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Bateu a cabeça? Entenda os riscos e saiba identificar os sinais de alerta

Veja o que é esperado e quais são os sinais de alerta de que algo não vai bem no corpo depois de uma pancada na cabeça.

Por Lara Pinheiro, g1

Desde aquela pancada em um teto mais baixo até uma queda de mau jeito, bater a cabeça é, no mínimo, desagradável – e, a depender da intensidade do impacto, pode ser bem preocupante.

Nesta reportagem, você verá o que é esperado e quais são os sinais de alerta de que algo não vai bem no corpo depois de bater a cabeça:

  1. Bati a cabeça. Preciso ir para uma emergência?
  2. O que é esperado depois de uma batida na cabeça?
  3. Quais são os alertas de perigo depois de uma batida na cabeça?
  4. Eu posso dormir depois de bater a cabeça?
  5. Existem partes da cabeça que trazem maior risco se receberem pancadas?
  6. Existem pacientes que correm mais risco ao bater a cabeça?
  7. Como evitar?
  8. Tive uma batida na região do pescoço. O que fazer?

1) Bati a cabeça. Preciso ir para uma emergência?

Não necessariamente, explica o médico neurocirurgião José Francisco Pereira Jr., sócio da clínica DFV Neuro em São Paulo.

“Saber as orientações ajuda a diminuir essas inseguranças e evita preocupações desnecessárias”, pontua o médico.

Por outro lado, ele lembra que “se o paciente ou quem estiver junto sentir-se inseguro mesmo que já saiba as orientações, é sempre melhor procurar atendimento para orientação profissional, mesmo que seja para ouvir que está tudo bem e não necessita exames”, recomenda.

2) O que é esperado depois de uma batida na cabeça?

Pereira explica que, mesmo em uma batida de cabeça leve, é normal que alguns sintomas apareçam imediatamente e que outros eventualmente persistam. Por exemplo:

  • vertigem ou tontura;
  • perda de consciência breve (se a pessoa “apaga” na hora da pancada, mas volta a si rapidamente);
  • dor de cabeça persistente, mas que não cresce em intensidade (pode ser leve ou moderada, mas não fica mais forte com o tempo);
  • vômitos: são bastante comuns em crianças. Se a pessoa vomitar uma vez só, é normal;
  • zumbido no ouvido;
  • dificuldade de memória de curto prazo: a pessoa pode não lembrar do que aconteceu quando bateu a cabeça ou de algo que lhe foi dito logo após a batida. Também é possível que ela nunca se lembre da batida em si;
  • alterações de humor: é normal que a pessoa se sinta mais agitada ou tenha um pouco de insônia, por exemplo, durante alguns dias. Isso não indica, necessariamente, que algo mais grave está acontecendo;
  • sangramento nasal.

Outro fator que pode indicar que não foi uma pancada grave é a intensidade da batida – por exemplo, se decorreu de uma queda da própria altura (um tropeço, por exemplo).

3) Quais são os alertas de perigo depois de uma batida na cabeça?

Por outro lado, alguns sintomas indicam que pode, sim, haver um problema mais grave, explica o médico:

  • Perda de consciência por mais que alguns poucos minutos.
  • Suspeita de crise epiléptica (de convulsão): se a pessoa se debateu ou perdeu urina, por exemplo.
  • Vomitar várias vezes.
  • sinais de problemas neurológicos: se a pessoa está confusa, falando de uma forma confusa ou não consegue falar, mexer ou sentir uma parte do corpo.
  • Se surgem novos sintomas ao longo do tempo: se a pessoa está bem e, ao longo do dia, “ela começa a sentir alguma coisa nova – isso pode ser um sinal de alerta para procurar atendimento”, explica Pereira.
  • No caso de bebês, que não conseguem vocalizar os sintomas, é preciso manter a atenção para irritabilidade além do normal ou falta de apetite.
  • Sangramento pelo ouvido ou saída de líquido claro, seja pelo nariz ou pelo ouvido, porque pode haver uma fratura na base do crânio

4) Eu posso dormir depois de bater a cabeça?

Sim, diz o médico, mas existe uma necessidade de avaliar a pessoa por um certo período após a batida. Isso vale, principalmente, para crianças e bebês, que podem não ser capazes de expressar os sintomas pós-pancada.

“Não quer dizer que não possa deixar dormir. Pode dormir, é bem comum ter sono depois, mas precisa eventualmente fazer uma reavaliação”, frisa Pereira.

Por exemplo: se a pessoa (ou a criança ou o bebê) bateu a cabeça e está bem, mas foi dormir, “daqui a alguns minutos, você tenta dar uma ‘acordadinha’. Pode voltar a dormir, não tem problema. Vai ver de novo daqui a uma hora como ele tá. Se está bem daqui a uma hora, duas horas, pode ir aumentando o intervalo entre as avaliações”, explica o médico.

Isso serve para verificar se o sono é normal ou se a pessoa está com perda de consciência, por exemplo.

