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Número de estrangeiros continua aumentando em Portugal e brasileiros lideram a lista

Número de estrangeiros no país já ultrapassa 750 mil. Depois da brasileira, comunidade indiana foi a que mais cresceu em solo português no último ano.

Por Luciana Quaresma, RFI

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal (SEF) divulgou esta semana os dados sobre imigração em 2022 no país e constata que o número de estrangeiros aumenta pelo sétimo ano consecutivo e já ultrapassa 750 mil. As comunidades que mais cresceram foram a brasileira e a indiana.

Os dados do SEF mostram que Portugal registrou, no final do ano passado, 757.252 estrangeiros com residência no país, 58.365 mais (8,3%) do que em 2021. Os brasileiros mantêm-se como a principal comunidade estrangeira residente, num total de 233.138 pessoas, 28.444 mais do que em 2021 (13%).

A paulista Bruna Niccolini se mudou para Portugal há seis meses e decidiu sair do Brasil pela segurança. “Eu já não aguentava mais viver trancada e queria ter uma vida mais livre, principalmente porque eu trabalhava no eixo Rio-São Paulo e não me sentia segura em momento algum”, conta.

“Chegando aqui eu aceitei um desafio de trabalho na área musical e percebi que tinha muito estrangeiro morando em Portugal. O festival que fizemos, 32% [do público] era estrangeiro que mora em Portugal, ingleses, russos, franceses, ucranianos. Eu imaginava encontrar muitos brasileiros aqui porque, infelizmente, o Brasil não é um lugar seguro”, relata a paulista.

“Me sinto em casa, apesar da maioria dos meus amigos serem portugueses e estrangeiros. Lisboa para mim é sinônimo de acolhimento, casa, família e amigos. Eu estou muito feliz de estar aqui”, diz Bruna.

Como no caso dela, a preocupação com a segurança é um dos principais fatores da crescente procura de brasileiros por Portugal. De acordo com a advogada brasileira Anna Luiza Pereira, especializada em imigração e que trocou o Rio de Janeiro por Portugal, há três anos, a busca por um país mais seguro se tornou um tema crucial no processo migratório. Ela compara com o período antes da pandemia e afirma que “nos últimos meses tem percebido um aumento ainda maior de brasileiros”.

“Atualmente, os estrangeiros representam em torno de 750 mil habitantes em Portugal e pelo sétimo ano consecutivo este número só aumenta”, confirma a advogada.

“Em relação aos brasileiros, esse percentual é ainda maior se a gente considerar que é a grande comunidade de estrangeiros em Portugal, cerca de 30% da população estrangeira hoje. E precisamos salientar que brasileiros com dupla nacionalidade, ou seja, luso-brasileiros, não estão nesta conta, o que significa que a comunidade brasileira é ainda maior.”

Segundo a advogada, o perfil de quem se muda para Portugal é muito variado.

“Em relação aos brasileiros, atualmente, podemos dizer que além das pessoas que vem recomeçar a vida aqui, existem famílias de classe social bem alta que começaram a procurar Portugal como um destino que oferece uma condição melhor do que o Brasil para de criar filhos, principalmente na questão segurança”, reafirma.

Os brasileiros que moram em Portugal há mais tempo notam este aumento do número de estrangeiros no país, principalmente na capital. A empresária carioca Roberta Bevilacqua chegou em Lisboa em 2016 e compara o movimento de imigrantes desde que se mudou para o país.

“Naquele período, eu lembro de ter visto um grande movimento de brasileiros vindo para Portugal e todos com objetivo de empreender e comprar imóveis. Com a pandemia e fronteiras fechadas, muitos voltaram para o Brasil, mas logo depois da reabertura das fronteiras este processo de migração para Portugal continuou. Eu ainda hoje percebo um boom de imigração dos brasileiros com o mesmo tipo de objetivos de empreendedorismo e investir no mercado imobiliário, mas também vejo uma imigração da Europa por conta do trabalho remoto. No bairro onde eu moro em Lisboa, Campo de Ourique, tem muitos brasileiros e franceses. Eu ainda vejo mais brasileiros do que imigrantes europeus”, comenta.

Segundo Anna Luiza Pereira, os novos vistos para nômades digitais e a procura de trabalho estão entre os principais fatores para este contínuo aumento de estrangeiros no país. “Com a alteração da lei que entrou em vigor em novembro de 2022, todas aquelas pessoas que antes entravam em Portugal com visto de turista, mas com a intenção de permanecer no país, conseguir trabalho e entrar com um processo que chamamos de ‘manifestação de interesse’, hoje têm a oportunidade de já saírem dos países de origem com visto de uma forma legalizada. A procura por estes vistos tem crescido muito e o mesmo acontece para o visto de nômade digital”, explica.

