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PF faz operação de combate ao tráfico internacional de drogas pelo Aeroporto de Guarulhos; 18 funcionários são alvo de prisão

Federais cumprem 23 mandados de prisão preventiva contra os participantes do esquema, entre traficantes e funcionários terceirizados do terminal. Suspeitos colocavam as malas com as drogas direto no porão do avião, escapando do raio-X e da fiscalização da polícia.

Por Isabela Leite e Anderson Colombo, GloboNews, TV Globo e g1 SP — São Paulo

A Polícia Federal (PF) em São Paulo iniciou nesta terça-feira (19) uma megaoperação de combate tráfico internacional de drogas envolvendo funcionários terceirizados que trabalham no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Ao todo, os policiais cumprem 23 mandados de prisão preventiva decretados, além de 24 mandados de busca e apreensão. Desse total, pelo menos 18 pessoas alvo de prisão trabalham no aeroporto.

Os policiais cumprem os mandados na capital paulista, em Sorocaba, Praia Grande, Guarulhos e também em Portugal. Até o início da manhã, pelo menos 14 pessoas já tinham sido presas.

g1 contatou a concessionária que administra o Aeroporto de Guarulhos, mas ainda não recebeu retorno.

PF faz operação para prender 18 funcionários do Aeroporto de Guarulhos, na Grande SP

Traficantes do PCC

Também são alvo da operação os dois principais traficantes de drogas que aliciavam os funcionários e chefiavam o envio de cocaína do Brasil para a Europa por meio do terminal.

A PF afirma que um deles está em Portugal e foi solicitada a inclusão do nome dele na lista da difusão vermelha da Interpol, a polícia internacional.

Os dois principais alvos são traficantes ligados à facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e eram monitorados pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, com sede na Lapa.

A Justiça também determinou buscas em 24 endereços e o bloqueio de R$ 53 milhões em bens dos envolvidos, como dinheiro em conta, imóveis, veículos e aplicações financeiras, etc.

Esquema fraudulento

Segundo a investigação, os funcionários investigados atuavam na área de pista do aeroporto e com os carrinhos que dão acesso à aeronave. Eles colocavam as malas com as drogas direto no porão do avião, escapando da fiscalização e do raio-X da polícia.

Durante a investigação, que durou um ano e dois meses, foram apreendidos 880 kg de cocaína em nove operações. Três no aeroporto de Guarulhos, duas em Lisboa (Portugal), uma em Frankfurt (Alemanha) e três em Amsterdam (Holanda), com prisões efetuadas em Frankfurt e Lisboa.

De acordo com a PF, os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, com penas previstas que variam de 10 a 25 anos de prisão.

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Fóssil de dinossauro ancestral das aves pode ser repatriado da Alemanha para o Brasil: ‘essa peça virou uma bandeira’

O Ubirajara jubatus data de mais de 100 milhões de anos atrás, e se tornou símbolo da luta a favor da devolução de materiais fossilíferos retirados ilegalmente do Brasil.

Por Samuel Pinusa, g1 CE

Ubirajara jubatus viveu há cerca de 110 e 115 milhões de anos e é o dinossauro mais antigo da Bacia do Araripe — Foto: Divulgação

Ubirajara jubatus viveu há cerca de 110 e 115 milhões de anos e é o dinossauro mais antigo da Bacia do Araripe — Foto: Divulgação

O fóssil Ubirajara jubatus pode ser repatriado da Alemanha ao Brasil, após reunião de autoridades alemãs que ocorre nesta terça-feira (18). O material deve ser encaminhado ao Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, que, inclusive, tem grande expectativa que o governo alemão tome decisão favorável ao processo de devolução, conforme o diretor da instituição, Allysson Pinheiro.

“Essa peça virou uma bandeira. Ficou um caso muito explícito onde os pesquisadores, na própria descrição da espécie, citam a forma como foi adquirido o material e, claramente, não foi em conformidade com as nossas legislações”, explicou o diretor do museu.

O fóssil é datado do período Cretáceo, vivendo há cerca de 110 e 115 milhões de anos. O Ubirajara jubatus se tornou o dinossauro mais antigo da Bacia do Araripe, considerada um “ancestral” das aves. O holótipo — peça única que serviu de base para a descrição da espécie — está no Museu Estadual de História Natural de Karlsruhe, na Alemanha.

“A peça é superinteressante; é um dinossauro que tem características que levam a transição para as aves, estruturas que não se conheciam ainda em dinossauros, mas o que chamou a atenção foi o fato chato na descrição que, inclusive, motivou a retirada, a despublicação do artigo científico — algo muito sério e raríssimo”, complementou Allysson.

“A expectativa é muito alta porque isso é uma vitória coletiva muito grande; um sinal que as coisas estão melhorando, estão mudando nas relações entre os países e uma ‘boa ciência’, vamos dizer assim. E isso só aconteceu por conta de uma mobilização da sociedade brasileira e da comunidade científica como um todo”, declarou Allysson, que é professor da Universidade Regional do Cariri (Urca).

Retirada ilegal

Material fóssil do Ubirajara jubatus foi originado da Bacia do Araripe, no Sul do Ceará — Foto: Divulgação

Material fóssil do Ubirajara jubatus foi originado da Bacia do Araripe, no Sul do Ceará — Foto: Divulgação

A ida do material para a Alemanha é questionada há anos pela comunidade científica brasileira, que aponta para uma possível exportação ilegal de peças coletadas no Brasil. Em dezembro de 2020, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para investigar a saída do fóssil.

