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Residencial Cambridge: 11 anos após ocupação, antigo hotel de luxo no Centro de SP vira conjunto de moradias populares

Movimentos de luta por moradia ocuparam edifício localizado na Av. 9 de Julho em 2012. Quatro anos depois, local foi aprovado em edital do programa federal Minha Casa Minha Vida para construção de habitações de interesse popular.

Por Renata Bitar, g1 SP — São Paulo

Onze anos depois de ter sido ocupado por movimentos sociais, o edifício que abrigou o luxuoso Hotel Cambridge, no Centro de São Paulo, se tornou um condomínio de moradias populares com 121 apartamentos.

O prédio que, no início dos anos 2000, ficou conhecido por abrigar concorridas festas temáticas da noite paulistana é o mesmo que agora preserva, em sua versão residencial, aspectos originais da histórica construção de 17 andares, dois elevadores e área de lazer.

Nesta reportagem, você vai ler sobre:

  • A reforma e a preservação arquitetônica prédio onde funcionou o Hotel Cambridge;
  • Detalhes da estrutura do prédio que agora virou o Residencial Cambridge;
  • Relatos de proprietários dos novos apartamentos;
  • Transformação da chamada “vida em ocupação” para a “vida em condomínio”;
  • O imbróglio judicial envolvendo o edifício.

Veja, abaixo, um breve histórico do prédio do Hotel Cambridge:

  • Inaugurado na década de 1950, o edifício localizado na avenida 9 de Julho era composto por 119 acomodações de luxo, nas quais se hospedaram artistas internacionais.
  • Até 2002, funcionou como hotel; depois, passou a ficar aberto apenas o bar, espaço em que ocorriam baladas como a Trash 80’s (com trilha sonora e decoração inspiradas da década de 1980).
  • Em 2004, o local foi à falência, e o prédio acabou abandonado.
  • A Prefeitura de São Paulo desapropriou o local em 2011, após uma batalha judicial em razão das dívidas dos proprietários com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
  • Em 2012, o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC) e a Frente de Luta por Moradia (FLM) ocuparam a antiga sede do hotel, que já estava tomada por insetos e roedores.
  • O prédio foi um dos selecionados para ser transformado em um conjunto habitacional de interesse social em 2016, por meio do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida.
  • Em 12 de janeiro de 2023, os beneficiários assinaram contrato com a Caixa Econômica Federal, mas os primeiros proprietários haviam começado a chegar, gradualmente, em junho de 2022.

O Residencial Cambridge, após a reforma, tem:

  • 85 quitinetes (com banheiro, cozinha e um cômodo que funciona como quarto e sala) e 36 apartamentos de um ou dois dormitórios;
  • Apartamentos adaptados para pessoas com deficiência (PCDs);
  • Câmeras de segurança em todos os 17 andares do prédio (térreo, mezanino, residenciais e laje).

g1 esteve no local e conversou com alguns dos novos moradores, como a agente socioeducativa Vanessa Serra, de 27 anos. Primeira da família a ter uma casa própria, ela conta que parentes viam a ocupação como coisa de “vândalos” e “vagabundos”.

“Somos trabalhadores, somos lutadores. E está aqui a prova de que a gente luta para ter o que é nosso, não para tirar de ninguém”, diz Vanessa.

Preservação da arquitetura original

O MSTC, que coordenava a ocupação, sob a liderança de Carmen da Silva Ferreira, ficou responsável por contratar a construtora, acompanhar as obras e fazer o trabalho técnico-social com as famílias.

As obras tiveram início em 2018, quando as cerca de 120 famílias que ocupavam o antigo hotel tiveram de deixá-lo e ir em busca de lugares temporários para ficar. Algumas foram viver de aluguel, outras, na casa de parentes. A grande maioria, porém, se dividiu em outras ocupações do MSTC.

Para preservar a história e as memórias do Hotel Cambridge, a reforma foi realizada com a técnica retrofit, utilizada na restauração de prédios antigos, que mantém a arquitetura original do local, ao mesmo tempo em que promove adequações à legislação vigente.

Um exemplo disso são as escadas de mármore. Embora elas tenham sido mantidas, itens como corrimãos, iluminação e sinalização de emergência foram adicionados. Veja, abaixo, a comparação entre duas imagens: uma registrada pelo g1em 2012, após a ocupação, e outra em 2023, depois da entrega dos apartamentos.

De acordo com a Caixa, o valor investido pela União na construção foi de R$ 14,1 milhões. Carmen da Silva Ferreira afirma que a quantia não acompanhou a inflação registrada ao longo do período de reforma e que a alta no preço dos materiais de construção teve de ser bancada pelos próprios moradores.

Segundo a coordenadora do MSTC, a seleção das famílias que seriam beneficiadas com as unidades habitacionais foi feita com base em critérios do próprio movimento (como envolvimento na luta por moradia) e da Caixa (como faixa de renda, documentação em dia e ausência de dívidas com bancos públicos).

A síndica do condomínio, Romenia Malaquias de Freitas, diz que os moradores tiveram participação ativa no processo. Para a escolha de materiais, por exemplo, três opções eram levadas em assembleia, e prevalecia a vontade da maioria.

Residencial Cambridge

Logo na entrada, no saguão onde ficava o bar do Cambridge, uma parede de pedras contrasta com a simplicidade do branco uniforme que cobre as demais. Ali, há dois vasos de plantas, além de um sofá e de uma mesinha marrons.

No térreo, há uma sala para a síndica, enfermaria, bicicletário e refeitório para os funcionários do condomínio. Também há contêineres para coleta seletiva – algo que tem sido trabalhado com os moradores – e espaço para a plantação de uma horta, o que Carmen, líder do MSTC, pretende fazer em breve.

No andar de cima, o mezanino, uma brinquedoteca está sendo montada, aos poucos, com doações de livros e brinquedos.

