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Diabéticos se queixam da falta de fornecimento de insulina gratuita em Pernambuco

Do NE10

Aposentado João Guilherme Pontes precisa aplicar a insulina Lantus para controlar o diabetes / Foto: João Guilherme Pontes/CortesiaAposentado João Guilherme Pontes precisa aplicar a insulina Lantus para controlar o diabetesFoto: João Guilherme Pontes/Cortesia

No Dia Mundial da Saúde, na quinta-feira (7), pessoas que fazem uso de medicamentos gratuitos, distribuídos pelo Governo de Pernambuco, não têm o que comemorar. Diabéticos que possuem o direito de receber gratuitamente a insulina glargina, através da Secretaria Estadual de Saúde, reclamam da falta do remédio nas Farmácias do Estado desde o mês de março. O medicamento, que custa cerca de R$ 120 reais cada unidade, é muito importante no controle de diabetes, doença que já mata 1,5 milhão de pessoas anualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O aposentado João Guilherme Pontes, 69 anos, há 10 anos precisa de 100 aplicações por mês da insulina Lantus, nome comercial da insulina glargina. Mas, ao procurar a Farmácia do Estado para conseguir o produto, deu de cara com a falta do mesmo. “Ligo todo dia para a farmácia e é a terceira vez este ano que está faltando. A sorte é que eu ainda tenho uma reserva do remédio em casa”, afirma.

Outro aposentado que está sentindo a falta da insulina Lantus na Farmácia do Estado é Moisés Miranda. Ele conta que possui uma decisão judicial que o autoriza a receber o remédio mensalmente e, com a falta do produto na Farmácia de Pernambuco, o Governo Estadual precisa depositar o valor do remédio em uma farmácia comum para que ele possa pegá-lo. “É uma obrigação do estado entregar esse remédio. Além da Lantus, está em falta a insulina Lispro, a Lanceta, e também não tem fita para gente fazer o teste glicêmico nem agulha para colocarmos na caneta e aplicarmos a medicação”, denuncia.

Procurada pelo NE10, a Secretaria Estadual de Saúde informou, por meio de nota, que a Farmácia de Pernambuco já finalizou o processo de licitação da insulina glargina (nome comercial Lantus) e está negociando com o fornecedor a entrega do produto no menor prazo possível. Questionada se há previsão de quando esse procedimento seja finalizado e os medicamentos voltem às prateleiras à disposição dos diabéticos, a assessoria de comunicação da SES informou que a secretaria “está trabalhando para agilizar a entrega”.

DENÚNCIAS – A falta de medicamentos é um problema recorrente no estado. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) já recebeu diversas denúncias e possui um inquérito, desde 2012, que investiga o problema. De acordo com a promotora Maria Ivana Botelho, não houve, nos últimos meses, reclamação aos Ministério Público relacionada especificamente à falta da insulina Lantus, mas o caso será investigado. “Só o fato de a imprensa nos procurar e nos questionar já ajuda. Vamos fazer um ofício, que será encaminhado à Secretaria de Saúde para pedir medidas que regularizem o estoque do produto”, explicou a promotora.

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No Recife, remédios estão mais caros e fracionamento não é praticado

Marília BanholzerDo NE10

Medicamentos regulados pelo Governo Federal tiveram um aumento acima da inflação / Foto: Marília Banholzer/NE10Medicamentos regulados pelo Governo Federal tiveram um aumento acima da inflaçãoFoto: Marília Banholzer/NE10

Os preços de mais de nove mil medicamentos já começaram a aumentar na capital pernambucana. Nas farmácias, os reajustes estão sendo repassados aos consumidores, que também notam a diferença nos valores pagos pelos remédios que estão habituados a comprar. No último dia 31 de março, uma resolução da Câmara de regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão do governo federal, fixou em 12,5% o reajuste máximo permitido aos fabricantes na definição dos preços dos medicamentos.

No Recife, as farmácias já compram dos fornecedores com os preços mais altos e, automaticamente, repassam o reajuste para os consumidores. O gerente de uma farmácia localizada no bairro das Graças, área central da cidade, Maurício Ribeiro, disse que os aumentos foram praticamente imediatos. “Teve distribuidora que um dia após o anúncio do aumento já estava repassando as mercadorias com novo valor. E os aumentos foram, a maior parte, no percentual máximo previsto pelo Governo mesmo”, explicou.

