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Os tratamentos contra covid já disponíveis e como funcionam

Alguns corticoides, antivirais e anti-inflamatórios tiveram eficácia testada para o tratamento da covid-19. Saiba quais são eles.

Por James Gallagher*, BBC

As vacinas contra covid-19 são cruciais no combate à pandemia, mas a necessidade de medicamentos que possam tratar a doença persiste.

A imunidade obtida por vacinas é muito importante, mas existe um problema sério de desigualdade de acesso aos imunizantes pelo mundo. Além disso, o surgimento de novas variantes reforça a necessidade de medicamentos, principalmente para tratar casos graves de covid-19.

Quais medicamentos estão disponíveis?

Há atualmente alguns medicamentos que ajudam a combater o vírus ou os efeitos dele e que agem sobre o corpo de diferentes maneiras:

  • medicamentos anti-inflamatórios para conter reações exageradas e potencialmente letais do nosso sistema imune
  • drogas antivirais que dificultam a replicação do coronavírus dentro do corpo
  • terapias de anticorpos que imitam nosso próprio sistema imunológico para atacar o vírus

Esses medicamentos são necessários em diferentes estágios da infecção e variam de muito baratos a incrivelmente caros. Alguns são mais resilientes a novas variantes que outros.

É importante destacar que até agora nenhum remédio se mostrou eficaz para prevenir infecção por coronavírus. E vários dos tratamentos disponíveis se referem a medicamentos de uso restrito a hospitais.

Drogas anti-inflamatórias

Quando você pega covid, seu corpo libera uma enxurrada de químicos para alertar que ele está sob ataque. O alerta químico é chamado de inflamação e é vital para mobilizar o sistema imune para combater a covid.

Mas se você não se livrar do vírus rapidamente, a inflamação pode sair do controle e eventualmente danificar órgãos vitais, como os pulmões. E essa inflamação excessiva pode matar. É no controle da inflamação que agem os chamados corticosteroides, recomendados pela OMS para uso em pacientes com quadro grave ou crítico de covid-19.

Um esteroide anti-inflamatório que já existia antes da pandemia, a dexametasona, foi a primeira droga aprovada para ajudar a salvar a vida de pessoas com a doença. Ela é administrada a pacientes em estado grave, com problemas respiratórios. Testes revelam que esse remédio reduz em um quinto o risco de morte para pacientes com suporte de oxigênio e em um terço para pacientes que necessitam de ventilação mecânica.

Também trata-se de uma droga tão barata que passou a ser usada em várias partes do mundo para tratar a covid-19, do Brasil à China.

Outras drogas anti-inflamatórias também demonstraram eficácia em reduzir mortes, incluindo a hidrocortisona. Há ainda drogas com efeito anti-inflamatório mais avançadas e direcionadas como a tocilizumabe e a sarilumabe. A tocilizumabe tem sido amplamente utilizada em hospitais na China, Índia e Austrália.

Em nota técnica de abril de 2021, o Ministério da Saúde diz que estudos sugerem “benefício do uso de tocilizumabe no tempo de uso de suporte respiratório em UTI e sobrevida, num contexto de intervenção rápida para pacientes graves”.

Mas as drogas tocilizumabe e sarilumabe chegam a ser até 100 vezes mais caras que a dexametasona. Isso restringiu seu uso pelo mundo, embora sejam bem mais baratas que um leito de terapia intensiva.

Mais recentemente, no dia 21 de janeiro, a Organização Mudial da Saúde recomendou o uso do medicamento baricitinibe para o tratamento da covid-19.

O baricitinibe é um anti-inflamatório usado principalmente no tratamento da artrite reumatoide. Na pesquisa publicada pelo grupo de trabalho da OMS, o uso do baricitinibe é recomendado em pacientes graves, pois aumenta a probabilidade de sobrevivência às complicações que o coronavírus pode causar, além de reduzir a necessidade de ventilação mecânica.

A Anvisa já havia permitido, em outubro, o uso do baricitinibe no Brasil para tratar “pacientes adultos hospitalizados que necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou que necessitam de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva.”

Drogas antivirais

Um antiviral ataca a habilidade do coronavírus de fazer cópias de si mesmo dentro do corpo humano. Esse tipo de droga serve para manter o vírus em baixas quantidades, para que haja menos dele para o sistema imune lidar.

Aprovado em janeiro de 2022 para uso no Reino Unido, o paxlovid é uma pílula tomada duas vezes por dia por cinco dias. De acordo com seu fabricante, a Pfizer, ela reduz o risco de hospitalização e morte em 89% em adultos vulneráveis.

No dia 19 de janeiro, técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária se reuniram com representantes da Pfizer para discutir a pré-submissão do pedido de uso emergencial do medicamento Paxlovid para o tratamento da covid no Brasil. Essa é uma etapa prévia ao envio do pedido formal para uso do produto no país.

Outro antiviral que já teve eficácia testada é o molnupiravir. A fabricante, a farmacêutica americana Merck, estima que esse medicamento reduz o risco de hospitalização e morte pela metade. O uso emergencial do molnupiravir está em análise pela Anvisa, que recebeu em novembro pedido formal da Merck para o produto ser comercializado no Brasil.

Comprimido contra Covid da MSD: o que se sabe sobre o medicamento em desenvolvimento pela farmacêutica

Tanto o Paxlovid quando o molnupiravir funcionam melhor quando tomados logo após aparecimento dos sintomas de covid. A Pfizer prevê fabricar 80 milhões de ciclos de Paxlovid até o final de 2022 e informou que permitirá que fabricantes de genéricos em 95 países de baixa renda produzam e distribuam a droga a preço de custo.

Já a Merck está permitindo que as empresas indianas de medicamentos genéricos produzam molnupiravir mais barato para 100 países de baixa e média renda.

