Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

Zona Azul noturna: urbanista critica vagas em calçadão; maestro João Carlos Martins defende ação como incentivo à cultura

Medida funcionará de forma experimental a partir de 1º de fevereiro entre 18h e 2h no Centro da capital. Segundo a CET, 275 vagas serão oferecidas, mas não será permitida circulação veicular nos calçadões. Maestro que se apresenta no Theatro Municipal diz que ação dará mais segurança para público.

Por Paola Patriarca, g1 SP e BDSP — São Paulo

Desde que a prefeitura anunciou, na última quinta-feira (19), que mais de 200 vagas de Zona Azul serão disponibilizadas de forma experimental nos calçadões do Centro Histórico de São Paulo, próximo ao Theatro Municipal, o tema repercutiu nas redes sociais e dividiu a opinião de moradores, principalmente os que vivem na região.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), serão 275 vagas no total de Zona Azul, sendo 200 na Alameda Barão de Itapetininga e nas ruas Conselheiro Crispiniano e Marconi, além de 75 vagas em vias do entorno, que poderão ser utilizadas por meio do aplicativo da Estapar. O serviço funcionará de forma experimental por 60 dias, a partir de 1º de fevereiro.

A prefeitura informou que o objetivo é disponibilizar as vagas para o público que frequenta o Theatro. “Haverá orientação dos condutores para que o acesso seja restrito às vagas, para o momento de chegada e saída, não sendo permitida a circulação veicular nos calçadões em nenhuma outra circunstância”, disse o Executivo, em nota.

Em entrevista à TV Globo, a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik criticou a medida. “Absurdo de proposta da prefeitura. A tendência em todas as cidades do mundo é reduzir ao máximo os carros e aumentar o espaço para pedestres, bicicletas, transporte coletivo de boa qualidade, barato e eficiente”, afirmou.

“Os calçadões estão com problema de manutenção e colocar carros em cima desse piso destrói. Esse piso não é para carro. Existe um para pedestre, outro para carro. Isso vai destruir completamente. Não tem nenhum sentido”, ressaltou.

Segundo Raquel, os usuários podem acessar o Theatro Municipal com transporte coletivo. Ela também diz que a prefeitura tinha que ter consultado o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito.

“Não querem usar transporte coletivo? Eles podem acessar por táxi. Isso não é absolutamente impossível. Não tem sentido. Uma decisão autocrática da prefeitura que não consultou sequer o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito, um órgão que a prefeitura tem para poder discutir as propostas antes de sair e implantar.”

“A pedra portuguesa, as pedras que são utilizadas para o calçadão, não têm nada a ver com passagem de carro. Eu não consigo enxergar nenhuma justificativa. Além do precedente que faz tempo que tiveram propostas para Zona Azul no calçadão, para acabar com os calçadões.”

Novas vagas de Zona Azul em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Novas vagas de Zona Azul em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

‘Mais segurança e incentivo à cultura’

Já o maestro João Carlos Martins, que se apresenta com frequência no Theatro Municipal, afirmou ao g1 nesta segunda-feira (23) que defende a medida como uma forma de garantir que o público idoso e com mobilidade reduzida volte a ir às apresentações do Theatro por sentir mais segurança com o veículo perto.

“Às vezes os resultados são melhores que as intenções, e a médio prazo as intenções e os resultados vão se encontrar. Nos últimos anos houve o aumento do cenário de roubo de celular e arrastão na saída do Municipal. Apesar de o Theatro ter ganhado público jovem, aquele mais idoso não vai até o Centro mais, não vai parar o carro a 800 metros de distância nos estacionamentos e não vai pegar Metrô porque não tem algum que pare na porta”, diz.

“Com a medida, eu vejo que o público idoso pode chegar com a família com seu carro, ter a proteção inicial durante o concerto, e volta a frequentar o teatro e ter acesso à cultura. Jamais contra o pedestre, jamais quem usa bicicleta. É a favor do público idoso que foi se afastando do teatro por conta dos roubos. No Carnegie Hall, em Nova York, não tem estacionamento, mas tem metrô na porta.”

