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Após ser devolvido para ONG, cachorro dá a volta por cima, é ‘contratado’ pelo CAPS de Guararema e ganha até crachá

Assistente, mais conhecido como Assis, tem 7 meses e trabalha no Centro de Atenção Psicossocial da cidade. Ele participa de reuniões e rodas de conversa, além de fazer companhia aos funcionários e pacientes.

Por Yasmin Castro, G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Adotado pelo CAPS de Guararema, Assis tem horário de trabalho e usa até crachá

Um cachorro de apenas 7 meses deu a volta por cima depois de ser adotado e devolvido a uma ONG de Guararema. Assistente, mais conhecido como Assis, foi “contratado” pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da cidade e ganhou até um crachá de funcionário.

Segundo a Prefeitura, o mascote tem auxiliado nos atendimentos aos pacientes, brincando, fazendo carinho e ajudando no estabelecimento de vínculos de cuidado, afeto e responsabilidade. Ele ainda participa de reuniões administrativas.

Cãozinho Assis é o novo 'funcionário' do CAPS de Guararema e ganhou até crachá — Foto: Vitoria Mikaelli/Prefeitura de Guararema

Cãozinho Assis é o novo ‘funcionário’ do CAPS de Guararema e ganhou até crachá — Foto: Vitoria Mikaelli/Prefeitura de Guararema

De acordo com Jéssica Falco, assessora de saúde mental e coordenadora do CAPS, a ideia de adotar um cãozinho na unidade surgiu há pouco mais de um ano. O objetivo era ter um companheiro que pudesse ajudar nos trabalhos. Porém, com a pandemia, o plano precisou ser adiado.

Em fevereiro desse ano, ela viu nas redes sociais de uma ONG que o cachorrinho, até então chamado de Ursão, estava a procura de um novo lar. Jéssica entrou em contato e logo ele foi adotado. Ganhou o nome de Assistente e acabou virando o xodó dos funcionários e pacientes.

“Está sendo bem agradável. Traz uma nova rotina para o serviço. A gente teve que adaptar algumas coisas aqui, teve que organizar a questão do portão para ficar atento, não deixar ele fugir. Ele é filhote, então ele é muito agitado. Ou ele dorme muito, ou está muito agitado. São as duas personalidades dele”, ri Jéssica.

“Fizemos algumas adaptações, mas ele fica solto aqui. Todo mundo fica de olho nele, ele fica onde ele quer. Se ele começar a destruir alguma coisa a gente vai e organiza para não destruir mais, porque ele tem esse instinto por ser filhote. Mas ele fica solto, participa de reunião, participa de grupos. Tudo que ele ficar quietinho e der para participar, ele participa”, completa.

Assis, que não tem raça definida, ainda é considerado filhote, mas já assume grandes responsabilidades. Ele participa dos encontros de pacientes, faz companhia para as crianças e ganha carinho na sala de espera. Não há quem resista ao olhar charmoso do funcionário de quatro patas.

No entanto, a vida de Assistente nem sempre foi fácil. De acordo com Iara Rodrigues dos Santos, responsável pela ONG Ampara, onde ele viva, o cãozinho chegou a ser adotado e devolvido, porque a tutora resolveu trocá-lo por uma fêmea. Situação que, segundo ela, não é incomum.

“Ele veio, nós vermifugamos, vacinamos. Quando ele estava na primeira dose da vacina, uma pessoa quis um cachorrinho para a filha, peludinho. Eu doei o cachorro e voltei para dar o resto das vacinas. Mas, quando eu voltava, eu não ficava feliz com o que eu via. Não estavam dando ração de qualidade, ele não estava tão bem cuidado”.

“Quando fui dar a última dose da vacina, eu conversei com a mulher, que disse que estava tudo bem. Logo em seguida, ela me mandou uma mensagem dizendo que a filha não gostava muito dele, que queria trocar por uma fêmea. Era tudo que eu precisava. Busquei ele, muito brava, mas trouxe para cá”, relembra.

Revoltada, a filha de Iara fez uma publicação nas redes sociais para relatar a devolução do mascote. O post foi visto pela coordenadora do CAPS, que ficou interessada em adotá-lo. Segundo a responsável pela ONG, a mãe e uma irmã de Assis já ganharam um novo lar, enquanto outros três irmãos seguem à espera.

Assis chegou a ser devolvido para a ONG em que vivia, em Guararema, antes de ser adotado pelo CAPS — Foto: Reprodução/Instagram

Assis chegou a ser devolvido para a ONG em que vivia, em Guararema, antes de ser adotado pelo CAPS — Foto: Reprodução/Instagram

“Minha filha, que mexe no Instagram, soltou um post sobre ele. Como ele sempre foi muito fofo, muito bonachão, peludão, nada a ver com a mãe, com os irmãos… Foi quando a Jéssica viu. Em seguida eu castrei e ela adotou ele”.