“Esse infelizmente não é o único caso, não é só com a Alemanha. A gente está tentando entrar em contato com várias instituições, solicitando espontaneamente, gentilmente, e explicando o porquê isso é importante”, declarou o diretor do museu no Cariri.

Anteriormente, o museu onde o fóssil se encontra se recusou a devolver a peça, mas o diretor da instituição cearense avaliou de maneira promissora o diálogo com o país europeu, informando ainda que há uma expectativa que outras peças retornem ao Brasil até o fim do ano.

“Essa conversa com os museus alemães iniciou há algum tempo, tem sido uma conversa frutífera. A nossa expectativa é que outros fósseis possam retornar da Alemanha para o Brasil”, destacou Allysson, que é doutor Ecologia e Recursos Naturais..

O pesquisador reforça a importância do material fossilífero ser repatriado não apenas para o Ceará, mas para o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, localizado na região da Bacia do Araripe, de onde eles foram retirados.

“A Bacia do Araripe está no top 5 do mundo de depósitos fossilíferos do cretáceo. Os fósseis daqui são celebrados mundialmente. Por isso, inclusive, que a gente tem tanto problema com tráfico e comercialização”, explicou Allysson.

“O fóssil aqui, para além do Araripe, está no DNA do povo do Cariri; é parte cultural, está nos poemas, nos artesanatos, nas comidas, nas manifestações culturais da região. Passa até nas manifestações do Padre Cícero, que disse que esse sertão já foi mar. É um simbolismo que não tem em nenhum outro lugar do mundo”, complementou o diretor.

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Granada americana da década de 1950 é encontrada entre sucatas, em Sarandi

Artefato foi encontrado por um profissional que trabalha com reciclagem. Explosivo foi muito usado durante a Guerra da Coreia, segundo a polícia.

Uma granada foi apreendida pela Polícia Civil em uma empresa de recicláveis de Sarandi, na região norte do Paraná, na segunda-feira (18). O explosivo é da década de 1950 e estava entre sucatas.

Segundo a polícia, a granada tem fabricação norte americana, sendo que o modelo foi muito utilizado na Guerra da Coreia.

O explosivo foi encontrado por um trabalhador da empresa, que ficou com medo do artefato explodir. A polícia informou que a granada estava sem o dispositivo de detonação.

A granada foi levada para a delegacia da cidade e será enviada para destruição no Exército.

A Polícia Civil orienta para que a população acione os serviços de segurança pública em caso de encontrar com artefatos explosivos.

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90% são a favor que as empresas informem salário nos anúncios de emprego, aponta enquete

Projeto de lei propõe que seja informada a faixa salarial na divulgação das vagas; 96% dos entrevistados dizem que pensariam melhor em se candidatar a uma vaga se ela trouxesse o valor do salário.

Por Marta Cavallini, g1

Uma enquete realizada pelo @FestadaFirma, perfil de memes corporativos no Instagram, mostra que 90% dos votantes são a favor que as empresas divulguem os salários nos anúncios das vagas.

A enquete teve a participação de 20 mil pessoas e foi realizada na semana passada a pedido do g1 por causa de um projeto de lei que propõe que seja informada a faixa salarial na divulgação das vagas. A proposta deve passar por comissões da Câmara dos Deputados e poderá ser aprovada sem necessidade de passar pelo Plenário da Casa.

O levantamento mostra que 96% dos votantes pensariam melhor em se candidatar a uma vaga se ela trouxesse o valor do salário.

Por outro lado, 70% consideram que isso pode criar conflitos dentro da empresa por conta da exposição da faixa salarial e 40% acham que mostrar esse tipo de informação expõe dados estratégicos aos concorrentes.

Ainda segundo a enquete, 47% se candidatariam a uma vaga mesmo achando que o salário anunciado não atende à expectativa, com a esperança de poder negociar o valor durante a seleção.

Outros 90% iriam gostar de ver o salário que estão pagando para os candidatos se eles trabalhassem na empresa que está divulgando a vaga.

Para a especialista em recolocação profissional Taís Targa, a enquete mostra que as pessoas querem transparência, tanto o funcionário da empresa, que quer saber o valor dele e do colega no mercado, quanto o profissional que está em busca de um emprego.

“Muitas vezes o candidato participa de muitos processos seletivos, faz várias entrevistas e chega no final a proposta salarial não atende a sua expectativa mínima. Ou seja, gastou tempo, dinheiro para transporte e vestimenta, além da energia emocional para uma posição que se soubesse o valor do salário talvez nem teria se candidatado”, afirma.

Para ela, ainda é tabu falar sobre o assunto. “Por que as empresas não podem divulgar o salário das pessoas? Acho que não há mal nenhum nisso. Acho que a gente poderia ter esses números mais claros e que não tivesse no Brasil tanta dificuldade, tanto tabu para falar de dinheiro, de remuneração, de faturamento”.

Prós e contras

Entre os argumentos contra a divulgação dos salários nas vagas está a exposição de informações da empresa e dos funcionários.

“Além disso, essa divulgação pode gerar também um desconforto interno caso o salário oferecido seja maior em comparação ao pago para quem trabalha na empresa e exerce a mesma atividade”, comenta Taís.

