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Tipo sanguíneo pode afetar o risco de AVC; entenda

Estudo identificou variações que relacionam pessoas do tipo A com o derrame

Tamires Ferreira  

Olhar Digital

Uma pesquisa revelou que o tipo sanguíneo de uma pessoa pode ter relação com o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Conforme o estudo, pessoas do tipo A são as mais propensas a ter um derrame antes dos 60 anos quando comparadas com pessoas de outros tipos sanguíneos

Publicado na Neurology, o artigo compilou dados de 48 estudos genéticos, que incluíram cerca de 17 mil pessoas com histórico de AVC e quase 600 mil sem registro do quadro (para controle). Todos os participantes tinham entre 18 e 59 anos. 

Entre os tipos sanguíneos mais familiares estão os denominados A e B, que podem estar presentes juntos como AB, individualmente como A ou B, ou ausentes, como O. Dentro de cada um desses existem variações sutis decorrentes de mutações nos genes responsáveis.  

Segundo análise específica dos tipos, uma variação do grupo A apresentou uma chance 16% maior de sofrer um derrame, enquanto para o grupo O o risco foi 12% menor. O grupo sanguíneo do tipo B também demonstrou uma porcentagem de risco; 11% de chances de ter um AVC quando comparados com o grupo de controle. 

“Ainda não sabemos por que o tipo sanguíneo A confere um risco maior, mas provavelmente tem algo a ver com fatores de coagulação do sangue, como plaquetas e células que revestem os vasos sanguíneos, bem como outras proteínas circulantes, que desempenham um papel no desenvolvimento de coágulos sanguíneos”, disse o autor sênior e neurologista vascular Steven Kittner, da Universidade de Maryland. 

O estudo destacou ainda que, não apenas a sequência genética do tipo sanguíneo A, mas o B também foi associado a um risco ligeiramente maior de coágulos sanguíneos nas veias, chamados de trombose venosa. 

Os pesquisadores observaram, no entanto, que o risco adicional de derrame em pessoas com sangue tipo A não significa, claro, a exigência de uma vigilância extra ou triagem nesse grupo. Além disso, o estudo considerou apenas pessoas que viviam na América do Norte, Europa, Japão, Paquistão e Austrália. Estudos futuros, com uma amostra mais diversificada, devem ajudar a esclarecer a significância dos resultados. 

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Combater desnutrição e malária dos Yanomami é prioridade nº 1, diz secretário de saúde indígena

Ao g1, Weibe Tapeba, primeiro indígena a ocupar o cargo no Ministério da Saúde, disse que pretende declarar emergência sanitária e acionar a Força Nacional de Saúde para levar remédios.

Por Roberto Peixoto, g1

Combater a desnutrição e a malária que assolam a Terra Yanomami, maior reserva indígena do Brasil, é a prioridade número 1 do novo secretário de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, primeiro indígena a ocupar o cargo.

Localizado nos estados de Roraima e Amazonas, o território fica numa região que é alvo do garimpo ilegal desde a década de 1980, mas que se intensificou nos últimos anos, afetando cada vez mais a saúde dos Yanomami. O mercúrio usado na extração de ouro polui rios e contamina peixes, impactando a sua principal fonte de água e alimento.

Os indígenas têm sido assassinados pelos garimpeiros de forma direta, por causa de conflitos no local, mas também em resultado do garimpo: por causa de mercúrio no corpo, por falta de acesso à agua potável, por desnutrição etc. E entender essas complexidades é fundamental para que a secretaria estabeleça seus serviços com qualidade.— Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena (Sesai), em entrevista ao g1

Advogado e líder indígena cearense, o novo secretário da Sesai foi um dos nomes da lista tríplice enviada ao presidente Lula para chefiar o Ministério dos Povos Indígenas, que acabou ficando com Sônia Guajajara.

Em entrevista ao g1, Tapeba disse ainda que:

  • Vai retomar os investimentos da secretaria em saneamento básico em territórios indígenas pelo país;
  • Pretende dimensionar os fluxos de assistência em terras indígenas não homologadas – revogando uma medida administrativa que impedia o investimento da Sesai nessas regiões;
  • Irá disponibilizar dados recentes e atualizados de desnutrição, malária e outras enfermidades que atingem o povo Yanomami (antes mantidos a sete chaves da sociedade civil e que só podiam ser acessados por servidores do Distrito Sanitário Especial Indígena do território); e
  • Adotará um modelo de gestão que vai fortalecer uma maior participação de indígenas na administração de unidades de saúde.

Confira os planos da Secretaria de Saúde Indígena:

1. Território Yanomami

Em 2020, o primeiro ano da pandemia, o garimpo ilegal avançou 30% na Terra Yanomami.

Segundo relatório produzido pela Hutukara Associação Yanomami (HAY) e Associação Wanasseduume Ye’kwana (Seduume), a área total devastada pelo garimpo é de 2.400 hectares.

