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Justiça manda governo federal informar no site do Ministério da Saúde se feijão do Pastor Valdemiro Santiago cura Covid-19

Igreja Mundial do Poder de Deus postou vídeos em redes sociais oferecendo semente de feijão por até R$ 1 mil cada. Juiz federal em SP quer que governo forneça informação à população sobre se há eficácia no alimento. Na ação, MPF afirma que feijão não cura e é propaganda ‘enganosa’.

Por Julia Affonso, GloboNews

O pastor Valdemiro Santiago de Oliveira, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), anuncia sementes de feijão com supostos poderes de curar a Covid-19.  — Foto: Reprodução/Youtube

O pastor Valdemiro Santiago de Oliveira, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), anuncia sementes de feijão com supostos poderes de curar a Covid-19. — Foto: Reprodução/Youtube

O juiz federal Tiago Bitencourt de David, da 5ª Vara Cível Federal de São Paulo, determinou que a União informe no site do Ministério da Saúde, em até 15 dias, se há ou não eficácia comprovada das sementes de feijão no combate à Covid-19. O uso das sementes é defendido em vídeo pelo líder religioso Valdemiro Santiago de Oliveira, da Igreja Mundial do Poder de Deus.

A decisão do magistrado, publicada na terça-feira (27), determina ainda que o governo federal apresente, no prazo de 30 dias, a identidade completa de quem determinou a supressão da informação sobre os feijões que antes estava publicada no site do Ministério da Saúde.

A ordem ocorre após investigação iniciada pelo Ministério Público Federal (MPF), que viu indícios de estelionato por parte do pastor Valdemiro Santiago que, em vídeos na internet, incentivava os fiéis a plantar as sementes por ele comercializadas. Na ação, o MPF afirma que os feijões não curam e são propaganda “enganosa”.

O pastor vendia as sementes por valores entre R$ 100 a R$ 1 mil, sob o argumento de que teriam eficácia terapêutica para a cura da Covid-19, mesmo em casos graves.

A reportagem solicitou posição do governo federal e do Ministério da Saúde sobre o caso e aguarda retorno.

Para o MPF, houve prática abusiva da liberdade religiosa, já que Valdomiro e a Igreja Mundial do Poder de Deus tinham o objetivo de angariar recursos financeiros com a venda das sementes.

O MPF alegou ainda que pediu ao Google a retirada dos vídeos de Valdomiro na internet que propagavam o uso das sementes e, ao Ministério da Saúde, que a notícia veiculada pelo líder religioso fosse incluída no site oficial do órgão como sendo “fake news” (notícia falsa). A notícia foi incluída pelo governo federal no site, mas retirada posteriormente, o que, para o MPF, “induziu, equivocadamente, ao questionamento da fé e crença de uma parcela da população”.

Durante o processo, o governo federal informou que “tem adotado as medidas necessárias para neutralizar as informações equivocadas que colocam em risco a saúde pública e que causam prejuízos sociais, incluindo em seu site a informação de que inexistem estudos científicos sobre alimentos que garantam a cura ou o tratamento da Covid-19”.

Em sua decisão, o juiz afirmou que “é preciso considerar que a liberdade de crença não pode ser indevidamente restringida pelo Estado e nem este pode ser cooptado por entidade religiosa, pois a Constituição Federal estabelece que o Estado é laico, não combatendo a profissão de fé e nem incorporando-a no próprio governo, de modo que os fiéis não têm mais ou menos direitos que os ateus”.

Para o juiz, se uma pessoa deseja gastar seu dinheiro de um modo e não de outro, isso é assunto dela, “não podendo o Estado dizer que ela é ignorante e não sabe fazer boas escolhas”.

Mas, diz o magistrado, apresentar os dados significa dar condições para que a população “escolha de modo informado e consciente”. Ele entende que cabe à União “informar a população acerca da (in) eficácia curativa do feijão apresentado como abençoado e alegadamente dotado de poder restaurador da saúde”.

Na opinião do juiz, o governo “deve informar de forma cuidadosa e respeitosa, neutra, limitando-se a dizer que (não) há eficácia comprovada do produto no que tange à Covid-19”.

A Justiça Federal determinou ainda que a Google preserve os vídeos e informe o endereço na internet de quem os postou nas redes sociais.

A notícia-crime do procurador federal Wellington Saraiva contra o pastor Valdemiro Santiago de Oliveira. — Foto: Reprodução

A notícia-crime do procurador federal Wellington Saraiva contra o pastor Valdemiro Santiago de Oliveira. — Foto: Reprodução

Igreja disse que ‘não prometeu cura’

Em nota quando começou a ser investigada pelo MPF sobre o vídeo, a Igreja Mundial do Poder de Deus disse que a referência ao feijão nos vídeos não se referia a “uma promessa de cura, mas sim o início de um propósito com Deus”.

Segundo a instituição, “a semente é uma figura de linguagem, amplamente mencionada nos textos bíblicos, para materializar o propósito com Deus” e que não há nenhum oferta de venda de cura por parte do pastor Valdemiro Santiago.

