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EUA negam vistos a cubanos governistas para Cúpula dos Povos

Informação é do jornal oficial de Cuba, o ‘Granma’. Governo dos EUA sinaliza que não convidará Venezuela, Cuba e Nicarágua para Cúpula das Américas.

Por France Presse

Os Estados Unidos negaram vistos para 23 cubanos simpatizantes do governo da ilha que participariam, em junho, da Cúpula dos Povos, um evento paralelo à Cúpula das Américas, informou nesta quarta-feira (18) o jornal oficial “Granma”.

O jornal citou como fonte os organizadores do evento. A publicação afirma que entre essas 23 pessoas estão a médica Tania Crombet Ramos, que trabalhou no desenvolvimento de vacinas; Reineris Salas Pérez, lutador olímpico que ganhou a medalha de bronze em Tóquio, Jorge González Núñez, líder estudantil cristão, jornalistas, artistas, sindicalistas e líderes comunitários.

Uma declaração dos organizadores da reunião, reproduzida no “Granma”, afirma que “a negativa de seus vistos é uma afronta aos mesmos valores democráticos que o governo americano e sua ‘Cúpula das Américas’ pretendem defender”.

Cúpula das Américas: encontro debate crise na Venezuela e tensão na Nicarágua

Cuba, Venezuela e Nicarágua

Funcionários do governo americanos disseram que os convites para a Cúpula das Américas ainda não foram enviados. Eles também sugeriram que Cuba, Venezuela e Nicarágua não serão convidados por não cumprirem com os padrões democráticos.

Essa posição provocou protestos e os governos da Comunidade do Caribe, do México, da Bolívia e da Guatemala anunciaram que não compareceriam ao evento se a exclusão fosse mantida.

Ao encerrar uma sessão parlamentar na segunda-feira, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse que “quem assume o compromisso de acolher uma reunião hemisférica deve ter a capacidade e a coragem de ouvir a todos”.

Cuba de duas edições da Cúpula das Américas, de um total de oito.

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Escritório do Google na Rússia entra com pedido de falência

A companhia teve contas bancárias confiscadas pelo governo russo, impedindo o funcionamento da subsidiária da gigante das buscas no país.

Por Reuters

Google afirmou nesta quarta-feira (18) que sua subsidiária na Rússia entrou com um pedido de falência, de acordo com informações da agência Reuters.

O pedido de falência foi confirmado por uma mensagem publicada no registro oficial da Rússia, Fedresurs, nesta quarta. A subsidiária está “apresentando uma notificação da intenção de se declarar insolvente (falida)”, dizia a nota.

A subsidiária russa do Google declarou-se insolvente depois que a companhia teve contas bancárias confiscadas pelo governo, impedindo o funcionamento da empresa no país, afirmou um porta-voz da empresa.

“O confisco pelas autoridades russas da conta bancária do Google Rússia tornou insustentável o funcionamento de nosso escritório na Rússia, incluindo empregar e pagar funcionários da Rússia, pagar fornecedores e vendedores e cumprir outras obrigações financeiras”, disse um porta-voz do Google.

Google não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

As autoridades da Rússia disseram na terça-feira (17) que não planejavam bloquear o YouTube, apesar de repetidas ameaças e multas, reconhecendo que tal medida provavelmente prejudicaria os usuários russos e, portanto, deveria ser evitada.

O presidente-executivo da Rostelecom, Mikhail Oseevskiy, disse na quarta-feira que o Google estava operando normalmente no país, incluindo todos os seus servidores, informou a agência de notícias TASS.

Não está claro se as multas impostas ao Google, que incluem uma indenização de US$ 113 milhões aplicada em dezembro por falha repetida em deletar conteúdo ilegal, seriam as culpadas pela declaração de insolvência.

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Rússia fecha escritório em Moscou da emissora canadense CBC

A medida é uma resposta à proibição da TV estatal russa Russia Today (RT) pelo governo do Canadá.

