Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

Junta militar de Mianmar estabelece regras mais severas para partidos, mas promete eleições

Nova lei eleitoral determina que sigla devem estar sob tutela de comissão designada pelo Exército e ter mais presença territorial. Militares comandam país desde golpe em 2021 que tirou San Suu Kyi do poder, mas prometem ‘eleições’ justas.

Por g1

A junta militar de Mianmar – grupo que comanda o país desde um golpe militar em 2021 – colocou em vigor nesta sexta-feira (27) uma nova lei eleitoral que torna mais severas as normas para os partidos políticos do país.

As siglas terão até o fim de março para registrar as siglas sob a nova lei, publicada nesta sexta em um jornal estatal. As regras são as seguintes:

  • As organizações políticas existentes ou em processo de criação têm 60 dias para registrar seus nomes na Comissão Eleitoral designada pelo Exército.
  • Cada partido deve prometer que “ao menos 100.000 membros serão mobilizados” nos 90 dias posteriores à homologação do registro;
  • As siglas devem abrir escritórios em pelo menos metade dos distritos do país em um prazo de 180 dias;
  • A organização que não cumprir as normas perderá o status de partido político;
  • A nova lei não explica, no entanto, como as condições serão verificadas.

Os militares prometeram organizar eleições ainda este ano, mas até o momento não divulgaram uma data.

O líder da junta militar, Min Aung Hlaing, garantiu no início do mês que o Exército organizará eleições multipartidárias “livres e justas”, poucos dias após o fim do processo contra Aung San Suu Kyi, condenada a 33 anos de prisão.

A junta militar busca legitimar seu governo desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro de 2021, que derrubou a dirigente civil Aung San Suu Kyi, detida há quase dois anos.

O Exército justificou o golpe alegando fraudes nas eleições de novembro de 2020, vencidas pela Liga Nacional pela Democracia (LND), partido de Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz de 1991.

A acusação do Exército é contestada por observadores internacionais.

O governo dos Estados Unidos chamou as eleições prometidas de farsa, mas o processo é apoiado pela Rússia, aliada e fornecedora de armas para o regime birmanês.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Primeiro-ministro da Hungria diz que país vetará quaisquer sanções contra a Rússia que envolvam energia nuclear

Viktor Orban disse que estas sanções estão ‘fora de questão’.

Por Reuters

Hungria vetará quaisquer sanções da União Europeia contra a Rússia que afetem a energia nuclear, disse o primeiro-ministro Viktor Orban à rádio estatal nesta sexta-feira (27).

Ucrânia pediu aos 27 países da UE que incluam a estatal russa de energia nuclear Rosatom em sanções, mas a Hungria, que tem uma usina nuclear construída na Rússia que planeja expandir com a Rosatom, bloqueou isso.

Orban reiterou em uma entrevista que as sanções à energia nuclear “obviamente devem ser vetadas”.

“Não permitiremos que o plano de incluir a energia nuclear nas sanções seja implementado”, disse o primeiro-ministro húngaro. “Isso está fora de questão.”

A Hungria, membro da UE, criticou repetidamente as sanções da UE à Rússia devido à invasão da vizinha Ucrânia, dizendo que elas não conseguiram enfraquecer a Rússia significativamente, enquanto correm o risco de destruir a economia europeia.

O Ocidente não impôs sanções à Rosatom desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.

A usina nuclear de Paks, na Hungria, tem quatro pequenos reatores construídos na Rússia com uma capacidade combinada de cerca de 2.000 megawatts, que começaram a operar entre 1982 e 1987.

Ela gera cerca de metade de sua energia e a usina obtém seu combustível nuclear da Rússia.

Sob um acordo assinado em 2014 com a Rússia, a Hungria pretende expandir a fábrica de Paks com dois reatores de fabricação russa com capacidade de 1,2 gigawatts cada.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

‘Maior quebra-cabeça 3D do mundo’: o desafio de remontar um navio do século 15

Depois de 20 anos de trabalhosa restauração, os arqueólogos podem agora começar a remontar o convés de um navio do século 15 encontrado às margens de um rio no sul do País de Gales.

Por Peter Shuttleworth, BBC

Com quase 2,5 mil peças, 30 metros de comprimento e pesando 25 toneladas, ele está sendo chamado de “o maior quebra-cabeça 3D do mundo”.

Depois de 20 anos de trabalhosa restauração, os arqueólogos podem agora começar a remontar o convés de um navio do século 15 encontrado às margens de um rio no sul do País de Gales.

Especialistas afirmam que o navio medieval é uma descoberta tão importante quanto a do navio de guerra Mary Rose, encontrado no estreito de Solent, no sul da Inglaterra — e ainda é um século mais antigo.

“O navio tem interesse e significado global”, segundo o historiador e apresentador de TV britânico Dan Snow.

Especialistas vêm trabalhando no projeto de conservação do Navio de Newport desde a descoberta de quase um terço da antiga embarcação, usada para o comércio de vinho, em 2002. Com ele, havia 1 mil artefatos medievais nas margens do rio Usk, perto da cidade galesa de Newport.

Os restauradores conseguiram um feito importante em 19 de janeiro. Todo o madeiramento, preservado por mais de 550 anos, está seco e restaurado, pronto para ser exibido.

A equipe do projeto multimilionário agora planeja o que será a maior tentativa já realizada de remontar um navio arqueológico.