“Antes, não havia um visto específico para esta categoria de profissionais e hoje já é possível, desde que cumpra alguns requisitos como, por exemplo, um valor mínimo de recebimento mensal em contrato de prestação de serviço remoto, fora do país. Ou seja, se você tem uma condição de contrato de trabalho por uma empresa não portuguesa e que não precisa do trabalho presencial, isso também fica facilitado, se conseguir comprovar uma renda mínima. Os jovens nômades têm sido atraídos por esta política de imigração em Portugal, ainda mais se consideramos que existem benefícios fiscais e tributários para quem vem morar aqui”, ressalta a advogada.

Aumento do custo de vida

A agente de viagens Daniella Chamette, há cinco anos morando em Portugal, acredita que o número crescente de estrangeiros é responsável pela subida do custo de vida no país. “Em cinco anos eu percebo que chegam cada vez mais estrangeiros, não só brasileiros, mas de todas as parte da Europa, Estados Unidos e os preços em geral subiram em tudo, seja arrendamento (aluguel), mercado, restaurantes e tudo o que tem a ver com o turismo. Eu viajo muito e percebo que os preços estão cada vez mais próximos de outros países da Europa e de outros lugares.”

O funcionário público luso-brasileiro Carlos Ribeiro concorda. Ele mora em Portugal desde 2004 e acredita que a chegada de tantos estrangeiros contribui para a queda da qualidade de vida dos cidadãos.

“Nas grandes cidades e nos grandes centros em Portugal, como Lisboa e Porto, o mercado imobiliário, hoteleiro e a restauração explodiram! Muitos estrangeiros de outras partes da Europa e dos Estados Unidos começaram a comprar imóveis aqui e isso aumentou muito o custo de vida. Por exemplo: um aluguel que era € 400 (cerca de R$ 2.200) , atualmente pelo mesmo apartamento paga-se € 1.000 (mais de R$ 5.500) e, mesmo assim, é muito difícil conseguir. Quase não há oferta para aluguel e os proprietários, muitas vezes, optam por aluguel de temporada pela quantidade enorme de turistas que o país tem recebido. O aumento no preço dos supermercados também se nota, principalmente nos grandes centros. Tudo isso dificulta a vida de quem já morava aqui, como eu”, desabafa.

Indianos cada vez mais presentes

Os indianos residentes em Portugal aumentaram 13% em 2022, passando de 30.251 para 34.232, e são agora a quarta comunidade mais numerosa no país. Os cidadãos britânicos ocupam a segunda posição na lista de estrangeiros, atrás do Brasil, e já são 36.639. Os nepaleses também estão entre as maiores comunidades estrangeiras em Portugal, com 23.441 cidadãos com residência legal no país, ocupando o lugar dos chineses, na décima posição.

Veja a lista das dez maiores comunidades estrangeiras em Portugal:

  1. Brasil – 233.138
  2. Reino Unido – 36.639
  3. Cabo Verde – 35.744
  4. Índia – 34.232
  5. Itália – 33.707
  6. Angola – 30.417
  7. França – 27.614
  8. Ucrânia – 26.898
  9. Romênia – 23.967
  10. Nepal – 23.441

Fonte: Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal

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No Iêmen, rebeldes e sauditas negociam para manter trégua, mas exigências de cada lado geram tensão

Em oito anos, conflito matou mais de 150 mil pessoas e levou país a uma das piores crises humanitárias do mundo.

Por Samy Magdy, Associated Press

Em meio à mais longa pausa nos combates no Iêmen – mais de nove meses – a Arábia Saudita e os rebeldes houthi, apoiados pelo Irã, retomaram negociações indiretas, de acordo com autoridades iemenitas, sauditas e da ONU. Os dois lados esperam fortalecer o cessar-fogo informal e traçar um caminho para negociar o fim da guerra civil, que começou em 2014.

O silêncio é frágil, sem nenhum cessar-fogo formal desde que uma trégua negociada pela ONU terminou em outubro. Foi abalado pelos ataques de houthis às instalações de petróleo e pela retórica inflamada do governo internacionalmente reconhecido do Iêmen, aliado da Arábia Saudita, que reclama que até agora foi deixado de fora das negociações. A falta de progresso pode levar a um colapso e a uma retomada da luta generalizada.

Mas, após oito anos de uma guerra que matou mais de 150.000 pessoas, fragmentou o Iêmen e levou o país mais pobre do mundo árabe ao colapso e quase à fome em uma das piores crises humanitárias do mundo, todos os lados parecem estar procurando uma solução. A Arábia Saudita reiniciou as trocas indiretas com os houthis em setembro, quando ficou claro que a trégua negociada pela ONU não seria renovada. Omã tem atuado como intermediário.

“É uma oportunidade de acabar com a guerra, se eles negociarem de boa fé e as negociações incluírem outros atores iemenitas”, disse um funcionário da ONU, que falou sob condição de anonimato.

