Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

‘Me dediquei de corpo e alma. É um orgulho vê-lo formado na faculdade’, diz professora de jovem com síndrome de Down

Samuel Ribeiro concluiu a graduação em pedagogia em uma faculdade privada de São Paulo. Neste Dia dos Professores, conheça histórias de docentes que mudaram a vida de alunos com deficiência.

Por Luiza Tenente, g1

Em 2006, a docente Sueli Rangel descobriu que daria aula a seu primeiro aluno com deficiência: o pequeno Samuel Ribeiro, que tem síndrome de Down. “Bateu aquela ansiedade de como lidar com o novo, mas me dediquei de corpo e alma”, conta.

Pedindo licença pelo clichê, mas é preciso dizer que esse encontro mudou a vida de ambos. Veja só como não é exagero.

Quinze anos se passaram, e os dois agora merecem os “parabéns” pelo Dia dos Professores nesta sexta-feira (15) – eles viraram colegas de profissão.

Samuel concluiu a graduação em pedagogia em uma faculdade privada de São Paulo. E Sueli, que, antes dele, não tinha nenhuma experiência relacionada a necessidades educativas especiais, foi estudar psicopedagogia e atualmente é orientadora educacional do programa de inclusão de um colégio particular.

Samuel tem síndrome de Down e é formado em pedagogia — Foto: Arquivo pessoal

Samuel tem síndrome de Down e é formado em pedagogia — Foto: Arquivo pessoal

Abaixo, conheça mais detalhes da parceria entre Samuel e Sueli, e confira outras histórias de professores que, de alguma forma, marcaram a trajetória de crianças e jovens com deficiência.

‘Que honra é ver que ele virou meu colega de profissão’

“O Samuel fez com que eu desenvolvesse um outro olhar para o ensino. Tive um ano espetacular ao dar aula para ele, com desafios enormes”, diz.

“Ele estava saindo da educação infantil, que tinha muito mais tempo para brincadeira, e entrando no ensino fundamental, com mais horas na sala de aula, sentado, escrevendo e lendo.”

Com o apoio da família do aluno, Sueli passou a se reunir com todos os profissionais de saúde que atendiam a criança: psicólogo, fisioterapeuta e fonoaudiólogo.

Samuel Ribeiro, em foto de quando era bebê — Foto: Arquivo pessoal

Samuel Ribeiro, em foto de quando era bebê — Foto: Arquivo pessoal

“Isso me ajudou muito a desenvolver materiais especiais e a entender quais as adaptações necessárias para ele”, diz. “Fui atrás depois de uma especialização em psicopedagogia e fiz meu trabalho de conclusão de curso sobre capacitação de professores na inclusão.”

Samuel também se orgulha do seu TCC do curso de pedagogia, sobre metodologia ativas de aprendizagem.

“Que honra é saber que ele virou meu colega de profissão. Até hoje, nós nos falamos. Não existe um aniversário meu sem ligação do Samuel”, conta Sueli.

O jovem deixa um recado para a professora. “Você facilitou minha aprendizagem. Que você continue assim com outros alunos, com todos os tipos de pessoa. Sua presença na minha trajetória sempre será marcante.”

‘Ele não sabia nem pegar no lápis. Depois da professora Noadias, aprendeu até a escrever seu nominho’

Noadias Novaes dá aula a crianças no sertão do Ceará — Foto: Arquivo pessoal

Noadias Novaes dá aula a crianças no sertão do Ceará — Foto: Arquivo pessoal

Quando tinha 13 anos, Evair Monteiro não conseguia ficar parado na sala de aula, chorava sem motivo aparente, não aprendia a escrever e já havia sido reprovado – os professores não sabiam mais como agir.

Até que ele conheceu Noadias Novaes, docente que havia acabado de assumir a sala de recursos multifuncionais de uma escola pública no sertão do Ceará. Observando o quadro, ela conversou com a família do aluno e, junto com a mãe dele, levou-o ao médico.

“Foi assim que finalmente o Evair foi diagnosticado com deficiência intelectual. A partir de então, começamos um trabalho de sensibilização com professores, para focarmos no desenvolvimento e na aprendizagem dele.”

Já se passaram 4 anos desde essa “descoberta”. Durante todo esse período, Noadias atendeu Evair no contraturno escolar, para auxiliá-lo nas adaptações à escola comum.

“Antes de conhecer a professora, meu filho não se envolvia com o colégio; não conseguia nem pegar no lápis. Depois dela, ele aprendeu até a escrever seu nominho, a contar de 1 a 20, a separar sílabas”, conta, orgulhosa, Rita Monteiro, mãe do aluno.

“Ele faz os deveres direitinho. Agradeço a Deus todo dia por ter a Noadias na nossa vida.”

Evair foi diagnosticado com deficiência intelectual aos 13 anos — Foto: Arquivo pessoal

Evair foi diagnosticado com deficiência intelectual aos 13 anos — Foto: Arquivo pessoal

Até mesmo na pandemia, a professora continuou seu trabalho com Evair. Como a família dele não tem acesso à internet, a docente passou a ir, pedalando ou a pé, até a casa dos alunos com deficiência, para dar aula a eles na calçada, ao ar livre.

“Eu não queria que ele tivesse um atraso no desenvolvimento nesse período de escolas fechadas. É muito gratificante ver o estado do Evair no início e perceber como ele está agora. Fico muito, muito orgulhosa”, afirma Noadias.

Rita chega a se emocionar ao falar do assunto.

“Eu sei como a professora se sacrifica para ensinar esse tanto de aluno na pandemia, indo de um lugar para o outro. Mas quando ela chega, meu filho fica tão alegre”.

