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NUVEM DE TAGS

Homem faz casal refém em apartamento e é baleado após atacar policiais com faca; vídeo mostra como ele invadiu prédio

Caso ocorreu no bairro do Parnamirim, na Zona Norte do Recife, na madrugada desta quinta-feira (12). Criminoso foi preso em flagrante por roubo e tentativa de homicídio.

Por Priscilla Aguiar, g1 PE

Um homem invadiu um prédio no bairro do Parnamirim, na Zona Norte do Recife, entrou em um apartamento e manteve um casal refém por uma hora, na madrugada desta quinta-feira (12). Segundo a Polícia Civil, policiais militares chegaram ao local para conter o criminoso e o balearam após serem atacados por ele com golpes de faca.

Imagens das câmeras de segurança do Edifício Estação Vitória obtidas pelo g1 mostram o momento em que o criminoso entrou no prédio, localizado na Rua Ferreira Lopes. Ele mexe em um equipamento do portão e consegue abri-lo com as mãos, entrando no local sem que ninguém percebesse.

Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que o homem entra no prédio — Foto: Reprodução/WhatsApp

Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que o homem entra no prédio — Foto: Reprodução/WhatsApp

Polícia Civil informou que o homem que aparece nas imagens tem 25 anos e foi preso em flagrante por roubo em residência e tentativa de homicídio. Além disso, afirmou que as investigações do caso foram iniciadas pelo delegado Caio Wagner Morais, plantonista no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com o delegado, o criminoso foi socorrido e está sob custódia da polícia no Hospital da Restauração (HR), que fica no bairro do Derby, na área central do Recife. Como o nome dele não foi divulgado, não foi possível ter acesso ao estado de saúde do paciente.

Quando receber alta médica, o criminoso vai passar por audiência de custódia para a Justiça decidir se ele vai responder em liberdade ou se segue para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), localizado em Abreu e Lima, no Grande Recife.

Vizinhança assustada

Funcionárias que trabalham no prédio não quiseram ser identificadas, mas afirmaram ao g1 que ocorrem assaltos com frequência na Rua Ferreira Lopes. “Para a gente entrar, se esquecer o controle, é uma burocracia, mas o ladrão mexeu no portão e conseguiu entrar rápido”, disse uma delas.

A cozinheira Edilene Felipe da Silva, de 39 anos, trabalha no prédio ao lado e contou que ficou assustada quando soube o que aconteceu. “Soube que teve tiro e que um homem tinha arrombado o apartamento. E ele já tinha roubado uma bicicleta na segunda-feira e voltou”, declarou.

Ela disse que passeia com o cachorro todos os dias, mas não leva o celular. “Essa rua tem assalto com frequência. É motoqueiro, é tudo. A gente passeia com cachorro aqui, mas morrendo de medo”, relatou.

Policiamento na área

Por meio de nota, a Polícia Militar (PM) disse que o policiamento no bairro do Parnamirim é realizado por equipes do 11º Batalhão, do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) e motopatrulhamento. Também afirmou que “realiza rondas, paradas em pontos estratégicos e abordagens diuturnamente”.

Ainda no texto, afirmou que o Projeto Condomínio Seguro, implantado pela PM na região para inibir ocorrências criminosas, foi “decisivo para um desfecho positivo” no caso, “possibilitando ao efetivo da Polícia Militar uma ação rápida e decisiva, inibindo e controlando a atitude do indivíduo agressor”.

Sobre o tiro no criminoso, a PM explicou que ele “tentou agredir o policiamento com uma faca, forçando um disparo de arma de fogo para proteger a equipe”.

Antes de ser levado para o Hospital da Restauração, o homem baleado foi socorrido para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife. Na UPA, “ele tentou fugir, atacando mais uma vez o efetivo e quebrando objetos, mas foi controlado”, declarou a PM.

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Local de incêndio no Pina vai ser desocupado e 180 famílias que moravam em palafitas vão receber auxílio financeiro, diz prefeitura

Segundo a administração municipal, houve acordo com os moradores e as palafitas, atingidas ou não pelo fogo, serão desocupadas após o pagamento do auxílio pecúnia de R$ 1,5 mil.

Por Priscilla Aguiar, g1 PE

Reunião define indenização e auxílio-moradia para 180 moradores de palafitas no Pina

Todas as 180 famílias que vivem nas palafitas onde ocorreu um incêndio no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, não voltarão ao local e receberão auxílio financeiro até que a prefeitura disponibilize moradia definitiva para elas. A desocupação do local foi anunciada nesta quinta-feira (12) pelo prefeito João Campos (PSB) após uma reunião com representantes da comunidade.

O incêndio ocorreu na tarde de 6 de maio, entre as pontes Agamenon Magalhães e Paulo Guerra, principais ligações entre a Zona Sul e o Centro do Recife. Ao menos, 40 palafitas foram destruídas pelas chamas. As causas do fogo não foram divulgadas.

O incêndio ocorreu na tarde de 6), entre as pontes Agamenon Magalhães e Paulo Guerra — Foto: Reprodução/WhatsApp

O incêndio ocorreu na tarde de 6), entre as pontes Agamenon Magalhães e Paulo Guerra — Foto: Reprodução/WhatsApp

De acordo com a prefeitura, houve um acordo com os representantes dos moradores e as palafitas que não foram atingidas pelas chamas também serão desocupadas.