A laje do prédio é dividida em duas partes, uma voltada para a Av. 9 de Julho e outra para a R. Álvaro de Carvalho – ambas serão dedicadas ao lazer dos condôminos.

Num lado, pretendem fazer um pequeno salão de festas e instalar um chuveirão para que as pessoas se refresquem durante o calor; do outro, um espaço para churrasqueira e forno de pizza. Mas esses são planos futuros, uma vez que ainda é necessário arrecadar a verba que será destinada para colocar tais ideias em prática.

Os 121 apartamentos estão localizados entre o 1° e o 14° andar do edifício. Desses, 85 são do tipo quitinete (com banheiro, cozinha e um cômodo que funciona como quarto e sala) e 36 são de um ou dois dormitórios. Todas as unidades foram equipadas com tanque de lavar roupa, box de banheiro, pias, torneiras, venezianas e tela de proteção nas janelas. O piso original de taco de madeira foi mantido.

Apartamentos que de numeração com final 5 de cada andar são adaptados para pessoas com deficiência. Nessas unidades, por exemplo, o tamanho das portas é maior e há barras de apoio no banheiro. Caso não haja PCDs na família a que foi atribuída a uma dessas unidades, os equipamentos de acessibilidade podem ser removidos.

Todos os 17 andares do prédio (térreo, mezanino, residenciais e laje) têm câmeras de segurança, alarmes de incêndio, extintores e mangueiras de combate às chamas, e sinalização de emergência. Carmen, a líder do movimento, se orgulha ao falar sobre o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) obtido pelo edifício.

Os elevadores são itens valorizados pelos moradores. Em 2012, quando ocuparam o prédio, havia três equipamentos do tipo, mas nenhum deles funcionava. Romenia, a síndica, conta que chegou a morar no 13º andar e quando precisava buscar algo no térreo, brincava dizendo “eu vou, só não garanto que volto em cinco minutos”, já que precisava descer e subir de escada.

Atualmente, o condomínio tem dois elevadores em funcionamento. Segundo Carmen, esses foram os primeiros itens adquiridos na obra.

Novos proprietários

A diarista Maria Auxiliadora de Siqueira Silva, de 58 anos, estava há 14 anos na espera por uma moradia, período no qual viveu entre ocupações e pagamento de aluguéis. Participante ativa nas assembleias e demais atividades do MSTC, ela conta que chegou a ouvir de parentes que “aquilo tudo era coisa para desocupado, como ela”. Até o próprio marido a desencorajava.

Com o contrato da casa própria assinado, Maria agora sorri. Mas depois fica com a expressão mais séria ao relembrar a luta que antecedeu o momento atual. Ela diz que, apesar de ter enfrentado muitos desafios, faria tudo de novo.

Selma de Jesus Oliveira, de 48 anos, é costureira e tem uma barraca de acarajé que arranca elogios de seus conhecidos. Residente na então Ocupação Hotel Cambridge e atual proprietária de um dos apartamentos do residencial, ela fala com orgulho sobre a conquista da casa própria, que, no quesito emoção, perde só para o nascimento do primeiro filho.

“Acho que eu nunca consegui uma coisa que eu desejava tanto. Você ter [essa coisa] ali, na sua mão… acho que foi o dia mais feliz da minha vida”, contou Selma, com os olhos brilhando.

“Eu posso levar para a história e mais tarde, lá velhinha, contar para os meus netos, meus bisnetos: ‘Olha, eu entrei numa luta de moradia que ninguém dizia que ia dar certo, ninguém tinha uma certeza’. Vários desistiram, foram embora e hoje muitos deles se arrependem”, disse a costureira.

No 13° andar do edifício mora a agente socioeducativa Vanessa Serra, de 27 anos. Primeira da família a conquistar a casa própria, ela diz que a ficha ainda não caiu. Ela conta que seus parentes tinham uma visão distorcida da ocupação, que viam o movimento como coisa de “vândalos” e “vagabundos”, mas que agora pode mostrar sua legitimidade.

“Somos trabalhadores, somos lutadores. E está aqui a prova de que a gente luta para ter o que é nosso, não para tirar de ninguém”, disse Vanessa.

A jovem moradora se emociona ao falar do orgulho que é ter um lar para chamar de seu, uma cama na qual colocar a filha pequena para dormir. Ela também comenta o alívio que é não ter de se preocupar com risco de despejo. Porém, mesmo com seu teto garantido, Vanessa diz que seguirá na luta por moradias populares.

“A luta não é sozinha, é uma luta coletiva. Não é porque a gente recebeu a nossa moradia que a gente para a luta. A luta não é isso. O movimento, o que ele constrói, é uma luta contínua para ajudar outras pessoas que estão nesse processo”, afirmou a agente socioeducativa.

Vida nova

A transformação da chamada “vida em ocupação” para a “vida em condomínio” tem sido trabalhada com os moradores pela assistente social do MSTC, Márcia de Fátima Araújo.

Desde o período da reforma, ela tenta conscientizar os novos proprietários quanto aos gastos individualizados com água, luz, gás e internet, assim como as questões da geração de renda, planejamento financeiro e endividamento. “Essa família tem que ter autonomia”, disse Márcia. “Não dá para fantasiar que vai ser de graça.”

Segundo Carmen, a individualização foi priorizada nesta nova etapa para garantir a autonomia de cada núcleo familiar.

“A moradia é social, mas a proporção do que as pessoas querem para seu bem viver é tudo pago, não é social. Isso vai de acordo com o seu consumo. Quanto mais uma pessoa quer ter bem-estar, mas ela vai pagar por isso”, explicou.

Hotel e ocupação

Inaugurado na década de 1950, o Cambridge era composto por 119 acomodações de luxo, nas quais se hospedaram artistas internacionais. Funcionou como hotel até 2002, deixando aberto somente o bar, onde eram realizadas festas temáticas. Em 2004, o lugar foi à falência, e o edifício acabou abandonado.