Por Reuters

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou nesta quarta-feira (18) que fechou a sucursal em Moscou da emissora canadense CBC e vai retirar vistos e credenciamento de jornalistas da emissora pública depois que o governo do Canadá proibiu a emissora de TV estatal russa Russia Today (RT).

“Com pesar, continuamos a observar ataques abertos à mídia russa dos países do chamado Ocidente coletivo que se dizem civilizados”, disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, a repórteres.

“Foi tomada a decisão de medidas de retaliação, ressalto retaliação, em relação às ações do Canadá: o fechamento do escritório de Moscou da Canadian Broadcasting Corporation, incluindo a anulação dos credenciamentos e vistos de seus jornalistas.”

Zakharova disse que o Canadá escolheu o que ela classificou como um caminho “russofóbico”, incluindo a censura da mídia. Em março, o Canadá removeu os canais estatais russos RT e RT France, a versão francesa do RT.

Em um comunicado, a CBC e sua unidade de língua francesa Radio Canada disseram que operavam um escritório em Moscou há 44 anos e estavam “profundamente decepcionadas” com a decisão.

“Até onde sabemos, esta é a primeira vez na história da CBC/Radio-Canadá que um governo estrangeiro forçou o fechamento de uma de nossas redações”, disse Chuck Thompson, chefe de relações públicas da CBC. “Este parece ser mais um passo da Rússia para sufocar uma imprensa livre e independente dentro de suas fronteiras.”

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Tiroteio em escola na Alemanha deixa um ferido

Caso aconteceu na cidade de Bremerhaven, no norte do país. Uma pessoa foi detida, mas polícia ainda não divulgou informações sobre o suspeito.

Por g1

Um tiroteio no norte da Alemanha deixou ao menos um ferido na manhã desta quinta-feira (19), afirmou a polícia local.

O caso aconteceu na cidade de Bremerhaven, na região norte do país.

Uma pessoa suspeita de ser o autor dos disparos foi detida.

Segundo o jornal alemão “Bild”, o tiroteio aconteceu no colégio Lloyd Gymnasium. A publicação afirma ainda que outra pessoa está em fuga.

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Suécia e Finlândia entregam pedidos de adesão à Otan

Autoridades dos dois países nórdicos participaram de cerimônia na sede da aliança, em Bruxelas, na Bélgica, nesta quarta-feira (18).

Por g1

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte ( Otan), Jens Stoltenberg, informou nesta quarta-feira (18) que a Finlândia e a Suécia pediram oficialmente para ingressar na aliança, medida impulsionada por preocupações de segurança após a guerra da Rússia na Ucrânia.

Autoridades dos dois países nórdicos participaram de uma cerimônia na sede da Otan, em Bruxelas, na Bélgica, nesta quarta.

Turquia, um dos membros da Otan, ameaça bloquear a entrada dos dois países na organização.

No Parlamento da Finlândia, a maioria (95%) dos deputados aprovou a tentativa de aderir à Otan. Agora, está tudo pronto para a entrega simultânea dos pedidos de adesão de ambos os países na sede da Aliança Atlântica, em Bruxelas.

O anúncio do pedido de ingresso na Otan foi antecipado pela primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, ao lado do presidente finlandês, Sauli Niinistö. Eles irão a Washington, nos Estados Unidos, na quinta-feira (19), para se encontrar com o presidente Joe Biden.

Turquia se opõe

Enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, pareceu se calar na segunda-feira (16) sobre possíveis retaliações à adesão sueco-finlandesa, o principal obstáculo agora parece vir de dentro da Aliança.

Turquia, cuja ratificação é imperativa, como a dos outros 30 membros da Otan, reafirmou ontem sua hostilidade à entrada de Suécia e Finlândia, apesar das discussões diplomáticas durante o fim de semana.

O governo turco não vai ceder, disse o presidente Recep Tayyip Erdogan. Ele acusa a Suécia de ser “o berçário de organizações terroristas” e de ter adotado sanções contra seu país.