“A diferença entre alguém dormindo e em coma muitas vezes é difícil perceber, a não ser que você tente acordar a pessoa”, diz o neurocirurgião.

5) Existem partes da cabeça que trazem maior risco se receberem pancadas?

Mais ou menos.

Isso porque o risco maior de fraturas no crânio é no osso temporal – aquele que fica logo à frente da orelha (veja imagem abaixo), porque é a área mais fina.

Só que há um detalhe, segundo explica o neurocirurgião: não necessariamente as lesões nessa parte da cabeça ou por pancadas são as mais graves.

“As lesões traumáticas mais graves não estão relacionadas a fraturas. Estão relacionadas ao mecanismo de desaceleração do crânio”, explica. “Às vezes a pessoa nem bateu propriamente a cabeça, mas teve algum tipo de solavanco, e as lesões mais graves costumam vir daí”.

Isso é o que acontece, por exemplo, quando você pisa no freio de um carro com força e o cérebro “chacoalha” dentro do crânio. Esse choque pode causar dois tipos de lesões muito graves: as lesões axonais difusas e o hematoma subdural agudo. Veja abaixo:

  • Lesões axonais difusas

São lesões microscópicas nos axônios – uma parte dos neurônios, as células cerebrais. Quando ocorrem, os axônios ao longo do cérebro são danificados. Podem ocorrer em bebês quando eles são sacudidos (“síndrome do bebê sacudido”), por exemplo.

A lesão axonal difusa pode não ser vista numa tomografia e tem potencial de ser gravíssima,explica José Francisco Pereira Jr. Isso porque os neurônios podem morrer, causando inchaço no cérebro e aumentando a pressão dele no crânio (pressão intracraniana).

  • Hematoma subdural agudo

É um tipo de hematoma – acúmulo de sangue – que surge entre a camada média e a camada externa do tecido que reveste o cérebro (meninge).

O neurocirurgião explica que essa lesão não costuma estar relacionada a uma fratura, aparecer junto com uma fratura – costuma estar relacionado com desaceleração ou com o impacto do próprio cérebro dentro da caixa craniana pela desaceleração.

Pereira afirma que, no caso de uma lesão mais grave, o paciente vai apresentar alterações neurológicas que indicam a necessidade de uma tomografia.

“Muitas vezes a gente não sabe ainda o que vai encontrar [na tomografia], mas esses sinais neurológicos que indicam a tomografia são mais importantes até do que a própria tomografia”, explica.

“Alguém que chega grave, em coma, no hospital e tem uma lesão axonal difusa, a tomografia pode ser normal em alguns casos. Só que o fato de ter chegado grave já levanta um alta suspeita que tenha tido essa lesão axonal difusa. Você vai tratar esse paciente como grave pelo menos até que ele tenha essa recuperação do nível de consciência. Até que se prove o contrário, se ele chegou comatoso, você trata como traumatismo craniano grave”, afirma.

6) Existem pessoas que correm mais risco ao bater a cabeça?

Sim. Os idosos, por exemplo, ou pessoas que sofrem de doenças neurológicas como Parkinson – isso porque os reflexos de proteger a cabeça vão ficando mais lentos ou deixam de existir (no caso de Parkinson) quando a pessoa sofre uma queda.

“A ação de proteção de queda é reflexo: geralmente as pessoas que estão em condições físicas vão ter mecanismos de proteção – o corpo tem sistemas que conseguem notar alterações na gravidade: reflexos protetores, flexão dos braços. O problema maior é identificar pessoas que tenham dificuldade com esses reflexos”, afirma Pereira.

7) Como evitar?

Veja algumas dicas para evitar as pancadas na cabeça de forma geral:

  1. No caso de idosos ou de pacientes com Parkinson, o ideal é promover um ambiente seguro, para evitar as quedas – como evitar tapetes, não usar chinelos que saiam facilmente do pé, evitar riscos como escadas e iluminar bem os locais (no caso de o idoso acordar à noite para ir ao banheiro, por exemplo).
  2. Dentro do carro, evite sentar no assento em que não há apoio para a cabeça (normalmente, o do meio no banco de trás).
  3. Já para as crianças e bebês, é importante remover obstáculos que possam levar a acidentes e, no caso de bebês a partir dos 3 meses – que já conseguem rolar –, não se afastar da criança em locais onde ela possa cair.
  4. Também é importante não sacudir o bebê, para evitar as lesões que ocorrem quando o cérebro bate com força no crânio. (Essas lesões costumam acontecer quando o bebê está chorando muito e quem cuida da criança a sacode com força, por frustração; não costuma acontecer por brincadeiras leves de balançar a criança).
  5. Para pancadas na região do pescoço (veja próxima pergunta), é importante evitar mergulhos em águas rasas ou onde puder haver pedras.

8) Tive uma batida na região do pescoço. O que fazer?

