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Índia tem novo recorde de mortes por Covid e supera 250 mil óbitos

País também chegou ao 21º dia consecutivo com mais de 300 mil novos casos confirmados. Pandemia agora se espalha pelo vasto interior rural da Índia, que concentra 2/3 da população.

Por G1

A Índia registrou um novo recorde diário de mortes por Covid-19 nesta quarta-feira (12) e superou a marca de 250 mil vítimas do novo coronavírus desde o início da pandemia.

Foram 4.205 óbitos nas últimas 24 horas, o que eleva o total de vítimas para 254 mil, e mais 348.421 novos casos, fazendo o número de infectados passar de 23,3 milhões, segundo o governo indiano.

É o 21º dia consecutivo com mais de 300 mil novos casos.

Mas, apesar dos números astronômicos, há fortes indícios de subnotificação — sobretudo de mortes. Especialistas acreditam que os números reais podem ser de cinco a dez vezes maiores.

O segundo país mais populoso do mundo, com mais de 1,3 bilhão de habitantes, sofre há mais de um mês com hospitais abarrotados e crematórios que não conseguem atender ao volume de corpos.

Para piorar, a pandemia agora se espalha pelo vasto interior rural da Índia, que concentra dois terços da população, e há uma crescente preocupação mundial com uma nova variante.

Covid avança pelo interior

A pandemia parece estar atingindo um platô nas grandes cidades, mas ainda faltam leitos, oxigênio e remédios nos hospitais, que não conseguem atender à demanda de pacientes.

Pessoas morrem em casa ou dentro de ambulâncias, à espera de atendimento médico, e familiares são obrigados a pagar pelos suprimentos médicos e até pela lenha usada nos crematórios.

Diversas cidades têm feito cremações em massa e até a noite, e o número de cerimônias sob os protocolos da Covid-19 são muito maiores do que o de vítimas dos balanços oficiais do governo.

Na segunda-feira (10), dezenas corpos foram encontrados no Rio Ganges, perto da fronteira entre os estados de Bihar e Uttar Pradesh, dois dos mais pobres do país.

Moradores acreditam que eles foram jogados no rio porque crematórios estão lotados e muitos parentes não têm dinheiro para pagar pela madeira das piras funerárias.

Mais 2 meses de lockdown

O governo do primeiro-ministro Narendra Modi tem sofrido duras críticas por se negar a decretar um lockdown nacional, por medo do impacto econômico da medida, e ao mesmo tempo ter liberado festivais religiosos e comícios eleitorais que reuniram multidões.

O colapso sanitário do país ocorre após o governo ter comemorado precocemente o “fim da pandemia” e não ter agido para minimizar o impacto da segunda onda do vírus.

Sem uma decisão centralizada do governo, estados e municípios têm adotado medidas de restrição por conta própria, mas elas não têm sido suficientes para frear a escalada de casos e mortes.

Agora, o chefe da principal agência de saúde indiana, que é responsável pela resposta à pandemia no país, pediu que os bloqueios continuem por 6 a 8 semanas nas regiões mais afetadas.

A declaração de Balram Bhargava, chefe do Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR), é a primeira de um alto funcionário do governo sobre quanto tempo os lockdowns devem durar na segunda onda.

Bhargava afirmou que as medidas de restrição devem permanecer em todos os distritos onde a taxa de infecção está acima de 10% dos testados para tentar controlar a disseminação da doença.

Atualmente, três quartos dos 718 distritos da Índia se enquadram no critério, inclusive grandes cidades como a capital (Nova Délhi) e os centros financeiro (Mumbai) e tecnológico (Bengaluru) do país.

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Sobe para 55 o nº de mortos na Faixa de Gaza e em Israel

Conselho de Segurança da ONU se reúne de novo nesta quarta para debater o conflito, que já é o mais violento desde 2014. Cresce preocupação internacional de que a situação saia de controle.

Por G1

A guerra de mísseis, foguetes e ataques aéreos entre Israel palestinos entrou em seu terceiro dia nesta quarta-feira (12), e o número de mortos nos confrontos subiu para 55.

O maior conflito na região em anos já deixou 49 vítimas na Faixa de Gaza desde segunda-feira (10), segundo o Ministério da Saúde do enclave palestino, e seis em Israel, dizem autoridades médicas israelenses.

Quase 300 pessoas ficaram feridas em território palestino, incluindo 86 crianças e 39 mulheres. Entre os mortos estão 13 crianças e cinco israelenses, segundo a agência de notícias France Presse.

Entre as vítimas israelenses estão três mulheres e uma criança e dezenas de feridos.

Israel realizou centenas de ataques aéreos em Gaza nesta quarta, e militantes palestinos dispararam vários foguetes contra Tel Aviv, capital e segunda cidade mais populosa de Israel, e em Beersheba, no sul do país.

O enviado de paz da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, disse que as Nações Unidas estão trabalhando com todos os lados para restaurar a calma.

O Conselho de Segurança da ONU se reúne novamente nesta quarta para debater o conflito, que já é o mais violento desde 2014 e aumentou a preocupação internacional de que a situação possa sair de controle.

Prédios atingidos

Aeronaves israelenses atacaram dois prédios na cidade de Gaza na terça-feira (11). Um prédio residencial de 13 andares foi destruído e desmoronou por completo.

A torre abrigava um escritório usado pela liderança política do Hamas, que controla a Faixa de Gaza. O grupo é responsável, junto com a Jihad Islâmica, pelos foguetes lançados contra Israel.

O país também atacou um edifício de nove andares que abriga apartamentos residenciais, empresas de produção médica e uma clínica odontológica, segundo a Associated Press.

A estrutura foi fortemente danificada, e fumaças e destroços chegaram ao escritório da agência de notícias em Gaza, que fica a 200 metros de distância do segundo prédio atingido.