Já os que são a favor da divulgação argumentam a frustração do candidato com o valor revelado após gastar tempo e dinheiro com as etapas da seleção. Além disso, os candidatos se dizem vítimas dos “leilões” que as empresas fazem ao anunciar “salário a combinar” ou pedir pretensões salariais, sem abrir mão das exigências dos cargos.

Taís Targa considera que tudo que mostra transparência é importante, tanto para a empresa quanto para os funcionários e os candidatos.

“Só que quando a gente fala de processo seletivo, geralmente as empresas têm uma faixa salarial que engloba senioridade, formação, tempo de experiência. São vários níveis dentro da faixa e não se sabe ao certo como o profissional será enquadrado. Então o correto seria remuneração a partir de tal valor, podendo ser alterada dependendo do nível de senioridade do profissional. Muitas empresas não vão conseguir trabalhar com um salário fechado”, afirma.

Para a especialista em recolocação, seria importante que a empresa colocasse a faixa salarial partindo de uma remuneração mínima, mas sabendo que aquela remuneração não é definitiva para um próximo profissional.

Taís comenta que os empregadores podem não querer atrair os candidatos somente pelo salário, mas porque eles se interessam em trabalhar na empresa, porque gostam dela, veem ali um propósito e se veem naquela atividade. Por outro lado, o profissional que só está interessado na remuneração já vai descartar a vaga antes de se candidatar.

“Entre os meus clientes de recolocação, por exemplo, se o salário está um pouco inferior eu falo para eles se candidatarem para ver a empresa tem alguma flexibilidade. Então a empresa poderia ter dois modelos de vaga, uma com salário oferecido xis sem flexibilidade, outra com salário oferecido Y, mas com flexibilidade, porque o profissional não se limita só pela questão salarial”, sugere.

A especialista aponta que às vezes a empresa abre uma vaga sem saber qual será a proposta salarial porque quer fazer a oferta após avaliar os candidatos.

“Além disso, o profissional às vezes não sabe do pacote de benefícios da empresa, da remuneração indireta, e acaba descartando uma oportunidade que talvez tivesse flexibilidade de ser um salário maior. Tem também a questão também do salário emocional que não dá para tirar do jogo”, pondera.

Para Taís, não adianta ser transparente no salário e não ter condições de informar o nome da empresa nem um e-mail corporativo para o profissional mandar o currículo. “É um assunto sensível, muitas empresas não vão querer colocar a faixa salarial, e também há a opção de não dizer o nome da empresa, mas isso também dificulta a transparência”.

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Sisu: prazo para a inscrição na lista de espera termina nesta segunda-feira

Para fazer parte de lista de espera, o candidato não pode ter sido aprovado em nenhum dos dois cursos nos quais manifestou interesse.

Por g1

Aqueles que não foram aprovados por meio da chamada regular do Sisu podem se inscrever na lista de espera até esta segunda-feira (18), às 23h59.

Para isso, o candidato precisa manifestar seu interesse em um dos dois cursos nos quais se inscreveu, no portal do programa. No entanto, esse recurso só pode ser usado pelo candidato que não foi aprovado em nenhum dos dois cursos escolhidos.

Os candidatos selecionados nesta etapa deverão ser convocados pela instituição de ensino a partir de 25 de julho.

Atenção: nem todos os cursos aderem à lista de espera. Isso acontece porque as vagas ofertadas nesta fase são aquelas que já existiam na chamada regular, mas não foram preenchidas por algum motivo.

Portanto, se todas as vagas forem devidamente preenchidas na chamada única, não haverá uma nova chamada.

Também é preciso estar atento à nota de corte. Assim como a chamada regular, essa fase também estipula uma nota mínima para concorrer à vaga. Para a lista de espera, as notas tendem a ser mais baixas, mas a depender da quantidade de vagas disponíveis, o aluno ainda pode ficar de fora

Mas, se for aprovado nesta seleção, o candidato precisa buscar a instituição de ensino para saber sobre o prazo de matrícula, que pode ser curto.

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Brasil não tem lei federal que trate de violência obstétrica ou parto humanizado; maioria dos estados tem legislação sobre tema

Em alguns casos, as leis descrevem procedimentos que podem configurar violência, como a episiotomia. Porém, nem todos prevêem punição.

Por Thais Pimentel e Carolina Andrade, g1 — Belo Horizonte

Não há lei federal no Brasil ou outro tipo de regulamentação nacional sobre o que configura ou não violência obstétrica. O termo é utilizado para caracterizar abusos sofridos por mulheres quando procuram serviços de saúde durante a gestação, na hora do parto, nascimento ou pós-parto. Os maus-tratos podem incluir violência física ou psicológica, podendo fazer da experiência do parto um momento traumático para a mulher ou para o bebê.

Apesar de não haver lei específica, os atos entendidos como violações dos direitos das gestantes e parturientes podem ser enquadrados em crimes já previstos na legislação brasileira, como lesão corporal e importunação sexual, por exemplo.

Ao contrário da União, ao menos 18 estados e o Distrito Federal possuem algum tipo de legislação sobre o tema – 8 contra violência obstetrícia e 10 sobre parto humanizado. Porém, por não fazer parte do Código Penal e não haver lei federal que trate do assunto, não há previsão de prisão, nestes casos.

Alguns estados determinam pagamento de multa. É o caso do Paraná, que prevê o pagamento de cerca de R$ 100 mil (veja abaixo quais são os estados).

Na Câmara dos Deputados, há alguns projetos sobre o tema em tramitação. O mais recente deles é deste ano; apresentado por 13 deputadas de diferentes partidos, inclui a questão da violência no âmbito da criação de uma política nacional de parto humanizado.