Um diplomata saudita disse que seu país pediu à China e à Rússia que exerçam pressão sobre o Irã e os houthis para evitar uma escalada. Os iranianos, que têm sido regularmente informados sobre as negociações pelos houthis e os omanis, até agora apoiaram a trégua não declarada, disse o diplomata.

A guerra do Iêmen começou quando os houthis saíram do norte do Iêmen e tomaram a capital, Sanaa, em 2014, forçando o governo reconhecido internacionalmente a fugir para o sul e depois para o exílio.

A Arábia Saudita entrou na guerra em 2015, liderando uma coalizão militar com os Emirados Árabes Unidos e outras nações árabes. O grupo, apoiado pelos Estados Unidos, realizou uma campanha de bombardeios destrutivos e apoia as forças governamentais e as milícias no sul do território iemenita. O conflito se tornou uma guerra indireta entre Arábia Saudita e Irã.

Há anos, nenhum dos lados obtém ganhos territoriais: enquanto os houthis mantêm seu controle sobre o norte, Sanaa, e grande parte do oeste densamente povoado, o governo e as milícias controlam o sul e o leste, incluindo as principais áreas centrais, onde estão a maior parte das reservas de petróleo iemenitas.

A guerra também ultrapassou as fronteiras do Iêmen, com os houthis atacando a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos com mísseis balísticos e drones carregados de explosivos. Os rebeldes também atacaram navios no Mar Vermelho. Para os ataques, eles usaram armas dos estoques que apreenderam em Sanaa e armas fornecidas pelo Irã, segundo especialistas independentes e da ONU e nações ocidentais.

A Arábia Saudita e os houthis mantiveram negociações indiretas no passado, principalmente para trocas de prisioneiros ou cessar-fogo esporádico.

As negociações mais ambiciosas, em 2019, ajudaram a impedir avanços do governo no porto de Hodeida, controlado pelos houthi, no Mar Vermelho. À ocasião, no entanto, as autoridades sauditas acusaram os rebeldes de usar uma trégua não declarada para obter ganhos territoriais e avançar na importante cidade de Marib, controlada pelo governo. Seguiu-se uma batalha de meses por Marib, na qual os houthis sofreram grandes baixas e acabaram sendo expulsos no final de 2021.

A ONU negociou uma trégua mais formal que começou em abril de 2022 e foi estendida duas vezes, terminando em outubro. Os ataques houthi a instalações petrolíferas em áreas controladas pelo governo foram a interrupção mais significativa nos últimos meses. Ainda assim, até agora, nenhum dos lados em guerra retomou os combates diretos.

“Uma escalada seria custosa em todas as frentes. [Mas] todos estão se preparando para a próxima rodada [do conflito] se os esforços da ONU e as negociações entre sauditas e houthis entrarem em colapso”, afirmou um funcionário do governo iemenita.

Abdel-Bari Taher, comentarista iemenita e ex-chefe do Sindicato dos Jornalistas, disse que tentativas anteriores de resolução foram prejudicadas pelos interesses conflitantes das potências envolvidas na guerra (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irã).

“Essas conversas não levarão a conclusões concretas se não incluírem todas as partes iemenitas no processo”, explicou Taher.

O negociador-chefe dos houthis, Mohammed Abdul-Salam, disse que as visitas a Sanaa por autoridades de Omã mostram a seriedade dos houthis. A visita mais recente terminou no domingo (15). “Há um dar e receber com outras partes”, afirmou ele, em uma aparente referência à Arábia Saudita.

O que quer cada lado

O reino desenvolveu um roteiro em fases para um acordo, que foi apoiado pelos EUA e pelas Nações Unidas. Nele, a coalizão faz uma série de promessas importantes, incluindo reabrir ainda mais o aeroporto de Sanaa e aliviar o bloqueio em Hodeida.

Os houthis exigem que a coalizão pague os salários de todos os funcionários do estado, incluindo os militares, com as receitas de petróleo e gás, bem como abra todos os aeroportos e portos sob controle do grupo. Uma autoridade houthi envolvida nas deliberações disse que os sauditas prometeram pagar os salários.

O diplomata saudita, no entanto, disse que o pagamento de salários militares está condicionado à aceitação de garantias de segurança pelos houthis, incluindo uma zona tampão com áreas controladas por eles ao longo da fronteira iemenita-saudita. Os houthis também devem suspender o bloqueio a Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen.

Os sauditas também querem que os houthis se comprometam a participar das negociações oficiais com outras partes interessadas do Iêmen, afirmou o diplomata.

O funcionário houthi, contudo, disse que seu lado não aceitou partes da proposta saudita, principalmente as garantias de segurança, e se recusa a retomar as exportações de petróleo de áreas controladas pelo governo sem pagar os salários. Os houthis propuseram uma distribuição das receitas do petróleo de acordo com um orçamento pré-guerra — isso significa que as áreas controladas pelos houthis recebem até 80% das receitas, já que são as mais populosas.