“Temos um navio enorme e desmontado que precisamos remontar e não temos as instruções”, afirma o curador do projeto, Toby Jones. “Haverá muito trabalho de encaixe, verificação, desmontagem e novos encaixes.”

“Existem navios arqueológicos em exibição em todo o mundo, mas nenhum do século 15. É isso que o torna tão especial e significativo. Temos um navio medieval que é totalmente único”, explica Jones.

O navio militar Mary Rose navegava sob a bandeira do rei Henrique 8°, da dinastia Tudor. Hoje, talvez seja o navio mais famoso do século 16 em exibição. Já o navio sueco Vasa é o seu equivalente do século 17.

O navio foi encontrado em 2002, durante a construção de um novo teatro em Newport — Foto: Divulgação

O navio foi encontrado em 2002, durante a construção de um novo teatro em Newport — Foto: Divulgação

Agora, os historiadores afirmam que o Navio de Newport será o único objeto marítimo do século 15 em exibição em todo o mundo.

“O Mary Rose sempre foi o mais importante desde que foi encontrado e levantado em 1982, como lembram muitas pessoas. Agora, o Navio de Newport atingiu o mesmo nível”, afirma o chefe de conservação do Mary Rose, David Pearson.

Para Pearson, “ele pode fornecer muitas informações sobre como era a vida em meados dos anos 1400 e podemos aprender sobre a construção de navios no final da era medieval e com os itens encontrados a bordo”.

Cerca de 8 milhões de libras (cerca de R$ 50 milhões) já foram gastos para preservar e restaurar as vigas, incluindo a secagem da madeira por congelamento no Museu Mary Rose, em Portsmouth, no litoral sul da Inglaterra.

No dia 19 de janeiro, a equipe fez sua última visita ao museu para recolher o último lote de cerca de 100 vigas e levá-las de volta a Newport. Com isso, todas as vigas ficaram novamente sob o mesmo teto, pela primeira vez depois de anos.

Os historiadores agora esperam remontar os destroços e colocá-los em exposição dentro dos próximos cinco anos.

‘É como uma cápsula do tempo’

“O Navio de Newport nos conta muitas coisas que o Mary Rose não consegue”, segundo Dan Snow.

“O Mary Rose foi um navio da era Tudor e parece um dos primeiros navios modernos. Já o Navio de Newport é uma embarcação comercial que operava no início de uma revolução na construção de navios na Europa”, segundo Snow.

“Era uma época em que os que moravam ao longo do litoral do Atlântico — os galeses, pessoas da Bretanha, do norte da Espanha, de Portugal, de Devon e da Cornualha [na Inglaterra] — estavam começando a sair ao mar em navios maiores e mais fortes, que permitiriam que eles, um dia, cruzassem o Atlântico e o Oceano Índico”, prossegue o historiador.

“Por isso, o Navio de Newport simboliza o nascimento dessa era de exploração europeia e chega em um momento muito importante da história marítima — apenas uma geração antes que Cristóvão Colombo atravessasse o Atlântico.”

“É o nascimento de uma era que mudou o mundo de todas as formas imagináveis”, explica Snow. “As pessoas falam em globalização e comércio internacional como se fosse algo recente, mas este navio mostra que, muito antes, no nosso passado medieval, tínhamos fortes ligações com a Europa e estávamos comercializando e bebendo vinhos franceses.”

Para Snow, “o Navio de Newport é um dos destroços mais importantes e interessantes encontrados em águas britânicas em uma geração. É um achado verdadeiramente internacional; a madeira veio do norte da Espanha e o vinho, da França.”

“É como uma cápsula do tempo, um pedaço do século 15 oferecido para nós, aqui no século 21. É algo que terá significado e interesse global. Turistas virão de todo o mundo, pois está muito bem preservado”, conclui ele.

Por que em Newport?

Acredita-se que o navio de tamanho médio, com 30 metros de comprimento e pesando 400 toneladas, estivesse sendo reabastecido após uma viagem da Península Ibérica até a vizinha Bristol, na Inglaterra.

O reabastecimento estava ocorrendo em um cais do rio Usk em 1468 ou 1469, quando o ancoradouro quebrou.

Grande parte das tábuas de carvalho e ferro foi retirada antes que a maré escondesse os restos da embarcação e um terço do navio ficou preservado no seu túmulo de lama, permanecendo intocado por mais de cinco séculos.

Avaliações do impacto econômico preveem que o navio preservado pode atrair até 150 mil visitantes por ano. Com isso, o navio se tornaria uma das atrações turísticas mais populares do País de Gales. Ele representaria, para a economia do sul de Gales, um aumento de 7 milhões de libras (cerca de R$ 44 milhões) por ano.

Os arqueólogos planejam permitir ao público assistir à remontagem dos restos quando for destinada uma construção suficientemente grande para receber o navio.

“Você não pode construir isso e depois movê-lo”, explica Jones. “Você só pode construí-lo na sua posição final, mas, quando estiver pronto, ele ficará estável e com potencial para ficar em exibição permanente.”

O conselho de Newport, que liderou o trabalho de conservação, irá começar em breve um estudo de viabilidade para decidir qual o melhor local para abrigar o navio. Uma loja de departamentos vazia é uma possibilidade.

“Estamos dispostos a encontrar um lar que maximize o acesso a todas as pessoas, pois queremos compartilhar este grande tesouro”, afirma a líder do conselho de Newport, Jane Mudd. “Os possíveis benefícios econômicos também são importantes — mais de 1 mil pessoas comparecem às discussões sobre o Navio de Newport, o que indica que o interesse é enorme.”

Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-64351575

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Passageiros se desesperam após ônibus cair em lago na Turquia

O governador local disse que não houve mortes como resultado do incidente, três passageiros foram hospitalizados sem risco de vida.

Por Reuters

Ônibus cai em lago na Turquia

Um ônibus transportando sete passageiros caiu em um reservatório depois que o motorista perdeu o controle da direção em Malatya, no leste da Turquia, nesta quarta-feira (25). O governador local disse que não houve mortes como resultado do incidente, três passageiros foram hospitalizados sem risco de vida.

O veículo municipal embarcava em uma balsa para atravessar o lago da represa quando ocorreu o acidente.

Imagens de câmeras de segurança de dentro do ônibus mostram os momentos de pânico do motorista e dos passageiros quando a água começa a inundar o veículo após a queda.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Homem mata sacristão com machado dentro de igreja no sul da Espanha

Caso aconteceu em Algeciras, no extremo sul do país. Sacerdote também foi ferido. Promotoria investiga caso como terrorismo.

Por France Presse

Um sacristão morreu e um sacerdote ficou ferido em um ataque com arma branca, nesta quarta-feira (25), em duas igrejas de Algeciras, no sul da Espanha, informaram as autoridades.

“Pouco depois das 19h [15h em Brasília] desta tarde, um homem entrou na igreja de San Isidro de Algeciras, onde, armado com um facão, atacou o sacerdote, o deixando gravemente ferido”, explicou o Ministério do Interior em comunicado.

“Posteriormente, [o agressor] compareceu à igreja de Nossa Senhora de La Palma onde, depois de provocar bastante destruição, atacou o sacristão”, acrescentou.

“O sacristão conseguiu sair da igreja, mas foi alcançado pelo agressor do lado de fora, que lhe provocou ferimentos mortais”, prosseguiu o ministério. “Instantes depois, [o suspeito] foi neutralizado e detido, e se encontra nas dependências da Polícia Nacional”, concluiu.

Segundo uma fonte policial, o agressor usava uma jelaba – peça de roupa tradicional dos árabes da região do Magrebe, no Norte da África – e “gritou algo” no momento do ataque.

As notícias dos meios de comunicação locais, baseadas em relatos de testemunhas oculares, indicam que o agressor estava armado com um facão.

Em um vídeo difundido pelas autoridades, é possível ver o agressor, vestido com calças pretas e uma blusa cinza com capuz branco e preto, com as mãos algemadas atrás das costas caminhando escoltado por dois policiais.

“Estão investigando e analisando os fatos, sem que, por ora, seja possível determinar a natureza do ataque”, prosseguiu o ministério.

Uma porta-voz do serviço de emergência explicou à AFP que começou a receber muitas chamadas depois das 19h30 de pessoas que viram um homem armado com um facão atacar uma pessoa em frente a uma igreja, antes de atacar outra pessoa perto da igreja de La Palma.

Um comunicado da ordem religiosa dos salesianos falou de um terceiro ataque à “capela da Europa” e explicou que o religioso ferido “se encontra estável dentro de um estado de gravidade”.

Investigação por terrorismo

A Audiência Nacional, um tribunal superior responsável por julgar os casos de terrorismo na Espanha, está a cargo das investigações, explicou à AFP o Ministério Público da Espanha.

As reações de responsáveis políticos se sucederam após o atentado.

“Quero transferir minhas mais sinceras condolências aos familiares do sacristão falecido no terrível ataque de Algeciras”, escreveu nas redes sociais o presidente de governo da Espanha, Pedro Sánchez.

“Desejo pronta recuperação aos feridos. Todo o nosso apoio ao trabalho que estão realizando as Forças e os Corpos de Segurança do Estado”, acrescentou.

Estamos “consternados pelos ataques cometidos esta tarde em Algeciras. Meus pêsames à família do sacristão falecido e meus desejos de pronta recuperação aos feridos”, tuitou o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, do Partido Popular (PP).

O presidente do governo regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, descreveu o ataque como “terrível e devastador”.

“Assassinaram um sacristão e feriram, pelo menos, um sacerdote em um ataque que foi produzido em Algeciras”, explicou.

A Igreja Católica da Espanha, através do secretário-geral da Conferência Episcopal, Francisco César García Magán, lamentou os fatos.

“Com dor, recebi a notícia dos acontecimentos em Algeciras. Neste momento de tristeza, de sofrimento, nos juntamos às dores das famílias das vítimas e da diocese gaditana [relativo a Cádis] e pedimos ao Deus da vida e da paz a pronta recuperação dos feridos”, explicou García Magán.

Os últimos atentados jihadistas na Espanha ocorreram em 2017 em Barcelona e no balneário de Cambrils, ambos na Catalunha. Os ataques, reivindicados pelo grupo Estado Islâmico, deixaram 16 mortos e 140 feridos.

Os três sobreviventes da célula terrorista foram condenados a oito, 46 e 53 anos de prisão.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Museu espanhol devolve à Polônia pinturas roubadas pelos nazistas durante Segunda Guerra Mundial

Autoridades polonesas afirmam que 50 mil itens saqueados pelos alemães durante período permanecem desaparecidos.

Por Associated Press

O Museu de Pontevedra, na Espanha, devolveu duas pinturas do século 15 a autoridades da Polônia na quarta-feira (25), depois que foi determinado que as obras haviam sido roupadas pelas forças nazistas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial.

