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A 77 dias da Olimpíada, Tóquio prorroga estado de emergência

Medida foi prorrogada também em Osaka, Kyoto e Hyogo e agora passa a valer nos departamentos de Aichi e Fukuoka.

Por G1

Faltando 77 dias para os Jogos Olímpicos de Tóquio, o governo japonês decidiu nesta sexta-feira (7) estender o estado de emergência na capital e em várias regiões do país.

A medida anunciada pelo primeiro-ministro Yoshihide Suga vale até 31 de maio e foi adotada devido ao número de casos de Covid-19.

As medidas estão em vigor desde o fim de abril e pode ser prorrogada mais vezes.

Além de Tóquio, a medida foi prorrogada também em Osaka, Kyoto e Hyogo e agora passa a valer nos departamentos de Aichi e Fukuoka.

Os Jogos Olímpicos estão previstos para ocorrer entre os dias 23 de julho e 8 de agosto deste ano e os Jogos Paralímpicos, entre 24 de agosto e 5 de setembro.

O evento deveria ter acontecido em 2020 e foi adiado em um ano devido à pandemia.

Críticas aos Jogos

O governo japonês e a organização dos Jogos têm sido criticados e pressionados a cancelarem o evento devido à pandemia — o que já foi descartado diversas vezes por ambas as partes.

O Comitê Organizador Local já disse que a Olimpíada vai ocorrer “independentemente da pandemia” e garante que os Jogos de Tóquio serão um evento seguro.

Covid-19 no Japão

O Japão tem registrado uma média diária de 5 mil infectados e 60 mortes por Covid-19. Desde o início da pandemia, foram 625 mil casos confirmados e 10,5 mil óbitos.

O país tem cerca de 126 milhões de habitantes e é o 11º mais populoso do mundo, atrás do México (128 milhões) e à frente da Etiópia (114 milhões).

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União Europeia se diz pronta a discutir suspensão de patentes de vacinas e acelerar produção

Proposta foi apresentada na quarta-feira pelos EUA, anteriormente contrário à iniciativa. Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, chamou seu continente de ‘a farmácia do mundo’ ao lembrar que já exporta imunizantes para mais de 90 países.

Por RFI

União Europeia se disse pronta para discutir a proposta americana para suspender as patentes dos imunizantes contra Covid-19. O objetivo é acelerar a produção e a distribuição das vacinas, disse nesta quinta-feira (6) a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.

O governo americano anunciou nesta quarta-feira (5) que apoiará a iniciativa e participará das negociações na OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre o assunto.

“A União Europeia está pronta para discutir todas as propostas contra a crise de maneira eficaz e pragmática e a maneira como a proposta americana permitiria atingir esse objetivo”, reagiu a representante do bloco europeu, em um discurso por videoconferência no Instituto Universitário de Florença, na Itália. O presidente francês, Emmanuel Macron, também se disse favorável à medida.

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, chamou de “histórico” o anúncio americano de apoio à suspensão das patentes das vacinas contra a Covid-19.

Ursula Von der Leyen lembrou que, por hora, a União Europeia era a maior exportadora de vacinas do mundo e pediu aos outros países produtores que acabassem com as restrições para enviar as doses para outros países, evitando atrapalhar “as cadeias de abastecimento”.

A declaração é uma alusão ao Reino Unido, que não exportou nenhuma dose fabricada em seu território, e também aos Estados Unidos, que dispõe de uma lei que bloqueia a exportação dos imunizantes e restringe a dos insumos necessários para fabricá-las.

A Europa, ao contrário, frisou Von der Leyen, exporta para mais de 90 países, do Japão até a Colômbia, passando pelo México. Isso faz do continente a “a farmácia do mundo” e a “única região democrática a exportar em grande escala”, indicou.

“Mais de 200 milhões de doses produzidas na Europa foram exportadas, o que representa a mesma quantidade que o bloco utilizou em seus próprios cidadãos”, disse a presidente da Comissão. Ela também elogiou “o sucesso da campanha nos 27 países”, com “mais de três milhões de europeus vacinados todos os dias”, reconhecendo falhas no início.