O diplomata saudita disse que ambos os lados estão trabalhando com autoridades de Omã para desenvolver a proposta para ser “mais satisfatória para todos os lados”, incluindo outras partes iemenitas.

Em um briefing na segunda-feira (16) ao Conselho de Segurança da ONU, o enviado especial da organização para o Iêmen, Hans Grundberg, expressou seu apreço pelos esforços diplomáticos da Arábia Saudita e de Omã.

“Estamos testemunhando uma possível mudança na trajetória deste conflito de oito anos”, disse Grundberg.

As negociações houthi-sauditas, no entanto, deixaram o governo sem voz, afirmou uma autoridade iemenita. Ela disse que o conselho presidencial do governo teme que a Arábia Saudita “possa fazer concessões inaceitáveis” para chegar a um acordo.

Mas a aliança anti-houthi do Iêmen continua dividida internamente, então há pouco espaço de manobra.

“Não temos outra opção a não ser esperar e ver a conclusão dessas negociações”, disse o funcionário.

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O que está por trás da nova orientação drástica sobre o álcool no Canadá

Uma agência de saúde canadense apoiou um relatório dizendo que mesmo um pouco de álcool é muito álcool.

Por BBC

No Canadá, novas recomendações nacionais apontam que não há quantidade segura de ingestão de drinques alcoólicos.

Se a pessoa escolher beber, de acordo com o documento, um máximo de dois drinques por semana é a quantidade considerada de baixo risco pelas orientações apoiadas pelo governo.

O conselho é uma queda acentuada em relação à recomendação anterior, publicada em 2011.

As diretrizes anteriores recomendavam um máximo de 10 drinques por semana para mulheres e 15 drinques para homens.

“A principal mensagem dessa nova orientação é que qualquer quantidade de álcool não é boa para a saúde”, disse Erin Hobin, cientista sênior da Public Health Ontario e membro do painel de especialistas que desenvolveu as diretrizes.

“E se você beber, quanto menos, melhor.”

O relatório de quase 90 páginas, do Centro Canadense de Uso e Dependência de Substâncias, descreve vários riscos à saúde associados ao que antes era considerado baixo consumo de álcool.

De acordo com o CCSA, mais de duas cervejas de cerca de 341 ml com 5% de álcool ou uma taça de 142 ml de vinho com 12% de álcool trazem um aumento nos resultados negativos, incluindo câncer de mama e cólon.

A informação pode vir como um baque para cerca de 80% dos adultos canadenses que bebem.

Veja abaixo um vídeo sobre a proibição de álcool nos estádios da Copa do Catar.

FIFA anuncia que Catar proibiu a venda de álcool dentro dos estádios

“A nova orientação é talvez um pouco chocante”, disse o dr. Hobin. “Acho que é uma informação muito nova dizer para o público que, com três drinques por semana, o risco de câncer de cabeça e pescoço aumenta em 15% e cresce ainda mais com cada taça ou copo adicional.”

“Três drinques por semana para a maioria dos canadenses não seria considerada uma grande quantidade de álcool”, acrescentou ela.

Especialistas canadenses dizem que a mudança drástica na orientação – de quase dois drinques por dia para dois por semana – é o resultado de melhores pesquisas ao longo do tempo.

“Os dados gerais estão melhorando em termos de como e o que estamos medindo”, disse Jacob Shelley, professor de saúde e direito da Western University.

Como o Canadá se compara com a Austrália, EUA e Reino Unido

As novas recomendações colocam o país fora de sintonia com várias outras nações ocidentais. A orientação nacional da Austrália, publicada em 2020, recomenda um máximo de 10 bebidas padrão por semana. A França sugere o mesmo.

Os EUA recomendam não mais do que dois drinques por dia para homens e um para mulheres, enquanto o Reino Unido sugere não mais do que 14 “unidades” de álcool – cerca de seis copos de vinho ou seis “pints” de cerveja – por semana.

Mas o Canadá não está totalmente “fora da curva”. Em 2015, o conselho de saúde da Holanda recomendou que as pessoas se abstivessem completamente de álcool ou bebessem não mais do que uma bebida por dia.

Ainda é uma questão em aberto se os canadenses – que amam cerveja quase tanto quanto amam hóquei – serão convencidos a beber menos por causa dessa orientação.

De acordo com a Pesquisa Global de Drogas, em frequência de consumo, o Canadá não está entre os 10 principais países do mundo, ficando abaixo da média global. Mas na medida de “sentir-se bêbado”, o Canadá saltou para o sexto lugar, logo atrás dos EUA e do Reino Unido.

“O álcool faz parte da nossa cultura no Canadá, é normalizado, é socialmente aceitável”, disse o dr. Hobin. “Você verá álcool em aniversários, casamentos ou quando estiver assistindo Hockey Night in Canada em uma noite de sábado”, disse ela, referindo-se ao amado programa semanal de esportes.