Analistas acreditam que a Turquia busque vantagens em troca de sua autorização, como, por exemplo, o levantamento da recusa dos Estados Unidos em vender-lhes caças F-35.

O governo turco critica Suécia e Finlândia por não aprovarem seus pedidos de extradição de pessoas que acusa de serem membros de “organizações terroristas”, como o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) curdo, ou por terem congelado as exportações de armas para a Turquia.

Candidatos estão otimistas

Apesar destas disputas, o presidente finlandês disse estar otimista em obter o apoio da Turquia, por meio do que ele descreveu como discussões construtivas.

“A Suécia deseja trabalhar com a Turquia na Otan, e esta cooperação pode ser um elemento da nossa relação bilateral”, afirmou Andersson, da Suécia. Ela disse que o país dela “está empenhado na luta contra todas as formas de terrorismo”.

Consequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, as candidaturas de Finlândia e Suécia avançaram nesta terça-feira. No final de uma sessão parlamentar de dois dias, o projeto de adesão foi aprovado pelo Parlamento finlandês por 188 votos a favor, oito contra e nenhuma abstenção.

“É um resultado excepcional, não esperava que fosse tão claro. A votação é clara, chega de discussão”, disse o chanceler finlandês, Pekka Haavisto, antes de assinar o formulário de candidatura de seu país.

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, assinou o formulário de inscrição da Suécia esta manhã, durante uma cerimônia.

Após uma guinada a favor da adesão, Suécia e Finlândia consideram necessário colocar-se sob o guarda-chuva da Otan, diante de uma Rússia capaz de invadir militarmente um de seus vizinhos.

Com isso, os dois países virariam a página de décadas de neutralidade e de não alinhamento militar, em busca de garantias de segurança de seus vizinhos nórdicos e das principais potências da Otan nas últimas semanas. Apenas os membros da Aliança se beneficiam do famoso artigo 5º de proteção mútua, não os candidatos.

Outros membros da Otan

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que seu país “intensificaria” sua cooperação militar com as duas nações nórdicas.

A França afirmou que “ficará ao lado da Finlândia e da Suécia“, em caso de agressão.

“Qualquer Estado que pretenda pôr a solidariedade europeia à prova, mediante uma ameaça, ou agressão, à sua soberania por qualquer meio, deve ter a certeza de que a França estará ao lado da Finlândia e da Suécia“, escreveu a Presidência francesa em um comunicado à imprensa.

Em geral, a adesão à Otan leva vários meses. A Suécia disse esperar que o processo leve no máximo um ano.

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Tribunal de Kiev retoma primeiro julgamento por crime de guerra

Soldado russo é julgado por ter matado civil de 62 anos que andava de bicicleta em cidade perto de Kiev. Sessão desta quarta será a primeira a ouvir testemunhas.

Por RFI

A Justiça ucraniana retoma nesta quarta-feira (18) o primeiro julgamento de um militar russo desde a invasão do país, em 24 de fevereiro. O réu, Vadim Shishimarin, 21, responde por crime de guerra e homicídio premeditado, depois de atirar contra um homem de 62 anos desarmado que andava de bicicleta na região nordeste da Ucrânia.

O jovem soldado russo comparecerá diante de juízes do tribunal distrital de Solomiansky, em Kiev.

De acordo com a acusação, Vadim Shishimarin comandava uma unidade da divisão de tanques quando o seu comboio foi atacado no início da ofensiva russa, em 28 de fevereiro. Ao lado de outros quatro soldados, ele abandonou o blindado e roubou um carro. Na fuga, quando o grupo circulava perto da aldeia de Shupakhivka, na região de Sumy, encontraram o homem de 62 anos numa bicicleta.

“Um dos militares ordenou ao acusado que matasse o civil para que ele não os denunciasse”, alega a Procuradoria-geral ucraniana. Shishimarin obedeceu à ordem. Da janela do veículo, ele atirou na direção da vítima com uma metralhadora Kalashnikov. O homem morreu no local, a algumas dezenas de metros da sua casa”, afirma a Procuradoria-geral da Ucrânia.