As pinturas “Mater Dolorosa” e “Ecce Homo” foram originalmente atribuídas ao holandês Dieric Bouts (1415 – 1475), mas agora são atribuídas a uma pessoa desconhecida que trabalhava com o pintor.

Os espanhóis disseram que, em 2020, autoridades polonesas informaram que as obras haviam sido saqueadas pelas forças nazistas. Após todas as autorizações oficiais para a transferência serem finalizadas, as obras foram devolvidas.

Os nazistas roubaram as obras da coleção Czartoryski em Gołuchów, no centro da Polônia, quando a cidade foi ocupada pelos militares alemães na Segunda Guerra Mundial. Em 1973, as peças apareceram na capital da Espanha, Madrid, e estavam no Museu de Pontevedra desde 1994, quando foram adquiridas com mais de 300 obras de um colecionador espanhol.

A Polônia viu grande parte de seu patrimônio cultural destruído ou saqueado durante a ocupação de guerra do país pela Alemanha nazista e pela União Soviética. Cerca de 500.000 itens continuam desaparecidos, afirmam as autoridades.

O país tem feito esforços para recuperar o máximo de peças possível. O Ministério da Cultura tem um banco de dados de objetos desaparecidos e vasculha coleções estrangeiras e leilões. Quando localizam uma pintura, livro ou outro objeto polonês saqueado, eles informam as autoridades daquele país.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Morgan Stanley aplica multas de até US$ 1 milhão a funcionários

Multas foram aplicadas a funcionários que utilizaram aplicativos de mensagens para tratar de assuntos oficiais.

Por Reuters

Morgan Stanley aplicou multas financeiras a funcionários que usaram plataformas de mensagens, como WhatsApp e outras semelhante, para negócios oficiais do banco, informou o Financial Times na quinta-feira (26).

As penalidades variaram entre alguns milhares de dólares e mais de US$ 1 milhão por funcionário. Os valores foram determinadas com base em fatores como o número de mensagens enviadas, antiguidade e se (os funcionários) já haviam recebido advertências, entre outros, informou o jornal citando pessoas de dentro sobre o caso.

O Morgan Stanley não respondeu a um pedido de comentário da Reuters.

As multas ocorrem depois que o banco concordou em pagar US$ 200 milhões à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) em 2021 para resolver investigações sobre comunicações de funcionários em plataformas de mensagens que não foram aprovadas pela empresa.

A SEC e o órgão auto-regulador de Wall Street – Financial Industry Regulatory Authority – exigem que os corretores mantenham registros de todas as comunicações relacionadas a negócios e a comissão está investigando se os credores estão acompanhando as comunicações digitais dos funcionários.

Em 2020, o Morgan Stanley havia demitido dois altos executivos devido ao uso não autorizado do WhatsApp para discutir assuntos trabalhistas.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Como Japão mudou de ‘terra do futuro’ para ‘preso ao passado’

A chamada década perdida já se estendeu para três. O que deu errado, questiona Rupert Wingfield-Hayes, correspondente da BBC em Tóquio.

Por Rupert Wingfield-Hayes, BBC

No Japão, as casas são como carros.

Assim que você se muda, a sua nova casa começa a valer menos do que você pagou. E, quando você termina de pagar seu financiamento, depois de 40 anos, ela não vale quase nada.

Fiquei perplexo ao saber disso, quando me mudei para cá como correspondente da BBC, 10 anos atrás. E, agora que me preparo para sair, a situação ainda é a mesma.

Japão é a terceira maior economia do mundo. É um país próspero e pacífico, com a maior expectativa de vida do mundo, a menor taxa de assassinatos, poucos conflitos políticos, um passaporte poderoso e o extraordinário Shinkansen — a melhor rede ferroviária de alta velocidade do mundo.

A Europa e a América do Norte já tiveram medo, um dia, do poderio econômico japonês, da mesma forma que temem hoje a crescente economia da China. Mas o Japão que o mundo esperava nunca chegou.

No final dos anos 1980, os japoneses eram mais ricos do que os americanos. Hoje, ele ganham menos que os britânicos.

Japão vem lutando há décadas com uma economia morosa, contida por uma profunda resistência a mudanças e uma teimosa ligação ao seu passado. E, agora, sua população está envelhecendo e diminuindo.

Japão ficou estagnado.

O futuro estava aqui

Quando cheguei ao Japão pela primeira vez, em 1993, o que me impressionou não foram as lâmpadas de neon dos distritos de Ginza e Shinjuku, nem a moda selvagem “Ganguro” das meninas de Harajuku.

O que me chamou a atenção foi como o Japão parecia muito mais rico do que qualquer outro lugar onde estive na Ásia — e como sua capital, Tóquio, é primorosamente limpa e organizada, em comparação com qualquer outra cidade asiática.

Hong Kong era um ataque aos sentidos, cheia de odores e ruídos — uma cidade de extremos, variando desde as extravagantes mansões de Victoria Peak até as lojas “sombrias e satânicas”, que exploram seus funcionários no norte de Kowloon.

Em Taipei (capital de Taiwan), onde estudei chinês, as ruas ficavam lotadas ao som das motocicletas de dois tempos que lançavam uma fumaça azeda que envolvia a cidade. O cobertor de neblina era tão espesso que, muitas vezes, mal se conseguia olhar a dois quarteirões de distância.