O aumento de mais de 12% pegou muita gente de surpresa. Nos últimos 5 anos, por exemplo, o aumento nunca alcançou a inflação; no ano passado o reajuste foi de 5,6% Oséas Gomes, presidente do Sincofarma-PE

Segundo o farmacista Oséas Gomes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Pernambuco (Sincofarma-PE), nem todos os laboratórios devem aumentar seus preços. “Existem medicamentos que simplesmente não vale aumentar os preços. Hoje, o que nós verificamos é que entre 10% a 15% dos produtos sofreram reajuste. Além disso, entre aqueles que aumentaram, nem todos subiram até os 12,5% o valor do produto. Alguns fizeram reajustes mais baixos”, pontou Oseás que também administra uma farmácia no Recife.

No meio dos aumentos está o consumidor que sofre com os reajustes que podem ultrapassar a própria inflação (10,67% em 2015). A aposentada Maria de Lourdes de Almeida, 65 anos, sofre com dores crônicas nas costas e compra mensalmente os analgésicos prescritos pelos médicos. “Já percebi sim o aumento. Meus remédios estão mais caros e mesmo que a gente tente trocar por um que não aumentou não adianta. Todo ano é a mesma coisa, tudo aumenta, inclusive remédio”, comentou a consumidora.

REMÉDIO FRACIONADO – Neste momento de alta nos preços dos medicamentos, uma solução para aliviar o bolso do consumidor seria a venda fracionada de determinados remédios. Desde 2006 existe uma norma na Anvisa que autoriza, mas não obriga, as empresas farmacêuticas e farmácias a venderem “por partes”. Por exemplo, se o médico prescrever 15 comprimidos e a caixa vier com 20, o paciente poderia solicitar apenas a quantidade prescrita – e pagar menos por isso.

O advogado especialista em direito do consumidor Thiago Pessoa alertou que além de evitar um gasto extra com medicamentos que “sobrariam”, a medida ainda dificulta que as pessoas se automediquem, já que não teriam as sobras das cartelas de medicamento. “É uma questão de saúde pública. Mas enquanto não virar lei, a prática, provavelmente, não será popularizada”, opinou Thiago Pessoa.

O presidente da Sincofarma-PE, Oséas Gomes, acredita que a medida não funcionará no País por diversos fatores, entre eles o fato de que o Brasil conta com mais de 10 mil medicamentos sendo disponibilizados aos consumidores. “Nos países de primeiro mundo dá certo porque não existe essa gama de medicamentos que temos aqui. Tem princípio ativo que é oferecido por 4 ou 5 laboratórios diferentes. Fica inviável”, ressaltou Oséas Gomes.

Para ele, outro fator seria o custo da medida, tanto para as empresas farmacêuticas como para as farmácias. “A medida da Anvisa prevê que eu tenha um local específico para fazer fracionamento do medicamento, embalagens específicas e muito mais. Não é só pegar uma cartela e cortar”, disse Oséas Gomes. O que se sabe, no entanto, é que segundo uma pesquisa recente da Proteste, uma associação de consumidores, mostra que 80% dos entrevistados gostariam de comprar remédios por unidade – ao invés das caixas ou cartelas.

Pesquisa aponta que 80% dos consumidores aprova venda fracionada de medicamentos

Apesar da resistência para oferecer o fracionamento dos medicamentos, o advogado Thiago Pessoa ressalta que a medida pode virar lei. “Existe um Projeto de Lei, de autoria do poder executivo, que torna essa orientação da Anvisa uma obrigação. Hoje, em Pernambuco, não conheço nenhuma farmácia que ofereça o serviço. No País, são poucas que fazem isso.”

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Ministério dobra pedido e estoca antiviral para tratar 2,5 milhões contra o H1N1