“Agora ele está lá, todo pimpão de crachá. Ele é muito querido. Eu falo que até emprego ele arrumou nessa pandemia”, brinca Iara.

Atualmente a ONG Ampara conta com cerca de 140 animais, entre cães e gatos. Em 18 anos, segundo Iara, foram mais de 2 mil animais castrados e doados. O trabalho é apoiado pela Prefeitura, mas a entidade também conta com a realização de bazares e sorteios, por exemplo, para complementar a renda.

A expectativa é de que os outros animais tenham destinos tão felizes quanto o do Assistente. “Estamos na luta, fazendo o que dá. Temos as pessoas que apadrinham mensalmente e assim a gente vive. Como toda ONG que se houve, é uma luta só, mas graças a Deus estamos de pé e a gente corre atrás”, conclui.

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Show com mais de 300 pessoas é interrompido pela Guarda Municipal em Contagem

Eventos com música ao vivo estão proibidos na cidade.

Por Júlio César Santos, G1 Minas — Belo Horizonte

Um show com mais de 300 pessoas foi interrompido na noite deste domingo (9) pela Guarda Civil Municipal de Contagem. A festa ocorria no bairro São Joaquim e segundo os agentes, praticamente todas as pessoas estavam sem máscaras.

Os guardas faziam o monitoramento pelas câmeras do Olho Vivo e perceberam uma grande movimentação de pessoas na rua. O espaço havia sido alugado e acabou interditado pelos fiscais de posturas. Ainda de acordo com a Guarda Municipal, o terreno já foi fechado outras vezes pelo mesmo motivo. Por causa da reincidência, o proprietário pode ser multado.

Na festa havia venda de bebidas alcoólicas e os participantes foram orientados a ir para casa.

Em Contagem, um decreto publicado na quarta-feira (5) autoriza o funcionamento de buffets e casas de festas, mas os estabelecimentos devem seguir normas sanitárias. As comemorações podem durar no máximo de 5 horas; com limite de término às 23h e shows estão proibidos. Já os eventos com venda de ingressos continuam suspensos.

Contagem segue em alerta por causa da taxa de ocupação de leitos de UTI. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo município neste domingo (9), 86% dos leitos de tratamento intensivo para Covid estão ocupação. Já a lotação de leitos de enfermaria é de 67%.

Na cidade foram confirmados 32.253 casos de coronavírus e 1.324 pessoas morreram.

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Policial civil morto em operação tinha oito anos de corporação e deixa mãe de cama, vítima de um AVC

André Frias, de 48 anos, foi atingido na cabeça por um disparo de fuzil pouco depois do início da operação. Segundo a polícia, o tiro partiu do alto de um terraço atrás de um muro de concreto.

Por Leslie Leitão e Marco Antônio Martins, G1 Rio

Policial civil André Frias, morto na operação desta manhã de quinta-feira (6), no Jacarezinho, Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução

Policial civil André Frias, morto na operação desta manhã de quinta-feira (6), no Jacarezinho, Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução

O policial civil André Leonardo de Mello Frias, de 48 anos, deve ser enterrado nesta sexta-feira (7). Baleado durante operação no Jacarezinho, na quinta (6), ele estava casado desde 2018 com uma policial civil e tinha um enteado de 10 anos.

O policial também era responsável pelo sustento da mãe que sofreu um AVC há três anos e vive sobre uma cama.

O agente foi atingido por um tiro na cabeça pouco depois das 6h, quando começou a operação. Ele tinha acabado de descer do Caveirão, o veículo blindado da Polícia Civil.

Às 6h30, o policial chegava para ser atendido no Hospital Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. O agente foi uma das 25 pessoas que morreram na operação desta quinta-feira (6), na comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. De acordo com a polícia, 24 eram traficantes.

A decisão de descer do Caveirão e seguir a pé pela favela aconteceu após a equipe que estava no interior do veículo se deparar com barreiras colocadas por traficantes no meio da rua.

Seis policiais desceram do veículo e entraram na comunidade do Jacarezinho a pé. André Frias era um dos últimos da fila de agentes. A partir do momento em que deixaram o Caveirão, a equipe começou a ser alvo dos disparos.

Segundo a polícia, havia uma espécie de casamata, feita de concreto com um buraco para que o criminoso coloque o fuzil e realize os disparos. Foi de lá que partiu o tiro que atingiu o policial.