Acusado de crime de guerra e assassinato premeditado, o militar, nascido em Irkutsk, na Sibéria, poderá ser condenado à prisão perpétua.

“Ele compreende as acusações feitas contra ele”, disse o seu advogado, Viktor Ovsiannikov, sem revelar a sua estratégia de defesa. De acordo com as autoridades ucranianas, o sargento russo tem cooperado com os investigadores e reconhece os fatos.

Este primeiro julgamento deverá ser rapidamente seguido por vários outros e é considerado um teste para o sistema judicial ucraniano, uma vez que instituições internacionais também conduzem as suas próprias investigações sobre os abusos cometidos pelas tropas russas na Ucrânia.

‘Sinal claro’

Soldado russo será julgado por crime de guerra em Kiev

As autoridades ucranianas anunciaram a prisão do soldado russo no início de maio, sem dar pormenores do caso. Ao mesmo tempo, publicaram um vídeo em que Shishimarin dizia ter vindo lutar na Ucrânia para “apoiar financeiramente a mãe”. Em relação às acusações contra ele, explicou: “Recebi ordens para disparar e disparei uma vez”. “Ele caiu e nós continuamos o nosso caminho”, afirmou o militar.

O caso é difícil, de acordo com o advogado de defesa. “Nunca tivemos tal acusação na Ucrânia, não temos precedentes, não temos veredicto”, disse ele. “Mas vamos chegar lá”, acrescentou Ovsiannikov, assegurando que não tinha visto “quaisquer violações dos direitos” dos acusados por parte das autoridades.

Em uma série de mensagens no Twitter, a procuradora-geral ucraniana, Iryna Venediktova, sublinhou a importância do caso para o seu país.

“Abrimos mais de 11.000 investigações de crimes de guerra e prendemos 40 suspeitos”, disse ela. “Com este primeiro julgamento, enviamos um sinal claro de que nenhum carrasco, ninguém que ordenou ou ajudou a cometer crimes na Ucrânia escapará à justiça”, completou.

Como prova da determinação da Ucrânia em não perder tempo, dois soldados russos deverão ser julgados a partir de quinta-feira (19) por dispararem foguetes contra infraestruturas civis na região nordeste de Kharkiv, a segunda maior cidade do país.

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Espanha debate licença menstrual: progresso social ou estigma da mulher?

Governo espanhol aprovou na terça-feira (17) projeto prevendo que mulheres com menstruação severa possam se ausentar do trabalho até três dias por mês; ministras do país e população divergem sobre medida, que irá ao Parlamento.

Por RFI

Poucos projetos de lei na Espanha provocam tanto debate quanto o que contempla licença médica para mulheres que sofrem mensalmente com uma menstruação dolorosa. A proposta divide membros do governo de coalizão liderado pelos socialistas e do qual fazem parte representantes da esquerda emergente (Unidas Podemos). 

Embora todos no governo concordem que as mulheres mais afetadas pela menstruação não estão em condições de trabalhar e devem receber licença médica, há divergências sobre se é apropriado ou não promulgar uma lei específica que, em teoria, beneficiaria as mulheres, mas que, na prática, pode dificultar seu emprego e prejudicá-las no mercado de trabalho.

A medida promovida pela ministra da Igualdade espanhola, Irene Montero, do partido Unidas Podemos, busca permitir que mulheres com menstruação severa (dismenorreia) possam pedir licença médica para se recuperar em casa sem ter os dias descontados.

Os que defendem esta iniciativa alegam que não se trata de um ligeiro desconforto, mas sim de sintomas graves como diarreia, dores de cabeça e febre, sintomas que gerariam licenças médicas se forem causadas por uma doença.

