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Ilhados há mais de 15 dias, moradores usam barco improvisado com madeiras e cordas em comunidade de Jaboatão

Chuva de 28 de maio arrastou ponte que facilitava circulação de pessoas que vivem no Engenho Santana. Até agora, moradores cobram providências ao poder público.

Por Camila Torres, TV Globo

Há mais de 15 dias, moradores do Engenho Santana, na zona rural de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, estão ilhados. O temporal de 28 de maio arrastou a ponte que facilitava a circulação. A pista de barro, alternativa para quem vive no local, está intransitável, cheia de buracos. Sem ajuda e com medo, a saída é improvisar um barco com madeiras, puxado por cordas.

Na comunidade, as crianças não conseguem ir para escola. Pessoas com problemas de saúde têm dificuldade para conseguir transporte para se deslocar até o médico. São 31 famílias prejudicadas. Na área, todo mundo é parente ou se conhece há anos.

E tudo isso acontece depois das chuvas que deixaram 129 mortos e afetaram quase de 40 mil pessoas, que ainda estão desalojadas ou desabrigadas, segundo a Defesa Civil de Pernambuco.

Agricultora, Josefa Francisco diz que não usa o barco improvisado para atravessar o rio. Ela tem muito medo. “É fundo. Se cair, a pessoa morre”, declara.

Moradores do Engenho Santana, em Jaboatão, no Grande Recife, improvisam barco de madeira puxado por cordas — Foto: Reprodução/TV Globo

Moradores do Engenho Santana, em Jaboatão, no Grande Recife, improvisam barco de madeira puxado por cordas — Foto: Reprodução/TV Globo

O assistente de logística Alexandre Domingos ressalta o problema enfrentado pelas pessoas mais velhas e com problemas de saúde.

“Minha madrinha, que já tem mais de 90 anos, às vezes, passa mal. E se ela tiver um problema maior. Como vai sair daqui?”, questiona.

Logo depois da destruição da ponte, os moradores usaram uma caixa d’água para transportar, de forma improvisada, alimentos e material de limpeza, para entregar a quem vive na área.

A Marinha do Brasil levou um barco para a comunidade, mas esse auxílio não está sendo mais prestado.

Os moradores também aguardam uma solução definitiva, com a construção de uma nova ponte. Mas, até agora, é só promessa.

“Disseram que ia ter bote durante duas semanas, mas não tem mais. A gente achava que ia continuar”, afirmou Joselane Nascimento.

De noite, os moradores dizem que a situação é ainda pior. “Minha esposa chega às 21h e isso aqui é terrível”, declara Israel Silva.

E as notícias ruins não param de chegar aos moradores. O barco improvisado com madeira e cordas é emprestado por um morador e ele vai ter que pegar de volta a embarcação.

“Vou deixar no máximo dez dias. Depois, vou ter que usar. Dependo dele para ganhar o pão do meu dia a dia”, disse Adenilson Santos.

Quem tem medo de usar o barco e tenta passar pela estrada também tem dificuldades. É um caminho bem mais longo, se comparado com o que as pessoas fazem atravessando o rio.

Pista que dá acesso ao Engenho santana, em Jaboatão, no Grande Recife, ficou intransitável depois das chuvas de maio  — Foto: Reprodução/TV Globo

Pista que dá acesso ao Engenho santana, em Jaboatão, no Grande Recife, ficou intransitável depois das chuvas de maio — Foto: Reprodução/TV Globo

Pela pista, os moradores gastam quatro vezes mais tempo para escoar chegar até o Centro da cidade. Mas, atualmente, nem se quiserem conseguem passar, sem sustos.

Sobre a estrada, os moradores disseram que tiveram mais uma promessa da prefeitura, que anunciou melhorias. E, até agora, nada.

Na segunda (13), um carro atolou quando estava levando para a comunidade uma pessoa que foi para o hospital. O paciente teve que ser carregado.

“A situação da gente está precária. Minha netinha teve febre de 40 graus e foram socorrer e o carro atolou”, contou Ernestina da Silva.

Respostas

Por meio de nota, a Marinha do Brasil informou que o bote foi retirado da área para manutenção. Disse, ainda, que a embarcação voltar a operar na comunidade na quarta (15).

A prefeitura de Jaboatão disse que a obra da nova ponte está em estudo. O serviço deve ficar pronto em um ano. O município disse que vai “providenciar um barco” para ajudar na travessia do rio.