O músico ressalta que fez por 20 anos à prefeitura o pedido de um estacionamento aberto na frente do Theatro.

“O Theatro Municipal não é igual a Sala São Paulo, que tem estacionamento. As 270 vagas não prejudicarão porque serão usadas só durante as apresentações. Não haverá circulação. Sempre pedi que tivesse um estacionamento perto e que tenha policiamento para que ninguém desista de buscar por cultura. Então, fazia anos que queria vagas ali e sempre falei com prefeitos e secretários de cultura”, afirmou.

“Sobre o manifesto das pessoas que são contra, eu acho maravilhoso. Democracia é discutir opiniões. Todos têm que ser consultados. Eu não entendo de calçadão, mas de cultura. Então, eu apenas sugeri para que se tivesse uma experiência. Agora, é a CET que vai avaliar”.

Ainda conforme o maestro, músicos que se apresentam no Theatro Municipal também foram a favor da medida. “Eles acharam uma maravilha. A cultura é a alma de uma nação. Meu sonho seria que tivesse uma placa igual da avenida Morumbi dizendo ‘dia de concerto’ no Centro Histórico”, finalizou.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Sandro Avelar, delegado da PF, deve ser anunciado como novo secretário de Segurança Pública do DF

O delegado deve responder ao convite ainda nesta terça-feira (24), segundo apuração da TV Globo. Ele ocupou o cargo entre 2011 e 2014, durante o governo de Agnelo Queiroz (PT).

Por Rita Yoshimine, TV Globo

O delegado da Polícia FederalSandro Avelar, deve ser anunciado como o novo secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, segundo apurou a TV Globo. Ele já ocupou o posto entre 2011 e 2014, durante o governo de Agnelo Queiroz (PT).

A secretaria está sem titular desde o último dia 8 de janeiro, dia dos ataques terroristas ao Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto, quando o então secretário Anderson Torres foi exonerado do cargo.

TV Globo também apurou que Avelar deve responder o convite nesta terça-feira (24). Ele se formou em Direito pela Universidade de Brasília e é delegado da Polícia Federal desde 1999.

Na corporação, já exerceu os cargos de diretor do sistema penitenciário federal, no Ministério da Justiça, e liderou combate ao crime organizado na superintendência da PF no Distrito Federal.

A intervenção federal na segurança pública do DF foi aprovada pelo Senado no dia 10 e a medida é válida até 31 de janeiro deste ano. No período, a União assume o comando da segurança pública no distrito no lugar do governo local.

A polícia e o governo do estado, responsáveis pela segurança do DF, foram criticados pela atuação diante dos atos golpistas contra as sedes dos Três Poderes.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

O que é a moeda comum que Brasil e Argentina negociam e por que isso não é o fim do real

A possibilidade de criação de uma moeda comum de Brasil e Argentina para transações comerciais virou um dos principais assuntos da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Buenos Aires; a ideia, no entanto, não é substituir as divisas nacionais, como ocorreu no caso do euro.

Por BBC

A possibilidade de criação de uma moeda comum de Brasil e Argentina para transações comerciais virou um dos principais assuntos da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país vizinho — a sua primeira viagem internacional desde que tomou posse no começo do mês.

“Decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda sul-americana comum, que possa ser usada tanto para os fluxos financeiros como comerciais, reduzindo os custos operacionais e nossa vulnerabilidade externa”, afirma uma carta conjunta divulgada antes do encontro entre Lula e o presidente argentino, Alberto Fernández.

Em discurso durante o encontro, Lula reforçou a ideia. “Por que não tentar criar uma moeda comum como se tentou entre os países dos Brics? Acho que, com o tempo, isso vai acontecer. E acho que é necessário que aconteça.”

Detalhes sobre o que será discutido — incluindo uma proposta brasileira de batizar a moeda de “sur” (sul) — foram publicados pelo jornal britânico Financial Times, que entrevistou o ministro argentino da Economia, Sergio Massa.

Muitas pessoas ao saber da notícia entenderam que Brasil e Argentina poderiam criar algo como o euro — uma moeda única entre as duas maiores economias da América do Sul que substituiria tanto o peso argentino como o real brasileiro.

