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A volta do manto tupinambá: como indígenas da Bahia retomaram peça sagrada que só era vista na Europa

Manto de penas vermelhas do século 17 exposto era um dos raros exemplares desse objeto histórico e ritual tão importante para comunidades da costa brasileira, todos conservados em museus da Europa.

Por Cristiane Capuchinho, RFI

Quando viram pela primeira vez um manto tupinambá, por trás de uma vitrine da exposição que comemorava os 500 anos do Brasil, Dona Nivalda e Seu Aloísio choraram. “Toda história do nosso povo está aqui”, disse a líder indígena na ocasião.

O manto de penas vermelhas do século 17 exposto era um dos raros exemplares desse objeto histórico e ritual tão importante para comunidades da costa brasileira, todos conservados em museus da Europa.

Naquele ano de 2000, os Tupinambás de Olivença, apesar de viverem no sul da Bahia desde tempos imemoriais, não eram reconhecidos como indígenas pelo Estado brasileiro. A comunidade, de cerca de 5 mil pessoas, só foi reconhecida oficialmente pela Funai em 2001.

O episódio da visita à peça marca a intensificação de um ciclo de luta pelo território e de valorização da cultura tradicional, que culmina agora na confecção de um manto de 1,2 metro e mais de 3 mil penas pela artista e liderança indígena Glicéria Tupinambá.

Nivalda e Aloísio já não estão nesta terra, mas o manto voltou para a aldeia da Serra do Padeiro. O novo manto não tem o vermelho exuberante das penas de guará, ave que não se encontra no território Tupinambá de Olivença.

Sua cor predominante é o marrom, das plumas de aves da comunidade e da terra que defendem – o grupo luta pela conclusão da demarcação de sua terra indígena, alvo de ataques armados e invasões.

‘Tudo a seu tempo’

O percurso foi longo para reunir os saberes necessários para a confecção da peça sem nunca ter visto um manto presencialmente, conta Glicéria. A primeira tentativa de fazer um manto foi em 2006. A ideia era recriar a peça a partir de uma foto para a principal festa da comunidade, comemorada em janeiro.

“Painho [o pajé da comunidade] me explicou como era a paleta, como era o algodão, como era isso e aquilo. Mas eu ainda não sabia quais eram as medidas, como era a malha. Sabia que dava para fazer uma capa, com o ponto que tínhamos na aldeia”, explica a artista.

A peça realizada foi usada em rituais da comunidade. “Na festa, eu pedi para o Encantado [entidade tupinambá] me guiar para conseguir resgatar cada vez mais a nossa cultura, e ele me disse: ‘Calma, tudo a seu tempo’. Na hora eu não entendi”, conta a líder indígena. “Agora eu sei que o manto não é só fazer o manto, aplicar as penas, é fazer todo um percurso”, explica Glicéria.

Nessa trajetória de 15 anos, o encontro da artista com um manto tupinambá do século 16 foi fundamental. Em 2018, Glicéria foi convidada para dar uma palestra em Paris. Durante a viagem, ela pôde visitar um manto guardado a sete chaves na reserva técnica do museu do Quai Branly.

“O manto estava me esperando, e eu vou lá para ver as penas, fazer a análise da malha, entender o manto. Vi as posições e o caimento das penas, o ponto da malha, que era como o de jereré [instrumento de pesca tradicional] que fazemos aqui. A gente ficou quase uma hora com o manto e eu tentei memorizar tudo o que ele tinha ali”, relembra.

Joias das coleções europeias

A majestosa peça plumária é considerada uma joia nas coleções europeias etnográficas. O objeto visto por Glicéria não está em exposição. A peça de 1555, a mais velha da coleção etnográfica do museu francês, é considerada frágil demais.

Como este, há cerca de uma dezena de mantos tupinambás dos séculos 16 e 17 conservados em museus na Europa – na Bélgica, Itália, Suíça e Dinamarca. São remanescentes de uma intensa interação cultural e comercial entre europeus e indígenas durante o período da colonização, explica a pesquisadora de antropologia histórica Mariana Françozo, professora da Universidade de Leiden, na Holanda.

“Já a partir do século 16, a gente vê nas fontes escritas, mas também nas pinturas feitas por europeus, um interesse muito grande em tudo aquilo que as Américas tinham e os europeus não conheciam. Essa curiosidade vem obviamente ligada a interesses comerciais e com base em uma relação não igualitária”, sublinha.

Françozo estudou a coleção formada por Maurício de Nassau, que governou a colônia holandesa em Pernambuco, e diz que os mantos eram muito valorizados como símbolos do Novo Mundo e entraram em uso na Europa.