Outro antiviral, o remdesivir, é administrado por infusão intravenosa e reduziria o tempo de recuperação da covid. Esse remédio foi aprovado em março de 2021 para utilização no Brasil, para pacientes de covid com idade igual ou superior a 12 anos, peso corporal de pelo menos 40 kg, com pneumonia e necessidade de suplementação de oxigênio de baixo ou alto fluxo ou outra ventilação não invasiva.

Remdesivir: o que já sabemos sobre o único remédio registrado no Brasil para tratar Covid

Terapia de anticorpos

A terceira maneira de combater a covid com medicamentos é dar às pessoas uma infusão de anticorpos que possam atacar o vírus. Esses anticorpos se colam à superfície do coronavírus e o marcam para destruição pelo sistema imunológico do corpo.

O organismo produz seus próprios anticorpos quando é atacado pelo coronavírus. Os mais eficazes deles foram estudados em laboratório, cultivados e administrados aos pacientes. Isso é conhecido como terapia de anticorpos monoclonais.

Essas terapias normalmente são administradas em pacientes muito vulneráveis, com dificuldade para produzir anticorpos próprios. Mais uma vez, quanto antes essas drogas forem administradas, maiores as chances de sucesso.

Em 21 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde recomendou o uso do anticorpo monoclonal sotrovimabe para o tratamento da covid-19. Esse medicamento começou a ser utilizado pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) como teste no tratamento de pacientes moderadamente afetados pela covid.

O sotrovimabe é um anticorpo monoclonal que costuma ser administrado como transfusão para receptores de transplantes, pacientes com câncer e outros grupos de alto risco.

De acordo com pesquisas feitas pela OMS e pelo NHS, se administrado rapidamente após o desenvolvimento dos sintomas de covid, o sotrovimab pode ajudar a evitar que as pessoas fiquem gravemente doentes. No serviço de saúde britânico, a administração deste medicamento é focada em pacientes que apresentam condições de saúde subjacentes, como diabetes ou problemas respiratórios, e que podem ser gravemente afetados pelo coronavírus.

No Brasil, o uso emergencial do sotrovimabe foi autorizado pela Anvisa em 8 de setembro de 2021. Ele é indicado apela agência para o tratamento de covid-19 leve a moderada em pacientes adultos e adolescentes com 12 anos ou mais, que pesem pelo menos 40 kg, e que estão em risco de progressão para o estágio grave da doença. O sotrovimabe é de uso restrito a hospitais e não pode ser vendido em farmácias e drogarias no Brasil.

Estudos feitos pelo fabricante, a GSK, dizem que o remédio reduz o risco de hospitalização e morte em 79% em adultos vulneráveis.

Outro tratamento recomendado pela OMS e aprovado pela Anvisa é a combinação dos anticorpos monoclonais Casirivimabe e imdevimabe, produzidos pelas farmacêuticas Regeneron e Roche.

Segundo a Anvisa, esse medicamento é indicado para quadros leves e moderados da doença, em adultos e pacientes pediátricos (12 anos ou mais) com infeção por Sars-CoV-2 confirmada por laboratório, e que possuem alto risco de progredir para formas graves da doença. Isso inclui pacientes com 65 anos ou mais ou que têm certas condições médicas crônicas.

A administração das duas drogas deve ocorrer em ambiente hospitalar. Elas devem ser administradas juntas por infusão intravenosa. Segundo testes clínicos, essas drogas reduzem o período de internação hospitalar e o risco de morte dos pacientes.

A Anvisa também aprovou o uso combinado dos anticorpos monoclonais banlanivimabe e etesevimab, que também só podem ser aplicados em ambiente hospitalar, em adultos e crianças com 12 anos ou mais, com alto risco de progressão da covid para a forma grave ou que possa levar à necessidade de internação. Outro anticorpo monoclonal aprovado pela agência é o Regkirona.

Essas drogas vão funcionar contra variantes?

A expectativa é que os anti-inflamatórios funcionem contra todas as variantes porque visam nosso organismo, não o próprio vírus.

Há mais preocupação sobre se os anticorpos monoclonais funcionariam com novas variantes, porque eles foram desenvolvidos para se espelhar no vírus. Se a variante tem muitas mutações, ela terá menos semelhanças com os anticorpos monoclonais sintéticos. No entanto, a GSK diz que testou a terapia com sintrovimabe contra a variante Ômicron e disse que ela continua eficaz em estudos de laboratório.

Espera-se que os antivirais resistam às variantes vistas até agora. Nenhuma das mutações observadas no Ômicron parece afetar a capacidade de ação desses medicamentos.

Que outras drogas estão disponíveis?

O uso de diversas outras drogas chegou a ser defendido para tratamento da covid, embora sem indicativo de serem eficazes contra a doença. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro continua defendendo o uso da cloroquina, sendo que a utilização desse medicamento para a covid-19 é expressamente desaconselhado pela Organização Mundial da Saúde.

A ivermectina também foi promovida por Bolsonaro e outros lideres em diferentes partes do mundo, mas não há evidências científicas de que funcione. A OMS desaconselha o uso da ivermectina para covid-19, com exceção de sua utilização em contexto de ensaio clínico.

A coleta de anticorpos do sangue dos sobreviventes – conhecida como terapia de plasma convalescente – chegou a ser divulgada como possibilidade, mas não reduziu as mortes.

Também houve especulação de que os medicamentos usados ​​para tratar a malária e o HIV poderiam funcionar, mas nenhum teste comprovou eficácia. E até agora nenhum remédio se mostrou eficaz para prevenir infecção por coronavírus.

*Com reportagem complementar de Nathalia Passarinho

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Comitê da Associação Médica Brasileira pede anulação de portaria do governo que defende ‘kit Covid’

Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid da entidade também critica ‘erros de conduta e deslizes éticos’ da gestão de Marcelo Queiroga em relação ao combate à pandemia.

Por Delis Ortiz, TV Globo — Brasília

Médicos e pesquisadores criticam nota do Ministério da Saúde que desestimula vacinação

Em nota de repúdio divulgada nesta segunda-feira (24), o Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid-19 da Associação Médica Brasileira (AMB) pediu a anulação da portaria do Ministério da Saúde que rejeitou diretrizes da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec) sobre o chamado “kit Covid”.