Cientistas da CCSA e outros especialistas dizem que a rotulagem obrigatória de todas as bebidas alcoólicas com advertências de saúde, agora prática comum para cigarros, é um primeiro passo necessário.

Em 2017, em um dos únicos experimentos do mundo real até hoje com advertências sobre câncer em bebidas alcoólicas, Hobin estudou os efeitos de tais advertências em lojas de bebidas em Whitehorse, capital do Estado de Yukon.

Verificou-se que os rótulos diminuíram as vendas de álcool per capita em 7% em comparação com os locais de controle em Yukon e nos territórios da região Noroeste.

Ainda assim, exigir a rotulagem nacional exigiria a aprovação da Health Canada.

Em comunicado à BBC, a agência agradeceu ao CCSA por seu trabalho, dizendo que o uso de álcool apresenta “problemas sérios e complexos de saúde pública e segurança”. Mas não quis comentar sobre a adição de advertências de saúde às bebidas dos canadenses.

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64321922

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Mais de 9 mil civis morreram na guerra da Ucrânia, diz Kiev

Desse total, 453 eram crianças, segundo balanço do governo ucraniano apresentado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Por g1

Mais de 9 mil civis morreram na Ucrânia desde o início da guerra no país, há quase o ano. Desse total, 453 eram crianças.

Os números são de um balanço do governo da Ucrânia apresentado nesta terça-feira (17) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

“Não esqueceremos um só ato de tortura nem uma só vida tirada. Cada um dos criminosos será responsabilizado”, afirmou o chefe da delegação ucraniana em Davos, Adndriy Yermak.

Segundo ele, o levantamento contabiliza ainda 80 mil crimes cometidos pela Rússia desde que tropas do país invadiram a Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.

Yermak pediu no Fórum um tribunal especial internacional para julgar líderes políticos russos e as reparações para a destruição causada pela guerra.

Pela contagem da Acnur, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, 7.000 civis morreram na guerra. A própria ONU, no entanto, reconhece que o número pode ser bem maior, já que não tem acesso a dados em algumas regiões da Ucrânia atualmente tomada por soldados russos.

Uma dessas regiões sem acesso é a cidade de Mariupol, no sul da Ucrânia, onde tropas russas promoveram um massacre, segundo relatos.

Localizada em um ponto estratégico para a Rússia – entre a saída para o mar e a Crimeia, península ucraniana anexada pelo governo do presidente russo, Vladimir Putin, em 2014 -, Mariupol foi uma das primeiras invadidas e conquistadas por Moscou.

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‘Cozinha amarela da Ucrânia’: a triste imagem que viralizou após bombardeio

Imagens mostram o interior intacto da cozinha de uma família com a parede externa do apartamento arrancada por um ataque a míssil russo.

Por BBC

As imagens da cozinha de uma família na Ucrânia, que foi exposta ao mundo quando um míssil russo arrancou a parede externa de um prédio, causaram choque e tristeza nas redes sociais.

O apartamento era a casa do conhecido treinador de boxe Mykhailo Korenovsky, que foi morto no ataque do último sábado (14/01) em Dnipro, no leste da Ucrânia. Sua esposa e filhos teriam sobrevivido.

Um vídeo de Korenovsky comemorando um aniversário recente na família no mesmo apartamento também foi publicado.

O ataque em Dnipro matou 40 pessoas — e é considerado um dos mais brutais desde o início da invasão russa da Ucrânia, há 11 meses.

As vítimas incluem três crianças, e mais de 30 pessoas ainda estavam desaparecidas na noite de segunda-feira (16/01).

A imagem impressiona pelo forte contraste entre o normal e o anormal; a vida doméstica da cozinha acolhedora é emoldurada pela devastação repentina e total provocada pelo ataque russo.

A cozinha de aparência moderna e armários de cor amarelo vivo permaneceu notavelmente intacta após o ataque, apesar da sua parede externa ter sido completamente destruída.

Uma fruteira está sobre a mesa repleta de maçãs, os pratos estão ao lado da pia à espera de serem lavados, e as luvas de forno seguem impecavelmente penduradas em um gancho.

“Aqui as pessoas cozinhavam, batiam papo, celebravam datas comemorativas, riam, discutiam”, escreveu a parlamentar de Kiev, Zoya Yarosh, no Facebook.

Ela comparou a destruição do prédio ao destino de seu país: “Estas são as feridas no corpo da Ucrânia. Feridas em nossas casas.”

Nas redes sociais, muita gente destacou os pequenos detalhes da fotografia, sugerindo que a família vivia da melhor maneira possível, apesar da guerra.

“Quando olho para esta cozinha, tudo o que vejo é o apartamento em que cresci, o apartamento em que meus avós moravam, o apartamento em que meus primos moravam, porque todos nós tínhamos dois banquinhos enfiados embaixo da mesa da cozinha assim”, publicou a ucraniana Alina no Twitter.

