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Militares não querem fazer parte da política nem querem política nos quartéis, diz comandante do Exército

Em transmissão ao vivo pela internet, general Edson Leal Pujol afirmou que eventual presença de militares no governo é ‘decisão exclusiva da administração do Executivo’. Manifestação ocorre dois dias depois de Bolsonaro citar ‘pólvora’ para defender Amazônia, o que gerou onda de críticas e piadas em redes sociais.

Por Filipe Matoso, G1 — Brasília

Militares não querem fazer parte da política, diz comandante do Exército

O comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, afirmou nesta quinta-feira (12), durante uma transmissão ao vivo por rede social, que os militares não querem “fazer parte” da política nem querem que a política “entre” nos quartéis.

Pujol fez a afirmação dois dias depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dizer que “quando acaba a saliva, tem que ter pólvora” ao se referir à possibilidade de o país ser alvo de sanções por conta do desmatamento na Amazônia. Em setembro, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, cogitou a imposição de barreiras comerciais ao Brasil por esse motivo.

A declaração de Bolsonaro gerou críticas de parlamentares e uma onda de piadas nas redes sociais, muitas com referências ao Exército Brasileiro.

Na noite de quinta-feira (12), o comandante do Exército participou de um evento virtual promovido pelo Instituto para Reforma das Relações Estado e Empresa, do qual também participaram o ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o ex-ministro e general da reserva Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).

Em uma das questões formuladas ao general, Jungmann afirmou: “Até bem recentemente, havia quem dissesse que as Forças Armadas estão se envolvendo com a política. E eu disse que isto não era fato. As Forças Armadas, como instituições permanentes de Estado, permaneciam totalmente voltadas para as suas missões profissionais e inteiramente dentro daquilo que determina a nossa Constituição. Gostaria de ouvi-lo a esse respeito.”

Em resposta, Pujol disse que os militares não querem ter ação política e que o eventual chamado para ocupação de cargos no governo é opção do Executivo.

“Não queremos fazer parte da política governamental ou política do Congresso Nacional e muito menos queremos que a política entre no nosso quartel, dentro dos nossos quartéis. O fato de, eventualmente, militares serem chamados a assumir cargos no governo, é decisão exclusiva da administração do Executivo.”

Segundo o comandante, nos dois anos em que ele esteve à frente do Exército, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas se preocuparam “exclusivamente e exaustivamente” com “assuntos militares”.

“A respeito da política e dos militares, o que eu tenho a dizer é que nesses dois anos, o Ministério da Defesa e as três forças se preocuparam exclusivamente e exaustivamente com assuntos militares. O nosso diagnóstico é o de que precisamos aumentar, e muito, a nossa capacidade operacional.”

Pujol disse ainda que, “eventualmente”, o ministro da Defesa é chamado a participar de decisões do governo, mas acrescentou: “Não nos metemos em áreas que não nos dizem respeito”.

Ao assumir o governo, o presidente Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército, convidou diversos militares da ativa e da reserva ou pessoas com formação militar para cargos no governo.

Entre esses, estão os ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil); Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo); Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional); Fernando Azevedo e Silva (Defesa); Eduardo Pazuello (Saúde); Bento Albuquerque (Minas e Energia); Jorge Oliveira (Secretaria-Geral); e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura).

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também é militar — ele é general reformado do Exército.

Em junho, durante entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, foi indagado sobre a presença de militares no governo.

Ele afirmou que as Forças Armadas “não pertencem ao governo” nem podem se identificar “com governo algum”. Isso porque, ressaltou o ministro, “não existe” dizer que os militares “estão no governo”.

Na entrevista, Barroso classificou como um “desastre” o fato de o governo “povoar” os cargos com militares.

“Acho ruim e preocupante você começar a povoar cargos no governo com militares. Isso é o que aconteceu na Venezuela. Quando você multiplica militares no governo, eles começam a se identificar com o governo e começam a se identificar com vantagens e com privilégios. E isso é um desastre”, afirmou.

Recursos das Forças Armadas

No mesmo evento na internet, o general Edson Leal Pujol afirmou que os recursos das Forças Armadas estão “aquém” daquilo que o Brasil precisa.

“Pequenos países na Europa têm o número de aeronaves de caça para defender seu espaço aéreo mais do que todo o Brasil, países que são do tamanho ou menores que muitos estados brasileiros. Nós estamos muito aquém do que o Brasil precisa, que é ter Forças Armadas à sua altura para cumprir suas missões constitucionais, muito aquém.”

Para Pujol, os recursos das Forças Armadas do Brasil para a defesa nacional são pequenos em relação à extensão territorial do país.

“As nossas Forças Armadas e o nosso Exército Brasileiro, na minha visão, proporcionalmente, são dos menores do mundo em relação ao tamanho do nosso território e da nossa população e à importância geopolítica, geoestratégica e econômica do nosso país.”, afirmou.

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Laudo do IML indica morte por combinação de medicamentos que nada têm a ver com a vacina; homem encontrado morto em SP teria participado de teste da CoronaVac

Regra que regulamenta testes de vacinas proíbe que laboratórios divulguem qualquer evento relacionado à testagem. Anvisa havia suspendido testes da CoronaVac no Brasil após ‘evento adverso grave’, e a Globo apurou que a causa da morte de homem que seria voluntário dos testes é apontada como suicídio pela polícia.