A Conitec se manifestou contra o uso de medicamentos do kit, como a hidroxicloroquina, para tratamento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com Covid-19.

Segundo o comitê da AMB, os argumentos apresentados na portaria assinada pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Hélio Angotti Neto, para não acolher as recomendações da Conitec “não têm a menor sustentação científica” e são “pontuações falaciosas”.

Mais cedo, o partido Rede Sustentabilidade ingressou no Supremo Tribunal Federal para pedir — além da anulação da portaria — o afastamento do secretário Angotti Neto.

Ministério da Saúde contraria cientistas e a OMS e diz que medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid funcionam, mas vacinas não

Na última sexta (21), portaria assinada por Angotti Neto recusou a incorporação de diretrizes aprovadas pela Conitec para o tratamento contra a Covid-19 na rede pública de saúde.

Entre as medidas sugeridas pela comissão de aconselhamento do ministério estavam a não utilização de remédios como a cloroquina, a azitromicina, a ivermectina e outros medicamentos sem eficácia para tratar a doença – tanto em ambulatórios (casos leves) como em hospitais, quando o paciente está internado.

Como fundamento para a decisão, o Ministério da Saúde apresentou uma nota técnica na qual afirmava que vacinas não têm demonstração de segurança e efetividade.

O entendimento é contrário ao adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e de agências reguladoras do setor, como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Na conclusão, o secretário ainda lista como motivos para a rejeição o “possível viés de seleção de estudos e diretrizes previamente tecidas por outras instituições”.

Na avaliação do comitê, ao questionar as vacinas, a portaria “vai além em termos de completo desalinhamento científico”.

“Em uma tabela desastrosa tenta induzir erroneamente o entendimento que Hidroxicloroquina/Cloroquina (HCQ/CQC) tem comprovação de eficácia e é segura, e incrivelmente desacredita as vacinas contra Covid rotulando como sem efetividade e com dúvidas sobre a segurança”, diz o texto da nota.

“Ao contrário do que diz a portaria da SCTIE/MS, no atual momento em janeiro de 2022 não há mais debate ou dúvidas científicas sobre a não eficácia de Hidroxicloroquina/Cloroquina (HCQ/CQC) e Ivermectina entre outras drogas em termos de benefícios clínicos à pacientes com Covid-19”, ressalta a nota, acrescentando que “nenhuma sociedade médica brasileira ou instituição pública nacional ou internacional” recomenda o uso das medicações do chamado “kit Covid”.

g1 procurou o Ministério da Saúde para saber se a pasta pretende responder às críticas e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

Críticas à gestão

Mais cedo, a AMB, divulgou boletim do mesmo comitê no qual afirma que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, “age à margem das mais simples normas de conduta e preceitos éticos esperados” para o exercício da medicina.

O órgão relaciona “exemplos de erros de conduta e deslizes éticos perpetrados pelo ministro”, entre os quais, segundo a entidade, postergar o início da vacinação de crianças de 5 a 11 anos e a defesa do uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19.

“Causa-nos indignação e temor a omissão, as idas e vindas do ministro, assim como posições que contradizem as boas evidências científicas, expondo a saúde e a vida dos brasileiros”, destaca o boletim.

O comitê diz ainda que o Brasil está “em alerta e pede mudanças na gestão da saúde”.

“Vivemos dias de gravidade ímpar no sistema de saúde do Brasil, enquanto o ministro da Saúde desperdiça tempo, endossa tratamentos ineficazes e protela a vacinação”, diz o texto.

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Variante ômicron prevalece em 91,8% das amostras de Covid-19 analisadas em Pernambuco, diz governo

Dos 158 genomas analisados, 145 (91,8%) foram identificados como variante ômicron e outras 13 amostras (8,2%) como a variante delta do coronavírus.

Por g1 PE

A variante ômicron do coronavírus corresponde a 91,8% dos testes sequenciados pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE), de acordo com o governo de Pernambuco. É o que aponta relatório de circulação de linhagens divulgado nesta sexta-feira (21), confirmando a prevalência da variante no estado.

Dos 158 genomas analisados, 145 foram identificados como variante ômicron e outras 13 amostras (8,2%) como a variante delta. As amostras analisadas foram coletadas entre os dias 28 de dezembro de 2021 e 13 de janeiro de 2022.

As coletas que registraram a variante ômicron são de pacientes do Recife (94) e de Fernando de Noronha (45), Paulista (2), Carnaubeira da Penha (1), Sertânia (1), Garanhuns (1) e Jaboatão dos Guararapes (1). Os casos de delta são de pacientes das cidades de Araripina (1), Cabrobó (4), Recife (6), Petrolina (1) e Serra Talhada (1).

Os primeiros casos da variante ômicron no estado foram confirmados no dia 7 de janeiro de 2022, após o resultado da análise de 80 amostras coletadas entre novembro e dezembro de 2021, das quais 21 delas, o equivalente a 26%, foram positivas para essa linhagem do coronavírus.

No dia 14 de janeiro de 2022, o governo informou que a variante ômicron da Covid-19 já era dominante no estado e foi responsável por 68% dos casos de Covid-19 sequenciados entre 26 de novembro de 2021 e 4 de janeiro deste ano.

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Brasil volta a bater recorde na média móvel de casos conhecidos de Covid em 24 horas, com 148,2 mil; média de mortes cresce mais uma vez

País tem 623.145 óbitos e 24.044.437 casos registrados do novo coronavírus, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Média móvel de mortes sobe a 292.

Por g1

O Brasil registrou 166 mortes por Covid nas últimas 24 horas

O Brasil registrou neste domingo (23) 84.230 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 24.044.437 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 148.212 – a maior marca registrada até aqui e marcando o sexto recorde seguidoEm comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de+309%, indicando tendência dealtanos casos da doença.