Sobre a estrada de barro, a prefeitura afirmou que está realizando serviço de terraplenagem, que deve ser finalizado na “próxima semana”.

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Quase 40 mil pessoas ainda estão fora de casa após as tempestades que atingiram Pernambuco

Nesta segunda (13), Moradores da Lagoa Encantada afetados pelas chuvas cobram auxílio financeiro prometido por governo e prefeitura.

Por Lilian Oliveira e Priscilla Aguiar, TV Globo e g1 PE

 Lagoa Encantada, no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Lagoa Encantada, no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Quase 40 mil moradores de Pernambuco ainda estão fora de casa após as tempestades que atingiram áreas do estado, no fim de maio e começo de junho. Segundo a Coordenadoria de Defesa Civil (Codecipe), há 7.081 pessoas em abrigos e 32.301 nas residências de parentes e vizinhos.

O balanço da Codecipe mais recente foi divulgado na sexta (10) e confirmado nesta segunda (13). Os temporais também deixaram 129 mortos e 37 cidades em situação de emergência.

Nesta segunda (13), moradores da Lagoa Encantada, no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife, protestaram e cobraram o auxílio financeiro prometido pelo governo de Pernambuco e pela prefeitura do Recife.

Na quinta (9), o governo instituiu o pagamento de R$ 1,5 mil a desabrigados e desalojados que vivem em situação de extrema pobreza e uma pensão vitalícia de um salário mínimo a dependentes de pessoas que morreram na tragédia.

Também foram promulgadas no Recife duas leis municipais que instituem auxílios para quem perdeu as casas ou móveis e outros pertences nas chuvas.

Moradores fazem protesto na Avenida Dois Rios, no Ibura

No protesto, os moradores de Lagoa Encantada cobraram também ações definitivas para dar segurança a quem vive nos morros (veja vídeo acima).

O carteiro Carlos Assunção mora em uma área de risco e chegou a sair de casa, mas não tinha onde ficar e voltou, mesmo com medo.

“Quando tiver chovendo, segundo a Defesa Civil, não é bom ficar. Que pode haver deslizamento de barreira. Espero que o poder público olhe para a gente. Há 35 anos, eu moro aqui e só tem promessa de fazer os muros de proteção às barreiras e até agora nada”, afirmou.

O aposentado Antônio Felipe Dias teve a casa interditada pela Defesa Civil após um deslizamento de barreira. Agora, está com a esposa, o filho e a nora na casa de familiares. Não sabe como vai ser daqui para frente.

“Eu estou na casa da minha mãe, no Ibura de Baixo, tanto eu quanto a minha família e a minha irmã, que teve a casa derrubada. Resumindo, tinha 12 pessoas lá morando”, disse.

A autônoma Sandra Marinho também foi afetada pelas chuvas. “Perdi duas geladeiras, o aparelho de som do barzinho que eu fiz com minha filha. Estamos tristes. É muito ruim você ter sua casa alagada, acordar e acabou tudo. A gente sonhou tanto pra construir e o sonho acabou”, disse.

Enquanto a solução não chega, as doações amenizam o sofrimento. “É o que a população estava precisando, depois de tanta enchente, de todo mundo perder tudo. Eu perdi tudo em minha casa. Só se salvou o que estava pendurado nas paredes. O resto acabo na água”, afirmou o auxiliar mecânico Wellington Moura.

O que dizem prefeitura e governo

O governo de Pernambuco informou, por nota, que está cadastrando os dependentes das pessoas que morreram em decorrência das chuvas e que, só quando este processo acabar, vai ser possível estabelecer o calendário de pagamento da pensão vitalícia no valor de um salário mínimo.

A Prefeitura do Recife disse, também por nota, que cerca de 20 mil famílias vão receber o auxílio emergencial e que vai divulgar na terça (14) o data do início do pagamento.

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Avião de pequeno porte faz pouso de emergência em estrada que dá acesso a santuário em Paudalho

Pouso emergencial do monomotor aconteceu na manhã desta segunda (13), nesse município da Zona da Mata de Pernambuco. Corpo de Bombeiros informou que não houve vítimas.

Por Bruno Marinho, g1 PE

Um avião de pequeno porte fez um pouso de emergência, na manhã desta segunda-feira (13), em Paudalho, na Zona da Mata de Pernambuco (veja vídeo acima). Não houve vítimas, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

O monomotor pousou na estrada que dá acesso ao Santuário de São Severino dos Ramos, nesse município localizado a 44 quilômetros da capital pernambucana.