Se bateu a cabeça e relata dor no pescoço – depois de um mergulho em água rasa ou de um acidente, por exemplo – é importante não mexer a pessoa e procurar ajuda médica, ressalta José Francisco Pereira Jr.

“Mesmo que ela esteja mexendo tudo, a dor no pescoço é um sinal de alerta. O recomendado é que a pessoa fique onde está, tente não se movimentar. O que pode acontecer é a pessoa ter feito uma lesão instável. As lesões instáveis da coluna podem fazer com que a coluna se movimente. A recomendação para suspeita de lesões da coluna é imobilização em bloco e colocação do colar cervical para ter certeza de que não tem fraturas na coluna”, explica.

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Idoso sem doença cardíaca não deve tomar aspirina diária preventiva contra AVC ou infarto, sugere órgão dos EUA

Grupo de especialistas cita risco de hemorragia ao desaconselhar que pacientes acima dos 60 anos que nunca tenham sofrido um problema do coração tomem diariamente o medicamento. Para outras faixas etárias e grupos, a recomendação é outra; veja.

Por g1

Pessoas acima dos 60 anos sem doença do coração NÃO devem tomar doses diárias de aspirina como medida preventiva para um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral, aconselhou nesta terça-feira (12) a Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF, na sigla em inglês), um órgão consultivo independente dos Estados Unidos (saiba mais sobre esse órgão no fim da reportagem).

O grupo de especialistas argumenta que o consumo de aspirina para prevenir infarto ou AVC nessa faixa etária acarreta em maior risco de hemorragia — risco para o qual não valeria a pena o hábito. A recomendação favorável ao uso da aspirina diariamente em pequenas doses NÃO MUDA para quem já teve um AVC ou um infarto, desde que em baixas doses.

Para pessoas na faixa entre 40 e 50 anos, o consumo de aspirina ainda pode ter um pequeno benefício contra infarto ou AVC — desde que o paciente não tenha histórico de hemorragias, dizem os especialistas. Para quem tem mais de 50 anos e menos de 60, o grupo médico americano adverte que há poucos dados claros sobre riscos e benefícios.

Essas recomendações pelo uso da aspirina valem para pessoas com pressão alta, colesterol alto, obesidade ou outras condições que aumentam a chance de um ataque cardíaco ou de um avc — e que, portanto, adotam estratégias médicas para diminuir riscos como esses.

Ainda assim, o médico John Wong, especialista do Tufts Medical Center, advertiu à agência de notícias Associated Press que as pessoas devem falar com seus médicos sobre iniciar ou parar um tratamento com aspirina — independentemente da idade.

A posição do grupo de especialistas reverte uma antiga recomendação: a de que o uso diário de aspirina valeria a pena para prevenir infarto ou AVC em maiores de 50 e 60 anos. O medicamento também era aconselhado para evitar câncer colo-retal — essa é mais uma recomendação que caiu de acordo com a recente atualização.

Por que a aspirina?

A aspirina, nome popular do ácido acetilsalicílico, é um medicamento usado principalmente para aliviar dores, mais comumente na cabeça. Porém, ao agir como um anticoagulante, reduz a chance de obstrução nos vasos sanguíneos — e, por isso, ajudaria no combate ao avc e ao infarto.

Porém, mesmo em pequenas doses, a aspirina contém riscos: principalmente de hemorragia ou úlceras no trato digestivo.

Infarto é uma das doenças que mais matam no mundo; saiba como prevenir

Quem deu a recomendação?

A sugestão partiu da Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF, na sigla em inglês). Trata-se de um órgão consultivo e independente — ou seja, não é diretamente vinculado às autoridades americanas.

Essa força tarefa, composta por um painel de especialistas, estabelece diretrizes e sugestões sobre práticas relacionadas à prevenção de doenças. Muitas vezes — caso da questão da aspirina diária em idosos — os casos ficam em consulta pública para que outras pessoas comentem e apresentem posicionamentos.

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Mais de 150 mil doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 chegam a Pernambuco

Estado recebeu, nesta segunda-feira (11), 150.930 doses do imunizante para primeiras e segundas aplicações e também para aplicações de reforço em idosos da população indígena.

Por g1 PE

Pernambuco recebe mais 150 mil doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19

Pernambuco recebeu, no início da tarde desta segunda-feira (11), mais 150.930 doses da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 . Com esse acréscimo, o estado ultrapassou o número de 13,5 milhões de doses recebidas para proteger a população contra o novo coronavírus (confira detalhamento no final desta reportagem).

De acordo com o governo estadual, esse novo lote é utilizado para finalizar os esquemas vacinais da população em geral, por faixa etária a partir dos 18 anos. Essas imunizantes também são para a aplicação das primeiras doses em adolescentes e doses de reforço em idosos da população indígena.

Após chegarem ao Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, na Zona Sul da cidade, às 13h30, as vacinas foram levadas para a sede do Programa Estadual de Imunizações, na Zona Norte da capital pernambucana, para conferência, armazenamento e distribuição por cidade. Na quarta-feira (13), os imunizantes são enviados às 12 Gerências Regionais de Saúde.