Brasil, 23 de janeiro

  • Total de mortes: 623.145
  • Registro de mortes em 24 horas: 166
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 292 (variação em 14 dias: 129%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 24.044.437
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 84.230
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 148.212 por dia (variação em 14 dias: 309%)
Média móvel de casos conhecidos — Foto: g1

Média móvel de casos conhecidos — Foto: g1

O país também registrou 166 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 623.145 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 292 — a maior registrada desde 1 de novembro. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +129%, indicando tendência de alta nos óbitos decorrentes da doença.

Amapá e Roraima não registraram mortes por Covid nas últimas 24 horas. O Distrito Federal e Tocantins não atualizaram os dados neste domingo.

Dessa forma, a média móvel de vítimas atinge agora um patamar acima do que estava às vésperas do ataque hacker que gerou problemas nos registros em todo o Brasil, ocorrido na madrugada entre 9 e 10 de dezembro (leia mais abaixo). Na época, essa média indicava 183 mortos pela doença a cada dia.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Instabilidade nos sistemas

Após o apagão de dados do Ministério da Saúde, os estados começaram a normalizar a divulgação de números de Covid-19 no Brasil no dia 4 de janeiro.

Em 12 de dezembro, o ministério informou que o processo para recuperação dos registros dos brasileiros vacinados contra a Covid-19 após ataque hacker foi finalizado, sem perda de informações. Mas, no dia seguinte, o ministro Marcelo Queiroga disse que houve um novo ataque hacker. A previsão inicial de estabilização dos sistemas, de 14 de dezembro, não foi cumprida.

No início de janeiro, o ministério informou que quatro de suas plataformas foram reestabelecidas ainda em dezembro; afirmou que, no dia 7 de janeiro, normalizou a integração entre os sistemas locais e a rede nacional de dados, e que o retorno do acesso às informações estava sido gradual.

Apagão de dados do Ministério da Saúde completa um mês

Segundo a pasta, a instabilidade no sistema não interferiu na vigilância de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, como a Covid. É o oposto do que dizem pesquisadores.

“A gente não consegue planejar a abertura de novos serviços hospitalares, de centros de testagem, abertura de novos leitos e entender as regiões onde o impacto da nova variante é maior”, diz Julio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz.

“A gente não viu a evolução e a chegada da ômicron. Ela não apareceu de repente no Ano Novo. Ela entrou ao longo do mês de dezembro, e a gente estava completamente em voo cego ali, porque não tinha dado nenhum; a gente não viu os dados crescerem”, afirma o professor Marcelo Medeiros, fundador do Covid-19 Analytics. Ele interrompeu o serviço que auxilia autoridades a tomarem decisões em meio à pandemia.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (21 estados): PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, GO, MS, MT, AC, AM, AP, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN, SE
  • Em queda (2 estados): PA, RO
  • Em estabilidade (2 estados): RR, PE
  • Não atualizaram (2 estados): DF e TO

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).

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Mãe conquista o direito de tentar salvar o filho com uma dose do remédio mais caro do mundo

No Brasil, o medicamento – que chega a custar mais de R$ 11 milhões – é indicado para crianças de até 2 anos. Mas um detalhe na bula europeia do remédio abriu caminho para o tratamento do Cauã, de 7.

Por Fantástico

Mãe conquista direito de tentar salvar o filho com uma dose do remédio mais caro do mundo

Uma mãe consegue na Justiça a chance para tentar salvar o filho usando o remédio mais caro do mundo. Cauã, filho de Renata Mihe Sugawara, tem atrofia muscular espinhal, uma doença genética rara, diagnosticada quando ele tinha 1 ano.

A chamada AME é causada por alterações no gene que produz a proteína SMN – que protege os neurônios motores. Sem essa proteína, esses neurônios morrem e não mandam impulsos nervosos da coluna vertebral para os músculos. Isso interfere na capacidade de se mover, andar, engolir e até respirar. Pode levar à morte.

“O resultado final é o quê? Fraqueza. Elas deixam de conseguir fazer movimento, uma atrofia da musculatura. E uma hipotonia, eles ficam como se fosse flácidos”, explica o neurologista Marcondes Cavalcante França Júnior.

A gravidade desses sintomas é classificada em três tipos:

  1. Tipo 1: a forma mais grave. A doença se manifesta antes dos 6 meses de vida. O grau de fraqueza é tão grande que compromete a respiração;
  2. Tipo 2: a doença aparece entre os 6 e 18 meses. As crianças conseguem ficar sentadas, mas não andam de forma independente;
  3. Tipo 3: a doença ela começa aos 18 meses. Às vezes é descoberta só aos 4, 5 anos. As crianças caminham, mas podem perder essa capacidade ao longo da vida.

Nos últimos anos, três medicamentos surgiram. O zolgensma, produzido nos Estados Unidos, é o único que atua diretamente no DNA. Vírus modificados em laboratório são injetados no corpo do paciente. Eles é que vão transportar o gene que o paciente precisa até as células da medula espinhal. Quanto menor a criança, menor o peso e, portanto, menor a quantidade de vírus injetados.

O grande diferencial desse remédio, que chega a custar mais de R$ 11 milhões, é que o efeito é alcançado com uma única dose. Ele foi aprovado pela FDA, a agência reguladora americana, para crianças de 0 a 2 anos e de até 13,5 kg.

No Brasil, a Anvisa autorizou o uso só para crianças com caso grave da doença e com menos de 2 anos. Mas um detalhe na bula europeia do remédio abriu caminho para o tratamento do Cauã, que tem 7 anos e 20,6 kg.

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Com mais 2.230 casos da Covid-19 e quatro mortes, Pernambuco totaliza 661.588 infectados e 20.570 óbitos

Entre março de 2020 e esta quinta-feira (20), estado contabilizou 55.625 formas graves e 605.963 casos leves da Covid-19.