No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desmentiu a notícia ao desembarcar em Buenos Aires no domingo.

A moeda comum que os dois países estudam criar no futuro serviria apenas para facilitar transações comerciais sem a necessidade de recorrer ao dólar. Ela seria muito diferente do euro — que é uma moeda única que substituiu moedas nacionais em 20 dos 27 países da União Europeia.

Na verdade, a proposta em estudo entre Brasil e Argentina mais parece uma moeda virtual — que não substituiria as moedas nacionais.

‘Estou pedindo desculpas por todas as grosserias’, diz Lula sobre Bolsonaro em visita à Argentina

Moeda ‘comum’

O dólar americano é hoje fundamental para a maioria das operações financeiras e comerciais no mundo. A moeda foi adotada como a reserva global de valor em 1944, dentro do Acordo de Bretton Woods.

Isso significa que muitos bancos centrais no mundo todo mantêm parte da riqueza de seus governos em dólares. A cotação das moedas nacionais em relação ao dólar é fundamental para determinar o poder econômico de cada país.

Ao longo dos anos, houve esforços para se abandonar o dólar como principal moeda mundial. A China promove tratados bilaterais com diversos países para que as trocas comerciais sejam realizadas em iuan e na moeda nacional do país.

Em abril do ano passado, Haddad havia publicado junto com o economista Gabriel Galípolo um artigo no jornal Folha de S. Paulo em que propunha uma moeda comum não só para Brasil e Argentina como para toda a América do Sul.

Haddad e Galípolo defendem que a criação da moeda poderia ajudar países a protegerem sua soberania de possíveis sanções impostas por potências estrangeiras, sobretudo dos EUA, que estão no “topo da hierarquia mundial”, por terem o privilégio de poder emitir a moeda internacional.

“Os EUA e a Europa se valeram do poder de suas moedas para impor severas sanções contra a Rússia, confiscando reservas internacionais e excluindo-a do sistema de pagamentos internacionais (Swift)”, escrevem.

“A utilização do poder da moeda em âmbito internacional renova o debate sobre sua relação com a soberania e a capacidade de autodeterminação dos povos, em especial para países com moedas consideradas não conversíveis. Por não serem aceitas como meio de pagamento e reserva de valor no mercado internacional, seus gestores estão mais sujeitos às limitações impostas pela volatilidade do mercado financeiro internacional.”

No artigo, eles reconhecem que criar uma moeda como o euro seria difícil dada as “heterogeneidades estruturais e macroeconômicas” dos países sul-americanos.

No caso de Brasil e Argentina, as economias vivem realidades completamente distintas — o Brasil possui inflação anual na casa de dois dígitos enquanto na Argentina os preços praticamente dobraram em 2022.

Segundo a proposta, a nova moeda seria usada para fluxos comerciais e financeiros entre países da região — mas Haddad e Galípolo deixam claro que todos os países teriam liberdade para adotá-la domesticamente ou manter suas moedas. Ou seja, tanto Brasil como Argentina poderiam manter o real e o peso, respectivamente.

Eles propõem a criação de um Banco Central Sul-Americano que seria responsável pela emissão da moeda. Esse banco central seria criado com contribuições de cada governo, que seriam proporcionais às suas participações no comércio regional.

“A capitalização seria feita com reservas internacionais dos países e/ou com uma taxa sobre as exportações dos países para fora da região. A nova moeda poderia ser utilizada tanto para fluxos comerciais quanto financeiros entre países da região.”

Eles citam a “experiência monetária brasileira com o êxito da URV”, em referência à Unidade Real de Valor, que foi usada como moeda de transição para implementação do real.

O artigo foi escrito pelos autores em abril de 2022, meses antes da eleição de Lula e a indicação de Haddad para o ministério da Fazenda.

