediário que precisam ser tratados.

O verdadeiro problema é o tempo.

“Os combustíveis usados ​​são intensamente radioativos, e essa radioatividade leva muito tempo para decair”, explica o professor Neil Hyatt, consultor científico dos Serviços de Resíduos Nucleares do Reino Unido.

“Após cerca de mil anos, cerca de 10% da radioatividade original permanece, e o resto decairá lentamente ao longo de 100 mil anos.”

Esse prazo prolongado cria dificuldades únicas.

“Não podemos confiar no controle institucional para escalas de tempo muito mais longas do que alguns séculos”, aponta Hyatt.

“O Império Romano durou cerca de cinco séculos. A última era glacial terminou há cerca de 10 mil anos.”

“Ou seja, a superfície da Terra e as civilizações humanas estão mudando muito mais rápido do que a taxa na qual a radioatividade desse combustível nuclear gasto pode decair”, explica o especialista.

Para resolver o desafio, a Suécia já chegou às próprias conclusões. O país planeja enterrar os dejetos nucleares em rochas no subsolo — e deixá-los lá para sempre.

Trata-se de um processo conhecido como descarte geológico, e há décadas cientistas do país estudam diferentes formas colocá-lo em prática.

A chave está nas cavernas

Grande parte da pesquisa sobre o tema foi realizada no Laboratório Aspo Hard Rock, uma instalação construída perto de Oskarshamn, no sul do país.

Centenas de metros abaixo da superfície, uma rede de enormes cavernas foi escavada na rocha.

Essa estrutura subterrânea está sendo usado para experimentos, analisando como os resíduos podem ser embalados e enterrados e como os materiais usados ​​podem se degradar com o tempo.

Essa enorme pedra está rachada devido à água salgada, e possui uma espécie de salmoura antiga que flui do Mar Báltico há milhares de anos.

Um ambiente tão úmido não seria adequado para a real instalação de descarte nuclear. Mas, de acordo com Ylva Stenqvist, gerente de projetos da SKB, a operadora nuclear do país, esse é um lugar perfeito para realizar os testes.

“Este local foi escolhido por ser bastante úmido”, explica.

“Se fizermos nossos experimentos em uma área realmente seca, teremos que esperar anos para obter qualquer tipo de resultado.”

“Escolhemos conscientemente esta região para acelerar alguns dos experimentos, para realmente avaliar os materiais e os métodos e ver como eles se comportam num ambiente bastante hostil”, justifica.

A decisão final

No início deste ano, o governo sueco aprovou planos para construir uma estrutura conhecida como disposição geológica real (GDF) em Forsmark, cerca de 150 quilômetros ao norte de Estocolmo.

O projeto deve custar cerca de US$ 1,8 bilhão e criar 1,5 mil empregos. A construção leverá décadas. O trabalho de criar uma estrutura semelhante, no mar Báltico próximo da Finlândia, foi iniciado em 2015.

Esses desenvolvimentos são acompanhados de perto por outros países, como o Reino Unido, que também pretendem construir um GDF, embora as repetidas tentativas de encontrar um local adequado tenham sido prejudicadas pela intransigência política, bem como pela intensa oposição de manifestantes e ambientalistas.

Os esforços atuais para encontrar um local e uma população disposta a hospedar experimentos do tipo seguem uma abordagem “baseada em consentimento”, na qual a agência governamental estabelece parcerias com as comunidades locais para envolvê-las em todo o processo.

Como incentivo, essas comunidades recebem US$ 1,17 milhão em investimentos para iniciativas locais quando se registram, e esse número aumenta para quase US$ 3 milhões se as operações de perfuração profunda acontecerem realmente.

Desde que esse processo começou em 2018, quatro dessas alianças foram criadas.

No entanto, nas áreas onde as associações foram estabelecidas, continua a existir uma forte oposição aos projetos.

“Opomo-nos veementemente à eliminação geológica de resíduos nucleares geradores de calor”, diz Marianne Birkby, do grupo Cumbrian Radiation Free Lakeland, no Reino Unido.

“Os resíduos precisam ficar onde podem ser monitorados, reembalados e recuperados se algo der muito errado”, insiste.

“Abaixo do solo, não haveria absolutamente nenhuma chance de contenção se ocorresse um vazamento.”

Incerteza científica

É improvável que um GDF comece a ser construído logo em outros países. E alguns especialistas questionam se essa estrutura deva mesmo virar realidade.

