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Tratamento precoce: 3 antivirais aprovados no exterior contra Covid

Remédios que previnem hospitalização e morte pela infecção com o coronavírus já são prescritos em várias partes do mundo, mas não há perspectiva para aprovação desses fármacos ou incorporação deles no sistema público do Brasil.

Por André Biernath, BBC

Em pouco mais de dois anos, o tratamento da Covid-19 evoluiu bastante. Atualmente, existem remédios testados e aprovados para todas as fases da doença — desde os quadros mais leves e iniciais até os mais graves e avançados.

O problema, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, é que boa parte desses medicamentos não está disponível no país, apesar de já serem utilizados em larga escala em outras partes do mundo.

“Nós estamos num ponto de evolução em que temos medicações orais contra a Covid. E o Brasil está ‘comendo poeira’ das agências regulatórias de outros países”, critica a pneumologista e pesquisadora Letícia Kawano Dourado, uma das responsáveis pelas diretrizes de tratamento da Covid-19 feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Falamos de tratamentos capazes de transformar a Covid de uma doença ameaçadora em algo mais brando. Alguns deles, quando prescritos nos primeiros dias após o diagnóstico, conseguem prevenir a hospitalização em cerca de 70 a 80% dos pacientes que têm mais risco de desenvolver quadros graves”, continua.

“Já temos esses fármacos em uso na União Europeia, no Reino Unido, nos Estados Unidos, no Canadá… Outro dia eu comentei que o brasileiro não tem acesso a nenhum dos tratamentos e um colega no Japão ficou chocado e disse que nem conseguia imaginar como isso era possível”, completa.

Veja a seguir que tratamentos são esses, como eles funcionam e por que ainda não estão disponíveis no país.

Antivirais: o verdadeiro tratamento precoce contra a Covid

Em linhas gerais, esses remédios impedem a replicação do coronavírus no organismo. Com isso, o patógeno deixa de invadir as células e há menos probabilidade de o quadro infeccioso se agravar e necessitar de suporte hospitalar.

Até o momento, três medicações desse grupo já foram testadas e aprovadas em vários países: o remdesivir (da farmacêutica Gilead Sciences), o paxlovid (Pfizer) e o molnupiravir (MSD).

Por ora, o único deles que está liberado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o remdesivir.

Esse fármaco é administrado em dose única, dada através de uma infusão intravenosa (na veia).

Até o final do ano passado, o remédio da Gilead era oferecido aos pacientes numa fase mais avançada da doença. Mas os resultados obtidos eram questionáveis — e existia até uma discordância sobre a indicação dele, com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos sugerindo o uso do remdesivir, enquanto a OMS não fazia essa mesma recomendação.

Mas um estudo publicado em 22 de dezembro no periódico The New England Journal of Medicine revelou que a aplicação precoce desse antiviral, logo nos primeiros dias de Covid, resultou num risco 87% menor de hospitalização ou morte entre pacientes de alto risco, como idosos, obesos ou portadores de doenças cardíacas e renais, em comparação com quem tomou placebo (substância sem nenhum efeito terapêutico).

Apesar de estar aprovado no país, o uso do remdesivir, na prática, é bem restrito: em 2021, o tratamento foi avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão do Ministério da Saúde que define quais novidades (remédios, exames, aparelhos…) serão comprados e distribuídos na rede pública do Brasil.

À época, a decisão foi a de não incorporar esse medicamento no SUS.

Como já citado acima, a classe dos antivirais é composta de outras duas opções além do rendesivir: o paxlovid e o molnupiravir.

Uma grande vantagem deles é o fato de serem comprimidos, que podem ser tomados em casa, sem necessidade de ir até uma clínica de infusão ou um hospital.

“Nos estudos, o paxlovid chegou a reduzir em mais de 70% as hospitalizações e os óbitos nas populações vulneráveis à Covid”, calcula o médico José David Urbaez Brito, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do Distrito Federal.

Há três detalhes importantes no uso desses antivirais. O primeiro é que eles devem ser prescritos logo no início da infecção, de preferência nos primeiros cinco dias.

Segundo, só faz sentido dar essas medicações para aqueles pacientes com maior risco de desenvolver as complicações da doença, como idosos, obesos e portadores de doenças pulmonares, cardíacas e renais.

Nos demais indivíduos, a tendência da Covid-19 é evoluir sem a necessidade de grandes intervenções farmacológicas.

Terceiro, os dois tratamentos precisam ser disponibilizados por um preço razoável — de nada adianta eles serem aprovados e custarem milhares de reais, o que impede o acesso à maioria das pessoas.