Fogo cruzado

Israel disse nesta quarta que uma série de bombardeios atingiu alvos importantes do Hamas, “contra casas que pertencem a membros de alto escalão”, e destruiu uma sede da polícia local.

A Jihad Islâmica, segundo maior grupo armado da região, anunciou ter disparado 100 foguetes contra o território israelense, a partir da Faixa de Gaza, “em resposta aos bombardeios de edifícios e civis”.

Israel diz que mil foguetes já foram disparados contra o país desde segunda (10), mas a maioria foi interceptado pelo seu sistema de defesa.

Alguns foguetes chegaram a cair nos arredores de Tel Aviv. O aeroporto internacional Ben Gurion teve todas as suas decolagens suspensas temporariamente para “permitir a defesa do espaço aéreo”.

O aeroporto voltou a operar no final do dia, segundo o jornal israelense “Haaretz”, mas foi novamente fechado durante a madrugada ao se tornar alvo de novos ataques.

‘Guerra em larga escala’

Israel e Hamas se encaminham para uma “guerra em larga escala”, advertiu na terça-feira o enviado da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland.

“Uma guerra em Gaza seria devastadora e as pessoas pagariam o preço”, afirmou Wennesland sobre o pequeno território palestino onde vivem dois milhões de pessoas.

A área já sofre com a pobreza e uma taxa de desemprego de quase 50%, segundo o diplomata.

Diante da escalada de violência, a comunidade internacional fez um apelo por calma, mas os dois lados não dão nenhum sinal de apaziguamento.

‘Apenas o começo’

“Ainda há muitos alvos. Isto é apenas o começo”, advertiu o ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, que era o comandante do exército durante o conflito em Gaza de 2014.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas “será atacado de uma maneira que não espera”. “O Hamas e a Jihad Islâmica pagaram — e pagarão — um alto preço”.

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou que, “se eles querem uma escalada, a resistência está pronta. Se eles quiserem parar, a resistência está pronta”.

Início dos confrontos

A onda de violência começou em Jerusalém Oriental, após confrontos entre palestinos e a policiais israelenses, principalmente na Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, na segunda (10).

A Esplanada das Mesquitas é conhecida como Monte do Templo pelos judeus e como Santuário Nobre pelos muçulmanos. O local é considerado o mais sagrado do Judaísmo e o terceiro mais sagrado do Islã.

O conflito se intensificou no “Dia de Jerusalém”, data do calendário hebraico que celebra a tomada de Jerusalém Oriental e da Cidade Velha por Israel em 1967. O dia é feriado nacional em Israel e, neste ano, coincidiu com o fim do Ramadã, o mês do jejum muçulmano.

Jerusalém Oriental é reivindicada como a futura capital da Palestina. Israel diz que Jerusalém é sua capital e indivisível, mas a grande maioria dos países reconhecem Tel Aviv como a capital do país.

Estratégia desastrosa

A sempre frágil convivência entre judeus e árabes não resistiu à série de más decisões governo Netanyahu durante o mês do Ramadã, escreveu em editorial o jornal israelense “Haaretz”. O jornal destaca três pontos:

A instalação de postos de controle no Portal de Damasco da Cidade Velha em Jerusalém, para impedir a entrada de palestinos; a ameaça de expulsão de palestinos no bairro de Sheikh Jarrah; e a permissão para que radicais judeus realizassem uma marcha provocativa pelo bairro muçulmano no Dia de Jerusalém.

O discurso nacionalista foi fortalecido com o apoio de Netanyahu a extremistas de direita, banidos desde a década de 1980 da política israelense. “Essa estratégia desastrosa agora está explodindo na cara de Israel”, afirmou o “Haaretz”.

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Air France e Airbus serão julgadas na França pelo acidente do voo Rio-Paris

Avião caiu no Oceano Atlântico em 2009 e matou 228 pessoas. Decisão do Tribunal de Apelações de Paris reverte decisão de 2019 que havia rejeitado a acusação contra as empresas.

Por G1

O Tribunal de Apelações de Paris ordenou nesta quarta-feira (12) que as empresas Air France e Airbus sejam julgadas por homicídio culposo na França devido a responsabilidades indiretas no acidente com o voo 447 Rio-Paris, em 2009, que caiu no mar e matou 228 pessoas.

A decisão atende a um um pedido da Procuradoria-Geral da República e de familiares das vítimas, e reverte uma decisão de 2019 a favor da companhia aérea franco-holandesa e da fabricante europeia de aeronaves (veja mais abaixo).

Os parentes das vítimas receberam a notícia com emoção.

“É uma grande satisfação ter a sensação de que finalmente fomos ouvidos pela justiça”, afirmou, emocionada, Danièle Lamy, presidente da associação Entraide et Solidarité AF447 (“Ajuda Mútua e Solidariedade”, em tradução livre).

Os advogados da Airbus afirmaram que pretendem apelar ao Tribunal Supremo francês e que a decisão é “injustificável”. O advogado da companhia aérea, François Saint-Pierre, afirmou que “a Air France nega ter cometido uma falha penal que tenha provocado este acidente terrível”.

O acidente

No dia 1º de junho de 2009, um Airbus A330 da Air France, que viajava do Rio de Janeiro para Paris, caiu no Oceano Atlântico.

Todos os passageiros e integrantes da tripulação — 228 pessoas de 34 países — morreram no acidente, o pior da história da companhia aérea francesa.

As caixas-pretas só foram encontradas dois anos depois, a quase 4 mil metros de profundidade.

Segundo a investigação, o congelamento de sensores externos da aeronave — os tubos de pitot — levou ao fornecimento de dados errados de velocidade e foi o elemento que desencadeou o acidente.