Por g1 PE

Novos casos conhecidos estão divididos em 27 (1%) diagnósticos de Srag e 2.203 (99%) casos leves da doença — Foto: Reprodução/TV Globo

Novos casos conhecidos estão divididos em 27 (1%) diagnósticos de Srag e 2.203 (99%) casos leves da doença — Foto: Reprodução/TV Globo

Mais 2.230 novos casos conhecidos da Covid-19 e quatro óbitos provocados pela doença foram contabilizados, nesta quinta-feira (20) em Pernambuco, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Com isso, o estado passou a totalizar 661.588 confirmações da infecção e 20.570 mortes causadas pelo novo coronavírus, números que começaram a ser registrados em março de 2020, no início da pandemia.

Segundo a SES, os novos casos conhecidos estão divididos em 27 (1%) diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 2.203 (99%) casos leves da doença. Ao todo, o estado registrou 55.625 formas graves e 605.963 casos leves da Covid-19.

Mortes

Com relação às oito mortes, elas aconteceram entre o dia 7 de abril e a terça-feira (18). As novas mortes são de quatro homens residentes do município do Recife (4).

Os pacientes tinham entre 29 e 84 anos. As faixas etárias são: 20 a 29 (1), 60 a 69 (1), 70 a 79 (1) e 80 e mais (1). Todos tinham doenças preexistentes: doença cardiovascular (2), hipertensão (2), diabetes (1), e obesidade (1). Um paciente pode ter mais de uma comorbidade.

Vacinação

Em um ano, Pernambuco aplicou 15.565.876 doses de vacinas contra a Covid- 19. Dessas, 7.385.362 foram primeiras doses, o que equivale a 96,01% da população elegível.

Ao todo, 6.507.344 pessoas que vivem em Pernambuco completaram seus esquemas vacinais, o equivalente a 84,59% dessa população, sendo 6.334.243 pessoas vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outras 173.101 com vacina aplicada em dose única.

Em relação às doses de reforços (terceira dose), foram aplicadas 1.673.170, que equivale a cobertura de 25,33%. Outras informações detalhadas sobre a população vacinada contra a Covid-19 estão disponíveis no Painel de Acompanhamento Vacinal.

Testagem

Desde o início da pandemia, foram feitos 2.987.158 testes para detecção do novo coronavírus.

Ocupação de leitos

Nesta quinta-feira, as UTIs de Pernambuco têm ocupação de 81% na rede pública e de 68% na rede privada. As enfermarias públicas têm ocupação de 71% e as particulares, de 27%.

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ANS publica resolução sobre testes rápidos da Covid nos planos de saúde; veja como vai funcionar

Procedimento, que precisará de pedido médico, será disponibilizado para pacientes que desenvolverem Síndrome Gripal ou Síndrome Respiratória Aguda Grave entre o 1° dia e 7° dia desde o início dos sintomas.

Por g1

A Agência Nacional de Saúde (ANS) publicou no “Diário Oficial da União” (DOU) nesta quinta-feira (20) a resolução que incluiu os testes rápidos da Covid-19 na lista de cobertura obrigatória dos planos de saúde. A medida começa a valer imediatamente após a publicação no DOU.

O teste deve ter pedido médico e vale para pacientes sintomáticos, entre o 1º e o 7º dia desde o início dos sintomas, quando preenchido um dos critérios do Grupo I e nenhum dos critérios do Grupo II:

Grupo I (critérios de inclusão)

  • Pacientes com Síndrome Gripal: indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois (2) dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos.
  • Em crianças: além dos itens anteriores considera-se também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.
  • Em idosos: deve-se considerar também critérios específicos de agravamento como desmaios, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e falta de apetite.
  • Pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): indivíduo com síndrome gripal que apresente: desconforto respiratório, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio menor que 95% ou coloração azulada dos lábios ou rosto.
  • Em crianças: além dos sintomas anteriores, observar os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e falta de apetite.

Grupo II (critérios de exclusão)

  • Contactantes assintomáticos de caso confirmado;
  • Indivíduos com até 24 meses de idade;
  • Indivíduos que tenham realizado, há menos de 30 dias, RT-PCR ou teste rápido para detecção de antígeno para SARS-CoV-2 cujo resultado tenha sido positivo;
  • Indivíduos cuja prescrição tenha finalidade de rastreamento da doença, retorno ao trabalho, controle de cura ou suspensão de isolamento.
Planos de Saúde serão obrigados a cobrir testes rápidos de Covid

Planos de Saúde serão obrigados a cobrir testes rápidos de Covid

Decisão da agência

De acordo com a agência, a decisão leva em consideração o “contexto atual, que conta com a circulação e rápido crescimento de casos relacionados à nova variante”.

Além disso, Paulo Rebello, diretor-presidente da ANS, disse que a “inclusão do teste rápido para detecção de antígeno pode ser realmente útil, tendo em vista que os testes rápidos são mais acessíveis e fornecem resultados mais rapidamente que o RT-PCR”.

“O teste de antígenos pode ampliar a detecção e acelerar o isolamento, levando a uma redução da disseminação da doença e, por consequência, a uma diminuição da sobrecarga dos serviços laboratoriais”, avaliou o diretor-presidente da ANS.

A agência recomenda, ainda, que os pacientes entrem em contato com os planos de saúde para “informações sobre o local mais adequado para a realização do exame ou para esclarecimento de dúvidas sobre diagnóstico ou tratamento da doença”.

Teste de Covid: entenda a diferença entre RT-PCR, RT-LAMP e antígeno

Como funcionam os testes de antígeno

Os testes rápidos de antígeno podem ser feitos em farmácias, têm um resultado rápido – em cerca de 15 minutos – e são mais baratos que o PCR.

No entanto, especialistas ouvidos pelo g1 apontam que um resultado negativo no teste de antígeno não significa que a pessoa não está com a Covid-19 – principalmente se estiver com sintomas gripais.