No entanto, a ministra da Economia e primeira vice-presidente, Nadia Calviño, sustenta que os instrumentos legislativos existentes na Espanha já permitem que os médicos emitam essa licença médica devido a menstruações especialmente dolorosas, de modo que o regulamento poderia contribuir para a estigmar das mulheres.

Os sindicatos também discordam da possibilidade de regular as licenças médicas por doenças menstruais por lei.

“Lutamos há décadas para que a menstruação não seja considerada uma doença”.

Polêmica nas ruas

Fora da discussão parlamentar, o assunto causa divergência na opinião pública.

“Não concordo com a lei. No feminismo, lutamos há décadas para que a menstruação não seja considerada como uma doença que nos impeça de tomar banho (de mar ou piscina), praticar esportes ou que nos desqualifique para o exercício de determinadas profissões. Uma mulher com dores menstruais intensas nunca teve problemas em justificar sua ausência do trabalho com seu médico”, disse uma professora de uma escola pública de Madri à RFI.

“Generalizar essas licenças é voltar ao conceito de doença, generalizar um transtorno que é excepcional. Acho que também significaria um limite à contratação de mulheres em idade fértil”, acrescenta a docente.

Já uma enfermeira ouvida pela rádio se mostrou favorável à medida.

“Quando eu era mais jovem, tive que faltar às aulas na universidade por causa de fortes dores que sentia durante a menstruação. Então me parece bom a regulamentação desse tipo de licença médica, para que não haja problema na hora de acessá-la”, argumentou.

Apesar da discordância de vários membros do governo presidido por Pedro Sánchez, a medida foi aprovada na terça-feira (17) pelo conselho de ministros do país, e seguirá para o Parlamento.

O projeto de lei pode ser alterado para aparar arestas dentro do Executivo e garantir que não haja ministros claramente perdedores. Algumas fórmulas conciliatórias para reforçar a proteção da saúde das mulheres garantindo sua plena participação no mercado de trabalho estariam em negociação.

A aprovação do projeto de lei favorecerá uma das correntes mais combativas do feminismo espanhol, que tem em Irene Montero seu rosto mais visível.

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Dados de voo indicam que avião na China foi derrubado por alguém na cabine que deu comando para mergulho

Foco da investigação agora está em pilotos, de acordo com fonte do ‘Wall Street Journal’, acrescentando que alguém no avião pode ter invadido a cabine e o derrubado deliberadamente.

Por g1

Dados de voo indicam que alguém no cockpit derrubou intencionalmente o jato da China Eastern em março, de acordo com pessoas que tiveram acesso à avaliação preliminar de autoridades dos Estados Unidos sobre o que levou ao acidente. As informações são do “Wall Street Journal”.

Boeing 737-800 estava viajando em alta altitude quando de repente caiu em uma posição quase vertical, chocando-se contra uma montanha com velocidade extrema. Dados de uma caixa preta recuperada no acidente sugerem que entradas nos controles empurraram o avião para o mergulho fatal, disseram essas pessoas ouvidas pelo “WSJ” (leia detalhes mais abaixo).

Fontes informaram que o avião estava voando em alta altitude quando inesperadamente caiu em uma espiral e colidiu com o lado de uma montanha. Elas disseram que os dados da caixa preta recuperados do acidente sugerem que alguém no cockpit inseriu dados que fizeram o avião mergulhar.

“O avião fez o que foi mandado por alguém na cabine”, disse a pessoa envolvida com a análise da caixa preta.

Invasão de cabine é investigada

Agora, a investigação mudou o foco para os pilotos, disse a fonte, acrescentando que alguém no avião poderia ter invadido a cabine e o derrubado deliberadamente.

As investigações de acidentes podem demorar um pouco para concluir quais foram as causas e fatores que contribuíram para o acidente, mas a China Eastern começou a devolver os 737-800 aos céus depois de deixar em terra toda a sua frota por cerca de um mês após o acidente.

A reportagem do “WSJ” fez com que as ações da Boeing subissem nos EUA.