Enquanto Hong Kong e Taiwan eram os adolescentes da Ásia, o Japão já era adulto. Sim, Tóquio era uma selva de pedra, mas belissimamente maquiada.

Em frente ao Palácio Imperial de Tóquio, o horizonte era dominado pelas torres de vidro das imensas corporações do país — Mitsubishi, Mitsui, Hitachi e Sony.

De Nova York, nos Estados Unidos, até Sydney, na Austrália, pais ambiciosos imploravam aos seus filhos para que aprendessem japonês. Eu ficava imaginando se teria cometido um erro apostando no mandarim.

Japão se reergueu da destruição da Segunda Guerra Mundial e conquistou a indústria global. O dinheiro voltou para o país, trazendo um boom imobiliário que fazia com que as pessoas comprassem qualquer propriedade que estivesse disponível — até terrenos florestais.

Em meados dos anos 1980, a piada era que o terreno do Palácio Imperial de Tóquio valia o mesmo que todo o Estado americano da Califórnia. Os japoneses chamam essa época de Baburu Jidai — a era da bolha.

Mas, em 1991, a bolha estourou. A bolsa de valores de Tóquio entrou em colapso. Os preços dos imóveis despencaram e não se recuperaram até hoje.

Um amigo estava recentemente negociando a compra de vários hectares de floresta. O proprietário queria US$ 20 (cerca de R$ 104) por metro quadrado.

“Eu disse a ele que a terra florestal só vale US$ 2 (cerca de R$ 10,40) por metro quadrado”, disse o meu amigo. “Mas ele insistiu que precisava de US$ 20 por metro quadrado, porque foi o que ele pagou nos anos 1970.”

Quando pensamos nos elegantes trens-bala do Japão ou na maravilhosa fabricação em linha de montagem da Toyota, podemos facilmente pensar que o Japão é o modelo da eficiência. Mas não é. A burocracia pode ser assustadora e enormes montantes de dinheiro público são gastos em atividades de utilidade duvidosa.

Em 2022, descobri a história por trás das deslumbrantes tampas de bueiro em uma pequena cidade nos Alpes Japoneses.

Em 1924, foram encontrados, em um lago próximo, os ossos fossilizados de uma antiga espécie de elefante, que se tornou símbolo da cidade. Até que, alguns anos atrás, alguém decidiu substituir todas as tampas de bueiro por tampas novas com a imagem do famoso elefante.

Isso vem sendo feito em todo o Japão. Existe agora uma Sociedade Japonesa das Tampas de Bueiro, que afirma que existem 6 mil desenhos de tampas diferentes no país.

Entendo que as pessoas adorem essas tampas. Elas são verdadeiras obras de arte. Mas cada uma delas custa até US$ 900 (cerca de R$ 4,7 mil).

Esta é uma indicação dos motivos que levaram o Japão a ter a maior dívida pública do mundo. E essa conta astronômica é agravada por uma população envelhecida que não consegue se aposentar devido à pressão sobre as pensões e a assistência médica.

Quando renovei minha carteira de motorista japonesa, os funcionários — extremamente educados — me encaminharam do teste de visão para a cabine de fotografia e o pagamento da taxa. Em seguida, eles me pediram para comparecer à “sala de palestras 28”. Estas palestras sobre “segurança” são obrigatórias para qualquer pessoa que tenha cometido uma infração de trânsito nos últimos cinco anos.

Dentro da sala, encontrei um grupo de almas com aparência desconsolada, esperando que nossa punição começasse. Um homem elegantemente trajado entrou e disse que nossa “palestra” começaria em 10 minutos e iria durar duas horas!

Você não precisa nem mesmo entender a palestra. Eu me perdi na maior parte dela.

Enquanto ela se arrastava pela segunda hora, diversos dos meus colegas adormeceram. O homem ao meu lado fez um desenho muito bom da Torre de Tóquio. E fiquei ali, ressentido e entediado, com o relógio na parede zombando da minha situação.

“Qual é o propósito daquilo?”, perguntei à minha colega japonesa quando voltei ao escritório. “É uma punição, certo?”

“Não”, respondeu ela, rindo. “É um esquema de criação de empregos para guardas de trânsito aposentados.”

O fator externo

Quando você vive aqui por mais tempo, até as frustrações se tornam algo familiar e mesmo curioso. Você começa a apreciar os hábitos peculiares — como os quatro funcionários do posto de gasolina que limpam todas as janelas do seu carro enquanto enchem o tanque e fazem uma reverência sincronizada quando você sai.

Japão ainda parece muito o Japão e não uma cópia dos Estados Unidos. É por isso que o mundo é tão fascinado por tudo o que é japonês, da neve em pó até a moda.

Tóquio abriga restaurantes excepcionais. O Studio Ghibli produz — perdão, Disney! — as animações mais encantadoras do mundo. E é claro que o J-Pop é horrível, mas o Japão, sem dúvida, é uma superpotência do soft power.

Os geeks e pessoas excêntricas adoram o país e sua maravilhosa esquisitice. Mas o Japão também tem seus admiradores na extrema-direita, por rejeitar a imigração e manter o patriarcado.

O país, muitas vezes, é descrito como uma nação que conseguiu se modernizar sem abandonar o passado. E há alguma verdade nisso, mas eu afirmaria que o moderno é mais uma fachada.

