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Anielle Franco toma posse, lembra Marielle e diz que racismo merece direito de resposta eficaz

Na mesma cerimônia, tomou posse a líder indígena Sonia Guajajara, que assumiu o Ministério dos Povos Indígenas.

Por Kellen Barreto, Pedro Henrique Gomes, Vinícius Cassela, Paloma Rodrigues e Elisa Clavery, g1 e TV Globo — Brasília

Anielle se emociona durante posse do Ministério da Igualdade Racial

Anielle Franco assumiu nesta quarta-feira (11) o cargo de ministra da Igualdade Racial afirmando que “o racismo merece um direito de resposta eficaz”.

A cerimônia ocorreu no Palácio de Planalto, em Brasília, com a presença de autoridades, entre elas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seu discurso, ela homenageou a irmã Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 14 de março de 2018, e elencou uma série de ações voltadas ao combate à desigualdade racial, em especial, fortalecendo o papel das mulheres negras.

Durante a fala, Anielle Franco disse que assume o compromisso de exercer o cargo com “transparência, seriedade, técnica, combatividade, cuidado, respeito à trajetória e conquistas dos movimentos sociais e muita escuta”.

“Não podemos mais ignorar ou subestimar o fato de que a raça e a etnia são determinantes para a desigualdade de oportunidades no Brasil em todos os âmbitos da vida. Pessoas negras estão sub-representadas nos espaços de poder e, em contrapartida, somos as que mais estamos nos espaços de estigmatização e vulnerabilidade”, disse a ministra.

Anielle também lembrou o ataque às sedes dos três poderes no domingo. “Depois dos atentados sofridos por esta casa e pelo povo brasileiro no último domingo, pisamos aqui em sinal de resistência a toda e qualquer tentativa de atacar as instituições e a nossa democracia. O fascismo, assim como o racismo, é um mal a ser combatido em nossa sociedade”, disse.

Na mesma cerimônia, no Palácio do Planalto, também tomou posse Sonia Guajajara, que comandará o Ministério dos Povos Indígenas. Ambas seriam empossadas na segunda-feira (9), mas a cerimônia foi adiada em razão dos estragos deixados por bolsonaristas radicais que invadiram o Planalto e outros prédios da Esplanada no último domingo (8).

Nova ministra

Anielle Franco foi anunciada por Lula como nova ministra da Igualdade Racial em 22 de dezembro e foi nomeada pelo presidente em 1º de janeiro.

Anielle nasceu na Maré, conjunto de comunidades na Zona Norte do Rio de Janeiro. É bacharel em Jornalismo e em Inglês pela Universidade Central da Carolina do Norte, bacharel-licenciada em Inglês/Literaturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

A ministra também é mestra em Jornalismo e em Inglês pela Universidade da Flórida A&M e doutoranda em Linguística Aplicada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A nova equipe do ministério será a seguinte:

  • Roberta Eugênio, Secretaria Executiva;
  • Márcia Lima, Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo;
  • Iêda Leal, Secretaria de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial;
  • Ronaldo dos Santos, secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos; e
  • Flávia Tambor, chefe de gabinete.

Prioridades

Como antecipou a repórter Fernanda Rouvenat, da GloboNews, o Ministério da Igualdade Racial pretende concluir nas próximas semanas o planejamento estratégico da pasta e já lista algumas prioridades em áreas específicas.

Na educação, o principal foco do ministério sob o comando de Anielle Franco será a ampliação, fortalecimento e efetividade das Leis de Cotas no Ensino Superior, na Pós-Graduação e no Serviço Público.

O objetivo do novo ministério será atuar de forma transversal com outras pastas do governo, como o Ministério da Justiça, dos Direitos Humanos, da Saúde, da Cultura e das Mulheres.

Políticas voltadas para a saúde da população negra também estão no topo da lista de prioridades, assim como a retomada do plano Juventude Negra Viva — uma iniciativa para reduzir a vulnerabilidade da juventude negra — e políticas para as comunidades quilombolas nos diferentes ministérios.

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Em discurso de posse, Sônia Guajajara homenageia indigenista assassinado e diz que momento é de ‘retomada da força ancestral’

À frente da pasta dos Povos Indígenas, Guajajara entra para história ao se tornar a primeira indígena a chefiar um ministério. Evento lotado contou com a presença do presidente de Lula.

Por Pedro Henrique Gomes, Vinícius Cassela, Kellen Barreto, Letícia Carvalho e Elisa Clavery, g1 e TV Globo — Brasília

A líder indígena Sônia Guajajara assumiu nesta quarta-feira (11) o comando do Ministério dos Povos Indígenas. Agora à frente da pasta, Guajajara entra para a história ao se tornar a primeira indígena a chefiar um ministério.

Durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto, a ministra homenageou o indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips – que foram assassinados em uma expedição à região amazônica do Vale do Javari, no Amazonas, em junho de 2022.

