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Superbactéria infecta 4 pacientes de hospital de Los Angeles

O hospital Cedars-Sinai, um dos mais renomados de Los Angeles, nos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (4) que quatro pessoas foram infectadas por uma superbactéria resistente a antibióticos, e que outros 70 pacientes podem estar contaminados.

O Cedars-Sinai assinalou que até o momento quatro pacientes foram diagnosticados com enterobactérias resistentes a carbapenemos (ERC).

Entrada do Centro Médico Cedars-Sinai em Los Angeles, na Califórnia. (Foto: Benoit Tessier / Arquivo / Reuters)
Entrada do Centro Médico Cedars-Sinai em Los Angeles, na Califórnia. (Foto: Benoit Tessier / Arquivo / Reuters)

A bactéria CRE é resistente a tratamentos com a maioria dos antibióticos comuns, e é particularmente perigosa nos hospitais, onde os pacientes podem estar com o sistema imunológico comprometido ou se recuperando de cirurgias.

“Apesar de o Cedars-Sinai seguir meticulosamente as medidas de desinfecção, detectamos quatro pacientes com ERC”, informou o hospital.

Diante desta situação e ‘por cautela’, 68 pessoas que foram tratadas com duodenoscópios entre agosto do ano passado e fevereiro foram alertadas, assinalou o centro médico.

Há um mês, a ERC provocou a morte de dois pacientes no hospital Ronald Reagan UCLA de Los Angeles transmitida por duodenoscópios, instrumentos usados para o tratamento e o diagnóstico de problemas no pâncreas e na vesícula.

Outras sete pessoas foram infectadas e 179 colocadas em alerta após as mortes no Ronald Reagan.

 

Da France Presse

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Fóssil antecipa em 400 mil anos a origem da espécie humana

Pesquisador Chris Campisano coleta amostra para estudo  (Foto: J Ramón Arrowsmith)

Pesquisador Chris Campisano coleta amostra para estudo (Foto: J Ramón Arrowsmith)

Uma mandíbula com dentes de 2,8 milhões de anos, encontrada na Etiópia, é o fóssil mais antigo do gênero Homo encontrado até agora e, segundo pesquisa publicada na revista “Science”, sua descoberta antecipa em 400 mil anos a origem da nossa espécie.

A descoberta, anunciada nesta quarta-feira (4) na edição digital da revista, lança luz sobre a origem do gênero Homo, ao qual pertence a espécie humana, explicam os cientistas na “Science”.

“A época da qual data a mandíbula inferior reduz a brecha na evolução entre o Australopiteco – a célebre Lucy, que data de 3,2 milhões de anos – e as primeiras espécies do tipo Homo como o erectus ou o habilis”, explicam os cientistas.

“Este fóssil é um excelente exemplo de uma transição de espécies em um período chave da evolução humana”, acrescentam.

 Pesquisador segura mandíbula encontrada na Etiópia  (Foto: Kaye Reed/Divulgação)
Pesquisador segura mandíbula encontrada na Etiópia (Foto: Kaye Reed/Divulgação)

Esta mandíbula foi encontrada em 2013 em uma zona de rastreamento denominada Ledi-Geraru, na região Afar, na Etiópia, por um grupo internacional de pesquisadores chefiado por Kaye Reed, da Universidade do Arizona, e Brian Villmoare, da Universidade de Nevada.

Há décadas, cientistas buscam fósseis na África para encontrar indícios da linhagem Homo, embora com sucesso limitado, pois eles descobriram muito poucos fósseis do período entre três milhões e 2,5 milhões de anos atrás.

“Os fósseis da linhagem Homo com mais de dois milhões de anos são muito raros e o fato de ter um esclarecimento sobre as primeiras fases da evolução da nossa linhagem é particularmente emocionante”, disse Brian Villmoare, principal autor do artigo.

No entanto, os cientistas alertam que não estão em condições de dizer, com esta única mandíbula, se se trata ou não de uma nova subespécie dentro do tipo Homo.

 

 

Da France Presse

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Australiano descobre aranha enorme na privada ao apertar a descarga

O australiano Barry Morrissey levou um susto quando apertou a descarga do vaso sanitário antes de usá-lo. Uma enorme aranha estava escondida na privada, e mesmo a força de água não conseguiu expulsar o aracnídeo do vaso. Assista ao vídeo.

No Facebook, a gravação foi compartilhada por mais de 400 mil usuários e totaliza mais de 26 milhões de visualizações. Na descrição do vídeo, Morrissey ainda brinca: “não esqueça de dar a descarga antes de usar a privada na Austrália”.

