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Butantan entrega 1,1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde e paralisa produção da vacina por falta de matéria-prima

Instituto liberou nesta sexta (14) último lote de vacinas produzidas a partir do insumo recebido em abril. Fábrica assume produção de vacina da gripe enquanto espera a chegada dos 10 mil litros do IFA que ainda não têm autorização do governo chinês para serem enviados ao Brasil.

Por G1 SP — São Paulo

VÍDEO: Butantan entrega lote de 1,1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde e paralisa produção da vacina

Instituto Butantan entregou mais 1,1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde nesta sexta-feira (14) e suspendeu completamente a produção da vacina contra a Covid-19 por falta de matéria-prima.

“A boa notícia é que temos a entrega de mais de mais 1,1 milhão doses da vacina. A má notícia é que a partir de hoje o Instituto Butantan não pode processar novas vacinas”, disse o governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa na sede do Instituto nesta manhã.

O instituto aguarda a liberação pelo governo chinês de um lote com 10 mil litros de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o equivalente a 18 milhões de doses, para retomar a produção.

Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, o montante corresponde ao necessário para produzir o quantitativo de vacinas previstas para serem entregues ao governo federal em maio e junho.

Embora admita atraso nas entregas, Dimas Covas defende que o cronograma poderá ser recuperado no próximo mês, tão logo o insumo chegue ao país.

“Nesse momento o que se atrasa é a previsão. Quer dizer, nós tínhamos em maio a previsão de entregar 12 milhões de doses, e vamos entregar um pouco mais de 5 milhões. Em junho, temos a previsão de 6 milhões de doses. Se o IFA chegar muito rapidamente, vamos cumprir, vamos recuperar o cronograma de maio e vamos cumprir o de junho”.

Impacto no estado de SP

Durante a coletiva desta sexta, a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula, disse que a vacinação contra a Covid no estado de São Paulo poderá ter o ritmo afetado, mas espera que não seja necessário paralisar a imunização.

“Quando nós vamos parar? Esperamos de fato que o Programa Estadual de Imunização do estado de São Paulo não pare. Podemos diminuir o ritmo, mas nós, até o momento, não paramos, como nenhuma outra capital. Podemos diminuir o ritmo, mas esperamos que o governo federal se sensibilize com todos os brasileiros e tome as atitudes que deve tomar”, afirmou.

Ainda de acordo com ao coordenadora, a Secretaria Estadual da Saúde trabalha para evitar alterações no calendário de vacinação já divulgado pelo governo.

“Nesse momento, nós estamos trabalhando com muito planejamento para que a gente não tenha, do que já foi anunciado, nenhum tipo de perda, não possamos cumprir com o aquilo que foi anunciado. Temos isso muito criteriosamente, mas precisamos de mais vacinas”, completou.

Governador João Doria e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, acompanharam a liberação de doses da CoronaVac — Foto: Reprodução/TV Globo

Governador João Doria e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, acompanharam a liberação de doses da CoronaVac — Foto: Reprodução/TV Globo

Sinalização positiva

A China é fornecedora de matéria-prima para a produção tanto da CoronaVac, do Instituto Butantan, como da vacina de Oxford, produzida pela Fiocruz.

Nesta sexta (14), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou a chegada, no próximo dia 22, de mais uma remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). Outra carga de IFA segue prevista para o dia 29.

Dimas Covas defendeu que a liberação para a Fiocruz representa uma sinalização positiva do governo chinês, e espera conseguir autorização de envio dos lotes da CoronaVac nos próximos dias.

“No dia de hoje eu já conversei com os chineses e não houve de fato a liberação. Existe a noticia oficial da Fiocruz, que ela teve uma liberação para embarque no dia 22. É uma boa notícia. Quer dizer, se começou a liberar, então, é possível que a gente também tenha uma boa notícias”, afirmou.

Pelo menos 15 estados do país já suspenderam a aplicação da primeira ou da segunda dose do imunizante por falta de vacina.

Produção no Brasil

No final de abril, o Instituto já havia suspendido o envase do imunizante na fábrica do Brasil, mas os setores de rotulagem e controle de qualidade ainda funcionavam para entregar as últimas doses para o Ministério da Saúde.

O Butantan é parceiro do laboratório chinês Sinovac, e responsável pela última etapa de produção da vacina no Brasil, que consiste no envase, na rotulagem e no controle de qualidade das doses.

Com a entrega desta sexta para o governo federal, não há mais material para processamento em nenhuma etapa de produção.

De acordo com o Butantan, até a chegada de novos lotes do IFA, os setores assumem a produção da vacina da gripe.

Ataques à China

O governo de São Paulo tem participado de reuniões com o embaixador do Brasil na China para tentar viabilizar a autorização para a exportação dos insumos da vacina.

Doria atribui os entraves na importação às constantes declarações contra a China feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“É muito ruim quando temos um país cujo presidente agride outro país no momento em que mais precisamos de vacinas”, disse Doria.

A CoronaVac corresponde a aproximadamente 75% das vacinas contra a Covid aplicadas no Programa Nacional de Imunização (PNI).

No estado de São Paulo, ao menos 70 cidades já interoperam a aplicação da segunda dose por falta da CoronaVac, segundo levantamento da GloboNews.

Contratos com o Ministério da Saúde

O Butantan cumpriu na quarta-feira (12) a entrega de todas as 46 milhões de doses da CoronaVac previstas no primeiro contrato firmado com o Ministério da Saúde para o PNI.

Inicialmente, o montante total estava previsto para o final de abril, mas houve atraso por conta da falta de matéria-prima.

A remessa de 1,1 milhão de doses enviada nesta sexta (14) já é referente ao segundo contrato de 54 milhões de doses que devem ser entregues até setembro.

Na segunda (10), Dimas Covas disse que o programa nacional poderá ser afetado a partir de junho, caso o Instituto não receba um novo lote.

Veja abaixo as entregas de doses do Butantan ao ministério:

  • Janeiro: 8,7 milhões
  • Fevereiro: 4,583 milhões
  • Março: 22,7 milhões
  • 5 de abril : 1 milhão
  • 7 de abril : 1 milhão
  • 12 de abril : 1,5 milhão
  • 14 de abril: 1 milhão
  • 19 de abril: 700 mil
  • 22 de abril: 180 mil
  • 30 de abril: 420 mil
  • 6 de maio: 1 milhão
  • 10 de maio: 2 milhões
  • 12 de maio: 1 milhão – totalizando as 46 milhões do primeiro contrato
  • 14 de maio: 1,1 milhão

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Covid: Médico pode ser processado se receitar tratamento ineficaz, alertam especialistas

‘Kit covid’ virou um dos principais assuntos da CPI no Senado, e notificações de reações adversas ligadas a esses remédios disparam na pandemia. Médico tem autonomia para tratar paciente, mas há limites.