“Preciso destacar a força de Bruno Pereira e Dom Philips, em memória de quem saúdo todos os nossos aliados e aliadas defensores do meio ambiente e dos direitos humanos.”

Ela também destacou a simbologia do evento, com um discurso que focou bastante na valorização da ancestralidade, e anunciou a recriação do Conselho Nacional de Política Indigenista (veja mais abaixo).

“Sabemos que não será fácil superar 522 anos em quatro. Mas estamos dispostos a fazer desse momento a grande retomada da força ancestral da alma e espírito brasileiros. Nunca mais um Brasil sem nós”, afirmou Guajajara.

Concorrida, a solenidade, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve muitas filas. Quem não conseguiu entrar para ver, assistiu em um telão montado no primeiro andar do palácio.

Sônia Guajajara: ‘Destruir estrutura do Planalto, do STF e do Congresso não vai destruir a nossa democracia’

Na abertura da cerimônia, parte do Hino Nacional Brasileiro foi cantado na língua Ticuna, dos povos Ticuna – o mais numeroso povo indígena da Amazônia brasileira.

  • Quem é Sônia Guajajara? A indígena é reconhecida internacionalmente pelas dezenas de denúncias que já fez à Organização das Nações Unidas (ONU), ao Parlamento Europeu e às Conferências Mundiais do Clima (COP) sobre violações de direitos dos povos indígenas no Brasil.
  • Uma das 100 pessoas mais influentes do mundo: Em 2022, ela entrou para a lista da revista Time, ao lado de nomes como Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e Ketanji Brown Jackson, a primeira mulher negra nomeada para a Suprema Corte dos Estados Unidos.
  • Ativismo ambiental: a ministra se destaca também na linha de frente na luta contra projetos que ameaçam as florestas e os modos de vida dos povos indígenas.

O Ministério dos Povos Indígenas foi criado para cuidar das políticas de governo relacionadas aos povos indígenas como cumprimento de uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

‘Futuro do planeta é ancestral’

Em seu discurso, Sônia Guajajara afirmou que é importante que a população brasileira saiba que os indígenas “existem de diferentes formas” e que “não são o que muitos livros de história costumam retratar”.

“Estamos nas cidades, nas aldeias, nas florestas, exercendo os mais diversos ofícios que vocês puderem imaginar. Vivemos no mesmo tempo e espaço que qualquer um de vocês, somos contemporâneos deste presente e vamos construir o Brasil do futuro, porque o futuro do planeta é ancestral”, disse a ministra.

Conselho Nacional de Política Indigenista

Guajajara anunciou a recriação do Conselho Nacional de Política Indigenista. O órgão colegiado foi criado em 2015 e extinto pelo governo Bolsonaro em de abril de 2019.

  • O que o órgão faz? Ele é responsável pela elaboração, acompanhamento e implementação de políticas públicas voltadas aos povos indígenas.

Ela também indicou os nomes que farão parte do ministério. São eles:

  • Eloy Terena, secretário-executivo;
  • Jozi Kaigang, chefe de Gabinete;
  • Eunice Kerexu, secretária de Direitos Ambientais e Territoriais;
  • Ceiça Pitaguary, secretária de Gestão Ambiental e Territorial Indígena;
  • Juma Xipaia, secretária de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas;
  • Marcos Xucuru, assessor especial do ministério.

‘Resistência preta e indígena’

Durante o evento, Anielle Franco também assumiu o comando do Ministério da Igualdade Racial, órgão recriado por Lula. No discurso, Guajajara homenageou Anielle e destacou a simbologia das posses desta quarta.

“A nossa posse aqui hoje, minha e de Anielle Franco, é o mais legítimo símbolo dessa resistência secular preta e indígena no Brasil”, disse a ministra.

As cerimônias de posse das duas ministras estavam previstas para segunda-feira (9), mas foram adiadas em razão dos estragos deixados por bolsonaristas radicais que invadiram o Planalto e outros prédios da esplanada no último domingo.

Além de Lula e Anielle Franco, o evento contou com a presença dos seguintes nomes:

  • Janja da Silva, primeira-dama;
  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República;
  • Flávio Dino, ministro da Justiça;
  • Rui Costa, ministro da Casa Civil;
  • Silvio Almeida, ministro Direitos Humanos;
  • Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
  • Célia Xakriabá, deputada federal por Minas Gerais;
  • Dilma Rousseff, ex-presidente da República.

‘Ministério ancestral’

Durante a cerimônia, a indígena Célia Xakriabá – deputada federal por Minas Gerais – fez um discurso forte em que ressaltou a importância da criação da pasta e os feitos de Sônia Guajajara.

“Esse ministério é novo, mas na verdade é ancestral. É fruto da luta. Quantas vezes estivemos do lado de fora [do Palácio do Planalto] levando bala de borracha? Estamos agora do lado de dentro. É o ministério da floresta, da terra”, disse Célia.