Com dívidas de IPTU, os proprietários tiveram o prédio desapropriado pela Prefeitura de São Paulo, em 2011, por cerca de R$ 6,5 milhões.

Durante a ocupação, o movimento foi alvo de inquérito policial e denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após ex-membros terem acusado a liderança de praticar extorsão contra os moradores do prédio.

O caso foi arquivado em 2019 pela Justiça, que considerou as provas conflitantes e insuficientes.

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Chacina do DF: advogado da família diz que crime foi motivado por disputas de terra

Todos as 10 pessoas da família da cabelereira Elizamar da Silva que haviam desaparecido foram encontradas mortas pela polícia. Quatro suspeitos pelo crime foram detidos.

Por Bruna Miato, g1

Chacina de família no DF: veja quem são os mortos e desaparecidos

O advogado da família da cabelereira Elizamar da Silva, que foi morta em uma chacina no Distrito Federal, disse, na noite desta quarta-feira (25), que o crime foi motivado por uma disputa de terras entre os suspeitos e duas das vítimas. Elizamar e outras nove pessoas da mesma família foram assassinadas em um caso que chocou o estado no começo do mês.

Segundo João Darc’s, o delegado responsável pela investigação conclui, com base nos depoimentos dos suspeitos, que a motivação do crime foram as terras da fazenda de Planaltina (GO), onde Marcos Antônio Lopes de Oliveira e Renata Juliene Belchior, sogros de Elizamar, moravam.

O advogado afirmou, inclusive, que essas terras foram objeto de uma ação que a família ganhou, mas que os criminosos tentavam tomar.

“As demais informações correm sob sigilo e o delgado deve falar tão logo conclua o inquérito. Mas, a verdadeira e principal motivação do crime eram as terras”, pontuou.

Darc’s comentou, ainda, que a polícia já tem elementos suficiente para oferecer denúncia ao Ministério Público Federal e ao Judiciário contra os suspeitos pelas mortes.

As vítimas da chacina

Ao todo, 10 pessoas da mesma família foram mortas. Todos os corpos foram encontrados e identificados. As vítimas são:

  1. Elizamar Silva, de 39 anos: cabeleireira;
  2. Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos: marido de Elizamar Silva;
  3. Rafael da Silva, de 6 anos: filho de Elizamar e Thiago;
  4. Rafaela da Silva, de 6 anos: filha de Elizamar e Thiago;
  5. Gabriel da Silva, de 7 anos: filho de Elizamar e Thiago;
  6. Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos: pai de Thiago e sogro de Elizamar;
  7. Cláudia Regina Marques de Oliveira, de 54 anos: ex-mulher de Marcos Antônio;
  8. Renata Juliene Belchior, de 52 anos: mãe de Thiago e sogra de Elizamar;
  9. Gabriela Belchior, de 25 anos: irmã de Thiago e cunhada de Elizamar;
  10. Ana Beatriz Marques de Oliveira, de 19 anos: filha de Cláudia e Marcos Antônio.

O que aconteceu com Elizamar e sua família?

A cabelereira Elizamar da Silva e seus três filhos pequenos, frutos do casamento com Thiago Belchior, desapareceram em 12 de janeiro. Já no dia seguinte, o carro da mulher foi encontrado carbonizado com quatro corpos dentro, na região de Cristalina (GO), próximo ao DF.

Poucos dias depois, familiares relataram o sumiço do marido de Elizamar e de outros três familiares. Haviam desaparecido os pais de Thiago – Marcos Antônio e Renata -, além de uma irmã dele, Gabriela Belchior.

Assim como o carro de Elizamar, o veículo de Marcos Antônio também foi encontrado queimado, com dois corpos dentro. Depois disso, também foi reportado à polícia o desaparecimento de Claudia Regina Marques de Oliveira e Ana Beatriz Marques de Oliveira, respectivamente ex-mulher e filha de Marcos Antônio.

Naquele momento, com base no depoimento de um dos suspeitos pelo crime, a polícia acreditava que Thiago e Marcos Antônio eram os responsáveis por arquitetar os assassinatos e fugir. No entanto, a hipótese perdeu força quando um corpo masculino foi encontrado esquartejado próximo a uma casa em Planaltina, que foi usada como cativeiro para algumas das vítimas.

A polícia identificou o corpo como sendo de Marcos Antônio e passou a considerar que o sogro e o marido de Elizamar também foram vítimas.

Os corpos encontrados carborizados no carro de Elizamar foram identificados como sendo da cabelereira e de seus três filhos. Já no carro de Marcos Antônio, os corpos eram de Renata e Gabriela.

As últimas três vítimas foram encontradas na madrugada de terça-feira (24), em uma cisterna próxima a casa que foi feita de cativeiro. Os corpos, que tinham sinais de violênncia, eram de Thiago, Regina e Ana Beatriz.

A investigação

Quatro suspeitos já foram presos por envolvimento no desaparecimento da família: Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Fabrício Silva Canhedo e Carlomam dos Santos Nogueira.

O primeiro trabalhava com Marcos Antônio, sogro de Elizamar e pai de Thiago. O delegado do caso afirma que o suspeito foi encontrado com as mãos queimadas.

O segundo confessou o crime à polícia e disse, ainda, que os assassinatos foram encomendados por Thiago e Marcos Antônio. O terceiro foi preso depois disso. Já Carlomam, que se entregou à polícia nesta quarta-feira, conhecia as vítimas e pelo menos um dos outros suspeitos, segundo as investigações.

A principal tese, agora, é de que a chacina tenha sido motivada pela disputa de terras e por dinheiro. Todos os suspeitos moravam próximos ao sogro da cabelereira e sabiam que a família tinha recebido quantias de dinheiro recentemente.

Um adolescente de 17 anos também foi detido, mas já foi liberado, após confessar à Polícia Militar que recebeu R$ 2 mil de outros suspeitos para “ajudar os outros comparsas a praticar o crime”. Ele também disse que esteve no cativeiro onde as vítimas estiveram.