“Esses antivirais reduzem o tempo de hospitalização e a necessidade da UTI, o que significa uma economia importante para todo o sistema de saúde”, analisa o médico e pesquisador Luciano Cesar Azevedo, professor de emergências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

“Mas, para que sejam incorporados no SUS, a relação custo-benefício precisa ser favorável. Ou seja, eles não podem chegar no Brasil com um preço exorbitante, porque isso pode anular o benefício de evitar internações e todos os custos humanos e financeiros disso”, completa o especialista, que também atua no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

Embora já sejam aprovados e utilizados na prática em locais como Estados UnidosCanadáReino Unido e Austrália, não existem perspectivas claras de quando o paxlovid ou o molnupiravir chegarão ao Brasil.

Anvisa recebeu um pedido para liberação emergencial do molnupiravir, da MSD, em 26 de novembro e recentemente realizou reuniões com a Pfizer para colher informações sobre o paxlovid.

Procurada pela BBC News Brasil, a agência encaminhou um link de seu site oficial com informações dos tratamentos já aprovados contra a Covid. Não há, porém, nenhuma menção aos dois antivirais ou quando eles podem ficar disponíveis no país na lista “medicamentos em análise” disponibilizada na página.

Anticorpos monoclonais: uso é precoce, mas preço dificulta acesso

“Esses medicamentos costumam agir contra a proteína spike, estrutura que fica na superfície do coronavírus e se liga aos receptores de nossas células para dar início à infecção”, explica Azevedo.

“Os anticorpos monoclonais ‘grudam’ nessa proteína e ativam a resposta imune para remover o vírus do organismo”, completa o médico.

Até o momento, quatro fármacos dessa classe foram aprovados pela Anvisa: regdanvimabe (da farmacêutica Celltrion Healthcare), casirivimabe/imbevimabe (Regeneron/Roche), sotrovimabe (GSK) e banlanivimabe/etesevimabe (Eli Lilly).

O tempo é um fator chave para o sucesso dessas terapias. “Falamos de medicamentos indicados para pacientes de alto risco, mas que ainda estão numa fase precoce e sem complicações da Covid, e não foram hospitalizados”, pontua Azevedo.

Esses remédios são aplicados em ambiente hospitalar, por meio de infusões venosas.

O problema, mais uma vez, está no acesso. Azevedo, que trabalha em dois dos maiores hospitais da América Latina, diz que nunca conseguiu prescrever esses fármacos para pacientes com Covid.

“A disponibilidade é muito baixa e limitada. É raro ver essas drogas sendo usadas na prática”, aponta.

O preço é uma das principais barreiras à disponibilidade delas por aqui: o tratamento chega a custar entre 10 e 20 mil reais por paciente.

Para piorar, nenhuma dessas drogas foi incorporada no SUS.

Na avaliação de Dourado, a ausência dos anticorpos monoclonais na rede pública de saúde fez com que o acesso a eles se tornasse praticamente nulo por aqui.

“Muitas farmacêuticas decidiram que só iriam negociar com os governos nacionais. No Brasil, portanto, quase ninguém consegue fazer esse tratamento, nem com plano de saúde”, conta.

“Mesmo que alguma pessoa ou operadora de saúde faça a importação dessas medicações diretamente, o valor vai ser absurdamente mais alto e há o risco de atrasos por questões burocráticas que podem inviabilizar o uso do tratamento nos primeiros dias da doença”, acrescenta a médica.

A Conitec avaliou, por exemplo, o uso do remédio banlanivimabe/etesevimabe no SUS, mas, em agosto, decidiu não fazer a incorporação.

Essa avaliação leva em conta as evidências científicas disponíveis e o custo-benefício em incluir a terapia no sistema público, entre outros quesitos.

A comissão afirmou que não existiam “dados sobre segurança e eficácia em pessoas previamente vacinadas”, não foram encontrados “dados de segurança para utilização dos medicamentos em pacientes mais instáveis” e que “os dados sobre o uso do medicamento são preliminares”.

Dourado lamenta a decisão e o tempo para que ela fosse tomada — a Anvisa aprovou esse tratamento em maio e a Conitec só bateu o martelo quase quatro meses depois. “O Brasil perdeu a oportunidade de salvar vidas usando esse medicamento”.

“E pior que, se você demorar muito, perde-se o tempo em que o tratamento pode ser utilizado. O banlanivimabe/etesevimabe, por exemplo, parece perder eficácia agora contra a variante ômicron.”

“Tivemos uma janela de oportunidade para baixar o risco de hospitalização de pacientes que foi desperdiçada”, completa.

Anti-inflamatórios: restritos aos casos mais graves, estão amplamente disponíveis

Quando a infecção pelo coronavírus evolui e fica mais séria, a resposta do sistema imunológico deixa o corpo num estado inflamatório.