Weibe explica que a presença dos madeireiros e dos garimpeiros tem efetivado de forma generalizada a falta de assistência na saúde indígena.

Como mostrou o g1muitas unidades de saúde estão desabastecidas de remédios e insumos básicos de saúde.

Segundo os dados mais recentes, na reserva vivem uma estimativa de 20 mil garimpeiros ilegais, contra pouco mais de 28 mil indígenas. Com a invasão do garimpo, os rios são contaminados e as florestas degradadas, o que afeta a saúde dos Yanomami, principalmente das crianças, que sofrem com a desnutrição por causa da escassez de alimentos.

Por isso, segundo o secretário, entre as medidas que devem ser tomadas para enfrentar o problema de saúde pública na região estão:

  • Instalar um gabinete de crise para cuidar do tema;
  • Decretar nos próximos dias Emergência Sanitária por Desassistência no território. Ele não deu, porém, detalhes da extensão da medida;
  • Enviar a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) até a região para o abastecimento de medicamentos e insumos básicos de saúde.

A ideia da Força Nacional de Saúde é assegurar que esses insumos cheguem, pois no atual cenário as nossas equipes da Sesai se sentem inseguras e ameaçadas de desempenhar seu papel de assistência nas comunidades— Weibe Tapeba

A Força de Saúde é um programa que foi criado em 2011 para execução de medidas de prevenção, assistência e repressão a situações epidemiológicas e emergências sanitárias. Ela é acionada quando a capacidade de resposta do estado ou de um município é esgotada.

“Já com o gabinete de crise, a ser instalado em Brasília, a intenção é que ele tenha a participação de indígenas, como o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) dos Yanomamis, representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), para que a gente consiga formar uma instância de coordenação de estratégias especiais que estarão acontecendo nos próximos dias”, acrescenta.

Terra Yanomami e o abandono na saúde

2. Saneamento básico

O saneamento em comunidades indígenas é outra ação sob responsabilidade da Sesai. Como a secretaria coordena a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, a implementação de programas e projetos de saneamento de saúde indígena fica na sua alçada.

Na prática, porém, Weibe afirma que poucas políticas públicas avançaram nos últimos anos com relação à ampliação do saneamento em comunidades indígenas e destaca que vai retomar os investimentos da secretaria na área, fundamentais, na sua visão, para uma política efetiva de saúde pública.

Mas qual a relação do tema com a saúde pública?

  • A desigualdade no acesso à saúde e ao saneamento tem consequências graves para os povos tradicionais.
  • Um estudo recente da Fiocruz mostrou isso em números: de acordo com a publicação, que analisou os registros de nascimento de quase 20 milhões de crianças entre 2012 a 2018, as mortes por diarreia são 1.300% mais frequentes entre as crianças indígenas em relação às brancas.
  • O desenvolvimento intelectual dessas crianças fica comprometido quando elas vivem em condições precárias de saneamento, passam fome e não têm acesso a cuidados de saúde.

Denúncia: garimpeiros constroem estrada clandestina de 150 km em terra Yanomami, na Amazônia

3. Mais indígenas e proteção em terras não homologadas

Na área da gestão, Weibe defendeu uma maior participação de indígenas na administração de unidades de saúde.

“Nós vamos discutir com os Conselhos Distritais de Saúde Indígenas de todas as 34 regiões que a Sesai se organiza para reconstruir o modelo de gestão que fortaleça o controle social para que tenhamos mais indígenas atuando na administração dessas unidades”, afirmou.

Atualmente, segundo dados da própria Sesai, a secretaria conta com mais de 22 mil profissionais de saúde, sendo que destes, 52% são indígenas.

Além disso, o novo secretário garantiu que nos próximos dias, revogará uma medida administrativa que impedia o investimento da Sesai em áreas não homologadas.

4. Transparência

Como também mostrou o g1, a falta de transparência em relação aos dados de desnutrição, malária e outras enfermidades que atingem o povo Yanomami é um problema frequente.

Essas informações, de responsabilidade Sesai, não ficam disponíveis no site. Os dados são restritos a sistemas operados por servidores do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y), que respondem para a secretaria.

Weibe garantiu que, na sua gestão, irá disponibilizar dados recentes e atualizados dessas enfermidades no território.

“Nós temos um compromisso com a transparência, que é um princípio da administração pública, por isso, estaremos comprometidos com isso”, afirmou.

“E, para além da transparência, iremos aperfeiçoar o SIASI [sistema de tratamento de dados da Sesai que agrupa os dados epidemiológicos dos seus 34 distritos sanitários], para assim melhorarmos a gestão dos serviços a serem ofertados, algo importante, por exemplo, na questão do Covid. Em alguns territórios, ainda não sabemos o déficit de indígenas que não completaram seu esquema vacinal”.