‘Meu filho parece outra criança, graças ao professor Aguinaldo’

O professor Aguinaldo ajudou Evair, que tem autismo, a desenvolver a fala — Foto: Arquivo pessoal

O professor Aguinaldo ajudou Evair, que tem autismo, a desenvolver a fala — Foto: Arquivo pessoal

Quando alguém pergunta a Kessia França quem foi o professor mais importante da vida de seu filho, Kauã, ela nem hesita: Aguinaldo Martins.

É para Aguinaldo que, todo dia, ela manda vídeos das conquistas do menino, de 13 anos, que tem transtorno do espectro autista (TEA).

“Meu filho parou de falar quando fez 5 anos. Eu nem tinha mais esperança. Mas o professor começou a trabalhar isso com ele em sala de aula, focado em desenvolver a oralidade do Kauã. Ele está evoluindo muito, já fala ‘uva, ‘bola’”, conta Kessia.

Já faz 3 anos que essa parceria acontece. Aguinaldo nem é mais o docente responsável pela turma do menino, mas continua sugerindo atividades e dando orientações à família.

“Na pandemia, eu fiquei ‘meu deus, o que vou fazer?’. Aí, mandava mensagem para o professor Aguinaldo, e ele ajudava e me dava ideias”, conta Kessia.

“Uma vez, ele falou para eu fazer arroz e pedir o auxílio do Kauã, para ele ir participando das dinâmicas e das tarefas da família. Meu filho está se sentindo mais pertencente ao grupo. Parece outra criança”, conta a mãe.

Aguinaldo e Evair leem livro em escola municipal de São Paulo — Foto: Arquivo pessoal

Aguinaldo e Evair leem livro em escola municipal de São Paulo — Foto: Arquivo pessoal

Aguinaldo ouve essas declarações e diz que “se enche de orgulho”.

“É muito bom saber que meu trabalho o ajuda até hoje. Eu me lembro de quando sentei com a classe e expliquei que o Kauã ficava no cantinho dele por causa do autismo. As crianças entenderam e começaram a chamá-lo para brincar, para jogar bola”, conta. “Eu mandava vídeos para a Kessia, porque queria que ela visse todos esses avanços.”

Antes e depois de Kauã, outras crianças com deficiência aprenderam com o professor Aguinaldo.

“Meu sonho é ter dinheiro para fazer uma pós-graduação em autismo. Mas, até lá, vou correndo atrás de conhecimento. Porque é o conhecimento que transforma o mundo”.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Mulheres foram mais alvo de assédio sexual do que de roubos ao se deslocarem pelas cidades no país, aponta pesquisa

Dados dos institutos Locomotiva e Patrícia Galvão revelam ainda que 7 em cada 10 mulheres já receberam olhares insistentes e/ou cantadas inconvenientes enquanto se deslocavam pelas cidades em que vivem.

Por Renata Bitar, g1 SP — São Paulo

Importunação e assédio sexual são os principais motivos de insegurança das mulheres ao se deslocarem pelas cidades brasileiras, segundo uma pesquisa realizada pelos institutos Locomotiva e Patrícia Galvão com apoio técnico e institucional da ONU Mulheres.

O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas de todo o país, entre 30 de julho a 10 de agosto, e concluiu que o público feminino é o grupo mais vulnerável quanto às violências que ocorrem nos diversos meios de transporte, seguidas de pessoas LGBTQIA+, negras, de baixo poder aquisitivo e com alguma deficiência.

Sete em cada 10 entrevistadas afirmaram já ter recebido olhares insistentes e cantadas inconvenientes enquanto se deslocavam nas cidades em que vivem. Disseram ter passado por episódios de importunação e/ou assédio sexual 36% das mulheres, número superior aos 34% que já foram vítimas de assalto, furto e/ou sequestro-relâmpago.

“Embora haja uma sensação geral de insegurança urbana, a pesquisa comprova que as mulheres sentem muito mais medo do que os homens em seus deslocamentos e que esse medo tem uma razão concreta: as experiências das mulheres com situações de violência, em especial de importunação e assédio”, afirma Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão.

No final de setembro, uma jovem caiu da bicicleta após o carona de um carro passar a mão em seu corpo sem consentimento. O caso, que ocorreu no Paraná, reflete o fato de a maioria das mulheres que citaram assédio como um motivo de insegurança, também o classificarem como uma preocupação constante.

De acordo com os dados, 83% das entrevistadas já foram vítimas de episódios violentos (veja listagem abaixo) enquanto se deslocavam. Dessas, 24% não contaram a amigos e familiares, 53% disseram ter ficado abaladas psicologicamente e 67% acabaram mudando alguns hábitos e comportamentos. Apenas 27% afirmaram já ter reagido a alguma situação do tipo.

O meio de locomoção mais citado pelas entrevistadas como cenário de importunações e assédios sexuais foi o ônibus. Atrás dele, está o deslocamento a pé, que se destaca neste e em outros tipos de violência, como assaltos, atos racistas, agressões físicas e estupro.

Outro dado alarmante é o da porcentagem de mulheres que se privam de utilizar determinadas roupas e acessórios por medo de serem vítimas de alguma forma de violência: 83% de todas as que responderam à pesquisa.

Dentre os principais fatores de insegurança destacados pelas entrevistadas estão a falta de iluminação pública, ausência de policiamento, ruas desertas e a grande quantidade de espaços públicos abandonados, questões que podem ser solucionadas com a implementação de políticas de segurança efetivas, além de ações de zeladoria mais frequentes.

Sensação de insegurança x gênero do entrevistado

Homens também fizeram parte do público entrevistado, para que fosse possível comparar os resultados e analisar a forma como o quesito insegurança é influenciado pelo gênero de quem respondeu às perguntas.

  • 72% do público masculino concordou que espaços públicos são mais perigosos para mulheres do que para homens;
  • 24% dos homens não se sentem seguros ao se deslocar pela cidade onde vivem. No caso das mulheres, são 34%;
  • 44% dos homens concordaram que têm medo de sair sozinhos à noite no próprio bairro. Já entre as mulheres, a afirmação foi válida para 68%;
  • 89% dos entrevistados disseram que se sentiriam menos seguros se fossem mulheres.