O problema é que essa inflamação pode sair do controle e acabar prejudicando o funcionamento de órgãos vitais, como o coração e os pulmões.

É justamente para regular essa resposta imune exagerada que os médicos lançam mão dos anti-inflamatórios.

Em pacientes com quadros mais graves de Covid, o remédio mais utilizado dessa classe é a dexametasona.

“Esse é um corticoide antigo, barato e totalmente disponível”, entende Azevedo.

Mais recentemente, surgiram outras duas opções que também atuam sobre a inflamação nos quadros mais graves de covid: os inibidores do receptor da interleucina-6, como o tocilizumabe (Roche), e os inibidores da janus quinase, caso do baricitinibe (Eli Lilly).

Em linhas gerais, a recomendação é que os médicos usem a dexametasona e eventualmente adicionem mais um outro desses medicamentos, a depender de determinados critérios técnicos.

Alguns desses tratamentos, inclusive, já eram usados para outras doenças com fundo inflamatório, como a artrite reumatoide.

De acordo com o site da Anvisa, o baricitinibe está aprovado para o tratamento da Covid no Brasil — já no caso do tocilizumabe, que está recomendado pela OMS, os médicos costumam fazer o uso off-label (fora da bula) no país para os pacientes com quadros mais severos de Covid.

Segundo os especialistas, a disponibilidade desses fármacos no país não é tão preocupante, uma vez que eles já eram prescritos por aqui antes mesmo de a pandemia começar.

“Em alguns lugares, essas medicações acabaram faltando no momento mais grave, durante o primeiro semestre de 2021. Mas, com a diminuição dos casos no segundo semestre, o acesso voltou a se normalizar”, relata Azevedo.

“Mas, na prática, temos usado pouco esses outros remédios [inibidores e interleucina-6 e inibidores de janus quinase] em comparação com a dexametasona”, conclui.

É possível melhorar o acesso aos tratamentos contra a Covid-19?

Na avaliação de Urbaez Brito, o Brasil poderia usar toda a sua tradição em combater doenças infecciosas para negociar com as farmacêuticas.

“O Ministério da Saúde sempre foi brilhante e tem uma enorme experiência em comprar grandes quantidades de tratamentos modernos indicados para outras enfermidades, como as infecções pelo HIV ou pela hepatite C”, conta.

“E isso sem contar que, quando consideramos o tamanho do país e da população, falamos de grandes volumes. Isso é muito atrativo para as farmacêuticas e facilita a compra por um preço menor”, aposta o infectologista.

Já Dourado acredita que o governo deveria ser mais ágil nos processos de aprovação, compra e distribuição dos remédios.

“As agências regulatórias dos Estados Unidos, da União Europeia e de outras partes do mundo conseguem acesso antecipado aos dados dos testes clínicos dos medicamentos. Assim, elas já fazem a análise em tempo real e aceleram a aprovação”, compara.

“Me parece que o Brasil está atrasado em todas as etapas. É necessário fazer um monitoramento dos estudos que estão em curso, entrar em contato com as farmacêuticas, ter acesso às informações antecipadamente, fazer avaliações e recomendações, já negociar contratos…”, lista.

“Daí, assim que a Anvisa aprovar o tratamento, ele já ficaria disponível para os pacientes com rapidez”, conclui a pneumologista.

A BBC News Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde para obter um posicionamento oficial a respeito da disponibilidade dos tratamentos contra a Covid-19 no país, especialmente na rede pública, porém não foi enviada nenhuma resposta até a publicação desta reportagem.

Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que é responsável por regulamentar os planos de saúde e define quais tratamentos são de cobertura obrigatória ou não pelas operadoras, enviou uma nota de esclarecimentos por e-mail.

No texto, a agência afirma que “os medicamentos para o tratamento da Covid-19 (rendesivir, casirivimabe/imdevimabe, banlanivimabe/etesevimabe, regdanvimabe, sotrovimabe e baricitinibe) não possuem cobertura para a utilização ambulatorial e/ou domiciliar”.

“Todavia, se prescritos pelo médico assistente para administração durante a internação (internação hospitalar ou internação domiciliar substitutiva à internação hospitalar), quando respeitadas as indicações de suas bulas, os referidos medicamentos terão cobertura obrigatória”, finaliza a nota.

No entanto, apesar da cobertura obrigatória garantida pela ANS, o acesso a esses medicamentos na rede privada esbarra nas dificuldades de importação e na curta janela de oportunidade para o uso, que geralmente fica restrito aos primeiros dias da doença.