“No caso da Holanda, temos registros de pelo menos duas vezes em que mantos de penas vindos do Brasil – se eram tupinambás, não sabemos –, que foram usados em festas da nobreza”, detalha a antropóloga.

Assim como os mantos, há milhares de artefatos indígenas brasileiros dentro dos acervos de museus pelo mundo, especialmente na Europa, sem que haja uma catalogação devida. Muitas dessas peças são artefatos únicos, que mesmo as comunidades que as produziram não têm mais.

“Temos atualmente uma aliança entre povos indígenas e pesquisadores para tentar descobrir quantos são, o que é que está e onde está. E, a grande questão, é o que fazer com essas peças, a quem elas pertencem”, assinala Françozo.

O resgate deste conhecimento sobre essas peças tem sido objeto de estudos recentes, mas ainda há muito o que fazer na área.

A antropóloga Nathalie Le Boulet Pavelic, que pesquisa os Tupinambás de Olivença, destaca que nos museus esses artefatos muitas vezes ainda são vistos como vestígios do passado, sem relação com um povo que ainda existe.

“Não é porque é um artefato nos museus que não é uma peça do cotidiano dos povos e que tenha uma importância muito grande para eles em alguma área, ou religiosa ou do dia a dia. Daí a importância dos museus de trabalharem junto com os povos indígenas e saber como é que aquilo vive atualmente dentro das aldeias”, defende.

A retomada da tecnologia

A visita ao manto do século 16 serviu de base para que Glicéria confeccionasse uma nova peça. Um manto vivo, nas palavras da líder indígena, tecido com algodão encerado pela cera das abelhas tiúba e penas de aves da comunidade, entre elas o gavião, o canário-da-mata e o tururim.

“A gente lutou pela revitalização do meio ambiente, da mata, pela volta dos animais. A gente tem uma recuperação muito forte do nosso território. E o manto só passa a existir porque existe um equilíbrio na natureza do território da Serra do Padeiro”, afirma.

“Faltava o manto, e ele chega neste momento, quando o Brasil está em uma crise daquelas terríveis, onde tudo é contra os povos indígenas, tudo é contra a demarcação das terras indígenas. Ele vem quando é preciso ele existir.”

O manto ritual está na aldeia e foi vestido pelo cacique Babau durante a cerimônia em que recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado da Bahia em junho deste ano.

Pergunto à líder indígena se ela gostaria de reaver as peças que estão nos museus europeus. Ela rejeita a proposta e diz que receber o manto de volta seria perdoar os crimes cometidos contra seu povo.

“Para nós de Serra do Padeiro, o manto lá é como uma condenação para os europeus, a pena deles é cuidar dos vestígios do povo tupinambá. Mas queremos que eles abram espaço para receber os povos indígenas, para que possamos também ter contato com as pegadas do nosso povo”, conclui.

Com a retomada da técnica de produção, Glicéria teceu um segundo manto, atualmente em exposição. O manto ritual pode ser visitado na Funarte Brasília, na mostra “Essa é a grande volta do manto tupinambá”, ao lado de obras de Edimilson de Almeida Pereira, Fernanda Liberti e Gustavo Caboco.

Serviço

Kwá yapé turusú yuriri assojaba tupinambá | Essa é a grande volta do manto tupinambá
Em Porto Seguro, de 28 de outubro a 27 de novembro
Casa da Lenha

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Parlamentar inglês é esfaqueado durante encontro com eleitores em uma igreja

David Amess, do Partido Conservador, participava de um encontro com eleitores dentro de uma igreja quando foi esfaqueado por um homem.

Por g1

David Amess, um parlamentar britânico de 69 anos, foi esfaqueado diversas vezes nesta sexta-feira (15) durante um encontro dentro com eleitores de seu distrito dentro de uma igreja. A notícia foi dada pela Sky News.

Amess tem 69 anos e é do Partido Conservador do Reino Unido, o mesmo do primeiro-ministro Boris Johnson. Ele é o parlamentar do distrito de Southend West, na região de Essex.

Segundo a Sky, um homem entrou no local onde o encontro ocorria e esfaqueou o parlamentar.

O gabinete de Amess confirmou a história.

Ele recebeu tratamento inicial no próprio local onde o esfaqueamento ocorreu, e não há informação sobre seu estado de saúde.

A polícia afirmou que um homem foi preso.

Amess foi eleito para o Parlamento pela primeira vez em 1983, para representar o distrito de Basildon. Ele passou a concorrer no distrito de Southend West a partir de 1997.

Em seu site, ele afirma que seus principais interesses são bem-estar animal e temas ligados às campanhas “pró-vida”.

Em 2010, um parlamentar do Partido Trabalhista foi esfaqueado em seu escritório regional. Em 2016, a parlamentar Jo Cox foi baleada e morta dias antes do referendo que decidiu pelo Brexit. Veja abaixo um vídeo sobre esse assassinato.