“Nos vídeos não há menção de nenhuma venda, o que rechaçamos veemente, haja vista que trata-se de uma sugestão de oferta espontânea, não tendo nenhuma correlação com venda de quaisquer espécies”, disse a nota da igreja.

A Igreja Mundial do Poder de Deus afirmou, ainda, que “a instituição, ao longo de todos esses anos, tem o único e exclusivo propósito de propagação da fé Cristã, onde todas as nossas atitudes se baseiam nos princípios bíblicos, na ética e na legalidade”.

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Mulheres com câncer de mama sem cura recorrem à Justiça para planos de saúde arcarem com medicamento que aumenta sobrevida

Chamados de inibidores da ciclina, são livre de efeitos colaterais graves e mais eficazes que a quimioterapia, mas custam até R$ 30 mil. Apesar de estarem registrados na Anvisa, não fazem parte do rol da ANS e não estão disponíveis no SUS.

Por Laís Modelli, G1

Brasileiras com câncer de mama metastático, estágio mais avançado e incurável da doença, relatam ter que recorrer à Justiça para conseguir que planos de saúde paguem um medicamento liberado desde 2018 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

G1 ouviu pacientes que reagiram com esperança à liberação do remédio ribociclibe, droga capaz de prolongar a sobrevida, diminuir o tumor e substituir a quimioterapia. Para garantir o tratamento oral, versão menos invasiva do medicamento, elas relatam a necessidade de lutar por liminares ou bancar sozinhas o tratamento que pode custar até R$ 30 mil por mês.

Além da ribociclibe, a Anvisa registrou no ano passado outras duas drogas semelhantes para o tratamento do câncer de mama metastático, a palbociclibe e a abemaciclibe. Apesar do aumento das opções, as fontes relatam que o acesso a qualquer uma dessas drogas é difícil. (Veja mais abaixo)

Desenvolvidas e utilizadas na Europa e nos Estados Unidos há pelo cinco anos, o tratamento oncológico com as “ciclibe” é considerado o mais moderno para pacientes na fase mais avançada e incurável da doença.

“Eles [medicamentos] se tornaram, desde que chegaram ao Brasil, tratamento de primeira escolha para o câncer de mama metastático”, explica o mastologista Francisco Pimentel, da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Para o tratamento oral ter o efeito esperado, o oncologista Max Senna Mano, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), explica que ele precisa ser combinado com bloqueadores hormonais, um tratamento antigo, usado na mastologia desde a década de 1970.

“A combinação de tratamentos, os remédios mais a hormonioterapia, duplicam o tempo de controle do câncer para até mais de dois anos e aumenta muito as chances do tumor diminuir. Os efeitos são impressionantes”, afirma Mano.

A aposentada Doracilde Carvalho, de 72 anos, está em tratamento com a ribociclibe e hormonioterapia há dez meses. Ela não precisou passar por nenhum tratamento invasivo, como radioterapia, nem teve efeitos colaterais graves.

“Meus últimos exames mostraram que a doença está estável e o tumor diminuiu. Estou bem”, conta.

Doracilde descobriu o câncer de mama – este já é o seu terceiro – no começo do ano. Desta vez, o câncer retornou com metástase no cérebro.

“Meu médico receitou a ribociclibe em janeiro, assim que os exames mostraram que o câncer tinha voltado e que tinha metástase no cérebro”, conta.

Enquanto nos tratamentos anteriores , em 1997 e em 2013, Doracilde teve que passar por cinco quimioterapias, mastectomia e todos os efeitos colaterais resultantes dos tratamentos invasivos, o médico explicou que, desta vez, seria diferente: o tratamento com os comprimidos da ribociclibe seria realizado em casa, via oral, de forma indolor e com efeitos colaterais mínimos.

Quando entrou com o pedido da ribociclibe ao plano de saúde, o mesmo que ela e o marido pagam há mais de 20 anos, Doracilde teve uma surpresa: o plano se recusou a arcar com o tratamento.

“Ficamos muito preocupados, tão preocupados que chegamos a comprar a primeira caixa do remédio, que custou R$18 mil”, lembra a aposentada.

Doracilde foi diagnosticada com câncer de mama metastático em janeiro. Ela teve que entrar na Justiça contra o plano de saúde para ter acesso ao tratamento, que custa R$18 mil por mês. — Foto: Arquivo pessoal

Doracilde foi diagnosticada com câncer de mama metastático em janeiro. Ela teve que entrar na Justiça contra o plano de saúde para ter acesso ao tratamento, que custa R$18 mil por mês. — Foto: Arquivo pessoal

Sem o dinheiro para comprar a segunda caixa, a aposentada recorreu à Justiça para que o plano de saúde arcasse com a medicação.

“Estávamos desesperados, pensando em fazer vaquinha no condomínio para comprar o segundo mês do tratamento. Eu e meu marido não dormíamos pensando se o remédio chegaria. É muito triste ter mais essa preocupação, num momento desse, que você acaba de descobrir que o câncer retornou”, lembra Doracilde.