Por César Tralli, GloboNews — São Paulo

Voluntário morreu por combinação de medicamentos que nada têm a ver com vacina

A causa da morte do voluntário que participava dos testes da vacina CoronaVac foi por uma combinação de medicamentos que não têm relação com o imunizante. Foi uma intoxicação aguda por agentes químicos.

A Anvisa suspendeu os testes da vacina na segunda-feira (9) por causa de “evento adverso” em um voluntário e, na terça-feira (10), a divulgação do boletim de ocorrência mostrou que a causa da morte de um voluntário foi suicídio. No dia seguinte, a agência liberou a retomada dos testes (leia mais abaixo).

As regras que regulam testes de vacinas proíbem tanto os voluntários quanto os laboratórios de divulgar consequências ou eventos relacionados à testagem. Mas a imprensa apurou que foi essa morte que levou a Anvisa a suspender os testes da CoronaVac no Brasil por mais de 24 horas.

A TV Globo teve acesso ao laudo do exame toxicológico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo que policiais encontraram no banheiro de um apartamento em 29 de outubro (leia mais abaixo).

O exame toxicológico detectou a presença de álcool no sangue, grande quantidade de sedativos e um analgésico cirúrgico cem vezes mais potente que a morfina. Ele não consumiu drogas ilícitas.

Boletim de ocorrência

De acordo com o boletim de ocorrência registrado às 16h02 de 29 de outubro em uma delegacia da Zona Oeste de São Paulo, policiais militares foram acionados pelo rádio para atender a uma “ocorrência de encontro de cadáver”.

Ao chegar ao apartamento, os policiais foram recebidos pelo zelador do prédio, que mostrou um homem de 32 anos no chão do banheiro – perto do braço dele, havia uma seringa e diversas ampolas de remédio.

Retomada dos testes

Na quarta-feira (11), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que os testes da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac para a Covid-19, foram retomados, após ter suspendido os testes do imunizante por causa da morte do voluntário.

No Brasil, a produção da vacina ficará a cargo do Instituto Butantan, que é vinculado ao governo de São Paulo e também coordena os testes da CoronaVac no país.

Ao fazer o anúncio da interrupção dos estudos, a Anvisa citou “evento adverso grave”, mas não deu detalhes sobre o motivo específico que levou à suspensão.

Pouco depois da divulgação da causa da morte do voluntário, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou em entrevista coletiva que “objetivamente, não havia essa informação [de que o voluntário se suicidou] entre as que recebemos ontem [segunda-feira]“.

Resumo

O governo de São Paulo acordou a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, que esteve no centro de uma disputa envolvendo Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde e o governador paulista, João Doria (PSDB), adversário político do presidente.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há atualmente dez vacinas na terceira e última etapa de testes em humanos – um desses imunizantes é justamente a CoronaVac.

Antes de ser liberada para a população, uma vacina tem de passar por três estágios de ensaios clínicos que comprovem sua segurança e eficácia. A cada etapa, mais voluntários são recrutados, e os resultados dos testes são analisados pelos pesquisadores para garantir que o imunizante possa ser licenciado.

Anvisa foi notificada no início de novembro

De acordo com o diretor do Butantan, Dimas Covas, a Anvisa foi notificada em 6 de novembro quanto ao evento adverso envolvendo o voluntário nos testes da CoronaVac.

“Nós estamos tratando aqui de um evento adverso grave que não tem relação com a vacina. Repito: um evento adverso grave que não tem relação com a vacina. Essa informação está disponível à Anvisa desde o dia 6, quando foi notificado o efeito adverso grave”, afirmou Covas.

O diretor do Butantan criticou o comportamento da agência e a forma como o instituto recebeu a notícia da interrupção dos testes.

“Dia 6 a Anvisa recebeu um documento dizendo: ‘Olha, um participante do estudo clínico teve um evento adverso grave não relacionado com a vacina’. Ponto. O que que se espera diante de um comunicado desse? ‘Olha, ok, vamos avaliar, vamos nos reunir, vamos ver quais foram as causas desse evento adverso, se você está dizendo que não tem relação com a vacina, vamos apurar'”, explicou.

“É isso o que a gente espera. Foi isso o que aconteceu? Não. Quer dizer, esse encaminhamento foi feito dia 6. Ontem, dia 9, às 20h40, encaminham um e-mail ao Butantan dizendo que haveria uma reunião hoje para tratar do evento adverso grave. Mas, ao mesmo tempo, anunciava a suspensão do estudo. Oito e quarenta da noite, 20h40 da noite, 20 minutos depois essa notícia estava em rede nacional. 20 minutos depois de nós termos sido notificados por e-mail, a notícia estava em rede nacional.”

Comunicado Sinovac

Nesta terça, a Sinovac, farmacêutica chinesa responsável pelo desenvolvimento da CoronaVac, afirmou em comunicado que “está confiante na segurança da vacina” contra a Covid-19.

A empresa afirmou que o estudo clínico em fase 3 no Brasil “é realizado estritamente de acordo com os requisitos do GCP” (Good Clinical Practice, ou “boas práticas clínicas”, em português).

Vacina de Oxford

Em 21 de outubro, um voluntário brasileiro que participava dos testes da vacina de Oxford contra a Covid-19 morreu de complicações da Covid-19. O voluntário tomou um placebo (substância inativa), e não uma dose da vacina.

Os testes foram suspensos, na época, pela própria AstraZeneca, que desenvolve a vacina em parceria com a Universidade de Oxford.