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Cidade do México vai colocar imagem de mulher indígena em local onde havia estátua de Cristóvão Colombo

Prefeita anunciou que a nova estátua será de uma mulher indígena da época anterior à chegada dos europeus na região.

Por g1

A prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, afirmou na terça-feira (12) que o pedestal onde ficava uma estátua de Cristóvão Colombo na principal praça da cidade vai receber uma imagem de uma mulher indígena da época anterior à chegada dos europeus.

A nova estátua vai representar a luta das mulheres, particularmente das indígenas, na história do México”, ela disse em uma entrevista coletiva.

A estátua de Colombo era do começo do século 20. A peça ficava no Paseo de la Reforma, uma das avenidas mais importantes da Cidade do México, que foi planejada e construída pelo Imperador Maximiliano de Habsburgo, no século 19.

Depois de uma guerra sangrenta entre liberais e conservadores, Maximiliano foi fuzilado, a República foi restabelecida e o Paseo Imperial foi rebatizado de Paseo de la Reforma e, ao longo dessa avenida, foram colocadas estátuas dos liberais que lutaram contra o imperador austríaco, que era um monarca convidado pelos conservadores para governar o México.

As grandes marchas e manifestações na capital mexicana sempre tiveram uma parada estratégica para desfigurar e atacar a estátua de Colombo, principalmente quando se trata de mobilizações indígenas e camponesas.

O gesto de erguer a estátua de uma mulher indígena na Glorieta de Colón é simbólico: o governo de Andrés Manuel López Obrador é um adversário dos conservadores mexicanos.

Além disso, em agosto passado o México fez questão de lembrar os 500 anos da queda de Tenochtitlán, a capital do império asteca nas mãos dos conquistadores espanhóis.

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Congressistas dos EUA pedem que Biden retire oferta para que Brasil seja parceiro da Otan

Em carta, parlamentares do partido do presidente americano criticam governo ‘militarizado’ do Brasil e exortam mudança de rumo na relação dos EUA com a gestão de Jair Bolsonaro.

Por Mariana Sanches, BBC — Washington

Um grupo de 63 congressistas dos Estados Unidos enviou nesta quinta-feira (14), uma carta ao presidente Joe Biden em que pede que ele reveja a oferta para que o Brasil se torne um parceiro global da Organização Tratado Atlântico Norte (Otan) e revogue a condição de aliado extra-Otan concedida ao país ainda no governo de Donald Trump.

O status como aliado militar preferencial dado ao Brasil facilita a compra de tecnologia militar e armamentos dos EUA, garante a participação das Forças Armadas brasileiras em treinamentos promovidos pelo Pentágono, além de outros benefícios militares.

“Precisamos rever isso para assegurar que não estamos fortalecendo um Exército que pode ser usado para um golpe de Estado”, afirmou à BBC News Brasil o congressista Hank Johnson, democrata veterano na Câmara autor do ofício enviado à Casa Branca.

Segundo Johnson, “Bolsonaro já demonstrou que está organizando as condições para um golpe militar. É um cenário alarmante para o Brasil e nosso país não pode contribuir com isso”.

A carta, à qual a BBC News Brasil teve acesso com exclusividade, é endossada por mais de um quarto da bancada democrata na Câmara dos Deputados, que tem maioria na Casa.

Na missiva, os parlamentares, entre os quais expoentes do partido como Alexandria Ocasio-Cortez (conhecida como AOC), afirmam que o presidente Jair Bolsonaro fez “ameaças à jovem democracia do Brasil” e que “declarou que não vai aceitar o resultado das próximas eleições se elas acontecerem conforme as regras atuais”, isto é, sem o voto impresso pela urna eletrônica – mudança que o presidente encampou publicamente mesmo após a derrota da proposta no Congresso.

“Achamos isso particularmente preocupante porque Bolsonaro trouxe mais oficiais militares para sua administração do que qualquer outro presidente desde que a democracia no Brasil foi restabelecida, criando conflitos entre instituições governamentais e as forças armadas”, afirmam os 63 congressistas na carta a Biden.

Eles se referem, por exemplo, ao episódio noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo no qual o general Walter Braga Netto, ministro da Defesa, teria supostamente enviado emissários para dizer ao presidente da Câmara Arthur Lira que as eleições não ocorreriam se o voto impresso não fosse aprovado no legislativo. Braga Netto negou que tenha feito essa ameaça mas, em nota, defendeu que a “discussão sobre voto impresso auditável é legítima”.