Sobre a ministra, Célia afirmou:

“Sônia também é sabedoria, é sonho, é sol, é semente. Sônia é mulher que não se mede pela sua estatura, mas pela coragem e pela sua voz.”

Trajetória de Sônia Guajajara

Em 2009, Sônia Guajajara foi eleita vice-coordenadora da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). Em 2013, assumiu a coordenação-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

Em 2019, esteve à frente da Jornada Sangue Indígena Nenhuma Gota Mais, que percorreu 12 países da Europa levando denúncias sobre violações, cometidas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nascida na Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, é do povo Guajajara/Tentehar. Formada em Letras e Enfermagem pela Universidade Estadual do Maranhão, também possui pós-graduação em Educação Especial pela mesma universidade.

Durante a jornada, o grupo cobrou também medidas para que o governo brasileiro e empresas do agronegócio cumprissem os acordos de preservação do meio ambiente e respeito aos direitos dos povos indígenas.

Após a eleição de 2022, Guajajara atuou na equipe de transição do novo governo, no núcleo dedicado aos povos indígenas.

No final de dezembro, a indígena foi anunciada por Lula para o cargo de ministra.

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Interventor federal exonera 13 servidores da segurança pública do DF nomeados por Anderson Torres

Entre trocas, está a do ex-comandante-geral da PM, Fábio Augusto Vieira, preso nesta terça-feira (10); Klepter Rosa Gonçalves assume o cargo. Medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF.

Por g1 DF

O interventor de Segurança Pública no Distrito Federal, Ricardo Cappelli, determinou a exoneração de 13 servidores da Secretaria de Segurança Pública do DF que estavam atuando no domingo (8), durante a invasão às sedes dos três poderes, em Brasília, e que foram nomeados pelo ex-secretário Anderson Torres.

A medida foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial do DF, nesta terça-feira (10). Na mesma publicação, novos nomes foram nomeados para os cargos que ficaram vagos.

Entre as trocas, está a do ex-comandante-geral da Polícia Militar do DF Fábio Augusto Vieira, preso nesta terça-feira, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de MoraesKlepter Rosa Gonçalves assume o cargo.

Em uma rede social, Cappelli se manifestou sobre o assunto. “Vamos procurar restabelecer no comando do órgão a equipe que comandou com sucesso a operação de segurança da posse do presidente”, afirmou.

Para o interventor federal, houve um vácuo no comando a partir da nomeação de uma nova equipe para a pasta. “Até porque o secretário de Segurança sequer estava no comando”, declarou Cappelli, em referência ao fato de que Anderson Torres estava fora de Brasília, em viagem de férias, no dia dos atos de terrorismo.

“O fundamental na intervenção foi retomar a linha de comando e autoridade sobre as forças de segurança do DF. Acho que tem responsabilidades graves e vamos apurar todas. Vamos até as últimas consequências [para] apurar as responsabilidades”, afirmou Cappelli.

Veja o nome das pessoas exoneradas:

  • Coronel Fábio Augusto Vieira
  • Coronel Jorge Eduardo Naime Barreto
  • Coronel Paulo José Ferreira de Souza Bezerra
  • Coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues
  • Tenente-coronel Clovis Eduardo Condi
  • Major Gustavo Cunha de Souza
  • Major Igor Mendes Ferreira
  • Major Gizela Lucy Teixeira Barros
  • Marcos Paulo Cardoso Coelho da Silva – chefe de gabinete
  • Delegada da PF Marília Ferreira de Alencar – subsecretária de inteligência
  • Delegado da PF Fernando de Souza Oliveira – secretário executivo
  • Patrícia dos Santos Moreira – assessor especial do gabinete do secretário
  • Ricardo Borda D’Água de Almeida Braga – subsecretário de ensino e gestão de pessoas

Prisão de Anderson Torres

Nesta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Viaturas da Polícia Federal foram vistas em frente à casa dele, em Brasília.

O pedido de prisão de Torres, acolhido por Moraes, foi feito pela PF. O ex-ministro está de férias em Orlando, nos Estados Unidos, mesma cidade onde está Bolsonaro. Ele afirmou que vai interromper a viagem e se entregar. A expectativa é que Torres retorne ao Brasil nesta quarta-feira (11).

“Hoje (10/01), recebi notícia de que o Min Alexandre de Moraes do STF determinou minha prisão e autorizou busca em minha residência. Tomei a decisão de interromper minhas férias e retornar ao Brasil. Irei me apresentar à justiça e cuidar da minha defesa”, declarou Torres em uma rede social.

“Sempre pautei minhas ações pela ética e pela legalidade. Acredito na justiça brasileira e na força das instituições. Estou certo de que a verdade prevalecerá”, declarou.