Desde o começo da campanha de imunização contra a Covid-19, em janeiro de 2021, Pernambuco recebeu 13.622.850 doses de vacinas contra a doença. Desse total, foram 4.702.670 da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz, 4.481.720 da CoronaVac/Butantan, 4.264.650 da Pfizer/BioNTech e 173.810 da Janssen.

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Com mais 152 casos da Covid-19 e cinco mortes, Pernambuco tem 624.349 infectados e 19.850 óbitos

Entre março de 2020 e esta segunda (11), estado contabilizou 54.210 formas graves e 570.139 quadros leves da doença provocada pelo novo coronavírus.

Por g1 PE

Mais 152 casos da Covid-19 e cinco mortes provocadas pela infecção foram confirmados em Pernambuco, nesta segunda (11). Com esse acréscimo, o estado passou a totalizar 624.349 infectados pelo novo coronavírus e 19.850 óbitos devido à doença, números que começaram a ser registrados em março de 2020, no início da pandemi.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou que os novos registros incluem diagnósticos de 23 (15%) casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 129 (85%) casos leves da Covid-19. Ao todo, Pernambuco contabilizou 54.210 formas graves e 570.139 quadros leves da doença.

O estado chegou a um total de 561.996 pacientes recuperados da Covid-19. Destes, 33.108 desenvolveram a forma grave da doença e precisaram de internamento hospitalar, enquanto 528.888 tiveram casos leves da infecção.

Mortes

Com relação aos cinco novos óbitos, eles aconteceram entre os dias 3 de abril de 2021 e a quinta-feira (7). As vítimas foram quatro homens e uma mulher, com idades entre e 55 e 80 anos. As faixas etárias são: 50 a 59 (1), 60 a 69 (1), 70 a 79 (2) e 80 e mais (1).

Os pacientes que faleceram moravam nas cidades de Jataúba (1), Paulista (1) e Recife (3). Desse total, três tinham doenças preexistentes: hipertensão (2), etilismo (1), doença cardiovascular (1), doença hematológica (1), doença hepática (1), diabetes (1), doença neurológica (1). Um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais seguem em investigação.

Ocupação de leitos

Nesta segunda (11), a taxa global de ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 estava em 43% dos 1.608 abertos nos hospitais públicos de Pernambuco. Nas UTIs, eram 803 leitos e a taxa de ocupação deles ficou em 51%. Nas enfermarias, havia 805 vagas e 36% delas estavam ocupadas.

Nos hospitais particulares, a taxa global de ocupação de leitos para doentes de Covid-19 era de 37%, de um total de 273 abertos. Nas UTIs, eram 147 vagas disponíveis e a taxa de ocupação delas ficou em 29%. Nas enfermarias, havia 126 leitos abertos e 29% deles estavam com doentes.

Testes

Desde o início da pandemia, o estado realizou 2.496.116 testes para detectar a Covid-19. Apenas nas últimas 24 horas, foram realizados 889 testes em Pernambuco.

Vacinação

Desde o dia 18 de janeiro de 2021, quando começou a campanha de imunização no estado, até este domingo (10), Pernambuco aplicou 10.633.821 doses de vacinas contra a Covid-19 na população, das quais 6.573.166 foram primeiras doses.

No estado, 3.968.114 pessoas completaram seus esquemas vacinais, sendo 3.795.041 vacinados com imunizantes aplicados em duas doses e outros 173.073 contemplados com vacina aplicada em dose única. Em relação às doses de reforço, houve 92.541 aplicações.

Informações detalhadas sobre a população vacinada contra a Covid-19 estão disponíveis no Painel de Acompanhamento Vacinal, disponível na internet.

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A perigosa moda no TikTok de tomar suplemento energético em pó

Pesquisadores alertam que prática antes de treino físico pode causar elevação da pressão sanguínea e do batimento cardíaco, levando a distúrbios no coração.

Por Michelle Roberts, BBC

Pesquisadores fizeram um alerta em recente congresso médico nos Estados Unidos sobre o hábito de tomar suplementos em pó sem diluir antes de treinos físicos, algo que contraria a recomendação dos fabricantes.

Segundo os autores de um estudo apresentado no evento, há preocupação com adolescentes depois que a prática viralizou em vídeos na internet — principalmente na plataforma TikTok, com milhões de likes contabilizados.

Perigos à saúde

Suplementos energéticos em pó voltados para consumo antes dos treinos contêm aminoácidos, vitaminas e ingredientes como cafeína.

O objetivo é dar uma “dose de estímulo” antes do exercício para aumentar a resistência física, mas não há estudos científicos consolidados sobre os efeitos da prática.

No entanto, já há conhecimento de riscos pelo consumo em excesso de estimulantes energéticos.