Aliado militar dos EUA desde 2019

Estados Unidos designam o Brasil como um aliado prioritário extra-Otan

Para os congressistas democratas, seria um contrassenso do governo Biden patrocinar avanços militares a um governo que poderia usar as forças para desestabilizar a democracia no maior país da América Latina.

A confirmação de que o Brasil se tornara um aliado extra-Otan aconteceu em agosto de 2019, ainda na gestão Trump, e foi recebido com comemoração pelo governo brasileiro. “É bem-vinda nossa participação como grande aliado extra-Otan, que facilita muitas coisas. O mais importante é a questão de defesa, compra de armamento, algumas tecnologias. Alguma coisa sempre interessa pra gente. Como regra, um país da Otan uma vez agredido, todo mundo está junto”, afirmou Bolsonaro à época.

E, apesar das divergências em temas como a agenda ambiental, o governo do democrata Joe Biden acenou com um avanço na relação militar em agosto de 2021.

Em visita a Bolsonaro em Brasília, o Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos ofereceu ao Brasil a possibilidade de ser parceiro global da Otan. Embora não decidam sozinhos quem pode ingressar na entidade, os americanos são determinantes para sacramentar a entrada de um país na Otan.

Reservadamente, diplomatas americanos reconheceram que a oferta foi cuidadosamente pensada: como o presidente brasileiro é afeito a temas militares, os EUA escolheram esse caminho como “agenda positiva” que pudesse aumentar a disposição das autoridades brasileiras em relação ao tema do combate ao aquecimento global e à exclusão de empresas chinesas da rede 5G do país, duas prioridades da gestão Biden.

A oferta, porém, aconteceu quase ao mesmo tempo em que Bolsonaro e a Marinha promoviam um desfile de blindados na Esplanada dos Ministérios, o que foi interpretado como demonstração de força contra os demais Poderes da República. Na mesma semana, o presidente repetiu alegações sem prova de que a eleição de 2018 havia sido fraudada.

Isso fez com que representantes de Biden tivessem que dar declarações públicas de apoio ao sistema eleitoral brasileiro. “Nós reforçamos (a Bolsonaro) a importância de não diminuir a confiança (da população) no processo eleitoral, especialmente porque não há evidências de fraudes nas eleições anteriores”, afirmou Juan González, assessor de Biden para a América Latina.

González, no entanto, descartou que fosse contraditório fortalecer o aparato militar do país enquanto condenava manifestações de Bolsonaro contra o sistema eleitoral.

“Nosso ponto aqui é que temos uma ampla relação institucional com o Brasil. Podemos nos engajar em assuntos de cooperação em áreas de segurança, de economia, e ainda assim ser muito claros em demonstrar nosso apoio de que é o povo brasileiro quem determina o resultado de suas eleições”, afirmou González.

Não é, no entanto, o que pensa uma parte expressiva da base de Biden no Congresso. “Oferecer ao governo do Brasil a oportunidade de se tornar um parceiro da Otan seria um sinal de que os EUA não têm nenhum problema sério com as violações de direitos humanos, de princípios democráticos e de questões ambientais que ocorrem no Brasil. Portanto, respeitosamente pedimos que você, no mínimo, retorne, as relações EUA-Brasil ao que eram antes do governo Trump, pelo menos até que um novo líder, mais alinhado com os valores democráticos e de direitos humanos, seja eleito no Brasil”, afirmaram as dezenas de parlamentares na carta ao ocupante da Casa Branca.

Eles ainda são mais claros no pedido: “Isso deve incluir o cancelamento da designação do aliado militar extra-Otan, a retirada da oferta feita ao Brasil para se tornar um parceiro da Otan e outras formas de cooperação nociva estabelecidas durante o período Trump-Bolsonaro”.

A embaixada brasileira em Washington foi procurada pela BBC News Brasil para comentar, mas afirmou que “não se manifesta sobre carta cujo teor desconhece”.

‘O manual de Trump’

Não é a primeira vez que o Congresso dos EUA tenta barrar o relacionamento militar entre Brasil e EUA. Em setembro, uma emenda ao orçamento do deputado Jesus Garcia, que agora também assina a carta, tentou impedir que dinheiro público americano pudesse custear exercícios militares entre os dois países. A emenda, no entanto, foi derrubada.

Na carta, os congressistas relembram que Bolsonaro apoiou alegações falsas de Trump sobre fraude na eleição americana de 2020, e que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, manteve reuniões com organizadores da manifestação trumpista “Stop the Steal”(“Pare o roubo”), que desaguou na invasão do Congresso americano em 6 de janeiro e impediu por algumas horas que a vitória de Biden fosse certificada no Capitólio.