A Europa espera vacinar toda sua população adulta até o final de julho.

Falta de tempo

A Índia e a África do Sul solicitaram uma quebra temporária de patentes para poder acelerar a produção das vacinas, mas, na época, alguns países, como a França, se opuseram à iniciativa.

Até agora, a União Europeia argumentava falta de “tempo” para colocar a questão em prática. “Uma transferência de patente poderia começar entre 12 e 14 meses. No próximo ano, quando teremos aumentado a produção de nossas fábricas, poderemos nos questionar a respeito”, declarou Thierry Breton, comissário europeu para o Mercado Interno.

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Índia bate novo recorde mundial de casos diários de Covid

País registrou o maior número diário de mortes e foi responsável por 49% dos infectados e 28% dos óbitos do mundo em 24 h. Mesmo assim, especialistas veem subnotificação nos dados do governo.

Por G1

A Índia registrou nesta quinta-feira (6) um novo recorde mundial de casos diários de Covid-19 (mais de 412 mil) e também o maior número de mortes do país (3.980), segundo dados oficiais do governo.

Os números do Ministério da Saúde indiano elevam o total de infectados para mais de 21,1 milhões e o de óbitos, para mais de 230 mil.

O país foi responsável por 49% dos casos e 28% das mortes registradas no planeta nas últimas 24 horas, segundo dados do “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford.

Mas especialistas consideram que os números oficiais estão muito abaixo da realidade e que o pior cenário ainda vai acontecer dentro de algumas semanas.

A explosão no número de casos provocou o colapso dos hospitais, que enfrentam falta de leitos, remédios e oxigênio. Crematórios não conseguem atender ao volume de corpos.

Muitas pessoas morrem em casa ou na porta dos hospitais, à espera de um leito ou oxigênio. Parentes precisam pagar pelos insumos médicos dos internados e até pela lenha da cremação.

Diversas cidades têm feito cremações em massa e até a noite, e o número de cerimônias sob os protocolos da Covid-19 são muito maiores do que o de vítimas dos balanços oficiais do governo.

Falhas do governo

O governo do primeiro-ministro Narendra Modi tem sofrido duras críticas por se negar a decretar um lockdown nacional e ter liberado festivais religiosos e comícios eleitorais, que reuniram multidões.

Em meio à escalada da segunda onda no país, várias regiões, incluindo a capital Nova Délhi e o estado mais populoso Maharashtra, onde fica o centro financeiro Mumbai, adotaram medidas de restrição.

O colapso sanitário do país ocorre após o governo ter comemorado precocemente o “fim da pandemia” e não ter agido para minimizar o impacto da segunda onda do vírus.

Em janeiro, Modi afirmou no Fórum Econômico Mundial de Davos que “a Índia foi bem-sucedida em salvar tantas vidas, nós salvamos a humanidade toda de uma grande tragédia”.

Em março, o ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, declarou que o país estava na “fase final” da pandemia. Vardhan também chegou a dizer que o país estava mais bem preparado para enfrentar a segunda onda.

Terceira onda?

Ainda no meio da segunda onda, K. Vijay Raghavan, principal conselheiro científico do governo indiano, afirmou que uma terceira onda “é inevitável, dados os elevados níveis de contaminação atuais”.

“Não está claro exatamente quando acontecerá este terceiro episódio, mas temos que nos preparar para novas ondas”, afirmou Raghavan em uma entrevista coletiva.

Com a explosão de casos, novas variantes podem surgir. Há a suspeita que uma nova cepa do coronavírus, a B.1.617, tenha contribuído para a gravidade da segunda onda.

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Aumenta a pressão contra Duque na Colômbia após uma semana de protestos

Governo cedeu ao diálogo e aceitou reunir-se com os setores inconformes “na semana que vem”, de acordo com conselheiro presidencial. De acordo com dados oficiais contados até terça, pelo menos 24 pessoas morreram, mais de 800 ficaram feridas e 89 estão desaparecidas; ONGs denunciam que polícia atirou contra manifestantes e que mortes ultrapassam 30.