Poucos dias antes de terminar a primeira caixa, a Justiça obrigou o plano de saúde a arcar com remédio enquanto durar o tratamento. Apesar de fornecer regularmente a medicação desde a liminar da Justiça, o convênio não reembolsou Doracilde os R$ 18 mil gasto no primeiro mês.

ANS é ‘obstáculo ao tratamento’ oral

Apesar dos benefícios comprovados cientificamente e de estarem registrados na Anvisa há mais de dois anos no caso da ribociclibe, os três medicamentos não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Eles também não fazem parte do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão vinculado ao Ministério da Saúde responsável por regular os planos de saúde, que têm usado este descompasso para se recusarem a cobrir o tratamento.

Assim, na prática, tem acesso ao tratamento com as “ciclibe” no Brasil somente quem pode arcar com os valores de cada caixa do remédio, que custa entre R$ 10 mil e R$ 30 mil e é suficiente para um mês de tratamento.

Mano explica que o rol de procedimentos da ANS tem sido usado como justificativa para os planos de saúde se recusarem a cobrir qualquer tratamento oral de câncer, e não somente o mamário.

“Temos um problema grave de acesso aos medicamentos orais em todos os tratamentos oncológicos no Brasil. Isso porque a ANS é um obstáculo adicional ao tratamento oral de câncer” diz Mano.

O oncologista explica que a medida é grave principalmente porque os tratamentos mais modernos da oncologia estão deixando de ser intravenoso e migrando para o oral.

“Tudo o que é medicamento oral, mesmo aprovado pela Anvisa, não entra no rol da ANS ou entra com muito atraso. Se a medicação fosse injetável, não passaria pela barreira da agência. Não faz o menor sentido diferenciar medicação oral e injetável se as duas são usadas para tratar a mesma doença”, explica.

G1 entrou em contato com o Ministério da Saúde sobre a critica de que há demora para a entrada dos medicamentos para o rol da ANS e se há intenção do governo de incluir no SUS a ribociclibe, palbociclibe e abemaciclibe no SUS. Até a mais recente atualização desta reportagem, o ministério não se pronunciou sobre o tema.

Desde o ano passado, circula no Congresso um projeto de lei (PL 6.330/2019) que obriga os planos de saúde a cobrirem imediatamente tratamentos de uso oral com registro na Anvisa, sem a necessidade de aguardar a inclusão na lista da ANS. O texto ainda precisa ser votado na Câmara.

Plano de saúde tem que arcar

A vendedora Adriana Aragon de Oliveira, de 46 anos, teve o primeiro câncer de mama em 2016 e passou por radioterapia e mastectomia. No ano passado, o câncer regressou com metástase no pulmão.

“Perguntei à médica do convênio sobre a ribociclibe. Ela me respondeu que nem em sonho poderia receitar o remédio, ou o plano a mandaria embora”, conta Adriana.

Mesmo pagando o plano de saúde, Adriana resolveu se consultar em um médico particular para saber se o seu caso seria mais bem tratado com o medicamento oral.

“O médico particular me receitou a ribociclibe. Então, entrei com o pedido do medicamento, mas o plano me enrolou por semanas para depois negar. Fiquei perdendo tempo”, lembra.

Adriana descobriu o câncer de mama metastático em maio de 2019, mas conseguiu ter acesso ao medicamento apenas 4 meses depois. — Foto: Arquivo pessoal

Adriana descobriu o câncer de mama metastático em maio de 2019, mas conseguiu ter acesso ao medicamento apenas 4 meses depois. — Foto: Arquivo pessoal

Foi então que Adriana procurou um advogado e levou o caso para a justiça.

“O juiz foi muito rápido, deu uma liminar em questão de dias obrigando o plano de saúde a fornecer o medicamento, mas o plano não cumpria os prazos. Para ter noção, fui diagnosticada com o câncer de mama metastático em maio e tivesse acesso aos medicamentos orais somente em setembro”, relata a paciente.

De acordo com a advogada Tatiana Kota, especialista em direito à saúde, os planos de saúde são obrigados a arcar com os medicamentos via oral.

“Por não estarem no rol da ANS, os planos de saúde entendem que não são obrigados a fornecer os medicamentos usados via oral. Mas, se estão registrados na Anvisa, eles têm que arcar, sim”, esclarece Kota.

A advogada conta que, desde que os medicamentos chegaram ao Brasil, cada vez mais mulheres com câncer de mama em estágio avançado têm procurado a Justiça em busca do tratamento.

“Atendemos, por semana, de 3 a 5 casos relacionados a pacientes buscando a cobertura deste tratamento de câncer de mama”, diz Kota.

Apesar de ser um processo demorado – costuma durar dois anos – a advogada afirma que a Justiça tem concedido liminares em até uma semana obrigando os planos de saúde a fornecerem a ribociclibe, palbociclibe ou a abemaciclibe.

“A Justiça tem sido rápida nestes casos. Afinal, são pacientes em estágio avançado que não têm tempo a perder”, explica.

Projeto prevê que planos paguem por remédios de ingestão oral contra o câncer

Vida normal

Os três medicamentos de uso oral são classificadas como inibidores de ciclina, uma enzima responsável pela divisão celular. Quando a ciclina deixa de ser produzida, o ciclo celular é interrompido, impedindo a proliferação de células tumorais.