“Estou cada vez mais preocupada que o presidente Bolsonaro esteja tentando executar o ‘manual de Trump’ para minar a democracia do Brasil, e não confio que ele vá transferir o poder pacificamente caso os resultados das eleições (de 2022) favoreçam seus oponentes. É extremamente importante que o governo Biden, e todo o governo dos Estados Unidos, se envolvam neste assunto agora e explicitem claramente as consequências de qualquer tentativa de derrubar a vontade do povo no Brasil”, afirmou à BBC News Brasil a congressista Rashida Tlaib.

Não passou despercebido pelos parlamentares americanos o interesse de ex-assessores de Trump, como o estrategista Steve Bannon e o ex-porta-voz Jason Miller, no pleito do Brasil no ano que vem. Bannon chegou a dizer que essa será a “segunda eleição mais importante do mundo”.

A carta dos deputados americanos se soma à recente manifestação do presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, o democrata Bob Menendez, e outros três senadores, que pediram a Biden que deixe claro que “haverá sérias consequências” em caso de ruptura democrática no Brasil.

Após a divulgação da carta de Menendez, o embaixador do Brasil Nestor Forster enviou resposta ao gabinete do parlamentar. “Lamento observar que Vossa Excelência parece estar mal informado sobre o estado das instituições democráticas brasileiras”, afirmou Forster.

Mas mesmo senadores que não assinaram nenhuma das duas cartas expressaram preocupação com a saúde da democracia brasileira à BBC News Brasil. O senador Brian Schatz afirmou à reportagem que vê “com alguma ansiedade” o que tem acontecido no país.

“Nós queremos manter um diálogo e vamos fazer isso, mas vimos coisas recentemente que nos trouxeram sérias preocupações em relação às liberdades dos brasileiros e à democracia propriamente. E vamos nos manter firmes em defender nossos valores”.

Schatz e seu colega Blumenauer acabam de propor ao Congresso dos EUA uma lei que pode punir o Brasil pelo desmatamento ilegal com a interrupção da venda de produtos de origem bovina aos americanos. Esse ano o Brasil deve se consolidar como o quarto exportador de carne de boi ao país.

Ryan Berg, cientista-político especialista em regimes autoritários na América Latina do Centro de Estratégias e Estudos Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), nota que um número crescente de parlamentares democratas têm visto paralelos entre a invasão no Capitólio em 6 de janeiro nos EUA, e acontecimentos como as manifestações bolsonaristas de 7 de setembro, na qual o presidente afirmou que descumpriria ordens judiciais de um dos ministros do STF.

“Não há qualquer amor por Bolsonaro no Congresso americano, especialmente entre os democratas mais à esquerda. E há uma parcela dos parlamentares realmente trabalhando para que Biden isole Bolsonaro”, afirma Berg.

Juliana Moraes, diretora executiva da U.S. Network for Democracy in Brazil, que mantém intenso diálogo com os parlamentares americanos sobre o Brasil, nota porém que a carta atual obteve adesão sem precedentes em relação a qualquer comunicação referente à gestão Bolsonaro. “E isso só aconteceu porque entre os parlamentares que assinam há democratas progressistas e moderados”.

Johnson concorda com a análise. “Eu e meus colegas estamos desconfortáveis de ver o comportamento de Bolsonaro que nos remete tanto ao de Trump e que ameaça afundar o Brasil no mesmo caminho que Trump tentou nos levar. Conseguimos defender nossa democracia, com instituições que têm mais de 233 anos de idade. Mas tememos o que pode acontecer com instituições democráticas brasileiras, de pouco mais de 30 anos, sob o mesmo tipo de ataque”.

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Explosão deixa 62 mortos e 68 feridos em mesquita no Afeganistão

Explosão em Kandahar aconteceu durante a oração do meio-dia de sexta-feira, dia de descanso para os muçulmanos e momento em que muitas pessoas se reúnem para rezar.

Por g1

Uma grande explosão deixou 62 mortos e 68 feridos nesta sexta-feira (15) em uma mesquita xiita na cidade de Kandahar, no sul do Afeganistão, segundo a agência de notícias oficial do Talibã, a Bakhtar.

Qari Saeed Khosti, porta-voz do Ministério do Interior do governo do Talibã, falou em “pesadas baixas”, mas não informou o número de vítimas.

O ataque ocorreu durante a oração do meio-dia de sexta-feira, dia de descanso para os muçulmanos e momento em que muitas pessoas se reúnem para rezar.

Kandahar é a segunda maior cidade do Afeganistão e fica a cerca de 500 km a sudoeste da capital Cabul .

Um médico disse à agência de notícias France Presse que o hospital central de Kandahar recebeu 32 corpos e 53 pessoas feridas até o momento.

A agência Reuters diz que ao menos 33 pessoas morreram e 73 ficaram feridas.