Por France Presse

Milhares de pessoas voltaram às ruas da Colômbia nesta quarta-feira (5) para protestar contra o governo do presidente Iván Duque, ao final de uma semana de manifestações que se tornaram violentas e deixaram 24 mortos, a maioria a tiros.

“Dói (…) o descaso de um governo surdo, que prefere mandar forças públicas, em vez de ajudar [o povo], prefere ajudar os bancos, as grandes empresas”, disse à AFP Héctor Cuinemi, estudante de 19 anos protestando em Bogotá.

Sob o escrutínio da comunidade internacional, que denunciou os excessos da força pública, estudantes, sindicatos, indígenas e outros setores tomaram as ruas da capital Bogotá, assim como Medellín, no noroeste, e Cali, no sudoeste.

Após uma semana de mobilizações o governo cedeu ao diálogo e aceitou reunir-se com os setores inconformes “na semana que vem”, de acordo com o conselheiro presidencial, Miguel Ceballos.

Milhares de manifestantes protegidos por máscaras chegaram de tarde à Praça de Bolívar, em Bogotá, nos arredores da sede presidencial. Um grupo tentou entrar no Congresso, mas foi dispersado pela polícia.

Reivindicações variadas

O que começou em 28 de abril como uma manifestação pacífica em repúdio a uma reforma tributária já retirada se transformou em protestos graves contra o governo conservador que chegou ao poder em 2018.

As reivindicações dos manifestantes são variadas: melhores condições de saúde, educação, segurança nas regiões, cessação dos abusos policiais contra manifestações, entre outros.

“A polícia está nos atacando (…), não somos vândalos”, criticou Natália (36), sem dar seu sobrenome, que protestou com um grupo vestido de luto.

As mobilizações foram em sua maioria pacíficas, mas em algumas cidades tornaram-se violentas. De acordo com dados oficiais contados até terça-feira, pelo menos 24 pessoas morreram (18 baleados), mais de 800 ficaram feridos e 89 estão desaparecidos. ONGs denunciam que a polícia atirou contra os manifestantes e que as mortes ultrapassam 30 pessoas.

As autoridades também registraram três policiais feridos por tiros.

Milhares de indígenas aderiram aos protestos em Cali (sudoeste) gritando “resistência”. Músicos e artistas acompanharam a marcha massiva em Medellín (noroeste), que terminou em protesto.

Condenação internacional

A pressão nas ruas não cede, frente a vigilância da comunidade internacional que denuncia os ataques da polícia contra civis.

A ONU, a União Europeia, os Estados Unidos, a Anistia Internacional e a Human Rights Watch pediram calma e exigiram garantias do governo em meio aos protestos.

Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, também houve 76 ataques contra jornalistas, dez deles feridos pelas forças de segurança.

Bogotá viveu uma noite tensa na terça-feira. Trinta cidadãos e 16 policiais ficaram feridos após confrontos com soldados que deixaram 25 postos policiais afetados, segundo a prefeitura local.

A violência também estourou em Cali na segunda-feira, deixando cinco mortos e trinta feridos.

Segundo a promotoria, por trás dos excessos estão dissidentes das FARC que se desviaram do acordo de paz assinado em 2016; o ELN, a última guerrilha reconhecida na Colômbia, e as gangues de traficantes.

“Vimos eventos em que policiais foram baleados por armas de fogo. Isso não é um protesto, uma atitude dessa natureza é criminosa”, criticou Duque em declarações à Rádio Blu, respaldando as ações das forças de segurança.

Negociação pendente

Além das mobilizações e tumultos, houve bloqueios nas principais rodovias de Cali, causando desabastecimento de gasolina e preocupação com o deslocamento de caminhões que levam oxigênio e material médico em meio à pandemia.