Barry Morrissey descobriu aranha enorme na privada ao apertar a descarga (Foto: Reprodução/YouTube/Barry Morrissey)
Barry Morrissey descobriu aranha enorme na privada ao apertar a descarga (Foto: Reprodução/YouTube/Barry Morrissey)
Do G1, em São Paulo

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Explosão em mina Ucrânia soterra dezenas e mata 32 trabalhadores

Familiares esperam informações sobre mineiros soterrados. (Foto: Baz Ratner / Reuters)

Familiares esperam informações sobre mineiros soterrados. (Foto: Baz Ratner / Reuters)

Uma explosão soterrou dezenas de trabalhadores em uma mina de carvão na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, nesta quarta-feira (4), matando ao menos 32 deles, informou o presidente do Parlamento ucraniano, Vladímir Groysman, segundo as agências internacionais de notícias Efe e France Presse (AFP).

De acordo com as agências, equipes de resgate ainda não conseguiram chegar ao fundo do túnel afetado, porque elas esperam pela dispersão de possíveis gases venenosos.

“Uma terrível tragédia aconteceu na mina de Zasiadko. Há vítimas, atualmente 32”, declarou Groysman, que pediu aos deputados um minuto de silêncio.

As autoridades separatistas anunciaram uma morte e um líder sindical informaram que 47 mineiros estavam desaparecidos. Segundo a Reuters, ao menos 70 pessoas estavam na mina.

Não há ainda informações sobre a causa da explosão. Autoridades não confirmaram que explosão é resultado de ataque de artilharia.

Veículos de emergência entram e saem da mina atingida por explosão. (Foto: Baz Ratner / Reuters)
Veículos de emergência entram e saem da mina atingida por explosão. (Foto: Baz Ratner / Reuters)

O problema aconteceu na mina Zasiadko, uma das mais importantes da Ucrânia, inaugurada em 1958, no período soviético. Em 18 de novembro de 2007 101 trabalhadores morreram em caso semelhante.

Donetsk, no leste da Ucrânia, é controlada pelos separatistas pró-Rússia.

 

Do G1, em São Paulo

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Investigação federal confirma racismo na polícia de Ferguson, nos EUA

Imagem do jovem negro Michael Brown, de 18 anos, morto numa abordagem policial enquanto estava desarmado, é vista na gravata de seu pai, Michael Brown Sr. durante culto de domingo (30) em uma tenda em Ferguson, Missouri (EUA) (Foto: Adrees Latif/Reuters)

Imagem do jovem negro Michael Brown, de 18 anos, morto numa abordagem policial enquanto estava desarmado, é vista na gravata de seu pai, Michael Brown Sr. (Foto: Adrees Latif/Reuters)

A investigação da secretaria de Justiça dos Estados Unidos deflagrada após a morte de um jovem negro por um policial em Ferguson (Missouri) concluiu que o racismo faz parte da rotina da polícia local, em particular contra a comunidade negra, revela nesta terça-feira (3) a imprensa americana.

De acordo com o relatório que será publicado nesta quarta-feira, a polícia de Ferguson violou regularmente os direitos constitucionais dos cidadãos, informa a imprensa americana, que cita fontes ligadas à investigação.

Após a morte do jovem negro Michael Brown, no dia 9 de agosto, que deflagrou uma onda de protestos, o governo federal determinou uma investigação paralela à realizada pelas autoridades locais.

Segundo “CNN” e “Washington Post”, o relatório concluiu que a polícia de Ferguson e a justiça local participavam de uma “rotina” de discriminação contra a população negra.

O documento destaca que entre 2012 e 2014, enquanto os negros respondiam por 67% da população, 85% dos automóveis parados pela polícia eram conduzidos por negros e 90% das pessoas convocadas ao tribunal eram negras, do mesmo modo que 93% dos detidos.

Em 88% dos casos de uso da força policial os suspeitos eram afro-americanos.

O relatório afirma ainda que entre 2011 e 2013 os negros responderam por 95% das infrações nas ruas e por 92% das acusações por violação da ordem pública, revela Washington Post.

Em agosto passado, um policial branco matou Michael Brown, um jovem negro de 18 anos que estava desarmado. Um grande juri decidiu em 24 de novembro não processar o agente.

 

Da France Presse

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Presidente francês fará visita inédita a Cuba em maio

François Hollande viajará a Cuba em 11 de maio, na primeira visita de um presidente francês à ilha comunista, anunciou nesta terça-feira (3) o Palácio do Eliseu, em um comunicado.

“O presidente da República viajará de 8 a 11 de maio às coletividades territoriais francesas das Antilhas, assim como a Cuba”, informou a nota da Presidência, reiterando que esta será “a primeira viagem de um chefe de Estado francês a este país”.