De acordo com Jacira Melo, o levantamento confirma a hipótese de que a sensação de insegurança está diretamente relacionada ao gênero da pessoa, comprometendo a autonomia das mulheres em seus deslocamentos.

O levantamento também mostra que a sensação de segurança nos descolamentos é menor entre os negros do que entre não negros e também menor entre a população LGBTQIA+.

Outros dados da pesquisa

  • 65% das entrevistadas disseram que se sentiriam mais seguras caso fossem homens;
  • Apenas 11% disseram se sentir seguras à noite;
  • Apenas 24% disseram se sentir seguras nas ruas perto da própria casa;
  • 33% das mulheres consideram os episódios de violência sofridos em ônibus mais fáceis de denunciar e de serem punidos;
  • 20% acham que não há uma chance real de o agressor ser punido, independentemente do meio de transporte no qual ocorre o episódio.

Situações de violência levadas em conta no levantamento

  • Acidente de trânsito;
  • Agressão física;
  • Assaltos/furtos/sequestros-relâmpagos;
  • Atropelamento;
  • Estupro;
  • Importunação/assédio sexual;
  • Olhares insistentes e cantadas inconvenientes;
  • Preconceito/discriminação;
  • Racismo.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Preço do ovo branco bate recorde no atacado em SP, principal produtor do país

Patamares máximos foram atingidos em algumas das principais regiões do estado, de onde sai um terço do alimento. Aumento da procura e custo com ração puxam cotações.

Por Paula Salati, g1

O preço do ovo branco no atacado está batendo recorde em algumas das principais regiões produtoras de São Paulo, estado de onde vem um terço do alimento, mostra levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

As cotações são puxadas pelo aumento do custo da ração e por uma maior procura do consumidor, diante da alta do preço da carne.

Com o avanço nas granjas, os preços podem subir também nos supermercados nos próximos dias, segundo especialistas.

De acordo com a analista de mercado de ovos do Cepea Juliana Ferraz, até o dia 13 de outubro, as cotações mensais da caixa do ovo branco com 30 dúzias atingiram, na média, seus maiores valores nominais (sem considerar inflação), nas seguintes regiões:

“A expectativa é de que essa alta seja repassada para o consumidor, do mesmo jeito que já foi possível ver esse aumento em setembro. Quando as carnes sobem muito de preço, o ovo também sobe, por causa do aumento da procura”, afirma André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em São Paulo, por exemplo, a dúzia de ovos brancos no varejo teve leve alta entre agosto e setembro, de R$ 8,37 para R$ 8,80. Em setembro do ano passado, essa compra saía, em média, por R$ 6,67, segundo dados do Procon-SP.

A analista do Cepea não descarta também a possibilidade novos aumentos no varejo. “A tendência é fazer esses repasses […] E, apesar de ter sido uma alta nominal, como a renda está fragilizada, qualquer aumento já é sentido pelo consumidor”, diz Juliana.

No Brasil, o preço do ovo para o consumidor avançou 16% em 12 meses até setembro. Em algumas regiões metropolitanas, o alimentou disparou acima de 20%, como no Rio de JaneiroGrande VitóriaCuritiba e Recife. Veja no info abaixo:

Variação de preços ao consumidor dos ovos — Foto: Arte/g1

Variação de preços ao consumidor dos ovos — Foto: Arte/g1

Tradicional alternativa de proteína quando os preços das carnes sobem, o alimento já não tem sido uma opção para muitos brasileiros. Com o empobrecimento da população, muitos estão recorrendo até mesmo a ossos de carnes, que também subiram de preço, assim como os cortes nobres.

No campo

A analista de mercado de ovos do Cepea Juliana Ferraz diz que os recordes refletem o aumento dos custos com a ração no campo, como milho e farelo de soja, que atingem máximas no mercado internacional.

Para ela, a tendência é que os preços pagos ao produtor se mantenham elevados, mesmo com a expectativa de baixas na segunda quinzena de outubro. Nos últimos dias de cada mês, é normal que granjas baixem preço para não acumularem estoques.

“Em relação ao ovo vermelho, nenhuma praça sinalizou preço recorde. Ainda estamos longe de atingir esse patamar”, detalha, explicando que a produção de ovos brancos é maior em relação aos marrons.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Paes chama Light de ‘vagabunda’ após empresa cortar luz de 66 prédios da prefeitura; drive-thru da vacina é suspenso

Empresa reclama dívida de R$ 261 milhões. Um dos imóveis afetados é um centro de ginástica artística, cujas atletas treinaram no escuro. Fazenda municipal afirma que credores serão pagos ‘sem furar fila’.

Por Carlos Brito, Dejair Neto, Fernanda Fialho e Luciana Osório, g1 Rio e Bom Dia Rio

Light cortou nesta quinta-feira (14) a luz de 66 prédios da Prefeitura do Rio. A distribuidora de energia alega uma dívida do município de R$ 261 milhões. Um dos pontos atingidos é o Parque Olímpico, na Barra, o que levou a Secretaria de Saúde a suspender a vacinação drive-thru no local.

Tão logo a reportagem foi exibida no Bom Dia Rio desta sexta-feira (15), o prefeito Eduardo Paes (PSD) foi às redes sociais:

“A Light é uma empresa vagabunda. Passaram anos aliviando a barra do governo anterior. Agora querem receber na base do lobby e da chantagem. Eles terão as mesmas condições de recebimento de todos os fornecedores que têm crédito conosco! Não adianta nem forçar! Não passarão”, escreveu.

“A vagabundagem da Light mata! Irresponsáveis!”, emendou, citando o drive-thru suspenso.