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Brasil tem média de 131 mortes por Covid; tendência indica estabilidade pelo quarto dia

Dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa nesta segunda-feira (9).

Por g1

O Brasil registrou 40 novas mortes por Covid no Brasil nesta segunda-feira (9). A média de óbitos pela doença, que ficou em 131, indicando tendência de estabilidade pelo quarto dia seguido. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa.

O que você precisa saber:

  • A média móvel de mortes está em 131 óbitos diários;
  • Essa média de óbitos está em tendência de estabilidade pelo quarto dia seguido;
  • A média de casos conhecidos está em 20 mil casos por dia, a mais baixa desde o final de novembro;
  • Na vacinação, 50,12% dos brasileiros tomaram a dose de reforço.

Clique no menu a seguir para saber mais detalhes da pandemia no Brasil:

Mortes

  • Total de mortes: 694.949
  • Registro de mortes em 24 horas: 40
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 131 (variação em 14 dias: -13%, tendência de estabilidade)
Média de mortes desta segunda-feira — Foto: Arte g1

Média de mortes desta segunda-feira — Foto: Arte g1

Casos conhecidos

  • Total de casos conhecidos confirmados: 36.515.758
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 11.752
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 20.593 (variação em 14 dias: -41%, tendência de queda)
Média de casos conhecidos desta segunda — Foto: Arte g1

Média de casos conhecidos desta segunda — Foto: Arte g1

Médias de mortes nos estados

  • Subindo (6 estados): GO, PA, PR, RS, SP, SC
  • Em estabilidade (5 estados): PE, AL, AP, TO, MG
  • Em queda (8 estados e o DF): RR, DF, RJ, AM, ES, MA, BA, CE, SE
  • Não divulgaram até 20h (7 estados): AC, MS, MT, PB, PI, RN e RO

Vacinação

Os dados do consórcio de veículos de imprensa indicam que mais de 50,12% dos brasileiros receberam a dose de reforço.

  • Dose de reforço: 107.677.660 (50,12% da população total e 59,94% da população vacinável**)
  • Totalmente imunizados (receberam duas doses ou dose única): 172.707.148 (80,39% da população total e 86,29% da população vacinável*)
  • Parcialmente imunizados (que receberam apenas uma das doses necessárias): 182.607.249 (85% da população total e 91,23% da população vacinável*)
  • Crianças de 3 a 11 anos totalmente imunizadas: 10.438.156 (39,5% da população entre três e 11 anos)
  • Crianças de 3 a 11 anos com a primeira dose: 15.015.886 (56,83% da população entre três e 11 anos)
  • Total de doses aplicadas: 462.992.057 (84,89% das doses distribuídas para os estados)

Os estados de SP, RJ, MA, TO e AP não separam os números de terceira e quarta dose. Por esse motivo, os percentuais de reforço podem estar inflados.

*população com 3 anos de idade ou mais; **população com 12 anos de idade ou mais.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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Câncer de colo de útero: 6 em cada 10 mulheres não conseguem iniciar o tratamento no prazo legal de 60 dias, aponta estudo

Pesquisa feita pela Fundação do Câncer traça um retrato epidemiológico da doença no país e levanta pontos que prejudicam o controle eficiente desse tipo de câncer.

Por Júlia Putini, g1

Estudo inédito da Fundação do Câncer aponta que 65,8% das mulheres (ou seis em cada 10) com câncer de colo de útero, causado pelo HPV, no Brasil esperam mais de 60 dias para conseguir iniciar o tratamento, indo na contramão do que prevê a lei para a rede pública.

A demora é uma das principais razões que deixam o país longe de controlar a doença. A situação é agravada pelas diferenças regionais, que geram lacunas na detecção e diagnóstico precoces. Quando identificado na fase inicial, é curável.

O levantamento, que reúne dados de diversas fontes sobre pacientes tanto da rede pública quanto privada de 2005 a 2019, consta do primeiro boletim info.oncollect, lançado em dezembro pela instituição. Essas informações são fornecidas por mais de 300 hospitais por meio do Integrador de Registros Hospitalares de Câncer (iRHC).

O documento traça um retrato epidemiológico do câncer de colo de útero no Brasil, que está entre os cinco mais comuns na população feminina e é a quarta causa de morte por câncer entre as brasileiras. Por esse motivo, todo mês de janeiro, o Ministério da Saúde promove a campanha “Janeiro Verde” de conscientização sobre a doença.

No país, a cada 100 mil mulheres, 4,6 morrem anualmente da doença. Nos Estados Unidos, esse número corresponde a menos da metade: 2,2 mortes a cada 100 mil. Alguns países, como Austrália e Nova Zelândia, quase não registram mortes por esse tipo de câncer.