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Governadores e ministros apresentam demandas e prioridades ao presidente Lula

Margareth Menezes, junto com o presidente do Iphan, Leandro Grass, e a primeira-dama, Janja, percorreram corredores do Planalto para vistoriar estragos ao patrimônio artístico e cultural do prédio. Gilmar Mendes se emociona ao ver estragos de golpistas no STF.

Do Jornal Nacional

Governadores e ministros apresentam demandas e prioridades ao presidente Lula

No segundo dia após os ataques de terroristas, o presidente Lula retomou a agenda de trabalho no Palácio do Planalto.

Governadores que foram prestar solidariedade nesta segunda (9) voltaram para apresentar demandas estaduais ao presidente Lula nesta terça (10). Caso de Cláudio Castro, do PL do Rio e João Azevedo, do PSB da Paraíba, que preside o Consórcio Nordeste. Segundo o ministro das Relações Institucionais, nesta quarta (11), Lula vai receber Tarcísio de Freitas, do Republicanos de São Paulo. São audiências de preparação para um novo encontro de Lula com os governadores no fim do mês.

“Vai ser uma reunião muito positiva para reestabelecer as relações federativas no nosso país e sempre aquele esforço da combinação entre responsabilidade social e responsabilidade fiscal. É isso que pode garantir a retomada do crescimento de forma sustentável no país”, diz Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais.

Ministros também passaram, nesta terça (10), pelo Planalto e se reuniram com o presidente. O da Fazenda, Fernando Haddad, o da Educação, Camilo Santana e a da Saúde, Nísia Trindade, que apresentou a Lula as prioridades para os próximos 100 dias: PNI, Mais Médicos, Farmácia Popular e a redução da fila de cirurgias.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, junto com o presidente do Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Leandro Grass, e a primeira dama, Janja, percorreram corredores para vistoriar estragos no patrimônio artístico e cultural do prédio.

A estimativa de danos ainda não foi concluída, mas já se sabe, por exemplo, que não tem como recuperar o relógio de Balthazar Martinot, do século XVII, deixado em cacos.

A ministra disse que será criado um memorial para que atos como os de domingo (8) não se repitam nunca mais.

“Realmente bastante danificadas, várias obras de arte. E agora é fazer a avaliação disso para a gente tomar as próximas providências, como será a reestruturação e também criar a ideia de criar um memorial sobre essa violência que sofremos para que nunca mais aconteça de novo”, diz Margareth Menezes, ministra da Cultura.

Do outro lado da Praça dos Três Poderes, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, se emocionou após presenciar os estragos feitos por bolsonaristas golpistas.

“Ah eu me sinto um pouco destruído. Eu vivo há muitos anos aqui”, diz Gilmar Mendes, ministro do STF.

As duas únicas ministras que ainda não assumiram os cargos são a da igualdade racial, Anielle Franco, e dos Povos Originários, Sônia Guajajara. Os ataques terroristas de domingo impediram as cerimônias. Mas, como dá para ver, o salão nobre do Palácio do Planalto já está em ordem e está sendo preparado para uma cerimônia.

Anielle confirmou que ela e Sônia Guajajara vão assumir seus cargos nesta quarta (11) no Salão Nobre, numa cerimônia restrita, com a presença de Lula.

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Vice-prefeito de Arcoverde anuncia que vai renunciar o cargo: ‘Me sinto profundamente frustrado’

Israel Rubis comunicou através das redes sociais que vai deixar o cargo em virtude de divergências políticas com a gestão municipal.

Por g1 Caruaru

Vice-prefeito de Arcoverde, Irael Rubis, anunciou que vai renunciar ao cargo — Foto: Arquivo pessoal

Vice-prefeito de Arcoverde, Irael Rubis, anunciou que vai renunciar ao cargo — Foto: Arquivo pessoal

O vice-prefeito da cidade de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, o delegado Israel Rubis, comunicou no último domingo (8) através das redes sociais que nos próximos dias irá renunciar ao cargo. Rubis justificou a decisão em virtude das divergências políticas enfrentadas entre ele e a gestão municipal.

No vídeo compartilhado nas redes sociais, o delegado diz que se lançou como pré-candidato a prefeito em 2019, mas em 2020 foi convidado a integrar a chapa do atual prefeito, Wellington Maciel. Entretanto, o vice-prefeito disse que teve o “protagonismo cerceado” na gestão e que não conseguiu representar os interesses dele e dos eleitores que confiaram nele.

“Me sinto profundamente frustrado em ver hoje a forma como o governo atual pauta a forma de gerir baseada em uma estrutura de vaidade, poder e exposição excessiva de determinadas figuras. Isso trouxe pra mim uma enorme frustração”, afirma Israel Rubis no vídeo.

O vice-prefeito explica que a renúncia será oficializada nos próximos dias. “Tomei uma decisão muito importante, que vai mexer sensivelmente com a minha vida. Estarei nos próximos dias protocolando um ofício na Câmara Municipal pedindo a renúncia ao meu mandato de prefeito”, destaca.