Por isso, todas as famílias que vivem no local vão receber um auxílio pecúnia de R$ 1,5 mil, em parcela única, e também um auxílio-moradia de R$ 200, até moradias definitivas serem disponibilizadas para elas, ainda segundo a prefeitura.

A administração municipal informou que as palafitas serão desocupadas após o pagamento do auxílio pecúnia, o que deve ser feito até o fim de maio.

Prefeito diz que moradores de palafitas destruídas em incêndio vão deixar local e receber auxílio financeiro

“A gente também vai começar ainda no mês de maio, junto com a comissão definida pelos moradores, a fazer um projeto de urbanização da área. A gente vai construir uma solução definitiva com diálogo e participação ativa dos moradores”, afirmou João Campos.

O local continua recebendo as ações de assistência e saúde oferecidas pela prefeitura. Para os imóveis em alvenaria, técnicos da Autarquia de Urbanização do Recife (URB) devem realizar, neste mês de maio, vistorias técnicas nas casas para identificar eventuais benfeitorias a serem indenizadas.

“As casas que são construídas de alvenaria receberão uma visita da URB para fazer uma avaliação técnica para a gente poder, de maneira justa e criteriosa, tomar as medidas necessárias”, disse o prefeito.

Investigações

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) estiveram no local três dias após o incêndio. Eles tiraram fotos e reuniram elementos para ajudar nas investigações.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações são conduzidas pela Delegacia de Boa Viagem. Na segunda-feira (9), a corporação informou que, “no conjunto dos trabalhos, haverá coleta de depoimentos, elementos e perícias técnicas no local”.

g1 entrou em contato com a polícia, nesta quinta-feira (12), para saber se houve avanço nas investigações, se já se sabe o que provocou o incêndio e quantos depoimentos foram colhidos até então, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Protesto

Moradores de palafitas destruídas fazem protesto na frente da prefeitura do Recife

Na segunda (9), um grupo de moradores das palafitas do Pina realizou um protesto em frente à sede da prefeitura pedindo o aumento no valor da indenização oferecida e também fazendo outras reivindicações. “O povo quer casa”, dizia uma faixa.

Uma comissão participou de uma reunião com o executivo municipal. Os manifestantes pediam que a indenização de R$ 1,5 mil para cada família fosse de, no mínimo, R$ 3 mil. Eles demonstravam preocupação sobre onde iriam morar.

Solidariedade

Saiba como ajudar as famílias prejudicadas pelo incêndio nas palafitas do Pina

Por causa do incêndio, uma rede de solidariedade foi formada. Quem quiser contribuir pode procurar entidades que estão ajudando os moradores.

  • Mãos Solidárias: Armazém Do Campo – Avenida Martins de Barros, 395 – Santo Antônio
  • Coletivo Pão e Tinta: Rua Vila Teimosa, 28 – Pina
  • Projetos Amigos do Pirrita: Bar Da Fava – Avenida Doutor Dirceu Veloso Toscano De Brito, 14 – Pina
  • Livroteca Brincante do Pina: Rua Arthur Lício, 291 – Pina
  • Instituto Vizinhos Solidários: Rua Souto Filho, 118 – Pina
  • Paróquia do Pina: Avenida Herculano Bandeira, 471 – Pina
  • Central Única das Favelas: Avenida Norte, 5300 – Casa Amarela

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Na sexta-feira 13, saiba por que o Recife tem fama de cidade mais mal-assombrada do Brasil

Perna Cabeluda, Galega de Santo Amaro, manifestações paranormais na Cruz do Patrão e vozes de crianças mortas que dão nome a uma praça são algumas das lendas urbanas que contribuem para a reputação da capital pernambucana.

Por Roberto Beltrão, TV Globo

Recife Assombrado — Foto: Reprodução/TV Globo

Recife Assombrado — Foto: Reprodução/TV Globo

Quem sai à noite pelas ruas do Recife corre o risco de ser convidado a visitar o cemitério acompanhado de uma mulher que vira caveira. Ou pode se deparar com um morto-vivo com a boca cheia de dentes de ouro. Ou pior: levar um chute de uma perna cabeluda que pula sozinha, sem estar ligada a nenhum corpo. Roteiro de filme de horror? Não! Esse é apenas um breve resumo de algumas das lendas mais assustadoras da capital pernambucana, considerada por muitos a “cidade mais assombrada do Brasil” – fama que parece ganhar mais relevância numa sexta-feira 13.

Com uma história de 487 anos, o Recife teve um imaginário popular formado ao longo dos séculos por diversas culturas – indígena, ibérica, africana, entre tantas outras. Um lugar que também foi cenário de várias batalhas, conflitos, tragédias capazes de marcar a memória de seguidas gerações.

São fatores que, para os estudiosos do folclore e das superstições, alimentam a crença em fantasmas, duendes, monstros e outras criaturas sobrenaturais. Ou, como dizem os recifenses, a crença nos “malassombros”.

“Os mitos surgem por vários motivos: seja para explicar a origem das coisas, ou depois de uma catástrofe, ou mesmo após um acontecimento sem uma causa natural aparente”, explica a socióloga e folclorista Rúbia Lóssio.