Abrigos construídos por traficantes no interior da comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução

Abrigos construídos por traficantes no interior da comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução

“O policial baleado na cabeça foi alvejado de uma construção de concreto. Havia várias dessas na favela. Eles se planejaram. Tiveram tempo. Fizeram um bunker de defesa para atacar a polícia”, contou Rodrigo Oliveira, subsecretário Operacional da Polícia Civil.

Dois policiais já estavam abrigados e um terceiro ferido no braço quando um disparo bateu no chão, ricocheteou e atingiu a cabeça de André Frias que estava agachado.

“Se tivéssemos o helicóptero, com câmera e todo o suporte, talvez o policial não tivesse morrido. Talvez tivéssemos menos mortos. Porque ele protege a todo. O helicóptero diminui confronto. Com o helicóptero há menos letalidade”, disse Ronaldo Oliveira, assessor especial da Secretaria de Polícia Civil.

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Moradores denunciam execuções em operação no Jacarezinho, a mais letal da história do RJ

Secretaria de Polícia Civil nega qualquer irregularidade na ação que deixou 25 mortos – incluindo um agente de uma unidade especializada. MP vai investigar denúncias de abusos policiais.

Por Eliane Santos, Henrique Coelho e Nicolás Satriano, G1 Rio

Moradores da Favela do Jacarezinho denunciaram, em vídeos publicados em redes sociais e em relatos à Defensoria Pública, que suspeitos foram executados durante a operação policial na comunidade, na quinta-feira (6).

Na ação mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, 25 pessoas foram mortas baleadas – incluindo um policial civil.

Em um dos vídeos, exibido no Jornal Nacional, uma moradora filma um policial e afirma que o suspeito quer se entregar. A mulher acusa os agentes de tentarem “encurralar” moradores para evitar que eles chegassem até o local onde supostamente o homem teria se rendido.

Operação policial com 25 mortes no Jacarezinho é a mais violenta da história do RJ

Além das denúncias, para defensores públicos fotos compartilhadas em redes sociais e também tiradas por fotojornalistas demonstram que a polícia “desfez” a cena de crimes. Para eles, mais um indicativo de que houve execuções de suspeitos – sem chance de rendição.

“O saldo do dia é muito impactante. Chama atenção uma coisa que eu acho que a gente precisa apurar é quantas dessas pessoas chegaram mortas ao hospital. Isso é um indicativo de que pode ter ocorrido, sim, desfazimento de cena de crime”, afirmou a defensora pública Maria Julia Miranda, que esteve no Jacarezinho na quinta-feira.

Defensora pública cita ‘execução’ de suspeito em quarto de menina de 8 anos no Jacarezinho: ‘Cama dessa criança lotada de sangue’

Durante a entrevista coletiva para detalhar a ação, a polícia negou veementemente qualquer irregularidade durante a operação.

O delegado Rodrigo Oliveira, subsecretário operacional da Secretaria de Polícia Civil, declarou que “se alguém fala em execução nessa operação, foi no momento em que o policial foi morto com um tiro na cabeça”. O agente André Farias morreu ao ser atingido enquanto tentava retirar uma barricada.

Ministério Público estadual informou que vai investigar relatos de abusos policiais, que incluem também invasão a casas e truculência contra moradores.

Sangue e corpos arrastados

Imagens obtidas pelo G1 mostram a casa de uma das pessoas que vivem na favela com o chão coberto de sangue, e marcas aparentando que corpos foram arrastados pelo piso.

Oficialmente, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Secretaria de Polícia Civil – grupo considerado de elite que integrou a ação – informou, em nota, ter perseguido dois criminosos que invadiram a casa e fugiram até o segundo andar da residência.

Casa de mulher de 50 anos ficou repleta de sangue após ação policial no Jacarezinho — Foto: Reprodução

Casa de mulher de 50 anos ficou repleta de sangue após ação policial no Jacarezinho — Foto: Reprodução

Na versão da polícia, os agentes seguiram os dois homens enquanto moradores ficaram do lado de fora do sobrado. “Os policiais entraram na casa, houve confronto, os policiais reagiram e os traficantes morreram”, resume o texto.

As fotos também foram enviadas à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no RJ (OAB-RJ). O advogado Rodrigo Mondego, procurador da comissão, contou que uma pessoa que vivia na casa foi para uma área externa, após a invasão.

Depois, segundo o advogado, a testemunha relatou ter ouvido de policiais da Core que ficasse fora de casa, enquanto os policiais estavam no local.

“Ela ficou nervosa, e a polícia disse pra ela ficar do lado de fora. Ela ouviu gritos, e, em seguida, os tiros”, contou Mondego.

Os vestígios de sangue podiam ser vistos em vários pontos da casa.