Vice-prefeito de Arcoverde anuncia que vai renunciar o cargo

Por meio de nota, a Prefeitura de Arcoverde informou que “jamais foi cerceada ao vice-prefeito, qualquer possibilidade de exercer o seu trabalho ou de colaborar com a gestão” e que Israel chegou, inclusive, a assumir as pastas de Serviços Públicos e Meio Ambiente, consideradas pela prefeitura as mais estratégicas da gestão.

“Não se sustenta, portanto, a narrativa colocada, de que haveria impedimentos a sua colaboração com a gestão e com o município. Trata-se única e exclusivamente da sua vontade pessoal e do seu posicionamento político”, diz o texto.

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Itamaraty retira diplomata indicado por Bolsonaro do cargo de embaixador do Brasil nos EUA

Nestor Forster Júnior estava na função desde 2019. Remoção foi determinada pelo novo chanceler, ministro Mauro Vieira; substituto ainda não foi indicado.

Por Filipe Matoso, g1 — Brasília

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, determinou nesta segunda-feira (9) a retirada do diplomata Nestor Forster Júnior do cargo de embaixador do Brasil em Washington (EUA).

O ato foi publicado no “Diário Oficial da União” e não informa se a remoção foi a pedido. O substituto de Forster na embaixada nos Estados Unidos ainda não foi indicado.

Conforme a publicação, Forster foi transferido para a Secretaria de Estado do Itamaraty.

Diplomata de carreira, Nestor Forster Júnior assumiu a função de forma interina em 2019. Em 2020, foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para assumir o cargo de maneira definitiva.

Ele foi sabatinado no Senado e teve seu nome aprovado pelos parlamentares em setembro de 2020.

Forster foi indicado para a função após Bolsonaro ter desistido de designar o filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal, para o cargo.

Quando Bolsonaro anunciou que indicaria o filho para a embaixada, houve repercussão negativa entre diplomatas e políticos. O então presidente desistiu, e Forster, que já atuava na embaixada, acabou assumindo o cargo.

Medalha para Olavo de Carvalho

Nestor Forster concedeu a medalha da Ordem do Rio Branco para o escritor Olavo de Carvalho, que tinha influência sobre a chamada ala ideológica do governo Bolsonaro.

Na ocasião em que entregou a medalha, Forster elogiou o escritor, afirmando que Olavo de Carvalho contribuiu para a filosofia e a cultura brasileira, desenvolvendo uma “atividade docente igualmente original” e formando “uma nova classe intelectual no Brasil”.

Olavo de Carvalho morreu em janeiro do ano passado.

Embaixada nos EUA

A Embaixada do Brasil nos Estados Unidos é uma das principais representações do país no exterior e costuma ser ocupada por diplomatas com vasta experiência internacional.

Texto publicado no site do Ministério das Relações Exteriores afirma que os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil (atrás somente da China) e principal destino das exportações brasileiras.

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‘Não haverá impunidade, e vamos até as últimas consequências’, diz interventor na segurança do DF

Secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli falou sobre a prisão de terroristas e a consequência para os policiais que escoltaram os golpistas e até confraternizaram com eles.

Do Jornal da Globo

Intervenção na segurança pública do DF é aprovada por unanimidade no Congresso

Jornal da Globo recebeu o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, principal auxiliar do ministro Flávio Dino. Ele foi nomeado pelo presidente Lula interventor na segurança pública do Distrito Federal, em resposta aos atentados terroristas de domingo (9).

Direto da sede da Academia Nacional da Polícia Federal, Cappelli conversou com Renata Lo Prete sobre a consequência para os policiais que escoltaram os terroristas e até confraternizaram com eles. O interventor também falou sobre as informações que a intervenção já tem sobre os financiadores, além do desmonte dos acampamentos diante de QGs do Exército, determinado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

“A gente vai cumprir a lei até as últimas consequências, com equilíbrio e razoabilidade, para que fique claro que ninguém vai atentar contra o Estado Democrático de Direito no Brasil e isso vai ficar impune, que as pessoas vão atentar contra as instituições e não vão sofrer nada. Vão sofrer. Não haverá impunidade, e nós vamos até as últimas consequências. Já estamos fazendo identificação, lavrando os autos e encaminhando todos para as unidades prisionais.”

Em sessão extraordinária da Câmara dos Deputados, na noite desta segunda-feira (10), foi aprovado o decreto de intervenção na segurança do DF, assinado pelo presidente Lula no domingo (9). Agora, o texto segue para o Senado, onde a sessão para votar o decreto está marcada para as 11h.

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Do discurso violento ao terrorismo: um relato exclusivo de 2 meses dentro do acampamento de bolsonaristas golpistas em Brasília

Nos dias anteriores à depredação do Congresso, do Planalto e do STF, extremistas radicalizaram em declarações radicais e antidemocráticas. Vídeos inéditos mostram arrecadação de dinheiro, defesa da intervenção militar, ‘gato’ na energia elétrica e churrascos.