“É muito grave que uma doença para a qual existem vacina e meios de prevenção possua essa taxa de mortalidade [no Brasil]”, diz Alfredo Scaff, médico consultor da Fundação do Câncer.

Principais conclusões do estudo

1 – Demora no diagnóstico e início do tratamento

  • As pacientes enfrentam obstáculos para prevenir a doença por conta da dificuldade em obter o diagnóstico, que é feito pelo exame papanicolau.
  • Mais de 50% dos casos são identificados em fase avançada, o que impacta nas chances de cura.
  • 65,8% das mulheres atendidas nas redes pública e privada esperaram mais de 60 dias após o diagnóstico para iniciar o tratamento. Uma lei de 2012 prevê ao paciente com câncer que inicie o tratamento no SUS no prazo de até 60 dias.
  • No Norte, região líder de casos e de mortalidade, esse percentual é de 72,5%.
  • Sudeste, que tem o segundo maior percentual do país, a taxa é de 69,6%.

Demora de duas a três décadas do processo inicial até o câncer, o que explica a maior incidência da doença em mulheres com mais de 40 anos. Por isso que um exame preventivo a cada três anos é o ideal para diagnosticar de forma ainda muito precoce— Alfredo Scaff, médico consultor da Fundação do Câncer

Procurado pelo g1 em dezembro, ainda sob a gestão Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde não respondeu sobre o motivo da demora para início do tratamento na rede pública de saúde. O pedido de informações foi reiterado para a pasta em janeiro, já no governo Lula, que não havia dado retorno até a última atualização desta reportagem.

2 – Por região

Número de casos

  • Norte tem o maior número de casos de câncer de colo de útero, com 76 novos casos a cada 100 mil mulheres.
  • Essa taxa é mais que o dobro da encontrada no Sudeste (35,4), onde a situação é a melhor do país.
  • Por outro lado, o Sudeste lidera os casos de lesão causada pelo HPV (antes de virar câncer), com 82,37. O Centro-Oeste aparece em segundo, com 81,66.

Número de mortes por câncer

  • A região Norte apresenta ainda omaior número de mortes em decorrência da doença em todas as faixas etárias.
  • Sudeste tem o menor número de mortes em todas as faixas etárias.

A pesquisadora Yammê Portella, que participou do estudo, ressalta que, apesar de não haver muitas similaridades sociais entre as regiões Norte e Sul, os índices de mortalidade parecidos chamam a atenção.

Para ela, a hipótese é de que no Sul as altas taxas de tabagismo influenciam o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Já no Norte, a desigualdade social é apontada como fator que exerce o maior impacto negativo na prevenção e tratamento.

3 – Por idade

  • No Brasil, os casos de câncer de colo de útero são mais comuns entre mulheres de 45 a 54 anos. De todas as mulheres com a doença contabilizadas no estudo, 20% tinham mais de 65 anos.
  • Já o número de mortes pela doença é maior nas mulheres entre 55 e 64 anos.
  • Mulheres de até 44 anos são as que mais apresentam a lesão causada pelo HPV (precursora do câncer).

4 – Por escolaridade

  • Os maiores percentuais da lesão do HPV que pode virar câncer são em mulheres com nenhuma escolaridade ou com ensino fundamental incompleto, com destaque para o Nordeste (55%).
  • Além disso, 61,6% das mulheres com o câncer de colo de útero possuem baixo grau de escolaridade (nenhuma instrução ou ensino fundamental incompleto).

5 – Por etnia

  • Tanto o câncer em si quanto a lesão precursora da doença acometem mais mulheres negras (pretas e pardas) em quatro das cinco regiões do Brasil, com, respectivamente, 64,3% e 62,7%.
  • A exceção é na região Sul, onde há o maior percentual de mulheres brancas com a doença. São 89,3% com a lesão precursora e 87,6% com o câncer invasivo.

Entenda sobre câncer de colo de útero

Causa

  • O câncer no colo do útero é causado pela infecção por um dos tipos malignos do papilomavírus humano (HPV), que é sexualmente transmissível.
  • Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, sendo 12 de alto risco para o câncer. Outros tipos podem causar verrugas genitais, mas esses dificilmente viram câncer.

Sintomas

  • Em estágio inicial, o câncer de colo de útero é completamente assintomático.
  • Sintomas precoces envolvem sangramentos fora do período menstrual e após relações sexuais.
  • Conforme o câncer se desenvolve, o tumor cresce e começa a pressionar outras estruturas, causando dor.

Prevenção

Os dois maiores pilares para a prevenção e erradicação da doença são:

  • Exame papanicolau: deve ser feito a partir dos 25 anos em mulheres com vida sexual ativa. É recomendado que as duas primeiras coletas sejam anuais. Se os resultados vierem normais, pode ser refeito a cada três anos. São coletadas células do colo uterino e enviadas para análise em laboratório.
  • Vacina contra o HPV: existem dois tipos: 1 – a bivalente (que protege contra duas variações do vírus e equivale a uma taxa de 60% de prevenção contra o câncer); 2 – a quadrivalente (que protege contra quatro variações, oferecendo uma cobertura de proteção de 80%).