Além disso, quatro desses tratamentos (os anticorpos monoclonais casirivimabe/imdevimabe, banlanivimabe/etesevimabe, regdanvimabe, sotrovimabe) só são indicados para pacientes não hospitalizados, o que inviabiliza sua cobertura pelos planos de saúde segundo as regras atuais da ANS.

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China afirma aos EUA que preocupações da Rússia sobre a Ucrânia devem ser levadas a sério

Ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, também disse ao secretário de Estado americano, Antony Blinken, que os EUA devem ‘parar de brincar com o fogo’ na questão de Taiwan.

Por France Presse

China afirmou nesta quinta-feira (27) aos Estados Unidos que as preocupações de segurança da Rússia a respeito da crise na Ucrânia devem ser levadas a sério. O alerta foi feito durante uma ligação entre os chefes de diplomacia das duas potências mundiais.

Na conversa, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, também disse ao secretário de Estado americano, Antony Blinken, que os EUA devem “parar de interferir” nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim e “parar de brincar com o fogo” na questão de Taiwan.

A ligação ocorreu a poucos dias da cerimônia de abertura dos Jogos, mas abordou principalmente a crise na Ucrânia, onde a presença de mais de 100 mil tropas russas na fronteira provocam o temor de uma nova invasão.

A Rússia nega ter intenções hostis e justifica a mobilização de seu exército pela preocupação com sua segurança ante a possível expansão da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) sobre a área de influência do país.

“As preocupações razoáveis de segurança da Rússia devem ser levadas a sério e resolvidas”, declarou Wang, de acordo com o comunicado divulgado pelo governo chinês. “A segurança regional não pode ser garantida pelo fortalecimento ou, inclusive, a expansão dos blocos militares”.

“Todas as partes deveriam abandonar completamente a mentalidade da Guerra Fria e formar um mecanismo de segurança europeu equilibrado, efetivo e sustentável por meio de negociações”, insistiu o ministro.

Blinken, por outro lado, advertiu o colega chinês para “os riscos econômicos e de segurança global que representam uma agressão da Rússia contra a Ucrânia e concordou que a ‘desescalada’ e a diplomacia são a maneira responsável de se proceder”, disse seu porta-voz, Ned Price.

Entenda no vídeo abaixo por que a Rússia pode invadir a Ucrânia:

Por que a Rússia pode invadir a Ucrânia? Entenda em 3 pontos

Jogos de Inverno

O ministro chinês aproveitou a conversa para advertir o governo americano contra sua postura a respeito dos Jogos Olímpicos de Pequim, que foi afetado pela rivalidade entre as duas potências e as acusações de violações dos direitos humanos na China.

EUA e outros países aliados anunciaram um boicote diplomático aos Jogos, especialmente pela repressão à minoria muçulmana uigur na região de Xinjiang .

EUA anunciam boicote diplomático aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim

“A prioridade mais urgente agora é que os Estados Unidos parem de interferir nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim”, disse Wang. O ministro também pediu que seu colega “pare de brincar com fogo” com Taiwan, uma fonte de grandes tensões entre as duas potências.

Tensões sobre Taiwan

Taiwan é uma ilha a menos de 200 km da China que se tornou politicamente independente em 1949, quando nacionalistas chineses fugiram após serem derrotados pelos comunistas (que estão até hoje no poder no gigante asiático).

Desde então, Taiwan tem um governo independente, que é reconhecido como país por 15 nações — o que causa grande irritação no governo chinês, que nunca considerou a ilha como um país autônomo.

China e Taiwan já tiveram uma relação mais harmônica, especialmente entre o fim dos anos 1990 e até 2016, mas o governo chinês tem elevado o tom contra a ilha desde então e há o temor que haja uma guerra e ela seja reincorporada à China continental.

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Terremoto atinge Tonga 12 dias após erupção seguida de tsunami

Erupção de vulcão submarino no dia 15 causou grande destruição no país e um tsunami que atingiu até o Alasca. Tremor desta quinta pode afetar a distribuição da ajuda humanitária.

Por G1

Um terremoto de magnitude 6,2 foi registrado nesta quinta-feira (27) a 219 km de Pangai, em Tonga, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS na sigla em inglês).

O terremoto ocorreu a uma profundidade de 14,5 km no Oceano Pacífico. Não há alerta de tsunami até o momento.

O terremoto ocorre 12 dias após a erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Haa’pai, que gerou alerta de tsunami em diversos países no dia 15 e atingiu até o Peru e o Alasca.

Ondas gigantescas atingiram as ilhas de Tonga, invadindo casas na capital Nuku’alofa e destruindo povoados inteiros em ilhas do arquipélago que tem cerca de 100 mil habitantes.