Uma grande dose de cafeína, por exemplo, pode causar efeitos colaterais no coração, incluindo palpitações ou batidas cardíacas a mais ou a menos.

Tomar suplemento energético em pó pode fornecer uma quantidade de cafeína equivalente a cinco copos de café, dizem pesquisadores do Cohen Children’s Medical Center, em Nova York.

A “dose de estímulo” pode causar “uma elevação da pressão sanguínea e do batimento cardíaco, levando a distúrbios no ritmo cardíaco”.

Além disso, inalar acidentalmente o pó e levá-lo aos pulmões pode causar sufocamento, infecção ou pneumonia, declaram os pesquisadores.

No Reino Unido, esses produtos são considerados pelos órgãos reguladores como alimento e não como remédio, mas precisam ser avaliados como seguros para consumo e vendidos apenas para maiores de 18 anos.

Alguns suplementos estão sendo comercializados na internet por vendedores de reputação duvidosa e podem conter ingredientes que não estão listados no rótulo.

Muitos foram proibidos por incluírem substâncias como DMAA, uma anfetamina sintética, além de um estimulante chamado sinefrina.

Reportagens recentes também mostraram os perigos da prática depois que uma influencer de 20 anos, chamada Briatney Portillo, relatou em uma postagem ter sofrido um ataque cardíaco. Ela relacionou o ocorrido ao suplemento em pó ingerido sem diluição.

Popularidade em alta

Os pesquisadores analisaram 100 vídeos postados no TikTok com a hashtag “preworkout” (pré-treino).

Apenas 8 desses vídeos apresentaram o uso correto do suplemento em pó.

Mais de 30 exibiam pessoas ingerindo o pó seco seguido por alguns goles de água ou de líquido, sem diluição.

O levantamento contabilizou 8 milhões de curtidas desses vídeos.

Na apresentação para o congresso da Academia Americana de Pediatras, foi alertado que ‘médicos devem estar cientes da prática disseminada do pré-treino, dos perigosos métodos de consumo e do potencial de acidentes com dosagens excessivas e inalação”.

A cientista nutricional Bridget Benelam, da Fundação Britânica de Nutrição, afirma: “Os suplementos em pó para pré-treino normalmente contêm cafeína, além de ingredientes como creatina, aminoácidos e vitaminas”.

“Aparentemente não há muitas pesquisas sobre os benefícios desses produtos, apesar da evidência de que a cafeína pode melhorar performances esportivas em alguns casos. Esses estudos são feitos normalmente em atletas, portanto não está clara a relevância para a população em geral”.

“Os níveis de cafeína nesses produtos são equivalentes a uma xícara de café, podendo chegar a algo entre três e cinco xícaras, de acordo com instruções dos fabricantes.”

“Dessa forma, há risco de consumir cafeína em excesso, especialmente se a ingestão for superior a mais de uma vez por dia. O simples consumo do pó [sem diluição] pode representar riscos, já que pode haver consumo acima da quantidade recomendada”.

Manter-se hidratado para o exercício também é importante.

A Fundação Britânica de Cardiologia recomenda:

  • tomar de 6 a 8 copos de algum líquido, havendo treino ou não
  • ouvir o próprio corpo — se você está com sede ou transpirando em excesso, beba água
  • mas também não exagere na água e nem na cafeína

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Flores inicia distribuição de absorvente menstrual gratuito para alunas da rede municipal

Presidente Jair Bolsonaro vetou a distribuição gratuita de absorvente menstrual para estudantes de baixa renda de escolas públicas e pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema.

Por g1 Caruaru

Aluna da rede municipal de Flores, no Sertão de Pernambuco, recebe absorvente menstrual de forma gratuita — Foto: Divulgação

Aluna da rede municipal de Flores, no Sertão de Pernambuco, recebe absorvente menstrual de forma gratuita — Foto: Divulgação

O município de Flores, no Sertão de Pernambuco, oficializou e iniciou nesta quinta-feira (7) a distribuição de absorventes menstruais, de forma gratuita, para alunas da rede municipal de ensino.

A medida foi colocada em prática após ter sido sancionada a lei de Nº 1196, que “assegura o fornecimento de absorventes para estudantes da rede municipal de ensino, de baixa renda ou que vivem em situação de extrema pobreza, visando à prevenção e riscos de doenças, bem como a evasão escolar”, conforme informou a assessoria de imprensa da prefeitura.

Uma em cada quatro jovens já faltou a aula por não poder comprar o absorvente

Também nesta quinta, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou a distribuição gratuita de absorvente menstrual para estudantes de baixa renda de escolas públicas e pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema. A decisão, publicada no “Diário Oficial da União”, argumenta que o texto do projeto não estabeleceu fonte de custeio.

Em Flores, os absorventes serão distribuídos mensalmente em todas as unidades de ensino do município e a ação será fortalecida com políticas públicas voltadas para a saúde da mulher.