“Em nenhuma hipótese, se dois suspeitos de crime entrassem em uma casa de uma pessoa trabalhadora em um bairro nobre do Rio de Janeiro, elas seriam executadas lá dentro”, declarou o advogado.

Casa de moradora do Jacarezinho ficou com rastros de sangue — Foto: Reprodução

Casa de moradora do Jacarezinho ficou com rastros de sangue — Foto: Reprodução

O representante da OAB também lembrou do trauma dessas pessoas viver a situação, além do prejuízo material ao ter a casa “cravejada de balas, sofás inutilizado por causa do sangue”.

Imagens do Globocop mostraram, pela manhã, que bandidos pularam para a casa de moradores para fugir da polícia. Em seguida, policiais também entraram nas residências para perseguir os criminosos.

Foto de morto será apurada

Outra denúncia de moradores do Jacarezinho envolve a imagem de um homem morto em uma cadeira de plástico, numa das vielas da comunidade, com um dedo na boca.

Ao ser questionado sobre a imagem durante a coletiva de imprensa na Cidade da Polícia, o delegado Fabrício de Oliveira, coordenador da Core e que participou da operação, confirmou que a imagem era de um dos mortos na favela, mas que as circunstâncias em que ela foi feita vão ser apuradas.

“Quando a polícia acessou, alguns criminosos foram encontrados já mortos. Caso está sob investigação e em breve a polícia vai dar mais detalhes dobre a dinâmica do que aconteceu”, disse.

Cadeira vazia e com sangue onde homem estava — Foto: Redes Sociais

Cadeira vazia e com sangue onde homem estava — Foto: Redes Sociais

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Inhotim reabre nesta sexta após quase dois meses fechado por causa da pandemia

Protocolos contra a Covid-19 foram adotados pelo espaço, como redução de público nas galerias.

Por G1 Minas — Belo Horizonte

O Instituto Inhotim, que fica em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, reabre à visitação do público a partir desta sexta-feira (7). O espaço estava fechado desde 12 de março, por causa do agravamento da Covid-19 em Minas Gerais e a implantação da “onda roxa” em todo o estado.

Para a reabertura, o Inhotim contou com consultoria especializada que definiu os protocolos de segurança contra a Covid-19. As outras reaberturas do espaço durante a pandemia ocorreram em novembro de 2020 e em fevereiro de 2021.

Apesar de ser um museu a céu aberto, o Inhotim tem alguns espaços que foram interditados por serem confinados ou por promoverem interação. As galerias também vão funcionar com número limitado de visitantes.

A visitação ocorre de sexta-feira a domingo, além de feriados, com limitação da capacidade de 500 pessoas, uso de máscara e álcool em gel.

Os ingressos devem ser adquiridos antecipadamente neste site. Na última sexta-feira de cada mês, exceto feriados, a entrada é gratuita. Para os moradores de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim, todos os dias são de entrada gratuita.

O museu também mantém conteúdos exclusivos no site do Inhotim.

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Prefeitura do Rio libera horários de bares e restaurantes, permite praia a qualquer dia e autoriza abertura de casas de espetáculos

Medidas foram publicadas nesta sexta-feira (7) no Diário Oficial e valem até o dia 20 de maio.

Por Lívia Torres, Bom Dia Rio

A Prefeitura do Rio divulgou, na manhã desta sexta-feira (7) no Diário Oficial, algumas mudanças nas medidas de restrição para combater a Covid-19. Praias, parques e cachoeiras não foram mencionados no documento, mas segundo a prefeitura, estão liberados também nos finais de semana e feriados. Antes, só era permitido frequentar esses espaços nos dias úteis.

Também estão permitidos ambulantes nas praias e o estacionamento na orla. Já as áreas de lazer no Leblon e em Copacabana, na Zona Sul, podem reabrir aos domingos.

O decreto cita ainda as casas de espetáculos, que podem voltar a funcionar, mas com 40% da capacidade. Já bares, restaurantes e quiosques não têm mais hora para fechar e podem ter música ao vivo até as 23h.

As academias, que podiam ter aulas coletivas com até 4 pessoas, agora estão liberadas a um indivíduo a cada quatro metros quadrados.

As medidas valem até o dia 20 de maio.

Prefeitura divulga novo decreto com novas medidas no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Prefeitura divulga novo decreto com novas medidas no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

O que muda?

  • Casas de espetáculos podem funcionar com 40% da capacidade em locais fechados;
  • Bares, restaurantes e quiosques não têm mais hora para fechar e podem ter música ao vivo até as 23h.

O que continua proibido

  • Boates;
  • Rodas de samba;
  • Entrada de ônibus fretados na cidade (exceto os que prestarem serviço para hotéis).