“As três são drogas parecidas, que atacam o mesmo mecanismo celular, a diferença é que são de indústrias diferentes”, explica o mastologista Pimental.

Na prática, ao interromperem a divisão celular, essas drogas não deixam que o câncer se espalhe para outros órgão.

“Pacientes que usaram esses medicamentos tiveram maior sobrevida livre de progressão [cenário em que o câncer permanece estável, não progride] e maior sobrevida global, que, em outras palavras, é viver mais e melhor”, afirma Pimentel.

Para registrar a ribociclibe no Brasil, a Anvisa considerou um estudo publicado na revista Lancet Oncology em 2018, conduzido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que envolveu 672 pacientes de câncer de mama metastático.

As pacientes foram divididas em dois grupos. Um deles passou pelo tratamento da hormonioterapia combinada com a ribociclibe, enquanto que o outro grupo recebeu por hormonioterapia e placebo. O grupo que tomou a droga teve, entre outros ganhos, uma sobrevida livre de progressão de 10,8 meses.

INCA divulga estudo sobre como hábitos pouco saudáveis aumentam risco de câncer de mama

Para o oncologista Mano, o principal ponto positivo dos inibidores da ciclina é a melhora na qualidade de vida do paciente, seja porque o remédio controla a doença, seja porque o tratamento oral não é invasivo como o intravenoso (como radioterapia e quimioterapia, por exemplo).

“O tratamento do câncer metastático tem dois objetivos: prolongar a sobrevida, fazendo a pessoa viver o máximo de tempo possível, e promover qualidade de vida, ou seja, que o paciente tenha menos sintomas”, diz Mano.

“O paciente que está com a doença controlada está levando uma vida normal, trabalhando, realizando as atividades do dia a dia. E isso a gente conseguiu com estes inibidores”, afirma o oncologista.

Quimioterapia virou última opção

Cinco anos atrás, antes dos inibidores da ciclina existirem, o tratamento de câncer metastático era feito com hormonioterapia e, se a doença progredisse, receitava-se a quimioterapia.

“Antes dos inibidores, a gente conseguia controlar a doença [estágio em que não é necessária a quimioterapia] por apenas um ano, um ano e dois meses. Agora, conseguimos estabilizar a doença por muito mais tempo, pelo dobro do tempo”, explica Mano.

Um dos pacientes de Mano começou a tomar os inibidores da ciclina há quatro anos e está todo este período com a doença controlada e sem precisar de quimioterapia.

“Atualmente, a quimioterapia é usada no câncer metastático apenas como última opção, depois que já tentamos a hormonioterapia associada aos inibidores da ciclina”, diz.

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Reunião decide que não haverá carnaval de rua no Rio em 2021

Representantes de blocos, da Riotur e especialistas avaliaram que não é possível realizar o evento sem a existência de uma vacina. Desfiles das escolas de samba foram adiados em setembro.

Por GloboNews

Cidade do Rio de Janeiro não terá carnaval de rua em 2021

Uma reunião virtual na noite de terça-feira (27) definiu que em 2021 não vai ter carnaval de rua na cidade do Rio. O encontro contou com representantes dos blocos, da Riotur e de especialistas em saúde e em segurança pública.

Todos concordaram que não seria viável nem seguro realizar um evento do tamanho do carnaval de rua carioca durante a pandemia do coronavírus, doença que já matou mais de 150 mil pessoas no país.

“Realizadores e desfilantes já tinham este posicionamento de que não iam desfilar sem a vacina. O nosso posicionamento é que não tem carnaval em 2021. Vai pular para 2022, e se lá a gente tiver condições de realizar” disse Fabrício Villa Flor, presidente em exercício da Riotur.

“A posição dos blocos foi muito responsável e eu os parabenizo por isso. Ainda estamos em meio a pandemia da Covid-19, portanto, nossa posição é: sem vacina, não é possível fazermos uma previsão para a realização do Carnaval Rio 2021. Chegando a vacina conseguiremos fazer o planejamento e falar em datas”, acrescentou.

Especialistas em saúde apoiaram a decisão. O infectologista e professor Roberto Medronho, da UFRJ, não descarta uma versão da festa ano que vem, caso a população esteja imunizada.

“A minha avaliação é que, tendo a vacina e uma cobertura vacinal adequada, e ela sendo segura e eficaz, nós poderíamos fazer não em julho, mas em meados do segundo semestre, como outubro”, propôs Medronho.

“Eu estou preocupado com o verão, pois vai acontecer conosco o que aconteceu com a Europa. A gente ter uma segunda onda sem terminar a primeira”, afirmou o infectologista.

A promotora Andréa Amin também apoia a iniciativa de não ter carnaval de rua no ano que vem.

“Eu fico ouvindo as coisas, e me dá muita tristeza porque eu não vejo perspectiva para termos um carnaval em 2021. Por mais que a gente tente dar uma segurança na sua realização, ele acaba tendo a sua espontaneidade como festa. E muita gente é irresponsável e, se tiver carnaval, vai para a rua”, disse a promotora.