Tuíte de Eduardo Paes sobre corte de energia pela Light em imóveis da prefeitura — Foto: Reprodução

Tuíte de Eduardo Paes sobre corte de energia pela Light em imóveis da prefeitura — Foto: Reprodução

Mais críticas em coletivo

Nesta sexta-feira (15), durante a apresentação do 41º Boletim Epidemiológico da cidade, Paes voltou a criticar a distribuidora.

“Além de eu não aceitar lobby, eu não aceito chantagem. A maneira como a Light procedeu é quase uma estratégia de guerra. Geopoliticamente, eles escolhem alvos certeiros para dar uma espécie de aviso ao município. Só que, aqui, essa estratégia não vai funcionar”, declarou.

“Também posso dedicar uma parte do meu tempo a escolher alvos estratégicos numa empresa que, em geral, não cumpre com as regras de tempo de apagamento, não poda as árvores da cidade nas áreas com fiação e desrespeita as regras estabelecidas por legislação federal e estadual de desligamento”, emendou.

Daniel Soranz e Eduardo Paes em coletiva no COR — Foto: Reprodução/TV Globo

Daniel Soranz e Eduardo Paes em coletiva no COR — Foto: Reprodução/TV Globo

Paes admitiu que há “algo em torno de R$ 6 bilhões em restos a pagar” de “serviços executados e reconhecidos pela prefeitura que não foram pagos pelo governo anterior”.

“O que acontece no Brasil que já deu tanto escândalo? Os amigos do rei, aqueles que acessam as autoridades, acabam sendo sempre os primeiros a receber. E nós aqui resolvemos estabelecer uma regra republicana para fazer o pagamento das nossas dívidas”, disse.

“Vamos parcelar essas dívidas e faremos aquilo que é chamado de ‘leilão reverso’. “Quem oferecer maior desconto recebe primeiro e pode até receber à vista”, explicou.

“Eles não vão achar que vão impor aqui, dar uma de malandro. Eles arrumaram uma confusão grande, e não vamos ficar calados diante desse tipo de estratégia, de malandragem. Isso é chantagem, isso é vagabundagem, isso é desrespeito. Não vamos aceitar chantagem, nem vagabundagem, nem lobby, nem desrespeito”, falou Paes.

A Light afirmou que, a princípio, não ia comentar as declarações de Paes.

A empresa não detalhou a lista dos 66 imóveis atingidos e informou o endereço de apenas três:

  • Parque Olímpico da Barra da Tijuca;
  • Nave do Conhecimento da Penha, temporariamente fechada;
  • Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Administrativo de Coelho Neto.

Treino no escuro

Atletas do Greip da Penha treinam no escuro — Foto: Reprodução/TV Globo

Atletas do Greip da Penha treinam no escuro — Foto: Reprodução/TV Globo

Ao Bom Dia Rio, pais de atletas mirins do Grêmio Recreativo e Esportivo dos Industriários da Penha (Greip), na Zona Norte, um centro de ginástica artística de alto rendimento, afirmaram que seus filhos treinaram no escuro nesta quinta-feira.

Vanderlei Nascimento, pai da Kristine, alertou que a filha vinha se preparando para uma competição nacional. “Tivemos esse episódio triste do desligamento da luz atrapalhando a performance das meninas. O treino teve que acabar mais cedo”, disse.

Tainá Sales, mãe da Thayla, emendou que o Greip está “em condições precárias”. “Precisam de colchões, materiais novos. São nove meninas que não têm patrocínio. Hoje elas treinaram no escuro porque não tinha luz”, afirmou.

O que disse a Light

Antes do tuíte de Paes, a Light tinha informado que “a dívida total da administração municipal com a companhia é de mais de R$ 261 milhões”. “Deste montante, R$ 68 milhões são referentes a este ano”, detalhou.

Ainda segundo a companhia, “os cortes foram feitos apenas em instalações cadastradas como serviços não essenciais”. “Unidades de saúde não foram cortadas”, destacou.

“A Light ressalta que realizou diversas tentativas de acordo com a prefeitura para regularizar os débitos e notificou o órgão previamente com aviso de corte, como determina a legislação”, emendou.

O que disse a prefeitura

Também antes da declaração de Paes, a Secretaria Municipal de Fazenda afirmou que “as contas da Light de 2021 estão em dia, salvo algumas da Saúde, em fase final de liquidação”.

“É bom lembrar que os valores ainda em aberto estão previstos no orçamento, e a empresa sabe disso. Portanto, a iniciativa da Light não trata de débitos de 2021, e sim dos passivos acumulados pela gestão anterior, que não são pequenos”, explicou.

“Para estes, após uma longa e minuciosa auditoria — já em fase final —, será feito um parcelamento anual, seguindo rigorosamente critérios determinados em lei municipal, de forma isonômica, institucional e transparente, para todos os credores, sem exceções e sem furar fila”, detalhou.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Cidade de SP libera cinemas e teatros de distanciamento mínimo a partir desta sexta

Espaços só podiam funcionar com distanciamento mínimo de 1 metro. Uso de máscara segue obrigatório. Flexibilização de regras também começa em cidades nos estados de Pernambuco e Minas Gerais.

Por g1 SP — São Paulo

A Prefeitura de São Paulo liberou a obrigatoriedade de distanciamento mínimo entre as pessoas nas salas de teatros e cinemas a partir desta sexta-feira (15). O relaxamento de regras também ocorre em cidades dos estados de Pernambuco e Minas Gerais.

Na capital paulista, até esta quinta-feira (14), as pessoas devem manter o distanciamento de no mínimo um metro para evitar a propagação da Covid-19.

A orientação é para que os locais que recebam público menos de 500 pessoas peçam a comprovação de vacinação.

Já para eventos com público acima de 500 pessoas ainda será exigido o chamado “Passaporte da Vacina”, com a comprovação de pelo menos uma dose.