Do Estadão Conteúdo

De acordo com o órgão, a distribuição do remédio está regular em todo o País e é feita conforme demanda estadual.
Com o surto antecipado de gripe H1N1 no País, o Ministério da Saúde dobrou o pedido de antiviral feito ao laboratório responsável pela produção do medicamento e se prepara para tratar até 2,5 milhões de pessoas infectadas pelo vírus até o fim do ano. Se a demanda chegar ao ápice, será o maior número de pessoas tratadas no País desde a pandemia da doença, em 2009. O recorde de tratamentos oferecidos foi em 2013, com 2 milhões de caixas com dez cápsulas cada de oseltamivir distribuídas pela rede pública.
No início deste ano, o ministério encomendou ao laboratório público Farmanguinhos, da Fiocruz, quantidade de medicamento oseltamivir (Tamiflu) suficiente para tratar 1,5 milhão de pessoas, o dobro do solicitado em 2015, quando 769 mil tratamentos foram pedidos. Além da nova remessa, o ministério conta ainda com 1 milhão de tratamentos em estoque.
A encomenda de 2016 é a segunda maior em sete anos, inferior apenas ao volume pedido em 2010, quando ainda acontecia a pandemia e o ministério comprou da Farmanguinhos 1,7 milhão de tratamentos, conforme dados do próprio laboratório. Com o fim do surto no mesmo ano, o estoque de medicamentos comprado do laboratório público foi suficiente ainda para abastecer o País nos anos de 2011, 2012 e 2013.
A estimativa do número de pessoas que serão tratadas neste ano pode crescer ainda mais se forem incluídos os lotes do medicamento nas dosagens infantis. Como a Farmanguinhos produz apenas as unidades de 75 miligramas, para adultos, a versão do oseltamivir para crianças é comprada do laboratório Roche. A empresa não informou quantas unidades foram pedidas neste ano, mas afirmou que, no ano passado, foram vendidas ao governo federal 558 mil caixas do Tamiflu nas dosagens de 30 e 45 miligramas.
O ministério informou que a compra de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) segue o cronograma e a compra de oseltamivir é uma medida preventiva para evitar o desabastecimento em Estados e municípios. De acordo com o órgão, a distribuição do remédio está regular em todo o País e é feita conforme demanda estadual.
Para a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante da Sociedade Internacional de Influenza e Doenças Respiratórias, o volume de antiviral encomendado pelo ministério reflete preocupação com o impacto da epidemia neste ano. “Com o que está acontecendo em São Paulo, com casos precoces e óbitos, o ministério talvez esteja com uma preocupação de que esse surto possa ser igual aos de 2009 e 2013”, diz ela. No ano da pandemia, 2.060 pessoas morreram no País por complicações do H1N1. Em 2013, segundo pior surto, foram 768 óbitos. Em 2016, já são 71 vítimas, mas o período de pico de casos costuma ocorrer no inverno.
SEM PÂNICO – A médica diz que, embora a expectativa seja de crescimento de casos, não há razão para pânico na população, pois cerca de 90% dos pacientes infectados evoluem bem espontaneamente. “O medicamento é indicado prioritariamente para pessoas com fatores de risco, para evitar possíveis complicações”, diz.

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Menino de 12 anos morre no Recife com suspeita de meningite bacteriana

Morte cerebral aconteceu na noite desta quarta-feira. Escola onde a criança estudava está fechada hoje.

Da Rádio Jornal
Postado por Luiza Falcão
A meningite é uma doença que afeta a meninge, uma membrana que reveste todo o sistema nervoso central

Um menino de 12 anos teve morte cerebral na noite da quarta-feira (6) com suspeita de meningite pneumocócica, doença causada por uma bactéria diferente do meningococo, que é a mais comum. Ele estava internado em um hospital público e a família optou por doar os órgãos. O corpo vai passar por exames para confirmar a causa da morte.

A miningite afeta a meninge, uma membrana que reveste todo o sistema nervoso central. De acordo com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do REcife, em meningite pneumocócica, não é necessário o fechamento de escolas ou creches. A orientação é para que sejam intensificadas as medidas de higiene como lavar as mãos com água e sabão, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter os ambientes ventilados e não usar medicamentos sem orientação médica.

De acordo com a Secretaria de Saúde, qualquer pessoa está suscetível às meningites, principalmente as crianças menores de cinco anos e os adultos maiores de 60 anos. Esse foi o primeiro caso registrado este ano, segundo o órgão municipal.

A criança morava no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife, e estudava em uma escola do bairro das Graças. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro da vítima. As aulas na escola onde a criança estudava foram suspensas durante o dia de hoje em solidariedade à família.

De acordo com a diretora da escola, a identidade da criança será preservada a pedido dos pais. Ela informou que o médico tranquilizou a gestão de que a doença não é contagiosa e as aulas voltam ao normal nesta sexta-feira.