Entre os críticos está Paul Dorfman, da Unidade de Pesquisa em Políticas Científicas da Universidade de Sussex e presidente do Grupo de Consultoria Nuclear, no Reino Unido.

“O descarte geológico é um conceito, não uma realidade”, avalia.

“Há uma incerteza científica significativa sobre se os materiais usados ​​podem sobreviver às degradações do tempo.”

Ele acredita que o entusiasmo do governo por novas usinas nucleares é o motivo pelo qual se aumentou a pressão para construir um GDF no país.

“Se você não consegue se livrar do lixo, não pode produzir mais, o que significa que a energia nuclear, que é ecologicamente correta, mas depende completamente de novas ideias de como se livrar desse descarte”, completa.

– Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62751324

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Exército chinês faz simulação de ataques a navios de guerra dos EUA, diz Taiwan

Segundo Taipei, exercícios militares das forças de Pequim próximos à costa da ilha estão treinando impedir que embarcações norte-americanas auxiliem Taiwan em caso de uma guerra com a China.

Por g1

China está simulando ataques a navios da Marinha dos Estados Unidos para bloquear ajuda estrangeira em caso de uma eventual guerra com Taiwan , afirmou o Ministério da Defesa taiwanês em um relatório divulgado nesta quinta-feira (1º) sobre os exercícios militares que forças de Pequim têm feito perto da ilha.

Segundo o documento, a China vem fazendo “exercícios de combate para realizar ataques simulados a navios dos EUA que entram na primeira cadeia de ilhas” que fazem parte de Taiwan.

As tensões entre Taiwan e a China aumentaram após uma visita a Taipei no mês passado da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, que enfureceu Pequim. O governo chinês reivindica Taiwan como parte de seu território e, por isso, considerou a viagem de Pelosi uma provocação por parte de Washington.

O Ministério da Defesa de Taiwan, no relatório que foi entregue ao Parlamento taiwanês e revisado pela agência de notícias Reuters, afirma que os exercícios se concentram na primeira cadeia de ilhas taiwanesas, que vai do Japão até Taiwan, Filipinas e Bornéu, que Pequim pretende obter o controle estratégico até 2035.

Os Estados Unidos têm navegado regularmente com navios de guerra no Mar da China Meridional, às vezes perto de ilhas controladas pela China, e também pelo Estreito de Taiwan no que chama de missões de liberdade de navegação que sempre irritam a China.

Pequim ainda não havia se posicionado sobre o relatório até a última atualização desta notícia.

Entenda a importância de Taiwan

A partir deste ano, o ministério disse que a China aumentou sua intimidação militar, incluindo exercícios que visam minar o moral de Taiwan e “forçar negociações com uma guerra” e “forçar uma unificação com armas”.

A China pode usar forças ou agentes especiais para “decapitar” os sistemas de comando de Taiwan e danificar a infraestrutura em um ataque, e é capaz de lançar ataques eletrônicos para interromper as comunicações e os sistemas de comando, disse o relatório datado de quinta-feira.

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Censo tem 52,4% dos setores com coleta de dados em andamento; IBGE diz que Pernambuco está em 2º lugar no país

Primeiro balanço dos trabalhos foi divulgado nesta terça (30). No estado, foram recenseadas 3.669.878 pessoas, em 1.279.897 domicílios, entre 1º e 29 de agosto.

Por g1 PE

Entre 1º de agosto e segunda (29), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Pernambuco atingiu a marca de 52,4% dos setores censitários com coleta de dados em andamento. Isso coloca o estado na segunda posição no país, após o primeiro balanço do Censo 2022. Em primeiro lugar, ficou o Rio Grande do Norte.

De acordo com os dados divulgados nesta terça (30), foram recenseadas 3.669.878 pessoas, em 1.279.897 domicílios. O IBGE informou que Pernambuco tem 17.560 setores censitários.

O instituto explicou que os setores censitários são uma divisão interna para estabelecer a área de trabalho dos recenseadores.

Informou, ainda, que o resultado do primeiro balanço não significa que esses setores estão encerrados nem que mais da metade da população foi coletada.

O balanço aponta que, até agora, entre a população já recenseada, 1.721.988 (46,9%) são homens e 1.947.890 (53,1%) são mulheres.

“Além disso, 41.503 pessoas se declararam indígenas e 29.814 pernambucanos se disseram quilombolas”, informou.