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Motorista é preso com 750 kg de cocaína escondidos em carga de milho de caminhão em MT

Droga estava escondida entre grãos de milhos. Veículo saiu da cidade de Nova Mutum com destino a Cuiabá.

Por G1 MT

Polícia Civil apreendeu 750 kg de cocaína na BR-163 em Várzea Grande — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Polícia Civil apreendeu 750 kg de cocaína na BR-163 em Várzea Grande — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Um motorista foi preso com 750 kg de cocaína escondidos em carga de milho de um caminhão que foi abordado por policiais civis na noite dessa quarta-feira (11), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Segundo a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), foram apreendidos 15 fardos, com 30 tabletes de cloridrato de cocaína cada, ocultados em uma carga de milho.

A grande quantidade de entorpecentes, totalizando 450 tabletes da substância foi apreendida durante a abordagem do caminhão na Rodovia dos Imigrantes, BR-163. O motorista do veículo foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Motorista é preso com 750 kg de cocaína escondidos em carga de milho de caminhão em Mato Grosso — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Motorista é preso com 750 kg de cocaína escondidos em carga de milho de caminhão em Mato Grosso — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Os investigadores da DRE receberam denúncia anônima de que um veículo era utilizado para o transporte de uma carga de entorpecentes.

Segundo as informações, a droga escondida entre grãos de milhos saiu da cidade de Nova Mutum com destino a Cuiabá.

Diante da denúncia, as equipes de investigadores da DRE foram distribuídas em vários pontos da Rodovia BR-163, com objetivo de identificar o veículo e realizar a abordagem.

O caminhão bitrem foi localizado próximo à entrada do bairro São Matheus, onde os policiais realizaram a abordagem do motorista. O condutor ficou nervoso ao ser interrogado no local.

Motorista é preso com 750 kg de cocaína escondidos em carga de milho de caminhão em Mato Grosso — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Motorista é preso com 750 kg de cocaína escondidos em carga de milho de caminhão em Mato Grosso — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Segundo o suspeito, a carga foi recebida em Nova Mutum com destino de entrega em Cuiabá, porém, a nota fiscal do carregamento de grãos apontava como destino final um armazém no município de Mogi Guçu (SP).

Após várias contradições, o suspeito confessou que havia 15 fardos de cloridrato de cocaína escondidos entre a carga de milho.

Com a descarga dos grãos, foram encontrados os pacotes totalizando 450 tabletes da droga, com o peso de aproximadamente 750 kg de droga.

A droga foi apreendida e encaminhada para a perícia. O motorista foi conduzido à DRE e foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

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‘Ele não ficou assustado’, diz mãe de menino de 4 anos que encontrou jararaca dentro do carro em MG

Mãe relata que assim que colocou o pé dentro do carro, o pequeno Francisco viu a cobra embaixo da cadeirinha e avisou. Caso aconteceu em Guaxupé.

Por Franco Junior e Fernanda Rodrigues, G1 Sul de Minas — Guaxupé, MG

Vídeo mostra jararaca sendo resgatada de dentro de carro em Guaxupé, MG

A história da jararaca encontrada embaixo da cadeirinha de uma criança em um carro na cidade de Guaxupé (MG) foi um susto maior para a mãe do que para o menino de 4 anos, o primeiro a ver a cobra. Em entrevista ao G1, a empresária Tatiani Cristina Silva Cruvinel contou que o filho ficou tranquilo e só se espantou com a reação da mãe.

“Ele não ficou assustado. Na cabecinha dele, ele não entende muito a gravidade do problema. Ele sabia que era um bicho perigoso, mas não sabia o que tinha acontecido. Eu quem assustei ele com o choro”, lembrou.

Tatiani conta que na segunda-feira (9) saiu para trabalhar cedo, colocou o filho Francisco na cadeirinha e parou o carro em frente ao trabalho. De lá, ela levou o garoto a pé para uma aula e resolveu buscá-lo com o veículo. Na saída da aula, veio o susto.

“Parei o carro na porta do consultório e, normalmente, a professora traz ele e coloca na cadeirinha para mim. Fiquei parada em frente ao consultório esperando, até que a professora trouxe ele. Ela abriu a porta e assim que ele colocou o pezinho no carro, já viu. Ele disse ‘a cobra’”, relembra a mãe.

Francisco e a mãe Tatini foram surpreendidos com uma jararaca dentro do carro em Guaxupé (MG) — Foto: Tatiani Cristina Silva Cruvinel/arquivo pessoal

Francisco e a mãe Tatini foram surpreendidos com uma jararaca dentro do carro em Guaxupé (MG) — Foto: Tatiani Cristina Silva Cruvinel/arquivo pessoal

Ainda sem entender o que tinha acontecido, a mãe foi alertada pela professora que realmente havia uma cobra no carro. Neste momento, Tatiani conta que ficou desesperada dentro do carro e a única reação que teve foi a de correr e abraçar o filho.

“Eu não imaginava que era uma cobra tão grande. A minha reação foi só a de correr perto dele, abraçá-lo e agradecer a Deus por não ter acontecido nada. A gente anda nesse carro, ele na cadeirinha dele e a cobra estava na cadeirinha. Não ter acontecido nada foi Deus mesmo”.