O chamado Comitê de Desemprego, que reúne setores insatisfeitos, disse estar aberto à negociação direta sem intermediários com o presidente.

O Ministério da Defesa enviou 47.500 soldados para áreas de todo o país. Só em Cali há 700 soldados, 500 homens das forças antimotins (Esmad), 1.800 policiais e dois helicópteros adicionais. Desde o fim de semana, os militares também patrulham a capital.

Com a popularidade despencando (33%), o presidente Duque enfrenta protestos massivos desde 2019, assolado pelo descontentamento alimentado pela pandemia em um país que sofre mais de meio século de conflito armado.

Embora o presidente tenha retirado a iniciativa de reforma tributária e o Ministro da Fazenda renunciado, o mal-estar pós-conflito parecia se instalar em um dos países mais desiguais do continente, com desemprego de 16,8% e pobreza chegando a 42,5% da população.

“A fome também é uma pandemia, assim como a injustiça”, declarou o estudante de sociologia Fabián Quiroga (22).

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EUA têm maior queda de nascimentos desde 1979 e seis anos consecutivos de redução

Cerca de 3,6 milhões de bebês nasceram no país no ano passado, 4% a menos do que em 2020. A taxa de fecundidade total provisória foi equivalente a 1,6 filho por mulher, bem abaixo do marco de 2,1 necessário para garantir que cada geração seja renovada.

Por France Presse

O “baby boom” previsto para 2020 nos Estados Unidos não se materializou, e os nascimentos caíram em 4% em comparação com o ano anterior, apesar das restrições e confinamentos impostos pela pandemia de Covid-19, informou um relatório oficial nesta quarta-feira (5).

Cerca de 3,6 milhões de bebês nasceram no país no ano passado, de acordo com o Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS). Foi o sexto ano consecutivo em que o número de nascimentos caiu, após um aumento em 2014. É a menor quantidade de nascimentos desde 1979.

A taxa de fecundidade total provisória foi de 1.637,5 nascimentos a cada 1.000 mulheres, o que equivale a 1,6 filho por mulher, bem abaixo do marco de 2,1 necessário para garantir que cada geração seja renovada.

Os nascimentos diminuíram em cada grupo racial, mas caíram de forma mais acentuada entre os americanos de origem asiática, uma redução de 8% em relação ao ano anterior, seguidos pelos nativos americanos, nos quais a queda foi de 6%.

No caso das mulheres brancas e negras, as quedas foram de 4%, enquanto entre as hispânicas o declínio foi de 3%.

Os nascimentos também diminuíram em todas as faixas etárias. Isso incluiu, em particular, uma diminuição de 2% entre as mulheres de 40 a 44 anos, um grupo demográfico que havia vivido um aumento quase contínuo de nascimentos de 1985 a 2019.

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Estados Unidos anunciam apoio a suspensão de patentes de vacinas contra Covid

Governo de Joe Biden afirma que objetivo é auxiliar na aceleração de produção e distribuição de imunizantes no resto do mundo, agora que doses para os cidadãos de seu país já estão asseguradas. ‘Trata-se de uma crise sanitária mundial e as circunstâncias extraordinárias da pandemia exigem medidas extraordinárias’, diz representante comercial dos Estados Unidos.

Por G1

O governo do presidente americano, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (5) seu apoio a uma suspensão da proteção de patentes para as vacinas contra a Covid-19, a fim de acelerar a produção e a distribuição de imunizantes no mundo. É uma mudança bastante significativa de posição do país em relação ao assunto (leia mais abaixo).

Já o Brasil tradicionalmente apoiava a quebra de patentes para medicamentos – foi assim com relação a drogas contra o HIV, por exemplo –, mas se posicionou contra a suspensão no caso das vacinas anticovid. Essa mudança de postura foi adotada ainda durante a administração de Donald Trump.

Nos EUA, embora os direitos de propriedade intelectual para as empresas sejam importantes, Washington “apoia a isenção destas proteções para as vacinas para a Covid-19”, disse nesta quarta a representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, em um comunicado.