Para ela, as narrativas folclóricas com mais força são as que tentam traduzir uma sensação coletiva de insegurança diante do inexplicável. “O que assombra terá mais adeptos pelo simples fato do medo: o medo, pela sua urgência, une mais rápido as pessoas”, completa Rúbia.

O sociólogo pernambucano Gilberto Freyre tinha a mesma percepção. Tanto que, em 1955, publicou o livro “Assombrações do Recife Velho”, um apanhado com mais de 30 histórias lendárias da cidade. Ele revela, por exemplo, que a “Cruz do Patrão”, um dos mais antigos monumentos do município, seria o epicentro de furiosas manifestações paranormais.

A coluna de alvenaria de oito metros foi erguida na área do porto antes da época da invasão holandesa e servia como referência náutica para os navios à vela que chegavam ao Recife.

Acreditava-se que pessoas escravizadas haviam sido enterradas nos arredores sem os devidos ritos mortuários. E, por isso, “todo aquele que passasse de noite perto da cruz ouviria gemidos, veria almas penadas ou seria perseguido por infernais espíritos”, regista Freyre.

A obra demonstra também que, ao contrário dos fantasmas restritos às grossas paredes dos castelos europeus, as assombrações recifenses habitam as ruas. Em um dos capítulos, Freyre fala do “Boca-de-Ouro”: uma espécie de zumbi que, ao cruzar com um passante na calçada, mostra “um rosto de defunto já meio podre e comido de bicho, abrilhantado por dentadura toda de ouro”.

Há ainda uma particularidade no Recife que corrobora com a fama de cidade mais assombrada do país: vários nomes de localidades com origem em lendas assustadoras.

Praça Chora Menino, na Ilha do Leite, faz parte do roteiro do Recife Assombrado — Foto: Reprodução/TV Globo

Praça Chora Menino, na Ilha do Leite, faz parte do roteiro do Recife Assombrado — Foto: Reprodução/TV Globo

A Praça Chora Menino, no bairro da Boa Vista, tem essa denominação porque eram ouvidas no local as vozes chorosas de criança mortas durante uma revolta de soldados no século 19.

Já a área chamada de “Encanta Moça”, no bairro do Pina, tem relação com a história de uma mulher jovem que, fugindo do marido ciumento, se “encantou” nos mangues da região e se tornou uma aparição capaz de levar os homens a se perderem em meio à folhagem densa e enlameada da beira do rio.

Andriolli Costa, jornalista e pesquisador do folclore brasileiro, criador do blog “O Colecionador de Sacis”, ressalta que as antigas lendas não são apenas contos para assustar (e divertir) transmitidos pela comunicação oral.

Para ele, essas narrativas “são um caminho para revelar muito sobre nós, sobre as nossas raízes, sobre a nossa história. E acrescenta: “A gente encontra nelas (as lendas) o retrato da nossa sociedade que explica quem nós somos, explica quem nós fomos e explicará quem nós seremos.”

No caso do Recife, o costume de recontar histórias assombradas parece estar relacionado à cultura da economia canavieira, com seus engenhos, casas grandes nos subúrbios e sobrados nas áreas urbanas.

No livro “Assombrações e Coisas do Além”, publicado pela primeira vez em 2009, a escritora e socióloga Fátima Quintas explica que na sociedade de senhores patriarcais “os mortos mandavam nos vivos, ou para retardar a decadência iminente da família fidalga, ou pela força do nome de sua oligarquia ciente de sua arrogância”.

Em outras palavras, até meados do século 20, havia uma naturalidade no culto ao mortos dentro dos casarões pernambucanos. Era comum a crença de que esses antepassados se manifestavam diante dos vivo, fosse com aparições vaporosas, fosse com sussurros de bocas invisíveis, ou mesmo com o balançar de objetos e móveis se que ninguém os tocassem.

E espíritos poderiam surgir nos sonhos das pessoas, quase sempre para indicar a localização de uma “botija” – um tipo de tesouro escondido no quintal ou em algum cômodo do imóvel.

Essa comunicação direta com o “além” moldou o imaginário recifense a ponto tornar a cidade um território livre para surgimentos de seres ainda mais fantásticos que meros fantasmas arrastadores de correntes.

O sul-mato-grossense Andriolli Costa ainda se impressiona com o boato sobre uma “Perna Cabeluda” que pulava sozinha e atacava os transeuntes noturnos nas ruas e avenidas da capital de Pernambuco na década de 1970.

“A Perna tem uma coisa muito interessante porque tem ela teve um ‘nascimento’ midiático”, reflete o jornalista, lembrando que, na época, reportagens sobre os ataques da surreal assombração foram veiculadas nas rádios e nos jornais.

“Mas só porque já existem assombrações ‘perseguidoras’ é que a gente pode, ao ouvir uma história midiática como a Perna Cabeluda, incorporar à tradição, e com passar dos anos aquilo fazer parte do nosso folclore”, acrescenta Andriolli.

E como se não bastasse ter a vias escuras assombradas pela terrível perna autônoma, nas últimas décadas do século passado os recifenses também viveram sob a “ameaça” de se depararem com a “Galega de Santo Amaro”.