Os representantes dos blocos vão pensar em campanhas e alternativas para a festa do ano que vem.

“Podemos trabalhar em uma campanha compartilhada. Podemos trabalhar no campo da prevenção. E, entre nós, grupos de carnaval, pensarmos no que podemos fazer no campo simbólico das lives e outras manifestações”, afirmou Rita Fernandes, presidente da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua do Rio de Janeiro.

Monobloco arrasta multidão no Centro do Rio — Foto: Fernando Maia/Riotur/Divulgação

Monobloco arrasta multidão no Centro do Rio — Foto: Fernando Maia/Riotur/Divulgação

Desfiles de escolas de samba adiados

O desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio já havia sido adiado por uma decisão no fim de setembro. Em uma reunião da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) representantes das agremiações decidiram adiar os desfiles do carnaval do grupo especial do Rio para próximo ano. A decisão ocorreu de forma unânime, após uma reunião na sede da liga, no Centro.

Ainda não há data para o desfile – as escolas só definiram que eles não acontecerão em fevereiro. Segundo o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, qualquer avaliação de nova data depende da marcação de uma campanha de vacinação.

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Bovespa opera em queda nesta sexta-feira

Na quinta-feira, Ibovespa subiu 1,27%, a 96.582 pontos.

Por G1

bolsa de valores brasileira, a B3 opera em queda nesta sexta-feira (30), diante de um cenário misto no exterior.

Às 10h23, o Ibovespa recuava 0,88%, a 95.736 pontos. Veja mais cotações.

Na quinta, a bolsa fechou em alta de 1,27%, a 96.582 pontos. Com isso, a bolsa acumulou alta de 2,16% na parcial do mês. No ano, há queda de 16,43%.

Com novos lockdowns na Europa, mercados financeiros do mundo registraram quedas

Cenário

Por aqui, seguem as preocupações com a situação fiscal do país e sustentabilidade das contas públicas, além da capacidade do governo de avançar numa agenda de reformas, têm dominando as atenções dos investidores, sendo apontadas como os principais fatores de pressão sobre o real.

Mais cedo, o IBGE mostrou que o desemprego bateu recorde em agosto, atingindo 14,4%. Os dados mostraram que também bateu recorde o desalento, e a população ocupada atingiu nova mínima histórica.

Dados divulgados nesta sexta mostraram que a economia da zona do euro mostrou uma recuperação forte no 3º trimestre, após tombo histórico entre os meses de abril e junho. O Produto Interno Bruto (PIB) da região registrou uma alta histórica de 12,7% na comparação com o trimestre anterior, acima do esperado pelo mercado.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, no entanto, o conjunto das 19 economias que usam a moeda comum europeia ainda aponta queda de 4,3%, mostraram nesta sexta-feira (30) dados preliminares da agência europeia de estatísticas, Eurostat.

A Europa, no entanto, está totalmente imersa na segunda onda da pandemia do coronavírus, a ponto de vários países do bloco terem voltado a adotar restrições drásticas, o que afeta as perspectivas para a recuperação econômica.

A taxa de juros em mínimas históricas também faz com que o Brasil se torne menos atrativo para investidores internacionais, em razão do diferencial de juros na comparação com outras economias, reduzindo o fluxo de dólares para aplicações financeiras no país, o que também contribui para um patamar de câmbio mais alto..

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Polícia prende guia espiritual suspeito de abusar sexualmente de fiéis em SP

Segundo policiais, pai de santo foi preso nesta quinta (30) após determinação da Justiça. Crimes teriam ocorrido na Zona Oeste da capital paulista. Três vítimas relataram abusos à Delegacia de Defesa da Mulher.

Por G1 SP e TV Globo — São Paulo

A Polícia Civil prendeu um guia espiritual suspeito de abusar sexualmente de fiéis em São Paulo. A prisão foi confirmada nesta sexta-feira (30) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Pelo menos três vítimas contaram ter sido abusadas pelo pai de santo durante os trabalhos religiosos realizados na Zona Oeste da capital, segundo informaram policiais ouvidos pela reportagem.

O pai de santo foi preso na quinta-feira (29) em cumprimento ao mandado de prisão temporária de 15 dias determinado pela Justiça. O homem não teve o nome divulgado oficialmente pela pasta da Segurança.

O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), também na região Oeste da cidade. As vítimas disseram que o pai de santo tocava nas suas genitálias, as beijava e se esfregava em seus corpos durante as sessões espirituais.

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Carro pega fogo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio

Bombeiros chegaram ao local por volta de 9h45. Não há informações sobre feridos.

Por Henrique Coelho, G1 Rio

Um carro pegou fogo na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na manhã desta sexta-feira (30). O incêndio aconteceu no sentido Zona Oeste, na altura da estação Paulo Malta Rezende do BRT.

Bombeiros chegaram ao local por volta de 9h45. Não há informações sobre feridos.

Esta reportagem está em atualização.

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Cadeirante morre após ser jogado de viaduto no Rio Bauru em tentativa de assalto

Bombeiros fizeram o resgate do homem e tentaram reanimá-lo por mais de 30 minutos, mas ele não resistiu aos ferimentos. Suspeito do crime foi preso.