Aulas presenciais no ensino fundamental

Outra novidade anunciada pela prefeitura é que, a partir da próxima terça-feira (11), as aulas do ensino fundamental poderão voltar a ser presenciais.

A rede pública municipal tem 267 escolas com alunos do 6º ao 9º ano – ensino fundamental.

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Avião monomotor cai e explode em área de garimpo no PA

Piloto estava fazendo voos rasantes quando perdeu o controle da aeronave, que caiu em área de garimpo no oeste do estado.

Por G1 PA — Belém

Um avião monomotor caiu e explodiu em área de garimpo entre os municípios de Itaituba e Novo Progresso, no oeste do Pará, nesta quinta (6).

Segundo informações preliminares de testemunhas, quatro pessoas teriam morrido no acidente, incluindo o piloto, mas a Polícia local e as autoridades de segurança ainda estão confirmando a informação.

Imagens feitas por celulares mostram a aeronave destruída em chamas.

Segundo testemunhas, o piloto estava fazendo voos rasantes com outras três pessoas na aeronave, até que perdeu o controle e o avião acabou explodindo em área de pasto do garimpo São Raimundo. O local fica distante trinta minutos da sede do município de Novo Progresso.

Fotos feitas no local do acidente mostram dois passageiros, que morreram carbonizados. Já o piloto teria pulado da aeronave, mas acabou morrendo na queda. Os corpos ainda permaneciam no local até o início da noite.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que investiga acidentes aéreos, informou, por meio de assessoria, que está levantando as informações do acidente.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que equipes foram deslocadas para a área, que é de difícil acesso.

O Corpo de Bombeiros Militar do Pará e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil disseram que não foram acionados.

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Operação no Jacarezinho deixa 25 mortos, provoca intenso tiroteio e tem fuga de bandidos

A polícia diz que 24 mortos são suspeitos, mas não deu detalhes sobre quem eles são e o que faziam ao serem baleados. A 25ª vítima é o policial civil André Frias, atingido na cabeça.

Por Diego Haidar, Elza Gimenez, Filipe Fernandes, Guilherme Peixoto e Henrique Coelho, TV Globo e G1 Rio

Uma operação da Polícia Civil do RJ contra o tráfico de drogas no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, deixou 25 pessoas mortas e provocou um intenso tiroteio no início da manhã desta quinta-feira (6).

policial civil André Farias foi baleado na cabeça e morreu, segundo a polícia. A corporação afirma ainda que 24 suspeitos foram mortos, mas não esclareceu quem são as vítimas e a situação em que foram atingidas.

Dois passageiros do metrô foram baleados dentro de um vagão da linha 2, na altura da estação Triagem, e sobreviveram. Um morador foi atingido no pé, dentro de casa, e passa bem. Dois policiais civis também se feriram.

Vídeos registraram o som de rajadas, e explosões de bombas foram registradas em diferentes pontos da favela .

Moradores contaram que não conseguiam sair de casa — como uma noiva de casamento marcado e uma grávida com cesariana agendada, ambas para esta manhã. Devido ao confronto, a Clínica da Família Anthidio Dias da Silveira precisou ser fechada.

Maior nº de mortes, apesar de restrição do STF

Segundo a plataforma digital Fogo Cruzado, que registra dados de violência armada desde julho de 2016, é o maior número de mortes durante uma operação da polícia em uma comunidade desde o início dos levantamentos.

Desde junho do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu operações em favelas durante a pandemia. A decisão permite ações apenas em “hipóteses absolutamente excepcionais”.

Para isso, os agentes precisam comunicar ao Ministério Público sobre o motivo da operação. O G1 perguntou à polícia e ao MP qual foi o motivo apresentado, mas ainda não obteve resposta.

Um advogado da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha o caso.

Aliciamento de crianças e adolescentes

Operação Exceptis investiga o aliciamento de crianças e adolescentes para ações criminosas, como assassinatos, roubos e até sequestros de trens da Supervia. A polícia afirma que o tráfico da região adota táticas de guerrilha, com armas pesadas e “soldados fardados”.

O Jacarezinho é considerado uma base do Comando Vermelho, a maior facção do tráfico de drogas em atividade no Rio. A comunidade é predominantemente plana, repleta de ruelas e cercada de barricadas instaladas pelo crime — o que dificulta o acesso de blindados, por exemplo.

O Globocop flagrou às 6h45 policiais avançando pelos trilhos da Supervia e do metrô — que cortam o Jacarezinho na superfície — e se abrigando em postes. Helicópteros da polícia, em apoio às equipes em terra, davam rasantes na comunidade.

Às 7h30, criminosos com fuzis foram vistos pulando de laje em laje, em fuga (veja vídeo abaixo). Os homens passavam as armas de mão em mão pelos muros enquanto corriam pelos telhados das casas.

