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Menor nível de chuvas em 91 anos obriga governo a preparar plano para evitar falta de energia

Grupo que envolve representantes de três ministérios, Ibama e Agência Nacional de Águas fez primeira reunião nesta quinta (13). Plano deve ser apresentado em 15 dias.

Por Fábio Amato, G1 — Brasília

O governo federal criou uma sala de crise e deu início à discussão de um plano de ações para preservar água nos reservatórios das principais hidrelétricas e, com isso, evitar o risco de escassez de energia.

Essas ações começaram a ser debatidas por um grupo que inclui representantes dos ministérios de Minas e Energia, Desenvolvimento Regional e Infraestrutura, além de órgãos como Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A primeira reunião aconteceu nesta quinta-feira (13). O plano de ações deve ser apresentado em 15 dias e incluir medidas como redução da vazão de parte dos reservatórios, o que deve levar à suspensão temporária no tráfego de embarcações em algumas hidrovias, como a Tietê-Paraná.

O motivo da mobilização do governo é a situação dos reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por mais da metade da capacidade de geração do país.

Reservatórios de hidrelétricas estão com o nível de água abaixo de 50%

O armazenamento de água nesses reservatórios atualmente é o menor para essa época desde 2015 e bem próximo do registrado em 2001, quando o país passou por um racionamento de energia.

Essa situação é resultado da falta de chuvas nas duas regiões nos últimos meses. De acordo com o governo, o volume de chuva registrado desde outubro é o menor dos últimos 91 anos.

O governo já ampliou nos últimos meses a geração de energia por termelétricas, usinas que funcionam a partir da queima de combustíveis como óleo ou gás natural.

Essa medida permite reduzir a geração hidrelétrica e, consequentemente, poupar água dos reservatórios. Entretanto, a energia termelétrica é mais cara, e o aumento do uso já se reflete nas tarifas das contas de luz.

Por isso, o governo identificou a necessidade de adotar novas ações para preservar água dos reservatórios ao longo do período seco, que vai de maio a outubro, e tentar evitar o risco de faltar energia em 2022.

“Nós estamos já numa sala de situação com a participação de órgãos do governo, da ANA e Ibama, fazendo avaliação de como que a gente pode trabalhar para ter uma disponibilidade hídrica suficiente para a gente enfrentar esse período seco”, disse ao G1 a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira.

Segundo ela, a principal medida em discussão neste momento é a redução da vazão de parte dos reservatórios, o que levaria à queda no nível de água em alguns trechos de hidrovias e, por consequência, à suspensão do transporte de carga.

“Nesse período que a gente vai utilizar uma menor vazão nesses reservatórios algumas atividades terão que ser avaliadas se de fato a gente vai precisar interromper. Por exemplo, a hidrovia Tietê-Paraná é uma das ações que a gente vai ter que avaliar como vai implementar”, disse Marisete Pereira.

Ela afirmou, porém, que não está descartada a possibilidade da adoção de medidas que podem ter impacto no abastecimento das cidades ou irrigação de lavouras.

“Pode até acontecer [impacto no abastecimento e irrigação]. Mas, a priori, a gente não tem ainda essa informação com muita clareza. O que nós vamos procurar fazer é utilizar essa menor vazão com o menor impacto possível para as pessoas”, informou.

Falta de chuva deixa reservatórios das hidrelétricas com nível baixíssimo

Gás natural

Segundo a secretária-executiva, outra medida em estudo para enfrentamento da crise hídrica é o adiamento da manutenção programada para os próximos meses em termelétricas.

A manutenção programada exige o desligamento temporário dessas usinas. O adiamento, portanto, garantiria uma oferta maior de geração.

Também existe a possibilidade de se antecipar o início da operação de termelétricas. E de negociar uma maior compra de gás natural da Bolívia para ampliar o uso desse combustível nas térmicas disponíveis no país.

“Dentro do nosso plano de ação também tem uma avaliação se poderíamos buscar uma quantidade maior [de gás da Bolívia]”, disse Marisete Pereira.

“Não sei se a Bolívia tem essa disponibilidade. Temos esses 15 dias para consolidar essas ações adicionais que passarão a ser implementadas mais fortemente a partir de junho”, completou.