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OMS: diabético pode ter vida saudável se detectar cedo e controlar a doença

Da Agência Brasil

Endocrinologista aconselha a quem tem histórico da doença na família que faça o exame de glicemia em jejum anualmente.
Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que quem tem diabetes pode ter vida longa e saudável se a doença for detectada a tempo e bem controlada. A endocrinologista Michele Borba, que atende em uma unidade de saúde do Distrito Federal voltada para a doença, aconselha a quem tem histórico na família que faça o exame de glicemia em jejum anualmente para melhor controle.
O número de diabéticos nas Américas triplicou desde 1980 e segundo a OMS, a doença é a quarta maior causa de morte na região, depois do infarto, acidente vascular cerebral e de demências. De acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), no Brasil mais de 57 mil pessoas morreram por complicações relacionadas à doença em 2013. O diabetes foi o tema escolhido pela OMS para marcar o Dia Mundial da Saúde, lembrado na quinta-feira (7). Ainda hoje, a organização e o Minsitério da Saúde devem divulgar dados atualizados sobre a doença no país.
Segundo Michele, esse aumento é percebido no dia a dia no posto e as maiores causas são o sedentarismo e a má alimentação. A especialista lembra que resumidamente, o diabetes do tipo 1 é uma doença autoimune, já o do tipo 2 tem uma carga genética, mas o estilo de vida é decisivo para desencadear a doença.
“A do tipo 1 tem autoimunidade. Em algum momento da vida, a pessoa tem anticorpos que reagem contra as células do pâncreas, que são produtoras de insulina. Isso pode ter caráter multifatorial. Há genética envolvida, mas pode ter outros fatores”, afirmou, acrescentando que as pessoas costumam ser diagnosticadas crianças ou jovens. Já a do tipo 2 é mais frequente entre os 40 e 50 anos de idade. “Com sedentarismo, obesidade e hábitos alimentares ruins, a pessoa que tem uma carga genética de propensão para a doença, mais cedo ou mais tarde acaba desenvolvendo o diabetes tipo 2, mas isso pode ser evitado com mudança de estilo de vida”.
A médica lembra que não há cura para a doença, mas sim prevenção e controle. “Se você tem história familiar, alimentar-se de forma saudável e fazer atividade física é uma prevenção”, sugere.
Dados da OMS indicam que nas Américas mais de 60% da população estão acima do peso ou obesa, em grande parte como resultado de mudanças de estilo de vida relacionadas ao desenvolvimento e à globalização.
O novo relatório da organização destaca que o aumento de casos do diabetes pode ser retardado por meio de uma combinação de políticas fiscais, legislação, mudanças no meio ambiente e conscientização das pessoas para a necessidade de modificar os fatores de risco para a doença. “Isso inclui políticas que aumentem os impostos sobre bebidas açucaradas e a adoção de rotulagem frontal nos alimentos, alertando os consumidores sobre os produtos processados com alta quantidade de gordura, açúcar e sal, com o objetivo de desencorajar seu consumo”, diz a OMS.

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Dia Mundial da Saúde: Só 38,5% das pessoas com diabetes tipo 2 medem glicose com frequência

Sem conhecer os efeitos da doença no corpo, 73% dos pacientes com diabetes tipo 2 não alcançam os níveis de glicose recomendados (Foto: Free Images)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu este ano a diabetes como tema para o Dia Mundial da Saúde, lembrado nesta quinta-feira (7) nos quatro cantos do planeta. A data lança um alerta sobre o aumento no número de casos, especialmente nos países em desenvolvimento, e a necessidade de estabelecer ações efetivas no combate e controle da doença. Uma revisão de estudos de países da América Latina mostrou que só 38,5% dos pacientes com diabetes tipo 2 têm o hábito de medir com frequência os níveis de glicose no sangue – e esse é uma das principais ferramentas para se ter um controle efetivo da doença.

 

Entender a diabetes é o primeiro passo para conviver bem com a doença. E para isso, é fundamental compreender como ela afeta o organismo. O monitoramento diário dos níveis de glicose no sangue é importante para medir esse impacto. Afinal, se esses níveis estão fora do intervalo recomendado pelo médico, com grandes oscilações, significa que a doença não está bem controlada. Dessa maneira, com o tempo, a doença descontrolada abre portas para uma série de consequências no organismo, como doenças cardiovasculares, renais, oculares e até mesmo amputações de membros.