A falha desorientou os pilotos durante a travessia noturna do Atlântico e eles perderam o controle do avião em menos de quatro minutos. Veja aqui detalhes do relatório final do acidente e, ao final do texto, um infográfico da tragédia.

Disputa judicial

As duas empresas foram acusadas em 2011 por homicídio culposo pela queda do avião, mas os juízes rejeitaram as acusações em 2019.

Segundo a decisão, o acidente foi provocado por uma “combinação de elementos que nunca antes havia acontecido e que, portanto, também revelaram perigos nunca antes percebidos”.

A Procuradoria-Geral da França recorreu, e é essa a decisão que foi agora revista.

No primeiro julgamento, os magistrados alegaram que as investigações “não levaram à identificação de uma falha defeituosa por parte da Airbus ou da Air France”. Na época, grupos de apoio às vítimas chamaram a decisão de “absurda e corporativista”.

‘Negligência e imprudência’

Ao recorrer, a Procuradoria-Geral francesa ampliou para a Airbus uma acusação contra a Air France de cometer “negligência e imprudência” na formação dos pilotos.

Segundo a denúncia, as empresas não forneceram aos pilotos informações suficientes sobre como reagir em caso de anomalias nos sensores que controlam a velocidade dos aviões. Foram citados outros incidentes do tipo, nos meses anteriores à tragédia, para justificar a acusação.

A Procuradoria-Geral afirma que executivos da Air France “não forneceram a formação e as informações necessárias para as tripulações” e a Airbus “subestimou a gravidade das falhas das sondas de velocidade pitot” e não atuou de maneira suficiente para corrigir esta falha perigosa.

 — Foto: Editoria de Arte/G1

— Foto: Editoria de Arte/G1

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Após ataque hacker em oleoduto, motoristas fazem fila em postos de gasolina nos EUA

Ataque cibernético à empresa Colonial Pipeline, responsável pelo maior oleoduto dos EUA, fez governo da Carolina do Norte declarar estado de emergência por escassez de combustível.

Por Ismar Madeira, TV Globo — Nova York

Com combustível em falta depois de um ataque cibernético à empresa Colonial Pipeline, responsável pelo maior oleoduto dos Estados Unidos, motoristas fizeram fila em vários postos de gasolina na Carolina do Norte e em outros estados do país para abastecer os carros.

O governo da Carolina do Norte declarou estado de emergência diante da escassez de combustível. No estado, um posto em Charlotte limitou a compra a US$ 30 por consumidor, menos que um tanque cheio. “Vai doer um pouco no bolso de todo mundo”, disse um motorista.

No ataque cibernético, os hackers roubaram informações e desconectaram a rede do oleoduto, que ficou interrompida na sexta-feira (7). O serviço ainda está sendo restabelecido.

O oleoduto afetado tem quase 9 mil quilômetros e passa por dez estados. Ele vai do Texas até a Costa Leste americana, onde abastece quase metade de toda a demanda de gasolina, óleo diesel e querosene de avião.

Segundo as investigações do governo americano, a invasão foi realizada por hackers de dentro da Rússia. O presidente Joe Biden afirmou que não há evidências de participação do governo russo, mas o ataque cibernético deixou clara a vulnerabilidade de serviços de infraestrutura de energia do país.

O diretor em exercício do Departamento de Segurança Interna, Brandon Wales, foi ouvido no Senado. Ele alertou para o aumento dos ataques cibernéticos e disse que os Estados Unidos precisam de investimentos para modernizar os sistemas de segurança.

O preço da gasolina chegou a subir cerca de 2% na Carolina do Sul. A empresa responsável pelo oleoduto espera normalizar o abastecimento até o fim desta semana.

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As milhares de pessoas no Reino Unido donas de apartamentos que ‘não valem nada’

Mais de um milhão de proprietários moram em prédios que foram considerados perigosos da noite para o dia e precisarão ser reformados. A grande questão é: quem vai pagar o valor milionário dessas obras?

Por BBC

Natasha Foulkes-Arellano: "Às vezes me sinto triste, às vezes com raiva. Não é bom para sua saúde morar em um prédio perigoso." — Foto: Arquivo pessoal/BBC

Natasha Foulkes-Arellano: “Às vezes me sinto triste, às vezes com raiva. Não é bom para sua saúde morar em um prédio perigoso.” — Foto: Arquivo pessoal/BBC

“Estou nessa situação terrível há dois anos e meio e provavelmente levarei anos até que isso seja resolvido.”

“Eu sou uma prisioneira em meu apartamento perigoso.”

Após anos de economia e muitos sacrifícios financeiros, Natasha Foulkes-Arellano e o namorado conseguiram comprar um apartamento na cidade de Manchester, na Inglaterra.

“Foi um momento de muito orgulho para mim. Sempre quis ter minha própria casa”, disse Natasha, que nasceu no México e trabalha com recursos humanos, à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

No entanto, para Natasha e seu parceiro, bem como para milhares de outras pessoas em situação semelhante, o sonho de sua própria casa se transformou em um pesadelo sem fim.

O prédio de Natasha não está em conformidade com os novos regulamentos de prevenção de incêndio introduzidos no Reino Unido depois da tragédia da Torre Grenfell, ocorrida em Londres em 2017.

O prédio residencial de 24 andares foi consumido por um inferno de chamas na madrugada de 14 de junho daquele ano. No total, 72 pessoas perderam a vida, incluindo 18 menores de idade.

Com os novos regulamentos, centenas de edifícios no Reino Unido foram considerados perigosos praticamente da noite para o dia. Para se adequarem às regras, eles precisariam receber revestimentos exteriores, sistemas de alarme, varandas ou portas corta-fogo.

Os custos podem, em alguns casos, chegar a US$ 100 mil (R$ 523 mil) por apartamento.

A grande questão é: quem vai pagar a quantia exigida para essas reformas?