Avião de pequeno porte fez pouso de emergência em Paudalho, na Zona da Mata de Pernambuco — Foto: Reprodução/WhatsApp

Avião de pequeno porte fez pouso de emergência em Paudalho, na Zona da Mata de Pernambuco — Foto: Reprodução/WhatsApp

O pouso de emergência também foi confirmado pela prefeitura de Paudalho. A Polícia Militar (PM) enviou uma equipe para o local.

TV Globo entrou em contato com a PM para saber detalhes dessa ocorrência, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

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Kombi capota e pessoas ficam feridas na rodovia PE-22, em Paulista

Acidente aconteceu na tarde desta segunda (13). Equipes dos bombeiros e do Samu participaram dos resgates.

Por g1 PE

Kombi capotou e deixou pessoas feridas em Paulista, no Grande Recife  — Foto: Reprodução/WhatsApp

Kombi capotou e deixou pessoas feridas em Paulista, no Grande Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Uma Kombi capotou, na tarde desta segunda (13), na rodovia PE-22, em Paulista, no Grande Recife. Ao menos três pessoas ficaram feridas e foram socorridas por equipes dos bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Por meio de nota, os bombeiros informaram que foram acionados às 16h43. Quatro equipes participaram do socorro.

Um homem de 55 anos foi levado pelos bombeiros para o Hospital Miguel Arraes, em Paulista. O nome dele não foi divulgado. Ainda segundo a corporação, ele apresentava “possível fratura” e se queixava de dores nas costas.

O Samu de Paulista disse, por nota, que atendeu dois pacientes. Os nomes também não foram divulgados.

Essas duas pessoas firam levadas para a Unidade de Pronto Atendimento de Olinda (UPA). Uma delas teve que ser transferida para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central do Recife.

Equipes do Samu de Igarassu, no Grande Recife, também participaram da operação. O número de pessoas socorridas não foi informado.

Uma testemunha que passou pelo local do acidente informou que um problema mecânico teria provocado o capotamento da Kombi. Segundo ele, a porta do veículo teria sido arrancada.

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Combate à violência contra a mulher é tema de evento em Noronha

Seminário de Formação da Rede de Enfrentamento da Violência de Gênero contra a Mulher corre entre terça (14) e sexta (17), no auditório da Escola Arquipélago.

Por Ana Clara Marinho, g1/PE

Fernando de Noronha vai sediar o primeiro Seminário de Formação da Rede de Enfrentamento da Violência de Gênero contra a Mulher. O evento começa na terça (14) e segue até sexta (17), no auditório da Escola Arquipélago.

A ideia é combater os casos de agressões contra as mulheres na ilha. O seminário é voltado para a equipe da Coordenadoria da Mulher de Noronha e representantes do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública.

Também devem participar policiais civis e militares, profissionais da assistência social, conselho tutelar e servidores do setor de saúde (agentes comunitários).

Segundo os organizadores, o objetivo é capacitar os técnicos que atuam em Noronha para identificar e encaminhar mulheres em situação de violência doméstica e sexual para a rede de atendimento e proteção. Essa rede de enfrentamento protege as vítimas ou ameaçadas de violência de gênero.

No primeiro dia do seminário, vai ser realizado o lançamento do Programa Acolher e do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) – Marieta Borges.

O superintendente de Desenvolvimento Social da Administração da Ilha, Vitor Bahia, disse que o governo local vai acolher mulheres vítimas de violência doméstica, em locais seguros para elas e filhos.

“Vamos mostrar, com o Sistema de Justiça e instituições policiais da ilha, que Noronha é tolerância zero com violência contra a mulher”, afirmou.

O CEAM – Marieta Borges vai oferecer a mulheres vítimas de violência de gênero acolhimento e acompanhamentos social, psicológico e jurídico, além do fornecer orientação e informação. O centro faz uma homenagem à historiadora Marieta Borges, que morreu em dezembro de 2019.

“Marieta é uma mulher referência para a história de Fernando de Noronha e representa tanto a paixão pela ilha quanto a paixão pelo conhecimento. Ela representa o que o CEAM busca ser: a paixão pela ilha no cuidado com as mulheres noronhenses e o conhecimento técnico para oferecer o melhor serviço”, informou o superintendente de Desenvolvimento Social.