A vacina contra o HPV é aplicada gratuitamente na rede pública brasileira em adolescentes de ambos os sexos entre 9 e 14 anos de idade. Também têm direito à vacina gratuita as mulheres imunossuprimidas com até 45 anos. As pessoas fora do público-alvo podem tomar na rede privada a um custo de cerca de R$ 600 cada uma das três doses.

Em dezembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou as recomendações quanto à vacinação para o HPV. A nova recomendação foi feita visando a prevenção do câncer de colo de útero, e prevê que, além das meninas de 9 a 14 anos, também sejam vacinadas mulheres mais velhas.

Ao g1, o Ministério da Saúde, sob a gestão de Bolsonaro, havia informado que o Programa Nacional de Imunizações acompanhava a discussão e está aguardando a conclusão de outros estudos sobre a duração da imunidade com dose única e levaria esse assunto para discussão na Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), no primeiro semestre de 2023.

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Remédios contra obesidade: veja diferença entre o novo Wegovy e Ozempic, que usam a semaglutida

Anvisa aprovou na segunda-feira (2) o Wegovy: medicamento tem o mesmo princípio ativo de outros já conhecidos no mercado. Diferença é que os anteriores eram usados para diabetes, e médicos faziam indicação “off label” (fora da bula) para perda de peso.

Por g1

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro medicamento injetável de uso semanal indicado exclusivamente para sobrepeso e obesidade, o Wegovy (semaglutida 2,4mg).

O medicamento é aplicado com a ajuda de uma “caneta”, que injeta o medicamento ao ser pressionado contra a pele (veja infográfico abaixo).

De forma geral, é possível dizer que os dois medicamentos (Wegovy e Ozempic) são “iguais” e ainda produzidos pela mesma farmacêutica, mas eles têm indicação em bula diferente. Além disso o Wegovy pode ser aplicado em doses maiores.

Wegovy tem o mesmo princípio ativo (a semaglutida) de outros já aprovados no Brasil: o Ozempic e o Rybelsus. Todos esses três medicamentos são da empresa Novo Nordisk. No entanto, as drogas são indicadas para tratamentos diferentes:

  • o Wegovy é um medicamento injetável indicado para tratar exclusivamente a obesidade e sobrepeso;
  • a dose inicial de Wegovy é de 0,25 mg por semana. A dose mais alta disponível do medicamento é de 2,4 mg por semana. O aumento gradual da dose pode ajudar a reduzir o risco de efeitos colaterais;
  • o Ozempic é um medicamento injetável indicado para tratar diabetes tipo 2 (não pode ser usado para diabetes tipo 1) e para prevenir problemas cardiovasculares graves em certos pacientes;
  • o uso do Ozempic contra obesidade é “off label”, ou seja, médicos reconhecem um benefício não previsto na bula e indicam uso porque o medicamento é seguro e traz benefício;
  • o Rybelsus é um medicamento de uso oral indicado para tratar diabetes tipo 2, e também é indicado “off label”.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, o Wegovy deve:

  • ser usado junto a uma dieta com baixas calorias e ao aumento da atividade física;
  • é indicado para controle crônico do peso em adultos com índice de massa corporal (IMC) inicial de 30 kg/m² ou mais (obesidade) ou 27 kg/m² ou mais (sobrepeso);
  • e a indicação deve ser feita quando houver a presença de pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, como pressão alta, diabetes tipo 2 e dislipidemia.

A semaglutida

  • A semaglutida é um análogo ao hormônio GLP-1, que temos no intestino;
  • Toda vez que uma pessoa se alimenta, o hormônio sinaliza para o cérebro que é hora de reduzir a fome, retardar o esvaziamento do estômago e aumentar a produção de insulina, que promove a absorção da glicose nas células.
Atuação da semaglutida no organismo — Foto: Wagner Magalhães/Arte/g1

Atuação da semaglutida no organismo — Foto: Wagner Magalhães/Arte/g1

“O nosso hormônio dura 10 minutos, já a semaglutida dura uma semana. Aquela sensação de ‘comi e perdi a minha fome’ é dada pelo GLP-1, e a semaglutida é um medicamento que imita essa ação. O paciente tem a sensação de que está sem fome. E, se ele come, para de comer porque o estômago enche rápido”, explicou o endocrinologista João Eduardo Salles.

Também é conhecido dos médicos o uso de medicamentos baseados na liraglutida contra a obesidade. O funcionamento é o mesmo da semaglutida, mas no caso de remédios baseados na liraglutida, a aplicação é diária. No caso dos baseados na semaglutida, a aplicação é semanal.