Por Anna Reis, Afonso Ferreira e Pedro Borges, TV Globo

O golpismo alimentado por discursos radicais, teorias conspiratórias e incitação à barbárie fez parte do cotidiano do acampamento erguido há dois meses por bolsonaristas extremistas em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília.

Foi de lá que partiu boa parte dos radicais que, neste domingo (8), promoveram atos terroristas contra o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

TV Globo registrou, em imagens exclusivas, o dia a dia do acampamento de bolsonaristas golpistas na capital . Para garantir a segurança dos profissionais envolvidos na apuração, o material foi coletado para ser publicado depois da desmobilização do acampamento pela Polícia Militar do Distrito Federal e pelo Exército, ocorrida nesta segunda-feira (9).

Apoiadores golpistas de Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas em 30 de outubro, se instalaram ali logo após o segundo turno das eleições, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a exemplo do que aconteceu em quartéis de diversas cidades pelo país.

Inconformados com o resultado, defenderam, desde o início, pautas antidemocráticas, com pedidos de intervenção militar e ode à violência. E, na primeira semana de janeiro, radicalizaram em declarações intimidadoras e com incentivo a ações violentas.

Ao longo desse período, participantes do acampamento:

  • organizaram em um palco diversos “eventos” para arrecadação de dinheiro (em uma das ocasiões, foram coletados, em espécie, cerca de R$ 5 mil em 15 minutos) e espalharam cartazes com pedidos de PIX;
  • exibiram faixas e cartazes com apelos em português (com recorrentes ameaças ao Estado democrático de Direito) e em inglês (muitos deles com traduções sem sentido);
  • distribuíram água e comida de graça (com churrascos frequentes e fartos);
  • fizeram um “gato” (crime de furto de energia elétrica) em um refletor na região, como mostra uma das imagens gravadas;
  • marcharam repetidamente ao som da “Canção do Exército” e do “Hino Nacional” e puxaram gritos com palavras de ordem como “SOS, Forças Armadas”, além de rezas e orações;
  • criaram uma tenda com um “confessionário” (um padre fazia visitas diárias);
  • viram a concentração de pessoas chegar ao auge no feriado de 15 de novembro (muitos dos frequentadores vinham de outros estados e acompanhados de gente que eles tinham acabado de conhecer pelas redes sociais; eram aposentados ou trabalhadores do setor agropecuário liberados pelos patrões, mas havia também moradores de Brasília que permaneciam por algumas horas);
  • apresentaram os primeiros indícios de debandada com o início da Copa do Mundo, em 20 de novembro, o que se intensificou progressivamente, até chegar a uma grande desmobilização no fim de dezembro;
  • se envolveram, segundo autoridades, com a noite de vandalismo de 12 de dezembro e com a instalação de um explosivo encontrado perto do Aeroporto de Brasília na véspera de Natal;
  • convidaram extremistas para a “posse” de Jair Bolsonaro em 1º de janeiro (uma impossibilidade constitucional e logística, dado que o ex-presidente tinha embarcado para a Flórida em 30 de dezembro);
  • e escancaram, na primeira semana de 2023, o estímulo a ações truculentas e criminosas (em um áudio registrado em 5 de janeiro, uma mulher afirmou: “Se tiver que empurrar, empurra. Se tiver que dar tiro, dá tiro”).

A selvageria em Brasília foi precedida por uma concentração no acampamento, que desde sábado (7) recebeu mais de cem de ônibus, vindos de outros estados e trazendo cerca de 4 mil bolsonaristas radicais. Às 14h deste domingo, o grupo partiu em uma caminhada de 8 km em direção ao Congresso, com escolta da Polícia Militar do Distrito Federal.

Dias antes da invasão à cúpula dos três Poderes, extremistas se articularam por meio de aplicativos de mensagens. Nesta segunda, a PM do DF e o Exército realizaram uma operação que deteve 1,2 mil pessoas no acampamento. Elas foram levadas à Polícia Federal (PF).

Veja abaixo, em vídeos inéditos, o relato rotina do acampamento em Brasília:

Arrecadação de dinheiro

Imagem mostra pessoas em um palco pedindo dinheiro a bolsonaristas radicais acampados em Brasilia

No auge da concentração no acampamento em Brasília, em meados de novembro, havia arrecadação de dinheiro duas ou três vezes por semana. Lideranças que organizavam a vaquinha subiam em um palco no acampamento e, com um microfone, convocavam os demais participantes, que tiravam da carteira notas de R$ 50 ou de R$ 100. Em um desses eventos, chegou-se a juntar R$ 5 mil em cerca de 15 minutos.

De acordo com os acampados, a quantia arrecadada deveria ser usada para comprar água e comida, por exemplo.