Durante a operação, não havia movimentação de moradores nas ruas e vielas do Jacarezinho.

A troca de tiros afetou a circulação da Linha 2 do metrô e dos ramais de Saracuruna e de Belford Roxo da Supervia — trens da Central não partiam para esses destinos.

Escutas identificaram 21 criminosos

Com a quebra dos dados telemáticos autorizada pela Justiça, foram identificados 21 integrantes do grupo criminoso, todos responsáveis por garantir o domínio territorial da região com utilização de armas de fogo.

A polícia identificou uma estrutura típica de guerra provida de centenas de “soldados” munidos com fuzis, pistolas, granadas, coletes balísticos, roupas camufladas e todo tipo de acessórios militares.

Polícia faz operação no Jacarezinho — Foto: Reprodução/TV Globo

Polícia faz operação no Jacarezinho — Foto: Reprodução/TV Globo

Homens armados tentam fugir durante operação da polícia em telhado no Jacarezinho, Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Homens armados tentam fugir durante operação da polícia em telhado no Jacarezinho, Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

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Governos se mobilizam para prestar apoio psicológico à população de Saudades após ataque em creche

Para especialistas os primeiros atendimentos são fundamentais para estabilizar o sofrimento das pessoas. Uma comitiva do governo federal está na cidade discutindo estratégias de atendimento.

Por Carolina Fernandes, G1 SC

Os governo federal, estadual e municipal estão se mobilizando para oferecer apoio psicológico às vítimas, familiares e à comunidade de Saudades, no Oeste catarinense, após o ataque à escola infantil que resultou na morte de três crianças e duas funcionárias. Uma comitiva do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos está na cidade e se reuniu com a administração municipal nesta quarta-feira (5) para definir estratégias de apoio e atendimento à população. Cerca de 25 psicólogos estão realizando atendimentos e a prefeitura da cidade estuda a contratação de mais profissionais.

Para especialistas os chamados primeiros socorros psicológicos (PSP) tem como objetivo de auxiliar a estabilizar o estresse agudo vivido pelas pessoas após grandes traumas como este.

“O atendimento não é para ela crescer nesse momento de crise, nem para a pessoa se curar é para ela se estabilizar. Os primeiros socorros psicológicos são uma resposta de suporte às pessoas em situação de sofrimento e com necessidade de apoio”, disse a psicóloga Camila Custodio.

Para prestar homenagens, família visita frente de creche em Saudades onde houve ataque — Foto: Sirli Freitas/Divulgação

Para prestar homenagens, família visita frente de creche em Saudades onde houve ataque — Foto: Sirli Freitas/Divulgação

Para a terapeuta especialista neste tipo de atendimento, a psicóloga Camila Custodio, o profissional deverá realizar uma escuta acolhedora e gentil para ajudar no reestabelecimento dos pacientes.

“Com certeza [esse atendimento] deve ser estendido para a população e demais profissionais, seja através de atendimento específico, individual ou de grupos de acolhimento para vítimas de desastres como esse”, informou.

Psicóloga fala sobre o tipo de atendimento indicado à comunidade de Saudades após ataque

Para o psicólogo Bruno Lenzi, o desafio será superar as condições impostas pela pandemia.

“O profissional tem que ter um olhar social e não individualizador para que isso não venha a se repetir. Esse é um momento de trazer as pessoas para próximo uma das outras, o que é mais complicado em momentos de pandemia”, concluiu.

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) informou que nesta quinta-feira (6) os representantes dos municípios pensarão em propostas para formular políticas conjuntas de cuidado que podem ser adotadas em situações como estas. A reunião também servirá para discutir, segundo a entidade, estratégias para reforçar a segurança em creches e escolas municipais.

Ações governamentais

Durante a coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (4), Daniela Reinehr afirmou que o ataque foge à normalidade e causa consternação em uma cidade pequena e pacata do interior.

Ao todo, 25 psicólogos de toda a região Oeste estão trabalhando para dar amparo à comunidade e aos familiares. Os bombeiros que aturam no atendimento da emergência também receberam apoio psicológico, segundo o tenente-coronel Walter Parizotto.

“As pessoas não estão preparadas e nem podem imaginar que algo assim possa acontecer. Eu prontamente acionei as nossas forças de segurança para que estivessem aqui. Não há o que traga de volta essas vítimas nem o que compense essa dor. O momento é de trazer nosso apoio e nossa solidariedade”, afirmou a governadora.

Tragédia em Saudades: Prefeito fala sobre apoio psicológico para as famílias

Durante o velório das vítimas, nesta quarta-feira (5), o prefeito da cidade, Maciel Schneider, informou que além do apoio estadual o governo federal também se colocou a disposição para prestar auxilio às famílias. A equipe de saúde e psicólogos municipais estão acompanhando as famílias afetadas, segundo ele. (Veja acima).