“Trata-se de uma crise sanitária mundial e as circunstâncias extraordinárias da pandemia de Covid-19 exigem medidas extraordinárias”, acrescentou.

“Iremos participar ativamente de negociações necessárias com a Organização Mundial do Comércio para que isso aconteça”, diz ainda o comunicado. “Essas negociações levarão tempo, considerando a natureza consensual da instituição e a complexidade dos assuntos envolvidos”, alerta Tai.

De acordo com a representante dos EUA, o objetivo é garantir o maior número de vacinas seguras e eficientes para mais pessoas no menor período de tempo possível, e agora que as doses para norte-americanos já estão asseguradas, os esforços serão ampliados para auxiliar a expansão e distribuição.

Mudança de posição

Anteriormente, os Estados Unidos se posicionava totalmente contra a quebra das patentes, ao lado do Reino Unido, Suíça e nações europeias. A ideia tinha sido apresentada pela África do Sul e Índia e é apoiada por dezenas de países em desenvolvimento, mas não pelo Brasil.

O argumento do grupo de países desenvolvidos é que essas patentes seriam necessárias para incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos.

Mas, em 28 de abril deste ano, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, disse não considerar a possibilidade de quebra de patentes como caminho mais eficaz para acelerar a vacinação no país segundo a agência Brasil. Segundo ele, a quebra não traria efeitos de curto prazo, devido à limitação de acesso aos insumos para a produção de imunizantes e limitações na capacidade de produção.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse no início de fevereiro – segundo matéria da BBC – que cerca de 200 milhões de vacinas contra Covid-19 haviam sido administradas. Mas 75% dessas vacinas, afirma a organização, foram administradas em apenas 10 países ricos.

Gavin Yamey, professor de Saúde Global e Políticas Públicas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, diz que em quase 130 países, onde vivem mais de 2,5 bilhões de pessoas, praticamente nenhuma vacina foi recebida.

“Tem sido extremamente deprimente ver como as nações ricas esvaziaram as prateleiras. As vacinas têm sido pegas basicamente dizendo ‘eu primeiro’ e ‘só eu’ e isso não é apenas muito injusto como também uma atitude de saúde pública terrível”, disse o especialista à BBC.

De fato, os especialistas garantem que, para interromper essa pandemia global, é necessária uma resposta global, porque a crise não pode ser encerrada se apenas alguns países tiverem sua população vacinada em massa.

É por isso que propostas têm sido feitas para que as empresas farmacêuticas suspendam temporariamente as patentes de suas vacinas e compartilhem seus conhecimentos tecnológicos, a fim de acabar com o que os especialistas chamam de “apartheid de vacinas”.

O que são as patentes?

Patentes protegem a propriedade intelectual de um produto para que não possa ser copiado. Na indústria farmacêutica, quando um medicamento é descoberto e desenvolvido, a empresa patenteia sua descoberta para que ninguém mais possa fabricá-la sem sua autorização.

Isso permite controlar o preço e a produção, o que, por sua vez, pode levar em alguns casos a preços altos e medicamentos inacessíveis aos mais pobres.

Uma das propostas para acelerar a produção de vacinas, idealizada pela OMS, é o chamado C-TAP (Acesso Conjunto a Tecnologias contra a Covid-19, em tradução livre).

Este é um mecanismo global para compartilhar voluntariamente conhecimento, dados e propriedade intelectual de tecnologias em saúde para a luta contra a doença.

O C-Tap foi criado pela OMS em junho de 2020 e quase 40 países são signatários, mas Raquel González, chefe de relações externas da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), explica que nenhuma tecnologia foi compartilhada até agora.

A outra forma de fazer com que as empresas farmacêuticas compartilhem suas tecnologias é aquela apresentada pela África do Sul e pela Índia à Organização Mundial do Comércio para suspender os direitos de propriedade intelectual das vacinas durante a pandemia.