Por Rafael Barifouse, BBC

‘Não tem comprovação profilática do kit Covid’, afirma Barra Torres

O chamado “kit covid” se tornou um dos principais assuntos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga se o governo federal cometeu erros ou omissões no combate à pandemia de Covid-19.

Os três ministros da Saúde de Jair Bolsonaro (sem partido) que já estiveram na CPI foram bastante questionados sobre a defesa pelo presidente deste suposto tratamento precoce, que usa medicamentos sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus, como cloroquina, ivermectina e azitromicina.

Luiz Henrique Mandetta (MDB-MS), primeiro ministro da Saúde do governo Bolsonaro, disse que o governo federal chegou a cogitar um decreto para mudar a bula desse remédio para que ele fosse indicado para Covid-19, e essa intenção foi confirmada no depoimento do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres.

O oncologista Nelson Teich afirmou ter pedido demissão diante da pressão para que elaborasse um protocolo de tratamento que recomendasse a adoção ampla da cloroquina.

Marcelo Queiroga, atual ocupante do cargo, reconheceu que a cloroquina não tem eficácia comprovada. Mas evitou falar contra o seu uso.

Tudo indica que o general Eduardo Pazuello, o quarto ministro a ser ouvido pela CPI, também ouvirá muitas perguntas sobre isso.

Um dos motivos de tanta atenção a esse assunto é porque há um consenso cada vez maior de que os medicamentos do chamado “kit covid” não só não funcionam, como podem fazer mal à saúde.

É o que indicam os registros da Anvisa, que nunca recebeu tantas notificações de reação adversa pelo uso destes remédios como agora (leia mais abaixo).

Raio-x da Covid: A palavra mais falada na primeira semana da CPI foi cloroquina

Esses números vão ao encontro dos relatos cada vez mais frequentes publicados na imprensa de pessoas que enfrentaram problemas de saúde por causa do “kit covid”.

Em casos assim, qual é a responsabilidade do médico? Um paciente pode entrar na Justiça contra quem receitou um medicamento do chamado kit covid?

Especialistas em direito civil e da Saúde ouvidos pela reportagem divergem sobre a possibilidade deste tipo de profissional ser responsabilizado legalmente, especialmente se o tratamento tiver sido prescrito no começo da pandemia, quando ainda havia muitas dúvidas sobre a Covid-19 e os efeitos dos medicamentos que compõem o “kit covid”.

Mas eles concordam que, conforme a pandemia avança, fica cada vez mais difícil justificar para um juiz a prescrição desse tipo de medicamento.

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Fungo perigoso ameaça pacientes de Covid-19 na Índia

O fungo preto é via de regra encontrado na natureza, na terra, mas também em alimentos estragados, como as frutas mofadas.

Por Deutsche Welle

Os fungos mucor são extremamente comuns, sendo encontrados na terra ou em alimentos estragados. Em indivíduos com a imunologia debilitada, porém, causam mucormicose, resultando em operações mutiladoras ou até em morte.

Na Índia tornam-se cada vez mais frequentes, entre pacientes de Covid-19, os diagnósticos de uma infecção fúngica: muitas vezes fatal, a mucormicose se propaga pelo corpo, destruindo pele, músculos, ossos e órgãos. As imagens dos que se infectaram com o “fungo preto” são assustadoras, muitos têm o rosto mutilado por operações.

Índia passa pelo pior momento da pandemia, com parentes ressuscitando pacientes

A moléstia ocorre quando os extremamente comuns fungos mucorales (presentes, por exemplo, no bolor do pão) atacam os sinos nasais ou o pulmão de indivíduos com o sistema imunológico debilitado – entre eles, pacientes ou recém-recuperados de uma infecção com o novo coronavírus.

Justamente no momento em que o país atravessa sua segunda onda da pandemia, a situação é muito grave, observa o professor Oliver Cornely, do Centro Europeu de Excelência para Infecções Fúngicas Invasivas, sediado em Colônia, Alemanha.

“Colegas da Índia relatam que o número dos casos de mucormicose cresceu muito intensamente e que quase a cada dois dias os grandes hospitais a diagnosticam num paciente”, o que é uma frequência exageradamente alta, mesmo para padrões indianos. Os números exatos das infecções ainda não são conhecidos.

Destruição irrefreável

Os fungos atacam sobretudo as superfícies corporais, não só a pele externa, mas também as internas, que entrem em contato com o ar. Aspirados, seus esporos se instalam nos sinos nasais, indo daí para as vias pulmonares mais profundas, ou, se atravessam as mucosas, até os ossos.

É importante tratar uma mucormicose o mais cedo possível, caso contrário ela só deterá mediante intervenção cirúrgica. Os primeiros sintomas são pouco específicos, olhos e nariz avermelhados. Com o progresso da infecção, podem aparecer muco negro ou sangrento, febre e dificuldade respiratória.

A partir daí, o “fungo preto” “cresce sem freios pelos ossos adentro; seguindo a anatomia, chega até onde ficam os olhos, as órbitas oculares, os músculos e os nervos”, explica Cornely. Nos piores casos, os cirurgiões têm que extrair todo o olho e parte do rosto, a fim de eliminar os tecidos atingidos e salvar a vida do paciente.

“O mucor destrói todo tipo de tecido que esteja no seu caminho. Isso se aplica também aos vasos sanguíneos, que consequentemente não servem mais para transportar os medicamentos aonde sejam necessários.”

“Pode também ocorrer que o fungo atravesse completamente o osso e vá diretamente para o cérebro”, o que é quase sempre fatal, prossegue o micologista. Dependendo da rapidez com que o paciente receba tratamento, a taxa de mortalidade fica entre 50% e 90%.

Covid-19, cortisona, diabetes

Os pacientes de diabetes são especialmente sujeitos à mucormicose, e na Índia seu número é tão alto que a doença é por vezes classificada como epidemia. O fato de muitos não se tratarem piora grandemente o perigo. Em contraste com um indivíduo saudável que inspire os esporos microscópicos, cujo sistema imunológico em geral os neutraliza, o dos diabéticos não opõe muita resistência.

Além disso, no diabetes não tratado, as mucosas produzem moléculas que agem como receptores para o mucor. “Ele pode então se fixar nelas. Aí começa imediatamente a crescer, e os esporos se transformam num fungo em forma de fio”, descreve Cornely.

Numa infecção com o coronavírus, por outro lado, as vias respiratórias costumam ser lesionadas, “estão destruídas as camadas epiteliais que de outro modo formam uma defesa”. Da mesma forma que o diabetes e a Covid-19, também a ministração de cortisona enfraquece a imunologia: ao evitar inflamações, a substância também neutraliza as defesas naturais, facilitando a penetração dos patógenos.