O ideal, no caso de o paciente ter sintomas e receber um resultado negativo no teste de antígeno, é confirmar o resultado com um teste PCR ou repetir o teste de antígeno em 1 ou 2 dias, explica Alberto Chebabo, infectologista da rede de saúde integrada Dasa e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Um teste de antígeno negativo numa pessoa sintomática não afasta o diagnóstico. É melhor a pessoa repetir ou um PCR, para ter mais certeza, ou um teste de antígeno 24 horas depois”, afirma.

Isso ocorre porque o teste de antígeno é menos sensível que o PCR, considerado o “padrão ouro” do diagnóstico.

“O PCR é o teste mais sensível que tem. Ele é cerca de 30%, pelo menos, mais sensível que o teste de antígeno”, diz o patologista clínico Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet Medicina & Diagnóstico, no Rio de Janeiro.

“A pessoa com sintomas que tiver um resultado negativo [no antígeno] deve confirmar com um resultado de PCR”, recomenda.

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Pílula contra Covid: Canadá aprova medicamento da Pfizer e compra tratamento para 1 milhão de pessoas

Paxlovid reduziu em 89% risco de hospitalização e morte em adultos de alto risco, segundo farmacêutica. Registro no Brasil será pedido nas próximas semanas, de acordo com a empresa.

Por BBC

A principal autoridade sanitária do Canadá aprovou o uso de um tratamento desenvolvido pela Pfizer contra a Covid-19.

O premiê canadense, Justin Trudeau, anunciou a compra de um lote do medicamento – chamado Paxlovid – suficiente para tratar 1 milhão de pessoas.

Trudeau informou ainda que 30 mil tratamentos já chegaram ao país, enquanto outros 120 mil são esperados até o fim de março.

A pílula contra Covid-19 da Pfizer reduz em 89% o risco de hospitalização ou morte em adultos considerados de alto risco, segundo dados dos ensaios clínicos, que ainda não foram revisados por outros cientistas.

O medicamento foi aprovado pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos e do Reino Unido.

A presidente da Pfizer no Brasil disse ao jornal O Globo que pedirá o registro local do Paxlovid nas próximas semanas.

Como funciona o Paxlovid?

O medicamento deve ser usado dentro de cinco dias após o aparecimento dos sintomas, por pessoas com alto risco de desenvolver a forma grave da doença.

O medicamento da Pfizer, conhecido como inibidor de protease, é desenvolvido para bloquear uma enzima de que o vírus precisa para se multiplicar.

Quando tomado junto com uma dose baixa de outro comprimido antiviral chamado ritonavir, permanece no corpo por mais tempo.

Três comprimidos devem ser tomados duas vezes ao dia durante cinco dias.

A Pfizer também está estudando o impacto do tratamento em pessoas com baixo risco de contrair a doença.

Por que isso é importante?

De acordo com o presidente da Pfizer, Albert Bourla, a pílula tem “o potencial de salvar a vida dos pacientes, reduzir a gravidade das infecções por Covid-19 e eliminar até nove em cada dez hospitalizações”.

A Health Canada, órgão do governo canadense responsável pela aprovação da nova droga, ressaltou que as vacinas contra Covid-19 continuam a ser a principal forma de evitar formas graves da doença.

“Nenhum medicamento, incluindo o Paxlovid, substitui a vacinação. A vacinação continua sendo a ferramenta mais importante na prevenção de doenças graves da infecção por Covid-19”, disse a agência.

Mas há uma demanda crescente por tratamentos que podem ser feitos em casa, especialmente para pessoas vulneráveis ​​infectadas.

“Até agora, os medicamentos autorizados para a Covid-19 precisavam ser tomados em um hospital ou ambiente de saúde. O Paxlovid é o primeiro [no Canadá] que pode ser tomado em casa”, disse a Health Canada.

O primeiro medicamento deste tipo, o Molnupiravir, já foi aprovado no Reino Unido e nos Estados Unidos.

O que dizem os estudos?

Dados dos testes clínicos do tratamento da Pfizer com 1.219 pacientes de alto risco infectados com Covid-19 mostraram que 0,8% dos que tomaram Paxlovid foram hospitalizados, em comparação com 7% dos pacientes que receberam placebo.

Eles foram tratados dentro de três dias após o início dos sintomas da doença.

Foram registradas sete mortes entre aqueles que receberam o placebo — e nenhuma no grupo que tomou a pílula.

Quando o tratamento começou dentro de cinco dias após o aparecimento dos sintomas, 1% do grupo que tomou Paxlovid acabou internado, mas nenhum óbito foi registrado.

Já no grupo placebo, 6,7% dos pacientes foram hospitalizados e 10 mortes contabilizadas.

Os pacientes que participaram do estudo eram idosos ou apresentavam um problema de saúde subjacente que os colocava em maior risco de desenvolver a forma grave da Covid-19.

Todos eles apresentavam sintomas leves a moderados da doença.

“Embora os benefícios do Paxlovid superem os riscos, ele pode causar interações com outros medicamentos para alguns pacientes”, alertou a Health Canada.

“Como tal, os pacientes devem discutir os riscos e benefícios do tratamento com seu médico.”

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Um ano de vacinação: mais de 18 mil trabalhadores da saúde não tomaram segunda dose contra a Covid em PE

No estado, primeiras vacinas foram aplicadas no dia 18 de janeiro de 2021. Desde então, mais de 7,3 milhões de pessoas tomaram ao menos a primeira dose dos imunizantes.

Por Pedro Alves, g1 PE

A campanha de vacinação contra a Covid-19 completa um ano nesta terça-feira (18), em Pernambuco. Diante da escassez de doses, os trabalhadores da saúde, por estarem na linha de frente no combate à doença, foram escolhidos para serem os primeiros imunizados.

Depois de 365 dias de ações e incentivos à imunização, 337.298 pessoas que pertencem a esse grupo receberam a primeira dose anticovid. No entanto, dessas, somente 318.828 completaram o esquema vacinal. Isso significa que 18.470 profissionais de saúde estão com a segunda dose atrasada.