Antes do ataque a míssil, a cozinha parece ter sido palco de um momento feliz em família — a festa de aniversário de uma criança.

Em um vídeo publicado online e republicado pelas forças armadas da Ucrânia, uma menina sorri ao ganhar um bolo de aniversário enorme e apaga as quatro velas. Os mesmos armários amarelos estão bem visíveis, assim como as luvas de forno e a televisão na parede.

Acredita-se que as pessoas no vídeo sejam da família de Mykhailo Korenovsky, que supostamente sobreviveu ao ataque, enquanto o treinador de boxe, não.

Não está claro quando o vídeo foi filmado, mas é um duro lembrete de como a guerra pode de repente destruir vidas.

“Talvez tenha sido ele [Korenovsky] quem comprou aquelas maçãs para a família, deixadas em cima da mesa depois que o prédio desabou”, disse a jornalista russa da BBC Liza Fokht. “Ou talvez tenha sido ele quem deixou um prato na pia —(pensando que) haverá sempre tempo para lavar depois.”

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População chinesa diminui pela primeira vez em mais de 60 anos

A última vez que a população da China diminuiu foi em 1960, quando o país enfrentou a pior fome de sua história moderna.

Por France Presse

Economia da China desacelera em 2022 em meio às restrições sanitárias

A população da China diminuiu pela primeira vez em mais de seis décadas no ano passado, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (16), apontando para uma crise demográfica no país mais populoso do mundo.

No final de 2022, a população nacional da China era de 1,4 bilhão, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE) em Pequim, especificando que é “uma diminuição de 850 mil desde o final de 2021”.

A taxa de natalidade do país caiu para níveis históricos em meio ao envelhecimento da população, um declínio acelerado que, segundo analistas, pode prejudicar o crescimento econômico e pressionar as finanças públicas.

A última vez que a população da China diminuiu foi em 1960, quando o país enfrentou a pior fome de sua história moderna, causada pelo ‘Grande Salto Adiante’, a política agrícola de Mao Tsé-Tung.

China suspendeu em 2016 sua rígida política de filho único, imposta na década de 1980 devido a temores de superpopulação, e em 2021 começou a permitir que os casais tivessem três filhos.

Mas essas mudanças de política não conseguiram conter o declínio demográfico.

PIB

Também nesta segunda-feira (16), foram divulgados dados sobre o Produto Interno Bruto da Chinaque cresceu 3% em 2022. O número ficou abaixo da meta oficial de 5,5%.

O ritmo lento da segunda maior economia do mundo foi impactado pelas fortes restrições da política de “Covid zero” implantada no país, que confinou milhares de pessoas em bairros e condomínios inteiros. Após protestos, o país começou a flexibilizar a rígida política nos meses finais do ano.

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O dramático momento em que aviões quase se chocaram em Nova York

Dois aviões quase colidiram no Aeroporto Internacional John F. Kennedy. As autoridades estão investigando.

Por BBC

A Autoridade Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) abriu uma investigação depois que dois aviões quase colidiram na noite de sexta-feira (13/01) no Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York.

O incidente ocorreu quando um voo da Delta Airlines com destino a Santo Domingo, na República Dominicana, iniciou sua decolagem enquanto outro avião da American Airlines cruzava a pista.

O controlador de tráfego aéreo do JFK emitiu uma ordem urgente aos pilotos do avião da Delta, que conseguiram interromper a decolagem a tempo.

“M****! Delta Airlines 1943, cancele sua autorização de decolagem!”, grita um controlador na conversa entre a torre e a aeronave que foi gravada.

Um passageiro do voo da Delta contou que algumas pessoas ficaram com medo quando o avião parou.

A FAA e o National Transportation Safety Board (NTSB) vão determinar o que aconteceu e se alguém será punido.

O que se sabe sobre o que aconteceu?

O incidente ocorreu na última sexta-feira, 13 de janeiro, pouco depois das 20h (22h no horário de Brasília).

O voo Delta 1943 (DL1943) estava na pista 4L aguardando autorização para decolar para Santo Domingo.

Ao mesmo tempo, o voo da American (AA106) para Londres estava taxiando para a pista de decolagem designada.

Segundo áudio compilado pelo ATC Live, site que monitora as radiofrequências da aviação, o voo DL1943 recebeu autorização para decolar da pista 4L.

Mas no momento de iniciar sua corrida de decolagem, o voo AA106 cruzava essa mesma pista enquanto taxiava.

“M****! Delta 1943, cancele a autorização de decolagem!”, diz o controlador. “Delta 1943, cancele a autorização de decolagem”, diz ele novamente.

O piloto responde que vai abortar a decolagem e solta um suspiro.

Alguns especialistas em aviação conseguiram reconstruir as posições da aeronave por meio de sites de monitoramento de voo.

A Autoridade Federal de Aviação informou que, com base em uma “análise preliminar”, o voo DL1943 “interrompeu sua decolagem a aproximadamente 1.000 pés (300 m) antes do ponto” onde o AA106 estava cruzando de uma pista adjacente.