Entenda como agem a sibutramina e liraglutida

Nas farmácias

O Wegovy foi aprovado pela Anvisa, mas ainda não há data definida para que o medicamento chegue às farmácias brasileiras. O Ozempic e o Rybelsus estão disponíveis no mercado.

Conforme o g1 já mostrou na reportagem “‘Caneta contra a obesidade’: substância reduz 15% do peso, mas não dá para aplicar sem ir ao médico“, a semaglutida é um medicamento seguro contra a perda de peso, embora inicialmente tenha sido desenvolvido para atuar contra a diabetes.

Caneta de semaglutida — Foto: g1

Caneta de semaglutida — Foto: g1

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Semaglutida: Anvisa aprova injeção para tratar obesidade

Medicamento é aplicado com a ajuda de uma caneta. Ainda não há uma data definida para que a semaglutida chegue ao mercado brasileiro.

Por g1

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (2) o primeiro medicamento injetável para sobrepeso e obesidade, o Wegovy (semaglutida 2,4mg). A injeção, que deve ser aplicada semanalmente, promoveu uma redução média de 17% do peso corporal nos pacientes, segundo estudo (leia mais abaixo).

O Wegovy (semaglutida 2,4mg) tem o mesmo princípio ativo do Ozempic. No entanto, enquanto o novo medicamento aprovado pela Anvisa será usado no tratamento de obesidade e sobrepeso, o Ozempic é indicado para diabetes tipo 2.

A semaglutida é um análogo ao GLP-1, hormônio que temos no intestino: toda vez que uma pessoa se alimenta, ele sinaliza para o cérebro que é hora de reduzir a fome, retardar o esvaziamento do estômago e aumentar a produção de insulina, que promove a absorção da glicose nas células.

“O nosso hormônio dura 10 minutos, já a semaglutida dura uma semana. Aquela sensação de ‘comi e perdi a minha fome’ é dada pelo GLP-1, e a semaglutida é um medicamento que imita essa ação. O paciente tem a sensação de que está sem fome. E, se ele come, para de comer porque o estômago enche rápido”, explicou o endocrinologista João Eduardo Salles em entrevista ao g1 em 2021.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Paulo Miranda, a aprovação é um marco importante no combate à obesidade. “A aprovação traz para nós uma nova medicação, uma nova ferramenta farmacológica para o tratamento de pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades”.

Apesar de positiva, a aprovação soma menos do que poderia na visão do presidente da SBEM, visto que o medicamento é caro e provavelmente demorará a chegar a maior parte da população, principalmente para aqueles que dependem do SUS.

Sobre a comercialização, a farmacêutica Novo Nordisk disse que ainda não há uma data definida para que a semaglutida chegue ao mercado brasileiro.

“Ainda não há uma data definida para que ele chegue ao mercado visto que, após a análise de conformidade pela Anvisa, deve-se aguardar a finalização de outros processos, como a definição de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos”, informou a farmacêutica em comunicado.

Redução média de 17% do peso corporal

A aprovação da Anvisa foi baseada nos resultados do programa de ensaios clínicos STEP (Semaglutide Treatment Effect in People with Obesity). Nele, os pacientes que utilizaram o Wegovy conseguiram uma perda de peso corporal média de 17% em 68 semanas, contra 2,4% do grupo placebo.

Além disso, um em cada três pacientes perdeu 20% do seu peso corporal e 83,5% dos pacientes alcançaram uma redução de 5% ou mais com a utilização do medicamento contra 31,1% do grupo placebo.

“Tudo isso traz uma perspectiva muito interessante para o tratamento da obesidade no Brasil”, afirma o presidente da SBEM.

O Atlas Mundial da Obesidade estimou que a doença deve atingir quase 30% da população adulta do Brasil em 2030. O Brasil está entre os países com maiores índices de obesidade no mundo. Segundo a federação, estamos entre os 11 países onde vivem a metade das mulheres com obesidade e entre os nove que abrigam metade dos homens com obesidade.

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Brasil registra 250 novas vítimas de Covid e total de mortes chega a 693,2 mil

Dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa nesta terça-feira (27).

Por g1

O Brasil registrou 250 novas mortes Covid-19 no Brasil. É o 37º dia em que a média de óbitos está com tendência de alta, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa desta terça-feira (27).