O relatório preliminar da investigação chinesa sobre a queda, divulgado em abril, aponta que os pilotos deixaram de responder aos controladores de voo logo após a primeira perda de altitude. O documento também não apontou falhas no Boeing 737-800.

Gráfico mostra perda de altitude do avião da Eastern Airlines — Foto: g1

Gráfico mostra perda de altitude do avião da Eastern Airlines — Foto: g1

O avião, com 132 pessoas a bordo, caiu no dia 21 de março perto da cidade de Wuzhou, na região de Guangxi, no sul da China. A aeronave fazia um voo entre as cidades de Kunming para Guangzhou. Todos os passageiros e tripulantes morreram.

O caso impressionou pela dinâmica da queda, na vertical e em poucos minutos. Câmeras de segurança de uma empresa próxima ao local mostraram como o avião despencou rapidamente, totalmente apontado para o chão.

“O radar de controle de área de Guangzhou mostrou um aviso de ‘desvio’ de altitude de comando, a aeronave deixou a altitude de cruzeiro, o controlador chamou a tripulação imediatamente, mas não recebeu resposta”, aponta o relatório.

Em março, dias após a queda, o chefe do centro de investigação de acidentes da Administração de Aviação Civil da China (CAAC, da sigla em inglês), Mao Yanfeng, disse em entrevista coletiva que os controladores mantiveram contato com o avião durante todo o percurso até a primeira queda de altitude.

O relatório preliminar, que foi divulgado pela CAAC, não apontou nenhuma possível causa para esse tipo de queda, o que gerou críticas por parte de especialistas.

O relatório é um documento obrigatório que o país de origem da companhia aérea deve apresentar até 30 dias após a queda. Nas conclusões preliminares, a CAAC afirma também que as caixas pretas ainda estão muito danificadas, o que dificultaria as investigações.

Mas a agência não tornou públicas as informações que já puderam ser extraídas dos gravadores de dados do voo e de voz dos pilotos presentes nas caixas pretas. O conteúdo foi enviado a Washington, nos Estados Unidos, para análise.

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Rússia ataca cidade ao norte de Kiev; ao menos nove morrem

Ataque aéreo na cidade de Cherniv, no norte da Ucrânia, também deixou 12 feridos. Região já não era foco das forças russas havia semanas.

Por g1

A Rússia fez nesta terça-feira (17) um ataque aéreo perto da cidade de Cherniv, no norte da Ucrânia, deixando ao menos nove mortos e 12 feridos, afirmou o governo ucraniano.

Segundo o serviço de emergência do país, o ataque aconteceu no vilarejo de Desna, que fica a cerca de 170 quilômetros ao norte da capital do país, Kiev.

A região é uma das que as tropas russas se retiraram há mais de um mês, junto de Kiev, após um acordo entre negociadores russos e ucranianos.

O governador da região, Viacheslav Chaus, afirmou que, embora não haja mais “ocupantes” em Cherniv, os ataques ainda podem acontecer. “Os moradores ainda não podem ignorar as sirenes”, afirmou.

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A erupção de vulcão que foi ‘maior explosão’ já registrada por equipamentos na Terra

A erupção de janeiro deste ano foi muito maior do que qualquer evento vulcânico do século 20, ou até mesmo qualquer teste de bomba atômica.

Por BBC

Timelapse mostra alcance de onda criada pela erupção vulcânica em Tonga

A erupção de um vulcão em Tonga em janeiro de 2022 foi confirmada como a maior explosão já registrada na atmosfera por equipamentos modernos.

Foi muito maior do que qualquer evento vulcânico do século 20, ou até mesmo do que qualquer teste de bomba atômica realizado após a Segunda Guerra Mundial.

A avaliação foi apresentada em dois artigos acadêmicos, publicados na revista Science, que revisaram todos os dados.