Sem conhecer os efeitos da diabetes no corpo, 73% dos pacientes com diabetes tipo 2 não alcançam os níveis de glicemia recomendados. Em média, um terço deles infelizmente deixa de seguir as orientações médicas um ano após o diagnóstico.

Glicosímetro

Com a ajuda de um aparelhinho chamado glicosímetro, é possível verificar as variações da glicose no sangue e, dessa forma, tomar atitudes que ajudem a controlar a doença, como ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos.

O médico é quem deve indicar a frequência diária de monitoramento. Em geral, a recomendação é que isso seja feito duas vezes por dia. “O automonitoramento com os glicosímetros permite que os pacientes entendam melhor o impacto da alimentação, da atividade física e dos medicamentos no controle da doença e também que comecem a reconhecer, tratar e prevenir hipo e hiperglicemias”, diz o médico Abner Lobão, diretor de assuntos médicos e educação para América Latina da J&J Medical Devices.

 

Blog Casa Saudável

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Chegada de vacinas contra H1N1 gera confusão em clínicas no Recife

Malu Veiga

Do G1 PE

Clínicas privadas lotadas para vacinação contra a gripe H1N1 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Clínicas privadas lotadas para vacinação contra a gripe H1N1 (Foto: Reprodução/TV Globo)

Empurra-empurra, bate-boca e longas filas de espera marcaram a procura por vacinas contra a gripe H1N1 em clínicas particulares do Recife, nesta quarta-feira (6). A vacinação contra a gripe na rede pública vai acontecer apenas a partir do dia 30 de abril, mas é destinada a um grupo prioritário. Com isso, a população buscou as clínicas particulares para adiantar a imunização.

O advogado Cristiano Gouveia presenciou confusão em uma clínica particular no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife, onde foi buscar vacina. Segundo ele, a falta de organização da fila foi o motivo do tumulto. “Está desde cedo com tumulto, briga, até polícia. Fizeram uma desorganização grande na fila e foi chegando muita gente. Como eles só tinham 300 doses, muitos não conseguiram ficha para atendimento”, explicou o advogado.

Gouveia chegou às 13h para tentar se vacinar, mas não fazia ideia de que horas conseguiria ir embora. “Só consegui pegar a ficha às 16h e estão chamando o número 71 – o meu é o 203”, completou ele, por volta das 17h.

O funcionário público Ciro Sampaio passava em frente à mesma clínica quando ouviu as pessoas do lado de fora solicitando apoio da polícia, aos gritos. “Tinha um tumulto, eu passei de carro e o pessoal gritava ‘chama a polícia!’. Muita gente mesmo”, contou. Na terça (5), Ciro foi ao local para saber o preço da vacina e, como estava em falta, o lugar estava tranquilo.

Desde o final de março, as clínicas da capital registram uma grande procura pela vacina da gripe. Apesar disso, o médico Drauzio Varella alerta que nem todo mundo precisa tomar a vacina. “Se você tem boa saúde, não está grávida, nem sofre de doenças crônicas que debilitam a imunidade, gripe a gente trata seguindo os conselhos da vovó. Repouso e canja de galinha. Em gente jovem, com a saúde em dia, o H1N1 é mais uma gripe”, apontou o médico.

A psicopedagoga Maria Rosa Casás, 65, chegou em outra clínica em um shopping do Recife às 7h e tomou a vacina por volta das 13h. “Eu cheguei umas 7h e já tinha gente, uma moça tinha chegado às 5h30. O pessoal da clínica fez uma lista por ordem de chegada para a gente voltar à tarde para pegar a senha e a vacina ainda não tinha chegado na unidade. Quando fui tomar, às 13h, as pessoas que já estavam lá começaram um tumulto, muita confusão. Gente furando fila, gente deitada no chão esperando, tiveram que botar cavaletes e os seguranças do shopping entraram na clínica. As funcionárias estavam bem atordoadas, estava uma loucura”, relatou Maria Rosa.

A vacina está custando, hoje, entre R$ 110 e R$ 160 na rede privada do Grande Recife. Em outra clínica, em Boa Viagem, Zona Sul da capital pernambucana, o dentista Eraldo Oliveira escutou que o preço tinha sido aumentado, o que causou empurra-empurra na fila. “Teve empurrão de fila, tinham umas 200 pessoas. Quando o pessoal estava aguardando e ouviu esse boato, teve uma agitação, mas nada que tenha saído do controle”, detalhou o dentista, que trabalha próximo ao local.