Os dados foram obtidos por meio do painel de acompanhamento vacinal da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Eles mostram que, da categoria de trabalhadores da saúde, todos os vacinados receberam imunizantes que necessitam duas doses para completar o ciclo de imunização.

No Brasil, a vacina da Janssen é a única aplicada em dose única, mas corresponde ao menor volume de aplicações, com 173.101 doses entre todos os vacinados de Pernambuco. Nenhum dos trabalhadores da saúde recebeu essa vacina.

O percentual de trabalhadores da saúde sem a segunda dose é de 5,5%. Essa categoria inclui qualquer pessoa que trabalhe em unidades de assistência à saúde, não somente os profissionais que atuam diretamente com os pacientes, como técnicos em enfermagem, enfermeiros e médicos.

De acordo com a superintendente de imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, o que pode ter ocorrido é a primeira dose ter sido aplicada com o paciente na categoria de profissional de saúde, mas, no momento da aplicação da segunda dose, isso ter acontecido dentro das categorias de faixa etária.

Para ela, a campanha de vacinação contra a Covid tem sido desafiadora. Em um ano, foram aplicadas quase 15,3 milhões de doses. Essa mobilização, segundo Ana Catarina de Melo, é inédita na saúde pública.

“Nós temos um ‘know how’ importantíssimo em vacinar crianças e idosos, mas, para adultos e adolescentes, ainda estamos aprendendo e entendendo as melhores estratégias. Isso é desafiador, porque adultos e jovens geralmente não procuram os serviços de saúde, têm dificuldade de ir até as unidades básicas, porque acham que não adoecem. Mas é um público importantíssimo, que precisa se vacinar”, declarou a superintendente.

De acordo com o governo do estado, o percentual de pessoas vacinadas com ao menos uma dose é de 95% da população acima de 12 anos, composta por mais de 7,6 milhões de pessoas. Com o esquema vacinal completo, com duas doses ou dose única, esse percentual é de 83,4% dos elegíveis.

“Lógico que nós queríamos chegar a este momento com 90% da população elegível totalmente vacinada. Cerca de 500 mil pessoas estão com a segunda dose atrasada. Nesse número, entra gente e sai gente todo dia, e com o tempo a gente acredita que esse número diminua bastante, mas a gente precisa que as pessoas voltem e se vacinem”, disse Ana Catarina de Melo.

Campanha

Primeira criança vacinada contra a Covid-19 em Pernambuco é menina com síndrome de Down

Quatro dias antes da data em que a vacinação de adultos completa um ano, Pernambuco começou a vacinar crianças contra a Covid-19. A primeira vacinada foi a menina Maria Antônia, de 11 anos, que tem síndrome de Down e foi imunizada no Recife.

Assim como no início da campanha, somente algumas pessoas podem ser contempladas prioritariamente. Isso porque as primeiras vacinas pediátricas só chegaram ao Brasil após quase um mês da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para Ana Catarina de Melo, o principal gargalo para a campanha de vacinação foi a escassez de doses, que, segundo especialistas, foi causada por uma série de erros do governo federal.

“O que faltou foi velocidade, foi receber vacina partida, e não na quantidade necessária para a população. Por isso, a campanha se arrastou. Nós modernizamos o processo, criamos centros de vacinação, usamos a tecnologia, fizemos agendamento. E, no início, o processo foi muito burocrático, porque precisava ser. Mas ainda temos um público importante sem se vacinar”, explicou Ana Catarina de Melo.

Ainda segundo a superintendente de imunizações, as próximas ações do estado devem ser voltadas às pessoas que, por não terem condições, sequer iniciaram o esquema vacinal.

“A gente fala muito do mundo ideal e o real. No mundo real, por mais que tenhamos um volume de 7,3 milhões de vacinados com a primeira dose, ainda encontramos famílias inteiras sem sequer ter iniciado o esquema básico. As pessoas não conseguem se deslocar por causa de recurso financeiro, por causa de difícil acesso e até mesmo por disponibilidade de horário, por causa de trabalho, por exemplo”, disse Ana Catarina.

Primeira vacinada

Técnica de enfermagem é a primeira pesoa a ser vacinada contra Covid-19 em Pernambuco

A primeira imunizada em Pernambuco foi a técnica em enfermagem Perpétua do Socorro Barbosa dos Santos, que há 31 anos é funcionária do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Centro, referência em doenças infectocontagiosas do estado. (veja vídeo acima).

Das mais de três décadas de trabalho, 25 anos foram passados na Unidade de Terapia Intensiva do setor de infectologia do Huoc, hospital por onde já passaram surtos da Influenza A H1N1, a epidemia de cólera, surtos de sarampo e de difteria e da dengue, zika e chikungunya.

O início da vacinação contra a Covid-19, para Perpétua, vai ser para sempre um momento histórico. Essas foram, inclusive, as primeiras palavras dela logo após ser vacinada.

“Já tomei até a dose de reforço. Foi no dia 11 de outubro, nunca vou esquecer essas datas. Moro com meu tio e minha filha. Todos estamos totalmente vacinados. E eu, mesmo na linha de frente há dois anos, nunca tive Covid, graças a Deus. Estou invicta”, disse a técnica em enfermagem.

De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde, três em cada quatro mortos por Covid não tomaram nenhuma dose de vacinas contra a Covid. A vacinação foi crucial para reduzir drasticamente a quantidade de infecções e óbitos causados pela doença.

No entanto, a situação no sistema de saúde voltou a piorar no fim de 2021. Isso porque, além da já existente pandemia de Covid-19, surgiram dois agravantes. Um deles foi a variante ômicron do coronavírus, mais contagiosa que as cepas anteriores.

A outra foi o surgimento da epidemia de Influenza A H3N2, vírus causador de um tipo de gripe. Segundo as autoridades, isso provavelmente ocorre devido à circulação de uma nova variante, chamada de Darwin, identificada no Brasil no fim de 2021.

Para Perpétua, a saturação do sistema de saúde causa a sensação de estar vivendo novamente os piores momentos da ainda inacabada pandemia. No entanto, a vacinação faz com que o trabalho seja menos sufocante.