O objetivo do Programa Acolher é fornecer, de forma provisória, medidas emergenciais de proteção em locais seguros para mulheres vítimas de violência doméstica.

As mulheres podem ser acompanhadas dos filhos menores de idade ou co-dependentes, que tenham alguma condição especial e necessitem dos cuidados da mãe.

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Pernambuco confirma duas mortes por leptospirose e emite nota técnica sobre casos da doença após chuvas

Doença pode ser transmitida por contato com a urina de roedores infectados, como ratos. Vítimas moravam em Jaboatão e em Olinda. Estado investiga outras seis mortes notificadas.

Por g1 PE

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou duas mortes por leptospirose em Pernambuco. Além disso, emitiu uma nota técnica para orientar unidades de saúde sobre novos casos da doença após as fortes chuvas que mataram 129 pessoas no estado.

De acordo com o governo de Pernambuco, a leptospirose pode causar uma epidemia em períodos chuvosos por ter como principal forma de contágio o contato com a urina de roedores infectados, principalmente ratos. A nota técnica foi emitida no domingo (12).

Os óbitos confirmados foram de dois homens. Um tinha 31 anos e morava em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Ele morreu no dia 19 de janeiro. O outro, tinha 25 anos e morava em Olinda, também na Região Metropolitana. O óbito foi registrado no dia 12 de janeiro. As duas mortes só tiveram a causa confirmada em junho.

Moradores de áreas que alagam, como esta em Jaboatão dos Guararapes, têm maior risco de contrair a leptospirose — Foto: Reprodução/TV Globo

Moradores de áreas que alagam, como esta em Jaboatão dos Guararapes, têm maior risco de contrair a leptospirose — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo o último boletim emitido pela SES, divulgado nesta segunda-feira (13), um total de oito mortes foi notificado neste ano em Pernambuco, das quais seis seguem em investigação. Todos esses óbitos, incluindo os dois já confirmados, ocorreram na área da Gerência Regional de Saúde I, que corresponde ao Grande Recife e parte da Zona da Mata.

Em 2022, foram notificados 155 casos da doença, sendo 35 confirmados, 40 descartados e 80 que permanecem em investigação. A faixa etária em que houve maior incidência da doença foi a de 20 a 34 anos, com 38% dos casos. Em seguida, estão os pacientes entre 50 e 64 anos, que correspondem a 28% do total.

No mesmo período em 2021, segundo a SES, foram 176 casos notificados, 54 confirmados e dez mortes devido à leptospirose. No ano passado todo, houve 441 casos notificados, sendo 131 confirmados, 184 descartados e 126 em investigação. O total de óbitos foi de 34.

Nota técnica

A leptospirose é causada por uma bactéria do gênero Leptospira. Segundo a nota técnica divulgada pela SES, a doença é endêmica em Pernambuco e o contágio aumenta em períodos chuvosos, principalmente em capitais e nas regiões metropolitanas.

Isso ocorre “devido aos alagamentos e enchentes associados à aglomeração populacional de baixa renda, condições inadequadas de saneamento e alta infestação de roedores infectados”.

Por causa disso, a SES determinou que sejam notificados, de maneira imediata, casos graves e óbitos por leptospirose. Isso deve ocorrer em até 24 horas desde a primeira suspeita.

Infectologista alerta para os perigos da leptospirose com a chegada das chuvas

Os sintomas da leptospirose incluem febre, dor de cabeça e dores pelo corpo, principalmente na panturrilha, além de vômitos, diarreia e tosse

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Bebê que ficou na fila por UTI em meio a crise de superlotação em Pernambuco tem alta após um mês internado

Ravi, que completa dois meses de vida na terça (14), passou por quatro unidades de saúde com problemas respiratórios, foi intubado e teve parada cardiorrespiratória.

Por Pedro Alves, g1 PE

Bebê Ravi passou um mês internado com bronquiolite viral aguda, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Bebê Ravi passou um mês internado com bronquiolite viral aguda, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Depois de um mês internado, teve alta do hospital o bebê Ravi, que passou 11 dias na fila por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Recife, por causa da crise de superlotação de leitos em Pernambuco. O menino, que completa dois meses de vida na terça-feira (14), passou metade da vida em quatro unidades hospitalares, com problemas respiratórios.

A alta hospitalar de Ravi aconteceu no sábado (11). Durante a internação, ele foi intubado, teve parada cardiorrespiratória e, agora, se recupera em casa com a família.