O “fungo preto” é via de regra encontrado na natureza, na terra, mas também em alimentos estragados, como as frutas mofadas. “Na verdade, o lugar desses fungos não é nos seres humanos vivos: sua tarefa ecológica é, antes, decompor madeira, plantas e também cadáveres”, explica o infectologista.

“Talvez a situação também tenha a ver com a diferença entre as condições climáticas no Sudeste Asiático e, por exemplo, a Alemanha, onde o fungo só ataca um a dois indivíduos em 1 milhão, por ano. Também pode ter influência o fato de que nesses países os habitantes estão expostos a uma quantidade muito maior de patógenos.”

Más condições higiênicas, pobreza e a vida em espaços lotados igualmente favorecem a manifestação de diversas moléstias infecciosas. “Devido à Covid-19, agora se manifestam doenças que de outra forma são bastante raras, e entre elas está a mucormicose”, conclui Oliver Cornely.

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Ritmo de vacinação contra Covid cai pela metade no Brasil

Média de vacinas aplicadas por dia despencou de 995 mil para 429 mil em apenas 2 semanas, uma redução de 57%. País caiu de 4º para 8º entre os que mais vacinam no mundo diariamente.

Por Lucas Sampaio

O ritmo de vacinação contra a Covid-19 caiu pela metade no Brasil nos últimos 14 dias, e o país foi ultrapassado por AlemanhaReino UnidoFrança Itália no número de doses aplicadas diariamente.

Em meio a uma série de problemas, a média diária de vacinação foi de 995 mil no dia 29 de abril para 429 mil na quarta-feira (12), apontam dados do “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford.

Entre as falhas na vacinação estão o atraso na aplicação da segunda dose da CoronaVac e a demora para a produção de mais vacinas devido à falta de insumos (veja mais abaixo).

Com a redução de 57% em apenas 2 semanas, o Brasil caiu de 4º para 8º país que mais aplica doses de vacina contra a Covid-19 por dia. A China lidera o ranking, com uma média de 9,23 milhões.

Sexto país mais populoso do mundo, com 212 milhões de habitantes, o Brasil foi ultrapassado na vacinação diária por nações europeias que têm muito menos habitantes (a Alemanha tem 83 milhões de habitantes, Reino Unido e França têm 67 milhões cada um e a Itália, 60 milhões).Vacinas contra Covid aplicadas por diaMédia nos últimos 7 dias (em mil unidades)9.2309.2302.3002.3002.1602.1607537534974974804804624624294294044043863861º China2º Índia3º EUA4º Alemanha5º Reino Unido6º França7º Itália8º Brasil9º México10º Espanha01k2k3k4k5k6k7k8k9k10kFonte: Our World in Data

A média de vacinação diária no Brasil chegou a atingir um pico de 1,14 milhão de doses há exatamente um mês, em 13 de abril, mas o país não conseguiu manter o ritmo.

Foi o único dia em que o país superou a média de 1 milhão de doses aplicadas. Em 13 de abril, foram administradas um recorde de 3,37 milhões de vacinas contra a Covid-19.

Problemas com vacinas

Vários fatores levaram à redução no ritmo de vacinação no Brasil.

Um deles é a falta de doses da CoronaVac em diversas capitais e de insumos para ampliar a produção, devido ao atraso na importação do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) da China.

O IFA é um insumo fundamental para a produção de vacinas, e ataques do presidente Jair Bolsonaro e aliados contra a China são apontados como responsáveis pela dificuldade na importação.

Outro motivo é o governo federal ter suspendido na terça-feira (11) a vacinação contra a Covid-19 em grávidas com o imunizante de Oxford/AstraZeneca .

Agora, só estão sendo imunizadas as gestantes com comorbidades e apenas com a CoronaVac ou a vacina da Pfizer.

Ministério da Saúde suspende vacinação de grávidas com a vacina de Oxford/AstraZeneca

Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisanegou pedido do governo federal para importar 20 milhões de doses da vacina Covaxin, produzida na Índia, no fim de março.

A Anvisa também negou importação da Sputnik, da Rússia, no fim de abril. O governo contava com doses das duas vacinas para ampliar o ritmo da imunização no país.

Ranking de vacinação

Atualmente, o Brasil é o 5º em doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas, atrás do Reino Unido e à frente da Alemanha.

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‘Solidão, exaustão e culpa’: pandemia trouxe aumento da depressão na gravidez e no pós-parto

Estudo britânico aponta que mães de primeira viagem com bebês pequenos têm o dobro de chances de ter depressão.

Por Laís Modelli, G1

Uma pesquisa do College London, na Inglaterra, revela que a depressão pós-parto mais que dobrou na Europa durante o primeiro semestre de 2020 em relação ao período pré-pandemia, saltando de 23% para 47,5% os casos entre mães com bebês de até seis meses de vida. Os resultados foram publicados na terça-feira (11) na revista científica “Frontiers in Psychology”.

Os pesquisadores ouviram 162 mães de maneira remota. Além de responderem a um questionário, elas precisavam listar até 25 pessoas com quem podiam contar no pós-parto e descrever a forma como interagiam com elas: por telefone, por videochamada, por mensagens de aplicativos ou presencialmente.

As mães que não podiam dividir os cuidados com o pai do bebê ou que não tinham uma rede de apoio para ajudá-las com os afazeres domésticos e com o filho descreveram sentir “solidão, exaustão, preocupação, inadequação, culpa e aumento do estresse”, além de um sentimento de “oportunidades perdidas” e excessiva preocupação com o impacto que o isolamento social imposto pela pandemia poderá ter no desenvolvimento do bebê.

As mais afetadas pelo isolamento social e pela redução dos contatos foram as mães de primeira viagem, que apresentaram o dobro de chances de terem depressão pós-parto durante a pandemia. Já as mães que tiveram mais contatos, interações e apoio de pessoas próximas relataram menos sintomas depressivos.

“É realmente muito difícil criar um filho, especialmente em uma crise, quando todos estão lidando com o aumento dos afazeres, do estresse e dos eventos adversos da vida”, diz a antropóloga Sarah Myers, que liderou o estudo.

“Nossa pesquisa mostra que o isolamento social deixa as novas mães mais vulneráveis à depressão pós-parto (…) Os formuladores de políticas públicas devem levar isso em consideração enquanto tivermos que lidar com a Covid-19, para o bem de mães, bebês e famílias inteiras”, alerta Myers.

Ainda não há dados publicados sobre a depressão pós-parto no Brasil durante a pandemia, mas a psiquiatra perinatal do Ambulatório de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas da USP, Arianne Melo Angelelli, relata um aumento de grávidas e puérperas com sintomas depressivos e de ansiedade desde o ano passado.