Entenda os direitos da gestante na hora do parto

“A necessidade de punibilidade é urgente. Violência obstétrica é crime e precisa estar prevista na legislação federal. É um crime de violência que ainda ‘dialoga’ com o crime de gênero”, disse a coordenadora de educação, serviço e legislação da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo), Kleyde Ventura de Souza.

Na opinião da coordenadora, a punição nestes casos não vai acabar com a violência obstétrica, mas vai constranger quem a pratica.

No caso registrado nesta semana no Rio de Janeiro, em que um médico foi flagrado estuprando uma paciente, Kleyde enaltece o papel das profissionais de saúde que, cientes da prática de violência sexual e de violência obstétrica, produziram provas necessárias para a prisão dele, por meio de um celular.

“Há de se exaltar a importância que este grupo de mulheres teve para que a punição, neste caso, fosse realizada. Foram assertivas e fundamentais. Até para que o tema de violência obstétrica fosse retirado de debaixo do tapete”, disse ela.

‘Me chamou de assassina’

Em 2017, uma mãe, que preferiu não se identificar, entrou em trabalho de parto e se recusou a tomar antibiótico. Ela foi chamada de “assassina” pela médica plantonista.

“Eu tinha estudado e sabia dos meus direitos. Ela só parou quando leu meu plano de parto e viu que eu tinha curso superior. Aí falou que não sabia porque naquela maternidade se ‘nivelava por baixo’. E eu sou uma mulher, preta e com ensino superior”, contou.

Outra violência que ela denuncia aconteceu durante a cesárea. “Eu pedi ao cirurgião para tirar o cotovelo do meu peito porque estava sufocando, pois eu reconheci ali talvez uma manobra de Kristeller e ele disse que não tinha como fazer a cirurgia de outra forma”, contou a mulher.

manobra de Kristeller é uma técnica que pressiona a parte superior do útero para acelerar a saída do bebê, não recomendada pelo Ministério da Saúde.

Em 2021, em Cosmópolis, no interior de São Paulo, a maquiadora Victoria Trujillo perdeu seu filho no 8º mês de gestação por causa da demora em seu atendimento, mesmo com os constantes pedidos de ajuda e relatos de dor intensa que ela fazia à equipe do hospital. Além disso, segundo relata, quando finalmente foi atendida, o médico cometeu assédio sexual contra ela, tocando-a de forma inapropriada.

Victoria disse que a repercussão do caso de violência em São João do Meriti a fez ter sentimentos conflitantes. “[A repercussão é] Positiva, porque pode ser que a justiça seja feita. E negativa, porque é muito difícil mexer nessa ferida.”

Assim como Victoria, Fernanda Wartha Gripa relata que também foi obrigada a esperar atendimento enquanto sentia fortes dores. “Eu comecei a implorar para as enfermeiras, eu berrava que precisava de ajuda. Fiquei duas horas berrando.”, contou. Ela também contou ter percebido uma série de erros no prontuário e desinteresse de parte da equipe médica, inclusive em exames pré-natal do bebê, o que também pode ser considerado violência obstétrica.

Episiotomia

Episiotomia: entenda o que é a prática citada em caso de violência obstétrica

Outro procedimento que é questionado é a episiotomia, que consiste em aumentar a abertura vaginal por meio de um bisturi para facilitar a saída do bebê. Nas legislações estaduais que mencionam a prática, recomenda-se que ela seja utilizada apenas em casos imprescindíveis, quando há risco para mãe ou para o bebê caso o procedimento não seja feito.

Para o Ministério da Saúde, ela não deve ser realizada de rotina, “porém, de forma restrita, sempre antes avaliando seus riscos, após rigorosa avaliação médica, pode ser útil em situações excepcionais.”

Para o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), tanto a manobra de Kristeller como a episiotomia configuram violência obstétrica.

“No contexto da saúde da mulher e da saúde reprodutiva são vivenciados agravos sérios que violam os direitos da mulher”, disse o Cofen, em nota.

Já a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) é contra o uso do termo “violência obstétrica”.

“Trata-se de uma expressão criada com evidente conotação preconceituosa que, sob o falso manto de proteger a parturiente, criminaliza o trabalho de médicos e enfermeiros na nobre e difícil tarefa de atendimento ao parto”, disse a Febrasgo.

Sobre a episiotomia, a Febrasgo defendeu que ela pode ser essencial em alguns casos.

“Desta maneira, incluir a episiotomia no rol dos procedimentos de ‘violência obstétrica’ não é apenas injusto com os(as) parteiros(as), mas perigoso para mulheres e bebês”, se posicionou.

Manobra de Kristeller

A manobra de Kristeller, técnica que pressiona a parte superior do útero para acelerar a saída do bebê, quando mencionada pelas leis estaduais, não é recomendada.

Trata-se de um procedimento que gera dor e desconforto para a mãe, podendo causar lesões ao bebê. Ele já foi banido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Exame de toque

As leis estaduais que tratam do exame de verificação de dilatação cervical, o exame de toque, recomendam que ele não seja feito de forma indiscriminada ou por vários profissionais. Segundo a OMS, o recomendado é uma vez a cada quatro horas.

Respeito ao desejo da parturiente

Todas as legislações estaduais sobre o tema dizem que ignorar as demandas da mulher relacionadas ao cuidado e à manutenção de suas necessidades básicas, desde que tais demandas não coloquem em risco a saúde da mulher e da criança, é violência obstétrica.