“A ministra Damares Alves colocou o seu ministério a disposição do nosso município para dar o suporte as essas famílias que tiveram essas vítimas e também as famílias de pessoas que presenciaram essas cenas. […] Temos também o apoio de profissionais de universidades e de municípios vizinhos”, disse o prefeito

Segundo a secretária municipal de educação, Auliane Hackenhaar, uma equipe de profissionais da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) também auxiliará no atendimento aos pacientes. Auliane, afirma que a cidade ainda discute a contratação de mais psicólogos.

Comitiva federal

Damares Alves participou de reunião entre representantes  Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e a administração municipal de Saudades (SC) — Foto: SNDCA/Divulgação

Damares Alves participou de reunião entre representantes Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e a administração municipal de Saudades (SC) — Foto: SNDCA/Divulgação

A comitiva composta por servidores da Secretaria Nacional dos Direitos de Crianças e Adolescentes do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, se reuniram com o prefeito e secretários da gestão nesta quarta-feira (5) para uma “escuta qualificada sobre as definições de estratégias de apoio e atendimento à população”. A ministra Damares Alves participou da reunião de maneira remota.

Detalhes sobre as ações que serão colocadas em prática não foram informadas pela pasta. Os representantes ainda visitaram o local em honra a vítimas do ataque.

Quem são as vítimas:

Keli Adriane, Sarah Luiza, Anna Bela, Murilo Massing e Mirla Renner são as vítimas do atentando a creche em Saudades (SC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais; Reprodução/NSC TV

Keli Adriane, Sarah Luiza, Anna Bela, Murilo Massing e Mirla Renner são as vítimas do atentando a creche em Saudades (SC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais; Reprodução/NSC TV

  • Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, era professora e dava aulas na unidade havia cerca de 10 anos
  • Mirla Renner, de 20 anos, era agente educacional na escola
  • Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses
  • Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses
  • Anna Bela Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses

O que se sabe até agora:

  • Um homem de 18 anos invadiu a escola Aquarela com duas facas às 10h de terça (4).
  • A creche fica na cidade de Saudades (SC), 600km de Florianópolis, e atende crianças de 6 meses a 2 anos.
  • 20 crianças estavam no local sob os cuidados de 5 professoras.
  • A primeira pessoa que o assassino atacou foi a professora Keli Adriane Aniecevski.
  • Mesmo ferida, a professora correu para uma sala, onde estavam quatro crianças e a agente educativa Mirla Renner, de 20 anos.
  • O homem chegou até a sala e continuou os ataques, matando Keli e três crianças. Mirla chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
  • Todas as vítimas foram atingidas com, pelo menos, cinco golpes de facão.
  • O assassino tentou entrar em todas as salas da creche, mas professoras conseguiram se trancar e proteger as crianças.
  • A única sobrevivente ao ataque é uma criança de 1 ano e 8 meses, que está na UTI
  • O assassino foi preso e levado ao hospital após dar golpes contra o próprio corpo. Estado de saúde dele é grave.
  • Polícia encontrou R$ 11 mil e duas embalagens de facas novas na casa do assassino.
  • O velório e o sepultamento das cinco vítimas foram coletivos.
  • O homem foi autuado em flagrante por cinco homicídios triplamente qualificados, além de uma tentativa de homicídio contra a criança que foi ferida.

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‘É maravilhoso sentir o pé no chão pela primeira vez e calçar tênis’, diz mulher após tratamento pelo SUS, no DF

Aos 37 anos, Leiliane Melquiades corrigiu malformação congênita que deixava os pés virados. Acompanhamento foi feito pelo Hospital de Base de Brasília, sem necessidade de cirurgia; entenda.

Por Mara Puljiz, G1 DF

Leiliane Melquiades, de 37 anos,  saiu do interior de Pernambuco para se tratar em Brasília.  — Foto: Davidyson Damasceno/ IGESDF

Leiliane Melquiades, de 37 anos, saiu do interior de Pernambuco para se tratar em Brasília. — Foto: Davidyson Damasceno/ IGESDF

Foi sentada em um banco do Hospital de Base de Brasília que Leiliane Melquiades sentiu a maior emoção em 37 anos: a de calçar um tênis pela primeira vez. “Eu tentava usar tênis e meus pés ficavam pra fora. Não encaixavam direitinho”, conta a administradora.

“É maravilhoso sentir a planta do pé no chão, pela primeira vez, e calçar o tênis. É como respirar”, diz Leiliane.