O que você precisa saber:

  • Com média de 151 óbitos diários, a média de mortes completa 37 dias com tendência de alta;
  • Total de mortes pela Covid é de 693.267;
  • A média de casos conhecidos da doença está em 35 mil casos por dia;
  • 80,46% da população está totalmente imunizada contra a Covid.
  1. Mortes
  2. Casos conhecidos
  3. Vacinação

Mortes

  • Total de mortes: 693.267
  • Registro de mortes em 24 horas: 250
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 151 (variação em 14 dias: +32%, tendência de alta)
Média móvel de mortes — Foto: Arte/g1

Média móvel de mortes — Foto: Arte/g1

Casos conhecidos

  • Total de casos conhecidos confirmados: 36.238.042
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 35.856
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 35.060 (variação em 14 dias: +6%, tendência de estabilidade)
Média móvel de casos conhecidos — Foto: Arte/g1

Média móvel de casos conhecidos — Foto: Arte/g1

Médias de mortes nos estados

  • Subindo (14 estados): RJ, AC, ES, PI, MS, RR, PA, CE, PE, RS, PB, BA, MG e AM
  • Em estabilidade (3 estados e o DF): PR, AP, DF e SP
  • Em queda (6 estados): SE, AL, GO, MA, SC e MT
  • Não divulgaram até 20h (3 estados): RN , TO e RO

Vacinação

Mais de 107,2 milhões de brasileiros receberam a dose de reforço, o que representa quase 50% da população, segundo dados reunidos nesta segunda-feira.

  • Dose de reforço: 107.288.756 (59,72 % da população vacinável)
  • Totalmente imunizados (receberam duas doses ou dose única): 172.854.624 (80,46% da população e 86,36% da população vacinável)
  • Parcialmente imunizados (que receberam apenas uma das doses necessárias): 182.556.174 (84,98% da população e 91,21% da população vacinável)
  • Crianças de 3 a 11 anos totalmente imunizadas: 9.921.912 (37,55% da população entre três e 11 anos)
  • Crianças de 3 a 11 anos com a primeira dose: 14.326.539 (54,22% da população vacinável entre três e 11 anos)
  • Total de doses aplicadas: 462.699.554 (84,92% das doses distribuídas para os estados)

Os estados de SP, RJ, MA, TO e AP não separam os números de terceira e quarta dose. Por esse motivo, os percentuais de reforço podem estar inflados.

Vacinação nos estados — Foto: Arte/g1

Vacinação nos estados — Foto: Arte/g1

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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Ministério da Saúde libera vacina da Pfizer contra a Covid-19 para todas as crianças de 6 meses a 4 anos

Até então, governo recomendava imunizante apenas para menores de 3 anos e com comorbidades; atualização foi publicada em nota técnica pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Por Marina Pagno, g1

O Ministério da Saúde decidiu ampliar o uso da vacina da Pfizer contra a Covid-19 para todos os bebês e crianças entre 6 meses e 4 anos e 11 meses. A nova recomendação saiu em uma nota técnica, assinada no dia 23 pela coordenação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

  • Até então, o governo federal havia distribuído as primeiras doses da chamada “Pfizer Baby” apenas para as crianças de 6 meses a 2 anos e 11 meses que tivessem alguma comorbidade;
  • O imunizante foi aprovado pela Anvisa em setembro para todas as crianças entre 6 meses e 4 anos e 11 meses, sem restrição de aplicação;
  • Com a atualização, o uso dessa vacina será ampliado no Brasil.

O assunto foi analisado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que deu parecer favorável para a vacina contra a Covid para todas as crianças de 6 meses a 4 anos, com ou sem comorbidades, no início de dezembro.

Vacinação escalonada

De acordo com a nova recomendação do Ministério da Saúde, a ampliação da “Pfizer Baby” deve ser feita de forma gradual, priorizando crianças com comorbidades.

Para crianças sem comorbidades, o imunizante deve ser aplicado de acordo com a faixa etária, na seguinte ordem:

  1. crianças de 6 meses a menores de 1 ano;
  2. crianças de 1 a 2 anos;
  3. crianças com 3 anos;
  4. e, por fim, com 4 anos de idade.

“Considerando o quantitativo de vacinas existentes, recomenda-se que todos os esforços sejam envidados para que seja garantida inicialmente a vacinação de crianças com comorbidades e a inclusão paulatina dos demais grupos etários, de acordo com a disponibilidade de vacinas nos estados, Distrito Federal e municípios, e que a vacinação vá avançando à medida que houver disponibilização de vacinas pelo Ministério da Saúde”, diz o documento.

Crianças de 3 e 4 anos de idade que receberam a primeira dose da Coronavac devem completar o esquema vacinal (segunda dose) com a Coronavac, e não com a Pfizer Baby.

Mudanças no intervalo entre doses

O Ministério da Saúde fez mudanças na recomendação do intervalo de aplicação das três doses da Pfizer Baby.

A partir de agora, o PNI orienta que as duas primeiras doses sejam aplicadas com um intervalo de quatro semanas e não de três semanas, como é proposto pelo laboratório fabricante da vacina. A terceira dose deve ser aplicada pelo menos oito semanas após a segunda.

Segundo o governo, “questões operacionais da vacinação” são a justificativa para a mudança.