Os desejos dela sobre o parto, seja quanto a posição e a medicação, devem ser respeitadas, observando os riscos para o bebê e para a mãe.

Legislação estadual

No Brasil, 8 estados e o Distrito Federal têm leis que tratam explicitamente de violência obstétrica, seja em leis específicas, seja em leis mais gerais sobre violência contra mulheres, como é o caso de Santa Catarina.

São eles:

  1. Distrito Federal
  2. Goiás
  3. Mato Grosso do Sul
  4. Minas Gerais
  5. Paraná
  6. Pernambuco
  7. Rondônia
  8. Santa Catarina
  9. Tocantins

Outros 10 não usam a expressão “violência obstétrica”, mas têm legislações que tratam de parto humanizado; alguns desses dispositivos legais incluem exemplos de práticas recomendadas e não indicadas.

São eles:

  1. Acre
  2. Alagoas
  3. Amazonas
  4. Ceará
  5. Mato Grosso
  6. Paraíba
  7. Piauí
  8. Rio de Janeiro
  9. Roraima
  10. São Paulo

Os estados que contam com leis específicas sobre o tema incluem não apenas violências físicas contra a gestante, mas também outros tipos de ação ou omissão que causem sofrimento psicológico à gestante, como ofensas verbais e tratamento agressivo, por exemplo.

Direito a acompanhamento durante o parto

A Lei Federal 11.108/2005, conhecida como Lei do Acompanhante, garante às parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto imediato nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), seja da rede própria ou conveniada.

A lei é válida tanto para parto normal quanto para cesariana, e a presença do acompanhante não pode ser impedida pelo hospital, médicos, enfermeiros ou qualquer outro membro da equipe de saúde.

O acompanhante é de escolha da gestante e pode ser o marido, a mãe, uma amiga ou amigo, ou qualquer pessoa de confiança, sem a necessidade de haver parentesco.

Além da Lei do Acompanhante, outras duas resoluções asseguram a presença de uma pessoa indicada pela parturiente durante o parto: a Resolução Normativa RN 211/2010 da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementa), órgão que regula os planos de saúde no país; e a Resolução da Diretoria Colegiada RDC 36/2008 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A resolução da Anvisa estendeu o direito ao acompanhante também à rede privada, ao estabelecer que todos os Serviços de Atenção Obstétrica e Neonatal, sejam públicos, privados, civis ou militares, deve permitir a presença de acompanhante de livre escolha da mulher. Já a resolução da ANS dispõe sobre a obrigatoriedade dos planos de saúde de arcarem com as despesas relativas aos acompanhantes das gestantes.

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Show de Danieze Santiago é interrompido após homem dar tiros para cima no meio do público, na PB

Artista se apresentava em Duas Estradas, no Brejo paraibano, quando ouviu os disparos e saiu correndo do palco. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

Por Danilo Queiroz, g1 PB

Show de Danieze Santiago é interrompido após homem dar tiros para cima no meio do público

O show da cantora Danieze Santiago foi interrompido, na noite deste sábado (16), após um homem sacar uma pistola e dar tiros para cima no meio do público. A artista se apresentava em Duas Estradas, no Brejo paraibano, quando ouviu os disparos e saiu correndo do palco (veja no vídeo acima). Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

De acordo com o sargento Lira, da Associação dos Praças da Polícia e Bombeiros Militares da Paraíba (ASPRA-PB), a festa acontecia no parque de eventos da cidade, quando dois homens iniciaram uma discussão. Na confusão, um deles sacou uma arma que estava na cintura do outro, que era um policial à paisana, e deu dois tiros para cima.

Conforme Lira, os dois foram retirados da festa algemados e conduzidos ao Batalhão da Polícia Militar na cidade de Guarabira.

Nas imagens divulgadas pela transmissão oficial da Prefeitura de Duas Estradas, é possível perceber que, após os tiros, todas as pessoas presentes correm em direção às saídas do local. Assustada, a cantora Danieze Santiago para de cantar e corre em direção aos bastidores do palco. A banda da cantora também abandonou o espaço.

A equipe de produção de Danieze informou que, apesar do susto, o show foi suspenso somente por 5 minutos, até os suspeitos serem identificados e presos. A apresentação aconteceu normalmente após o ocorrido.

Danieze Santiago cantava no palco quando foi surpreendida com tiros no meio do público — Foto: Reprodução / Redes sociais

Danieze Santiago cantava no palco quando foi surpreendida com tiros no meio do público — Foto: Reprodução / Redes sociais

Em nota, a Prefeitura de Duas Estradas lamentou a situação e disse que “a Polícia Militar e a segurança privada contratada agiram de maneira energética para controlar a situação e conduzir os envolvidos”. O órgão destacou o compromisso com a segurança dos eventos, “que contam com vasto contingente de profissionais da segurança e bombeiros civis”.

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Dia de Proteção às Florestas: dados alertam para importância da preservação e conservação da Amazônia

O Pará, que abriga 9% das florestas tropicais do mundo, é o segundo estado que mais desmatou a Amazônia em 2022 até o momento.

Por Alan Martins, g1 Santarém e região — PA

O Dia de Proteção às Florestas é celebrado neste domingo (17), dia do Curupira, que é um personagem do folclore brasileiro considerado o protetor das florestas, famoso pelos cabelos vermelhos semelhante ao fogo e pés posicionados ao contrário, com os calcanhares para frente. Não faltam motivos para que a data em homenagem a ele seja lembrada como forma de conscientizar sobre a importância da conservação florestal.