Ao chegar em Buenos Aires, Haddad disse a jornalistas, segundo o jornal Valor Econômico: “Estive com ele [Massa] mais de uma vez conversando e ele está querendo incrementar o comércio que está caindo muito. [A situação do comércio] está muito ruim, e o problema é exatamente a divisa, né? Isso que a gente está quebrando a cabeça para encontrar uma solução. Alguma coisa em comum, alguma coisa que permita a gente incrementar o comércio porque a Argentina é um dos países que compram manufaturados do Brasil e a nossa exportação pra cá está caindo.”

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Morre mulher Yanomami fotografada em estado grave de desnutrição

Vítima era da comunidade Kataroa, onde há forte presença de garimpeiros ilegais. Imagem mostrava ela em pé, em cima de uma balança, sendo sustentada por uma agente de saúde.

Por g1 RR — Roraima

Morreu a mulher Yanomami fotografada em estado grave de desnutrição, com costelas aparentes e corpo debilitado, em cima de uma balança. A morte dela foi divulgada neste domingo (22) pela associação Urihi. Ela tinha 65 anos e era da comunidade Kataroa, onde há forte presença de garimpeiros ilegais e casos de dezenas de crianças doentes.

A Terra Indígena Yanomam registra nos últimos anos agravamento na saúde dos indígenas, com casos graves de crianças e adultos com desnutrição severa, verminose e malária, em meio ao avanço do garimpo ilegal.

O cenário de crise sanitária fez com que o Ministério da Saúde decretasse emergência na saúde. Em visita a Boa Vista para acampar de perto a situação, o presidente Lula (PT) classificou a situação dos Yanomami como “desumana”.

Ao informar o óbito, a associação pediu que a imagem dela não seja mais compartilhada nas redes sociais. A Urihi, no entanto, autorizou que a foto fosse publicada no g1 neste domingo para noticiar a morte da mulher.

“Durante a visita a comunidade Kataroa, nesta última semana, recebemos a informação que a senhora Yanomami da imagem, veio a óbito por conta do seu grave estado de desnutrição. Gostaríamos de pedir a todos que evitem a partir deste momento o compartilhamento da imagem dela”, pediu a Urihi, que tem como presidente o ativista e líder indígena Júnior Hekurari Yanomami.

A foto mulher foi divulgada em dezembro do ano passado pela Urihi junto à outras imagens que denunciavam a crise na saúde do povo Yanomami.

A imagem mostrava a vítima com o corpo debilitado, enquanto era sustentada em pé por uma agente de saúde ao pesá-la numa balança.

“Na cultura Yanomami, após o falecimento, não pronunciamos o nome da pessoa. Queimamos todos os seus pertences, e não permitimos que fotografias permaneçam sendo divulgadas. Estamos vivenciando uma crise humanitária, e sabemos que o governo se mobilizou buscando ações que ofereçam todo o suporte que a população necessita neste momento”, reforçou.

Hekurari também presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-YY) e acompanha equipes do Ministério da Saúde nos atendimentos emergenciais que têm sido feitos desde o dia 16.

O médico tropicalista André Siqueira, que está na região, compartilhou um pouco do que viu nos últimos dias, e diz ter testemunhado “a pior situação de saúde e humanitária” que já viu, tanto de flata de estrutura, quanto de doenças como desnutrição grave, infecções respiratórias, malária e doenças diarreicas.

Ao decretar o estado de emergência, o Ministério da Saúde acionou a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) – ação voltada à execução de medidas de prevenção, assistência e repressão a situações epidemiológicas, de desastres ou de desassistência à população quando for esgotada a capacidade de resposta do estado ou município.

Além disso, por causa da desassistência sanitária da população do território Yanomami, o Ministério estuda acelerar um edital do Programa Mais Médicos para recrutar profissionais para atuação nos Distritos Sanitários Indígenas (Dsei).

Só em 2022, segundo o governo federal, 99 crianças Yanomami morreram, na maioria, por desnutrição, pneumonia e diarreia, que doenças evitáveis. A estimativa é que, ao todo no território, 570, crianças morreram nos últimos quatro anos, na gestão de Jair Bolsonaro.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Três pessoas morrem após barco que fazia travessia entre Argentina e Brasil virar no RS

Outras três pessoas foram resgatadas. Corpo de Bombeiros ainda busca por dois homens desaparecidos.