Mas os países mais ricos se opõem à proposta, argumentando que a suspensão das patentes obstruirá a inovação científica ao desencorajar investidores privados de se envolverem nesse segmento.

Eles afirmam ainda que os regulamentos atuais que permitem que os fabricantes de medicamentos estabeleçam acordos bilaterais com produtores de medicamentos genéricos e “flexíveis o suficiente quando se trata de lidar com uma emergência de saúde pública”.

“A propriedade intelectual é uma parte fundamental do nosso setor”, disse Pascal Soriot, CEO da empresa AstraZeneca, em maio de 2020, durante entrevista coletiva para discutir a criação da C-Tap. “E se você não protege a propriedade intelectual, essencialmente não há incentivo para ninguém inovar.”

Os críticos apontam, porém, que as farmacêuticas têm recebido bilhões de recursos públicos, principalmente dos EUA e da Europa, para o desenvolvimento de vacinas cobiçadas, por isso devem compartilhar sua tecnologia.

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Em caso raríssimo, mulher do Mali dá à luz 9 bebês

Halima Cisse pensava estar grávida de 7, e por conta das dificuldades do parto, foi transferida para um hospital do Marrocos, um país próximo.

Por G1

Halima Cisse pensava estar grávida de 7, o que por si só já era uma gestação difícil. Por conta de todos os riscos, ela foi transferida do Mali, onde mora, para um hospital do Marrocos – mas o que ela não esperava é que daria à luz 9 bebês, em um caso raríssimo de nônuplos.

Todo o procedimento foi organizado por meio da cooperação internacional entre os dois países. O Ministério da Saúde do Mali confirmou, nesta terça-feira (4), o nascimento dos 9 pequenos – 5 meninas e 4 meninos – e garantiu que todos passam bem.

Em nota, o governo do Mali informou que Cisse esteve por duas semanas internada em um hospital local para acompanhamento dos médicos, mas que no fim de março foi transferida para uma maternidade no Marrocos que se encarregou do procedimento de risco.

“Agradecemos o apoio da família Cisse, voluntários e de todo o povo do Mali”, disse a ministra da Saúde, Fanta Siby, em um comunicado. “Damos os parabéns às equipes médicas do Mali e do Marrocos cujo profissionalismo fez com que o resultado desta gravidez fosse tão feliz.”

A jovem mãe, de 25 anos, e seus bebês devem voltar para casa apenas em algumas semanas.

A nota do governo do Mali não informou o peso dos bebês ou após quantas semanas de gestação eles nasceram.

Casos anteriores

Há registro de casos anteriores de gestação de nônuplos, mas com problemas de saúde graves. Em 1971, Geraldine Brodrick, de 29 anos, teve 9 bebês num hospital da Austrália – dois deles nasceram já sem vida, e os demais acabaram morrendo no decorrer de uma semana, segundo registro da época do jornal “The New York Times”.

Houve ainda um nascimento de nônuplos em março de 1999, na Malásia, mas nenhum deles sobreviveu.

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Índia registra novo recorde de mortes por Covid e chega ao 14º dia com mais de 300 mil casos

País mais afetado pela pandemia atualmente confirmou 3.780 óbitos e 382 mil infectados nas últimas 24 horas. Mas há indícios de subnotificação nos dados oficiais do governo.

Por G1

País mais afetado pela pandemia atualmente, a Índia registrou nesta quarta-feira (5) mais um recorde diário de mortes por Covid-19 e chegou ao 14º dia seguido com mais de 300 mil novos casos.

Foram 3.780 óbitos e 382 mil infectados nas últimas 24 horas, segundo dados do governo indiano.

O país foi responsável por 47% de todos os casos e 27% de todas as mortes por Covid-19 do mundo nos últimos sete dias, segundo dados do “Our World in Data”.

Na segunda-feira (3), a Índia ultrapassou México e se tornou o terceiro país com mais mortes por Covid-19 do mundo. Na terça-feira (4), passou dos 20 milhões de infectados.