As investigações ocorrem na 6ª Delegacia de Polícia, do Paranoá, sob comando do delegado Ricardo Viana.

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Aniversário de São Paulo: tradicional Bolo do Bixiga é cancelado neste ano após morte de organizador

Evento que costuma atrair uma multidão para o centro da capital paulista todo 25 de janeiro não acontecerá nesta quarta, quando se comemora os 469 anos da capital, devido ao falecimento de um dos organizadores da tradição, Walter Taverna.

Por Renata Bitar, g1 SP — São Paulo

A celebração do aniversário da capital paulista será diferente neste ano: o tradicional Bolo do Bixiga, que todo ano ganha um metro de comprimento para combinar com a idade de São Paulo e atrai uma multidão para a região central da cidade, não será realizado.

Segundo Solang Taverna, uma das organizadoras do evento, o cancelamento das festividades ocorre em razão do falecimento de seu pai, Walter Taverna, figura icônica no bairro do Bixiga e um dos responsáveis pela tradição, em maio do último ano. Aos 88 anos, ele morreu em decorrência de uma pneumonia.

Este é o primeiro aniversário da cidade após a morte dele. “Ainda estamos num período de luto”, disse a filha.

Ainda não é possível dizer se a tradição do bolo de metro chegou ao fim ou voltará a ocorrer nos próximos anos. Solang conta que os organizadores ainda não pararam para pensar nisso e que, quando houver condições, conversarão com os parceiros (que ajudam financeiramente) e com a sociedade, para saber se é algo que as pessoas prezam e querem manter, já que realizar o evento é algo trabalhoso e custoso.

O Bolo do Bixiga

A história do Bolo do Bixiga começou em 1986, quando São Paulo completou 432 anos. Idealizada por Armando Puglisi, inicialmente, a festa era feita pela comunidade do bairro e cada morador levava um bolo.

Em 1995, após a morte do ‘Armandinho do Bixiga’, Walter Taverna assumiu a organização do evento, dando início à tradição do bolo de metro, com cada metro de bolo simbolizando um ano da idade de São Paulo.

A tradição chegou a ser interrompida em 2008 após um programa de TV incentivar uma guerra de bolo entre crianças. A ação prejudicou a imagem do evento, que perdeu patrocínios, e chegou a servir apenas pedaços de bolos industrializados ao público – num esforço dos moradores e comerciantes do Bixiga – por sete anos.

Em 2015, a “Festa do Bolo do Bixiga” foi incluída no calendário oficial da cidade de São Paulo.

Em 2021, no primeiro aniversário de São Paulo após o início da pandemia de Covid-19, a comemoração ganhou uma versão virtual para evitar aglomerações. No lugar do bolo, moradores e frequentadores da festa juntaram 467 vídeos e fotos de pessoas desejando parabéns à capital paulista , que completava essa idade.

No último ano, as comemorações foram substituídas por doações a famílias em situação de vulnerabilidade social.

“Nossa última edição foi extremamente significativa, porque o bolo foi desconstruído. Todos os alimentos que constituíam o bolo, nós transformamos em cestas básicas e doamos para comunidades carentes”, contou Solang, a herdeira da tradição.

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IBGE prevê para abril divulgação dos resultados definitivos do Censo 2022

Após três adiamentos, instituto havia previsto concluir a operação censitária em janeiro, mas trabalhos serão mantidos ao longo de fevereiro.

Por Daniel Silveira, g1 — Rio de Janeiro

Contrariando a previsão de término em janeiro, o levantamento do Censo 2022 será mantido ao longo de fevereiro e o Brasil só deve começar a conhecer seus resultados finais em abril. Foi o que informou, nesta quarta-feira (25), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um dia após divulgar nota ratificando que realiza “de forma transparente” uma das maiores operações censitárias do planeta.

A última previsão do IBGE era concluir a operação censitária em janeiro. Questionado pelo g1, porém, o órgão disse que “a cobertura completa dos setores censitários tem previsão de conclusão em janeiro de 2023”, mas que os trabalhos de apuração serão mantidos ao longo do mês seguinte.

“Em fevereiro, permanecerá em andamento o processo de revisão, controle de qualidade e apuração do Censo, com tentativas de reversão de recusas, revisitas a domicílios com morador ausente para realização de entrevistas, além de verificação de domicílios vagos, de uso ocasional, possíveis duplicidades e omissões e preparação para divulgação”, informou o IBGE.

A previsão inicial era concluir o recenseamento da população em outubro de 2022. O prazo, no entanto, foi adiado para meados de dezembro do mesmo ano. Todavia, ao divulgar, já em dezembro, o quarto balanço do levantamento porém, o IBGE estimou que só seria possível concluir o Censo 2022 em janeiro de 2023.

Segundo o IBGE, até essa terça-feira (24) haviam sido “visitados cerca de 89 milhões de domicílios e recenseadas 184 milhões de pessoas”.

“A previsão é de que o IBGE divulgue os resultados definitivos do Censo referentes à população dos municípios em abril de 2023”, enfatizou o Instituto.

Censo ‘transparente’ x ‘tragédia absoluta’

Na véspera, o Conselho Diretor do IBGE divulgou uma nota ratificando que o Censo é realizado “de forma transparente, com vários mecanismos de controle, seguindo rigorosamente todas as etapas necessárias e imprimindo qualidade em todas as fases da operação”. O comunicado foi uma resposta às declarações dadas por Roberto Olinto, ex-presidente do instituto, ao jornal Folha de S.Paulo, que classificou o Censo 2022 como uma “tragédia absoluta”.

Posteriormente, o IBGE divulgou novo comunicado, desta vez assinado pela Comissão Consultiva do Censo 2022, em que, além de reafirmar “a transparência na divulgação dos dados censitários”, rebate diretamente a sugestão feita por Olinto na mesma entrevista à Folha para que seja instaurada uma auditoria para checar a credibilidade dos resultados do levantamento.