O uso de máscara continua obrigatório, assim como a disponibilização de álcool em gel em todos os equipamentos.

A medida foi anunciada após a queda do número de casos e mortes provocadas pelo novo coronavírus na capital paulista. A Prefeitura de São Paulo estudava liberar o uso de máscaras a partir desta sexta-feira (15), mas recuou da medida e decidiu manter a obrigatoriedade.

De acordo com o prefeito, no dia 10 de novembro será apresentado um novo estudo para avaliar a possibilidade da liberação das máscaras.

Vacinação, casos e mortes

Até essa quinta-feira (14), 86% da população adulta estava com a imunização completa (dose única ou duas doses) na cidade de São Paulo.

O número de pessoas com a vacinação atrasada estava em 533.935 pessoas com pelo menos um dia da data prevista.

Segundo a secretaria municipal da Saúde, a cidade registra, desde o início da pandemia até esta quinta, 1.530.733 casos confirmados e 38.519 óbitos pela doença.

A taxa de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na capital é de 40% e de 33% nas enfermarias.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Órgãos reguladores limitam volume de água que Sabesp poderá transferir do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira

Reservatório que abastece a Grande SP opera com 28,4% da capacidade. Captação tenta evitar desabastecimento. Estatal solicitou 60 bilhões de litros, mas poderá transferir 40 bilhões quando o nível estiver abaixo de 30%.

Por Léo Arcoverde, GloboNews — São Paulo

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foi autorizada retomar a transferência de água do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira, e poderá captar 40 bilhões de litros. O volume liberado é menor do que o solicitado pela estatal, que planejava transferir 60 bilhões.

A medida ocorre para evitar risco de desabastecimento e uma nova crise hídrica e é permitida quando o volume do reservatório estiver inferior a 30%. Nesta quinta (14), o Cantareira operava com 28,4% da capacidade.

A solicitação foi feita porque o limite anual de transferência do rio para o reservatório já tinha sido superado em setembro.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (13) pelos órgãos reguladores que autorizaram a retomada dessa captação.

Responsável pelo abastecimento diário de mais de 7 milhões de pessoas, o Cantareira é o mais importante dos sete mananciais que compõem o sistema integrado que abastece a região metropolitana de São Paulo.

Essa transferência é feita da seguinte forma: a Sabesp capta água da hidrelétrica Jaguari – alimentada pelo Paraíba do Sul – e a despeja na representa Atibainha, que faz parte do Cantareira.

A Sabesp atingiu em 2 de setembro o limite anual de 162 bilhões de litros de água, que pode transferir do Paraíba do Sul para o Cantareira. Isso é feito pela Companhia desde 2017 como estratégia para reforçar o manancial, que praticamente secou durante a crise hídrica, que castigou a região metropolitana de São Paulo entre 2015 e 2016. Com isso, a Sabesp só poderia retomar essa captação de água em janeiro de 2021.

Por esse motivo, ainda em setembro, a Sabesp acionou o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), agência reguladora ligada ao governo de São Paulo, para obter a autorização para retomar a captação da água do Rio Paraíba do Sul ainda neste ano. O pedido da Sabesp foi o seguinte: transferir 60 bilhões de litros de água para o Cantareira.

Todavia, nesta quarta-feira (13), ao autorizar a retomada da transferência de água do Paraíba do Sul para o Cantareira, os órgãos reguladores limitaram a captação a 40 bilhões de litros. Ou seja, dois terços do volume solicitado pela Sabesp.

Quatro órgãos reguladores tomaram essa decisão, tornada oficial por meio de uma nota conjunta: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), ligada ao governo federal, DAEE, Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), ligado ao governo de Minas Gerais, e Instituto Estadual do Ambiental – INEA, do Estado do Rio de Janeiro.

A regulação é feita por vários órgãos porque o rio Paraíba do Sul banha três estados diferentes: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Além da limitação do volume a ser captado, os órgãos reguladores determinaram ainda as seguintes regras:

  • A captação somente poderá ocorrer quando o sistema Cantareira estiver operando abaixo dos 30% do seu volume útil;
  • A Sabesp será responsável por “promover as soluções necessárias à mitigação de eventuais impactos aos usos da água decorrentes da redução do nível” das hidrelétricas Jaguari e Paraibuna “causada pela retirada do volume adicional” e;
  • Os procedimentos e autorizações para a efetivação da solicitação da Sabesp deverão ser executados pelo DAEE.

‘Próximos dias’

Procurado, o DAEE informou nesta quinta-feira (14) que a autorização “será válida a partir da publicação de uma portaria expedida no Diário Oficial do Estado prevista para os próximos dias”.

Leia, abaixo, a íntegra da nota enviada pelo órgão regulador ligado ao governo paulista:

O Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) informa que a Sabesp está autorizada a dar continuidade a transposição de volumes do reservatório da UHE Jaguari para o reservatório Atibainha, do Sistema Cantareira, em caráter excepcional, até 31 de dezembro de 2021, podendo captar volume adicional limitado a 40 milhões de metros cúbicos, além do estabelecido – 162 milhões de metros cúbicos anuais já retirados. É importante destacar que a transposição do volume adicional autorizado só poderá ocorrer se o Sistema Cantareira estiver operando abaixo de 30% do volume útil. A autorização será válida a partir da publicação de uma portaria expedida pelo DAEE no Diário Oficial do Estado, prevista para os próximos dias.

A decisão conjunta foi assinada e divulgada em comunicado oficial nesta terça-feira, 14/10, pelo Diretor-Presidente Substituto da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Oscar Cordeiro Netto; pelo Superintendente do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), Francisco Eduardo Loducca; pelo Diretor Geral do IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas), Marcelo da Fonseca e pelo Presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Instituto Estadual do Ambiente), Philipe Campello Costa Brondi da Silva. Na reunião também estiveram presentes como testemunhas da decisão o Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Simonetti Marinho, o Secretário Nacional de Segurança Hídrica, Sergio Costa e o Secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, Thiago Pampolha”.