Revestimentos inflamáveis

O incêndio em Grenfell começou “dentro ou perto” de uma geladeira da cozinha no quarto andar da torre, de acordo com um relatório forense.

A partir dali, o fogo se espalhou.

Os bombeiros aconselharam inicialmente os residentes a permanecerem em seus apartamentos. Depois se descobriu que esse era o pior conselho possível em um prédio como Grenfell, onde as paredes externas eram revestidas com materiais inflamáveis.

Os painéis foram feitos de um composto de alumínio-plástico conhecido como ACM (sigla em inglês para Aluminium Composite Material), que consiste em duas folhas de alumínio com um núcleo de polietileno entre elas.

Mas mesmo os edifícios sem revestimento ACM precisarão ser renovados se contiverem materiais considerados perigosos.

“Meu prédio tem painéis e varandas de madeira e faltam materiais corta-fogo”, contou Natasha.

“Antes de Grenfell, era permitido usar madeira em prédios altos, mas não agora. Quanto ao material corta-fogo, a empresa que construiu o prédio não os instalou. Portanto, todo o prédio terá que ser consertado.”

‘Como se vivêssemos em uma caixa de fósforos’

O engenheiro espanhol de aplicativos para celular Rafael Ruiz Muñoz está em uma situação semelhante à de Natasha.

Depois de economizar por anos, Rafael comprou um apartamento em Manchester em 2018, onde mora com sua namorada Marta.

O engenheiro espanhol Rafael Ruiz Muñoz e sua namorada Marta moram em um apartamento em Manchester que "da noite para o dia" passou a ser considerado perigoso — Foto: Arquivo pessoal/BBC

O engenheiro espanhol Rafael Ruiz Muñoz e sua namorada Marta moram em um apartamento em Manchester que “da noite para o dia” passou a ser considerado perigoso — Foto: Arquivo pessoal/BBC

“Eles nos dizem que nosso revestimento não é regulamentado, mas não nos dizem exatamente quais medidas tomar”, disse ele à BBC Mundo.

“O melhor cenário é escolhermos os reparos mais baratos, que custariam no mínimo quase 12 mil libras (cerca de R$ 87 mil) por apartamento. Mas o problema poderia persistir e teríamos então que escolher a opção mais cara mesmo depois de já ter pago pelo mais barato”.

“A opção mais cara custa quase 42 mil libras (cerca de R$ 307 mil) por apartamento.”

“Não entendo por que em 2006, quando este prédio foi construído, ele era totalmente seguro. E da noite para o dia ‘não é mais’ e agora é como se vivêssemos em uma caixa de fósforos.”

As ‘patrulhas de despertar’

Ritu Saha comprou seu apartamento nos arredores de Londres em 2015 e também precisou arcar com o custo das “patrulhas ou brigadas de despertar”.

“Em novembro de 2017, dois guardas em coletes amarelos apareceram repentinamente em nosso prédio, andando com megafones para acordar os moradores em caso de incêndio.”

Foi apenas o começo do pesadelo, segundo Ritu disse à BBC News Mundo.

Ritu Saha mora fora de Londres. "Foi um choque para todo o prédio. Nos disseram que nossas paredes externas eram tão inflamáveis ​​quanto gasolina." — Foto: Arquivo pessoal/BBC

Ritu Saha mora fora de Londres. “Foi um choque para todo o prédio. Nos disseram que nossas paredes externas eram tão inflamáveis ​​quanto gasolina.” — Foto: Arquivo pessoal/BBC

“Fomos informados de que o revestimento de nosso prédio era feito de um material semelhante à Torre Grenfell e que nossas paredes externas eram tão inflamáveis ​​quanto gasolina.”

“Foi um choque para todo o edifício. Não só os custos de renovação dos painéis chegaram a 70 mil libras (cerca de R$ 512 mil) por apartamento, mas tivemos que pagar milhares de libras para as equipes de despertar.”

Cada proprietário do prédio de Ritu teve que pagar mais de 300 libras por mês (cerca de R$ 2.190) por essas brigadas nos últimos três anos.

“Para reduzir custos, os próprios moradores começaram a formar brigadas no prédio.”

Ritu trabalha em uma universidade. “Eu voltava para casa às 6h30 da tarde e começava meu turno de patrulha das 7h à meia-noite. Outro aposentado fazia isso durante a noite, até as 7h da manhã”.

Além disso, em muitos edifícios, as seguradoras aumentaram o custo da apólice anual entre cinco e vinte vezes, segundo Ritu.

Apartamentos invendáveis

O governo britânico não divulgou o número exato de edifícios que precisam de mudanças.

O Partido Trabalhista, de oposição ao governo do premiê Boris Johnson, estima que esse número chegue a pelo menos 1,3 milhão de apartamentos.

Embora Ritu indique que o valor deve ser consideravelmente maior, já que testes de análise de materiais caros não foram realizados em muitos edifícios.

Proprietários de casas como Ritu, Natasha e Rafael não moram apenas em apartamentos potencialmente perigosos, mas totalmente invendáveis.

Em 2019, a associação que reúne inspetores de construção, o Royal Institute of Chartered Surveyors, criou um novo certificado de segurança de parede externa chamado EWS1.

Os edifícios afetados não poderão obtê-lo até que as reformas sejam concluídas. Sem esse certificado, os bancos que dão empréstimos imobiliários não fornecerão crédito para aquisição desses imóveis. E as propriedades, enquanto estiverem classificadas como inseguras, recebem nota “zero” na avaliação desses bancos.

“Nosso prédio não tem EWS1, que é o documento que todos os credores pedem”, disse Natasha.

“Só teremos o EWS1 depois que o prédio for reformado, então eu diria que a avaliação no caso do meu apartamento é zero.”