Quando veio a pandemia, o Japão fechou as fronteiras. Até os estrangeiros que eram moradores permanentes foram proibidos de voltar para o país.

Eu questionei o ministério do Exterior para saber por que os estrangeiros que passaram décadas no Japão, que tinham casas e empresas aqui, eram tratados como turistas. A resposta foi curta e direta: “todos eles são estrangeiros”.

Japão foi forçado a abrir suas portas 150 anos atrás. E, até hoje, o país é cético e até temeroso sobre o mundo exterior.

Eu me lembro de estar sentado no salão de comunitário de uma aldeia na península de Boso, no outro lado da baía de Tóquio. Fui até lá porque o local estava na relação de 900 aldeias ameaçadas no Japão.

Os anciãos reunidos no salão estavam preocupados. Desde os anos 1970, eles vinham vendo os jovens saírem para trabalhar nas cidades grandes. Dos 60 habitantes que sobraram, havia apenas um adolescente e nenhuma criança.

“Quem vai cuidar dos nossos túmulos quando morrermos?”, lamentava um senhor idoso. Tomar conta dos espíritos é um trabalho sério no Japão.

Mas eu nasci no sudeste da Inglaterra e a morte daquela aldeia, para mim, parecia um absurdo. Ela era rodeada de campos de arroz e montanhas cobertas por densas florestas — cenas dignas de cartões-postais. E Tóquio estava a menos de duas horas de carro de distância.

“É um lugar tão bonito”, eu disse a eles. “Com certeza, muitas pessoas adorariam morar aqui. Como vocês se sentiriam se eu trouxesse minha família para morar aqui?”

O ar no salão ficou pesado. Os homens se entreolharam, embaraçados e em silêncio. Até que um deles pigarreou e disse, com um olhar preocupado no rosto: “bem, vocês precisariam aprender nosso modo de vida. Não seria fácil.”

A aldeia estava a caminho da extinção, mas a ideia de que ela pudesse ser invadida por “gente de fora” parecia ainda pior.

Um terço da população japonesa tem mais de 60 anos de idade. Por isso, o Japão abriga a segunda população mais idosa do mundo, perdendo apenas para o minúsculo principado de Mônaco. O país vem registrando cada vez menos nascimentos e pode perder um quinto da sua população atual até 2050.

Mesmo assim, a hostilidade à imigração não desapareceu. Apenas cerca de 3% dos moradores do Japão nasceram no exterior, em comparação com 15% no Reino Unido. Na Europa e na América do Norte, os movimentos de extrema-direita apontam para o país como um exemplo claro de pureza racial e harmonia social.

Mas o Japão não é tão etnicamente puro como os seus admiradores podem acreditar. Existem os ainus da ilha de Hokkaido, os nativos de Okinawa no sul, meio milhão de coreanos e perto de um milhão de chineses. E existem os filhos de casais japoneses em que um dos pais é estrangeiro, incluindo meus três filhos.

Essas crianças filhas de duas culturas são conhecidas como “hafu” — “metades”, um termo pejorativo que, aqui, é de uso normal. Elas incluem celebridades e ídolos do esporte, como a estrela do tênis Naomi Osaka.

A cultura popular os idolatra como “mais belos e talentosos”. Mas uma coisa é ser idolatrado e outra, bem diferente, é ser aceito.

Se você quiser saber o que acontece em um país que rejeita a imigração como solução para a queda da fertilidade, o Japão é um bom lugar para começar. Aqui, os salários reais não aumentam há 30 anos. A renda na Coreia do Sul e em Taiwan alcançou e até superou a do Japão.

Mas as mudanças ainda parecem distantes — em parte, devido à rígida hierarquia que determina quem mantém as cadeias de poder.

Os antigos ainda governam

“Veja, existe algo que você precisa entender sobre como funciona o Japão“, disse-me certa uma vez um eminente acadêmico do país.

“Em 1868, os samurais entregaram suas espadas, cortaram seus cabelos, passaram a usar roupas ocidentais, marcharam para os ministérios em Kasumigaseki [o distrito do governo, no centro de Tóquio] e estão por lá até hoje”, contou ele.

Em 1868, temendo a repetição do destino chinês nas mãos dos imperialistas ocidentais, os reformadores derrubaram a ditadura militar do xogunato Tokugawa e colocaram o Japão no caminho da industrialização a todo vapor.

Mas a restauração da era Meiji, como se sabe, não foi como a queda da Bastilha. Foi um golpe de Estado da elite. E, mesmo após uma segunda convulsão em 1945, as “grandes” famílias japonesas mantiveram seu poder.

Essa classe governante, predominantemente masculina, é definida pelo nacionalismo e pela convicção de que o Japão é especial. Eles não acreditam que o Japão tenha sido o agressor na guerra, mas sim sua vítima.

Para citar um exemplo, o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em julho de 2022, era filho de um ministro do Exterior e neto de outro primeiro-ministro, Nobusuke Kishi.

Kishi era membro do gabinete na época da Segunda Guerra Mundial e foi preso pelos americanos como suspeito de crimes de guerra. Mas ele escapou da forca e, em meados dos anos 1950, ajudou a fundar o Partido Liberal Democrata (PLD), que governa o Japão até hoje.

Algumas pessoas brincam que o Japão é um Estado de um partido só, o que não é o caso. Mas é razoável perguntar por que o Japão continua a reeleger um partido regido por uma elite poderosa, que deseja descartar o pacifismo imposto pelos Estados Unidos, mas não conseguiu melhorar as condições de vida em 30 anos.