A comissão enfatizou que “propostas sem respaldo técnico, neste momento, como a auditoria dos dados e realização de novo censo, apenas colocam em xeque, de forma indevida, a reputação do corpo técnico do IBGE, instituição construída ao longo de décadas e reconhecida internacionalmente, sem contribuir para uma discussão mais qualificada sobre o tema” e que “como o censo ainda não foi concluído, a discussão nesses termos apenas tumultua e dificulta a conclusão de um processo ainda em andamento”.

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Homens são maioria dos homenageados com nomes de ruas na cidade de São Paulo

57,2% das vias da capital paulista foram nomeadas em homenagem a figuras masculinas. Mulheres representam 8,5% dos nomes registrados.

Por Cleber Souza, Marcel Lopes e Luiza Vaz, TV Globo e g1 SP — São Paulo

Via em homenagem ao ex-presidente brasileiro João Goulart — Foto: Reprodução/TV Globo

Via em homenagem ao ex-presidente brasileiro João Goulart — Foto: Reprodução/TV Globo

A cidade de São Paulo tem 48.717 endereços registrados no Arquivo Histórico Municipal. Desses, cerca de 27,8 mil (57,2%) têm nomes dados em homenagem a figuras masculinas, como políticos, médicos, padres e militares. As mulheres dão nome a apenas 4,1 mil vias da capital.

Ao todo, 610 endereços foram batizados em homenagem a membros das Forças Armadas:

  • Coronéis: 293 endereços
  • Generais: 180 endereços
  • Sargentos: 76 endereços
  • Majores: 61 endereços

Padres e bispos receberam 449 homenagens.

Outros grupos que se destacam dentre os nomes de ruas são o das plantas (1.738 endereços) e dos animais (812 endereços).

Mapa das ruas da capital paulista em 1810 — Foto: Reprodução/TV Globo

Mapa das ruas da capital paulista em 1810 — Foto: Reprodução/TV Globo

Em 1810, as ruas tinham nomes simples, apenas com pontos de referência, como “Rua do Quartel” e “Rua da Freira”, mas não tinham registro oficial na prefeitura. Mais de oito décadas depois, em 1892, a capital teve a sua primeira via registrada oficialmente, a Rua Cristóvão Colombo, na região central, batizada em homenagem ao comandante da primeira expedição de europeus que chegou às Américas.

Os vereadores da Câmara Municipal são os responsáveis por criar projetos de lei (PLs) referentes a nominação e alteração de nome de vias. Eles são auxiliados pelo Núcleo de Memória Urbana do Arquivo Histórico Municipal, que avalia as propostas e confere se estão de acordo com a lei, ou seja, se não há outras ruas com o mesmo nome na cidade, se a pessoa homenageada (se este for o caso) já morreu, entre outros tópicos.

Segundo o diretor do Arquivo, Guilherme Galuppo Borba, a questão dos nomes de ruas permite a discussão de temas como representatividade, memórias da cidade que devem ser preservadas ou esquecidas. “É um debate muito importante na cidade de São Paulo e no mundo inteiro, e a gente faz parte desse debate, do que deve ser preservado e o que deve ser mudado”, falou.

O historiador Maurílio José Ribeiro comentou sobre o Jardim América, que antigamente tinha ruas com números e letras, mas se tornou um “bairro temático”, com vias batizadas em homenagem aos países do continente americano, como Rua Estados Unidos, Rua Canadá, Rua México, Rua Guatemala e Rua Honduras.

Nomes de ruas no Jardim Satélite, em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Nomes de ruas no Jardim Satélite, em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Pela cidade também existem outros bairros temáticos, com endereços que permitem a localização no território já pelo nome, como Moema, na Zona Sul, que possui ruas com nomes de pássaros, e o Jardim Satélite, na Zona Leste, com ruas que homenageiam corpos celestes.

No Jardim da Conquista, o tema são nomes de músicas. “A Travessa Evidências, como diz o pequeno histórico, é o título de uma música de José Augusto e Paulo Sérgio Vale e que é muito conhecida na voz de Chitãozinho e Xororó e algumas pessoas brincam que é quase o hino nacional brasileiro, né? Essa travessa foi denominada em 1992 e esse nome foi tirado do banco de nomes”, contou Gabriela Almeida da Silva, coordenadora do Núcleo de Memória Urbana.

"Rua Um" escrito à tinta no muro de uma casa, em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

“Rua Um” escrito à tinta no muro de uma casa, em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Em 2023, porém, ainda há várias partes da cidade com endereços que não existem nos registros oficiais. Em Engenheiro Marsilac, no extremo sul da capital, são muitas ruas nesta situação.

“A gente sofre muito sem CEP. É cartão desviado, coisa dos Correios não chega, leite das crianças não chega, vai embora, as crianças ficam sem leite. As crianças recebem leite do governo, aí não tem como trazer, é difícil vir. Então, até hoje, a gente não tem CEP. Já pedimos muito, reclamamos, mas até agora nada”, conta Valdomiro, morador de Marsilac.

“É como se a gente não tivesse um RG. A gente não tem um endereço para a gente passar pros lugares, e para a gente fica o constrangimento”, relata Luzaine Ferreira, que enfrenta o mesmo problema em São Fernando, outro bairro da Zona Sul.

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TCU recomenda que governo avalie possibilidade de não contratar térmicas impostas por lei da Eletrobras

Tribunal constatou que contratação prevista na lei não tem respaldo técnico e pode trazer riscos ao planejamento setorial e prejuízos aos consumidores de energia.

Por Jéssica Sant’Ana, g1 — Brasília

Tribunal de Contas da União decidiu nesta quarta-feira (25) recomendar ao Ministério de Minas e Energia que avalie a possibilidade jurídica de não contratar parte das usinas termelétricas movidas a gás natural. A contratação foi imposta pela lei que autorizou a privatização da Eletrobras.