Por G1 Bauru e Marília

Cadeirante morre ao ser jogado de viaduto em tentativa de assalto em Bauru, SP

Um cadeirante de 42 anos morreu após ter sido jogado do viaduto da Rua 13 de Maio no Rio Bauru, no Centro de Bauru (SP), na manhã desta quinta-feira (29).

Segundo informações de testemunhas à polícia, a vítima foi arremessada em uma tentativa de assalto. A Polícia Militar foi acionada e o suspeito do crime, de 37 anos, foi localizado e preso.

Os bombeiros fizeram o resgate do homem e tentaram reanimá-lo por mais de 30 minutos, mas ele não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil investiga o caso e a identidade da vítima ainda não foi divulgada.

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Bombeiros trabalham há quase 48 horas no rescaldo do incêndio que atingiu o Hospital Federal de Bonsucesso

Todos os pacientes foram transferidos para outras unidades de saúde. Incêndio causou a morte de quatro pessoas.

Por Ana Paula Santos e Rogério Coutinho, Bom Dia Rio

Fumaça ainda pode ser vista no Hospital Federal de Bonsucesso — Foto: Reprodução/TV Globo

Fumaça ainda pode ser vista no Hospital Federal de Bonsucesso — Foto: Reprodução/TV Globo

O Corpo de Bombeiros já trabalha há quase 48 horas no rescaldo do incêndio que atingiu o Hospital Federal de Bonsucesso na manhã de terça-feira (27). Ainda há fumaça saindo do Prédio 1 nesta quinta-feira (29), mas com menos intensidade.

Não há mais nenhum paciente no local —191 foram levados para outras unidades de saúde.

Uma base dos bombeiros segue montada no pátio interno do hospital para facilitar o trabalho das equipes e há pouca movimentação de funcionários nesta manhã.

O incêndio causou quatro mortes de pacientes internados na unidade de saúde. Três tinham Covid-19. A quarta vítima, uma idosa de 73 anos, morreu segundo Secretaria Municipal de Saúde do Rio, porque já estava internada em estado grave no hospital federal. A confirmação da morte aconteceu na noite desta quarta-feira (28).

Idosa de 73 anos é o 4º paciente do Hospital de Bonsucesso que morre depois do incêndio

Consultas marcadas

Gestante diz que saiu de Petrópolis para consulta no hospital — Foto: Reprodução/TV Globo

Gestante diz que saiu de Petrópolis para consulta no hospital — Foto: Reprodução/TV Globo

Por volta das 7h, alguns pacientes aguardavam do lado de fora da unidade porque estão com consultas marcadas para esta quinta-feira. Algumas pessoas disseram que os atendimentos foram confirmados.

“Estou marcado na urologia e até agora não teve um retorno pra gente”, disse Alexandre, morador de Caxias que marcou a consulta há um mês.

“Eu tinha mandado mensagem pra menina e ela falou que hoje teria consulta normalmente. Eu vim de Petrópolis, sou gestante. Você vai ali e ninguém sabe te dar informação nenhuma e sendo que o incêndio foi no Prédio 1. Eu faço tratamento no Prédio 3”, disse uma mulher que se identificou apenas como Jéssica.

Consultas e exames estão suspensos no Hospital de Bonsucesso

Equipes do Corpo de Bombeiros seguem trabalhando no rescaldo do incêndio — Foto: Reprodução/TV Globo

Equipes do Corpo de Bombeiros seguem trabalhando no rescaldo do incêndio — Foto: Reprodução/TV Globo

Bombeiros trabalham há quase 48 horas no Hospital Federal de Bonsucesso — Foto: Reprodução/TV Globo

Bombeiros trabalham há quase 48 horas no Hospital Federal de Bonsucesso — Foto: Reprodução/TV Globo

Hospital vai fechar

Na quarta-feira (28), o médico e diretor do corpo clínico da unidade hospitalar, Júlio Noronha, disse que o hospital irá fechar suas portas por tempo indeterminado a partir do próximo domingo (1°).

Segundo Noronha, os funcionários do hospital deverão entrar em férias coletivas nos próximos dias.

A exceção, de acordo com o diretor, são os 22 médicos dos setores de nefrologia e transplante, que serão transferidos para o Hospital da Lagoa, outra unidade da rede federal de saúde no Rio de Janeiro.

O que aconteceu no Hospital Federal de Bonsucesso?

Ainda saía fumaça do Prédio 1 do Hospital Federal de Bonsucesso na manhã desta quarta (28) — Foto: Reprodução/TV Globo

Ainda saía fumaça do Prédio 1 do Hospital Federal de Bonsucesso na manhã desta quarta (28) — Foto: Reprodução/TV Globo

Ao G1, o Ministério da Saúde disse que a decisão ainda não é oficial.

Veja quem são as vítimas do incêndio

  • Marcos Paulo Luiz, de 39 anos
  • Núbia Rodrigues, de 42 anos
  • Mulher, de 83 anos, ainda não identificada
  • Mulher, 73 anos, ainda não identificada

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) até a tarde desta quarta-feira (28):

  1. Nove pacientes foram levados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV);
  2. Quatro para o Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC);
  3. Dois para o Hospital Estadual Anchieta (HEAN);
  4. Dois para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (IECAC).