Em uma recente eleição, viajei de carro por um vale estreito cortado nas montanhas a duas horas a oeste de Tóquio. Era uma região rural, dominada pelo PLD. A economia local depende da fabricação de cimento e da energia hidrelétrica.

Em uma cidade pequena, encontrei um casal de idosos caminhando para o posto de votação.

“Vou votar no PLD”, disse o marido. “Nós confiamos neles, eles irão cuidar de nós.” E sua esposa disse “concordo com meu marido”.

O casal apontou para o vale, onde havia um túnel e uma ponte recém-construídos. Eles esperam que a obra traga mais turistas de Tóquio para passar o fim de semana no local.

Costuma-se dizer que as bases de apoio do PLD são feitas de concreto. Esta forma de política clientelista é uma razão por que, em grande parte do litoral do Japão, existem tantos blocos de concreto protegendo os rios. É porque eles são essenciais para fortalecer essas bases de concreto.

Os redutos rurais são agora fundamentais devido à demografia do Japão. Eles deveriam ter se reduzido, à medida que milhões de jovens se mudavam para as cidades grandes em busca de trabalho, mas não foi o que aconteceu.

Para o PLD, isso é bom porque significa que os votos rurais dos idosos contam mais. Quando essa geração mais idosa passar, as mudanças serão inevitáveis. Mas não tenho certeza se isso significa que o Japão irá ficar mais aberto ou liberal.

Os jovens japoneses estão menos dispostos a se casar ou ter filhos. Mas eles também têm menos inclinação a aprender idiomas estrangeiros ou estudar no exterior do que seus pais ou avós. As mulheres ocupam apenas 13% dos cargos de gerência no Japão — e elas representam menos de 10% do total de parlamentares.

Quando entrevistei a primeira mulher governadora de Tóquio, Yuriko Koike, perguntei a ela como o seu governo planejava combater a discrepância de gênero.

“Tenho duas filhas que logo irão se formar na universidade”, eu disse a ela. “Elas são cidadãs japonesas bilíngues. O que a sra. diria a elas para incentivá-las a ficar e fazer suas carreiras aqui?”

“Eu diria a elas que, se eu posso ter sucesso aqui, elas também podem”, respondeu Koike. Eu pensei “é só isso que você tem a oferecer?”

E quanto ao futuro?

Vou sentir saudades do Japão, apesar de tudo. O país me inspira enorme afeição, ao lado dos — não muito raros — ataques de irritação.

Em um dos meus últimos dias em Tóquio, fui com um grupo de amigos a um mercado de rua de fim de ano. Em uma das bancas, revirei as caixas de belas ferramentas antigas de madeira. A pouca distância, um grupo de mulheres jovens vestidas com belos quimonos de seda estava conversando.

Ao meio-dia, nós entramos em um minúsculo restaurante para comer um “prato feito” de cavalinha grelhada, sashimi e sopa de missô. A comida, o ambiente acolhedor, o simpático casal de idosos nos servindo — tudo era tão familiar, tão confortável.

Depois de uma década morando aqui, eu me acostumei à forma como é o Japão e aceitei o fato de que o país não irá mudar tão cedo.

Sim, eu me preocupo com o futuro. E o futuro do Japão trará lições para todos nós. Na era da inteligência artificial, menos trabalhadores podem significar inovação. Os agricultores idosos podem ser substituídos por robôs inteligentes. Grande parte do país pode voltar a ser selvagem.

Irá o Japão gradualmente cair para a irrelevância ou conseguirá reinventar-se?

Minha cabeça diz que, para progredir novamente, o país precisa abraçar as mudanças. Mas meu coração dói com a perspectiva de perder tudo aquilo que faz o Japão tão especial.

Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64388192

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Avião congolês escapa por pouco de míssil de Ruanda

Autoridades ruandesas disseram que caça havia invadido espaço aéreo do país, o que foi negado pela República Democrática do Congo.

Por Reuters

Avião congolês escapa por pouco de míssil de Ruanda

As forças de Ruanda dispararam na terça-feira (24) contra um caça a jato da República Democrática do Congo (RDC). O momento em que o míssil quase atingiu a aeronave foi registrado e compartilhado por testemunhas na cidade fronteiriça de Goma, na RDC.

“Quando esta bomba explodiu seus destroços caíram em vários lugares. Eu vi os que caíram no terreno da Ceni (comissão eleitoral do Congo) e quem passava viu alguns dos destroços e pegou”, afirmou Habamungu Prince, que viu o incidente.

As autoridades ruandesas disseram que o caça havia invadido o espaço aéreo do país, o que foi negado pela RDC. O governo congolês afirmou que a atitude de Ruanda foi um ato de guerra.

“É por aqui que os aviões sempre passam. Não acho que [o caça] tenha cruzado o espaço aéreo de Ruanda. Tenho certeza de que ainda estava no nosso espaço aéreo porque passou por lá, onde todos os nossos aviões passam todos os dias”, comentou Prince.

RDC, especialistas das Nações Unidas e potências ocidentais acusam Ruanda de apoiar os radicais do grupo M23 que tomou várias cidades e aldeias no leste do Congo após combates em 2022. Os ruandeses negaram qualquer envolvimento.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Tanques da Alemanha podem fazer a Ucrânia sair da defensiva e ir para a ofensiva, dizem especialistas

Moderno e mais efetivo, tanques Leopard 2 podem ser considerados diferenciais para Kiev reconquistar territórios hoje dominados pela Rússia.