O jornal “The New York Times” fala em 37 mortos e ao menos 70 feridos, atribuindo a informação a Shams Samim, encarregado do Talibã para cultura e informação em Kandahar.

Nenhum grupo terrorista assumiu a autoria da explosão até o momento.

Explosão em outra mesquita

O incidente ocorre sete dias após uma outra explosão deixar mais de 100 mortos e feridos em uma outra mesquita xiita, na cidade de Kunduz, no nordeste do país .

Na ocasião, o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque suicida.

Atentado contra mesquita mata ao menos 50 pessoas no Afeganistão

O Talibã e o Estado Islâmico são rivais no país, e ambos os grupos extremistas são sunitas.

Xiitas e sunitas

Os xiitas são minoria no Afeganistão e, apesar de sunitas e xiitas serem muçulmanos, eles têm teologias e rituais diferentes.

Os sunitas são considerados mais tradicionais e, para eles, Maomé é o maior profeta (e os outros líderes da religião são secundários).

Os xiitas seguem um genro do profeta Maomé e, para eles, só os descendentes desse genro podem ser líderes dos muçulmanos.

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Spray fluorescente facilita detecção de câncer em cirurgias

Kaique Lima  

Olhar Digital

Um grupo de pesquisadores desenvolveu um novo spray fluorescente capaz de iluminar o tecido canceroso. Isso pode ajudar bastante os médicos que precisam realizar cirurgias de remoção de tumores, algo que pode ser bastante complicado em algumas ocasiões.

O prognóstico de pacientes de câncer que passam por cirurgias, em geral, é melhor se o cirurgião remover todo o conteúdo do tumor. Porém, em muitas ocasiões, é bem difícil dizer onde termina um tumor e onde começa o tecido saudável.

Hoje, os médicos tendem a usar a visão e o toque para identificar qual tecido é canceroso e qual não é, porém, essa abordagem acaba deixando passar alguns tumores menores ou células doentes que estejam nas margens entre um tumor e um tecido saudável.

Métodos muito invasivos

A cirurgia guiada por fluorescência pode deixar essa diferença mais clara para os cirurgiões. O método tem como base sondas fluorescentes que têm como alvo o tecido canceroso. Ao ter contato com as células tumorais, o spray produz luminescência, o que aumenta a sua visibilidade.

Hoje, já existem métodos que usam compostos fluorescentes na remoção de cânceres, mas não em spray. Por isso, esses compostos precisam ser administrados com alguma antecedência, o que exige um período de internação hospitalar mais longo, além de não revelarem tumores menores.

Outro ponto negativo é a necessidade de injeção de grandes doses desses compostos, o que exige uma lavagem para retirar o excesso de corante aplicado. Para otimizar esse processo, o professor Ching-Hsuan Tung e sua equipe pensaram em desenvolver um spray fluorescente.

Melhor um spray

Em um primeiro momento, a equipe de Tung usou um composto já existente. O produto permanece quase invisível em contato com o pH neutro de tecidos saudáveis. Porém, ao entrar em contato com o pH ácido dos tumores, apresenta uma fluorescência bastante intensa.

Este composto só funcionou da maneira esperada quando foi injetado, ao ser aplicado como spray, o produto não produziu os sinais desejados. Com isso, a equipe fez algumas alterações pontuais na composição química do produto, o que possibilitou a transformação em spray fluorescente.

Após ser aplicado no local, o produto apresentou a fluorescência esperada e delineou as bordas dos tumores de camundongos em alguns minutos, sem a necessidade de lavagem posterior. Ao ser aplicado no abdômen, foi possível delimitar tumores de ovário com até 1mm de diâmetro.

Via: Medical Xpress

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Protesto do Hezbollah termina com mortos e feridos no Líbano

Manifestação exigia a destituição do juiz responsável pelo processo sobre a explosão que ocorreu em agosto de 2020 no porto da capital Beirute, que mandou prender um deputado.

Por g1

Uma manifestação dos movimentos islâmicos Hezbollah e Amal em Beirute, capital do Líbano, terminou em tiros, mortos e feridos nesta quinta-feira (14).

A agência de notícias France Presse diz que uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas.

A vítima foi baleada na cabeça e três dos feridos estão em estado crítico, segundo a médica Mariam Hassan, do hospital Sahel, que fica nos arredores de Beirute.

A agência Reuters diz que são cinco mortos, incluindo uma mulher atingida por uma bala dentro de sua casa.

Manifestantes atacados

A manifestação exigia a destituição do juiz Tarek Bitar, responsável pelo processo sobre a explosão que ocorreu em 4 de agosto de 2020 no porto da cidade.

A tragédia causou a morte de pelo menos 214 pessoas e feriu mais de 6 mil, além de destruir vários edifícios na capital libanesa.