Por Janaína Lopes, RBS TV

Bombeiros seguem com as buscas no rio Uruguai — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros Militar

Bombeiros seguem com as buscas no rio Uruguai — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros Militar

Três pessoas morreram na tarde de sábado (21), após uma embarcação de pequeno porte virar durante uma tempestade, no rio Uruguai, em Alecrim, Norte do RS. Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas são duas mulheres e um menino de 7 anos, filho de uma delas.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP), que acompanha as buscas, o grupo fazia a travessia entre a Argentina e o Brasil de barco no momento do acidente.

As equipes dos bombeiros seguem com buscas por dois homens que também estavam no barco. O trabalho de resgate foi retomado às 5h30 de domingo (22), com o apoio de mergulhadores e busca por superfície. Uma aeronave da Brigada Militar deve participar das buscas.

Quem são

De acordo com as equipes de resgate, a embarcação transportava cinco adultos e três crianças, sendo dois casais, cada um com um filho, e a cunhada de um desses casais, com uma sobrinha. As vítimas foram identificadas como Sinara Bogler Kuhn, de 47 anos; Noeli Ceconi da da Silva, de 39 anos; e Davi Pimentel, de 7 anos, filho de Noeli.

Estão desaparecidos Jorginho Valdemir Machado, de 44 anos, companheiro de Sinara; e Siderlei Pimentel, companheiro de Noeli. Foram resgatados com vida Emili Vitória Machado, de 5 anos, filha de Sinara e Jorginho; Maria Graciela Lopes, de 40 anos, cunhada de Siderlei e Noeli; e Araceli Lopes, de 8 anos, sobrinha de Maria Graciela.

Após ingerirem água, as sobreviventes foram encaminhadas, conscientes, para o hospital da cidade de Alecrim, mas segundo os bombeiros, já foram liberadas.

Resgate

O resgate foi feito por um morador de Alecrim, que viu da janela de casa a embarcação tentar atravessar o rio durante a tempestade. Antônio Sérgio Meller conta que nunca tinha visto o Rio Uruguai tão revolto e que correu em direção às pessoas que se afogavam “por instinto”.

“Eu vi que eles estavam tomando banho na ilha do outro lado do rio, mas quando começou a tormenta o rio se enfureceu, veio um tufão, e eu não vi mais eles. Me apavorei, porque nunca tinha visto o rio tão enfurecido. Peguei um binóculos que eu tenho e comecei a fazer uma varredura, aí avistei uma criança se debatendo e um outro grupo em um bolo. Acho que é instinto do ser humano ver uma criança se afogando e fazer o que pode. Eu estava ciente que podia salvar eles, porque conheço bem o rio”, conta Sérgio.

Ele conta que, na primeira investida, conseguiu resgatar Maria Graciela e as crianças Emili e Araceli com vida. As duas crianças estavam de colete salva-vidas, e Sérgio diz que uma delas “sustentava milagrosamente” a mulher adulta fora d’água. Em seguida, ele diz que viu Noeli e Davi já sem vida e conseguiu trazê-los à superfície. Davi também estava de colete salva-vidas.

“Os outros dois eu já não vi. Ainda tentei voltar, mas já não tinha como ficar no meio da tormenta”, conta Sérgio.

Arte explicando onde ocorreu naufrágio de barco durante travessia entre Brasil e Argentina — Foto: Arte/g1

Arte explicando onde ocorreu naufrágio de barco durante travessia entre Brasil e Argentina — Foto: Arte/g1

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Após troca no comando, general diz que Constituição é o ‘guia’ do Exército: ‘somos instituição de Estado’

Declaração foi feita pelo general Juarez Cunha, que foi presidente dos Correios durante o governo Bolsonaro. Ele também disse que o Exército é uma “instituição de Estado, não partidária”.

Por g1

O general e ex-presidente dos Correios Juarez Cunha afirmou neste domingo (22) que o Exército é uma “instituição de Estado, não partidária” e que a Constituição é o seu “guia”.