Por Jamey Keaten And Frank Jordans, Associated Press

Alemanha autoriza envio de tanques à Ucrânia

Alemanha aprovou nesta quarta-feira (25) o envio de tanques de guerra do modelo Leopard 2 para a Ucrânia.

A data para a chegada da remessa de armas ainda não foi divulgada, mas é esperado que o veículo blindado possa ser um diferencial para o sucesso de Kiev na reconquista de territórios dominados pela Rússia.

  • Considerado “o principal tanque de batalha do mundo”, o Leopard 2 pesa 55 toneladas e atinge 68 km/h;
  • Apesar de moderno ele precisa de treinamento para usar, o que pode prejudicar os ucranianos a curto prazo;
  • Modelos Leopard 2 devem substituir tanques da época soviética na Ucrânia;
  • Ucrânia pede 300 tanques. Alemanha ainda não definiu quantidade de veículos que enviará.

O que é o Leopard 2?

O alemão Krauss-Maffei Wegmann, fabricante do Leopard 2, o apresenta como “o principal tanque de batalha do mundo” que por quase meio século combinou aspectos de poder de fogo, proteção, velocidade e manobrabilidade, tornando-o adaptável a muitos tipos de combate e situações.

O tanque de 55 toneladas tem uma tripulação de quatro pessoas e um alcance de cerca de 500 quilômetros e velocidades máximas de cerca de 68 km/h. A versão mais antiga entrou em serviço pela primeira vez em 1979 e agora são quatro variantes principais. Sua arma principal é um canhão de cano liso de 120 mm e possui um sistema de controle de tiro totalmente digital.

Quais seriam as dificuldades para utilizar esses tanques?

Colocar os leopardos nas mãos dos ucranianos não é tão fácil quanto rolá-los através da fronteira de amigos mais a oeste da Europa. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos estima que seriam necessárias de três a seis semanas de treinamento para que as equipes operacionais e o pessoal de apoio atingissem a proficiência básica.

Ralf Raths, diretor do Panzer Museum em Munster, na Alemanha, disse que tripulações de tanques ucranianos experientes provavelmente aprenderiam a usar o Leopard 2 rapidamente. O treinamento poderia ser encurtado para se concentrar no conhecimento essencial.

“É preciso mesmo explorar 100% do potencial ou basta utilizar 80% na metade do tempo? Os ucranianos certamente votarão na opção B”, disse.

O que isso vai mudar na guerra?

Yohann Michel, analista de pesquisa para assuntos militares e de defesa no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, disse que esses tanques podem permitir que a Ucrânia parta para a ofensiva no conflito de 11 meses que está parado há meses após duas contra-ofensivas ucranianas importantes que recapturaram áreas ocupadas por forças russas por meses no nordeste e no sul.

“Neste tipo de conflito, simplesmente não é possível realizar ofensivas em larga escala sem toda a variedade de equipamentos blindados de combate e veículos blindados, e os tanques fazem parte disso”, disse ele. Além dos tanques principais de batalha, ou MBTs, como o Leopard 2, outros incluem veículos de combate de infantaria e veículos blindados.

As entregas ocidentais de Leopard 2 podem ajudar a equipar a Ucrânia com munições de alto calibre necessárias para substituir seus próprios estoques da era soviética, abrindo um novo caminho para o fornecimento de poder de fogo ocidental para chegar à Ucrânia, disse.

Raths observou que o Leopard 2 e tanques ocidentais semelhantes são mais ágeis do que os “modelos T” usados pela Rússia, que não podem reverter em velocidade, por exemplo.

“Imagine um boxeador que não pode se mover livremente no ringue, mas apenas em uma direção”, disse ele. “O outro boxeador, que pode se mover em todas as direções, tem uma grande vantagem e é o caso dos Leopardos.”

Niklas Masuhr, pesquisador do Centro de Estudos de Segurança da universidade politécnica federal da Suíça ETHZ, com sede em Zurique, alertou que a adição de Leopards ao campo de batalha por si só não seria “uma virada de jogo ou uma tecnologia vencedora de guerra, nada disso .”

“Você não pode simplesmente implantar um monte de tanques de batalha principais e presumir que eles vencerão”, disse ele. “Eles são muito valiosos, mas você ainda precisa usá-los da maneira correta e integrá-los a todas as outras ferramentas militares que você tem à sua disposição”, como infantaria, artilharia, defesa aérea, engenheiros de combate e helicópteros.

Quantos deles podem ser enviados para a Ucrânia?

Um grande apelo dos tanques de fabricação alemã é seu grande número: mais de 2.000 foram implantados em mais de uma dúzia de países europeus e no Canadá. No geral, Krauss-Maffei Wegmann diz que mais de 3.500 unidades foram fornecidas para 19 países.

A Rheinmetall AG, uma empreiteira de defesa alemã que fabrica o canhão de cano liso de 120 mm no Leopard 2, diz que o tanque foi implantado por “mais nações do que qualquer outra”.

Para a guerra da Ucrânia contra a Rússia, “acredita-se que, para os tanques Leopard 2 terem algum efeito significativo nos combates, seriam necessários cerca de 100 tanques”, escreveram os analistas do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

O ministro da Defesa da Ucrânia quer 300 tanques, e alguns líderes da União Européia o apoiam nisso.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.