Imagens de satélite mostram devastação após erupção vulcânica e tsunami em Tonga

Duas mulheres morreram afogadas no norte do Peru, devido a ondas gigantes causadas pelo tsunami no Pacífico, e três pessoas morreram em Tonga.

Dois dias depois, uma nova erupção foi detectada no local. Uma série de imagens de satélite mostra o estrago causado pelo vulcão.

Ainda não está claro o impacto do terremoto desta quinta, que pode afetar a distribuição da ajuda humanitária que começou a chegar ao país.

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Alemanha bate novo recorde diário de casos de Covid-19

País ultrapassa pela primeira vez a marca de mais de 200 mil infecções pela doença em apenas 24 horas.

Por G1, Reuters

Alemanha bateu um novo recorde de diário de casos de Covid-19 nesta quinta-feira (27), ultrapassando a marca de 200 mil infecções pela primeira vez desde o início da pandemia.

Segundo o Instituto Robert Koch para doenças infecciosas, o país registrou 203.136 testes positivos nas últimas 24 horas, quase 70 mil casos a mais do que o mesmo dia da última semana.

Nesta quarta-feira (26), o país já havia batido o recorde de casos, com pouco mais de 164 mil testes positivos em apenas um dia.

O país germânico também registrou mais 188 mortes nesta quinta-feira e e já soma 117.314 óbitos pelo novo coronavírus.

Parlamentares alemães debateram nesta quarta-feira (26) se deveriam impor a vacinação obrigatória contra a Covid-19. Do lado de fora do prédio do parlamento, manifestantes protestavam contra a medida.

Cerca de 75% da população alemã recebeu pelo menos uma dose de vacina – menos do que em outros países da Europa Ocidental, como França, Itália ou Espanha, onde os números estão todos acima de 80% da população imunizada.

O chanceler Olaf Scholz apoia a vacinação obrigatória para maiores de 18 anos, mas seu governo de coalizão está dividido sobre o assunto.

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Passageiro clandestino é achado com vida em rodas de avião em Amsterdã

É muito raro que pessoas que embarcam em voos longos nestas condições sobrevivam, devido ao frio e ao baixo nível de oxigênio em grandes altitudes.

Por BBC

A polícia holandesa disse ter encontrado um passageiro clandestino com vida na seção de rodas de um avião de carga que pousou no aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, vindo da África do Sul.

Os voos de Joanesburgo para Amsterdã duram cerca de 11 horas, e o avião de carga fez uma escala em Nairóbi, no Quênia.

Um porta-voz da transportadora Cargolux confirmou à agência de notícias Reuters que o passageiro clandestino estava em um voo operado pela empresa.

Não se sabe se o homem embarcou no avião na África do Sul ou no Quênia.

É muito raro que clandestinos em voos longos sobrevivam, devido ao frio e ao baixo nível de oxigênio em grandes altitudes.

A idade e a nacionalidade do homem ainda não foram determinadas, segundo a polícia

“O homem foi encontrado vivo na seção do nariz do avião e foi levado ao hospital em condição estável”, disse a porta-voz da Polícia Militar Real Holandesa, Joanna Helmonds, à France Presse.

“É bastante notável que o homem ainda esteja vivo”, disse ela.

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Biden xinga jornalista na Casa Branca

Presidente dos EUA chamou repórter da Fox News de ‘idiota filho da p…’, possivelmente sem saber que microfone à sua frente estava ligado. Depois, ligou para o jornalista.

Por g1

O presidente dos Estados UnidosJoe Biden, insultou na segunda-feira (24) um repórter da rede de TV Fox News.. Depois, ligou para o jornalista.

A agressão verbal ocorreu no final de uma sessão de fotos na Casa Branca, e Biden possivelmente não sabia que o microfone à sua frente estava ligado.

Quando os repórteres deixavam a sala, o jornalista Peter Doocy, da rede de televisão Fox News, perguntou se o presidente americano achava que a inflação seria um passivo político.

A Fox News é um dos canais favoritos dos conservadores e também do ex-presidente Donald Trump, que perdeu a eleição para Biden mas até hoje não aceita a derrota.

“É um grande trunfo. Mais inflação”, ironizou Biden. “Que idiota filho da p…”, murmurou em seguida.

Doocy depois revelou que o presidente o telefonou e afirmou que “não é nada pessoal, amigo”.

“Fiz questão de dizer a ele que eu sempre vou tentar perguntar algo diferente do que todo mundo está perguntando. E ele disse: ‘Você tem que’. E isso foi o presidente que disse, então eu vou continuar fazendo isso”, afirmou o repórter da Fox News.