De acordo com a secretária do ministério, o país vai precisar garantir energia para atender à demanda esperada com a retomada econômica esperada para 2022. Ela avalia como “desafiador” o atual momento no setor elétrico brasileiro e defendeu o “uso consciente” da energia no país.

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Projeções para o PIB de 2021 melhoram, mas retomada depende de vacinação acelerada, dizem economistas

Indicadores de março e abril mostram que o impacto da segunda onda do coronavírus tem sido menor do que se esperava. Economistas que projetavam retração no 1º trimestre revisam estimativas para cima.

Por Darlan Alvarenga, G1

A queda menor do que a esperada da atividade econômica em março tem levado economistas e analistas das instituições financeiras a revisarem para cima as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil para o 1º trimestre e para o ano – mas o otimismo ainda é moderado, e tem condições.

O resultado de março do IBC-Br do Banco Central, por exemplo, foi melhor do que a expectativa do mercado. O recuo foi de 1,59% na comparação com fevereiro, ante estimativa de contração de 3,75%. Com o resultado, o índice encerrou o primeiro trimestre de com alta de 2,3% na comparação com o 4º trimestre de 2020.

“O resultado do IBC-Br surpreendeu. A expectativa era de uma queda maior em março, quando a segunda onda da Covid-19 obrigou estados e municípios a fecharem novamente o comércio e os serviços não essenciais”, destacou a equipe da GO Associados.

Estimativas para o PIB do 1º trimestre — Foto: Economia G1

Estimativas para o PIB do 1º trimestre — Foto: Economia G1

Na avaliação do mercado, o impacto econômico da segunda onda do coronavírus está sendo mais moderado do que o observado na primeira onda e indicadores de abril têm surpreendido positivamente. Com isso, diversos economistas que até então projetavam retração no 1º trimestre passaram a estimar crescimento e a enxergar sinais de melhora nas perspectivas para o ano.

Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 1º de junho.

De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, a média das projeções do mercado é de um crescimento de 3,21% para o resultado do PIB em 2021. Parte dos analistas, no entanto, já estima uma alta ao redor de 4%.

Novas projeções

A MB Associados revisou nesta quinta-feira (13) sua projeção para o PIB do 1º trimestre para alta de 0,2%, contra a expectativa anterior de queda de 0,4%. Para a base de comparação com o mesmo trimestre do ano passado, ajustou de 2,6% para 3,2%.

“Há uma resiliência na economia neste começo do ano, com uma paralisação muito mais moderada do que vimos ano passado. Os impactos que poderia ocorrer em abril e março foram menores do que se imaginava”, afirma Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.

A economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), também passou a descartar o risco de queda do PIB no 1º trimestre.

“Estamos revisando os números para cima. Não será mais negativo no primeiro trimestre. Era -0,2% no boletim passado e deve ficar em torno de 0,3%. Para o ano há um viés para cima”, afirma Matos, lembrando que a projeção para o ano era até então de alta de 3,2%.

A GO elevou sua projeção de crescimento do PIB no 1º trimestre de 0,24% para 0,6%, e para 2021, de 3,20% para 4%.

O banco Modalmais agora projeta alta de 0,7% no 1º trimestre e de 4,1% em 2021. Pelos cálculos da instituição, o setor de serviços teve crescimento de 1% nos 3 primeiros meses do ano e a agropecuária avançou 0,8%, enquanto que a indústria recuou 0,3%.

Na segunda-feira, a XP revisou as suas projeções para o PIB do Brasil em 2021, avaliando que a economia vem se normalizando mais rápido do que o esperado com o avanço da vacinação. A instituição passou a estimar alta de 0,3% no 1º trimestre e de 4,1% no ano.

“A nova rodada de programas de sustentação da economia e um cenário externo benigno, com manutenção do ciclo de alta das commodities, devem sustentar a retomada da atividade econômica no segundo semestre”, avaliou Caio Megale, economista-chefe da XP.

Risco de retração no 2º trimestre e incertezas para o ano

Apesar da melhora nas previsões, permanece a visão de que a economia não escapará de uma retração no 2º trimestre, na comparação com os 3 primeiros meses do ano.