Bebês

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a Maternidade Leila Diniz recebeu sete bebês que estavam no Hospital de Bonsucesso. O quadro de saúde de todos os bebês é estável.

Ao todo, cerca de 60 militares, de 13 unidades, com apoio de 19 viaturas, atuaram no local.

Início do fogo

A causa ainda está sendo investigada. A suspeita é que o fogo tenha sido causado por um problema elétrico, mas somente a perícia poderá confirmar essa informação.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar causas do incêndio.

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INSS notifica 1,7 milhão de segurados para revisão cadastral; veja o que fazer

Pente fino está reavaliando documentos que embasaram a concessão dos benefícios; beneficiários estão sendo notificados por meio de carta de cumprimento de exigência. Em setembro, mais de 1,5 milhão de processos estavam na fila do INSS.

Por Marta Cavallini, G1

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está notificando por meio de cartas, desde setembro, 1,7 milhão de segurados que tiveram seus benefícios revisados.

De acordo com o instituto, trata-se de uma revisão administrativa que está reavaliando documentos que embasaram a concessão dos benefícios. Essa revisão abrange benefícios de todas as espécies, como pensão por morte e aposentadoria por invalidez. Veja aqui o modelo de carta que está sendo enviada.

Enquanto o INSS revisa benefícios já concedidos, o número de processos aguardando atendimento segue grande: em meados de setembro, mais de 1,5 milhão estavam na fila. Pelo menos metade (50,4%) precisava, necessariamente, de atendimento presencial.

O que fazer se for notificado

Os beneficiários que tiveram o benefício revisado estão sendo notificados por meio de uma carta de cumprimento de exigência. O INSS alerta que os segurados devem ficar atentos pois, após o recebimento da carta, eles terão 60 dias para enviar a documentação solicitada. Não é necessário o envio de documentos originais, apenas cópia simples, sem necessidade de autenticação.

O envio dos documentos solicitados pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS.

Pelo Meu INSS, o segurado terá que solicitar o serviço ‘Atualização de Dados de Benefício’, anexando a cópia digitalizada dos seguintes documentos para demonstrar a regularidade da manutenção do benefício:

  • CPF
  • RG
  • Certidão de nascimento ou casamento
  • Titulo de Eleitor
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social

Entrega presencial

Segurados notificados pelo INSS devem ficar atentos sobre a revisão de benefício

Caso o segurado não consiga fazer o envio da documentação pelo Meu INSS, ele deve agendar o cumprimento da exigência em uma agência do INSS mais próxima da sua residência. Para isso, é preciso ligar para o telefone 135 do INSS e escolher a opção ‘Entrega de Documentos por Convocação’. O INSS não receberá o cumprimento de exigências sem agendamento prévio.

No caso de atendimento presencial, o requerente tem o prazo de 60 dias para agendar o serviço de cumprimento de exigência, a contar do recebimento da convocação.

A entrega dos documentos também pode ser feita nas chamadas urnas expressas que estão colocadas do lado de fora das agências, inclusive por terceiros, com os dados do agendamento.

Não cumprimento pode cessar benefício

O segurado notificado que não apresentar a documentação pelo Meu INSS ou não realizar o agendamento para entrega dos documentos no prazo de 60 dias poderá ter o benefício suspenso. E, após 30 dias da suspensão, se ainda assim o beneficiário não fizer os procedimentos pedidos, terá o benefício bloqueado.

Segundo o INSS, essas cartas de convocação são enviadas aos beneficiários com algum tipo de dado cadastral inconsistente apurado pelo Sistema de Verificação de Conformidade da Folha de Pagamento de Benefícios e apresentado pelo Painel de Qualidade de Dados do Pagamento de Benefícios.

O instituto ressalta que a revisão dos benefícios só está relacionada a pendências cadastrais e não às regras de direito que geraram o benefício.

Instituto questiona medida

Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), lembra que o prazo para o INSS rever os benefícios é de 10 anos, salvo se comprovada a má-fé, e questiona essa providência por parte do instituto em meio à pandemia, já que boa parte dos segurados é do grupo de risco. O INSS justifica a revisão como “finalidade de dar fiel cumprimento à lei”.

Entre os casos que o IBDP relata estão uma pensionista com 85 anos de São Paulo que recebe o benefício há 52 anos e tem 60 dias para apresentar documentos que ela acredita que o marido nunca teve. Outra segurada de Brasília de 86 anos está em busca de uma inexistente carteira de trabalho do marido falecido para comprovar a pensão por morte que recebe do INSS há 58 anos.

“Há casos em que as pensionistas estão tendo de entregar de forma presencial os documentos no INSS porque o sistema não aceita através do Meu INSS”, diz.

A orientação de Adriane é cumprir com a solicitação apresentando o que tiver em mãos. No caso da impossibilidade de apresentar algum documento solicitado, ela recomenda buscá-los nos órgãos públicos (Receita Federal, por exemplo, no caso do CPF) ou fazer uma declaração de cumprimento de exigência ao INSS afirmando que não possui mais nada a apresentar.