“Além das preocupações com a gravidez, o parto, a chegada do filho, agora essas mulheres também têm que se preocupar com o coronavírus. Apesar disso, o isolamento social tem feito com que muitas mulheres fiquem completamente sozinhas no parto e puerpério”, diz Angelli.

A doula Elisângela Teixeira, a Elis, do coletivo de doulas Acolher e Cuidar, também relata um aumento de grávidas e puérperas deprimidas e ansiosas.

“Atendemos, em média, 12 mulheres por mês. Cerca de 80% delas têm se mostrado ansiosas e com medo nesse momento da pandemia. Muitas têm com medo de fazer o parto no hospital, acham que vão se contaminar ou contaminar o bebê. E a ansiedade atrapalha demais o processo do trabalho de parto”, diz Elis.

A doula conta que é comum as mulheres ficarem mais reclusas durante o puerpério, período em que o corpo leva para voltar às condições pré-gestação, que pode durar até 60 dias. “Mas com a pandemia, o medo da Covid, a falta de contato com pessoas queridas durante a gestação, a falta da rede de apoio para ajudar a mulher no pós-parto, tudo isso piorou muito o período do puerpério”, afirma.

Parto solitário

Foi um parto solitário, descreve Fernanda* (nome fictício, ela prefere não se identificar), que teve o seu primeiro filho durante a primeira onda de coronavírus.

Por causa da pandemia, o momento tão esperado da chegada do primogênito ocorreu sem nenhum rosto familiar para segurar a mão de Fernanda durante o parto. Os rostos que ali estavam, aliás, mostravam apenas os olhos; o restante estava coberto por máscaras e toucas.

“Eu sempre quis ter filhos, engravidar. Sonhava com isso, ficava planejando como seria”, conta a moça, por telefone, equilibrando o celular em uma mão e o bebê em outra.

Mas o sonho da gravidez, que virou realidade no final de 2019, se transformou em pesadelo em março do ano seguinte.

“A empresa onde eu trabalhava afastou as grávidas em março. Logo em seguida, terminei o meu relacionamento. Quando percebi, estava sozinha e grávida, sem poder ver ninguém, isolada em casa”, lembra. Na época, ela morava em outro estado, a mais de 500 quilômetros longe da família.

“Não tinha condições de ter meu primeiro filho sozinha e longe de casa durante uma pandemia”, afirma.

Foi aí que Fernanda decidiu se demitir do emprego para se mudar para a casa da mãe, no interior de Minas Gerais. Mesmo com a mudança, o isolamento social e as medidas de controle da Covid-19 fizeram do parto e do puerpério momentos solitários.

“Eu queria um parto humanizado, em casa, mas minha família não me apoiou. Aceitei ter o bebê no hospital, mas só fui para lá quando já não aguentava mais de dor”, diz. Ela entrou em trabalho de parto às 4 horas da madrugada, mas chegou no hospital somente às 18h.

“Minha mãe quase derrubou o hospital para entrar comigo, mas os acompanhantes não podiam acompanhar os partos por causa do risco de contaminação por coronavírus, então eu entrei sozinha”.

Foram mais de quatro horas em trabalho de parto dentro do quarto de hospital, acompanhada apenas de profissionais da saúde. Quando o bebê enfim nasceu, ela não pôde pegá-lo no colo, também como medida de proteção.

“O pós-parto foi pior ainda. Eu não dormia, estava exausta. Também me sentia muito sozinha. Por causa do isolamento social, recebi a visita somente de uma amiga, que também estava isolada desde o início da pandemia para cuidar da mãe doente. Fui sair de casa pela primeira vez três meses depois, para ir ao mercado”, conta Fernanda, que estava desempregada até o começo de 2021.

Assim como mostrou o estudo britânico, a falta de uma rede de apoio na gestação e no puerpério é um dos fatores para a depressão pós-parto, já que ela é resultado de uma combinação de questões biológicas – a mulher passa por uma mudança brusca física e hormonal -, mas também psicológicas e sociais.

“A maternidade é uma transformação do papel da mulher na sociedade. Ela passa a ter novas responsabilidades, e passa a ser muito mais cobrada. É uma fase de estresse, medo, privação do sono, não é um momento de pura felicidade, como muitos dizem”, afirma a psiquiatra Angelelli.

“Conta muito a condição social da mulher e o ambiente em que ela vive. Se ela sofre violência, se tem uma condição econômica desfavorável, se não tem apoio do parceiro e de familiares, se vive em um ambiente de estresse, o nível de depressão pós-parto aumenta muito”, explica a psiquiatra.

Números da Fiocruz anteriores a pandemia mostram que 1 em cada 4 mulher tem depressão pós-parto no Brasil. 50% delas já tinham depressão durante a gravidez, mas não foram diagnosticadas. Por isso, esse tipo de depressão tem sido chamado de “periparto”, já que pode começar na gestação.

Com as restrições e crise geradas pela pandemia, Angelelli acredita que a taxa de ocorrência de depressão periparto no Brasil, que já era alta, tenha aumentado.

Depressão pós-parto mexe com áreas do cérebro relativas ao afeto

‘É preciso uma aldeia inteira’

O estudo do College London cita um antigo provérbio para explicar a importância da rede de apoio em torno da mãe e do recém-nascido: “é preciso uma aldeia inteira para cuidar de uma criança”.

“A gente acredita [na medicina] que esse provérbio é realmente verdadeiro. Não é uma mãe sozinha que vai cuidar de um bebê”, diz Angelelli.

“Em toda a história da Humanidade, quando uma mulher tem um filho, ela recebe ajuda da comunidade. Ou é a mãe, ou a prima, uma amiga, uma sogra, alguém vai ajudá-la nos primeiros meses da criança. Se for o primeiro filho, alguém vai precisar ensinar os pais como dar banho, trocar etc. Toda essa rede foi interrompida pela pandemia”, afirma a psiquiatra.

Na pesquisa britânica, muitas mães afirmaram que, com o isolamento e sem ninguém para ajudá-las presencialmente, a maternidade havia se transformado em um “fardo constante”. E embora o contato pela internet ou telefone ajudasse, ainda era insuficiente. Sem as visitas e o convívio com amigos e familiares, elas tinham que pedir ajuda ativamente, ampliando o estresse da maternidade.

Durante o puerpério, a mãe com depressão pode ter muita dificuldade em amamentar, em se concentrar e cuidar do bebê. É aí que a rede de apoio a essa família se torna ainda mais essencial.

“Tudo fica muito mais difícil para essa mãe. Isso gera culpa, mesmo não sendo culpa dela. Por isso é tão importante ter pessoas que sejam capazes de cuidar da mãe e do bebê até que ela possa se recuperar”, afirma Angelelli.