Cobra abocanhou banco do carro antes de ser capturada pelo Corpo de Bombeiros em Guaxupé (MG) — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Cobra abocanhou banco do carro antes de ser capturada pelo Corpo de Bombeiros em Guaxupé (MG) — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Novo susto

Depois do primeiro susto, Tatiani relembra que levou outro pior: o de saber qual a espécie da cobra e como ela é venenosa.

“Até então, eu não sabia a gravidade do problema, que cobra era, o que tinha acontecido. Quando os bombeiros falaram, eu desabei a chorar mais ainda, de saber que era uma jararaca, que é uma cobra muito venenosa. Foi um dia de oração e agradecimento por não acontecer nada pior”.

Francisco, de quatro anos, encontrou uma jararaca dentro do carro em Guaxupé (MG) — Foto: Tatiani Cristina Silva Cruvinel/arquivo pessoal

Francisco, de quatro anos, encontrou uma jararaca dentro do carro em Guaxupé (MG) — Foto: Tatiani Cristina Silva Cruvinel/arquivo pessoal

Captura da cobra

A Equipe de Salvamento Terrestre do 4º Pelotão de Bombeiros capturou a jararaca. A cobra, segundo o tenente Josué Pereira de Oliveira, apesar de ser agressiva e de ter até mesmo abocanhado o banco do veículo, foi capturada sem ferir ninguém.

“A gente recebeu a solicitação para capturar a cobra, que estava dentro do veículo. Chegando a guarnição no local, os militares encontraram com o carro com as portas fechadas. Somente a porta dianteira estava aberta. Ao abrir a porta de trás, os militares viram a cobra embaixo da cadeirinha da criança”, relatou.

Josué conta que os bombeiros tiveram dificuldade, já que a cobra estava agitada. “Ela passou debaixo do banco do passageiro e foi para a parte da frente. Ela chegou a abocanhar o banco. Os militares conseguiram conter a cobra”.

Posteriormente, a jararaca foi solta em uma mata nativa nos arredores da cidade, em uma região distante de áreas residenciais. Com isso, Francisco pode sentar na cadeirinha e a mãe Tatiani dirigir o carro sem mais nenhum susto.

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Governo concedeu em 2019 quase R$ 100 bilhões em subsídios para combustíveis fósseis, diz estudo

Valor para ajudar produtores de petróleo, carvão mineral e gás superou orçamento de Educação, aponta Instituto de Estudos Socioeconômicos. Nos EUA, plano de Biden é expandir energia limpa.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

Estudo do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) divulgado nesta semana informa que o governo federal concedeu R$ 99,39 bilhões em subsídios em 2019 para auxiliar os produtores de petróleo, carvão mineral e gás natural no país, uma alta de 16% frente aos R$ 85 bilhões do ano anterior.

Esses são recursos que saíram diretamente do orçamento da União para incentivar o setor e também quantias que o governo deixou de arrecadar em impostos, devido a regimes de tributação especiais e programas de isenção. O objetivo foi garantir aos consumidores um preço menor na aquisição dos produtos.

Os números mostram que os subsídios em 2019 superaram o orçamento do Ministério da Educação no mesmo período, que somou cerca de R$ 93 bilhões.

Também representaram, de acordo com o Inesc, três anos do Programa Bolsa Família (R$ 33,1 bilhões no orçamento de 2019) e a quase 29 vezes o orçamento total do Ministério do Meio Ambiente (R$ 3,44 bilhões no orçamento de 2019).

Na avaliação do Inesc, um “passo fundamental” para a solução da crise fiscal brasileira é a revisão dos subsídios aos combustíveis fósseis, o que poderia ajudar no alívio às contas públicas.

“A revisão também é fundamental para a transição para uma matriz energética limpa e expansão da energia solar e fotovoltaica no país, que não possuem a mesma estrutura de subsídios. Existem alternativas aos subsídios aos combustíveis fósseis, que estão, cada dia, mais próximas, como, por exemplo, a geração descentralizada de energia na Amazônia à base de energia solar ou biomassa”, avaliou o instituto.

G1 entrou em contato com o Ministério da Economia e com a Receita Federal, mas não houve comentários até a última atualização desta reportagem.

Estudo conclui que produção de combustíveis fósseis ficará acima do seguro para clima

Detalhamento dos subsídios

A maior parte dos subsídios, mais de R$ 87 bilhões em 2019, representam, segundo o estudo, renúncia de receita por meio de benefícios fiscais, ou seja, valores que deixaram de ser arrecadados.

Esses valores, caso ingressassem nos cofres públicos, não seriam necessariamente convertidos em despesa porque estariam sujeitos à regra do teto de gastos — que limita a maior parte das despesas à variação da inflação do ano anterior. Só poderiam virar despesa se outros gastos fossem cancelados, ou se a regra do teto fosse alterada.