“Ravi nasceu de novo. A sensação que eu tenho é como se Ravi tivesse nascido agora, estivesse tendo alta hospitalar do parto. Eu ainda nem estou acreditando”, disse a mãe, a psicopedagoga Gicely Van Egmond.

Na metade de maio, Ravi teve os primeiros sintomas do que veio a ser diagnosticado como bronquiolite viral aguda. Ele apresentou coriza e um pouco de tosse e, por isso, foi levado ao pronto-socorro de um hospital particular.

“Ele foi atendido e encaminhado de volta para casa porque não tinha sintomas graves. O tratamento indicado foi nebulização e vitamina C. Eu estava muito atenta à situação da falta de leitos de UTI em Pernambuco e pesquisei muito sobre isso”, afirmou a mãe de Ravi.

Um problema no cadastro de Ravi em um plano de saúde fez com que o bebê entrasse no período de carência, sem poder usufruir do convênio. Foi justamente nesse período que ele começou a ficar ofegante e que os sintomas respiratórios pioraram.

Por isso, Ravi foi levado às pressas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, na Zona Oeste do Recife. Depois, foi transferido para o Hospital Barão de Lucena, na mesma região da cidade, onde foi intubado.

“Ficamos cinco dias na UPA. O atendimento era bem precário. Ele foi transferido para o Barão e, no dia seguinte, já foi intubado, mas não tinha leito de UTI. Ficou na área vermelha, que, por causa da superlotação, virou aquela coisa: recepção, enfermaria, sala de UTI improvisada, tudo junto”, declarou Gicely.

Bebê Ravi e os pais, Tim e Gicely Van Egmond, após alta em hospital no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Bebê Ravi e os pais, Tim e Gicely Van Egmond, após alta em hospital no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Segundo a família, somente quando foi levado para o Hospital Maria Lucinda, no bairro do Parnamirim, na Zona Norte do Recife, é que o bebê teve acesso a uma UTI. Isso ocorreu 11 dias depois do internamento.

“O atendimento no Maria Lucina era maravilhoso e a equipe, bem preparada. Mas quem é menos instruído sofre muito, e isso me doeu bastante, ver a forma como as pessoas eram tratadas. No Barão de Lucena, era uma catástrofe. Era criança indo a óbito perto da gente, mãe desamparada”, afirmou Gicely.

No fim de maio, dias antes da transferência para o Maria Lucinda, Gicely recebeu a pior notícia da vida dela. Por causa de um desencontro de informações, ela soube que Ravi tinha morrido. Na verdade, outro bebê, de 11 meses, faleceu no Hospital Barão de Lucena, à espera de uma vaga em UTI.

No dia 28 de maio, já no Maria Lucinda, Ravi saiu da intubação. O quadro de saúde dele melhorou gradativamente, até o momento em que o bebê recebeu indicação para ir para uma enfermaria. Nesse meio tempo, a família conseguiu na Justiça uma liminar que permitia que o menino fosse tratado pelo convênio, mesmo diante do erro feito no cadastro do plano de saúde.

“No Maria Lucinda, assim que um bebê não precisava mais de intubação, ele já era encaminhado para a enfermaria. Isso é justo porque tinha crianças na fila. Mas, na enfermaria, não havia isolamento, e a criança corria risco de se reinfectar, como até chegou a ocorrer com Ravi. Por isso, pegamos a liminar e ele foi transferido para um hospital particular”, contou Gicely.

Bebê Ravi durante espera por vaga de UTI em hospital, no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Bebê Ravi durante espera por vaga de UTI em hospital, no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

No hospital particular, o bebê finalizou o tratamento, em isolamento. Agora, a família tenta se recuperar do trauma. O bebê reencontrou o irmão, de 2 anos, e a irmã mais velha, de 22 anos. Os pais, aliviados, começaram a pensar nos próximos passos do tratamento, já que a rotina aparenta ter normalizado.

“Ele vai ser acompanhado por uma pneumologista e vai fazer fono, também. Também vou encaminhá-lo para um teste neurológico, para saber se houve algum dano. Ele ficou muito tempo sedado, e até foi intubado sem sedação, porque foi tudo muito corrido. Mas, ao que tudo indica, está tudo bem”, disse.

Gicely fez questão de agradecer às pessoas que rezaram e se juntaram em uma corrente de solidariedade para trazer visibilidade ao caso de Ravi e das dezenas de outras crianças que tiveram que esperar na fila por um leito de UTI.