Conta a lenda (recente para os padrões do imaginário tradicional) que essa bela mulher loira circulava à noite pelas imediações do mais conhecido cemitério da cidade e atraía os homens para um romântico passeio entre os túmulos do campo santo. Ao chegar em frente a um determinado jazigo, a moça dizia ser ali a sua casa e se transformava numa caveira, fazendo o pretendente sair apavorado.

Rúbia Lóssio, que expôs parte de suas pesquisas no “Almanaque Pernambucanos do Causos, Mal-assombros e Lorotas”, publicado em 2014, avalia que as histórias assombradas da capital também têm um aspecto cômico – são uma forma sutilmente jocosa de lidar de com assuntos tão espinhosos como inevitabilidade da morte.

“O povo pernambucano é inventivo, tem ‘munganga’, quer dizer, faz brincadeiras, e consequentemente traz para as histórias um tanto de anedota, mesmo que as narrativa sejam medonhas na essência”, analisa a socióloga.

Brincadeira ou não, os supersticiosos garantem que o mais prudente é evitar os tantos lugares assombrados do Recife nas horas mais silenciosas da noite. Principalmente numa sexta-feira 13. Vai que…

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Corpo de mulher enterrado dentro de casa estava mutilado; ‘cabeça teria sido queimada’, diz delegado

Segundo polícia, sobrinho da vítima foi preso em flagrante como autor do crime ocorrido na Zona Norte do Recife.

Por Vítor Oliveira*, g1 PE

No momento da prisão foram apreendidos com o assassino dois facões e pertences da vítima — Foto: Reprodução/WhatsApp

No momento da prisão foram apreendidos com o assassino dois facões e pertences da vítima — Foto: Reprodução/WhatsApp

O caso de uma mulher de 62 anos, encontrada morta no terreno da casa onde morava, em Dois Unidos, Zona Norte do Recife, começou a ser desvendado. A Polícia Civil informou ter prendido em flagrante um sobrinho dela, apontado como autor do crime. Agora, a corporação procura parte do corpo da vítima, que estava mutilado.

Segundo o delegado Luiz Alberto Braga, o corpo de Elsa Maria da Silva foi enterrado sem a cabeça. Ela desapareceu em 2 de maio e o cadáver foi localizado quatro dias depois.

“A gente tem informação de que a cabeça, em um momento posterior, teria sido enterrada e queimada”, declarou.

De acordo com a Polícia, a prisão do sobrinho da vítima, que não teve o nome divulgado, aconteceu na terça (10) , no Recife. As informações foram repassadas nesta quinta (12), em entrevista coletiva.

No momento da prisão, foram apreendidos com o homem dois fações, um saco, um par de sandálias e objetos, além de uma bolsa pertencente à vítima.

Na casa do sobrinho da vítima, também foram encontradas estopas manchadas de sangue. “Essas estopas foram encaminhadas para a perícia, que vai fazer a comparação para saber se esse sangue é da vítima”, disse o delegado.

O homem, informou o delegado, vai responder pelos crimes de furto, ocultação de cadáver e por feminicídio, quando o crime ocorre por uma questão de gênero.

Crime foi registrado no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

Crime foi registrado no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

Perfil

Durante a entrevista coletiva, o delegado Luiz Alberto Braga disse que o sobrinho da vítima tinha passagem anterior pelo sistema prisional por roubo e tráfico de drogas.

“Era um morador em situação de rua. A tia já teria dado abrigo a ele. A gente tem informações de que eles estariam bebendo e, por algum desentendimento, ele teria decidido matar a vítima”, disse.

De acordo com a polícia, os agentes apuraram outra informação sobre a mutilação do corpo da mulher.

Uma testemunha relatou ter visto o homem andando com um saco branco de náilon e dizendo “acabei de matar um cara e estou com a cabeça dele aqui dentro, você quer ver?”.

Ainda segundo o delegado, mesmo tendo negado qualquer participação no crime, o homem confessou que já teria tido “vontade de matar a tia após ela expulsá-lo de casa”.

Braga relatou que há indícios de que o sobrinho de Elsa teria consumido substâncias entorpecentes antes do crime.

“Ele faz uso de drogas e, segundo testemunhas, fica descontrolado. Acredito que ele não tem problema mental, já que conseguiu ocultar o cadáver e permanece negando o assassinato”, acrescentou.

Violência de Gênero

Entre janeiro e dezembro de 2021, Pernambuco registrou 86 crimes de feminicídio, segundo dados da Secretaria de Defesa Social (SDS). O índice é 12,79% maior do que o registrado em 2020, quando ocorreram 75 crimes desse tipo.

Para denúncias e informações sobre a rede de proteção, a Ouvidoria Estadual da Mulher atende gratuitamente pelo telefone 0800-281-8187. Em caso de emergência policial, a orientação é ligar para o 190.

De acordo com a Polícia Civil, os casos de violência contra a mulher podem ser registrados em uma das 11 delegacias especializadas no atendimento à mulher.

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Argentina dá golpes de faca em policial militar e é presa em flagrante em Porto de Galinhas, no Grande Recife

Secretaria Municipal de Segurança disse que estrangeira entrou em imóvel público conhecido como ‘Casa do Governador’ e discutiu com policial.

Por g1 PE

Uma argentina foi presa em flagrante depois de dar golpes de faca em um policial militar, em um imóvel público localizado em Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Grande Recife. Segundo a Polícia Civil, o PM estava de serviço quando foi agredido.