Questionada se o volume autorizado é suficiente, a Sabesp respondeu que “cumpre o que determinam os órgãos reguladores”.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Brinquedos se mexem ‘sozinhos’ em parquinho de distrito de Olímpia e intrigam moradores

Vereador João Paulo Morelli, de 39 anos, acordou com o barulho do cachorro latindo, saiu de casa e gravou dois balanços e um gira-gira se movendo durante a madrugada sem nenhuma pessoa por perto.

Por g1 Rio Preto e Araçatuba

Um vídeo que mostra três brinquedos de um parquinho se movimentando “sozinhos” em plena madrugada tem intrigado moradores de Ribeiro dos Santos, distrito de Olímpia, no interior de São Paulo.

Sem nenhuma criança ou pessoa por perto, é possível ver um gira-gira e dois balanços se mexendo bastante na gravação (veja acima). Também dá para notar pelas árvores que não estava ventando no momento.

Em entrevista ao g1, o vereador João Paulo Morelli, de 39 anos, relata que gravou o vídeo há, aproximadamente, duas semanas, e garante que não é montagem.

“Meu cachorro começou a latir muito. Acordei, levantei da cama, vi que não tinha ninguém no quintal e decidi ir até a frente da minha casa. Escutei o barulho dos brinquedos e resolvi sair”, conta.

Brinquedos se mexem ‘sozinhos’ em parquinho de distrito de Olímpia e intrigam moradores — Foto: Arquivo pessoal

Enquanto o rangido dos brinquedos interrompia o silêncio da madrugada, o vereador se aproximou da praça e começou a fazer a gravação.

“Era por volta de 1h15. Não sei se foi meu psicológico, mas me deu um arrepio e voltei para dentro de casa. Deitei e continuei escutando o barulho. Não estava ventando. As folhas das árvores não se mexiam. Os brinquedos são feitos de ferro. O vento não conseguiria movimentá-los”, conta.

João conta que ficou arrepiado porque não é a primeira vez que os brinquedos se movimentam sozinhos e viram assunto entre moradores.

“Alguns policiais também gravaram os brinquedos se movendo sozinho. Mandei o vídeo para um grupo e confirmaram que era o mesmo parquinho. Já presenciei crianças chorando e dizendo que não queriam vir mais no parquinho porque viram o vulto de uma mulher”, diz.

Depois de gravar os brinquedos em movimento, o vereador se recordou de um outro acontecimento registrado exatamente na praça Miguel Irano. Como em toda cidade pequena, usar os alto-falantes da igreja para transmitir notas de falecimento é tradição.

“Acontece que o aparelho de som queimou. Em um certo dia, com o aparelho fora da tomada, começou a tocar “Ave Maria”, música que antecede a nota. Ninguém conseguiu entender o que aconteceu, mas 80% dos moradores escutaram e ficaram esperando para descobrir quem tinha falecido”, diz.

Sobrenatural ou brincadeira?

Em pouco tempo, o vídeo feito por João começou a circular nas redes sociais e em grupos de aplicativo de conversa.

O comerciante Márcio Falsiroli de Oliveira conta que os moradores de Ribeirão dos Santos não falam em outra coisa.

“O vídeo repercutiu muito. Veio até uma equipe de caça-fantasmas. Não acredito, mas também não desacredito. O vídeo mostra três brinquedos. Eles ficam em partes diferentes do parquinho. Se foi alguma coisa montada, mais de uma pessoa fez isso. Só sei que depois desse vídeo começou a chegar vários relatos estranhos de gente que mora há bastante tempo na cidade. Não sei até onde é verdade”, brinca.

Nas redes sociais, internautas ficaram divididos com a gravação. Enquanto alguns preferiram adotar uma posição mais cética, outros atribuíram a cena a algo sobrenatural.

Uma internauta, por exemplo, postou que acredita que alguém produziu o vídeo. “Não acredito, não. Com certeza alguém mexeu nos brinquedos antes de começar a gravar. Eu faço um vídeo de parquinho assombrado fácil”.

Brinquedos se mexem 'sozinhos' em parquinho de distrito de Olímpia  — Foto: Divulgação/João Paulo Morelli

Brinquedos se mexem ‘sozinhos’ em parquinho de distrito de Olímpia — Foto: Divulgação/João Paulo Morelli

Já outra pessoa disse que não viu nada de assustador. “Deve ser crianças (espíritos anjos) brincando no parque. Se não fizeram o mal em vida, imagina agora. Só querem se divertir e pronto.”

Não é possível saber como os brinquedos realmente se movimentaram, mas o fato é que o vídeo mexeu com a imaginação dos moradores de Ribeiro dos Santos.

“Fiquei arrepiado no dia. Me deu uma coisa estranha, lembrei das histórias, senti um calafrio e achei melhor voltar para dentro. Melhor não ariscar, né?”, afirma o vereador João.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Jovem que tirou selfie sob escombros de edifício em Fortaleza ainda mora de favor dois anos após tragédia

Davi Sampaio e os pais foram acolhidos por uma tia dele e moram na residência dela desde o desabamento do Edifício Andrea já que a família não recebeu a indenização ainda.

Por Cadu Freitas, g1 CE

Davi Sampaio enviou selfie para familiares sob os escombros do Edifício Andrea. — Foto: Arquivo pessoal

Davi Sampaio enviou selfie para familiares sob os escombros do Edifício Andrea. — Foto: Arquivo pessoal

O estudante de arquitetura Davi Sampaio, que enviou uma selfie aos familiares enquanto estava preso sob os escombros do Edifício Andrea, em Fortaleza, ainda está morando de favor com os pais em uma casa cedida pela tia, dois anos após a tragédia. O dinheiro pago pela Prefeitura de Fortaleza como indenização pela desapropriação do prédio está bloqueado pela Justiça cearense.