Sintomas

A tristeza, exaustão extrema, reclusão, apatia, alteração de sono e apetite, irritabilidade, culpa, dificuldade de concentração, falta de esperança, medo de sair de casa e cuidado excessivo com o bebê costumam ser os sintomas mais frequentes da depressão pós-parto.

“A mulher com depressão periparto tem maior chance de ter um parto prematuro. Ela também costuma sentir mais dor durante o parto, mais insegurança, mais medo. O nível de imunidade também costuma cair”, complementa a psiquiatra.

Angelelli explica que muitas mulheres têm o primeiro episódio de depressão na vida no periparto, mas, se tratada com acompanhamento psicológico, os sintomas podem durar de seis meses até um ano após o parto.

Se não tratada, a depressão pode se transformar em crônica em 30% dos casos, alerta a especialista.

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Anvisa recomenda suspender vacinação da AstraZeneca em grávidas

Imunizante vinha sendo usado em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a Coronavac e a Pfizer.

Por G1

Anvisa recomenda suspender vacinação da AstraZeneca em grávidas

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou na noite desta segunda-feira (10) a suspensão imediata da aplicação da vacina contra Covid da AstraZeneca/Fiocruz em grávidas.

A vacina vinha sendo usada, em alguns estados, em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a Coronavac e a vacina da Pfizer.

O texto da nota emitida pela agência reguladora diz que a orientação é que “seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) a indicação da bula da vacina AstraZeneca e que a orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país”.

A Anvisa, no entanto, não relatou nenhum evento adverso ocorrido em grávidas no Brasil.

O texto diz ainda que “o uso de vacinas em situações não previstas na bula só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios para a paciente”. A bula atual da vacina contra Covid da AstraZeneca, porém, não recomenda o uso da vacina sem orientação médica.

A vacina AstraZeneca permite um distanciamento maior entre a primeira e a segunda injeção: três meses. Clique aqui e entenda qual a proteção da 1ª dose e qual o motivo do intervalo de três meses para a 2ª.

Vacinação no Brasil

primeira dose da vacina contra a Covid-19 já foi aplicada em 35.909.617 pessoas até esta segunda-feira. O número representa 16,96% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 18.073.591 pessoas (8,54% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

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Com Covid em alta, governo de PE prorroga restrições de atividades econômicas e sociais até 23 de maio

Em pronunciamento transmitido nesta quinta (6) pela internet, secretários disseram que houve aumento de pedidos de UTIs e e enfermarias, nos últimos dias. Decreto atual deveria vigorar até 9 de maio.

Do G1 PE

Governo prorroga Plano de Convivência com a Covid-19 até 23 de maio

O governo de Pernambuco anunciou, nesta quinta (6), que as restrições de atividades sociais e econômicas serão prorrogadas por mais duas semanas. As medidas, em vigor desde março, por causa da pandemia, seguiriam até o dia 9 de maio. Com a nova determinação, ficam mantidos, até o dia 23 deste mês, os horários diferenciados do comércio e as proibições de festas e eventos.

As informações foram repassadas durante pronunciamento feito pelas redes sociais. Participaram os secretários estaduais de Saúde, Andre Longo, e executiva de Planejamento, Ana Paula Vilaça. O estado também anunciou a abertura mais leitos para Covid e a chegada de novas doses de vacinas.

A prorrogação das medidas, de acordo com o estado, foi determinada por causa dos “altos números” de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Longo informou que houve aumento de solicitações de UTIs e de enfermarias na rede pública, na última semana.

“Temos mais 1.600 pessoas internadas com problemas respiratórios em UTIs no estado. Na comparação das últimas duas semanas, foram mais 76 pedidos de UTi e 65 de enfermarias. Estamos em um platô dos números”, afirmou.

Ana Paula Vilaça acrescentou que a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva tem se mantido em 97%. “As medidas foram mantidas por causa desses índice de avaliações técnicas”, afirmou.

André Longo e Ana Paula Vilaça participaram de pronunciamento, nesta quinta (6), e anunciaram prorrogação de restrições até 23 de maio  — Foto: Reprodução/Redes Sociais

André Longo e Ana Paula Vilaça participaram de pronunciamento, nesta quinta (6), e anunciaram prorrogação de restrições até 23 de maio — Foto: Reprodução/Redes Sociais

As medidas restritivas atuais foram decretadas no fim de março, depois de um período de quarentena em todo o estado. O decreto anterior ficou em vigor até 25 de abril. Depois, o estado ampliou essas restrições até 9 de maio.

Principais medidas

O decreto em vigor desde 26 de abril e que teve os efeitos prorrogados até 23 de maio determina horários de funcionamento de cada atividade econômica.

O comércio em geral, inclusive shoppings centers e galerias comerciais, pode funcionar das 10h às 20h de segunda-feira a sexta-feira. Nos finais de semana e feriados, esse locais têm duas opções de horário: das 9h às 17h ou das 10h às 18h.

Já comércio de bairro, como os estabelecimentos varejistas de pequeno porte situados em áreas residenciais, fora de shoppings centers e galerias comerciais, podem abrir:

  • das 8h às 18h, das 9h às 19h ou das 10h às 20h, de segunda-feira a sexta-feira;
  • das 9h às 17h ou das 10h às 18h, nos finais de semana e feriados.

As lojas de material de construção podem funcionar:

  • das 7h às 17h, das 8h às 18h, das 9h às 19h ou das 10h às 20h, de segunda-feira a sexta-feira;
  • das 9h às 17h ou das 10h às 18h, nos finais de semana e feriados.

Os escritórios comerciais e de prestação de serviços estão autorizados a abrir:

  • das 10h às 20h de segunda-feira a sexta-feira;
  • das 9h às 17h ou das 10h às 18h, nos finais de semana e feriados.

Salões de beleza, barbearias, cabeleireiros e similares podem funcionar:

  • das 10h às 20h de segunda-feira a sexta-feira;
  • das 9h às 17h ou das 10h às 18h, nos finais de semana e feriados.

Academias e demais estabelecimentos voltados à prática de atividades físicas podem abrir:

  • das 5h às 20h de segunda-feira a sexta-feira;
  • das 5h às 18h nos finais de semana e feriados.

Continua proibida a utilização de som e shows em restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência, bares e similares, que estão autorizados a funcionar:

  • das 5h às 20h de segunda-feira a sexta-feira;
  • das 9h às 17h ou das 10h às 18h, nos finais de semana e feriados.

Os restaurantes, lanchonetes, bares e similares, em qualquer horário, podem realizar entrega a domicílio e funcionar como ponto de coleta e por drive-thru.

As atividades econômicas e sociais que não tiveram o funcionamento disciplinado no decreto devem respeitar o horário de funcionamento das 10h às 20h, de segunda-feira a sexta-feira, e das 9h às 17h ou das 10h às 18h, nos finais de semana e feriados.