A declaração foi feita um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitir o general Júlio César de Arruda do comando do Exército. Para o cargo, foi nomeado o general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.

“Amigos militares! Hora de reajustar o dispositivo e recompor as forças. Disciplina é o nosso farol, a Constituição o guia, o respeito aos nossos chefes garantem o êxito na missão. Somos instituição de Estado, não partidária, não sujeita às turbulências da política partidária”, escreveu Cunha em uma rede social.

No sábado, ele já tinha escrito, em menção ao novo comandante do Exército, que “ser militar é ter uma instituição de Estado, apolítica e apartidária”.

“Gen Tomás, Cmt Mil Sudeste: Ser militar é ter uma instituição de Estado, apolítica e apartidária ….. vamos continuar defendendo a democracia e respeitando a alternância do poder. Palavras absolutamente adequadas no momento e manifesto aqui minha total solidariedade com o Gen”, escreveu Cunha.

Tomás Miguel Ribeiro Paiva era o comandante militar do Sudeste. Já Cunha foi presidente dos Correios durante parte do governo Bolsonaro.

Troca

Segundo o ministro da Defesa, José Múcio, a troca no Exército aconteceu devidos aos últimos acontecimentos em Brasília, que causaram uma “fratura no nível de confiança” entre o atual governo e a instituição.

“Evidentemente que depois desses últimos episódios, a questão dos acampamentos e a questão do dia 8 de janeiro, as relações, principalmente no Comando do Exército, sofreram uma fratura no nível de confiança e nós achávamos que nós precisávamos estancar isso logo de início até pra que nós pudéssemos superar esse episódio”, afirmou Múcio à imprensa.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Acidente entre três caminhões bloqueia pista expressa da Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos

Colisão ocorreu na madrugada desta segunda (23) no km 225, sentido Rio de Janeiro. Não há registro de vítimas. Batida causava congestionamento de veículos no trecho; mais de 2 quilômetros de filas foram registrados nesta manhã.

Por TV Globo e g1 SP — São Paulo

Um acidente envolvendo três caminhões bloqueava a pista expressa da Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, Grande São Paulo, por volta das 6h20 desta segunda-feira (23). A colisão ocorreu durante a madrugada na altura do km 225, no sentido Rio de Janeiro. Não há registro de vítimas.

Por causa da colisão, foram registrados mais de 2 quilômetros de filas na via. Uma alternativa para os motoristas evitarem o congestionamento é usar a pista lateral da Dutra.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o engavetamento entre os dois caminhões tanques de combustíveis e um caminhão baú ocorreu por volta das 5h. Ainda de acordo com a corporação não houve vazamento de produtos químicos na via.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Bolsonarista preso por tentar explodir caminhão-tanque diz que recebeu bomba no acampamento do QG do Exército, em Brasília

Em depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (19), Alan Diego dos Santos Rodrigues confessou crime. Caso ocorreu em 24 de dezembro; um suspeito permanece foragido.

Por José Vianna e James Alberti, TV Globo

O acusado de tentativa de explodir uma bomba perto do aeroporto de Brasília prestou depoimento à Polícia Civil do DF

O bolsonarista Alan Diego dos Santos Rodriguespreso por tentar explodir um caminhão-tanque perto do Aeroporto de Brasília, confessou à Polícia Civil, nesta quinta-feira (19), que recebeu a bomba implantada no veículo no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército. O caso ocorreu na véspera do Natal, e o suspeito se entregou aos investigadores na terça (17).

Ele também confessou ter colocado o objeto no caminhão pessoalmente, disse que estava acompanhado por Wellington Macedo de Souza – que está foragido – e que o responsável por dar o explosivo a ele foi George Washington, preso em flagrante no dia 24 de dezembro. O Fantástico mostrou que as investigações apontavam que Alan recebeu a bomba no QG do Exército.