‘Permissão até para ter animal de estimação’

A situação dos proprietários afetados pelos novos regulamentos não pode ser compreendida sem esclarecer uma peculiaridade do sistema jurídico em vigor em grande parte do Reino Unido que não existe no Brasil e na maioria dos países.

Natasha, Rafael, Ritu e milhares de pessoas em sua situação são os chamados “leaseholders”. Eles possuem seus apartamentos, mas outro indivíduo ou empresa, denominado “freeholder”, é o proprietário do terreno e da estrutura do edifício.

“Para simplificar, somos como inquilinos, mas para um longo prazo”, explicou Ritu.

“Meu contrato [de lease], por exemplo, é de mais de 100 anos, mas deve ser estendido quando cai para menos de 80 anos, porque fazer isso depois é muito mais caro.”

“Não posso, por exemplo, reformar nada no meu apartamento ou ter um animal de estimação, sem pedir permissão ao freeholder.”

O proprietário do terreno é o responsável pela manutenção do edifício, mas o custo da reparação é posteriormente transferido para os proprietários dos apartamentos.

Se eles não pagarem, o contrato pode ser cancelado.

Quem deve pagar pelas renovações?

“De acordo com a lei, minha propriedade é o espaço interno. O resto pertence aos freeholders. Nós nem somos donos da estrutura. Por que tenho que pagar por algo que não é meu?”, disse Rafael.

“Por outro lado, é pura lógica que você não pode criar uma despesa da noite para o dia de uma quantia tão grande sem ter soluções sobre como pagá-la.”

“Acho que o governo deve se encarregar dos gastos ou parte deles e financiar o resto.”

E as empresas que construíram os edifícios com materiais inflamáveis ​​ou os inspetores que certificaram essas torres como seguras?

As construtoras argumentam que, quando construíram esses edifícios, o uso dos materiais agora proibidos era legal.

E de acordo com Ritu, é altamente improvável que os inspetores que aprovaram os edifícios, que podem ser funcionários privados ou de autoridades locais, sejam responsabilizados.

“Percebemos rapidamente que as leis protegem e favorecem as construtoras e fiscais”, disse Ritu.

“Quando vimos que não havia ninguém a quem recorrer e percebi que havia milhares de pessoas na minha situação, juntei-me a dois outros proprietários e formamos o grupo UK Cladding Action Group em 2019.”

O grupo de Ritu reúne cerca de 8 mil proprietários de apartamentos em todo o Reino Unido.

“Estamos fazendo campanha para que o governo assuma e libere o dinheiro para as reformas. E depois, por meio de uma mudança nas leis, recuperar esse dinheiro das construtoras, dos fiscais e das empresas que fabricam painéis com materiais inflamáveis”, disse.

“Acreditamos que grande parte da responsabilidade é do governo, pois há mais de 20 anos a má regulamentação permitia o uso desses materiais.”

Todos os grupos no Reino Unido estão se reunindo na coalizão “End our cladding scandal”.

Natasha e Rafael pertencem ao grupo de ação Manchester Cladiators.

“Esperamos que o governo pague os custos agora e depois recupere o dinheiro dos culpados, das empresas que construíram os edifícios e das empresas que fiscalizaram os edifícios depois de construídos”, explicou Natasha.

O que o governo diz

Em resposta à campanha dos proprietários e à pressão de alguns legisladores, o governo do primeiro-ministro Boris Johnson anunciou um financiamento total de cerca de 5 bilhões de libras (cerca de R$ 36 bilhões) para pagar as reformas.

Estimativas da imprensa britânica indicam que esse dinheiro cobrirá apenas um terço das obras necessárias.

E o governo também limitou o acesso aos fundos a edifícios com altura mínima de 18 metros (seis andares), que considera de maior risco.

“Essa decisão foi um golpe duro”, disse Ritu.

“A realidade é que existem milhares de edifícios com alturas mais baixas, revestidos com os mesmos materiais inflamáveis ​​e com os mesmos defeitos.”

Para os prédios mais baixos, o governo disse que serão oferecidos empréstimos de prazo muito longo. Mas isso poderia colocar esses proprietários em dívidas por anos, bem como reduzir drástica e continuamente o valor de seus apartamentos.

Ritu e seus vizinhos até agora conseguiram financiamento do governo para remover apenas parte do revestimento do prédio, mas ainda não sabem se receberão dinheiro para a reforma inteira.

Rafael e seus vizinhos não conseguiram até agora obter ajuda do Building Safety Fund, um dos fundos públicos de Johnson.

Natasha e os outros proprietários de seu bloco solicitaram dinheiro do mesmo fundo para pagar reformas que “poderiam custar ao prédio inteiro cerca de 7 milhões de libras (cerca de R$ 51 milhões)”.

“Não sabemos se tivemos sucesso com nossa aplicação. Se não formos bem-sucedidos, esperamos um custo individual de milhares de libras.”

Uma emenda legal que teria impedido os proprietários de edifícios de repassar os custos das reformas aos proprietários de apartamentos foi derrotada em abril deste ano no Parlamento britânico pela maioria do Partido Conservador no poder. A moção foi apoiada pela oposição e até por alguns legisladores conservadores.

Para Giles Grover, porta-voz da coalizão “End our cladding scandal”, “as histórias comoventes de muitos proprietários de casas mostram como a abordagem do governo deixou milhares de pessoas de todos os cantos do mundo em ruínas”.

“O governo colocou os interesses das construtoras, cujas más práticas criaram o problema, antes dos interesses das vítimas inocentes.”

No caso do edifício Grover, os fundos públicos pagarão metade dos reparos, de acordo com a BBC News Mundo. “Mas espera-se que os proprietários paguem a outra metade e gastem cerca de US$ 30 mil (R$ 157 mil) por apartamento.”