Os estabelecimentos localizados nos shoppings e galerias comerciais devem observar os horários previstos para cada tipo de serviço.

Alguns estabelecimentos foram autorizados a funcionar em horários próprios (veja relação ao fim da matéria).

Municípios fora do Grande Recife

O decreto prevê, ainda, que as prefeituras de cidades fora da Região Metropolitana do Recife podem alterar os horários de funcionamento de algumas atividades econômicas para atender a necessidades locais, mas precisam respeitar as seguintes regras:

funcionamento diário deve ser de, no máximo, a 10 horas contínuas nos dias de semana e 8 horas contínuas nos finais de semana e feriados;

abertura dos estabelecimentos não deve ocorrer antes das 5h nos dias de semana e das 6h nos finais de semana e feriados;

encerramento das atividades deve ocorrer até as 20h nos dias de semana e até as 18h nos finais de semana e feriados

Atividades proibidas

O decreto reforçou que continua proibido o funcionamento e a prática das atividades em clubes sociais, esportivos e agremiações; salas de cinema e teatro; museus e demais equipamentos culturais; parques de diversão, temáticos e similares.

As competições e práticas esportivas coletivas, profissionais ou voltadas ao lazer, com exceção dos jogos de futebol profissional, sem público, cumprido o protocolo específico, seguem sem autorização.

Também permanece vedada no estado a realização de shows, festas, eventos sociais e corporativos de qualquer tipo, com ou sem comercialização de ingressos, em ambientes fechados ou abertos, públicos ou privados, inclusive em clubes sociais, hotéis, bares, restaurantes, faixa de areia e barracas de praia, independentemente do número de participantes.

Continuam suspensas as operações de atracação de cruzeiros e outras embarcações de passageiros de grande porte, em todo o estado, inclusive no distrito de Fernando de Noronha.

As operações de pouso e decolagem de aeronaves no Distrito Estadual de Fernando de Noronha, devem observar os protocolos específicos para admissão de turistas, de moradores regulares ou temporários e de servidores públicos e profissionais da iniciativa privada, que desempenharem atividades profissionais na ilha.

Estabelecimentos com horário próprio:

  • Serviços públicos municipais, estaduais e federais
  • Executivo, Legislativo e Judiciário, dos Ministérios Públicos e dos Tribunais de Contas, e representações diplomáticas, devendo ser priorizado o teletrabalho;
  • farmácias e estabelecimentos de venda de produtos médico-hospitalares;
  • postos de gasolina, com exceção de lojas de conveniência;
  • serviços essenciais à saúde, como médicos, clínicas, hospitais, laboratórios e demais estabelecimentos relacionados à prestação de serviços na área de saúde;
  • serviços de abastecimento de água, gás e demais combustíveis, saneamento, coleta de lixo, energia, telecomunicações e internet;
  • clínicas, hospitais veterinários e assistência a animais;
  • serviços funerários;
  • hotéis e pousadas, incluídos os restaurantes e afins, localizados em suas dependências, com atendimento restrito aos hóspedes;
  • serviços de manutenção predial e prevenção de incêndio;
  • serviços de transporte, armazenamento de mercadorias e centrais de distribuição;
  • estabelecimentos industriais, atacadistas e logísticos, bem como os serviços de transporte, armazenamento e distribuição de seus insumos, equipamentos e produtos;
  • oficinas de manutenção e conserto de máquinas e equipamentos, veículos leves e pesados e, em relação a estes, a comercialização e serviços associados de peças e pneumáticos;
  • serviços de auxílio, cuidado e atenção a idosos, pessoas com deficiência e/ou dificuldade de locomoção e do grupo de risco
  • serviços de segurança, limpeza, vigilância, portaria e zeladoria em estabelecimentos públicos e privados, condomínios, entidades associativas e similares;
  • imprensa;
  • serviços de assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;
  • transporte coletivo de passageiros, incluindo táxis e serviços de aplicativos de transporte
  • supermercados, padarias, mercados e demais estabelecimentos voltados ao abastecimento alimentar da população;
  • atividades de construção civil;
  • processamento de dados e call center ligados a serviços essenciais;
  • serviços de entrega em domicílio de qualquer mercadoria ou produto;
  • serviços de suporte portuário, como operadores portuários, agentes de navegação, praticagem e despachantes aduaneiros;
  • pesca artesanal;
  • restaurantes, lanchonetes e similares localizados em unidades hospitalares e de atendimento à saúde e no aeroporto ou terminal rodoviário, desde que destinados exclusivamente ao atendimento de profissionais da saúde, pacientes e acompanhantes, e passageiros, respectivamente;
  • lavanderias;
  • estabelecimentos de manutenção de eletrodomésticos e assistência técnica em geral.

Variantes

No pronunciamento, André Longo afirmou que a Fiocruz analisou, em fevereiro, 17 amostras válidas de pacientes infectados com o novo coronavírus. desse total, 14 eram da variante P1 e quatro, da P2. “São pacientes do Recife, Olinda, Jaboatão, Serrita, Carpina,e Vicência, afirmou.

Covid em Pernambuco

Pernambuco bateu recorde de casos da Covid-19 confirmados em um dia ao registrar, nesta quinta-feira (6), mais 3.074 pacientes infectados. Esta foi a primeira vez, desde o início da pandemia, que o estado contabilizou, em um único dia, mais de 3 mil infectados. O boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) também apontou 52 mortes de pessoas com a doença.

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Brasil chega a 15 milhões de casos de Covid registrados, com mortes e diagnósticos apontando estabilidade

País contabiliza 417.176 e 15.009.023 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde.Foram 2.531 mortes contabilizadas em 24 horas.

Por G1

Brasil chega a 15 milhões de casos confirmados de Covid

O Brasil passou a marca de 15 milhões de casos de Covid contabilizados e registrou 2.531 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quinta-feira (6) 417.176 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.251. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -10%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quinta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Essa é a menor média móvel de mortes registrada desde 20 de março, quando ela estava em 2.234 –e em plena ascenção naquele momento. O ritmo atual, na faixa da estabilidade, mesmo quando em queda não ficou abaixo de -20% nas últimas semanas. É pouco se comparado ao ritmo de crescimento que a curva apresentou em março, com altas que passaram de +50%.

Dois estados apresentam tendência de alta nas mortes: PR e CE.

O país completa agora 51 dias seguidos com a média móvel de óbitos acima dos 2 mil mortos por dia. Já são 106 dias no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Evolução da média móvel de óbitos no Brasil na última semana — Foto: Editoria de Arte/G1

Evolução da média móvel de óbitos no Brasil na última semana — Foto: Editoria de Arte/G1

  • Sexta (30): 2.523
  • Sábado (1º): 2.422
  • Domingo (2): 2.407
  • Segunda (3): 2.375
  • Terça (4): 2.361
  • Quarta (5): 2.329
  • Quinta (6): 2.251

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.009.023 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 72.559 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 59.448 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +3% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.