Entre as renúncias registradas em 2019, de acordo com o Inesc, estão:

  • R$ 52,7 bilhões por meio do PIS/Cofins e Cide dos combustíveis. Para esse cálculo, o Inesc considera o diferencial entre alíquotas relativas ao PIS-Cofins e Cide-Combustíveis aplicados à gasolina e ao óleo diesel e cobradas em 2019 e aquelas originalmente aprovadas nas legislações que dão base a esta cobrança, ou seja, o limite máximo autorizado por lei. Esses valores, porém, não são considerados pela Receita Federal como renúncia de arrecadação.
  • R$ 36,27 bilhões, por meio dos diversos regimes especiais de tributação ao setor de Óleo & Gás, sendo o maior deles o Repetro — que permite importação ou aquisição no mercado interno, com suspensão de tributos federais, de matérias-primas, material de embalagens e produtos intermediários, utilizados na fabricação de produtos destinados à indústria de petróleo e gás natural. Esse regime venceria em 2020, mas foi ampliado e renovado até 2040.
  • R$ 10,4 bilhões representaram de fato gastos públicos orçamentários em 2019. Se não fossem feitos, poderiam ser direcionados para outras despesas. Entre esses gastos, estão R$ 6,5 bilhões para cobrir os custos anuais da geração termelétrica, principalmente na região norte do Brasil em áreas ainda não interligadas ao Sistema Interligado Nacional, chamadas de “sistemas isolados”.
Biden planeja mudanças na justiça ambiental e defende energia limpa

Biden planeja mudanças na justiça ambiental e defende energia limpa

Eleição nos EUA e reforma tributária

A divulgação do estudo do Inesc foi feita após a eleição de Joe Biden para a Presidência dos Estados Unidos. Ele assume o cargo em janeiro de 2021.

Quando candidato pelo Partido Democrata, Biden anunciou, em julho deste ano, um plano de investimentos de US$ 2 trilhões em quatro anos para aumentar significativamente o uso de energia limpa nos setores de transporte, eletricidade e construção civil, como parte de um conjunto de propostas destinadas a combater as mudanças climáticas e, simultaneamente, criar oportunidades econômicas e construir infraestrutura.

Ele afirmou, ainda, que o Brasil pode enfrentar “consequências econômicas significativas” se não parar de “destruir” a floresta.

Para analistas, Biden deverá fazer pressão política no Brasil para que medidas de preservação da Amazônia, dos povos indígenas e dos direitos humanos sejam implementadas no país.

Nesta terça-feira (10), em evento público no Palácio do Planalto, mesmo sem citar Biden, o presidente Bolsonaro reagiu e afirmou que “quando acaba a saliva, tem que ter pólvora” ao se referir à Amazônia.

No âmbito da reforma tributária, o Ministério da Economia indicou que pretende acabar com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) dos combustíveis. Para o lugar, no âmbito do imposto seletivo, o governo confirmou estudos para criar um imposto “verde” — sobre a emissão de carbono.

Os chamados impostos “verdes” ou ambientais são destinados a diminuir as emissões de carbono na atmosfera, com o objetivo de tentar frear o aquecimento global e também podem ajudar na redução do desmatamento — por meio da destinação de parte da arrecadação para fundos com esse propósito.

Essa tributação estaria no âmbito do chamado imposto seletivo, em uma segunda fase da reforma tributária, ainda não enviada ao Legislativo, que substituiria o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).

O formato do imposto verde em estudo ainda não foi divulgado pela área econômica.

Em outros países, entre os produtos tributados estão combustíveis como gasolina, diesel, gás natural, carvão, produção de eletricidade com combustíveis fósseis — cuja combustão provoca emissões de carbono. Também são taxados veículos (automóveis e caminhões, por exemplo) e fábricas poluidoras, entre outros.

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Candidato a prefeito morre após desmaiar em transmissão ao vivo em Bom Jesus do Itabapoana

Paulo Sérgio Cyrillo, de 73 anos, era candidato ao cargo pelo Republicanos. Caso aconteceu na noite desta quarta-feira (11), durante uma entrevista para uma faculdade do município.

Por G1 — Norte Fluminense

Paulo Sérgio Cyrillo, de 73 anos, era candidato a prefeito pelo Republicanos e participa de uma entrevista quando passou mal — Foto: Reprodução/Framesc

Paulo Sérgio Cyrillo, de 73 anos, era candidato a prefeito pelo Republicanos e participa de uma entrevista quando passou mal — Foto: Reprodução/Framesc

Candidato a prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense, Paulo Sérgio Cyrillo, de 73 anos, morreu nesta quarta-feira (11) após desmaiar durante uma transmissão ao vivo na internet.

Ele foi socorrido pelo filho, Paulo Sérgio Cyrillo Junior, atual vice-prefeito da cidade, que acompanhava a entrevista virtual para uma faculdade e se desesperou ao ver o pai perdendo a consciência.

O candidato chegou a ser levado para o Hospital São Vicente, mas já chegou à unidade sem vida.

Segundo familiares, Cyrillo sofreu um infarto fulminante. O candidato do Republicanos (que já foi prefeito da cidade) deixa a esposa, dois filhos e duas netas.

Entrevista

Cyrillo participava de uma entrevista promovida pela 17ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bom Jesus do Itabapoana e pela Faculdade Metropolitana São Carlos (Famesc). A live estava sendo transmitida pelo canal oficial da instituição de ensino.

Após a morte, o vídeo foi removido do canal pela instituição.

Repercussão

A Famesc divulgou nota de pesar pela morte do candidato.

“É com todo pesar que viemos trazer a triste notícia do falecimento do nosso querido Paulo Sergio Cyrillo. Não temos palavras para expressar os nossos sentimentos. Pedimos a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos neste momento de dor. Muito respeitosamente, prestamos as nossas condolências e deixamos os nossos mais sinceros pêsames”, diz a nota assinada da instituição.

A Prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana decretou luto oficial de três dias pela morte de Cyrillo.