O anúncio desta viagem à ilha é o primeiro de um presidente ocidental desde que os Estados Unidos e Cuba anunciaram, em 17 de dezembro, a normalização das relações diplomáticas entre os dois países.

União Europeia e Cuba celebrarão nesta quarta e quinta-feiras, em Havana, a terceira rodada de negociações destinadas a normalizar suas relações, suspensas em 2003.

Nas Antilhas, François Hollande presidirá em 9 de maio, no departamento ultramarino francês da Martinica, uma cúpula regional dedicada à preparação da conferência das Nações Unidas sobre o clima, prevista para o final de 2015, em Paris.

O presidente da França, François Hollande, neste sábado (16), em Tulle (Foto: Nicolas Tucat/AFP)
O presidente da França, François Hollande, em Tulle (Foto: Nicolas Tucat/AFP)
Da AFP

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Fotógrafo flagra furão voando de carona em pica-pau

Imagem foi feita em um parque de Londres pelo fotógrafo amador Martin Le-May (Foto: Martin Le-May/BBC)

Imagem foi feita em um parque de Londres pelo fotógrafo amador Martin Le-May (Foto: Martin Le-May/BBC)

Esta foto flagra o momento em que um furão pega carona no voo de um pica-pau. A imagem foi feita num parque em Londres pelo fotógrafo amador Martin Le-May.

Ele acredita que o mamífero atacou o pássaro, que decolou no susto, levando consigo o passageiro.

“O pica-pau estava saltitando estranhamente como se estivesse pisando numa superfície quente… O pássaro voou sobre nós e um pouco em nossa direção; de repente, ficou óbvio que ele tinha um pequeno mamífero ns costas e que essa era uma luta pela vida”, disse Le-May.

A dupla aterrissou a cerca de 25m do fotógrafo, que disse ter temido pelo pica-pau.

Mas a sua presença pode ter distraído o mamífero predador, que desapareceu na vegetação. O pássaro escapou com vida.

 

Da BBC

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Drone é visto sobrevoando prédio que abriga ‘Charlie Hebdo’ em Paris

Da Folhapress

Policiais que fazem a guarda do jornal “Libération” avistaram na madrugada desta terça-feira (3) um drone sobrevoando a sede do jornal, perto da Place de la République, no centro de Paris.

O novo sobrevoo acontece uma semana após uma série de aparelhos voadores não tripulados serem vistos durante à noite no centro da capital francesa, o que é proibido pela legislação local.

Segundo o jornal “Le Parisien” e o site “France Info”, um dos agentes disse não ter dúvidas de ter visto um drone passando por cima do prédio do jornal, que também abriga o semanário satírico “Charlie Hebdo” desde o atentado de 7 de janeiro.

Na França, a pilotagem de drones é totalmente livre apenas em locais descampados. Em cidades, os pilotos precisam de uma permissão para o governo para fazer voos diurnos, mas são totalmente proibidas as incursões noturnas.

Na semana passada, as autoridades francesas abriram uma investigação após a aparição de cinco drones no dia 23 e outros cinco no dia 25, sobrevoando pontos turísticos de Paris e a embaixada dos Estados Unidos na cidade.

Em 20 de janeiro, um drone sobrevoou o palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa. Nove dias depois, outros aparelhos foram detectados perto do porto de Brest, no sudoeste francês, que abriga os quatro submarinos nucleares da Marinha, um dos locais mais protegidos do país.

A região central de Paris está com a segurança reforçada desde os atentados contra a redação do “Charlie Hebdo” e um mercado kosher da capital francesa, que deixaram 17 mortos em janeiro.

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O estudante que passou um mês comendo apenas insetos

Por 30 dias, Camrey Brantley-Ríos comeu insetos no café da manhã, almoço e jantar (Foto: Camren Brantley-Ríos)

Por 30 dias, Camrey Brantley-Ríos comeu insetos no café da manhã, almoço e jantar (Foto: Camren Brantley-Ríos)

Um universitário americano de 21 anos acaba de concluir uma façanha digna dos mais corajosos comensais: passou 30 dias alimentando-se apenas de insetos. Três vezes ao dia.

Estudante da Auburn University, no Estado do Alabama, Camren Brantley-Ríos disse que tomou a decisão porque acredita que as carnes tradicionais, suína ou bovina, são insustentáveis e queria tentar adotar o que muitos consideram como a dieta do futuro.

“No jantar comia larvas da farinha com arroz frito. É delicioso. Temperava os vermes com molho de soja”, conta.