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Pernambuco atinge 50% da população vacinável com imunização completa contra a Covid-19

De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, mais de 3,8 milhões de pessoas com idades acima dos 12 anos receberam duas doses ou a vacina em dose única, até esta quinta (7).

Por Pedro Alves, g1 PE

Pernambuco atinge, nesta quinta-feira (7), a marca de 50% da população vacinável do estado com o ciclo de imunização contra a Covid-19 completo. Essas pessoas, que têm idades a partir de 12 anos, receberam duas doses ou a vacina em dose única da Janssen. A informação foi divulgada pelo secretário estadual de Saúde, André Longo.

“Nesta quinta-feira, vamos alcançar a marca de 50% da população acima dos 12 anos com o ciclo de vacinação completo. São mais de 3,8 milhões de pessoas que tomaram as duas doses ou a dose única da Janssen, mas ainda faltam outras 3,8 milhões de pessoas tomarem a sua segunda dose”, afirmou o secretário.

A população vacinável inclui somente as pessoas acima de 12 anos porque ainda não há imunizantes aprovados no Brasil para crianças de até 11 anos. Além disso, somente a vacina da Pfizer pode ser aplicada em menores, com idades entre 12 e 17 anos.

Os boletins de vacinação do estado são divulgados diariamente, à noite. Segundo o último relatório, divulgado na quarta-feira (6), 6.519.498 pessoas receberam uma dose da vacina, o que representa 84,75% da população que pode ser vacinada.

Dessas pessoas, 3.826.402 completaram o esquema vacinal, sendo 3.653.329 com duas doses e 173.073 com a vacina da Janssen.

Segundo André Longo, o estado pretende atingir, até novembro, 90% da população elegível vacinada. As informações foram repassadas durante coletiva de imprensa realizada no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Centro da cidade.

“Até o final do mês teremos oportunizado as duas doses da vacina para todos os adultos acima dos 18 anos. Todo mundo deve atingir o prazo para a segunda dose e nós teremos vacina disponível para isso. No decorrer de novembro deveremos em condições de vacinar todos os jovens entre 12 e 17 anos também com a segunda dose”, declarou André Longo.

De acordo com o boletim mais recente do governo do estado, cerca de 85% das pessoas maiores de 12 anos receberam ao menos uma dose de vacina contra a Covid. Foram, até a quarta-feira (6), 6.519.498 aplicações.

O secretário lembrou, no entanto, que há quase meio milhão de pessoas com o calendário vacinal atrasado.

“São 254 mil pessoas que tomaram AstraZeneca, que receberam a primeira dose há mais de 90 dias; 95 mil que tomaram a CoronaVac, que tem segunda aplicação em 28 dias; e 135 mil que tomaram a Pfizer, ou seja, [que tem a segunda dose em] 60 dias”, explicou o secretário.

Uso de máscaras

De acordo com o representante de Pernambuco da Sociedade Brasileira de Imunizações, Eduardo Jorge da Fonseca, ainda é precoce a discussão sobre a retirada da obrigatoriedade de máscaras.

“O debate sobre a retirada de máscara é extremamente precoce e inadequado. Não temos situação epidemiológica persistente que indique dispensar ou sequer o início da discussão sobre a retirada de máscara. Precisamos, sim, é fortalecer e dizer que estamos no caminho certo. O caminho é longo, mas está sendo trilhado da melhor forma possível”, declarou.

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Mais da metade dos municípios brasileiros não registra mortes por Covid-19 em setembro, maior índice desde maio de 2020

Foram 3.274 cidades sem notificação de mortes no último mês, um aumento de 31,8% em relação às 2.484 de agosto. Levantamento do g1 foi realizado com dados tabulados pelo pesquisador Wesley Cota, da Universidade Federal de Viçosa.

Por Felipe Grandin, g1

Mais da metade dos municípios brasileiros não registra mortes por Covid-19 em setembro

Em setembro deste ano, 58% dos municípios brasileiros não registraram mortes por Covid-19, o maior percentual desde maio de 2020. É o que mostra um levantamento exclusivo do g1 com dados tabulados pelo pesquisador Wesley Cota, da Universidade Federal de Viçosa.

Foram 3.274 cidades sem notificação de mortes no último mês, um aumento de 31,8% em relação às 2.484 de agosto.

O que mais o levantamento mostra:

  • a maior parte dos municípios sem mortes tem menos de 10 mil habitantes: são 1.884 nessa faixa populacional (57,5% do total)
  • a cidade mais populosa sem mortes registradas em setembro de 2021 é São José de Ribamar (MA), com 179.028 habitantes
  • ao todo, 13 municípios com mais de 100 mil habitantes não informaram mortes no mês
  • a região Nordeste teve o maior percentual de municípios sem mortes em setembro

Ao todo, 1.249 municípios do Nordeste não notificaram mortes no último mês, o equivalente a 38% do total. No Sudeste, foram 789 sem óbitos (24% do total).