Outras clínicas, inclusive, ainda nem abriram para a vacinação, mas já tiveram seus pedidos esgotados com o lote sendo vendido antecipadamente. Até pacote de desconto para grupos é feito: a individual sai por R$ 95.

Na rede pública de Pernambuco, a campanha, que é gratuita, começa no dia 30 deste mês, com o lote 2016. No entanto, a vacina é destinada apenas para a população mais vulnerável – grávidas, idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a menos de 5 anos de idade, mulheres que tiveram bebês num período de 45 dias, pacientes com doenças crônicas, população carcerária e indígena, além de profissionais da área de saúde.

A expectativa da Secretaria de Saúde do estado é de vacinar 2 milhões de pessoas – a mesma quantidade do ano passado. De acordo com a coordenadora do programa de Imunização de Pernambuco, Catarina Melo, o início da aplicação das vacinas varia de acordo com o município.

“A partir do momento em que ela [a vacina] vai chegando, os municípios vão se organizando e já iniciando a vacinação. Agora lembrando que é só para os grupos prioritários, não é para vacinar a população toda”, ratificou a coordenadora.

Até o dia 26 de março deste ano, o estado registrou 32 pacientes que contraíram a gripe H1N1, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde na segunda-feira (4). São 19 confirmações a mais que o informe anterior,  divulgado no dia 28 de março.

Prevenção
Para se prevenir contra o H1N1, a coordenadora de Doenças Imunoprevisíveis da secretaria, Ana Antunes, afirma que são válidas todas as recomendações para evitar qualquer outra doença que afete o sistema respiratório. Ela lembra também que é preciso cuidar da saúde sempre, o que é fundamental para evitar o contágio.

“Evitar lugares fechados com muitas pessoas, lavar as mãos. Quando tossir, não tocar a boca. Você também tem que pensar na sua saúde como um todo, ter uma boa alimentação e ingerir muita água”, detalha.

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Estudo reforça chance de transmissão sexual do vírus zika

Do Estadão Conteúdo

O estudo apontou que o vírus do zika se concentra nos testículos - o que reforça a possibilidade de transmissão / Foto: ReproduçãoO estudo apontou que o vírus do zika se concentra nos testículos – o que reforça a possibilidade de transmissãoFoto: Reprodução

Dois estudos publicados nesta terça-feira, 4, na revista científica Cell apresentam os últimos avanços nas pesquisas sobre o vírus zika. Um deles, liderado por cientistas da Universidade de Pittsburgh (Estados Unidos) revela que os trofoblastos – uma camada de células envolvida na formação da placenta humana – são resistentes à infecção pelo zika e possuem potente ação antiviral.

O outro estudo, feito em camundongos geneticamente modificados e liderado por cientistas da Universidade de Washington (Estados Unidos), rastreou os tecidos mais vulneráveis à infecção por zika e concluiu que os maiores níveis virais se concentram no cérebro, na medula e principalmente nos testículos dos animais infectados – o que reforça a possibilidade de transmissão sexual

A zika é suspeita de causar problemas neurológicos congênitos – como a microcefalia – e os cientistas cogitaram que o vírus alcançasse o feto em desenvolvimento passando através dos trofoblastos, uma camada de células placentárias que envolve e nutre o feto. Mas o novo estudo da Universidade de Pittsburgh descarta totalmente essa hipótese.

Ao estudar células isoladas a partir de placentas humanas, os pesquisadores descobriram que o zika não infecta os trofoblastos. Os pesquisadores, no entanto, continuam sem saber como o vírus atravessa a placenta, mas descobriram que os trofoblastos têm uma ação antiviral potente.

“Os trofoblastos são a primeira linha de defesa do bebê contra qualquer coisa que venha do sangue materno, então era esperado que essas células de alguma maneira fossem resistentes a infecções virais”, dissse Yoel Sadovsky, da Universidade de Pittsburgh.

“Com base no nosso modelo, parece que os trofoblastos têm uma capacidade inerente de resistir à proliferação do vírus zika, embora ainda não tenhamos conseguido descobrir qual é o caminho do vírus para penetrar na cavidade fetal”, afirmou Sadovsky.