Mesmo registrando os maiores números da pandemia atualmente, há fortes indícios de subnotificação no país, que é o segundo mais populoso do planeta e tem mais de 1,3 bilhão de habitantes.

A segunda onda de Covid-19 na Índia fez com que os hospitais ficassem sem leitos e oxigênio e deixasse necrotérios e crematórios transbordando. Muitas pessoas morrem em casa ou em ambulâncias, na porta dos hospitais, à espera de uma cama ou oxigênio.

Diversas cidades têm feito cremações em massa e durante a noite para atender ao volume de corpos, que é muito maior do que os balanços do governo. Parentes precisam pagar pelo oxigênio nos hospitais e até pela lenha nos crematórios.

Críticas ao governo

O governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, tem sido amplamente criticado por ter comemorado precocemente o “fim da pandemia” e não ter agido antes para suprimir a segunda onda do vírus.

Para não afetar a economia, Modi se recusou a adotar um lockdown nacional, como fez em 2020, e o governo autorizou festivais religiosos e comícios políticos que atraíram multidões.

Diante da inação do governo federal, ao menos 11 estados e territórios impuseram algum tipo de restrição para tentar conter as infecções.

Índia bate novo recorde de mortes por Covid e cresce a pressão por um lockdown nacional

Em meio ao caos sanitário no país, o primeiro-ministro indiano sofreu uma dura derrota eleitoral no domingo (2): seu partido, o BJP, não conseguiu conquistar o estado de Bengala Ocidental.

Modi tem sua base eleitoral no norte e oeste do país e tentava ampliar seu poder para o leste. O BJP conseguiu manter o poder no estado de Assam, mas perdeu também em dois estados no sul.

‘Fim da pandemia’

Em janeiro, Modi afirmou no Fórum Econômico Mundial de Davos que “a Índia foi bem-sucedida em salvar tantas vidas, nós salvamos a humanidade toda de uma grande tragédia”. Em março, o ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, declarou que o país estava na “fase final” da pandemia.

Vardhan também chegou a dizer que o país estava mais bem preparado para enfrentar a segunda onda. O otimismo de Modi e Vardhan era baseado em uma queda acentuada no número de infectados e mortos.

O número de casos confirmados despencou de um pico de 93 mil em setembro para 11 mil em fevereiro, e os óbitos foram de mais de 1,1 mil para menos de 100 em março. Com a explosão da segunda onda, o país registra atualmente uma média de 380 mil novos casos e 3,5 mil mortes por dia.

O governo indiano culpa o desrespeito ao distanciamento social e o não uso de máscaras pela população como causas para o surto. Existe também a suspeita de que uma nova variante do coronavírus, a B.1.617, tenha contribuído para a gravidade da segunda onda.

Especialistas responsabilizam também o governo, que além de se recusar a adotar um lockdown nacional tenta responsabilizar autoridades estaduais pela situação fora de controle.

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Condenado por morte de George Floyd, ex-policial Derek Chauvin pede novo julgamento

Promotoria duvida que juiz abrirá novo julgamento. Pena de ex-policial deve ser conhecida em junho.

Por G1

O ex-policial Derek Chauvin, preso e condenado pela morte de George Floyd, pediu um novo julgamento, informou a imprensa dos Estados Unidos nesta terça-feira (4).

Em pedidos enviados ao juiz Peter Cahill, de Mineápolis, a defesa de Chauvin alegou que o julgamento ocorreu de forma injusta e que o veredito estava incompatível com a lei. A promotoria minimzou a solicitação do advogado Eric Nelson, e disse que o tribunal já rejeitou pedidos semelhantes.

Em 20 de abril, o júri de Mineápolis declarou Chauvin culpado em todas três acusações de homicídio contra o ex-segurança negro. A pena será anunciada em 16 de junho — nos EUA, é comum que apenas dias depois o condenado saiba o tempo que passará preso. Assim que a condenação foi anunciada, Chauvin deixou a sala de audiências algemado.