O Exército libanês afirma que manifestantes foram atacados quando passavam pela rotatória de Teyouneh, em uma área que divide os bairros cristãos e xiitas da cidade.

A população precisou correr para se proteger dos tiros, e o Exército passou a patrulhar as ruas (veja no vídeo no início desta reportagem).

O Hezbollah e o Amal disseram que grupos atiraram contra os manifestantes a partir de telhados. Os dois grupos dizem que Bitar está politizando a investigação.

Prisão de deputado e denúncia

O juiz interrogou vários políticos e funcionários do governo, incluindo aliados do Hezbollah, suspeitos de negligência que levou à explosão do porto.

Ela foi causada por uma grande quantidade de nitrato de amônio que estava armazenada no local.

Na terça-feira (12), Bitar emitiu um mandado de prisão contra Ali Hassan Khalil, deputado e ex-ministro das Finanças que é membro do Amal e aliado do Hezbollah.

Dois ex-ministros apresentaram uma denúncia contra o magistrado — que suspendeu a investigação. A acusação foi negada nesta quinta, e Bitar poderá retomar seu trabalho.

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Incêndio em prédio deixa mais de 80 mortos e feridos em Taiwan

Ao menos 46 pessoas morreram e 41 ficaram feridas na cidade de Kaohsiung, segundo autoridades. Prefeito diz que prédio de 40 anos estava parcialmente abandonado.

Por g1

Um incêndio em um prédio na cidade de Kaohsiung, no sul de Taiwan, deixou mais de 80 mortos e feridos, informaram autoridades locais nesta quinta-feira (14).

“O incêndio deixou 46 mortes e 41 feridos”, disse o Corpo de Bombeiros de Kaohsiung em um comunicado enviado à imprensa.

O incêndio começou em prédio de 40 anos no distrito de Yancheng na madrugada e foi extinto ao amanhecer.

O prefeito de Kaohsiung, Chen Chi-mai, disse que o prédio já abrigou restaurantes, salas de karaokê e um cinema, mas atualmente estava parcialmente abandonado.

O governo está investigando as causas do incêndio, inclusive se foi um ato criminoso.

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TOPO

Por Sandra Cohen

BLOG DA SANDRA COHEN / g1

Especializada em temas internacionais, foi repórter, correspondente e editora de Mundo em ‘O Globo’

Parentes, ONU e entidades de direitos humanos questionam a versão oficial de que o ex-ministro da Defesa Raúl Baduel, o décimo preso político a morrer sob custódia do regime, tenha sido infectado por Covid.

Não é de se estranhar que a morte do ex-ministro chavista Raúl Isaías Baduel, anunciada nas redes sociais pelo procurador-geral da Venezuela como vítima de Covid-19 em uma prisão militar, cause tanta desconfiança. Nos últimos seis anos, dez presos políticos morreram em circunstâncias misteriosas, sob a custódia do regime de Nicolás Maduro, de acordo com a ONG Foro Penal.

General reformado e ex-ministro da Defesa, Baduel, de 66 anos, era o prisioneiro de maior relevância, por ter sido um dos homens mais poderosos da Venezuela, até se desentender com Chávez, em 2007, e transformar-se em seu crítico contumaz. Foi condenado por crimes contra o decoro militar, abuso de poder e roubo de fundos das Forças Armadas.

Veja abaixo um vídeo de 2019 sobre Rafael Acosta Arévalo, um militar venezuelano morto dias depois de ser preso.

Militar preso pelo regime de Nicolás Maduro morre após ser torturado na Venezuela

Na esteira do desentendimento e das posteriores acusações, estava a reforma constitucional defendida por Chávez, que lhe garantiria a reeleição por tempo indeterminado. Baduel discordou dos rumos que a revolução bolivariana, da qual foi um dos mentores, tomou e foi castigado por isso. Amargou sete anos na prisão militar de Ramo Verde até ganhar, em 2015, liberdade condicional, sob restrições.

Dois anos depois, foi novamente preso por agentes de segurança do regime de Nicolás Maduro, que o acusou de conspiração e rebaixou-o das Forças Armadas. Daí a falecer por parada cardiorrespiratória, vítima de Covid-19, segundo a versão oficial, há um longo percurso de arbitrariedades que é questionado por familiares, pela ONU e por entidades defensoras dos direitos humanos, como a Anistia Internacional.

Para começar, a mulher Cruz e a filhas Andreína e Nayeska asseguram que três dias antes da morte, ele não apresentava qualquer sintoma da doença e acusam o regime de assassinato. O general reformado tinha sido transferido no dia 29 da sede do temido Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) para outra prisão.