A equipe coordenada por Sadovsky revelou que os trofoblastos liberam a molécula conhecida como interferon 3, um potente antiviral que detém a replicação do vírus zika. No estudo, os cientistas utilizaram amostras de duas linhagens do vírus – uma proveniente da floresta Zika, em Uganda e outra isolada no Camboja.

“De fato sabemos escandalosamente pouco sobre como os vírus atravessam a placenta – não só o zika, mas também os vírus da rubéola, da herpes e outros que causam defeitos congênitos. O que torna nossa descoberta interessante é que os trofoblastos estão potencialmente em comunicação com as células maternas para protegê-las também contra infecções virais”, disse Carolyn Coyne, também da Universidade de Pittsburgh.

Os autores do artigo afirmam que os resultados são sólidos, já que os trofoblastos humanos por eles cultivados em laboratório são praticamente idênticos aos que são encontrados em placentas em desenvolvimento. Entretanto, os trofoblastos estudados foram extraídos de gestações no terceiro trimestre – o que significa que os trofoblastos poderiam ser vulneráveis à zika no início da gravidez.

PATOLOGIA – Os camundongos normais não desenvolvem a infecção por zika. Para estudá-la, cientistas da Universidade do Texas (Estados Unidos) desenvolveram – e descreveram em artigo publicado no dia 28 de março – animais transgênicos com uma deficiência na resposta imune que os deixa vulneráveis à infecção. O estudo da Universidade de Washington, que investigou quais são os tecidos mais vulneráveis à infecção por zika, é o primeiro a ser realizado com o novo modelo animal.

Michael Diamond, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, autor principal do estudo, afirma que seu interesse pelo zika despertou em junho de 2015, depois de um encontro com cientistas brasileiros em um congresso dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês). Os brasileiros descreveram evidências de uma escalada de defeitos congênitos em bebês no Brasil coincidindo com a epidemia de zika e Diamond mobilizou sua equipe para estudar o zika.

De acordo com o estudo, o vírus se acumula em alta concentração no cérebro, na medula espinhal e nos testículos dos animais infectados. Os cientistas descobriram que, nos testículos, os níveis virais são maiores que em todos os outros tecidos. Segundo eles, essa descoberta reforça os dados clínicos que indicam a possibilidade de transmissão sexual.

“Nós procuramos evidência de zika nos testículos dos camundongos por causa da crescente evidência de que há transmissão sexual. Ficamos surpresos porque os níveis virais que vimos ali eram maiores que em qualquer outro tecido. Agora estamos fazendo mais testes para determinar por quanto tempo esses níveis virais se mantêm, o que poderia nos ajudar a estimar o intervalo de tempo em que o zika pode ser transmitido sexualmente”, afirmou Diamond

Segundo Diamond, nos camundongos transgênicos, o vírus se replica em grande número e se acumula nos lugares em que causa a doença em humanos. “Aparentemente, mulheres grávidas infectadas pelo zika podem passar o vírus para seus bebês no útero e os recém-nascidos também são suscetíveis à infecção. Além de crianças, não vemos casos severos da doença na maior parte das pessoas com zika – exceto uma pequena fração que desenvolve a síndrome de Guillain-Barré”, afirmou Diamond.

Para realizar a pesquisa, os cientistas produziram a infecção na pele dos camundongos vulneráveis, como forma de simular a inoculação do vírus pelo mosquito. No estudo, os cientistas usaram cinco linhagens de zika: a que circulou em Uganda em 1947, três que circularam no Senegal na década de 1980 e a da Polinésia Francesa, quase idêntica à que causa a atual epidemia no Brasil. Todas tiveram resultados semelhantes nos camundongos.

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Pernambuco já tem nove mortes confirmadas por chicungunha

O Estado de Pernambuco confirma nove mortes por chicungunha, entre 153 óbitos suspeitos pelas arboviroses notificados este ano. As mortes foram registradas no Recife (5), em Jaboatão dos Guararapes (1), em Igarassu (1), em Vitória de Santo Antão (1) e em Timbaúba. Além disso, um óbito foi confirmado por dengue em Caruaru, no Agreste, e três mortes foram descartadas para as arboviroses. Os demais estão em investigação. No mesmo período de 2015, foram 15 óbitos suspeitos e três confirmados por dengue.

Os dados estão no boletim divulgado na terça-feira (5) pela Secretaria Estadual de Saúde, que considera os casos até a semana epidemiológica 13 (entre 3 de janeiro e 2 de abril).