Por meio de nota, divulgada nesta quinta (12), a Polícia Civil informou que o caso de homicídio tentado ocorreu na quarta (11).

Segundo informações da Secretaria de Segurança Urbana de Ipojuca, a argentina invadiu um terreno que pertence ao governo estadual, em Porto de Galinhas. O local é conhecido como “Casa do Governador”.

“O PM, então, foi até lá avisar que ela não poderia estar ali. Houve uma discussão e ela esfaqueou o policial militar, que é da Guarda Patrimonial”, informou o secretário municipal Osvaldo Moraes.

A estrangeira, que não teve o nome divulgado, foi presa por uma equipe da Força-Tarefa de Homicídios Metropolitana Sul. Não foi informado se ela é turista ou já mora no Brasil.

A argentina, de 23 anos, foi levada para a delegacia de Porto de Galinhas, para ser autuada em flagrante por tentativa de homicídio.

Ferido, o PM, de 52 anos, foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O nome da unidade de saúde não foi divulgado.

Por isso, não foi possível obter informação do estado de saúde da vítima, que não teve o nome informado.

A área conhecida como “Casa do Governador” pertence ao governo Pernambuco. Durante muitos anos, os governadores do estado usavam o imóvel para passar temporadas na beira-mar.

Desde os anos 90, o governo deixou de usar o casarão. Há projetos para repassar a área para a iniciativa privada para realização de ações turísticas.

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Mulher é morta a golpes de faca pelo ex, em Brejo da Madre de Deus: ‘ela acreditava no amor dele’, diz madrasta da vítima

Houve uma discussão entre a vítima e o criminoso, e os vizinhos acionaram a polícia e a Guarda Municipal.

Por g1 Caruaru

Uma mulher, identificada como Andressa Pereira Nobre de Melo, de 25 anos, foi morta a golpes de faca na noite da quarta-feira (11), no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco. O crime ocorreu no loteamento Boa Esperança.

De acordo com a Polícia Civil, o ex-companheiro de Andressa é suspeito de cometer o crime e está foragido. A polícia ainda informou que a mulher tinha ido até a casa onde morava com o suspeito para pegar alguns objetos que eram dela, já que ela havia se separado do homem.

Em seguida, houve uma discussão entre a vítima e o criminoso, e os vizinhos acionaram a polícia e a Guarda Municipal. O irmão da vítima estava no local e ficou ferido. Ele foi socorrido, mas o estado de de saúde dele não foi informado até a publicação desta matéria.

“Eu tinha Andressa como se fosse minha filha. Foram 10 anos de convivência, eu a amava de paixão. […] Eles [a vítima e o suspeito] acabavam, voltavam. Ele pedia uma chance e ela dava. Ela acreditava no amor dele”, disse a madrasta da vítima, Ivani Gomes.

A madrasta de Andressa ainda disse que o ex-companheiro de Andressa não aceitava o fim do relacionamento. A vítima deixou dois filhos, uma menina de 4 anos, que também é filha do suspeito, e um menino, de 7. O caso será investigado pela Delegacia de Polícia Civil.

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Homem é encontrado morto dentro de casa em Joaquim Nabuco; suspeita é de que tenha sofrido choque elétrico

De acordo com a Polícia Civil, um fio elétrico foi encontrado próximo ao corpo da vítima.

Por g1 Caruaru

Um homem, identificado como Valdomiro Severino da Silva, de 40 anos, foi encontrado morto na quarta-feira (11) dentro da casa onde morava, em Joaquim Nabuco, na Mata Sul de Pernambuco. A suspeita é de que ele tenha sofrido um choque elétrico.

De acordo com a Polícia Civil, um fio elétrico foi encontrado próximo ao corpo da vítima. A polícia está tratando o caso como “morte a esclarecer”. “As investigações foram iniciadas e continuam até o esclarecimento do caso”, conforme informou a polícia.

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Torcedor do Corinthians atacado por organizada do Sport pede união contra violência em estádios; ‘ninguém aguenta mais’, diz

Bruno Valença contou que ficou sem relógio e documentos e viu as pessoas serem agredidas e terem camisas roubadas na Ilha do Retiro, no recife, em partida de sub-17.

Por Ricardo Novelino, g1 PE

Torcedor do Corinthians agredido por organizada do Sport relata ataque em arquibancada

O que era para ser um jogo entre jovens atletas de futebol virou selvageria. Um dia após integrantes de uma organizada do Sport atacarem torcedores do Corinthians na arquibancada, uma das vítimas desabafou: “É preciso se juntar e dar um basta a essa violência. Ninguém aguenta mais”, declarou Bruno Valença, que vai voltar para São Paulo com marcas das agressões na mente e no corpo.

As cenas de vandalismo e violência foram registradas na terça-feira (10), durante uma partida válida pela Copa do Brasil Sub-17. O Estádio Adelmar da Costa Carvalho, na Ilha do Retiro, na Zona Oeste do Recife, virou palco de invasão, truculência e roubos.

Nesta quarta (11), a Polícia Civil informou que abriu um inquérito para apurar o caso. Disse, ainda, que os torcedores corintianos receberam atendimento pré-hospitalar de equipe médica que estava na Ilha do Retiro.