Exclusivo: veja imagens de radicais bolsonaristas plantando bomba em caminhão perto do aeroporto de Brasília

Alan passou por interrogatório na sede do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECOR). Ele será transferido para o Sistema Penitenciário do Distrito Federal e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

Relembre o caso

Polícia apreendeu arsenal com armas e munições com o suspeito de deixar um artefato explosivo perto do aeroporto de Brasília  — Foto: Divulgão/Polícia Civil

Polícia apreendeu arsenal com armas e munições com o suspeito de deixar um artefato explosivo perto do aeroporto de Brasília — Foto: Divulgão/Polícia Civil

A Polícia Militar detonou, na véspera de Natal, o explosivo após o artefato ser encontrado pelo motorista do caminhão-tanque. À época, o homem não soube dizer quem havia deixado o material ali e a polícia descartou a participação dele no caso.

O caso não impactou as operações no aeroporto, tendo as decolagens e pousos sido mantidos normalmente.

No mesmo dia, George Washington de Oliveira Sousa foi preso pela polícia por suposto envolvimento no caso. Ele veio do Pará a Brasília para participar das manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ocorriam no quartel-general do Exército.

O homem foi localizado e preso em um apartamento no Sudoeste, na região central do DF, e confessou que tinha intenção de explodir o artefato no aeroporto. Com ele, foi apreendido um arsenal com pelo menos duas espingardas, um fuzil, dois revólveres, três pistolas, centenas de munições e uniformes camuflados. No apartamento, foram encontradas outras cinco emulsões explosivas.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Comandantes são a favor de punição a militares que participaram de atos golpistas

TOPO

Por Ana Flor

Blog da Ana Flor / g1

Jornalista e comentarista da GloboNews. Acompanha as notícias de Brasília, da política econômica aos bastidores do poder.

Comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica vão dizer nesta sexta-feira (20) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que são favoráveis à punição de militares que tenham participado dos atos golpistas do dia 8 de janeiro em Brasília.

Segundo apurou o blog com fontes do Ministério da Defesa, os militares levarão o recado na reunião que terão com Lula na manhã desta sexta, no Palácio do Planalto.

A posição dos comandantes servirá a dois propósitos:

  • mandar um recado interno para militares da ativa, de que é preciso se afastar da política;
  • sinalizar que querem virar a página e inaugurar uma nova relação com o governo Lula.

Os investigadores já identificaram militares, inclusive da ativa, que participaram do vandalismo nas sedes dos Três Poderes.

Projetos prioritários da Defesa

O encontro tem como finalidade formal a apresentação de projetos prioritários para cada Força ao presidente.

Durante a apresentação dos comandantes a Lula, o presidente pediu que, em 30 dias, cada Força apresentasse um plano estratégico de desenvolvimento.

Com os atos golpistas de 8 de janeiro, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, sugeriu a Lula que antecipasse o encontro, já que os planos estavam já prontos.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Aluguel de microapartamentos rende mais que imóveis maiores, mas ainda perde para Selic

Levantamento do QuintoAndar traça perfil de donos e inquilinos de apartamentos menores que 30 m². Enquanto compradores querem investir, inquilinos estão de olho na localização e na mobília.

Por Thaís Matos, g1

A rentabilidade dos microapartamentos faz brilhar os olhos de quem quer investir em imóveis. Enquanto ela é de 0,54% ao mês nas unidades que têm menos de 30 m², vai caindo pouco a pouco à medida em que os cômodos aumentam — e chega a pouco mais de 0,3% ao mês para imóveis de 4 quartos ou mais.

Os dados são de um levantamento feito pela plataforma QuintoAndar em oito capitais: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Apesar de os apartamentos compactos serem mais atrativos para quem quer investir e viver de aluguel, seu retorno ainda é bem menor que aplicações ligadas à Selic (taxa básica de juros) ou mesmo outras modalidades de investimento.

A rentabilidade dos microapartamentos é de 6,6% ao ano. O rendimento anual do Tesouro Selic, por exemplo, é de 10,92%, já descontado o Imposto de Renda. E o do CDB (certificado de depósito bancário) de um banco grande, 8,19% de acordo com simulações feitas pela Yubb em agosto de 2022, quando o Banco Central aumentou a Selic para 13,75% ao ano.