“A prefeitura municipal de Bom Jesus do Itabapoana decreta luto oficial de três dias pelo falecimento do ex-prefeito Paulo Sérgio do Canto Cyrillo”, informou nota.

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Candidata à prefeita no litoral de SP desabafa após ser vítima de atentado: ‘Estavam me seguindo’

Polícia tenta localizar o autor dos disparos. Apesar do atentado, ninguém se feriu.

Por G1 Santos

Carro de Solange Freitas, candidata a prefeita de São Vicente, é alvejado por tiros

“Eu não vejo outro motivo a não ser política”, afirma a candidata à Prefeitura de São Vicente pelo PSDB, Solange Freitas, que foi alvo de pelo menos cinco tiros na manhã desta quarta-feira (11). Ela estava em um veículo blindado com outras quatro pessoas, sendo o motorista, um produtor da campanha, uma assessora e o candidato a vice-prefeito, Gil do Conselho.

Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (11), ela conta que estava no banco de trás do veículo quando tudo ocorreu. Eles passavam pela avenida Monteiro Lobato, na Vila Voturuá, por volta das 10h30. A motocicleta se aproximou do veículo e o condutor atirou, ao menos quatro vezes, na direção da janela do passageiro. Segundo Solange, é o local onde ela costuma sentar.

“Quando eu saí de casa, estava na frente, porque eu fui me maquiando. Aí eu parei na padaria e quando saí, sentei no banco de trás, porque eu estava conversando com eles [equipe] e fechando algumas coisas. Só que eu estava no celular, eu nem vi o que estava acontecendo”, afirma.

Ela relata que ouviu o barulho dos disparos, mas não imaginava que eram tiros. Só percebeu no momento em que o motorista do carro dela gritou: “Abaixa, abaixa, abaixa”. Um vídeo, obtido com exclusividade pelo produtor da TV Tribuna Luiz Linna, mostra o momento em que a moto se aproxima do carro da candidata e efetua os disparos. Depois, acelera e foge. (Veja o vídeo acima)

“Se eu não tivesse de carro blindado, pessoas poderiam estar mortas agora. O foco era onde eu sento, que é geralmente na frente”, explica Solange. Imagens do local foram coletadas pela Polícia Civil para tentar localizar o autor, que conseguiu fugir logo após o atentado.

Conforme afirma a candidata à prefeita, ela acredita que alguém estava seguindo seu carro e o atentado teve motivação política. “Era um cara na moto, mas alguém sabia que eu estava passando ali. A minha agenda não foi aberta. Com certeza, alguém já estava me seguindo. Não vejo outro motivo a não ser política. Para quê iam fazer isso? Não imaginava que ia chegar a isso”, diz.

Solange ainda diz que, passado o choque, ela se sente revoltada com a situação e, apesar de se prevenir com o carro blindado, não imaginava que passaria por isso. “Depois de tantos anos fazendo reportagem, demonstrando, denunciando, e hoje eu ser vítima disso, é um ataque à democracia, um ataque aos eleitores de São Vicente. Não é um ataque só a mim. Eles querem que eu desista, mas eu não vou”, finaliza.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que os fatos ocorridos na manhã desta quarta-feira foram registrados no 1ºDP de São Vicente e serão encaminhados ao Deic para continuidade das investigações. A Polícia Civil está com diligências para identificar e prender o autor dos disparos.

Carro da candidata à Prefeitura de São Vicente, Solange Freitas (PSDB), é alvo de balas — Foto: G1 Santos

Carro da candidata à Prefeitura de São Vicente, Solange Freitas (PSDB), é alvo de balas — Foto: G1 Santos

Violência política

Uma pesquisa sobre violência na política, conduzida pelas organizações não-governamentais Terra de Direitos e Justiça Global mostra que de janeiro de 2016 a 1º de setembro de 2020 foram mapeados 327 casos de violência contra políticos eleitos, candidatos e pré-candidatos, que incluem ameaças, agressões e ofensas.

Candidata Solange Freitas (PSDB) é alvo de atentado em São Vicente, SP — Foto: G1 Santos

Candidata Solange Freitas (PSDB) é alvo de atentado em São Vicente, SP — Foto: G1 Santos

A candidata

Solange Freitas é jornalista e começou a atuar na região na TV Litoral em 1991. Já em 2005, ela entrou para a equipe da TV Tribuna, afiliada da TV Tribuna na Baixada Santista e Vale do Ribeira. Ela atuou como repórter até o início de 2020, quando se desligou da empresa para concorrer a Prefeitura de São Vicente pelo PSDB.

Repercussão

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez uma postagem nas rede sociais sobre o ataque à candidata.

“O atentado contra a jornalista @SolangeFreitas, que concorre à Prefeitura de São Vicente, no litoral de SP, é uma violência condenável e um ataque à democracia”, escreveu. Doria também disse que determinou à Polícia Civil que esclareça o episódio e prenda o criminoso.

O PSDB emitiu, por volta das 11h30, uma nota sobre o atentado. Confira a seguir:

“O PSDB de São Paulo se solidariza com a candidata a prefeita de São Vicente Solange Freitas e sua equipe, vítimas de um atentado a tiros na manhã desta quarta-feira. Solange é a esperança de dias melhores na cidade e sem dúvida vai seguir firme com esse propósito. O PSDB espera a rápida elucidação do caso pelas autoridades policiais e a exemplar punição de seus autores”.