“O Estatuto da Criança e do Adolescente reforça que toda criança e adolescente tem direito à vida e à saúde. Nós, como sociedade, podemos e devemos intervir sempre, em qualquer situação que possa causar dano ou vulnerabilidade às crianças. A luta de Ravi não foi só de Ravi, foi de todas as crianças. A gente precisa se posicionar para lutar essa guerra como sociedade”, finalizou a mãe.

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Cavalo cai dentro de bueiro sem tampa; animal morre durante resgate dos bombeiros

Quatro militares tentaram resgatá-lo com uma corda, mas não conseguiram. Acidente ocorreu no bairro de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Por Bruno Marinho, g1 PE

Um cavalo caiu dentro de um bueiro sem tampa, na madrugada deste domingo (12), no bairro de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Moradores e uma equipe do Corpo de Bombeiros tentaram resgatar o animal, mas ele morreu no local. Uma gravação enviada ao WhatsApp da TV Globo mostra o equino ainda com vida, mas as imagens são fortes.

O acidente ocorreu na Rua Nova Roma, que fica próximo ao Conjunto Habitacional Lagoa Olho D’água. O Corpo de Bombeiros informou, em nota, que foi acionado às 5h53 e enviou uma viatura de busca e salvamento. Quatro bombeiros tentaram utilizar uma corda para salvar o cavalo, mas ele “já estava quase submerso” e “não conseguiu sobreviver”.

Uma corda foi utilizada para tentar resgatar cavalo que caiu em bueiro no Grande Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Uma corda foi utilizada para tentar resgatar cavalo que caiu em bueiro no Grande Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

O encarregado administrativo Iraldo Angelino, de 37 anos, voltava do trabalho, em um condomínio no bairro de Piedade, também em Jaboatão, quando gravou um vídeo do cavalo preso no bueiro. As imagens mostram lixo nos arredores, o que pode indicar que o animal estava procurando comida no entulho quando caiu no bueiro.

“Eu largo às 6h e, quando vim chegando em casa, vi que o cavalo estava dentro do bueiro e moradores chamaram os bombeiros. Eles botaram uma corda, mas era impossível fazer o resgate porque o corpo de animal estava todo dentro do bueiro, que tem três metros”, disse Iraldo.

Bombeiros foram até o local para tentar resgatar o cavalo de dentro do bueiro — Foto: Reprodução/WhatsApp

Bombeiros foram até o local para tentar resgatar o cavalo de dentro do bueiro — Foto: Reprodução/WhatsApp

Ainda de acordo com a testemunha, o trabalho do Corpo de Bombeiro atraiu a atenção de algumas pessoas que moram na área. “A tentativa de resgate durou cerca de 20 minutos a meia-hora. Como era muito cedo, havia uns cinco moradores observando lá no local”, contou.

Procurada pelo g1, a prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou que esse bueiro é de responsabilidade da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). A administração municipal também disse que removeu o corpo do animal do local onde ele morreu.

Cavalo caiu no bueiro, em Jaboatão, durante a madrugada deste domingo (12) — Foto: Reprodução/WhatsApp

Cavalo caiu no bueiro, em Jaboatão, durante a madrugada deste domingo (12) — Foto: Reprodução/WhatsApp

g1 entrou em contato com a Compesa, para questionar por que o bueiro estava sem tampa e sem nenhum tipo de sinalização, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

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Líder comunitário é assassinado a tiros em campo de futebol no Recife

Chateaubriand de Lima, conhecido como Chatou, era atuante na Vila dos Milagres, no Barro, na Zona Oeste da capital. Ele tinha 53 anos e foi morto no bairro do Ibura, na Zona Sul da cidade.

Por g1 PE

Um líder comunitário foi assassinado a tiros, na noite da sexta-feira (10), em um campo de futebol no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife. Chateaubriand de Lima, conhecido como Chatou, tinha 53 anos e era empresário.

Segundo testemunhas do crime, ele estaria fazendo distribuição de doações quando foi assassinado. A Polícia Civil informou que investiga a motivação e a autoria desse caso de homicídio.

Chatou era conhecido e atuante na região da Vila dos Milagres, no Barro, na Zona Oeste do Recife. A comunidade foi atingida pelos deslizamentos de barreiras causados pelas fortes chuvas que mataram 129 pessoas e deixaram mais de 128 mil desalojados ou desabrigados em Pernambuco no final de maio e início de junho.