Ainda no universo dos aluguéis, a rentabilidade dos bons fundos imobiliários também costuma ser maior.

Ainda assim, investimento

Para analisar o perfil de compradores e inquilinos, o QuintoAndar ouviu clientes de São Paulo. Mesmo com outros investimentos disponíveis, a esmagadora maioria (90%) dos proprietários ouvidos comprou seus microapartamentos pensando em alugá-los. E 7 em cada 10 têm mais de um imóvel do tipo alugado.

Na visão deles, é mais rápido alugar um apartamento pequeno do que os convencionais — muito em virtude do preço e localização, como revela o estudo.

E quanto mais apartamentos compactos esses proprietários têm, mais eles querem. Em todas as faixas (seja quem tem só um imóvel ou quem tem mais de 10), os donos de microapartamentos já estão fazendo as contas para comprar mais unidades.

Dentre os motivos elencados por eles para essa preferência, estão não só o preço mais baixo da unidade, mas também as condições de crédito. Isso porque a maioria deles é elegível para programas de incentivo de crédito, como o Minha Casa Minha Vida.

Além disso, quem compra um micro está de olho em estações de metrô, trem e ampla oferta de ônibus, além dos centros comerciais das cidades.

Outro dado interessante é que quem compra apartamentos para alugar é geralmente mais velho do que os inquilinos: 6 em cada 10 donos dessas unidades têm mais de 50 anos.

Quem mais aluga esse tipo de imóvel são jovens de 20 a 39 anos (75%) e que moram sozinhos (80%).

Lançamento de microapartamentos salta em SP

E o que busca quem mora

Os dados mostraram que o preço médio de aluguel dos micros varia entre R$ 650 a R$ 1.923 nas oito cidades pesquisadas. Já para apartamentos maiores, a média vai de R$ 1.249 a R$ 3.064.

O preço mais baixo em relação às unidades convencionais é um dos três principais motores da busca dos inquilinos ouvidos em São Paulo. Os outros dois pontos são: proximidade com o trabalho e imóveis mobiliados.

E tem muito microapartamento na praça?

Segundo Renée Silveira, diretora de incorporação da Plano&Plano, há dois perfis muito distintos dos moradores das unidades menores:

  • Por um lado, um nicho de padrão médio/alto em apartamentos pequenos e muito bem localizados, em prédios totalmente equipados para atender a todas as necessidades. Essas pessoas, segundo ela, costumam consumir muito fora e dependem menos da casa.
  • E, por outro, famílias de baixa renda beneficiárias de programas de facilitação de crédito, como o Minha Casa Minha Vida. Com um metro quadrado cada vez mais caro na cidade, metragens menores têm sido a saída das construtoras para continuarem a ofertar unidades em preços abaixo do teto do programa, ela diz.

A demanda por esses apartamentos passou por altos e baixos nos últimos anos. Ela vinha crescendo antes da pandemia, com lançamentos de até 10 m² em São Paulo, mas passou a sofrer um revés durante esse período, quando as famílias foram obrigadas a passar mais tempo em casa e passaram a valorizar imóveis maiores.

A pesquisa do QuintoAndar traz um dado que indica recuperação do setor, ainda que lenta. Segundo o estudo, a liquidez (que corresponde à rapidez com que os imóveis conseguem ser vendidos ou alugados) dos micros é maior do que a dos imóveis maiores, mas ainda não atingiu as mesmas marcas de antes da pandemia.

“O que se vê é que a procura por esse tipo de imóvel já denota uma recuperação consistente”, diz o texto.

Segundo Renée, a demanda é maior em grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro. Um levantamento feito pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), a pedido da GloboNews, mostrou que os microapartamentos passaram de 0,8% para 22% do total de lançamentos imobiliários realizados na capital paulista entre os meses de janeiro e maio de 2022.

Apesar do protagonismo da capital paulista, a pesquisa revela que a porcentagem desses imóveis vem aumentando em outras capitais, com mais força em Fortaleza e no Distrito Federal. Nestas cidades, a cada 100 imóveis de 1 quarto lançados, 44 têm menos de 30 m².

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.