“Os casos graves ainda vêm, especialmente agora, nessa nova onda, Mas o que eu vejo é que os pacientes não estão tão graves quanto das outras vezes. Quem chega grave é porque não se vacinou. A gente sente na pele o avanço da vacina, porque trabalha diretamente com isso”, declarou a profissional.

Antes da pandemia, Perpétua começou a cursar direito, no pensamento de, possivelmente, mudar de carreira. Com o falecimento da mãe, ela precisou trancar a faculdade. O trabalho com a Covid-19 fez com que ela decidisse, mais uma vez, mudar de rumo.

“Agora, eu estou fazendo a graduação em gestão hospitalar. É uma faculdade que não me consome tanto, porque eu trabalho com isso há muitos anos”, diz.

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Rio vacina meninos de 11 anos contra a Covid nesta terça-feira

No primeiro dia de vacinação infantil, mais de 18,6 mil crianças foram imunizadas. Uma nova remessa, com 93,5 mil doses pediátricas da Pfizer deve chegar ao estado nesta terça-feira, segundo informações do Ministério da Saúde.

Por g1 Rio

Rio vacina meninos de 11 anos e crianças com comorbidades nesta terça-feira (18)

A Prefeitura do Rio vacina contra a Covid, nesta terça-feira (18), os meninos de 11 anos de idade e as crianças com comorbidades (veja o calendário abaixo).

Meninas e meninos, de 11 a 5 anos, serão vacinados em ordem de idade decrescente (das crianças mais velhas para as mais novas) até o dia 9 de fevereiro.

O imunizante que será aplicado será o da Pfizer, único autorizado até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A tampa do frasco da vacina virá na cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos responsáveis que levarão as crianças aos postos de vacinação.

Calendário de vacinação para crianças com idade entre 5 e 11 anos na cidade do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Calendário de vacinação para crianças com idade entre 5 e 11 anos na cidade do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Quase 19 mil crianças imunizadas

O Rio terminou o primeiro dia de vacinação infantil contra a Covid com mais de 18,6 mil crianças imunizadas nesta segunda-feira (17), segundo a prefeitura.

“Finalizamos o dia de hoje com 18.604 crianças vacinadas obrigado a todos os profissionais de saúde pelo empenho e aos responsáveis pela confiança na vacina. #VacinasSalvamVidas @Prefeitura_Rio @Saude_Rio”, escreveu o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Uma nova remessa, com 93,5 mil e doses pediátricas da Pfizer deve chegar ao estado nesta terça-feira, segundo informações do Ministério da Saúde.

Primeira imunizada

Marion, de 11 anos, atleta e campeã de jiu-jitsu, foi a primeira menina a tomar a dose infantil do imunizante da Pfizer na capital fluminense. Ela é moradora do Morro da Providência, na região central da cidade.

“Eu tô feliz. Eu tava torcendo para chegar logo a minha vez. Estou aliviada. (…) Se não tomar, pode pegar. Mesmo tomando, até pode pegar, só que o risco diminui”, disse Marion, logo depois de receber a dose da vacina.

Marion foi vacinada no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, na presença do prefeito, Eduardo Paes; do secretário de Saúde, Daniel Soranz; e do secretário Municipal de Educação, Renan Ferreirinha. Outras crianças, também foram vacinadas na cerimônia.

A mãe da menina comemorou o início da vacinação infantil.

“Só faltava ela. A gente tava aguardando muito por esse momento, que graças a Deus chegou. Estou muito feliz, muito feliz mesmo por ela ter sido a primeira. E que todos venham, todos se vacinem. (…) A vacina é muito importante contra a Covid, todas as vacinas são importantes”.

Escolas viram postos de vacinação

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, todos os postos que aplicam vacina contra Covid em adultos, também vacinam crianças.

Além disso, Secretaria de Educação do Rio transformou 11 unidades escolares em postos de vacinação infantil (veja a lista abaixo):

  • CIEP Henfil – Rua Carlos Seidl, 71 – Caju
  • EM Dr. Cícero Pena – Av. Atlântica 1976, Copacabana
  • EM Prudente de Morais – Rua Enes de Souza, 36 – Tijuca (Próximo ao CMS Heitor Beltrão)
  • Escola Municipal Anibal Freire – Av. Professor Plínio Bastos, 631 (Próximo ao Olaria Atlético)
  • Ciep Patrice Lumumbe – Praça da Confederação Suíça, S/N – Del Castilho
  • E.M Paraíba (Unidade de referência: CF Maria de Azevedo Rodrigues)
  • CIEP Margaret Mee -Recreio dos Bandeirantes (Ao lado do CMS Harvey Ribeiro de Souza Filho – início terça 18/01)
  • EM Embaixador Dias Carneiro – Tanque (Ao lado do CMS Jorge Saldanha Bandeira de Melo – início terça 18/01)
  • EM PAULO MARANHÃO – Rua do Governo 866, Realengo – (início terça 18/01)
  • CIEP Raymundo Ottoni de Castro Maya – Rua Moranga, s/n, Campo Grande
  • CIEP PAPA JOÃO XXIII : Avenida João XXIII, S/N SANTA CRUZ

A Lona Cultural João Bosco, em Vista Alegre, também funciona como posto de vacinação infantil. O endereço é Av. São Félix, 601, e o funcionamento é de segunda a sábado, das 8h às 17h.

Número de internados sobe

A vacinação infantil na cidade do Rio começa no momento em que as internações por Covid não param de subir. Hoje são 628 internados nos hospitais públicos da capital, com diagnóstico da doença.

De acordo com a secretaria municipal de saúde do rio, o Hospital Ronaldo Gazolla — que já foi referência no tratamento Covid —, voltou a receber apenas pacientes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Ao todo, 66% dos que estão internados na UTI não foram vacinados21% estão com o esquema vacinal incompleto e 11% receberam todas as doses da vacina.

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