Ele tinha um clube com piscina e uma casa de shows de pagode. Chatou foi morto ao lado de um caminhão utilizado para transportar doações quando fazia ações sociais. Não se sabe quantos criminosos mataram o empresário.

O Instituto de Criminalística (IC) fez perícias no local do assassinato. O corpo da vítima foi recolhido e levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), que fica no bairro de Santo Amaro, na região central do Recife.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado por meio da Força-Tarefa de Homicídios da Capital, e as investigações ficam a cargo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Homicídios

Em abril deste ano, Pernambuco teve 313 pessoas assassinadas, o que corresponde a uma média de dez homicídios por dia. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social (SDS), isso significa um aumento de 2,62%, em relação ao mesmo mês de 2021.

O último balanço divulgado pela SDS aponta que, entre janeiro e abril de 2022, houve um aumento de 12,89% no número de homicídios. Os casos passaram de 1.133 para 1.279, na relação entre os dois períodos comparados.

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Defesa Civil começa demolição de prédio com risco de desabamento em área histórica do Bairro do Recife

Edifício de número 88 na Rua da Guia está abandonado há décadas. Demolição começou neste sábado (11), um dia após funcionários de empresas saírem às pressas de prédios vizinhos.

Por Pedro Alves e Giuliano Roque, g1 PE e TV Globo

Defesa Civil do Recife começa a demolir prédio com risco de desabar no município

Começou, neste sábado (11), o trabalho de demolição do prédio localizado no número 88 da Rua da Guia, em uma área histórica do Bairro do Recife, no Centro da cidade . Na sexta-feira (10), comerciantes, empresários e pessoas que trabalham na região foram surpreendidos por uma intimação da Defesa Civil para desocuparem oito edifícios.

O prédio, que tem sete andares, precisa ser demolido por causa do risco de desabamento, já que a Defesa Civil constatou, em vistorias, que o edifício está inclinado. Segundo testemunhas, o local está abandonado há mais de duas décadas. O poder público não informou de quem é a edificação.

Guindaste eleva 'tesoura' para demolir prédio que ameaça cair no Bairro do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Guindaste eleva ‘tesoura’ para demolir prédio que ameaça cair no Bairro do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

A demolição foi antecipada, já que a previsão informada aos empresários da região era de que o trabalho de demolir o prédio começaria na segunda-feira (13), por isso eles teriam até o domingo (12) para deixar os edifícios vizinhos.

De acordo com a gerente geral de Engenharia da Defesa Civil do Recife, Elaine Hawson, a demolição dos três últimos pavimentos do edifício tem previsão de ser concluída em até 60 dias. O restante da estrutura deve ser posto a baixo em um mês.

“A previsão inicial que nós demos foi de dois meses para fazer os três últimos pavimentos, que vai ser com a metodologia da tesoura, que vai cortando, e um mês para fazer o restante da estrutura. Mas esse prazo pode ser reduzido, de acordo com o andamento dos serviços”, disse.

Ainda segundo Elaine Hawson, a escolha por “cortar” o edifício em vez de implodir foi feita para reduzir os riscos. O guindaste eleva a tesoura a uma altura de 24 metros. Um operador controla o equipamento, que quebra o concreto e quebra as vigas de ferro.

“Estamos numa área histórica. Tem muitas edificações vizinhas e, dentre todas as formas que a gente poderia utilizar, vamos utilizar um guindaste com uma tesoura na ponta e isso não vai causar impacto na estrutura. Vamos cortando a estrutura, vamos fazer os três últimos pavimentos com essa metodologia para que não cause impacto”, disse.

A gerente geral afirmou, ainda, que a Defesa Civil do Recife monitora o prédio há mais de dez anos, mas a situação se agravou recentemente.

“Nós já entramos, fizemos vistorias internas. No entanto, no último fim de semana, a gente constatou um agravamento significativo na estrutura. Percebemos uma leve inclinação, e isso fez com que interditássemos a via, já que ficou comprovado risco de desabamento”, disse.

Cerca de 20 profissionais acompanham o trabalho de demolição, incluindo funcionários da Defesa Civil e da empresa contratada pela prefeitura para realizar o serviço. Uma retroescavadeira hidráulica com um guindaste é utilizada no trabalho, que ocorre todos os dias, das 8h às 17h, segundo o órgão municipal.

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