As suspeitas são corroboradas pelo líder opositor, ex-deputado Juan Guaidó, ao denunciar violações sistemáticas de direitos humanos na Venezuela: “O general Raúl Baduel foi assassinado pela ditadura. A ditadura que o sequestrou, torturou e lhe negou cuidados médicos. Após 12 anos de um sofrimento brutal, Baduel é o décimo preso político que morre às mãos do regime.”

Como observou Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal, trata-se do terceiro dissidente morto somente este ano nas dependências do regime. A entidade contabiliza 259 presos políticos no país, 50 dos quais necessitam de cuidados médicos.

A morte suspeita de Baduel reaviva a memória de outra tragédia, há três anos, que também deflagrou comoção no país. Detido sem ordem judicial no aeroporto de Caracas, o vereador Fernando Albán teria morrido ao atirar-se de uma das janelas do décimo andar da sede do Sebin, segundo o procurador Tarek William Saab, o mesmo que anunciou esta semana a morte de Baduel. Tal como agora, opositores e entidades de direitos humanos não compraram a versão do regime.

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Suspeito de ataque na Noruega era fichado na polícia por radicalização

Convertido ao islã e conhecido da polícia, dinamarquês de 37 anos teria usado outras armas além de arco e flecha em ataque que matou cinco pessoas em Kongsberg. Ele está preso e reconheceu envolvimento no atentado.

Por Deutsche Welle

O suposto autor de ataque com arco e flechas que matou cinco pessoas e feriu duas outras nesta quarta-feira (13) na pequena cidade de Kongsberg, sudoeste da Noruega, é um convertido ao islã que aparece em uma lista de pessoas em perigo de radicalização, segundo informação divulgada pela polícia nesta quinta.

As autoridades norueguesas revelaram que os mortos são quatro mulheres e um homem, com idades entre 50 e 70 anos, e afirmaram ser muito cedo para determinar se se trata de um atentado terrorista.

Um cidadão dinamarquês de 37 anos é suspeito de realizar os ataques, que ocorreram em diversos locais da região central da cidade, segundo a polícia. Ele está sob custódia e acredita-se que agiu sozinho.

As autoridades afirmaram, ainda, que o homem está colaborando com as investigações, tendo reconhecido envolvimento nos ataques. “Ele está admitindo os fatos do caso”, disse a promotora Ann Iren Svane Mathiassen à agência de notícias NTB.

Segundo a promotora, após ser detido, o suspeito disse calmamente: “Eu fiz isso”. O homem “claramente descreveu o que havia feito e admitiu ter matado cinco pessoas”, disse Mathiassen à agência de notícia Associated Press.

Outras armas

“Ele é conhecido da polícia, mas prefiro não dar detalhes sobre os assuntos em que está envolvido”, disse a promotora ao canal TV2.

Ela informou também que ele usou outras armas além de arco e flechas, segundo a agência de notícia Efe. A agência norueguesa NTB também citou a polícia dizendo que o suspeito usou outras armas.

A polícia norueguesa não divulgou informações sobre os motivos do agressor.

MAPA - Ataque na Noruega — Foto: g1

MAPA – Ataque na Noruega — Foto: g1

“Acreditamos que apenas essa pessoa é quem cometeu os atos. É natural analisar se é um ato terrorista. Ainda é muito cedo para dizer qualquer coisa”, ressaltou o chefe de polícia da região onde os crimes ocorreram, Oyvind Aas.

Ele também revelou que um dos feridos, ambos hospitalizados, é um policial que estava em um supermercado, em seu horário de folga.

O ataque

A polícia norueguesa recebeu um alerta nesta terça-feira às 18h13 (13h13 em Brasília) de que um homem armado com um arco e flechas estava circulando pelo centro de Kongsberg – que fica a 66 quilômetros a sudoeste de Oslo e tem 26 mil habitantes. Ele foi preso cerca de meia hora depois, após um “confronto”, segundo a polícia.

“Há muitas cenas de crime. Essa pessoa passou por uma grande área do centro onde foram cometidos atos criminosos”, disse Aas sobre a rota do assassino, que também incluiu um supermercado.

Durante a perseguição, a polícia pediu aos moradores da cidade para que não saíssem de casa.

Várias unidades policiais foram mobilizadas, incluindo helicópteros e um grupo de especialistas em eliminação de bombas.

“É uma tragédia, é horrível. Você não acha que algo assim poderia acontecer em Kongsberg”, disse Kari Anne Sand, prefeita da cidade.

O ataque ocorreu pouco mais de uma década depois do pior atentado terrorista da Noruega. Em julho de 2011, o extremista de direita norueguês Anders Behring Brevik matou 77 pessoas em um atentado duplo que incluiu um carro-bomba e o uso de armas de fogo.

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