Nesta sexta-feira (15), o desabamento do Edifício Andrea completa dois anos. Nove pessoas morreram e sete foram resgatadas com vida dos escombros. Até o momento, os engenheiros e o pedreiro, que faziam obras de correção no condomínio e foram apontados em inquérito policial como responsáveis pela queda, não foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE).

Em nota, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que a indenização ainda não foi paga aos afetados pelo desabamento “em razão da necessidade de aferir o valor que pertence a cada proprietário, de forma proporcional”. Segundo o órgão, o processo tem uma grande quantidade de requerentes que estão em diversas situações.

Além disso, também falta localizar o domicílio de alguns condôminos, conforme o Tribunal. “O processo está em análise e está sendo dado o devido andamento processual com a maior celeridade possível”, garantiu.

A Prefeitura de Fortaleza informou que não há mais nenhuma pendência com relação ao pagamento da indenização relativa à desapropriação do Edifício Andrea. Foram pagos, ainda na gestão do então prefeito Roberto Cláudio (PDT), R$ 1.785.000,00 a título de indenização. O processo foi aberto em agosto de 2020 pelo então procurador do município, Arão Bezerra Andrade.

“Nós continuamos morando de favor num imóvel da irmã da minha mãe, que nos abrigou nesse momento tão difícil da nossa vida. Sou muito grato a ela por toda a ajuda porque, sem isso, não consigo imaginar como estaríamos tentando correr atrás do nosso prejuízo que, felizmente, foi apenas material. Teve outras famílias que perderam entes, além dos bens materiais, porque todo mundo ali perdeu tudo”, ressalta o jovem.

Davi confirma a informação da Prefeitura de que o dinheiro está depositado em uma conta, mas que ainda não foi liberado pela 12ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza. Ele apela para que o valor seja desbloqueado o quanto antes para que a família possa adquirir um novo imóvel.

“Por algum motivo, o juiz não libera esse dinheiro, que é um valor bem abaixo do que o nosso apartamento valia. A gente já está num prejuízo imenso por tudo que aconteceu e por estar recebendo uma quantia abaixo do valor que o imóvel valia”, acrescentou.

Caixa cobrou financiamento de imóvel que desabou

Não bastasse a demora na liberação dos recursos da indenização do prédio, Davi conta que a Caixa Econômica Federal ainda cobrou o restante do financiamento do apartamento da família, que veio abaixo no desabamento.

“Meus pais estão com nome no Serasa por ausência de finalização do débito do financiamento, o que deveria ter sido cortado porque a gente não tinha mais o imóvel. É nada mais justo que a gente não faça mais o pagamento de um imóvel que não existe mais”, considera.

Caixa Econômica Federal se limitou a dizer, em nota, que as cobranças do financiamento do apartamento da família e as inclusões em órgãos de proteção ao crédito “serão suspensas até a finalização da ação judicial” do desabamento do Edifício Andrea.

Além disso, o pagamento do seguro que os pais de Davi tinham no banco para garantir os bens materiais que estavam dentro do apartamento da família foi negado pela Caixa Seguradora. Segundo o jovem, o banco argumentou que o prédio estava em condições insalubres. “O que não é uma verdade, eles estão alegando uma mentira”, diz.

Em nota, a Caixa Seguradora informou que “o sinistro foi negado por ausência de risco coberto [pelo seguro]”. O órgão elencou uma série de aspectos que o levou a negar o seguro, tais como a falta de conservação do edifício, aliada ao uso e desgaste, bem como a execução de uma “obra de recuperação estrutural sem técnica adequada às boas práticas da engenharia”.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Entenda o que se sabe e o que falta esclarecer sobre ataque armado com 6 mortos e 12 feridos na Bahia

Ataque começou a partir de uma briga entre pessoas que estavam na festa, em Salvador. Com isso, um grupo passou a atirar contra o outro; pessoas que estavam no meio do evento foram atingidas.

Por g1 BA

Seis pessoas morreram e 12 ficaram feridas após um ataque armado em uma festa de rua no bairro do Uruguai, em Salvador. O ataque aconteceu entre a noite de terça (12) e a madrugada de quarta-feira (13), na Rua Voluntários da Pátria, em uma localidade conhecida como Pistão.

Informações preliminares, apuradas pela polícia, apontam que o ataque armado começou a partir de uma briga entre pessoas que estavam na festa. Um grupo teria iniciado os disparos contra o outro, e as pessoas que estavam no evento foram atingidas.

No final da manhã, dois homens, que também ficaram feridos, foram presos após serem socorridos e levados para o Hospital do Subúrbio. A Polícia Civil investiga a participação de outras pessoas no confronto.

Veja abaixo o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso:

  • Quem morreu?
  • Quando o crime aconteceu?
  • O que aconteceu antes das mortes?
  • Quem já foi preso?
  • Qual a motivação da briga?

Quem morreu?

Seis pessoas morreram após serem baleadas durante o confronto. As vítimas foram identificadas como Adriane Oliveira Santos, Alexsandro dos Santos Seixas, 16 anos, Brenda Buri, 21 anos, Deivison da Conceição Santos Santana, Jailton Sales do Santos e Kadson dos Santos Passos.

Quando o crime aconteceu?

O ataque aconteceu entre a noite de terça (12) e a madrugada desta quarta-feira (13), na Rua Voluntários da Pátria, em uma localidade conhecida como Pistão. Carros que estavam estacionados no local ficaram com as marcas dos disparos.

O que aconteceu antes das mortes?