O IBGE ressaltou que os dados apresentados “são uma fotografia do momento”, por causa da ‘complexidade da pesquisa’.

No Brasil, foram entrevistadas 59.616.994 pessoas em mais de 20 milhões de domicílios. Por unidades da Federação, 36,51% dos entrevistados estavam no Nordeste, 35,51% no Sudeste, 11,87% no Sul, 9,44% no Norte e 6,67% no Centro-Oeste.

Detalhes

Ao todo, 89,2% dos domicílios (1.130.402) responderam ao questionário básico e 10,8% (136.382) ao formato ampliado. Isso significa um “percentual consistente” com a amostra definida pelo Instituto.

A maior parte dos questionários (99,7%) foi respondida de forma presencial, 1.442 domicílios optaram por responder pela internet e 1.689 pelo telefone.

O tempo médio de preenchimento chegou a seis minutos para o questionário básico e de 18 minutos para o questionário ampliado.

Até agora, 1,86% dos domicílios em todo o estado se recusou a responder o Censo 2022. Para o IBGE, é esperada uma redução desse percentual até o final da operação, após aplicados todos os protocolos de coleta.

“Muitas dessas recusas têm se concentrado em locais como condomínios verticais ou localidades de alto padrão, informou o IBGE.

Alerta

O IBGE aproveitou a divulgação parcial dos dados do censo para ressaltar como é feita a coleta das informações.

É que os recenseadores têm enfrentado dificuldades na para trabalhar em alguns locais do Grande Recife por causa da desconfiança de moradores.

De acordo com o instituto, os recenseadores se apresentam sempre uniformizados, com o colete do IBGE e boné do Censo 22, além de crachá de identificação.

O instituto informou que é possível confirmar a identidade do agente no site Respondendo ao IBGE ou pelo telefone 0800 721 8181.

O entrevistador também tem um QR code que leva à área de identificação no site. Para realizar a confirmação, o cidadão deve fornecer o nome, matrícula ou CPF do agente.

Após receber o recenseador no domicílio, é possível optar por um melhor horário ou dia para responder, como também realizar a pesquisa por telefone ou pela internet.

“Ressaltamos que o IBGE, em hipótese alguma, solicita dados bancários, números de cartão de crédito, senhas via aplicativos de mensagens nem pede a assinatura de qualquer termo por parte do informante”, afirmou.

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PF e MPF fazem operação contra quadrilha suspeita de cobrar propina de empresários da área da saúde

Os investigadores estimam que o grupo criminoso tenha causada um prejuízo de R$ 664 milhões.

Por g1 Rio

Agentes da Polícia Federal (PF) saíram às ruas, na manhã desta quarta-feira (10), para desarticular uma quadrilha suspeita de cobrar propina de empresários do ramo hospitalar. Os investigadores estimam que o prejuízo causado pelos criminosos chegue a R$ 664 milhões.

O esquema, segundo informações da PF, ocorreu entre 2014 e 2019, e envolveu a gestão de uma operadora de planos de saúde para servidores públicos.

Nesta manhã, cerca de 40 policiais foram a endereços no Rio e em Petrópolis, na Região Serrana, cumprir nove mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal.

A Justiça Federal também determinou que fossem sequestrados bens e valores que cheguem à soma de R$ 664 milhões – o que segundo a investigação equivale ao prejuízo causado pela quadrilha.

A ação desta quarta foi batizada de “Operação Glosa”. O nome faz referência a um ato administrativo para checar se procedimentos hospitalares estão de acordo com os protocolos estabelecidos pela unidade de saúde e pela operadora.

Quando ocorre a glosa de determinado item, o pagamento por ele não é feito.

Pagamentos mais rápidos

A investigação aponta que, em troca de propinas, os integrantes da quadrilha:

  • aceleravam pagamentos a hospitais,
  • deixavam de bloquear valores
  • e facilitavam o reajuste de tarifas de hospitais também suspeitos de integrar o esquema.

Os policiais federais e procuradores da República que investigaram o grupo criminoso afirmam que a quadrilha recebeu “dezenas de milhões de reais ao longo de cinco anos por meio de propina”.

O pagamento ocorria, de acordo com a apuração, em “percentuais previamente definidos e aplicado sobre o faturamento da empresa com a operadora do plano de saúde”.

A PF informou que criminosos vão responder por corrupção passiva , corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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