Sem queda significativa tanto em casos quanto em mortes, o país começa a observar a formação de um platô perigoso nas duas curvas, com os números se mantendo ainda muito altos.

Brasil, 6 de maio

  • Total de mortes: 417.176
  • Registro de mortes em 24 horas: 2.531
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.251 (variação em 14 dias: -10%)
  • Total de casos confirmados: 15.009.023
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 72.559
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 59.448 por dia (variação em 14 dias: +3%)

Estados

  • Em alta (2 estados): PR e CE
  • Em estabilidade (12 estados): RS, SC, MG, RJ, SP, RR, TO, BA, PB, PE, PI e SE
  • Em queda (12 estados e o Distrito Federal): ES, DF, GO, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RO, AL, MA e RN

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quinta-feira (6) aponta que 34.220.432 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 16,16% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 17.335.070 pessoas (8,19% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 51.555.502 doses foram aplicadas em todo o país.

Veja a variação das mortes por estado

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Sul

  • PR: +26%
  • RS: -8%
  • SC: -12%

Sudeste

  • ES: -34%
  • MG: -10%
  • RJ: +2%
  • SP: -11%

Centro-Oeste

  • DF: -28%
  • GO: -37%
  • MS: -22%
  • MT: -28%

Norte

  • AC: -39%
  • AM: -35%
  • AP: -20%
  • PA: -32%
  • RO: -47%
  • RR: -4%
  • TO: +6%

Nordeste

  • AL: -16%
  • BA: -12%
  • CE: +18%
  • MA: -16%
  • PB: -14%
  • PE: -1%
  • PI: -8%
  • RN: -27%
  • SE: +5%

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Doença cerebral misteriosa intriga médicos no Canadá

Dezenas de pessoas em New Brunswick estão apresentando sintomas da nova doença que afeta fortemente o cérebro.

Por Jessica Murphy, BBC — Toronto

Médicos no Canadá têm deparado com pacientes que apresentam sintomas semelhantes aos da doença de Creutzfeldt-Jakob, um mal raro e fatal que ataca o cérebro. Mas, quando resolveram investigar o mal em mais detalhe, o que eles descobriram os deixou perplexos.

Quase dois anos atrás, Roger Ellis desmaiou em casa com uma convulsão em seu 40º aniversário de casamento.

Com 60 e poucos anos, Ellis, que nasceu e foi criado na bucólica península de Acadian, em New Brunswick, era uma pessoa saudável. Ele estava aproveitando sua aposentadoria após décadas trabalhando como mecânico industrial.

Seu filho, Steve Ellis, diz que depois daquele dia fatídico a saúde de seu pai piorou rapidamente.

“Ele teve delírios, alucinações, perda de peso, agressividade, fala repetitiva”, diz ele.

“A certa altura, ele não conseguia nem andar. No intervalo de três meses, médicos disseram acreditar que ele estava morrendo— mas ninguém sabia por quê.”

Os médicos de Roger Ellis primeiro suspeitaram da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Trata-se de uma doença causada por proteínas chamadas de priões. A doença cerebral degenerativa fatal e rara faz com que os pacientes apresentem sintomas como falta de memória, mudanças de comportamento e dificuldades de coordenação.

Uma categoria conhecida da doença se chama Variante DCJ, que está associada à ingestão de carne contaminada com a doença da vaca louca. A DCJ também pertence a uma categoria mais ampla de doenças cerebrais como Alzheimer, Parkinson e ALS, em que as proteínas do sistema nervoso se deformam.

Mas o exame de DCJ de Ellis deu negativo, assim como a enxurrada de outros testes a que seus médicos o submeteram enquanto tentavam descobrir a causa de sua doença.

Seu filho diz que a equipe médica fez o possível para aliviar os diversos sintomas de seu pai, mas ainda havia um mistério: o que estava por trás da piora do quadro de Ellis?

Em março deste ano, Steve Ellis encontrou uma possível — embora parcial — resposta para o mal de seu pai.

A Rádio-Canadá, a emissora pública do país, obteve uma cópia de um memorando de saúde pública que foi enviado aos profissionais médicos da província alertando sobre um grupo de pacientes exibindo uma doença cerebral degenerativa desconhecida.

“A primeira coisa que eu disse foi: ‘É como meu pai'”, lembra ele.

Roger Ellis agora é considerado um dos afetados pela doença desconhecida e está sob os cuidados do neurologista Alier Marrero.

O neurologista do hospital Dr. Georges-L-Dumont University Hospital Center, da cidade de Moncton, diz que os médicos detectaram a doença pela primeira vez em 2015. Na época havia apenas um paciente — um “caso isolado e atípico”, diz ele.

Mas, desde então, surgiram mais pacientes como o primeiro — o suficiente para que agora os médicos pudessem identificar uma condição ou síndrome diferente “nunca vista antes”.

A província diz que está rastreando atualmente 48 casos, igualmente divididos entre homens e mulheres, em idades variando de 18 a 85 anos. Esses pacientes são da península Acadian e de áreas de Moncton de New Brunswick. Acredita-se que seis pessoas tenham morrido da doença.

A maioria dos pacientes começou a apresentar sintomas recentemente, a partir de 2018, embora acredite-se que um deles já os tenha apresentado em 2013.

O neurologista diz que os sintomas são variados.

A princípio, podem ocorrer alterações comportamentais como ansiedade, depressão e irritabilidade, além de dores inexplicáveis, dores musculares e espasmos em indivíduos saudáveis.

Frequentemente, os pacientes desenvolvem dificuldades para dormir — insônia grave ou hipersonia— e problemas de memória. Pode haver deficiências de linguagem que avançam rapidamente e que dificultam a comunicação e a manutenção de uma conversa fluente — problemas como gagueira ou repetição de palavras.

Outro sintoma é a perda rápida de peso e atrofia muscular, bem como distúrbios visuais e problemas de coordenação e espasmos musculares involuntários. Muitos pacientes precisam da ajuda de andadores ou cadeiras de rodas.

Alguns desenvolvem pesadelos ou alucinações auditivas ao acordar.

Vários pacientes apresentaram a Síndrome de Capgras, um distúrbio psiquiátrico em que uma pessoa acredita que alguém próximo a ela foi substituído por um impostor.

“É bastante perturbador porque, por exemplo, um paciente dizia à esposa: ‘Desculpe, senhora, não podemos ir para a cama juntos, eu sou casado’ e mesmo quando a esposa dizia seu nome, ele respondia: ‘Você não é a verdadeira'”, conta o médico.