Queda de popularidade

Biden, que completou um ano no cargo no dia 20, enfrenta uma forte queda de popularidade devido à inflação em alta e o impacto da variante ômicron do novo coronavírus nos EUA

A alta de preços no país atingiu 7% em dezembro, o maior patamar desde junho de 1982, e o número de casos confirmados por dia têm superado o 1 milhão por dia nas últimas semanas.

A gestão do democrata também é criticada por problemas de imigração na fronteira com o México e na política internacional, devido ao fracasso da retirada das tropas americanas do Afeganistão.

Para piorar, com a queda de popularidade de Biden, os democratas podem perder a maioria que têm no Congresso nas eleições de meio de mandato que ocorrerão neste ano.

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Atirador deixa 4 feridos em universidade na Alemanha

Polícia diz que agressor agiu sozinho e está morto. Imprensa alemã diz que ele era aluno e se matou após abrir fogo contra estudantes em uma sala de aula da faculdade de medicina.

Por g1

Um atirador abriu fogo e feriu quatro pessoas na universidade de Heidelberg, no sudoeste da Alemanha, nesta segunda-feira (24).

A polícia disse que alguns dos feridos estão em estado grave, mas “atualmente sem perigo”. Disse também que o atirador agiu sozinho e está morto.

A agência de notícias dpa afirmou que uma das vítimas morreu, mas não há confirmação oficial.

Segundo o jornal alemão “Bild”, o agressor atirou contra alunos dentro de uma sala de aula na universidade e depois se matou.

A Deutsche Welle diz que o atirador era estudante e abriu fogo em uma sala de aula da faculdade de medicina.

Heidelberg fica ao sul de Frankfurt e tem cerca de 160 mil habitantes. Sua universidade foi fundada em 1386 e é a mais antiga da Alemanha.

Procurada pela Associated Press, a universidade de Heidelberg se recusou a dar detalhes sobre o ataque e os feridos.

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EUA, Reino Unido e Austrália retiram famílias de funcionários de suas embaixadas da Ucrânia

Departamento de Estado americano afirmou que decisão foi tomada ‘devido à ameaça persistente de uma operação militar russa’ no país. Otan vai enviar tropas, aviões e navios ao leste da Europa.

Por g1

Em meio à escalada de tensão da Rússia com a Ucrânia, os governos dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Austrália começaram a retirar as famílias dos funcionários de suas embaixadas em Kiev, a capital da Ucrânia, e a Otan anunciou que vai enviar mais tropas para o leste da Europa.

Os países temem que a Rússia invada novamente a Ucrânia (veja mais abaixo). O governo russo posicionou mais de 100 mil soldados na fronteira e tem feito exercícios militares com Belarus, outro país vizinho que fazia parte da União Soviética, mas nega que vá promover uma invasão à Ucrânia.

O Departamento de Estado americano afirmou no domingo (23) que a decisão foi tomada “devido à ameaça persistente de uma operação militar russa” no país vizinho.

Por que a Rússia pode invadir a Ucrânia? Entenda em 3 pontos

O comunicado do governo dos EUA diz também que funcionários não essenciais da embaixada podem deixá-la se desejarem e recomenda aos cidadãos americanos que residem na Ucrânia que “devem agora considerar” deixar o país em voos comerciais ou outros meios de transporte.

A embaixada dos EUA afirmou que “ação militar da Rússia pode acontecer a qualquer momento” e que autoridades “não estarão em condições de evacuar cidadãos americanos em tal contingência”. “Portanto, os cidadãos dos EUA atualmente presentes na Ucrânia devem se planejar”.

A Embaixada britânica já começou a retirada das famílias e disse que a medida inclui não só os dependentes, mas também funcionários não essenciais.

O governo da Austrália passou a alertar seus cidadãos para não irem à Ucrânia e pediu aos australianos que deixem o país por meios comerciais. “Os serviços consulares e nossa capacidade de fornecer assistência consular aos australianos podem ser limitados devido às circunstâncias locais”.

Os anúncios ocorrem dias após os chefes da diplomacia dos EUA e da Rússia, Antony Blinken e Sergey Lavrov se reunirem para discutir a crise da Ucrânia. No fim de semana, foi a vez dos ministros da Defesa britânico e russo, Ben Wallace e Serguei Shoigu, também se encontrarem.

Otan envia tropas

Os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciaram nesta segunda-feira (24) que vão reforçar a capacidade de defesa no leste da Europa, enviando tropas, aviões e navios para contrabalançar a concentração de tropas russas na fronteira com a Ucrânia.

“A Otan continuará tomando todas as medidas necessárias para proteger e defender todos os aliados, inclusive reforçando a parte oriental da aliança”, afirmou seu secretário-geral, Jens Stoltenberg.