Endereço atualizado e carta digital

O INSS alerta sobre a importância de o segurado manter seus dados atualizados para que possa receber a carta de cumprimento de exigência. Se houve mudança recente de endereço, por exemplo, ele pode fazer a atualização pelo Meu INSS ou telefone 135.

Para facilitar a comunicação com os beneficiários, o INSS firmou parceria com os Correios para disponibilizar um alerta com a informação de que enviou a carta no aplicativo da estatal, serviço chamado de ‘Entrega Digital’.

As cartas em formato digital estarão disponíveis na seção ‘Minhas Mensagens’ do aplicativo. Esta alternativa permite aos destinatários terem acesso às correspondências, mesmo diante de situações que impossibilitam a entrega da carta física, como endereço desatualizado.

Após baixar o aplicativo Correios no smartphone, é necessário fazer um cadastro. Em ‘Minhas Mensagens’, o usuário acessa a sua própria caixa de correspondência digital, na qual poderá verificar se foi notificado pelo INSS para entrega de documentação.

Veja modelo da carta que está sendo enviada pelo INSS:

Modelo de carta de comunicação de exigência — Foto: Reprodução

Modelo de carta de comunicação de exigência — Foto: Reprodução

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Com aumento de 10,8% em homicídios em 2020, Pernambuco cria força-tarefa para combater crime organizado

Trabalho deve reunir representantes da Seres e das polícias Civil e Militar. Números da violência cresceram entre janeiro e setembro, em relação ao mesmo período de 2019.

Por Marina Meireles, G1 PE

Diante da alta de 10,8% nos homicídios em 2020 em relação a 2019 em Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social (SDS) criou uma força-tarefa (FT) de enfrentamento ao crime organizado no estado. Coordenado pelo secretário executivo da pasta, Humberto Freire, o trabalho deve reunir diretores integrados especializados das polícias Civil e Militar, além de representantes da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) e de órgãos como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

De acordo com a portaria publicada pela SDS, a FT Crime Organizado tem o objetivo de mapear, planejar e monitorar estratégias preventivas e repressivas para o enfrentamento das organizações criminosas que atuam no estado. Segundo Humberto Freire, que chama de “aquecimento” a alta no número de homicídios, os grupos atuam principalmente no tráfico de drogas.

“No que concerne ao crime contra a vida, realmente nós estamos com esse aquecimento. Num mapeamento permanente, semanal, identificamos a atuação de grupos criminosos na Região Metropolitana, na Zona da Mata e do Agreste. A maioria dos crimes contra a vida estão ligados ao tráfico, com pessoas vinculadas tanto matando quanto morrendo. Estamos adotando as ações necessárias para o combate a esses grupos”, afirmou.

Ainda segundo a SDS, as polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF) também devem participar das reuniões. “Eles vão participar para que a gente possa trocar informações e discutir permanentemente não só quem são esses atores [que participam do tráfico], mas a melhor forma de combatê-los. O planejamento é integrado, e as ações tendem a ser integradas”, disse.

No Sertão, a alta de crimes contra a vida tem outra motivação principal, de acordo com Freire. “Identificamos um aumento de crimes de proximidade, que são aqueles entre familiares e vizinhos, no meio de uma discussão. Nesse caso, a gente tem atuações diferenciadas, no campo da prevenção”, explicou o secretário executivo.

Homicídios em Pernambuco

De janeiro a setembro de 2020, o estado contabilizou 2.837 crimes violentos que resultaram em mortes. O número representa um aumento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 2.561 crimes do mesmo tipo.

No Recife, o aumento de homicídios foi de 9% em 2020, em relação a 2019. Considerando o período entre janeiro e setembro, houve 411 crimes registrados neste ano e 377 no mesmo período do ano anterior. Na Região Metropolitana, a variação entre esses mesmos meses é de 9,4%, já que os registros de homicídios passaram de 740 para 810.

No Sertão e na Zona da Mata, os aumentos foram de 19,7% (de 283 para 339) e 21,46% (de 494 para 600), respectivamente. No Agreste, o estado registrou uma variação positiva de 1,5%, passando de 667 para 677 entre os dois períodos em comparação.

Em Pernambuco, foram registrados, em 2019, 3.469 crimes violentos letais intencionais, 17,4% a menos do que os 4.173 crimes do mesmo tipo contabilizados em 2018. Essas estatísticas abrangem ocorrências como homicídios dolosos, em que há a intenção de matar; latrocínios, que são roubos seguidos de morte; além de lesões corporais seguidas de morte.

Mortes violentas intencionais cresceram 7,1% no 1º semestre de 2020

Mortes violentas intencionais cresceram 7,1% no 1º semestre de 2020

Segundo o 14º Anuário Brasileiro da Segurança Pública, o número de mortes “a esclarecer” cresceu 22,7% em Pernambuco, entre 2018 e 2019, passando de 183 para 226 casos. No Brasil, o aumento foi de 9% da estatística, se comparados os dois anos

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