A contratação de 8 gigawatts de energia gerada por novas usinas térmicas a gás natural, a serem construídas em regiões específicas do interior do país, foi uma exigência imposta pelo Congresso para aprovar a lei que permitiu que a Eletrobras fosse privatizada.

A área técnica do tribunal concluiu que essa contratação, apesar de prevista em lei, não tem respaldo técnico e se choca com diversas outras leis que regem a administração pública e o setor elétrico brasileiro.

Além disso, se levada adiante, pode trazer riscos ao planejamento setorial e prejuízos aos consumidores de energia e à competitividade do setor.

A Empresa de Pesquisa Energética, estatal responsável pelo planejamento do setor elétrico, por exemplo, constatou a necessidade de contratar apenas 2 dos 8 GW impostos pela lei da Eletrobras.

“Contratar térmicas a gás de 6 mil megawatts é um pouco fora da real necessidade, e isso onera a conta dos consumidores, sem estudos técnicos que mostrem a real necessidade”, afirmou o ministro Benjamin Zymler, relator do processo.

Porém, como destacou o próprio ministro, não cabe à Corte de Contas fazer o controle de constitucionalidade de uma lei.

Por isso, o tribunal decidiu apenas recomendar que o MME avalie a possibilidade jurídica de não fazer a contratação dessas térmicas, “sob o risco de contratar energia de reserva de forma ineficiente e antieconômica, onerando desproporcionalmente o consumidor e reduzindo a competitividade do país”.

Possível inconstitucionalidade

Na avaliação do TCU, a contratação imposta pelo Congresso fere os seguintes valores e princípios estabelecidos na Constituição e em outras leis:

  • planejamento setorial e a eficiência;
  • modicidade tarifária;
  • proteção aos interesses do consumidor no tocante às políticas nacionais para o aproveitamento racional das fontes de energia;
  • proteção dos interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos; e
  • promoção da livre concorrência.

“Com todas as vênias, o Poder Legislativo acabou adentrando um terreno técnico que incumbe ao MME, à Aneel a ideia de regulação do setor de energia elétrica”, resumiu Zymler.

O TCU também decidiu enviar cópia do processo para que o Ministério Público Federal avalie a possibilidade de entrar com uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal.

Entenda

Durante a tramitação da proposta que autorizou a privatização da Eletrobras, o Congresso Nacional incluiu no texto a necessidade de contratação de 8 GW de energia gerada por novas térmicas a gás natural. Foi uma contrapartida exigida pelos parlamentares, em especial pela bancada do “gás”.

No setor elétrico, as usinas que serão contratadas por imposição do Congresso ficaram conhecidas como “térmicas jabutis”. O termo “jabuti” é usado no jargão político quando é incluído em um projeto um item estranho ao texto original.

Associações de consumidores contestam a necessidade de contratação desses 8 GW. Primeiro, porque afirmam que o planejamento de longo prazo do setor não aponta a necessidade dessa geração adicional.

Segundo, porque a energia gerada pelas térmicas é mais cara e poluente que as demais fontes – será o consumidor que vai pagar a conta, através de um encargo incluído na fatura de energia.

Terceiro, as térmicas terão de ser construídas em regiões onde atualmente não há escoamento de gás natural. Portanto, toda a infraestrutura terá de ser construída – e essa conta também pode acabar sendo bancada pelo consumidor de energia.

No ano passado, o governo realizou um leilão para contratar parte dos 8 GW previstos na lei.

Nesse leilão, foram contratados 729,25 megawatts de energia que serão oferecidos por três usinas, a serem construídas na região Norte. O início do fornecimento será em 31 de dezembro de 2026 e o prazo de contrato será de 15 anos.

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Preço da gasolina nos postos cai pela segunda semana consecutiva e volta a ficar abaixo de R$ 5, mostra ANP

Valores médios do etanol e do diesel também recuaram na última semana.

Por g1

O preço médio do litro da gasolina vendido nos postos do país recuou pela segunda semana consecutiva, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O preço médio do combustível caiu de R$ 5,04 para R$ 4,98 na semana de 15 a 21 de janeiro – um recuo de 1,19%. O valor mais caro encontrado pela ANP foi de R$ 6,99 o litro.

O litro do etanol hidratado também caiu: foi de R$ 3,94 para R$ 3,85 – uma queda de 2,28%. O valor mais alto encontrado pela agência na última semana foi de R$ 6,57.

Já o preço médio do diesel passou de R$ 6,36 para R$ 6,32 o litro – recuo de 0,62%. O valor mais alto encontrado na semana foi de R$ 7,99.

Investigação sobre preços

O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Macedo, determinou, no dia 4 de janeiro, a abertura de inquérito para investigar o aumento nos combustíveis em postos pelo Brasil.

Na primeira semana do ano, o preço médio do litro da gasolina subiu de R$ 4,96 para R$ 5,12, uma alta de 3,23%. O etanol e o diesel também ficaram mais caros, com aumentos de 3,62% e 2,56%, respectivamente.

No documento, o presidente do Cade sugere que a conduta praticada pelos postos poderia se enquadrar como “infração concorrencial da classe colusiva, ou seja, assemelhada a cartel e, portanto, possuindo os mesmos efeitos danosos à concorrência.”

Segundo Macedo, os aumentos, “às vésperas do período de transição do governo”, foram “evidentes”.

Na semana seguinte à decisão, os preços médios da gasolina, do etanol e do diesel recuaram.

Desoneração de combustíveis

O governo Lula (PT) publicou em 2 de janeiro medida provisória que prorroga a desoneração dos impostos federais que incidem sobre os combustíveis.

Medidas provisórias têm força de lei assim que são publicadas pelo Executivo, mas o Congresso precisa analisar e validar a proposta em até 120 dias para que as regras passem a vigorar em definitivo.