A Otan é uma aliança político-militar dos EUA e do Canadá com países europeus que foi fundada em 1949, durante a Guerra Fria, para inibir o avanço da União Soviética na Europa e a proteger mutuamente os países-membros (pelo tratado, se um membro for atacado os demais devem reagir).

Com o fim da União Soviética e o colapso do bloco soviético, a Otan passou a se expandir em direção ao leste europeu, quase dobrando de tamanho (atualmente a organização tem quase 30 Estados-membros).

Países que faziam parte da União Soviética, como a Estônia, a Letônia e a Lituânia, ou ex-aliados da Rússia no Pacto de Varsóvia, como a Polônia, hoje estão sob influência da Otan — o que a Rússia não aceita e considera uma ameaça.

O que a Rússia quer

A organização também afirmou nesta segunda que a Espanha “está considerando enviar aviões de combate para a Bulgária“, que a Holanda enviará caças ao mesmo país e a França “manifestou sua disposição de enviar tropas para a Romênia“.

A declaração ocorre três dias após o governo russo exigir a retirada das tropas da Otan da Romênia e da Bulgária, países que fazem parte da aliança político-militar e antigamente eram da área de influência da Rússia.

“Trata-se da retirada de forças estrangeiras, de material e de armamento, assim como outras medidas, para voltar à situação de 1997 nos países que não eram então membros da Otan. É o caso da Romênia e da Bulgária“, afirmou na sexta-feira (21) o Ministério das Ralações Exteriores russo.

O governo russo quer não só que a Otan pare de ampliar a sua área de influência como deseja que a aliança político-militar recue e se afaste de países do leste europeu, como Belarus e a Ucrânia.

Invasão à Ucrânia

Por isso Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 e anexou a região da Crimeia, em 2014, e agora deslocou o Exército para a fronteira com o país. Os russos também exigem que a Otan proíba a entrada da Ucrânia na organização — o que os países ocidentais rejeitam.

Na época, manifestantes derrubaram o então presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, que havia desistido de assinar um tratado de livre-comércio com a União Europeia e preferiu estreitar relações comerciais com a Rússia.

A decisão deu origem a protestos em massa que resultaram na destituição de Yanukovich, que fugiu para a Rússia. Os russos então reagiram e invadiram a Crimeia, sob protesto dos EUA, da União Europeia e da Otan, e seguem controlando a região até hoje.

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Covid: por que OMS diz que variante ômicron pode significar fim da pandemia na Europa

“Assim que a onda da ômicron diminuir, haverá imunidade geral por algumas semanas ou alguns meses, seja por causa da vacina ou porque as pessoas ficarão imunes devido à infecção, além de uma diminuição devido à sazonalidade”, disse Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

Por BBC

Organização Mundial da Saúde diz que a Europa pode estar se aproximando do fim da pandemia

Detectada pela primeira vez em meados de novembro na África do Sul, a variante ômicron do coronavírus causou uma explosão repentina de casos na Europa – que logo se refletiu em diferentes partes do mundo.

No Brasil, a variante já é dominante desde pelo menos a primeira semana de janeiro, representando entre 90% e 100% dos casos positivos confirmados por testes do tipo RT-PCR, segundo o mapa de frequência do Programa de Vigilância de Sars-CoV-2 da Rede Corona-Ômica BR-MCTI, que monitora o crescimento das principais variantes do vírus no país.

No entanto, de acordo com declarações recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Europa entrou agora numa nova fase, que poderá levar ao fim da pandemia na região.

“É plausível que a região esteja chegando ao fim da pandemia”, disse Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, no domingo (23/1).

Isso pode acontecer assim que passar a onda de infecções causadas por essa variante, que, segundo a agência, fará com que mais da metade da população do continente europeu contraia a doença nas próximas semanas.

“Assim que a onda da ômicron diminuir, haverá imunidade geral por algumas semanas ou alguns meses, seja por causa da vacina ou porque as pessoas ficarão imunes devido à infecção, além de uma diminuição devido à sazonalidade”, disse Kluge à agência de notícias AFP.

A OMS espera que isso proporcione um período de calma até que “a covid-19 provavelmente volte no final do ano, mas não necessariamente [com] o retorno da pandemia”.

Geneticista explica por que algumas pessoas não pegaram Covid mesmo tendo contato com infectados

É preciso manter cuidados

Kluge destacou, no entanto, que ainda é cedo para classificar a covid-19 como uma doença endêmica, algo que vem sendo discutido no período recente.

“Fala-se muito em endemia, mas endemia significa que é possível prever o que vai acontecer. Esse vírus nos surpreendeu mais de uma vez, então temos que ter muito cuidado”, disse o porta-voz da OMS.