Mortes em queda

Os dados mostram que 43% dos municípios registraram queda na média diária de mortes por Covid-19 em setembro quando comparado ao mês anterior.

Ao todo, 2.389 cidades brasileiras tiveram redução na média diária de óbitos no último mês em relação a agosto.

Em 2.316 municípios, 42% do total, a média se manteve no mesmo patamar.

‘O pior já passou’

Para o epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), os dados indicam que a pandemia está chegando a uma nova etapa.

“Esse resultado sugere que o pior momento da pandemia já passou, especialmente em decorrência do avanço da campanha de vacinação no Brasil”, afirma.

“No momento atual, o nosso maior inimigo é a variante Delta – se conseguirmos evitar que a variante Delta gere um novo aumento de caso, estaremos muito próximos de vencer a pandemia, caso a vacinação continue avançando.”

O infectologista Alberto Chebabo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, afirma que o aumento dos municípios sem registro de mortes é resultado do rápido avanço da vacinação no Brasil.

“Isso acontece por causa da vacinação rápida”, afirma. “A gente começa a ver os efeitos provocados pelo aumento da capacidade de proteção. Porque a cobertura vacinal da população provavelmente avança mais rápido nos municípios menores, principalmente dos grupos mais vulneráveis. Com isso você tem um menor número de casos graves e obviamente isso tem impacto nas mortes.”

De acordo com ele, essa tendência deve se manter.

“Nos próximos meses certamente a gente vai ter cada vez mais municípios com zero mortes. As grandes cidades vão precisar de um tempo maior para que isso aconteça, onde você tem um maior adensamento e até talvez um número maior de pessoas que não se vacinaram. Mas certamente isso está relacionado à vacinação e vai se manter nos próximos meses.”

Já é possível ver uma redução expressiva nos óbitos nas grandes metrópoles. Em São Paulo, por exemplo, a média móvel de mortes chegou a 38 na última terça-feira (5), segundo o consórcio de veículos de imprensa. É um número bem inferior ao registrado no pico da pandemia, em 14 de abril, quando a média foi de 252 mortes.

No Rio, também há queda nas mortes. A média móvel na terça foi 39. Já no pico, em 14 de abril, foi de 135.

As 13 grandes cidades (com mais de 100 mil habitantes) que não registraram nem sequer uma morte por Covid-19 em setembro são:

  • São José de Ribamar (MA)
  • Simões Filho (BA)
  • Marituba (PA)
  • São Félix do Xingu (PA)
  • Itapipoca (CE)
  • Colatina (ES)
  • Bagé (RS)
  • Parintins (AM)
  • Paragominas (PA)
  • Lagarto (SE)
  • Breves (PA)
  • Itacoatiara (AM)
  • Itaituba (PA)

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Estudo do Hospital de Clínicas de Porto Alegre comprova eficácia de ‘células assassinas’ contra leucemia

Testes com pacientes foram positivos, dando sobrevida a quem sofre esse tipo de câncer. Para pesquisadora que conduziu iniciativa, estratégia poderá ser usada contra a Covid no futuro.

Por Gustavo Chagas, g1 RS

Um estudo brasileiro publicado em setembro na plataforma PubMed, da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, comprova a eficácia de células natural killers (NK, ou, em português, “assassinas naturais”) no tratamento de leucemia aguda. A pesquisa, liderada pela professora Lucia Silla, foi realizada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Conforme a pesquisadora, as células NK são parte dos glóbulos brancos, os leucócitos, que fazem a defesa do organismo. Nesse caso específico, elas reconhecem outras células infectadas por vírus ou tumores e atuam para destrui-las. Veja vídeo acima

“É como um cão de guarda. A célula percebe o que está acontecendo e começa a latir, soltando substâncias que estimulam a imunidade mais robusta. Isso leva ao desaparecimento da doença”, explica.

O estudo, autorizado pela Comissão de Ética em Pesquisa do HCPA e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), envolveu 13 pacientes com leucemia mieloide aguda, que tiveram resposta positiva ao tratamento.

“Nós fizemos esse estudo incluindo pacientes de várias partes do país e acabamos vendo que, não só é seguro, como é extremamente eficaz”, diz.

A leucemia mieloide aguda é um dos tipos mais agressivos de câncer, atingindo o sangue e a medula óssea. O tratamento de quimioterapia procura destruir as células e impedir que elas atinjam o sistema nervoso. Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

“Esses pacientes já tinham sido, na maioria, submetidos a transplante de medula óssea e a doença voltou depois. São doentes com uma doença muito avançada. Nós conseguimos observar resposta na maioria deles, cerca de 80%, e com uma sobrevida importante”, ressalta Silla.

Dados da entidade mostram que, em 2020, 10,8 mil pessoas foram diagnosticadas com leucemia em todo o Brasil. Um ano antes, a doença vitimou 7,3 mil pessoas.