O impacto na saúde

O que nenhuma ajuda pode apagar é o tremendo efeito físico e emocional sobre as pessoas afetadas.

“Às vezes me sinto triste, às vezes fico com raiva. Não é bom para sua saúde morar em um prédio perigoso”, disse Natasha.

Rafael teve que abandonar planos que dependiam de refinanciamento ou venda de seu apartamento por enquanto.

O engenheiro espanhol garante que não foi afetado emocionalmente como outros proprietários. “Mas eu me coloquei na pele deles e posso sentir isso, é desumano”, disse ele.

“A única ansiedade ou tortura mental que me acontece é que ninguém assume a responsabilidade por isso.”

O grupo de ação co-fundado por Ritu entrevistou 500 de seus membros, com perguntas sobre sua saúde mental.

“Cerca de 23% dos entrevistados disseram que até pensaram em se machucar ou suicídio. 90% disseram que sua saúde mental havia piorado.”

Ritu descreveu sua situação como “uma sentença de prisão”.

“Quando você compra uma casa, espera que seja o seu santuário, o lugar onde você se sente seguro”, disse ela à BBC News Mundo.

“Mas quando eles dizem que você mora em um lugar tão perigoso que, se não patrulharem 24 horas por dia, você pode morrer dormindo ou ir à falência, mesmo que não tenha feito nada de errado, e você não pode se planejar para o futuro ou ver uma solução porque não há lugar para obter essas enormes somas de dinheiro… Tudo isso gera um grande trauma mental. É um peso que você sente o tempo todo.”

“As pessoas não dão mais conta.”

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Sobe para 55 o nº de mortos na Faixa de Gaza e em Israel

Conselho de Segurança da ONU se reúne de novo nesta quarta para debater o conflito, que já é o mais violento desde 2014. Cresce preocupação internacional de que a situação saia de controle.

Por G1

A guerra de mísseis, foguetes e ataques aéreos entre Israel palestinos entrou em seu terceiro dia nesta quarta-feira (12), e o número de mortos nos confrontos subiu para 55.

O maior conflito na região em anos já deixou 49 vítimas na Faixa de Gaza desde segunda-feira (10), segundo o Ministério da Saúde do enclave palestino, e seis em Israel, dizem autoridades médicas israelenses.

Quase 300 pessoas ficaram feridas em território palestino, incluindo 86 crianças e 39 mulheres. Entre os mortos estão 13 crianças e cinco israelenses, segundo a agência de notícias France Presse.

Entre as vítimas israelenses estão três mulheres e uma criança e dezenas de feridos.

Israel realizou centenas de ataques aéreos em Gaza nesta quarta, e militantes palestinos dispararam vários foguetes contra Tel Aviv, capital e segunda cidade mais populosa de Israel, e em Beersheba, no sul do país.

O enviado de paz da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, disse que as Nações Unidas estão trabalhando com todos os lados para restaurar a calma.

O Conselho de Segurança da ONU se reúne novamente nesta quarta para debater o conflito, que já é o mais violento desde 2014 e aumentou a preocupação internacional de que a situação possa sair de controle.

Prédios atingidos

Aeronaves israelenses atacaram dois prédios na cidade de Gaza na terça-feira (11). Um prédio residencial de 13 andares foi destruído e desmoronou por completo (veja no vídeo abaixo).

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O país também atacou um edifício de nove andares que abriga apartamentos residenciais, empresas de produção médica e uma clínica odontológica, segundo a Associated Press.

A estrutura foi fortemente danificada, e fumaças e destroços chegaram ao escritório da agência de notícias em Gaza, que fica a 200 metros de distância do segundo prédio atingido.

Palestinos acusam Israel de derrubar prédio de 13 andares em Gaza

Fogo cruzado

Israel disse nesta quarta que uma série de bombardeios atingiu alvos importantes do Hamas, “contra casas que pertencem a membros de alto escalão”, e destruiu uma sede da polícia local.

A Jihad Islâmica, segundo maior grupo armado da região, anunciou ter disparado 100 foguetes contra o território israelense, a partir da Faixa de Gaza, “em resposta aos bombardeios de edifícios e civis”.

Israel diz que mil foguetes já foram disparados contra o país desde segunda (10), mas a maioria foi interceptado pelo seu sistema de defesa.

Alguns foguetes chegaram a cair nos arredores de Tel Aviv. O aeroporto internacional Ben Gurion teve todas as suas decolagens suspensas temporariamente para “permitir a defesa do espaço aéreo”.

O aeroporto voltou a operar no final do dia, segundo o jornal israelense “Haaretz”, mas foi novamente fechado durante a madrugada ao se tornar alvo de novos ataques.

‘Guerra em larga escala’

Israel e Hamas se encaminham para uma “guerra em larga escala”, advertiu na terça-feira o enviado da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland.

“Uma guerra em Gaza seria devastadora e as pessoas pagariam o preço”, afirmou Wennesland sobre o pequeno território palestino onde vivem dois milhões de pessoas.

A área já sofre com a pobreza e uma taxa de desemprego de quase 50%, segundo o diplomata.

Diante da escalada de violência, a comunidade internacional fez um apelo por calma, mas os dois lados não dão nenhum sinal de apaziguamento.

‘Apenas o começo’

“Ainda há muitos alvos. Isto é apenas o começo”, advertiu o ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, que era o comandante do exército durante o conflito em Gaza de 2014.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas “será atacado de uma maneira que não espera”. “O Hamas e a Jihad Islâmica pagaram — e pagarão — um alto preço”.

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou que, “se eles querem uma escalada, a resistência está pronta. Se eles quiserem parar, a resistência está pronta”.

Início dos confrontos

A onda de violência começou em Jerusalém Oriental, após confrontos entre palestinos e a policiais israelenses, principalmente na Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, na segunda (10).