E mesmo diante de tantas campanhas promovidas por diversas instituições, órgãos de segurança e ONGs a favor da preservação, as florestas continuam correndo riscos constante de queimadas e devastação.

De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), apenas nos cinco primeiros meses de 2022, a Amazônia perdeu mais de 2 mil campos de futebol por dia de mata nativa, a maior devastação dos últimos 15 anos para o período. A Amazônia ainda conta com vastas áreas de floresta, mas elas se encontram sob ameaça.

Segundo maior desmatador da Amazônia

O Pará é o segundo maior estado do Brasil, e também o segundo que mais desmatou a Amazônia em 2022, com cerca de 471 km², o que representa 32% e lidera ranking com mais de mil processos contra desmatadores na região amazônica.

Com extensão territorial de 1.245.871 km², o estado do Pará abriga 9% das florestas tropicais do mundo, segundo a organização The Nature Conservancy. O desmatamento nessas áreas, além de trazer prejuízos ambientais, pode resultar ainda em riscos à saúde de comunidades tradicionais.

Em solo paraense, um dos grandes problemas é o avanço da devastação sobre áreas protegidas, como unidades de conservação (UCs) e terras indígenas (TIs). Seis das 10 UCs e quatro das 10 TIs mais desmatadas na Amazônia ficam no Pará, segundo o Imazon.

O Pará apresenta metade das Áreas de Proteção (APs) no ranking das 10 mais ameaçadas na região como APA do Tapajós e a Floresta Nacional (Flona) do Tapajós.

As florestas

Preservar as florestas é essencial, pois não garante somente os processos biológicos, como traz diversos benefícios à sociedade.

“As florestas fornecem água potável para mais de 33% das maiores cidades do mundo. A qualidade deste recurso, primordial para a saúde e o desenvolvimento rural e urbano, está vinculada com a gestão florestal. As florestas propiciam 40% de toda a energia renovável do mundo”, destacou João Victor, brigadista.

Além disso, as grandes florestas desempenham um papel primordial na regulação do clima ao ajudar na absorção do gás carbônico da atmosfera.

Proteção às florestas

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as políticas públicas para o combate ao desmatamento implementadas a partir de 2004 contribuíram para que a taxa de desmatamento na Amazônia brasileira desacelerasse em mais de 80%, caindo de 27,8 mil km² em 2004 para 4,6 mil km² em 2012, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Na região Oeste do Pará, o ICMBio atua nas unidades de conservação federal como Flona Tapajós e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (IdeflorBio). O órgão também abrange unidades de conservação estaduais, como o Parque Estadual de Monte Alegre.

O ICMBio faz a gestão dessas unidades de conservação com a missão de “proteger o patrimônio natural e promover o desenvolvimento socioambiental”.

As florestas públicas

O conceito de florestas nacionais nasceu com o Código Florestal de 1934, que institui os tipos de florestas públicas especialmente protegidas: Áreas de Proteção Ambiental (APA), Áreas de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), Florestas Nacionais (Flona), Reservas Extrativistas (Resex), Reservas de Fauna e Reservas de Desenvolvimento Sustentável.

Reguladas pela Lei 9.985/00 que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), as espécies nativas podem ser usadas na cadeia produtiva do setor florestal e no oeste do Pará, o manejo florestal sustentável é realizado na Floresta Nacional do Tapajós, garantindo emprego e renda, com o uso múltiplo sustentável dos recursos naturais.

Em 2006 foi entrou em vigor a Lei 11.284, que dispõe sobre a gestão de florestas públicas para produção sustentável e instituiu o Serviço Florestal Brasileiro.

“Nas florestas nacionais, a concessão florestal é aberta, qualquer empresa pode solicitar, desde que cumpra os requisitos do Código Florestal Brasileiro e no edital de licitação da área. Já nas reservas extrativistas, como o objetivo é conservar o modo de vida tradicional, apenas os moradores podem manejar”, reforça Candido Batista do Nascimento, Presidente da Associação das Indústrias Madeireiras de Santarém e Região (Asimas).

De acordo com a legislação atual, é permitido realizar as atividades de manejo florestal por meio de concessões, que autorizam o solicitante a explorar a área de forma sustentável. A lei aponta que uma floresta nacional, como a Flona Tapajós, em Belterra (PA), é de posse e domínio públicos. Quando criada, as áreas privadas incluídas em seus limites devem ser desapropriadas; já as populações tradicionais que já a habitavam permanecem, desde que incluídas no regulamento e no Plano de Manejo da unidade para garantir o uso sustentável da floresta.

“Nessas áreas é permitida a presença humana, bem como atividades de subsistência, pesquisas científicas e o ecoturismo, contudo, a atividade mais rentável dentro de uma Flona é o manejo florestal, o qual pode ser madeireiro ou não madeireiro. A atividade de manejo é altamente interessante para as comunidades que moram dentro das Florestas Nacionais, pois emprega muitos trabalhadores em atividades como inventário, corte, arraste de toras, assim como subsidia outras atividades, como a produção de móveis a partir de resíduos florestais, e artesanatos produzidos a partir de cipós, cascas, entre outros”, ressalta Victor Moutinho, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e doutor em Recursos Florestais.