O neurologista do Canadá está liderando a investigação sobre a doença com a ajuda de uma equipe de pesquisadores e do órgão federal de saúde pública.

Os pacientes suspeitos passam por testes de priões e de condições genéticas, painéis que examinam doenças auto-imunes ou formas de câncer e exames para detectar vírus, bactérias, fungos, metais pesados e anticorpos anormais.

Eles são questionados sobre fatores ambientais, estilo de vida, viagens, histórico médico, comida e água. Eles são submetidos a punções espinhais para testar várias infecções e distúrbios possíveis.

Não há tratamento disponível contra as causas. O único tratamento possível é ajudar a aliviar o desconforto de alguns dos sintomas. Por enquanto, a teoria é que a doença é adquirida, não genética.

“Nossa primeira ideia comum é que há um elemento tóxico adquirido no ambiente desse paciente que desencadeia as mudanças degenerativas”, diz o neurologista.

O também neurologista da Universidade de British Columbia Neil Cashman é um dos pesquisadores que está tentando desvendar o mistério médico.

Apesar de os pacientes não apresentarem vestígios de doenças por priões, a causa não foi completamente descartada, diz ele.

Outra teoria é a exposição crônica ao que é chamado de “excitotoxina”, como o ácido domoico. Uma excitotoxina foi associada a um incidente de intoxicação alimentar em 1987 por mexilhões contaminados com a toxina, na província vizinha da Ilha Prince Edward.

Junto com problemas gastrointestinais, cerca de um terço das pessoas afetadas apresentaram sintomas como perda de memória, tontura, confusão. Alguns pacientes entraram em coma e quatro morreram.

Cashman diz que eles também estão olhando para outra toxina — beta-metilamino-L-alanina (BMAA) — que foi classificada como de risco para o desenvolvimento de doenças como Alzheimer e Parkinson.

Alguns pesquisadores também acreditam que esta segunda toxina esteja ligada a uma doença neurodegenerativa documentada em uma população indígena no território da ilha de Guam, no Pacífico, nos EUA, em meados do século 20, e encontrada em sementes que faziam parte da dieta do grupo.

Cashman adverte que a lista atual de teorias “não está completa”.

“Temos que voltar aos primórdios, voltar à estaca zero”, diz ele. “Neste ponto, basicamente, nada pode ser excluído.”

Então, quantas pessoas mais podem ser afetadas por esta doença?

Marrero diz que é possível que seja um fenômeno mais amplo encontrado fora das duas regiões onde os pacientes foram identificados até agora (a península Acadian, com suas comunidades de pescadores e praias arenosas, e Moncton, um centro da cidade).

“Estamos vendo a ponta do iceberg? Talvez”, diz ele. “Espero que possamos entender isso rápido para que possamos impedir mais casos.”

Embora aqueles que vivam nas comunidades afetadas estejam compreensivelmente preocupados, Marrero exorta as pessoas a “trabalharem com esperança, não com medo. O medo paralisa”.

A condição de Roger Ellis se estabilizou desde a rápida progressão inicial, diz seu filho.

Ele está em um asilo especializado e precisa de ajuda para atividades diárias. Ele ainda tem problemas com a fala e o sono.

Steve Ellis, que dirige um grupo de apoio no Facebook para famílias afetadas pela doença, pede que o governo se comprometa com a transparência sobre a doença.

Acima de tudo, ele quer saber o que fez seu pai adoecer.

“Eu sei que eles estão trabalhando nisso, mas como isso aconteceu?”, pergunta.

“Como família, estamos cientes do fato de que ele provavelmente vai morrer por causa disso.”

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Brasil completa 50 dias com média de mais de 2 mil mortes diárias por Covid; são 414,6 mil vítimas na pandemia

País contabiliza 414.645 óbitos e 14.936.464 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Curva da média móvel de mortes indica estabilidade.

Por G1

Brasil completa 50 dias com média de mais de 2 mil mortes diárias por Covid

O Brasil registrou 2.791 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta quarta-feira (5) 414.645 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.329. É o 50º dia seguido em que essa média fica acima da marca de 2 mil. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -8%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus.

Nesses últimos 50 dias foram registradas 132.245 mortes por Covid no país.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quarta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Essa foi a menor média móvel de mortes registrada desde 25 de março, quando ela estava em 2.276 –e em plena ascenção naquele momento. O ritmo atual, na faixa de estabilidade, mesmo quando em queda não ficou abaixo de -20% nas últimas semanas. É pouco se comparado ao ritmo de crescimento que a curva apresentou em março, com altas que passaram de +50%.

Três estados apresentam tendência de alta nas mortes: PR, CE e PE.

Além da triste marca de 50 dias com mais de 2 mil mortes na média móvel, o país completa agora 105 dias com essa média acima da marca de mil.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana. Baixo ritmo de queda tem apontado para estabilidade em comparação a duas semanas atrás — Foto: Editoria de Arte/G1

Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana. Baixo ritmo de queda tem apontado para estabilidade em comparação a duas semanas atrás — Foto: Editoria de Arte/G1

  • Quinta (29): 2.523
  • Sexta (30): 2.523
  • Sábado (1º): 2.422
  • Domingo (2): 2.407
  • Segunda (3): 2.375
  • Terça (4): 2.361
  • Quarta (5): 2.329

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 14.936.464 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 75.652 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 58.951 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 0% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.

Brasil, 5 de maio

  • Total de mortes: 414.645
  • Registro de mortes em 24 horas: 2.791
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.329 (variação em 14 dias: -8%)
  • Total de casos confirmados: 14.936.464
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 75.652
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 58.951 por dia (variação em 14 dias: 0%)

Estados

  • Em alta (3 estados): PR, CE e PE
  • Em estabilidade (9 estados): RS, SC, RJ, SP, TO, BA, PI, RN e SE
  • Em queda (14 estados e o Distrito Federal): ES, MG, DF, GO, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RO, RR, AL, MA e PB

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quarta-feira (5) aponta que 33.404.333 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 15,77% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 17.039.463 pessoas (8,05% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 50.443.796 doses foram aplicadas em todo o país.

Veja a variação das mortes por estado

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Sul

  • PR: +28%
  • RS: -2%
  • SC: -7%

Sudeste

  • ES: -31%
  • MG: -19%
  • RJ: +2%
  • SP: -5%

Centro-Oeste

  • DF: -34%
  • GO: -24%
  • MS: -20%
  • MT: -33%

Norte

  • AC: -39%
  • AM: -24%
  • AP: -20%
  • PA: -29%
  • RO: -47%
  • RR: -19%
  • TO: +5%

Nordeste

  • AL: -16%
  • BA: -13%
  • CE: +18%
  • MA: -19%
  • PB: -19%
  • PE: +24%
  • PI: 0%
  • RN: -12%
  • SE: +5%

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