A Esplanada das Mesquitas é conhecida como Monte do Templo pelos judeus e como Santuário Nobre pelos muçulmanos. O local é considerado o mais sagrado do Judaísmo e o terceiro mais sagrado do Islã.

O conflito se intensificou no “Dia de Jerusalém”, data do calendário hebraico que celebra a tomada de Jerusalém Oriental e da Cidade Velha por Israel em 1967. O dia é feriado nacional em Israel e, neste ano, coincidiu com o fim do Ramadã, o mês do jejum muçulmano.

Jerusalém Oriental é reivindicada como a futura capital da Palestina. Israel diz que Jerusalém é sua capital e indivisível, mas a grande maioria dos países reconhecem Tel Aviv como a capital do país.

Estratégia desastrosa

A sempre frágil convivência entre judeus e árabes não resistiu à série de más decisões governo Netanyahu durante o mês do Ramadã, escreveu em editorial o jornal israelense “Haaretz”. O jornal destaca três pontos:

A instalação de postos de controle no Portal de Damasco da Cidade Velha em Jerusalém, para impedir a entrada de palestinos; a ameaça de expulsão de palestinos no bairro de Sheikh Jarrah; e a permissão para que radicais judeus realizassem uma marcha provocativa pelo bairro muçulmano no Dia de Jerusalém.

O discurso nacionalista foi fortalecido com o apoio de Netanyahu a extremistas de direita, banidos desde a década de 1980 da política israelense. “Essa estratégia desastrosa agora está explodindo na cara de Israel”, afirmou o “Haaretz”.

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Alunos e professor são mortos em ataque a tiros em escola na Rússia

Mais de 20 pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas em Kazan, sendo que 6 crianças estão na UTI. Um suspeito de 19 anos foi preso e outro, morto pela polícia.

Por G1

Ao menos oito pessoas foram mortas e mais de 20 ficaram em uma escola em Kazan, na Rússia, nesta terça-feira (11). Um agressor de 19 anos foi preso, segundo autoridades russas.

O número de vítimas ainda é incerto.

As agências de notícias Associated Press e Interfax dizem que são oito mortos — sete crianças e um professor. A Reuters fala em sete crianças mortas. Já a agência de notícias estatal russa RIA Novosti afirma que 11 pessoas morreram.

Imagens publicadas nas redes sociais mostram crianças pulando da janelas do prédio de três andares para escapar dos tiros.

Testemunhas dizem ter ouvido uma explosão e depois os tiros. Alguns estudantes conseguiram escapar do prédio durante o ataque, mas outros ficaram presos lá dentro e foram evacuados depois. A escola foi cercada pela polícia.

Tiroteio em escola deixa mortos e feridos na Rússia

Rustam Minnikhanov, governador do Tartaristão, disse que as vítimas são estudantes do oitavo ano. “Perdemos sete crianças, alunos do oitavo ano. Quatro meninos e três meninas”.

Segundo autoridades de saúde da região, 21 pessoas foram hospitalizadas após o ataque, incluindo 18 crianças. Seis estão na UTI.

Imagens publicadas nas redes sociais mostraram um jovem sendo imobilizado no chão por um policial do lado de fora do prédio da escola.

“O terrorista está preso, [tem] 19 anos. Uma arma de fogo está registrada em seu nome”, disse Minnikhanov após visitar a escola. “Outros cúmplices não foram identificados e uma investigação está em andamento”.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou suas condolências às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos.

Devido ao ataque, Putin também ordenou que Victor Zolotov, chefe da Guarda Nacional da Rússia, revise a regulamentação sobre os tipos de armas permitidas para uso civil.

Tartaristão é uma região de maioria muçulmana no centro da Rússia, e sua capital Kazan fica a 725 km a leste de Moscou.

Ataques em escolas

Ataques a tiros em escolas são raros na Rússia. Oito crianças e uma professora ficaram feridas em 2018 após dois homens mascarados atacarem o local com armas brancas.

No mesmo ano, um estudante de faculdade matou 19 antes de se matar na Crimeia, região da Ucrânia que foi anexada à Rússia.

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Jovem baleia perdida no rio Tâmisa é sacrificada

A baleia estava presa na margem do Tâmisa, foi solta, mas começou a subir o rio na direção contrária ao mar e seu estado se deteriorou rapidamente.

Por France Presse

Uma jovem baleia separada de sua mãe e perdida no rio Tâmisa, perto de Londres, no Reino Unido, teve de ser sacrificada, devido a uma deterioração de seu estado, disseram as equipes de resgate nesta terça-feira (11).

Na madrugada de segunda-feira, as equipes de resgate desbloquearam o filhote da baleia-de-minke, que estava encalhado em uma zona de eclusas para controlar o fluxo de água no sudoeste de Londres.

O animal conseguiu escapar, quando estava sendo direcionado para uma parte mais profunda do rio e começou a subir o Tâmisa, em vez de nadar em direção ao mar.

“O estado da baleia se deteriorou nos últimos 45 minutos em que estivemos com ela”, disse a coordenadora nacional de resgate da British Divers Marine Life Rescue (BDMLR), Julia Cable, na segunda-feira à noite.

“Não estava respirando bem e não teria sobrevivido por muito mais tempo”, acrescentou, observando que os veterinários do Zoológico de Londres administraram uma anestesia reforçada no cetáceo, que havia se separado de sua mãe.

O filhote, que media entre três e quatro metros de comprimento, mostrava um “comportamento preocupante” a ponto de “especialistas presentes temerem que ele não estivesse bem de saúde”, disse no domingo uma porta-voz do Royal National Lifeboat Institute (RNLI).

A baleia-de-minke é uma das menores espécies de baleia. Ela costuma alcançar dez metros de comprimento na idade adulta e vive no norte dos oceanos Atlântico e Pacífico. Também foi encontrada em lugares tão distantes quanto o Ártico e o equador.