A concessão é uma alternativa prevista do Código Florestal Brasileiro que tem como princípio impedir a degradação e devastação da floresta pela ocupação desordenada e, assim fomentar e viabilizar uma gestão sustentável, aumentar a renda e ofertar melhor qualidade de vida para as populações locais.

As florestas públicas estão sob a gestão do governo federal e devem ser monitoradas por seus órgãos de regulamentação e fiscalização. A colheita passa por um rigoroso processo de análise documental, incluindo tecnologia de GPS, que permite o monitoramento de toda a cadeia do produto, da retirada da floresta ao consumidor final.

Alvos de incêndios

Voluntário combatendo incêndio em Alter do Chão — Foto: Semma/Divulgação

Voluntário combatendo incêndio em Alter do Chão — Foto: Semma/Divulgação

No dia 14 de setembro de 2019, um incêndio de grande proporção atingiu a floresta de Alter do Chão, localizada em Santarém, no oeste do Pará. As chamas avançaram para a rodovia Everaldo Martins e o incêndio se estendeu até Ponta de Pedras, afetarando grande área da mata nativa.

No dia seguinte, os brigadistas iniciaram o combate ao fogo, que naquele momento tinha três grandes focos. O Corpo de Bombeiros e o Exército Brasileiro também foram acionados.

No mesmo dia, centenas de fotos viralizaram nas redes sociais com uma verdadeira cortina de fumaça sobre a vila de Alter do Chão. Pelas imagens aéreas era possível vislumbrar a extensão do fogo que atingiu a floresta.

Um grupo com representantes da Polícia Militar, Companhia de Missões Ambientais, Companhia de Polícia Ambiental, Semma e Corpo de Bombeiros foi montado para trabalhar em conjunto nas investigações para apurar possível ação criminosa no local. Um inquérito havia sido instaurado.

Brigadistas presos por suspeita de incêndio em Alter do Chão

Quatro integrantes da Brigada de Incêndio de Alter do Chão foram presos no dia 26 de novembro de 2019, por suspeita de incêndio criminoso na Área de Proteção Ambiental (APA).

Foram presos preventivamente Daniel Gutierrez Govino, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerver.

Na época, Wlandre Leal, advogado de defesa dos brigadistas, disse que não existiam no inquérito provas concretas que ligassem os brigadistas aos crimes contra a flora e associação criminosa, dos quais são apontados como suspeitos pela polícia.

A Justiça Federal, no dia 9 de fevereiro de 2021, arquivou o inquérito da Polícia Federal (PF) que investigou as causas dos incêndios. Em março, a Promotoria de Justiça de Santarém, também promoveu o arquivamento do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que apurava a suposta prática de incêndios criminosos.

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‘Era para ser o dia mais feliz da minha vida’, diz influencer do DF que teve casa invadida e furtada durante casamento

Lays Medeiros, de 27 anos, estava na igreja quando soube sobre crime na residência. Caso ocorreu em Samambaia e é investigado pela Polícia Civil.

Por Walder Galvão e Vinícius Cassela, g1 DF e TV Globo

Influencer do DF conta que teve casa furtada durante casamento

Uma influencer do Distrito Federal teve a casa invadida durante o casamento, nesta sexta-feira (15). Lays Medeiros, de 27 anos, estava na cerimônia, na igreja, no momento em que criminosos arrombaram a residência dela, em Samambaia, e fugiram com diversos itens da casa.

Ao g1, a influenciadora contou que, após o matrimônio na igreja, recebeu a ligação de uma vizinha, contando que o portão da casa dela estava totalmente aberto. “Recebi a notícia quando esperava para ir para a festa. Meu cunhado e um padrinho precisaram sair da cerimônia e ir ver o que aconteceu”, diz.

De acordo com Lays, os criminosos quebraram o muro do terreno e invadiram a casa. “O dia que era para ser o mais feliz da minha vida, se tornou uma noite de terror”, afirma.

A mulher conta que, após saber que a casa tinha sido invadida, ainda precisou ir à festa do casamento. “A cerimônia [na igreja] foi linda, mas a festa foi muito ruim para a gente, porque tínhamos que ficar fingindo estar tudo bem”, diz.

Prejuízo

Lays conta que a Polícia Militar foi acionada, mas não encontraram mais ninguém na residência. Em seguida, o cunhado e o padrinho entraram no local e viram que a casa tinha sido “revirada”.

“A gente está sentindo falta das coisas aos poucos, porque ainda estamos tentando organizar”, conta.

De acordo com a influencer, roupas, bolsas, joias, R$ 2 mil em espécie, relógios e perfumes foram levados da residência. Além disso, de acordo com ela, os criminosos fugiram com chaves de carros e do portão da casa.

“Foi tudo muito bem planejado. Nas câmeras de segurança, não dá para identificar ninguém”, afirma.

Premeditado

Lays acredita que o crime possa ter sido premeditado. “Eu divulgo muita coisa nas redes sociais e muita gente sabia o dia em que eu iria me casar”.

A influencer afirma ainda que viajaria neste sábado (16) para Caldas Novas, em Goiás, onde passaria a lua de mel. “A gente precisou cancelar. A casa está toda quebrada e ainda estamos tentando resolver as coisas”, diz.

O caso foi registrado na 32ª Delegacia de Polícia, em Samambaia. A Polícia Civil informou que investiga o caso como “furto em residência”.