Para a maioria das pessoas, a ideia de se alimentar de larvas e insetos seria de mau gosto (com direito ao infame trocadilho), quando não repulsiva. Até bem pouco tempo, Brantley-Ríos estava entre elas.

Mas, no mês passado, o jovem americano decidiu comê-los no café da manhã, almoço e jantar.

A iniciativa deu origem ao blog ’30 Days of Bugs’ (’30 Dias de Insetos’, em tradução livre), em que Brantley-Ríos narrava seu périplo gastronômico.

“Decidi me limitar a três espécies”, diz ele. “Larvas da farinha, larvas da cera e grilos”.

“Mas sempre que podia, tentava incorporar alimentos mais exóticos à minha dieta”.

Nos lanches entre as refeições, Brantley-Ríos comia ovos mexidos com larvas da cera, hambúrgueres de insetos com queijo e grilos.

Insetos consomem menos recursos que os mamíferos e constituem importante fonte de proteína (Foto: Camren Brantley-Ríos)
Insetos consomem menos recursos que os mamíferos e constituem importante fonte de proteína (Foto: Camren Brantley-Ríos)

Baratas
Ocasionalmente, o jovem introduzia em seus pratos outros insetos, como as famosas baratas laranja, que podem chegar a medir 4,5 centímetros de comprimento.

Durante a preparação, Brantley-Ríos diz que chegou a sentir nojo, mas, ao prová-las, mudou de ideia.

“Você tira as pernas, as asas e o protórax, o escudo que cobre a cabeça. Depois, refoga as baratas com temperos, cogumelos e cebola. Ficou um pouco azedo. Mas não era de todo ruim”, conta.

Outros experimentos na cozinha, no entanto, não acabaram tão bem.

“As larvas dos bichos-da-seda não eram nem de longe minhas favoritas”, admite Brantley-Rios. “Fedia muito”.

Segundo o jovem, os insetos consomem menos recursos do que os mamíferos e constituem uma fonte importante de proteína.

Mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo costumam comer insetos, apontam estimativas da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

Mas nos Estados Unidos alimentar-se de insetos ainda é uma raridade.

“Não há realmente nenhuma necessidade de comer insetos aqui, porque ainda temos muita comida”, diz Brantley-Ríos.

“Comemos carne de primeira qualidade e temos sorte de não precisarmos abdicar desse luxo, por isso não há muita pressão para comer insetos agora. Mas o que muitas pessoas estão tentando fazer é torná-los mais atraentes para o público em geral”.

Meio ambiente
Brantley-Ríos afirmou que teve de recorrer à Internet para encontrar a matéria-prima de sua dieta.

“Não há muitos criadores de insetos por aqui”, lamenta.

Ele acrescenta ainda que tomou um cuidado especial com a procedência do alimento.

Para isso, comprou os insetos de criadores que normalmente fornecem para zoológicos, já que esses animais fazem parte da dieta de “répteis e de outros bichos”, explica Brantley-Ríos.

“Não fui à floresta caçar minha comida. Existe claramente um risco ao fazer isso”, alerta.

“Ligo para fornecedores diferentes e peço uma encomenda. As larvas chegavam pelos Correios”, conta.

Brantley-Ríos têm consciência sobre a insignificância de sua iniciativa. Afinal, um impacto relevante no meio ambiente exigiria a adesão de milhões de pessoas.

Mas ele chegou a convencer alguém?

Sim, alguns de seus amigos.

“Muitos dos meus amigos, que inicialmente relutaram a comer insetos, agora não querem saber de outro prato”.

 

Da BBC

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Britânicos projetam lagoas artificiais geradoras de energia

Lagoas operam um sistema parecido com comportas para alterar o nível da água dos dois lados do muro construído no mar (Foto: Tidal Lagoon Power/BBC)

Lagoas operam um sistema parecido com comportas para alterar o nível da água dos dois lados do muro construído no mar (Foto: Tidal Lagoon Power/BBC)

A Grã-Bretanha planeja gerar eletricidade a partir de lagoas artificiais que captam a força das marés – o primeiro projeto desse tipo no mundo.

As seis lagoas, quatro delas no País de Gales e duas nas regiões de Somerset e Cumbria (Inglaterra), vão captar as marés que atingem muros gigantes e usar o peso da água para gerar energia para turbinas.

O ministro britânico de Energia, Ed Davey, afirmou que o governo quer apoiar o projeto. Os custos são altos, mas a empresa responsável pelo projeto diz que eles tendem a reduzir.

O projeto da lagoa de Swansea, no País de Gales, por exemplo, tem custo de 1 bilhão de libras (cerca de R$ 4,37 bilhões) e poderá gerar energia para 155 mil residências.