Susto a bordo

A Delta informou que “depois que a aeronave parou com segurança na pista, ela voltou ao portão de embarque, onde os clientes desembarcaram”.

O voo foi remarcado para o dia seguinte. O voo AA106 decolou pouco depois para Londres.

Donall Brian Healy, passageiro do voo da Delta Airlines, disse que o incidente assustou alguns que estavam a bordo.

“Houve reações e gritos quando o avião começou a desacelerar, e depois silêncio completo. Senti uma onda de adrenalina, porque isso tudo não era normal, e fiquei sem saber o que esperar”, disse Healy ao Business Insider.

“Quando o avião parou, percebi que estávamos bem. Pensei que fosse alguma falha mecânica.”

O piloto disse às autoridades que abortou a decolagem porque outra aeronave estava passando em sua frente.

Nas gravações em áudio, o controlador diz aos pilotos do voo AA106 que eles cometeram um “possível desvio” das ordens recebidas.

Um dos pilotos responde: “A última autorização que eles nos deram (era que) estávamos autorizados a cruzar (a pista), correto?”

O controlador respondeu que as decolagens estavam ocorrendo na pista 4L. Em vez disso, o AA106 estava a caminho da pista 31L.

“Vamos ouvir as gravações, mas você deveria decolar da pista 4L. E agora está posicionado na pista 31L”, diz o controlador.

Um dos desastres mais graves da história da aviação foi uma colisão entre aviões em uma pista ocorrida em Tenerife, na Espanha, em março de 1977. Naquele episódio, 583 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

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Caixas-pretas de avião que caiu no Nepal são encontradas

Dispositivo contém gravadores de voz e de dados da aeronave e podem ajudar a esclarecer causas do acidente. Até agora, 68 corpos dos 72 passageiros do voo foram localizados.

Por g1

As equipes de busca e resgate encontraram nesta segunda-feira (16) as caixas-pretas – que possuem os gravadores de voz da cabine e de dados do voo – do avião que caiu no Nepal no domingo (15) com 72 pessoas a bordo. A informação é da agência de notícias Reuters.

A informação inicial é de as caixas-pretas estão em boas condições. Até agora, 68 corpos foram localizados e quatro vítimas ainda são procuradas.

O voo operado pela companhia Yeti Airlines havia saído da capital Katmandu com destino à cidade turística de Pokhara e caiu minutos antes de pousar.

No voo estavam 57 nepaleses, cinco indianos, quatro russos, dois sul-coreanos e uma pessoa da Argentina, Irlanda, Austrália e França.

Queda de avião no Nepal mata 68 pessoas

O policial de Pokhara, Ajay K.C. disse que a operação de busca e resgate, foi paralisada no domingo por causa da escuridão do local da queda. “Vamos retirar os cinco corpos do desfiladeiro e procurar os quatro restantes que ainda estão desaparecidos”, disse ele à Reuters. Os outros 63 corpos foram enviados para um hospital, completou.

Queda de avião deixa mortos no Nepal

O Nepal declarou luto nacional na segunda-feira e criou um painel para investigar o desastre e sugerir medidas para evitar tais incidentes no futuro.

As autoridades disseram que os corpos serão entregues às famílias após a identificação e exame.

Quase 350 pessoas morreram desde 2000 em acidentes de avião ou helicóptero no Nepal – que abriga oito das 14 montanhas mais altas do mundo, incluindo o Everest – onde mudanças repentinas no clima podem resultar em condições perigosas.

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Peru tem novos bloqueios de rodovias, apesar do estado de emergência

A partir da meia-noite deste domingo (15) entrou em vigor por 30 dias o estado de emergência para as principais regiões do país. O objetivo é frear as manifestações que pedem a saída de Dina Boluarte da presidência – pesquisa divulgada hoje informa que ela tem reprovação de 71%.

Por France Presse

Protestos no Peru: Já passa de 40 o número de mortos

Peru amanheceu neste domingo (15) com bloqueios de estradas e manifestações pedindo a renúncia da presidente Dina Boluarte. Os atos aconteceram após o governo prorrogar por 30 dias (valendo a partir da meia-noite deste sábado para o domingo) o estado de emergência como modo de aliviar a grave crise política e social que o país vive.

O Executivo estendeu o estado de emergência nas regiões de Lima, Cusco, Callao e Puno para deter os protestos, autorizando os militares a intervir junto com a polícia para proteger a ordem pública. O governo também ampliou o toque de recolher em Puno, epicentro dos protestos. A medida valerá por 10 dias, das 20h às 4h, a partir de hoje.

A decisão ocorre no momento em que associações convocaram mobilizações do sul do Peru para Lima a partir de segunda-feira, ação que as autoridades classificam como um “motim” para desestabilizar Boluarte.