Ele advertiu que, como a variante ômicron tem sido amplamente transmitida, é possível que apareçam outras variantes.

Por esse motivo, Kluge recomendou à população ser responsável, ficar em casa se apresentar algum sintoma e se isolar em caso de teste positivo para covid.

Dada a velocidade com que a variante está sendo transmitida em toda a Europa, Kluge explicou que a ênfase agora está em “minimizar a interrupção [do serviço] nos hospitais, nas escolas e na economia, e colocar um enorme esforço na proteção dos vulneráveis”, mais do que em impor medidas para barrar o contágio.

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Ucrânia: EUA anunciam que têm 8,5 mil soldados em prontidão em meio à escalada de tensões

Pentágono afirmou que tem soldados prontos para serem acionados em curto prazo; definição deve ocorrer após reunião com aliados.

Por BBC

Cerca de 8.500 soldados dos Estados Unidos estão em alerta máximo para serem mobilizados em meio à crescente tensão na Ucrânia, segundo anunciou o Pentágono.

Enquanto isso, a Rússia nega planejar uma ação militar contra a Ucrânia, apesar de reunir aproximadamente 100.000 soldados nas proximidades deste país.

O Pentágono diz que ainda não foi tomada uma decisão definitiva sobre o envio de tropas. Isso só aconteceria se a aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) decidir empregar forças de de reação rápida, “ou se outras situações se desenrolarem” no que diz respeito às tropas russas, segundo explicou o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby. Não há planos de ação na própria Ucrânia, acrescentou.

“Isso está provando a seriedade com que os EUA levam seu compromisso com a Otan”, disse Kirby.

Alguns membros da Otan, incluindo Dinamarca, Espanha, Bulgária e Holanda, já estão enviando caças e navios de guerra para a Europa Oriental, como um reforço na defesa na região.

No fim de semana, cerca de 90 toneladas de “ajuda letal” dos EUA, incluindo munição para “defensores da linha de frente”, chegaram à Ucrânia.

Nesta segunda-feira (24) o presidente americano, Joe Biden, e aliados europeus fizeram uma videochamada para discutir uma estratégia das potências ocidentais diante da mobilização russa.

Enquanto isso, Boris Johnson alertou que investigações de serviços de inteligência sugerem que a Rússia está planejando um ataque-relâmpago à capital ucraniana, Kiev.

“A inteligência é muito clara de que existem 60 grupos de batalha russos nas fronteiras da Ucrânia, o plano para um ataque-relâmpago que poderia derrubar Kiev é algo à vista de todos “, disse Johnson.

“Precisamos deixar bem claro para o Kremlin, para a Rússia, que esse seria um passo desastroso.”

Retirada de funcionários das embaixadas

O governo Biden recomendou a funcionários da embaixada e seus parentes que deixassem a Ucrânia no domingo. Kiev, por sua vez, classificou a decisão como “prematura” e “uma demonstração de cautela excessiva”.

O Reino Unido também começou a retirar funcionários de sua embaixada, com cerca de metade deles já programados para sair de Kiev. A decisão veio um dia depois de o departamento de relações exteriores britânico acusar o presidente russo, Vladimir Putin, de planejar colocar um líder pró-Moscou no governo da Ucrânia.

O nome apontado para essa função, segundo o governo britânico, é do ex-deputado ucraniano Yevhen Murayev — que chamou essa alegação de “estúpida” em uma entrevista à agência de notícias Reuters. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia publicou no Twitter que o departamento britânico estava fazendo “circular desinformação”.

Quando o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se encontrou na semana passada com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, o russo expressou a esperança de que “as emoções diminuam”.

Mas as negociações diplomáticas não conseguiram aliviar as tensões, e a moeda da Rússia — o rublo — perdeu muito valor. Os EUA e seus aliados ameaçaram novas sanções econômicas se os militares russos agirem contra a Ucrânia.

Quase uma década de turbulência

O Kremlin declarou que vê a Otan como uma ameaça à segurança e exige garantias legais de que a aliança não expandirá mais para o leste, inclusive para a vizinha Ucrânia. Mas os EUA disseram que a questão em jogo é a hostilidade russa, não a expansão da Otan.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, rejeitou a exigência de veto da Rússia, dizendo que a aliança representa “o direito de cada nação escolher suas próprias alianças”.

A Rússia tomou parte do território ucraniano antes, quando anexou a Crimeia em 2014. Rebeldes apoiados por Moscou também controlam áreas do leste da Ucrânia perto das fronteiras russas. Esse conflito já custou cerca de 14 mil vidas, e um acordo de paz de 2015 está muito longe de ser cumprido.

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