Em relação à dengue, no mesmo período, o Estado já notificou 50.030 casos de pessoas que adoeceram com os sintomas da doença (7.232 confirmados e 5.755 descartados), distribuídos em 183 municípios e em Fernando de Noronha. Isso representa um aumento de 35,19% em relação ao mesmo período de 2015, quando foram notificados 37.008 (sendo 18.788 confirmados).

Além disso, já são 15.332 casos de pessoas que adoeceram com os sintomas de chicungunha em 164 municípios. Desses, 340 foram confirmados e 423 descartados.

E os casos suspeitos de zika chegam a 7,9 mil casos em 136 municípios e em Fernando de Noronha. Desses, 16 foram confirmados e 124 descartados.

O balanço ainda mostra que foram notificados 166 casos de formas graves das arboviroses, com 22 confirmações e três descartes.

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Até as oito primeiras semanas deste ano, as mortes por arboviroses estavam sendo notificadas separadamente: por dengue e chicungunha. A partir de 28 de fevereiro, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) decidiu reunir as suspeitas num grupo único, de arboviroses em geral, já que existe a impressão de que parte dos dos óbitos que vinha sendo registrado como dengue pode ser chicungunha. “Há muitos rumores sobre isso, mas as notificações de óbito por chicungunha não aparecem. De qualquer forma, vamos iniciar uma investigação nos municípios com maiores registros de morte para tentar viabilizar estratégias que possam minimizar a ocorrência de óbitos nessas localidades”, diz a coordenadora do Programa de Controle de Arboviroses da SES, Claudenice Pontes.

Ela destaca que a chicungunha agrava-se mais nos extremos da vida: infância e velhice. No idoso, é como se a infecção por chicungunha potencializasse uma doença já existente, como hipertensão e diabetes. Além disso, com o envelhecimento, há uma capacidade diminuída de reagir a complicações.

As consequências podem ser mais intensas e graves também nas crianças porque se trata de um grupo vulnerável a quadros de agravamento pela imaturidade do sistema imunológico. “Nos idosos e nas crianças, é bom ficar atento a sinais de risco que podem acompanhar as arboviroses, como dores abdominais, dificuldade respiratória, sangramentos, fezes escuras, sonolência excessiva e irritabilidade”, orienta o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.

Ele reforça que, diante de qualquer suspeita de dengue, chicungunha e zika, a hidratação deve ser priorizada para evitar agravamento. “Além disso, as pessoas não devem fazer uso da automedicação. Muita gente usa corticoides e anti-inflamatórios sem supervisão médica, o que é muito perigoso”, finaliza Jailson.

 

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Sobe para 129 número de casos de microcefalia relacionados ao zika em Pernambuco

Pernambuco já notificou 1.846 casos suspeitos de microcefalia, de 1º de agosto de 2015 até 2 de abril deste ano. Os dados foram divulgados na tarde desta terça-feira (5) em boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Desse total, 754 (41%) casos atendem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para microcefalia. Ao todo, 303 foram confirmados como microcefalia. O Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz confirmou 129 casos de microcefalia relacionados ao vírus zika por detecção do anticorpo IgM no líquido cefalorraquidiano. Os reagentes foram fornecidos pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC). Outros 49 casos deram negativos e dois inconclusivos, totalizando 180 testes realizados.

Dos casos suspeitos, 490 foram descartados – levando em consideração o resultado dos exames de imagem dos bebês. Também foram registrados 26 casos de bebês natimortos e 22 que vieram a óbito logo após o nascimento. Segundo o órgão, nenhum dos casos teve microcefalia como causa básica de morte.

Desde que a notificação de casos de gestantes com exantemas foi tornada obrigatória, no período de 02 de dezembro de 2015 a 02 de março de 2016, 134 municípios do Estado notificaram 3.690 casos de gestantes com esse quadro clínico. Desse total, 18 gestantes possuem detecção de microcefalia intra-útero.

Vale lembrar que a notificação das mulheres com exantema não significa, necessariamente, que são casos suspeitos de dengue, chikungunha ou zika, já que outros fatores podem ter ocasionado as manchas vermelhas (rubéola, intoxicação, alergia ou alguma outra virose). O exantema também não é indicativo que a mulher terá um bebê com microcefalia.

 

Do Blog Casa audável

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