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‘Fiquei em choque’, diz adolescente de BH que ganhou prêmio de R$ 130 mil após ajudar a corrigir falha no Instagram

Andres, de 15 anos, descobriu problema que permitiria roubo de perfis por meio de links.

Por Maria Lúcia Gontijo, G1 Minas — Belo Horizonte

Andres Alonso Bie Perez usando o computador que comprou com o  prêmio de US$ 25 mil do Facebook — Foto: Arquivo Pessoal

Andres Alonso Bie Perez usando o computador que comprou com o prêmio de US$ 25 mil do Facebook — Foto: Arquivo Pessoal

Quando o adolescente de 15 anos Andres Alonnso Bie Perez ficou sabendo que ganharia um prêmio de US$ 25 mil do Facebook, a primeira coisa que ele fez foi acordar a mãe.

“Eu fiquei em choque e fui acordar minha mãe. Eu esperava receber o pagamento mínimo por este tipo de descoberta, uns 500 dólares”, disse Andres.

A mãe do adolescente, Helenice Luzia Peres, disse que, no momento da notícia, achou que o filho estava brincando com ela.

“Fiquei surpresa, ele estava ansioso para ver se ia conseguir os 500 dólares, e quando ele me disse o valor do prêmio, achei que ele estava fazendo algum tipo de brincadeira. Estou muito feliz por ele”.

Helenice contou que, aos 9 anos de idade, o filho pediu para fazer curso de programação de computador. Mas ela achou que era cedo demais.

“Ele sempre demonstrou interesse nessa área. Aos 9 anos me pediu, mas não deixei. Preferi esperar até os 11, quando ele começou os cursos. E olha no que deu”, comemora.

Com as taxas de transferência bancária, no final das contas, o adolescente recebeu R$ 126 mil reais. E a primeira coisa que ele quis comprar foi um computador.

“Comprei um computador melhor. O resto eu pretendo guardar e investir em algum projeto”, contou.

Andres virou atração durante as aulas on-line da escola onde cursa o 9º ano do ensino fundamental. Ele disse que os professores e colegas de turma ficaram impressionados.

“Todo mundo me parabenizou durante as aulas on-line. Meus professores me elogiaram, meus amigos ficaram bobos. Foi muito engraçado. Foi legal”.

Como foi descoberta a falha

O estudo mineiro Andres Alonso Bie Perez. — Foto: Arquivo Pessoal

O estudo mineiro Andres Alonso Bie Perez. — Foto: Arquivo Pessoal

Andres queria criar um aplicativo de filtros de fotos do Instagram que só estão disponíveis no computador, o que o obrigou a entender o funcionamento do serviço.

Quando analisou o método utilizado para criar o que queria, ele percebeu que os links podiam ser manipulados para incluir qualquer código na página do Instagram.

“Eu já estava com a intenção de “achar” algum erro, foi quando eu estava fazendo um aplicativo que precisa integrar com os filtros do Instagram e precisava saber como ele criava os links dos filtros. Para isso eu tive que estudar o aplicativo e vi que tinha a possibilidade de ser uma falha. Eu testei e deu certo”, explicou.

O adolescente disse que já pretendia dedicar um tempo para procurar falhas e participar do “bug bounty” do Facebook, um programa que premia informações sobre vulnerabilidades em seus serviços.

Foi assim que, no dia 23 de agosto, Andres enviou um e-mail informando a falha ao Facebook. A empresa respondeu dois dias depois que havia reparado o erro e falou do prêmio. O estudante recebeu o dinheiro no dia 14 de setembro.

Não foi a primeira vez que Andres participou desse tipo de programa, mas até então ele só tinha recebido palavras de agradecimento das empresas envolvidas.

O adolescente contou que ainda não sabe qual profissão seguirá no futuro. “Só sei que será na área de tecnologia”, disse.

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Carro é ‘engolido’ por cratera após piso da garagem de prédio ceder, em Goiânia

Caso aconteceu na noite de terça-feira, em um condomínio no Setor Vila dos Alpes. Veículo teve de ser retirado por guincho. Muro do local está com rachaduras.

Por Lis Lopes e Naiara Santos, G1 GO e TV Anhanguera

Carro é ‘engolido’ por piso de garagem, em Goiânia

Um carro foi “engolido” pelo asfalto da garagem de um condomínio no Setor Vila dos Alpes, em Goiânia. À TV Anhanguera, moradores do prédio relataram que ouviram um barulho alto na noite de terça-feira (10) e levaram um susto. Vídeos feitos logo em seguida mostram o veículo dentro da cratera que se formou na garagem (veja acima).

Não havia ninguém dentro do carro ou na garagem no momento do incidente. Por pouco, outro veículo que estava estacionado no local não caiu no buraco. O carro “engolido” foi retirado do local por um guincho.

G1 tenta contato com a construtora responsável pelo condomínio para obter um posicionamento sobre o caso.

Carro é 'engolido' por cratera após piso de garagem ceder, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Carro é ‘engolido’ por cratera após piso de garagem ceder, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Além da cratera formada no piso, o muro da garagem teve grandes rachaduras. Algumas barras de concreto estão expostas e pedaços da parede caíram na calçada. Uma parte da grade que cerca a garagem ficou torta.

Ainda não se sabe o que provocou os estragos na estrutura do condomínio. Moradores do prédio relatam que estão preocupados com o que pode acontecer com o restante da estrutura.