Na história recente, é provável que apenas a erupção do vulcão Krakatoa, em 1883, possa rivalizar com a perturbação atmosférica produzida. Acredita-se que este evento catastrófico na Indonésia tenha provocado a morte de mais de 30 mil pessoas.

Combinação de imagens de satélite mostra Niutoua, em Tongatapu, principal ilha de Tonga, em 9 de janeiro de 2021 (acima) e em 17 de janeiro de 2022 (abaixo), após a erupção do vulcão submarino Hunga Tonga Hunga Ha’apai — Foto: Planet Labs PBC via AP

Felizmente, a erupção de 15 de janeiro deste ano do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha’apai (HTHH), localizado no Pacífico Sul, resultou em pouquíssimas mortes, embora também tenha produzido grandes tsunamis.

Tonga foi um evento verdadeiramente global, assim como o Krakatoa, mas agora temos todos esses sistemas de observação geofísica, e eles registraram algo realmente sem precedentes nos dados modernos”, explica à BBC News Robin Matoza, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos EUA, que é o autor principal de um dos artigos.

Os cientistas agora têm acesso a uma extraordinária variedade de instrumentos terrestres e espaciais, incluindo sensores de pressão atmosférica, sismógrafos, hidrofones e uma frota de satélites que monitoram a Terra em todo o espectro de luz.

A explosão colossal em Tonga, que aconteceu ao final de várias semanas de atividade no monte submarino, produziu vários tipos de ondas de pressão atmosférica que se propagaram por vastas distâncias.

Na faixa de frequência audível, pessoas a 10.000 km de distância, no Alasca, relataram ouvir estrondos repetidos.

A rede global de detectores criada para monitorar o cumprimento do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares captou o sinal de infrassom.

O infrassom tem frequências que estão logo abaixo do que os seres humanos são capazes de ouvir.

Os dados da rede indicaram que a explosão do vulcão de Tonga produziu uma onda de pressão atmosférica comparável à da maior explosão nuclear de todos os tempos — a Czar Bomba, detonada pelos soviéticos em 1961 —, mas durou quatro vezes mais.

Os artigos discutem em profundidade as perturbações causadas pelas chamadas ondas de Lamb, que receberam este nome em homenagem ao matemático do início do século 20 Horace Lamb.

São ondas energéticas no ar que se propagam na velocidade do som, ao longo de um percurso guiado pela superfície do planeta. Também são não dispersivas, ou seja, mantêm sua forma à medida que se movem e, portanto, são visíveis por um longo tempo.

Os pulsos de onda Lamb produzidos pela erupção de Tonga foram vistos circulando a Terra pelo menos quatro vezes.

No Reino Unido, que fica a cerca de 16.500 km de Tonga, estes pulsos começaram a chegar na noite do dia 15, cerca de 14 horas após a erupção do outro lado do planeta.

Eles levantaram as nuvens sobre o Reino Unido.

“Na hora, tínhamos um ceilômetro a laser (dispositivo usado para determinar a altura das nuvens) olhando para a base da nuvem e, à medida que a onda passava pela nuvem, era perturbada”, lembra Giles Harrison, físico atmosférico da Universidade de Reading, no Reino Unido, e coautor de um dos artigos.

“Se alguma vez você quis uma prova de que a atmosfera é algo notavelmente interconectado, está aqui. E o que acontece em um lado do planeta pode se propagar para o outro lado na velocidade do som.”

Onde as ondas de Lamb se juntaram às ondas do oceano, elas foram capazes de gerar tsunamis — não apenas no Oceano Pacífico, mas também no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo.

Os cientistas ainda estão investigando a geração de tsunamis próximos que atingiram as costas do arquipélago de Tonga.

Alguns foram, sem dúvida, criados por ondas de pressão do vulcão empurrando a superfície da água, mas as investigações estão em andamento para determinar se o colapso de parte do vulcão também contribuiu de maneira significativa.

Isso vai ficar evidente nos projetos de mapeamento do fundo do mar, cujos resultados estão previstos para serem divulgados nas próximas semanas.

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