Confusão durante partida entre Sport e Corinthians, pela Copa do Brasil Sub-17

Nas imagens, é possível acompanhar a invasão da arquibancada. Torcedores visitantes são agredidos e correm. Havia crianças no local. Há relatos de pessoas feridas no rosto. E ninguém foi preso.

Em entrevista ao ge, Valença pediu a união de polícias, Ministério Público, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e federações com os clubes para tentar evitar novos casos de violência.

Na entrevista, o torcedor do Corinthians afirmou que teve relógio quebrado e documentos levados durante a confusão. Também contou que ficou com as costas marcadas pelas agressões.

Imagens mostram a correria na arquibancada onde estava a torcida do Corinthians — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens mostram a correria na arquibancada onde estava a torcida do Corinthians — Foto: Reprodução/TV Globo

Bruno Valença disse, ainda, que os integrantes da torcida do Corinthians alertaram ao delegado do jogo, Alexsandro Pereira, para a falta de policiamento.

Os visitantes disseram ainda, que o portão estava aberto. Foi justamente por esse local que os agressores entraram.

“Parabéns, Sport Recife, vocês recebem muito bem a torcida visitante no estádio de vocês. E vocês foram avisados”, disse Valença, ao ge.

Imagens

Torcedores do Sport invadem arquibancada do Corinthians e provocam tumulto no Recife

O ataque da organizada do Sport aos torcedores do Corinthians foi flagrado pela equipe que transmitia a partida.

Os vídeos mostram a correria na arquibancada onde estava a torcida visitante. Os integrantes da organizada perseguem as pessoas, que saem pulando pelas escadas.

É possível acompanhar as agressões e o momento em que os integrantes da organizada arrancam a camisa de um corinthiano que estava deitado na arquibancada.

Vídeos enviados para o WhatsApp da TV Globo mostram que os integrantes da organizada do Sport entraram no estádio por um portão que dá acesso a essa área reservada aos visitantes. Eles correm no meio da rua. De cima, é possível acompanhar o momento da invasão.

Partida

Segundo informações do ge, a partida precisou ser paralisada por cerca de cinco minutos por causa da violência, iniciada aos 41 minutos do segundo tempo. O Sport venceu por 1x 0.

Os jogadores do Corinthians chegaram a correr para o meio de campo por conta da confusão.

Ainda de acordo com o ge, não houve cobrança de ingresso e a entrada se deu com a doação de um quilo de alimento.

Durante todo o jogo, integrantes da organizada em questão se posicionaram num local mais próximo à torcida do Corinthians, soltando ameaças.

Em um determinado momento, deram a volta por fora do estádio, cobrindo rostos com panos na cabeça e capacetes de motocicleta, e foram para cima dos corintianos.

As agressões só foram interrompidas com a chegada de seguranças privados contratados pelo clube.

Respostas

Ainda na terça, pelas redes sociais, o Sport Club do Recife “lamentou e repudiou” o ataque “de vândalos”.

Ainda segundo o clube, “a vice-presidência jurídica rubro-negra já realizou a representação junto à Delegacia de Repressão à Intolerância Esportiva e irá acompanhar os desdobramentos do caso para que os criminosos sejam severamente punidos”.

O Sport também afirmou que “manifesta a sua total reprovação aos fatos ocorridos e reforça que tal conduta não condiz com os seus valores e história, se colocando à disposição para contribuir com as investigações”.

Por fim, o clube pernambucano pediu “desculpas aos torcedores envolvidos e à instituição Sport Club Corinthians Paulista”.

Também por meio de nota, o Corinthians “repudiou as agressões” e disse que entrou em contato com o Sport e “acionado as autoridades para identificar os culpados”. O clube paulista também disse que “vai acompanhar as apurações de perto”.

A Polícia Militar disse que “não teve sua presença solicitada pela Federação Pernambucana de Futebol nem pelo Sport Clube do Recife

Ainda segundo a PM, “sem esse acionamento, a polícia não esteve presente no estádio, como sempre faz em todos os jogos oficiais, somente tomando conhecimento do tumulto e da violência por parte de supostos torcedores rubro-negros através das redes sociais”.

Extinção

Justiça determina extinção de torcidas organizadas em Pernambuco

Desde 2020, oficialmente, as torcidas organizadas de Sport, Santa Cruz e Náutico foram extintas pela Justiça de Pernambuco, a pedido do governo do estado. O que não tem diminuído os episódios de violências em dias de jogos.

O Judiciário acatou o pedido do governo estadual e determinou a extinção compulsória de três torcidas organizadas do Sport, Santa Cruz e Náutico.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que foram julgadas ações que pediam o encerramento das atividades da Jovem, Inferno Coral e Fanáutico, “por episódios constantes de violência, vandalismo e brigas”.

Na época, o TJPE disse que a solicitação de julgamento “imediato e simultâneo” das ações, que tramitavam no Judiciário, foi feita pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

O pedido, que chegou à 5ª Vara da fazenda pública da Comarca do Recife, teve como objetivo agilizar a análise de uma ação ordinária, de 2014, e de uma ação civil pública, de 2012.

Mesmo assim, as torcidas organizadas continuaram a frequentar os estádios e a promover brigas e confusões, dentro e fora das arquibancadas.