Carro ficou dentro de buraco, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Carro ficou dentro de buraco, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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Polícia passa a noite ouvindo testemunhas do assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio

Genro de Castor de Andrade foi executado na terça-feira (10) com tiros na cabeça, no Recreio dos Bandeirantes, após retornar de Angra dos Reis. Polícia já sabe que disparos foram feitos de um fuzil calibre 556 e ocorreram a menos de 5 metros.

Por Lívia Torres, Leslie Leitão e Nicolás Satriano, TV Globo e G1 Rio

Polícia Civil passa noite ouvindo testemunhas do assassinato do contraventor Fernando Iggnácio

A Polícia Civil do RJ passou a noite ouvindo testemunhas do assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade. Iggnácio foi executado com tiros na cabeça nesta terça-feira (10) no estacionamento de uma empresa de táxi aéreo, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

Nos últimos anos, a família protagonizou uma guerra com dezenas de mortes pelo controle do jogo do bicho.

Por enquanto, nenhuma linha de investigação está descartada, já que Fernando Iggnácio era um homem com muitos inimigos.

O que a polícia já sabe até o momento é que a arma usada no crime foi um fuzil calibre 556. Os disparos foram feitos a uma distância de menos de 5 metros, segundo a investigação.

Agora os investigadores estão tentando entender por que o contraventor, que costumava andar com oito seguranças, estava sozinho.

Na tarde de terça-feira, agentes recolheram cápsulas do fuzil. Além disso, imagens de câmeras de segurança do heliporto onde Iggnácio desembarcou vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e da rua foram recolhidas pelos policiais. Um HD com 64 imagens será analisado.

O carro do contraventor também foi apreendido e passará por uma perícia. Era possível contar pelo menos seis marcas de tiros na lataria.

Durante a tarde, também foram ouvidas testemunhas do caso na Delegacia de Homicídios da Barra. Os depoimentos continuam nesta quarta.

Os disparos feitos contra o contraventor chegaram a atingir uma vidraça da empresa de táxi aéreo que fica no Recreio dos Bandeirantes, mas nenhum funcionário foi ferido.

Sobre a fuga, a principal hipótese dos investigadores é de que ela tenha sido por uma rua que fica nos fundos de um terreno, ao lado do estacionamento do heliporto.

Saiba quem era Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade que foi executado no Rio

O terreno por onde o criminoso (ou criminosos) fugiu fica na Rua Serviente 6, quadra M, lote 3, paralela à Avenida das Américas. No local, uma grade improvisada como escada foi achada (veja abaixo).

Na via, uma estrada de terra, a polícia também tenta conseguir imagens de câmeras que tenham registrado a fuga dos assassinos.

Bicheiro monitorado

Iggnácio foi morto por volta das 15h no estacionamento do heliporto, próximo a uma churrasqueira. O bicheiro estava perto do próprio carro quando foi atingido pelos tiros.

O que intriga a polícia e também é investigado é como os assassinos tinham tantas informações sobre o dia de Iggnácio.

Além disso, há mais de 1 ano a própria equipe de segurança dele já havia recomendado a Iggnácio não manter uma rota tão frequente entre Angra e o Rio porque ele poderia estar sendo monitorado.

Homem é assassinado na Barra, Zona Oeste do Rio — Foto: G1 Rio

Homem é assassinado na Barra, Zona Oeste do Rio — Foto: G1 Rio

Disputa sangrenta

Fernando Iggnácio de Miranda disputava desde 1997 pontos de jogos de bicho e de máquinas caça-níqueis na Zona Oeste do Rio com Rogério Andrade, sobrinho de Castor.

A disputa entre os dois começou após o assassinato de Paulo Andrade, o Paulinho, em 1998, filho de Castor e escolhido como herdeiro.

Meses depois, a polícia identificou como autor dos disparos o ex-PM Jadir Simeone Duarte. Em depoimento, Duarte acusou Rogério de ser o mandante do crime.

Com a morte de Paulo, seu cunhado, Fernando Iggnácio, assumiu seu lugar na disputa. De acordo com investigações da polícia, desde a metade da década de 1990, Fernando Iggnácio controlaria a Adult Fifty, empresa que explorava caça-níqueis em toda a Zona Oeste. Em 1998, Rogério de Andrade teria fundado a Oeste Rio.

Investigações da Polícia Federal mostram que a disputa entre os dois, entre 1999 e 2007, resultou em 50 mortes.

No mesmo ano, a polícia deu início a uma operação para apreender caça-níqueis no estado. Os inimigos entraram em guerra e passaram a atacar as máquinas uns dos outros. Dos ataques passaram a assassinatos.

O próprio Rogério foi vítima de uma tentativa de assassinato em 2001.

Em abril de 2010, outro golpe. O filho de Rogério de Andrade, um jovem de 17 anos, morreu num atentado na Barra. Em vez do pai, era o rapaz que dirigia o carro quando uma bomba explodiu.

Em 2007, Fernando Iggnácio foi preso pela Polícia Civil do Rio. Meses depois, Rogério Andrade foi pego pela Polícia Federal.

Naquele mesmo ano, Rogério Andrade e Fernando Iggnácio foram alvos da Operação Gladiador, da Polícia Federal, que investigou o esquema da dupla e a corrupção de policiais no RJ.

Este ano, investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ e da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça indicaram que integrantes do Escritório do Crime queriam comprar uma metralhadora ponto 50 para matar Fernando Iggnácio.

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