  1. causar a morte, sem intenção, por meio de um ato perigoso, sem consideração pela vida humana
  2. negligência ao assumir o risco consciente de causar a morte de Floyd
  3. homicídio culposo

Júri declara ex-policial Derek Chauvin culpado pela morte de George Floyd

Recentemente, circulou entre apoiadores do ex-policial imagem de um jurados com uma camiseta “mantenha seu joelhos longe de nosso pescoço” — o que seria uma referência à manobra adotada por Chauvin que matou Floyd — e de sua participação em protestos contra a violência policial.

Para defensores de Chauvin, isso seria uma razão para alegar que o júri não era isento, segundo a afiliada local da emissora CBS. Em entrevista ao mesmo canal, o jurado disse que a camiseta se referia “às circunstâncias de 2020” e que participava de eventos relacionados ao comparecimento eleitoral — e não contra a morte de Floyd.

Morte de George Floyd

George Floyd morreu em maio de 2020 após ter o pescoço pressionado pelo joelho do policial Derek Chauvin, em Mineápolis, por 9 minutos e 29 segundos.

A polícia estava no local porque o ex-segurança negro, com 46 anos, teria tentado pagar uma conta em uma mercearia com uma nota falsa de US$ 20. Imagens mostradas mostraram que Floyd não ofereceu resistência à abordagem dos agentes.

A violência policial contra um homem negro e pobre — mais um caso entre tantos — gerou uma série de protestos em Mineápolis que logo se espalharam para diversas partes dos Estados Unidos.

Durante semanas, ruas das maiores cidades americanas ficaram lotadas de manifestantes que protestavam contra o racismo, em uma mobilização que atravessou fronteiras e chegou a outros países.

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Casa Branca diz que planeja enviar US$ 20 milhões em medicamentos de ‘kit intubação’ para o Brasil

Porta-voz do governo americano afirmou que ajuda é intermediada pela Opas, braço da OMS na América. Pouco depois, em entrevista coletiva, Joe Biden não confirmou mas abriu a possibilidade de envio de vacinas para o Brasil.

Por G1

Casa Branca informou nesta terça-feira (4) que planeja enviar US$ 20 milhões (cerca de R$ 110 milhões) em medicamentos que são usados no chamado “kit intubação” para o Brasil. Pouco depois, em entrevista coletivaJoe Biden deu a entender que o Brasil poderia também receber doses de vacinas.

Em resposta a uma jornalista – que perguntou sobre remessas de vacinas para Índia e Brasil – Biden disse que até 4 de julho os EUA terão enviado 10% de seu estoque “para algumas nações, incluindo algumas das que você mencionou”.

Os EUA compraram 300 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, mas ela ainda não foi autorizada para uso no país. No mês passado, México e Canadá foram os primeiros a receber 4 milhões de doses emprestadas dos americanos.

Intermédio da OPAS

A transferência dos medicamentos para a intubação é intermediada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) no continente americano.

“[O envio dos medicamentos] ainda não foi finalizado, mas nós estamos trabalhando em parceria com o governo do Brasil para isso”, disse Jen Psaki, secretária de imprensa do governo Biden.

Os medicamentos – usados no tratamento de casos graves de Covid-19 – que serão enviados ao Brasil fazem parte do estoque estratégico mantido pelo governo americano dentro do seu território.

Ajuda internacional

Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram o envio de suprimentos para o combate ao coronavírus na Índia em um valor estimado em US$ 100 milhões (cerca de R$ 535 milhões).

Os voos de assistência do governo dos EUA, carregados com equipamentos hospitalares e remédios, começaram a chegar à Índia na sexta-feira (30).

No mês passado, a Opas se comprometeu a ajudar o Brasil a comprar sedativos e outras drogas para intubar pacientes no país, em um momento de baixa nos estoques hospitalares.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisaemitiu uma autorização emergencial para simplificar o processo de importação, aprovação e distribuição de medicamentos para intubação.

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