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Rayssa vira na última manobra e é campeã em Jacksonville

Yumeka Oda faz maior nota da história da street league feminina, mas brasileira acerta um heelfliprockslide no corrimão e vira na última manobra

Por Redação do ge — Jacksonville, Estados Unidos

Rayssa Leal é a campeã da etapa de Jacksonville da SLS, com direito a virada na última manobra, acertando um heelfliprockslide na última manobra para ficar com o título por 0.2. Yumeka Oda, que anotou um 9.4, maior nota da história do feminino, ficou com a prata e Pâmela Rosa com o bronze.

Rayssa Leal taça SLS — Foto: Reprodução/Twitter

Rayssa Leal taça SLS — Foto: Reprodução/Twitter

Yumeka Oda acertou uma manobra espetacular na penúltima chance que teve, chegando ao somatório de 23.0 e colocando a pressão na brasileira para a última tentativa. Fadinha faz parecer fácil lidar com a pressão e, precisando de 7.5 para o título, anotou um 7.6 para virar e ser campeã.

A próxima etapa da SLS acontece em um mês, dias 13 e 14 de agosto em Seattle, também nos Estados Unidos. O Super Crown, a decisão da temporada, acontece no Rio de Janeiro, no começo, dias 5 e 6, de novembro.

A disputa

A atual campeã mundial Pâmela Rosa começou a final com tudo, usando a velocidade para fazer uma ótima primeira volta e somando um 8.0. Com o novo formato de disputa, que obriga a ter uma nota de volta no somatório final, colocou a brasileira muito bem posicionada logo no começo.

Pâmela Rosa faz 8.0 na primeira volta da etapa inicial Liga Mundial de Skate Street

Última a se apresentar por ter a melhor nota na semifinal, Rayssa fez uma linha de alto grau de dificuldade, errou a última manobra, mas garantiu a segunda melhor nota depois da primeira rodada com um 7.1, fazendo dobradinha brasileira com a Pâmela.

Fadinha fez uma ótima segunda linha, mas errou o flipboardslide de back e não melhorou a nota, mas manteve a segunda posição, com Rosa na liderança. A holandesa Roos Zwetsloot ficou com a terceira posição antes da série de manobras.

A primeira rodada de manobras reservou uma polêmica. Pâmela acertou um frontside boardslide, mas a nota não foi contabilizada. Com isso, Rayssa assumiu a ponta depois da primeira rodada com um somatório de 13.0.

Rayssa Leal manda um smith de back no maior corrimão e faz 5.9

A explicação oficial para o zero de Pâmela Rosa é que ela não poderia fazer uma mesma manobra única no mesmo elemento que fez durante a volta e por isso foi zerado.

Na terceira tentativa, Rayssa Leal acerta um backside flipsmith, a primeira mulher a acertar essa manobra em competição, anota um 8.5 e dispara na ponta da disputa com somatório de 21.5, quatro a mais que a segunda colocada Momiji Nishiya.

Pâmela foi para a pressão na última manobra, precisando de 5.6 para ir para o final four e correspondeu. Acertou um smith de back e garantiu mais duas manobras para tentar buscar o título.

Na decisão, Yumeka Oda fez história. Anotou um 9.4, a maior nota de todos os tempos da street league feminina, chegou ao somatório de 23.0 e assumiu a ponta da final.

Yumeka Oda faz flip feeble de front no maior corrimão e tem maior nota da história da competição: 9.4

Mas é na pressão que a Fadinha entrega sempre. Novamente, ela teve a última manobra e a chance de virar a disputa para conquistar o título e mais uma vez ela conseguiu. Precisando de um 7.5, ela acertou um heelfliprockslide e vira com um 7.6.

Rayssa Leal faz 7.6 na última manobra, ultrapassa Oda e vence a Liga Mundial de Skate Street

Confira o resultado final do torneio feminino

  1. Rayssa Leal – 23.2
  2. Yumeka Oda – 23.0
  3. Pâmela Rosa – 17.6
  4. Momiji Nishiya – 17.5

Show japonês no masculino

Sora Shirai, de 20 anos, e Yuto Horigome, de 23, colocaram um espetáculo na pista na final masculina. Sora basicamente teve quatro 9-club nas quatro primeiras apresentações, duas voltas e a duas primeiras manobras, uma delas rendeu um 9.6. Com somatório de 27.8, se posicionou muito bem para conquistar o título.

Sora Shirai executa manobra incrível e tem maior nota do evento: 9.6

Horigome respondeu com dois 9.5 nas manobras e um 9.1 na volta, chegando a 28.1 no somatório de 30 possíveis. O português Gustavo Ribeiro foi quem se manteve na briga durante a maior parte da decisão, indo para o final four em terceiro.

Apesar da melhor nota da disputa, Sora Shirai ficou com a prata, o campeão foi Yuto Horigome, o campeão olímpico, que deu show. O brasileiro Felipe Gustavo fez ótima volta, anotando um 8.9, mas não conseguiu acertar nenhuma manobra e terminou na última posição.

Felipe Gustavo faz 8.9 na segunda volta na final da Liga Mundial de Skate Street

Confira o resultado final do torneio masculino

  1. Yuto Horigome – 28.1
  2. Sora Shirai – 27.8
  3. Gustavo Ribeiro – 27.1
  4. Vincent Milou – 23.7
  5. Nyjah Houston – 18.3
  6. Dashawn Jordan – 17.8
  7. Shane O’Neil – 16.0
  8. Felipe Gustavo – 8.9

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