A vacina da Pfizer destinada para crianças de 6 meses a 4 anos possui a tampa do frasco na cor vinho, diferentemente dos outros imunizantes do laboratório. O imunizante para crianças de 5 a 11 anos tem a tampa laranja. Já a vacina da Pfizer aplicada a partir dos 12 anos possui frasco na cor roxa.

As diferentes vacinas da Pfizer contra a Covid-19 — Foto: Reprodução/Anvisa

As diferentes vacinas da Pfizer contra a Covid-19 — Foto: Reprodução/Anvisa

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PF diz que emissão de passaporte foi normalizada após liberação de recursos

Havia cerca de 100 mil documentos represados por falta de verbas para impressão. No sábado, ministro Anderson Torres anunciou que governo tinha liberado R$ 31,5 milhões para esse fim.

Por g1 — Brasília

Polícia Federal informou nesta segunda-feira (26) que conseguiu normalizar a distribuição de passaportes que estavam represados até o último sábado (24) por falta de recursos financeiros.

No sábado, o ministro da Justiça, Anderson Torres, havia anunciado a retomada da confecção dos documentos após o governo liberar R$ 31,5 milhões em verbas para a corporação.

Até aquele momento, cerca de 100 mil pessoas aguardavam na fila a emissão do documento.

Segundo a PF, a entrega dos passaportes será gradual. Quem está na fila deve consultar o status da solicitação pela internet, e ir ao posto de distribuição apenas se o passaporte estiver “disponível para entrega”.

Ainda de acordo com a PF, os atendimentos nos postos da corporação não foram afetados e seguem sem alterações.

Os prazos de entrega para novas solicitações de passaportes serão normalizados quando a fila for zerada, diz a corporação.

Em novembro, a entrega de passaporte já havia sido interrompida por seis dias, também por falta de verba.

Para emitir um passaporte, é preciso pagar uma taxa de R$ 257,25. No caso do documento de emergência, a taxa sobe para R$ 334,42.

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Brasil registra 79 novas vítimas de Covid e total passa de 693 mil

Dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa nesta segunda-feira (26).

Por g1

O Brasil registrou 79 novas mortes Covid-19 no Brasil. É o 36º dia em que a média de óbitos está com tendência de alta, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa desta segunda-feira (26).

O que você precisa saber:

  • Com média de 146 óbitos diários, a média de mortes completa 36 dias com tendência de alta;
  • Total de mortes pela Covid passou de 693 mil;
  • A média de casos conhecidos está em 36 mil casos por dia;
  • 80,29% da população está totalmente imunizada contra a Covid.
  1. Mortes
  2. Casos conhecidos
  3. Vacinação

Mortes

  • Total de mortes: 693.017
  • Registro de mortes em 24 horas: 79
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 146 (variação em 14 dias: +44%, tendência de alta)
Média de mortes — Foto: Arte g1

Média de mortes — Foto: Arte g1

Casos conhecidos

  • Total de casos conhecidos confirmados: 36.202.186
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 29.697
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 36.924 (variação em 14 dias: +11%, tendência de estabilidade)
Média de casos conhecidos — Foto: Arte g1

Média de casos conhecidos — Foto: Arte g1

Médias de mortes nos estados

  • Subindo (14 estados): RJ, AC, ES, RR, GO, SP, SC, PA, PE, RS, MG, PR, BA, AM
  • Em estabilidade (6 estados e o DF): TO, PB, CE, AP, DF, RO, MT
  • Em queda (4 estados): RN, SE, AL, MA
  • Não divulgaram até 20h (2 estados): MS e PI

Vacinação

Mais de 107,2 milhões de brasileiros receberam a dose de reforço, o que representa quase 50% da população, segundo dados reunidos nesta segunda-feira.

  • Dose de reforço: 107.270.651 (49,93% da população total e 59,71% da população vacinável**)
  • Totalmente imunizados (receberam duas doses ou dose única): 172.479.651 (80,29% da população total e 86,17% da população vacinável*)
  • Parcialmente imunizados (que receberam apenas uma das doses necessárias): 182.439.217 (84,92% da população total e 91,15% da população vacinável*)
  • Crianças de 3 a 11 anos totalmente imunizadas: 9.921.912 (37,55% da população entre três e 11 anos)
  • Crianças de 3 a 11 anos com a primeira dose: 14.320.310 (54,19% da população entre três e 11 anos)
  • Total de doses aplicadas: 462.447.344 (84,88% das doses distribuídas para os estados)

Os estados de SP, RJ, MA, TO e AP não separam os números de terceira e quarta dose. Por esse motivo, os percentuais de reforço podem estar inflados.

Vacinação nesta segunda — Foto: Arte g1

Vacinação nesta segunda — Foto: Arte g1

*população com 3 anos de idade ou mais; **população com 12 anos de idade ou mais.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.