Leiliane Melquíades, de 37 anos, faz tratamento no Hospital de Base, em Brasília, para reverter pés tortos

Leiliane nasceu em Garanhuns, no interior de Pernambuco, com uma malformação congênita que deixou os pés virados. “Quando era criança meus pais não tinham muito conhecimento sobre o assunto, sem contar a distância para ir até o hospital, e as dificuldades financeiras”, conta.

Com o passar dos anos, as dores para caminhar aumentaram e Leiliane decidiu pesquisar sobre o assunto, na internet. Há sete meses, ela está no DF para fazer o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – e sem cirurgia – com uma técnica que utiliza gesso para que os pés voltem, aos poucos, para a posição certa (saiba mais abaixo).

Leiliane Melquíades calçou tênis pela primeira vez, aos 37 anos, após tratamento pelo SUS, no Hospital de Base, de Brasília

A correção do pé esquerdo está praticamente finalizada. A paciente acredita que em mais duas trocas de gesso também consiga colocar um tênis no pé direito. Para isso, a bota de gesso é trocada a cada semana.

“É uma sensação indescritível você ver o seu pé pra frente, olhar e ver que vai poder ter qualidade de vida, que vai poder pisar sem sentir dor. É o milagre da vida diante dos seus olhos. Tenho uma gratidão imensurável”, diz.

Método Ponseti

Assim como Leiliane, outras seis pessoas, entre 22 e 38 anos, realizaram o sonho de desentortar os pés, nos últimos dois anos, no Hospital de Base de Brasília. O método, chamado Ponseti, foi criado na década de 1950 pelo espanhol Ignacio Ponseti, mas só nos anos 2000 começou a ficar mais popular, em recém-nascidos.

O responsável pela aplicação do método em adultos é o ortopedista Davi Haje, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGES-DF). Em 2019, ele conseguiu reverter a anomalia congênita de uma mulher de 29 anos.

Foi o primeiro caso adulto de reversão de pé torto congênito sem cirurgia a ser publicado na literatura médica. A terapia foi destaque na mais recente edição do Iowa Orthopedic Journal, dos Estados Unidos, em março deste ano.

“Trata-se de uma ação simples de engessamento semanal de membros inferiores para remodelar os pés. Quando necessário, é feita uma pequena incisão para completar correção”, diz o médico.

A reparação é feita por imobilizadores ortopédicos que posicionam os pés, com a ajuda do ortopedista. “Esse é um processo doloroso, porque o pé da pessoa adulta já está enrijecido. Então, a gente tem que ir forçando o pé para deixá-lo cada vez mais para frente”, diz o técnico Robson Souza Matias.

‘Aprendendo a andar’

Carlos André Oliveira, de 30 anos, precisou fazer uma incisão no pé esquerdo para retirar parte do osso, devido a gravidade da deformação. “É uma deficiência que a gente carrega por anos. Então, é uma dor e ao mesmo tempo um alívio. Dá pra suportar”, diz ele, sobre o tratamento.

Carlos conta que sempre quis desentortar o pé, mas nunca teve condições financeiras. “Meu sonho nunca foi ser rico, mas sim fazer a cirurgia no meu pé”, conta.

“Em clínicas particulares eu iria gastar pelo menos R$ 5 mil por mês. Para quem ganha R$ 1 mil pra comer, como que faz? Impossível”, diz o paciente.

Após o procedimento, Carlos destaca uma melhor qualidade de vida, com menos dores e desconfortos na coluna, além do resgate da autoestima.

“Quando eu passava na rua, de sandália – porque eu não podia calçar um sapato –, eu sentia vergonha quando as pessoas olhavam com olhar de desprezo e desconforto. Você não sabe o quanto machuca”, recorda.

“Hoje já estou andando. Meu pé nunca ficou nessa posição [certa]. É como se eu estivesse aprendendo a andar agora. Não tem explicação. É uma sensação maravilhosa”, diz.

Tênis de presente

Na última sexta-feira (30), o ortopedista Davi Haje doou um par de tênis para Leiliane, um para Carlos e também um para o barbeiro Iarlen Nascimento, de 22 anos, morador do Sol Nascente, no DF. Ele começou a terapia em dezembro passado, para corrigir a deformação no pé direito, e também calçou tênis pela primeira vez.

“Nunca imaginei que iria resolver o problema do meu pé. Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo”, conta Iarlen, que saiu do hospital usando o novo calçado.

“É muito gratificante e especial quando esses pacientes de 20, 30, 40 anos retiram o gesso e, pela primeira vez, e colocam um tênis. Realmente é uma emoção muito grande como médico e é um prazer continuar recebendo esse tipo de paciente. A gente fica muito feliz de poder ajudar”, diz o ortopedista Davi Haje.

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