Escritório de advocacia é alvo de vandalismo no Recife

Em fevereiro deste anjo, por exemplo, integrantes de torcidas organizadas do Sport e do Santa Cruz provocaram uma confusão e trocaram agressões no bairro do Barro, na Zona Oeste do Recife.

Testemunhas relataram que o tumulto aconteceu antes do jogo entre os times rivais na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Pernambucano.

Em julho de 2021, integrantes de uma torcida organizada do Santa Cruz Futebol Clube promoveram um ato de vandalismo no escritório de advocacia de um dirigente, nas Graças, na Zona Norte do Recife (veja vídeo acima).

Rádios

No fim de abril deste ano, a Polícia Militar proibiu a entrada nos estádios de Pernambuco de torcedores com rádios de pilha. A medida, segundo a PM, tinha como objetivo “evitar violência”.

Diante da polêmica, a PM voltou atrás no dia seguinte e liberou os aparelhos. No entanto, seguem proibidos instrumentos musicais, como percussão e bateria, apitos e hastes para colocar bandeiras.

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Perseguição e ameaças: dossiê denuncia violência contra família de menina morta em ação da PM em Porto de Galinhas

Heloysa Gabrielly, de 6 anos, foi baleada na comunidade de Salinas, em 30 de março. Documento de entidades aponta ações abusivas, inclusive durante velório da criança.

Por Priscilla Aguiar, g1 PE

Em audiência pública, movimentos sociais cobram resposta sobre morte de menina em tiroteio

Intimidações, perseguições e ameaças contra os familiares de Heloysa Gabrielly estão entre as denúncias de um dossiê divulgado nesta quarta (11) por 13 organizações populares e movimentos sociais. As ações, segundo as entidades, ocorreram após a morte da menina de 6 anos, durante uma ação da Polícia Militar em Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Grande Recife .

A morte da criança ocorreu em 30 de março. Desde então, os moradores afirmam que a “polícia chegou atirando”. O governo sustenta a versão de “houve um tiroteio com suspeitos de tráfico de drogas”.

Houve protestos e o comércio fechou as portas. Até agora, ninguém foi preso e os PM envolvidos na operação foram afastados apenas da área de Porto de Galinhas.

O documento, apresentado em uma audiência pública na Câmara Municipal de Ipojuca, é fruto da colaboração conjunta de Comissões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco, Comissões Parlamentares do Poder Legislativo Estadual e Municipal e de organizações da sociedade civil defensoras de direitos humanos.

Os grupos estiveram na comunidade Salinas e receberam diversas denúncias de “violações de direitos humanos cometidas pela força policial”.

Entres os relatos, estão detalhes de abusos sofridos tanto por familiares da menina quanto por outros moradores da comunidade onde ela foi baleada.

O dossiê descreve que, em 1º de abril, houve uma visita técnica a pedido da família de Heloysa para averiguação de denúncias e acompanhamento de um ato público.

O documento diz que o atendimento precisou ser interrompido “diante da utilização ostensiva e helicópteros armados, sobrevoando a residência da família, a menos de 10 metros”.

O texto também diz que os familiares relataram a “presença constante de batalhões policiais” na frente da casa e até entrada no imóvel “sem permissão com indicação de intimidação e silenciamento, inclusive durante a realização do velório de Heloysa Gabrielly”.

As entidades afirmam que uma das últimas situações de ameaça concreta foi registrada no dia 4 de abril, quando “15 a 20 policiais militares estiveram novamente na casa da vítima, no horário da noite”, alegando que estariam realizando uma “investigação independente da investigação da Polícia Civil e tentaram levar a avó de Heloysa para depor”.

Para as entidades, a situação “impede o prosseguimento da investigação independente do assassinato de Heloysa” e “abre brecha e amplia a autonomia da polícia para o cometimento de abusos generalizados, sem controle externo, sem fiscalização, em abordagens discriminatórias contra os moradores destas comunidades”.

Além dos familiares de Heloysa, outros moradores de Porto de Galinhas que vivem nas comunidades de Salinas, Socó e Pantanal relataram vir sofrendo de “forma ininterrupta” a ação ostensiva da polícia em “abordagens indevidas, utilização de armamento letal, fuzis, bombas, helicópteros”.

No documento, constam, ainda, afirmações de que, além de Heloysa, morreram três adolescentes em decorrência destas operações.

Entre os relatos, estão os casos de um homem que diz que teve uma “arma apontada para o rosto”, no dia 31 de março, um dia após a morte da menina, para que confirmasse que o que aconteceu com ela foi uma troca de tiros.

“O senhor não cedeu e insistiu que viram os policiais atirando, logo em seguida, foi agredido pela polícia com dois tapas em seu rosto”, disse o dossiê.

Também há relatos de que, no dia 1º de abril, durante um protesto da população, policiais intimidaram moradores, chutaram motocicletas que estavam estacionadas e disseram frases como “morreu uma e vai morrer mais”.

Audiência pública

Audiência pública foi realizada na Câmara Municipal de Ipojuca — Foto: Reprodução/TV Globo

Audiência pública foi realizada na Câmara Municipal de Ipojuca — Foto: Reprodução/TV Globo

A família de Heloysa acompanhou a audiência pública na Câmara Municipal de Ipojuca. Foram debatidos temas como a violação dos direitos humanos e o tipo de abordagem policial nas periferias.