Alguns deles chegaram a dizer que estavam se endividando para entregar dinheiro – e argumentavam que Bolsonaro receberia uma lista com o nome dos doadores e perdoaria eventuais dívidas que eles viessem a contrair.

Parte dos mantimentos também chegava via doação. E havia diversos cartazes com indicação de transferência via PIX.

Faixas e cartazes golpistas

Bolsonaristas radicais exibiram faixas e cartazes no acampamento em Brasília

A exemplo de outros acampamentos diante de quartéis espalhados pelo país, o da capital federal exibiu desde o começo faixas e cartazes com dizeres antidemocráticos e ataques ao processo eleitoral, ao STF, ao ministro Alexandre de Moraes e a Lula, por exemplo. Com pedidos de “Socorro, Forças Armadas”, as mensagens de teor golpista e ameaçador recorrentemente reivindicavam ações inconstitucionais e violentas.

No início da concentração, em novembro, os discursos eram um pouco menos exaltados, embora clamassem por intervenção militar e pedissem aos manifestantes que continuassem ali mobilizados por “72 horas”. Segundo essa “tese”, que se converteria numa espécie lema sempre renovável, Bolsonaro deveria guardar silêncio por três dias, até que pudesse adotar alguma medida capaz de reverter o resultado das urnas.

Em geral, os extremistas atribuíam a “esquerdistas infiltrados” algumas convocatórias para marchas em direção à Esplanada dos Ministérios, classificadas de “armação” e, àquela altura, sempre recusadas.

Também convocavam o auxílio de Augusto Heleno, que foi ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo Bolsonaro, e alegavam que Lula havia viajado para a Venezuela, tendo deixado um sósia no Brasil, ideia que acabou perdendo força depois da posse oficial do novo presidente, em 1º de janeiro

A radicalização na última semana

“Se tiver que dar tiro, dá tiro”, diz mulher em áudio gravado em acampamento bolsonarista

Com o passar do tempo, no entanto, as declarações se inflamaram e se radicalizaram ainda mais. Um áudio gravado em 5 de janeiro, por exemplo, mostra uma mulher afirmando: “Já era, agora é tudo ou nada. Se tiver que empurrar, empurra. Se tiver que dar tiro, dá tiro. Se tiver que meter a mão no pescoço… Não tem mais que ter dó”.

Neste domingo, extremistas que retornaram ao acampamento após os atos terroristas falavam em “tacar fogo” no STF. Nesta segunda, depois da operação de desmonte do acampamento, extremistas passaram a dizer que o Exército “se vendeu ao sistema”.

‘Gato’ na energia elétrica

Assista ao próximoPoliciais são flagrados tirando fotos bolsonaristas durante invasão ao CongressoCancelar

Acampamento bolsonarista contava com geradores, mas também houve furto de energia

O acampamento tinha muitos geradores de energia elétrica, mas ocorreu no mínimo um caso de “gato”. O registro mostra fios ligados a um refletor nas imediações do acampamento para garantir o abastecimento clandestino em pelo menos duas barracas.

Comida de graça e churrasco com fartura

Churrasco, estrogonofe e arroz doce: acampamento chegou a ter mais de 4 tendas de comida

Comida e água eram servidas de graça no acampamento de Brasília. No auge da lotação, em meados de novembro, havia pelo menos quatro tendas de alimentação (onde se lia, em inglês, que as eleições foram fraudadas). Pela manhã, tinha misto-quente, frutas e café. No almoço, arroz, feijão, legumes, estrogonofe, macarrão, carne de panela, frango e muito churrasco.

Acampados viam chegar bois inteiros, assados em grandes estruturas e fatiados por diversos dos trabalhadores do agronegócio que apareciam por lá. Numa tenda mais “luxuosa”, o cardápio tinha picanha e outras carnes nobres (em uma ocasião, cordeiro), além de costela de porco e linguiça. Geralmente, quem servia a comida eram idosas que moravam em Brasília e se apresentavam para ajudar.

Os acampados dizem ser proibido o consumo de bebida alcoólica, mas houve situações em que os extremistas se reuniram para tomar cerveja. Também havia ambulantes espalhados pela praça, que deixaram de frequentar o local com passar do tempo. Vendiam comida, sorvete, bandeiras, roupas.

Marchas e hinos

Bolsonaristas acampados em frente ao QG do Exército cantavam hinos e marchavam

As marchas no acampamento eram praticamente diárias e ocorriam sobretudo ao som da “Canção do Exército” (“Nós somos da pátria a guarda / Fiéis soldados / Por ela amados…”) e do Hino Nacional. Diante de carros de som, bolsonaristas extremistas gritavam frases como “SOS, Forças Armadas” e “Forças Armadas, salvem a nação”.

Padre e confessionário

Tenda onde funcionava uma igreja improvisada no acampamento bolsonarista em Brasília

Numa grande tenda, funcionava uma espécie de igreja do acampamento. Na parte externa da estrutura, foi colocada uma imensa imagem de um bebê, em campanha antiaborto. Numa tenda menor ali perto, uma folha de papel avisava: Confissão. Ali, os acampados recebiam atendimento de um padre que circulava diariamente pelo espaço.