O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia zerado os impostos federais sobre os combustíveis, mas somente até 31 de dezembro de 2022. Para que a medida continuasse em vigor neste ano, era necessária a edição de uma nova MP.

Pelo texto da MP:

  • ficam reduzidas a zero, até 31 de dezembro de 2023, as alíquotas dos impostos federais PIS/Pasep e Cofins que incidem sobre o diesel, biodiesel, gás natural e gás de cozinha;
  • ficam reduzidas a zero, até 28 de fevereiro de 2023, as alíquotas dos impostos federais PIS/Pasep e Cofins que incidem sobre gasolina, álcool, querosene de aviação e gás natural veicular;
  • no caso da gasolina, a Cide, outro tributo federal, também foi zerado até 28 de fevereiro.

No dia 12 de janeiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), falou sobre os planos para cobrança de impostos federais sobre gasolina, álcool, querosene de aviação e gás natural veicular.

“Essa decisão [de aumentar os tributos sobre combustíveis] só será tomada quando estivermos à frente da Petrobras e no momento adequado. É o que a lei hoje está prevendo. Que a desoneração da gasolina até o final de fevereiro e do óleo diesel e gás até o fim do ano. Está na forma da lei atual, isso não impede o presidente da república de reavaliar esses prazos”, declarou.

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Incêndio em garagem destrói dez ônibus escolares em Santa Cruz

Agentes de quatro quartéis do Corpo de Bombeiros trabalharam no controle das chamas. Ninguém ficou ferido.

Por Bom Dia Rio

Incêndio em garagem destrói ônibus escolares em Santa Cruz

Um incêndio de grandes proporções atingiu a garagem de uma empresa de ônibus escolares em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta terça-feira (24). Pelo menos dez veículos foram destruídos. As chamas chegaram perto de um condomínio, que fica ao lado.

A garagem da empresa Unitour fica na Estrada de Sepetiba, 650. Às 6h40, os bombeiros faziam o trabalho de rescaldo no local.

O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado às 5h29. Agentes de quatro quartéis atenderam a ocorrência: Santa Cruz, que foi o primeiro a chegar ao local, Sepetiba, Irajá e Campo Grande.

Não havia informações sobre feridos até a última atualização desta reportagem. Uma grande coluna de fumaça escura pode ser vista de longe.

A empresa atua no transporte de alunos de escolas municipais do Rio de Janeiro. De acordo com um funcionário, ele ouviu um estrondo no fim da madrugada e, logo depois, viu as chamas começarem a se espalhar.

Alguns ônibus, que não foram atingidos pelo fogo, foram manobrados para serem retirados da área das chamas.

Dez ônibus escolares ficam destruídos após incêndio em Santa Cruz  — Foto: Reprodução/TV Globo

Dez ônibus escolares ficam destruídos após incêndio em Santa Cruz — Foto: Reprodução/TV Globo

Dez ônibus escolares ficam destruídos após incêndio em Santa Cruz  — Foto: Reprodução/TV Globo

Dez ônibus escolares ficam destruídos após incêndio em Santa Cruz — Foto: Reprodução/TV Globo

Coluna de fumaça causada por incêndio em garagem de ônibus pode ser vista de longe — Foto: Reprodução/TV Globo

Coluna de fumaça causada por incêndio em garagem de ônibus pode ser vista de longe — Foto: Reprodução/TV Globo

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São Paulo é a capital brasileira dos microapartamentos, diz pesquisa

Entre 2016 e 2022, apartamentos lançados em São Paulo ficaram 20 m² menores, aproximadamente. Para a plataforma QuintoAndar, título se justificaria por ‘fatores demográficos, macroeconômicos e regulamentares que agiram para que o mercado imobiliário da capital se transformasse nos últimos 5 anos’.

Por g1 SP — São Paulo

Uma pesquisa divulgada pela plataforma de imóveis QuintoAndar com exclusividade ao g1 revela que a cidade de São Paulo pode ser considerada o epicentro dos microapartamentos no Brasil — aqueles que têm 30 m² ou menos, segundo o estudo.

O título se justificaria pelos “fatores demográficos, macroeconômicos e regulamentares que agiram para que o mercado imobiliário da capital se transformasse nos últimos cinco anos”.

Um dos principais pontos que levaram São Paulo a esse título foi a implementação do Plano Diretor na cidade:

“O plano estabelece diretrizes e normas para incentivar a construção residencial vertical de uso misto no entorno das estações de Metrô e ao longo dos corredores de ônibus. Isso significa construir edifícios de apartamentos com unidades menores, com menos vagas de garagem”, diz a pesquisa.

O QuintoAndar utilizou dados de diversas entidades para basear a pesquisa: IBGE, Fundação João Pinheiro, Secovi e USP, além da base de dados da própria plataforma e de parceiros como Wimóveis e Imovelweb.

Apartamentos menores e demanda imobiliária

Entre 2016 e 2022, os apartamentos lançados em São Paulo ficaram 20 m² menores, aproximadamente, segundo dados do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

  • As vendas de imóveis de apenas um quarto quase quadruplicaram em 18 anos: passaram de 8% em 2003 para 31% em 2021;
  • Em 2016, foram lançadas 446 unidades de microapartamentos em São Paulo;
  • O número aumentou mais de 40 vezes em cinco anos: foram 18,5 mil unidades lançadas em 2021.

“Os microapartamentos são muito visados por investidores, que buscam boa rentabilidade e potencial de valorização”, diz a pesquisa.

Valores que cabem no bolso

Segundo o QuintoAndar, os apartamentos menores comprometem menos a renda, já que têm preços de aluguel mais baratos (confira na tabela abaixo).

“Ao analisar dados das oito principais capitais do país, é possível observar que em sete delas os microapartamentos não superam o percentual de 30% do comprometimento de renda familiar. Em alguns casos, a tipologia é a única que não ultrapassa o percentual limite. A exceção é Salvador, onde o percentual do orçamento familiar gasto chega a 33%.”