Segundo a companhia Tidal Lagoon Power, a série de seis lagoas pode gerar 8% da eletricidade usada na Grã-Bretanha, com um investimento de 30 bilhões de libras no total (cerca de R$ 131 bilhões).

Cada uma das lagoas do projeto deve exigir um grande projeto de engenharia. Em Swansea, por exemplo, a muralha de proteção para a nova lagoa deve se estender por mais de 8 quilômetros.

Quem paga

As seis lagoas, quatro delas no País de Gales e duas nas regiões de Somerset e Cumbria (Inglaterra), vão captar as marés que atingem muros gigantes e usar o peso da água para gerar energia para turbinas (Foto: Tidal Lagoon Power/BBC)
As seis lagoas, quatro delas no País de Gales e duas nas regiões de Somerset e Cumbria (Inglaterra), vão captar as marés que atingem muros gigantes e usar o peso da água para gerar energia para turbinas (Foto: Tidal Lagoon Power/BBC)

O custo do projeto deve ser pago pelos contribuintes britânicos, por meio de suas contas de energia elétrica, como parte de um programa do governo para promover a geração de energia na própria Grã-Bretanha com métodos menos poluentes.

Por enquanto, a Tidal Lagoon Power está negociando com o governo para saber o quanto poderá cobrar pela energia gerada pelas lagoas.

A companhia quer cobrar 168 libras (cerca de R$ 735) por MWh pela eletricidade gerada em Swansea, reduzindo o preço para entre 90 e 95 por MWh por uma segunda e mais eficiente lagoa em outra cidade do País de Gales, Cardiff.

“Ainda não posso tomar uma decisão a respeito porque as discussões ainda estão em curso. Mas estou muito animado pela perspectiva de tirar energia das marés”, afirmou o ministro Ed Davey à BBC.

“Temos algumas das maiores amplitudades de maré do mundo e seria muito útil se pudéssemos usar parte desta energia limpa.”

Como funciona?
As lagoas operam um sistema parecido com comportas para alterar o nível da água dos dois lados do muro construído no mar. Quando a maré começa a subir, portões no muro são fechados e a água se acumula do lado de fora da lagoa.

Quando a maré está cheia do lado de fora da lagoa, os portões são abertos e a água entra, passando pelas turbinas, para encher a lagoa. Quando a maré vira, os portões são fechados para manter a água dentro da lagoa.

Assim que a maré fica baixa do lado de fora do muro, os portões são abertos para gerar energia novamente enquanto a água flui da lagoa.

Esse esquema interessa às companhias geradoras de energia pois, ao contrário da energia solar e da energia eólica, é possível prever a mudança das marés.

As turbinas capturam energia de duas marés que entram e duas marés que saem da lagoa por dia e devem permanecer ativas por uma média de 14 horas diárias.

“Temos uma oportunidade maravilhosa de criar energia a partir da dança entre a Lua e a Terra. Admitimos que, no começo, é caro, mas, com o passar do tempo os custos serão cobertos e vai se transformar em algo incrivelmente barato”, afirmou Mark Shorrock, presidente da companhia Tidal Lagoon Power.

Protestos
Um projeto anterior que previa o aproveitamento das marés de um rio britânico, o Severn, foi rejeitado depois de protestos de ambientalistas, que afirmavam que as lagoas iriam prejudicar o habitat de aves locais.

O projeto da lagoa em Swansea é mais aceito pois não obstrui estuários e permite que as marés fluam normalmente, apesar de atrasá-las por manter a água dentro da lagoa por algumas horas.

Gareth Clubb, diretor da organização Amigos da Terra Cymru, afirmou que o grupo é favor da lagoa em Swansea.

“Não é aprovação absoluta – queremos ter certeza de que o impacto ambiental pode ser gerenciado”, disse. “Mas, se nos ajudar a fechar a usina de Aberthaw – uma das mais poluentes do mundo -, será bom.”

Mas, os pescadores da região temem que o projeto tenha impacto na migração dos peixes em rios locais, que estão se recuperando da poluição.

Phil Jones, que pesca em um dos rios da região, afirmou que o projeto foi questionado de forma insuficiente.

“Somos contra qualquer plano para esta e outras lagoas na costa sul do País de Gales”, afirmou.

A companhia responsável pelo projeto admite que alguns peixes migratórios vão acabar indo para as turbinas, mas estima que em número pequeno, e afirma que o novo muro no mar vai beneficiar os peixes criando um habitat de recifes.

 

Repórter de meio ambiente da BBC

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