Os participantes cobraram da Secretaria de Defesa Social (SDS) respostas sobre a morte da menina. O pai de Heloysa, Wendel Fernandes, falou como tem sido os dias sem a filha.

“Difícil. Perder uma criança de 6 anos de idade não é fácil pra ninguém. Eu quero só Justiça. E que não seja mais um caso que seja esquecido”, afirmou.

Perseguição e morte

Vídeo mostra viaturas da PM perseguindo moto — Foto: Reprodução/WhatsApp

Vídeo mostra viaturas da PM perseguindo moto — Foto: Reprodução/WhatsApp

No dia 30 de março, o motociclista Manoel Aurélio estava na comunidade de Salinas quando foi perseguido pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope). Foram efetuados disparos durante a perseguição e a menina Heloysa Gabrielly levou um tiro e morreu.

O advogado de Manoel Aurélio, David Kenio, informou que não tem arma e garantiu à polícia que não atirou na PM.

Desde o dia da morte, a família da garota afirma que o Bope chegou atirando. A PM informou que houve um “ confronto” com suspeitos de tráfico de drogas.

A morte da criança provou comoção e revolta. Protestos foram realizados e o comércio de Porto, uma das praias mais famosas do país, fechou as portas.

Vandalismo, barricadas e protestos são registrados em Porto de Galinhas

Os policiais envolvidos na ação foram retirados do patrulhamento de Ipojuca, embora os pais da menina tenham pedido ao governador o afastamento deles das ruas.

Outro lado

Por meio de nota, a Corregedoria-Geral da SDS disse que “recebeu essa denúncias [de violação de direitos] e enviou uma equipe do Grupamento Tático de Ações Correcionais (GTAC) para colher os depoimentos das vítimas em Porto de Galinhas”.

Ainda de acordo com o governo, uma Investigação Preliminar (IP) foi aberta em paralelo para confirmar a autoria e reunir os indícios de materialidade. “Demais esclarecimentos serão dados com a conclusão dos trabalhos”, acrescentou.

A SDS disse também que novas denúncias devem ser feitas à Corregedoria “para a devida apuração”. Isso pode ser feito na sede do órgão, na Conde da Boa Vista; pelo telefone (81) 3184.2714; ou diretamente ao servidor da Corregedoria de plantão no Centro Municipal de Defesa Social de Ipojuca.

Um número telefônico foi disponibilizado para líderes comunitários de Salinas, “de modo a facilitar a comunicação e denúncias”, de acordo com a SDS. Existe ainda o telefone gratuito da Ouvidoria: 0800 081 5001.

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Idoso tem carro roubado ao chegar no prédio onde mora; ‘a insegurança aqui está tensa’, diz

Vítima foi assaltada após descer do veículo para abrir o portão do edifício, na Rua Campo Grande, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Por Vítor Oliveira*, g1 PE

Um idoso teve o carro roubado quando entrava no prédio onde mora, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife (veja vídeo acima) . Imagens enviadas para o WhatsApp da TV Globo mostram o momento do crime ocorrido na manhã da terça (10).

O flagrante foi feito pela câmera de segurança de uma residência vizinha. Por volta das 8h20, o administrador Pedro Eugenio Araujo, de 67 anos, parou o carro em frente ao prédio onde mora, na Rua Campo Grande, e foi surpreendido pelos bandidos, que desceram de um veículo branco.

“Quando abri o portão, parou um carro atrás de mim. Um cara desceu já com uma arma na mão [e disse] ‘me dá a chave, me dá a chave’, já foi descendo outro e levaram o carro”, relatou Eugenio, que voltava de uma caminhada na beira-mar.

Roubo de carro no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, na manhã de terça-feira (10) — Foto: Reprodução/WhatsApp

Roubo de carro no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, na manhã de terça-feira (10) — Foto: Reprodução/WhatsApp

Pedro Eugenio também contou ao g1 que resolveu descer do veículo, ao chegar no prédio, porque a esposa não atendeu ao chamado para abrir o portão. Durante o assalto, algumas pessoas passam pela rua, sem notar o que estava acontecendo.

Pelas imagens, é possível ver que há um terceiro envolvido no crime, que dirigia o carro utilizado pelos assaltantes para chegar ao local e fugiu logo após o roubo.

A vítima procurou a Delegacia de Piedade, em Jaboatão, para registrar um boletim de ocorrência sobre esse roubo. Segundo Pedro Eugenio, não é a primeira vez que os moradores da Rua Campo Grande têm veículos roubados.

“A insegurança aqui está tensa. Aqui na região, tem acontecido bastante isso, bastante mesmo, não é a primeira vez. Aqui na rua, quatro ou cinco vezes que levam carro daqui. De 8h, acontece uma coisa dessas”, declarou o administrador.

Por meio de nota, a Polícia Civil afirmou que investiga esse roubo. “Foi instaurado inquérito policial para apurar o caso, identificar a autoria do crime e localizar o veículo”, disse no texto.

g1 perguntou à Polícia Militar como é feito o policiamento na área, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

* Estagiário sob a supervisão do editor de conteúdo Bruno Marinho.

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