Em São Paulo, de acordo com o levantamento, o aluguel com microapartamentos compromete 28% da renda familiar, em média. A Fundação João Pinheiro, que calcula o déficit habitacional no Brasil, considera que o ônus excessivo de aluguel ocorre quando mais de 30% da renda é comprometida.

Preço médio dos apartamentos na cidade de SP*

Área (m²)Preço médio (aluguel)
Até 20 m²R$ 1.300
21-25 m²R$ 1.600
26-30 m²R$ 1.870
31-35 m²R$ 1.910
36-40 m²R$ 2.160
41-45 m²R$ 2.300
46-50 m²R$ 2.470
51-55 m²R$ 2.540
56-60 m²R$ 2.690

Fonte: QuintoAndar

*Os valores acima não levam em consideração gastos com IPTU e condomínio, por exemplo.

Perfil do morador dos microapartamentos

A pesquisa apontou que mudanças culturais estão fazendo com que o perfil dos inquilinos mude ao longo dos anos. Em âmbito nacional, 175 moradores de apartamentos de até 30 m² foram entrevistadas pelo QuintoAndar entre os dias 18 e 25 de outubro de 2022.

  • São em maioria jovens: 75% têm entre 20 e 39 anos
  • Maioria das pessoas moram sozinhas (80%)

Faixa etária

  • 18 a 20 anos: 3,4%
  • 21 a 29 anos: 42,3%
  • 30 a 39 anos: 32,6%
  • 40 a 49 anos: 13,7%
  • Acima de 50 anos: 8%

Principais motivações

  • Independência: 47,4%
  • Morar perto do trabalho: 44,6%
  • Apartamento já mobiliado: 36%
  • Oferta de transporte público: 32,6%
  • Economia: 24%

Famílias menores

Em 1991, o número médio de moradores por domicílio no Brasil era de 4,2 e passou para 2,9 em 2020, segundo dados do IBGE.

Enquanto isso, o número de pessoas morando sozinhas aumentou:

  • 2012: 7,5%
  • 2014: 8,59%
  • 2016: 9,54%
  • 2018: 10,02%
  • 2021: 10,78%

Além disso, diz o estudo, “resultados de mudanças culturais e sociodemográficas (as pessoas estão vivendo mais, demorando mais para casar e ter filhos e morando mais sozinhas), além de urbanísticas e ecológicas (falta de espaço, verticalização como norte e uso consciente do solo), esse tipo de imóvel atrai quem busca independência, boa localização, praticidade e custo-benefício no preço”.

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Mortes de ocupantes de motocicletas na cidade de SP em 2022 superam em 40% o período pré-pandemia

Em 2022, capital paulista registrou 374 mortes de ocupantes – condutores ou passageiros – de motocicletas em acidentes apenas nas vias urbanas, segundo levantamento do Comando de Policiamento de Trânsito, da Polícia Militar.

Por Léo Arcoverde, GloboNews — São Paulo

A cidade de São Paulo registrou 374 mortes de ocupantes de motocicletas em 2022, o que representa um aumento de 32% em comparação com 2021 (283 óbitos) e de 40% ante 2019 (268 vítimas fatais), ano anterior ao da declaração da pandemia da Covid-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É o que aponta um levantamento do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), da Polícia Militar do Estado de São Paulo, obtido com exclusividade pela GloboNews.

De acordo com o tenente-coronel Marcos Cunha, porta-voz do CPTran, o levantamento, feito com base no Infosiga (Movimento Paulista de Segurança no Trânsito), do governo do estado, leva em conta apenas as mortes de condutores ou passageiros – ou seja, vítimas que estavam nas garupas – de motos em acidentes registrados em vias urbanas da capital paulista. Isto é, não entraram nesta estatística óbitos contabilizados em batidas em trechos urbanos de rodovias estaduais ou federais que cortam a cidade.

Mortes de ocupantes de motocicletas na cidade de SP

AnoQuantidade de mortes
2019268
2021283
2022374

Fonte: Comando de Policiamento de Trânsito/Infosiga

O Comando de Policiamento de Trânsito não computou, neste levantamento, os números de 2020 por ter sido o primeiro ano da pandemia da Covid-19, quando houve uma queda abrupta, comparada a anos anteriores, da circulação de veículos não apenas em São Paulo, como em todo o país. Em razão disso, os dados daquele ano não são comparáveis com os de outros anos, segundo a polícia.

46% de todas as mortes

Segundo os dados do Infosiga compilados pelo CPTran, as 374 mortes de ocupantes de motocicletas registradas ao longo de 2022 representam 46% de todos os 811 óbitos decorrentes de acidentes de trânsito em vias urbanas da cidade no período analisado _ou seja, quase metade de todas as vítimas fatais desses acidentes eram ocupantes de motos.

Levando-se em conta todos os óbitos em acidentes de trânsito, na capital paulista, os aumentos registrados em 2022, tanto em relação a 2021 quanto na comparação com 2019, se deram em percentuais inferiores aos registrados por ocupantes de motocicletas: houve um aumento de 24% ante 2021 (de 656 para 811) e de 7% ante 2019, quando houve 760 óbitos.

Operação na região central

Para tentar diminuir estes índices, o Comando de Policiamento de Trânsito realiza, entre as 5h30 e o meio-dia desta terça-feira (24), o que chama de “megaoperação de fiscalização de motocicletas no centro da capital”.

De acordo com o CPTran, haverá blitze em cinco pontos simultâneos de fiscalização na região central da cidade. Serão designados para este trabalho 119 PMs e 66 viaturas do Comando.

O objetivo da operação, ainda segundo o CPTran, é “intensificar a fiscalização de motocicletas e dos seus ocupantes, a fim de garantir o cumprimento das normas relacionadas à segurança, evitar acidentes e preservar vidas no trânsito”.

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