Segundo pesquisa divulgada hoje pela empresa Ipsos, Boluarte tem 71% de reprovação.

Os protestos, que deixaram ao menos 42 mortos em cinco semanas, segundo a Defensoria do Povo, foram retomados no dia 4 de janeiro, após uma trégua nas festas de fim de ano.

Neste domingo, 99 trechos de rodovias estavam bloqueados por manifestantes em 10 das 25 regiões peruanas que pedem a renúncia de Boluarte, que assumiu a presidência depois que o Congresso destituiu Pedro Castillo após seu golpe de Estado fracassado.

Entre as regiões com vias bloqueadas estão Puno, Arequipa e Cusco (sul), informou a Superintendência de Transporte Terrestre, acrescentando que nunca houve tantos bloqueios na atual crise. Em Arequipa, dezenas de moradores fecharam a rodovia Panamericana Sur, que chega à região de Tacna, na fronteira com o Chile.

Na noite de sábado, dezenas de manifestantes chegaram ao distrito de Miraflores, em Lima, depois de partirem da praça San Martín, na região central.

Em Cusco, o serviço de trem para a cidadela inca de Machu Picchu foi retomado neste domingo, após dois dias de paralisação devido aos protestos.

Missa pelos mortos

Com fotografias no átrio da Catedral de Lima, uma missa foi realizada na manhã deste domingo para lembrar as vítimas que morreram durante os protestos.

“Queremos dedicar esta missa a nossos falecidos por mãos humanas nestes dias. Todos são nossos mortos, não há morte alheia. Somos todos peruanos”, declarou o arcebispo de Lima, Carlos Castillo.

O religioso nomeou cada uma das vítimas civis e o policial que foi queimado vivo na cidade de Juliaca, na fronteira com a Bolívia.

Dezenas de pessoas assistiram à missa celebrada em espanhol e quíchua (língua original dos Andes peruanos) na Basílica Catedral de Lima.

A presidente pediu perdão na sexta-feira pelas mortes causadas pela crise e instou o Congresso a acelerar os procedimentos para realizar eleições antecipadas em abril de 2024.

Mais de 100 intelectuais peruanos, cinco argentinos e dois chilenos pediram ao governo de Boluarte que “cesse imediatamente o assassinato de cidadãos que estão exercendo seu legítimo direito de existir politicamente”.

“Pedimos a Dina Boluarte que ouça a reivindicação do povo e renuncie, que deixe imediatamente o cargo e convoque eleições imediatas”, acrescentaram os escritores e artistas signatários do pronunciamento.

O vice-ministro de Governança Territorial, José Muro, destacou na TV estatal que o compromisso do governo é estabelecer esta semana espaços de diálogo nas regiões em conflito de modo a dar resposta às reivindicações sociais adiadas.

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México proíbe fumar em praias, parques e outros espaços públicos

Lista inclui pátios, terraços, varandas, áreas de concentração de crianças e adolescentes, instalações esportivas, estádios, centros de espetáculos e entretenimento, mercados e hotéis. Decreto que modifica a lei nacional de controle do fumo passa a valer neste domingo (15).

Por France Presse

México ampliou, a partir deste domingo (15), a proibição do consumo de tabaco em vários espaços públicos, de praias a parques, assim como a publicidade em qualquer meio de comunicação. A determinação segue uma reforma legal aprovada pelo governo local.

O decreto presidencial, que modifica a lei nacional de controle do fumo, visa “a regulamentação para a proteção contra a exposição à fumaça do tabaco e suas emissões”, segundo o documento publicado em dezembro.

Em razão disso, aumentou a lista de espaços de “convívio coletivo” onde não será possível “consumir ou acender qualquer produto de tabaco ou nicotina”.

Entre eles, estão pátios, terraços, varandas, parques de diversões, áreas de concentração de crianças e adolescentes, instalações esportivas, praias, centros de espetáculos e entretenimento, quadras, estádios, arenas, centros comerciais, mercados, hotéis e pontos de transporte.

A reforma legal busca ainda “estabelecer o controle, promoção e vigilância sanitária” desses produtos e em particular proibir “todas as formas de publicidade, promoção e patrocínio dos mesmos”.

Sob essa premissa, o consumidor só poderá saber a disponibilidade e o preço dos produtos de tabaco por meio de listas escritas com seus preços, mas “sem logotipos, selos ou marcas”.

A proibição da promoção e publicidade também inclui redes sociais, serviços de streaming, “influenciadores” ou qualquer outra forma de marketing digital, segundo o decreto.

A associação de empregadores Coparmex, da Cidade do México, rejeitou a medida, alegando um impacto econômico sobre as pequenas empresas que vendem cigarros e uma violação do direito de decisão dos consumidores adultos.

Estima-se que no México, que tem 126 milhões de habitantes, existam cerca de 15 milhões de fumantes, dos quais 5% (684 mil pessoas) são adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Saúde Pública.

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