Em janeiro de 2006, uma grande baleia encalhou no rio Tâmisa, o que gerou enorme interesse. Ela morreu, enquanto era devolvida ao mar.

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População chinesa chega a 1,411 bilhão de habitantes, aponta censo

São 72 milhões de habitantes a mais do que em 2010 (alta de 5,38% em 10 anos). Com o menor crescimento em décadas, em breve o país deve ser superado pela Índia em número de habitantes.

Por G1

A população da China chegou a 1,411 bilhão de habitantes em 2020, anunciou nesta terça-feira (11) o país mais populoso do mundo, ao apresentar os resultados do seu censo, realizado a cada 10 anos.

Em comparação à pesquisa de 2010, a população chinesa cresceu 5,38% (72 milhões de habitantes), segundo o Departamento Nacional de Estatísticas.

A população chinesa teve o menor crescimento em décadas nos últimos 10 anos, e em breve o país deve ser superado pela Índia em número de habitantes.

A China prevê que a curva de crescimento populacional irá atingir o pico em 2027, quando a Índia deverá ultrapassá-la e se tornar o país mais populoso do mundo.

A população chinesa começará então a diminuir, até chegar a 1,32 bilhão de habitantes em 2050, segundo as projeções.

Já a Índia tem 1,38 bilhão de habitantes e sua população cresce a uma média de 1% por ano, segundo estudo divulgado no ano passado pelo governo do país.

Taxa de natalidade em queda

A taxa de natalidade vem caindo no país desde 2017, mesmo com a flexibilização em 2016 da política do filho único, que autorizou o nascimento do segundo filho (e já há pedidos para o fim desse limite).

Demógrafos advertem que a China pode registrar o mesmo fenômeno de Japão e Coreia do Sul, que sofrem com excesso de idosos em comparação ao número de jovens e trabalhadores.

A taxa caiu para 10,48 a cada mil habitantes em 2019, o nível mais baixo desde a fundação da China comunista, em 1949. Foram 14,65 milhões de nascimentos.

A queda da taxa de natalidade tem várias razões: diminuição do número de casamentos, custo de vida e gravidez mais tardia das mulheres, que priorizam a carreira profissional, entre outras.

Influência da Covid-19

Em 2020, ano marcado pelo início da pandemia do novo coronavírus, o número de nascimentos caiu ainda mais, para 12 milhões.

O porta-voz do Departamento Nacional de Estatísticas, Ning Jizhe, reconheceu que a pandemia “aumentou a incerteza da vida cotidiana e a preocupação com o nascimento de um filho”.

O censo chinês foi concluído em dezembro passado, com a ajuda de 7 milhões de voluntários, e o resultado foi divulgado com semanas de atraso.

Seus números são considerados mais confiáveis do que as pesquisas demográficas anuais, baseadas em estimativas.

Censo no Brasil

No Brasil, o Censo também seria realizado em 2020, mas foi adiado devido à pandemia. A pesquisa deveria ocorrer neste ano, mas o governo federal cortou a verba necessária para realizá-la.

Após a decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, determinou em 28 de abril que o governo federal tome as providências para fazer o Censo neste ano.

O ministro atendeu a um pedido do governo do Maranhão, e o Palácio do Planalto não se manifestou sobre a decisão.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realiza o Censo, afirmou que a não realização da pesquisa neste ano vai afetar as ações governamentais no pós-pandemia.

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EUA autorizam vacina da Pfizer e BioNTech contra a Covid-19 para jovens com 12 anos ou mais

Eficácia desse imunizante é de 100% para adolescentes de 12 a 15 anos. Vacinação contra o coronavírus já foi aberta para todos os maiores de 16 anos nos EUA.

Por G1

FDA — agência reguladora de medicamentos nos Estados Unidos — autorizou nesta segunda-feira (10) o uso em caráter emergencial da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 em jovens de 12 a 15 anos.

Que vacina é essa? Pfizer Biontech

O imunizante já estava em uso em maiores de 16 anos nos EUA. O país, inclusive, já está vacinando toda a população acima dessa idade desde abril. O presidente Joe Biden prometeu, na semana passada, chegar a 70% da população adulta imunizada com ao menos uma dose até 4 de julho — feriado de Independência.

Em nota, a FDA reconheceu que crianças e adolescentes geralmente têm formas mais leves da Covid-19 do que adultos, mas apontou: os EUA tiveram cerca de 1,5 milhão de casos de coronavírus em jovens entre 11 e 17 anos entre março de 2020 e abril de 2021.

“Ter uma vacina autorizada para uma população mais jovem é um passo essencial para continuar diminuindo a imensa pressão no sistema público de saúde causado pela pandemia”, disse o médico Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA.

Eficácia de 100% em jovens

Os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram em 31 de março que sua vacina contra a Covid-19 demonstrou eficácia de 100% nos adolescentes com idades entre 12 e 15 anos. No mês seguinte, as empresas entraram com pedido de autorização emergencial do imunizante nos EUA, deferido nesta segunda.

O estudo foi feito com 2.260 adolescentes de 12 a 15 anos nos Estados Unidos. No ensaio, 18 casos de Covid-19 foram observados no grupo placebo contra nenhum no grupo vacinado. Segundo o comunicado, os resultados apontaram forte imunogenicidade em um subconjunto de adolescentes um mês após a aplicação da segunda dose.

Também em março, as farmacêuticas começaram também os testes em crianças de 6 meses a 11 anos de idade. Os estudos de fase 1/2/3 contínuo visam a avaliar ainda mais a segurança, tolerabilidade e imunogenicidade da vacina em três grupos de idade: 5 a 11 anos, 2 a 5 anos e 6 meses a 2 anos.

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