Estudo com ‘células assassinas’ pode ajudar contra a Covid no futuro, diz médica

Segundo a professora Lucia Silla, essa estratégia também pode ser utilizada no tratamento da Covid-19. O estudo nesse sentido está em avaliação. Veja vídeo acima

“No caminho de desenvolver, nós estamos também incluindo os pacientes portadores de Covid”, projeta.

Essa pesquisa necessita de uma licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A professora afirma que o processo deve levar, ao menos, um ano.

Estudo

A médica especializada em hematologia explica que essas células já são presentes no corpo humano, nos defendendo de cânceres e outras doenças.

“Até que chega um determinado câncer num determinado momento da vida, com estresse, situações especiais, a idade avançada, e essas células são totalmente paralisadas pelo câncer”, comenta Lucia Silla.

Segundo o estudo, as células natural killers são retiradas de doadores, normalmente de familiares, e postas em cultura antes de serem infundidas no paciente. As “assassinas naturais” estimulam outros glóbulos brancos no combate a leucemia.

“Nós fazemos crescer a célula, infundimos pela veia do paciente, ela entra e circula por todo o corpo. Onde ela reconhecer anormalidade, ela sai do vaso sanguíneo e vai lutar no seu lugar”, explica.

A professora Lucia Silla afirma que esta é a primeira pesquisa do tipo realizada no mundo. Em um dos pacientes, foi detectado que a célula atuou no sistema nervoso central.

“Nós começamos a infundir a célula, o paciente sentiu uma dor de cabeça intensa. Nós tomografamos, descobrimos que havia a doença também no sistema nervoso central e que as células estavam lá, fazendo uma área importante de inflamação. Dias depois, essa inflamação desaparecia junto com a leucemia. Essa foi a primeira descrição no mundo de tal efeito”, explica.

Lucia Silla ressalta o papel do investimento público na ciência e ressalta que o tratamento, mais barato que os usuais, poderá ser oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Toda a minha vida científica foi custeada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e este meu produto celular será oferecido para o SUS”, sustenta.

A pesquisa também é assinada por Vanessa Valim, Annelise Pezzi, Maria da Silva, Ianae Wilke, Juliana Nóbrega, Alini Vargas, Bruna Amorin, Bruna Correa, Bruna Zambonato, Fernanda Scherer, Joice Merzoni, Leo Sekine, Helen Huls, Laurence Cooper e Alessandra Paz, além do pesquisador Dean Lee, do MD Anderson Cancer Center, de Houston, nos Estados Unidos.

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Vacina da Pfizer reduz risco de hospitalização em 90% mesmo após seis meses da 2ª dose, diz estudo

Análise foi feita com pessoas que completaram o esquema vacinal. Imunizante se mostrou eficaz na proteção e redução de casos graves e hospitalizações para todas as variantes, incluindo a delta.

Do G1 / Saúde

Novos dados sobre a vacina da Pfizer, publicados em revista científica nesta segunda-feira (4), confirmam números já divulgados pela empresa: a eficácia do imunizante após seis meses da segunda dose permaneceu em 90% contra casos graves e hospitalizações para todas as variantes, incluindo a delta.

“Nosso estudo confirma que as vacinas são uma ferramenta crítica para controlar a pandemia e permanecem altamente eficazes na prevenção de doenças graves e hospitalização”, afirmam os pesquisadores no estudo divulgado pela “The Lancet”.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores analisaram cerca de 3,5 milhões de registros disponíveis no sistema de saúde da Kaiser Permanente Southern California (KPSC), um centro de pesquisa, entre 4 de dezembro de 2020 e 8 de agosto de 2021.

A investigação também confirmou um outro dado importante apontado anteriormente pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e também pelo Ministério da Saúde de Israel: a eficácia contra a infecção diminui conforme o tempo.

Ao analisar a eficácia do imunizante apenas em casos de infecção pela variante delta, os pesquisadores notaram que a imunidade foi de 93% um mês após a segunda dose para 53% após quatro meses da vacinação. Ao observar a resposta imune gerada em casos de infecção por outras variantes, a imunidade foi de 97% e diminuiu para 67% após quatro meses.

Para o vice-presidente e diretor médico da Pfizer Vaccines, Luis Joda, essa descoberta explica o motivo de algumas pessoas se infectarem mesmo após completarem o esquema vacinal e reforça a urgência em expandir a vacinação para todas as pessoas o mais rápido possível, uma vez que basta uma pessoa infectada para colocar todos em risco.

“As infecções de Covid-19 em pessoas que receberam duas doses de vacina são, provavelmente, devido à diminuição [da eficácia], e porque foram causadas por delta ou outras variantes que escapam da proteção da vacina”, explicou Joda.

Contudo, essa descoberta não interfere na proteção contra hospitalizações e casos graves, que permanece em 90% para todas as idades, todas as variantes e inalterada nos seis meses decorrentes após a segunda dose da vacina. Ou seja, mesmo que uma pessoa se contamine com o vírus após se vacinar, ela possui 90% de chances de não ser hospitalizada.

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