Muitos jovens dançavam em uma festa de rua. O ataque armado começou a partir de uma briga entre pessoas que estavam no local. Com isso, um grupo passou a atirar contra o outro, e pessoas que estavam no meio do evento também foram atingidas.

Quem já foi preso?

Dois suspeitos de participarem do ataque foram presos horas após o crime. A dupla, que estava ferida, foi custodiada no Hospital do Subúrbio, que fica na capital baiana. Com a prisão desses dois suspeitos, o DHPP espera encontrar outras pessoas que também participaram da ação.

Qual a motivação da briga?

A delegada Andréa Ribeiro, coordenadora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirma que a motivação da briga ainda está sendo apurada.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Dona de casa tem gaze esquecida no abdômen durante cesárea e pede indenização em São Carlos

Pâmela Braga, de 30 anos, sofre com dores após 1 ano e meio e já passou por 3 cirurgias. Santa Casa diz que paciente recebeu todos os cuidados e atendimento respeitou boas práticas médicas.

Por Ana Marin, g1 São Carlos e Araraquara

Dona de casa pede indenização após ter gaze esquecida no abdômen em cesárea na Santa Casa de São Carlos — Foto: Arquivo Pessoal

Dona de casa pede indenização após ter gaze esquecida no abdômen em cesárea na Santa Casa de São Carlos — Foto: Arquivo Pessoal

Uma dona de casa de 30 anos pede uma indenização por danos morais, após ter uma compressa de gaze esquecida dentro de seu abdômen durante uma cesárea na maternidade da Santa Casa de São Carlos (SP), em março do ano passado.

Pâmela Braga descobriu o erro quando foi retirar os pontos da cirurgia e o enfermeiro do posto de saúde dizer que havia “algo errado com a barriga dela”. Desde então, a mulher sofre com dores, tem dificuldades para realizar atividades rotineiras, já passou por três cirurgias e espera pela quarta.

“Sempre fui saudável, fazia esportes, sem vícios. Hoje vivo a base de medicamentos para dor e mesmo assim não me ajudam em nada. Há 15 dias fiquei muito mal, fiz tomografia e viram uma sombra, aí fui informada que tenho que passar por uma nova cirurgia, agora eletiva, que era para aguardar contato”, disse.

Em nota, a assessoria de imprensa do hospital informou que “a paciente recebeu todos os cuidados no período em que ficou internada na maternidade e que todo atendimento respeitou as boas práticas médicas”.

Questionada pelo g1 se houve alguma sindicância sobre o erro e se há previsão para a nova cirurgia, a Santa Casa não respondeu.

Compressa de gaze esquecida

Maternidade Dona Francisca Cintra Silva, da Santa Casa de São Carlos — Foto: Reprodução EPTV

Maternidade Dona Francisca Cintra Silva, da Santa Casa de São Carlos — Foto: Reprodução EPTV

Pâmela contou que tudo começou no dia 19 de março de 2020, quando ela deu entrada na Maternidade com fortes contrações.

“O médico plantonista achou melhor fazer uma cesárea de emergência, a cirurgia foi bem. Meu pesadelo começou logo após eu voltar para casa de alta. Sentia muita dor na barriga e nos pontos, mas todos me diziam que era normal. Quando fui tirar os pontos, o enfermeiro falou que tinha algo errado com a minha barriga e que eu tinha que voltar urgente para a Maternidade”, disse.

Segundo a mulher, chegando ao hospital, ela realizou um ultrassom, onde foi constatado um ‘corpo estranho’ de aproximadamente 9 centímetros. Nesse mesmo dia, ela passou por um procedimento cirúrgico para a retirada da compressa de gaze que havia sido esquecida dentro de sua barriga.

Entretanto, novamente no momento de retirar os pontos, desta vez da segunda cirurgia, foi informada de que deveria voltar à maternidade pois sua barriga estava avermelhada e muito dolorida.

“Fiz ultrassom e constatou algo errado. Tinha uma coleção de bolas de sangue no abdômen e também aderência dos órgãos internos. Nesse mesmo dia passei pela terceira cirurgia. Depois, no quarto, a médica me explicou o que tinha sido feito, que cortaram meu intestino e tiraram meu apêndice”, contou.

Problemas

Dona de casa processa Maternidade de São Carlos e pede indenização após erro médico — Foto: Arquivo Pessoal

Dona de casa processa Maternidade de São Carlos e pede indenização após erro médico — Foto: Arquivo Pessoal

Após a terceira cirurgia, Pâmela recebeu alta hospitalar com a promessa de nunca passar por esses procedimentos cirúrgicos, entretanto, ela nunca apresentou uma melhora significativa.

“Sinto muitas dores, dor ao tossir, espirrar, abaixar. Tem dias que estou super bem e do nada as dores voltam com força total na região das cirurgias e na coxa esquerda, chego a mancar de dor”, lamentou.

Há 15 dias a mulher passou mal e passou por atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e encaminhada à Santa Casa. Ela fez diversos exames e, na tomografia, foi constatada uma sombra na região do abdômen.

“Disseram que eu tinha que fazer outra cirurgia para saber o que era, mas por falta de leitos fui medicada e liberada. Me informaram que vou passar por uma cirurgia eletiva, que era para aguardar o contato deles para agendamento”, afirmou.

Vida parada

Pâmela lamenta que praticamente parou a vida após o erro. “Imaginei que iria para a maternidade ter meu bebê e voltaria para a casa, viver minha vida, como sempre vivi, mas desde então, vivo adoentada”, disse.

“Estou desempregada, com dois filhos pequenos, sou protetora da causa animal de 10 animais que cuido sozinha com meu esposo que é o único que está trabalhando no momento. Fico triste pois sempre fui muito ativa, comecei a trabalhar com minha mãe aos 11 anos e hoje, aos 30, me vejo nessa situação, passando várias dificuldades por causa desse erro”, desabafou.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.