Três meses de aluguel atrasado

‘Eles têm que dar auxílio aluguel para gente’, diz homem em acampamento bolsonarista do DF

Na semana passada, diante dos rumores de que haveria desocupação do acampamento, um morador de Santa Catarina que estava no acampamento em Brasília afirmou que estava com o aluguel atrasado.

“Se eles chegarem e tirarem o pessoal [do acampamento], legalmente eles têm que dar auxílio-aluguel pra gente. Eu não tenho pra onde ir. Hoje, faz três meses que eu não pago aluguel, então eu fui despejado em Florianópolis”, afirmou.

De acordo com ele, os acampados não poderiam ser tirados do acampamento, a menos que fossem levados a um abrigo, o que não era verdade.

Chuva e reza

Chuvas e ventos fortes quase arrastaram barracas no acampamento de Brasília

No auge da mobilização, os bolsonaristas radicais do acampamento enfrentaram temporais que caíram em Brasília na época do feriado de 15 de novembro. Durante uma tempestade de raios no dia 11 daquele mês, frequentadores começaram a rezar e a orar. Quando se formou ao redor do Sol um anel colorido, como se fosse um arco-íris, num fenômeno conhecido como “halo solar”, muitos afirmaram: “Gente, é um sinal”.

As chuvas deixavam o acampamento com um aspecto de pós-carnaval de rua: água acumulada, cheiro fétido, lixo e mosquitos. Ainda assim, era grande a lotação.

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Após reunião, Lula caminha com governadores e ministros até o Supremo Tribunal Federal

Presidente se reuniu com governadores no Palácio do Planalto; depois, convidou presentes a caminhar até o STF para ver os estragos provocados por bolsonaristas no domingo (8).

Por g1 — Brasília

Após reunião com governadores e vice-governadores das 27 unidades federativas do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu do Palácio do Planalto em caminhada simbólica com autoridades até o Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula convocou a reunião após os ataques terroristas na Praça dos Três Poderes, no domingo (8), quando bolsonaristas radicais depredaram o Palácio do Planalto e os prédios do Congresso e do Supremo.

Lula caminha até o STF junto com autoridades

No meio da praça, Lula falou com jornalistas. O presidente disse que o governo “não vai dar trégua” até descobrir quem financiou os atos terroristas.

“Não vamos dar trégua até descobrir quem financiou tudo o que aconteceu neste país”, afirmou o presidente.

“O que eles querem é golpe, e golpe não vai ter”, completou Lula.

Discurso

Mais cedo, na reunião, o presidente disse aos governadores que não vai permitir que a democracia escape das mãos e que esse é o único regime que pode possibilitar que todas as pessoas no Brasil possam fazer três refeições por dia.

“Nós não vamos permitir que a democracia escape das nossas mãos, porque é a única chance de a gente garantir que esse povo humilde consiga comer três vezes ao dia, ou ter direito de trabalhar”, disse Lula.

Ele também afirmou que as instituições vão investigar e vão chegar até os financiadores dos atos golpistas em Brasília.

Durante a reunião, cinco governadores representando cada uma das regiões do país discursaram em solidariedade aos chefes dos três poderes e reafirmaram o compromisso com a democracia.

Até apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como a governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se colocaram à disposição para ajudar na pacificação do país.

Além dos governadores, também participaram ministros do STF, o procurador-geral da República, Augusto Aras, parlamentares e membros do Executivo.

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Câmara estima dano material causado por vândalos em no mínimo R$ 122 mil

Por Jéssica Sant’Ana, g1 — Brasília

Destruição promovida por minoria violenta de bolsonaristas radicais gera prejuízo material enorme

A Câmara dos Deputados fez um levantamento sobre os danos causados no prédio por vândalos neste domingo (8) em no mínimo R$ 122 mil.

A Câmara, assim como o Senado, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto foram alvo de ataques de uma minoria de bolsonaristas radicais.

A Câmara esclareceu que vários itens danificados não foram analisados ainda.

O prejuízo contabilizado até agora leva em conta:

  1. Vidros diversos: R$ 100.000
  2. Vídeo wall: R$10.000
  3. TVs: R$ 6.000
  4. Cadeiras: R$ 6.000

Itens danificados que não tiveram o valor calculado ainda:

  • Equipamentos de informática, computadores, telefones, equipamentos de rede e impressoras: ainda a ser avaliado
  • Restauração do muro do artista Athos Bulcão: ainda a ser precificado pelo centro cultural
  • Presentes protocolares: valor inestimável

Ainda não foram levantados os custos com mão de obra e material necessários à limpeza dos ambientes e reparos emergenciais, como da rede elétrica da plataforma superior do Palácio do Congresso.

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