A XP projeta uma queda de 0,4%, enquanto que a MB estima uma contração de 1,2%.

“A boa notícia é que da mesma forma que o primeiro trimestre apresentou bons resultados, o segundo trimestre, que tem a base de comparação catastrófica da pandemia ano passado, também tende a apresentar resultados melhores”, destaca Vale.

O indicador econômico IGet apontou que o comércio varejista cresceu 8,8% em abril, conseguindo se recuperar das perdas de março, além de recorde no número de transações com cartões de débito e crédito entre os dias que antecederam a comemoração do Dia das Mães.

Para Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco Modalmais, o processo de reabertura gradual da economia tende a contribuir para uma recuperação da atividade daqui para frente. “O risco central para o final do segundo trimestre permanece em torno da pandemia, que dá sinais de estabilidade na quantidade de novos casos”, avaliou.

Silvia Matos destaca que a mobilidade no final do mês de abril já voltou ao patamar pré-segunda onda e com uma maior heterogeneidade setorial, o que traz perspectivas positivas para o emprego e para o PIB, mas destaca também o cenário de maior pressão inflacionária e de alta da taxa básica de juros.

“Não só no Brasil, mas no mundo também tem havido surpresas positivas de crescimento, mesmo sem superar totalmente a pandemia. No entanto, estas surpresas positivas vem com uma nova rodada de preços de commodities e também com surpresas inflacionárias”, afirma.

Permanece entre os economistas, porém, o consenso de que uma retomada mais consistente, sobretudo do setor de serviços, continua dependendo do controle da pandemia e de uma vacinação mais acelerada.

Com a demora na vacinação, os riscos de uma terceira onda não podem ser descartados, o que poderia afetar particularmente o terceiro trimestre. De qualquer maneira, por ora os sinais são positivos para a economia e tende a ser difícil crescer abaixo de 3% este ano”, afirma Vale.

Em 2020, no primeiro ano da pandemia, a economia brasileira tombou 4,1%, registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996, o que levou o Brasil a sair da lista das 10 maiores economias do mundo.

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Polícia Militar apreende mais de uma tonelada de drogas na Zona Norte do Rio com a ajuda de cadela

Equipes realizavam policiamento e abordagens quando uma das cadelas teve sua atenção voltada para um ponto situado abaixo da linha suspensa do metrô. No lugar, os agentes encontraram armas e drogas.

Por G1 Rio

Uma cadela do Batalhão de Operações com Cães (BAC) da Polícia Militar encontrou mais de uma tonelada de drogas na noite de quinta-feira (13) no Jacaré, na Zona Norte do Rio — Foto: Divulgação/ Polícia Militar

Uma cadela do Batalhão de Operações com Cães (BAC) da Polícia Militar encontrou mais de uma tonelada de drogas na noite de quinta-feira (13) no Jacaré, na Zona Norte do Rio — Foto: Divulgação/ Polícia Militar

Uma cadela do Batalhão de Operações com Cães (BAC) da Polícia Militar encontrou mais de uma tonelada de drogas na noite de quinta-feira (13) no Jacaré, na Zona Norte do Rio. A apreensão aconteceu perto da Cidade da Polícia.

Equipes realizavam policiamento e abordagens na Av. Dom Helder Câmara quando uma das cadelas teve sua atenção voltada para um ponto situado abaixo da linha suspensa do metrô. No lugar, os agentes encontraram armas e drogas.

A ação ocorreu sem confronto armado, nem feridos ou presos.

Entre os itens apreendidos estão:

  • 420 tabletes de 2kg de maconha;
  • 70 tabletes de 1kg de maconha;
  • 60 tabletes de 500g de maconha;
  • 150 sacos de aproximadamente 1kg de maconha esfarelada (pronta para ser prensada);
  • 8.800 pinos de cocaína;
  • 10.500 pedras de crack;
  • Uma pistola calibre 9mm;
  • Uma espingarda calibre 12;
  • Uma coronha de fuzil Ak-47;
  • Um cano e uma tampa da caixa da culatra de fuzil calibre 556.

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Rio quer vacinar 90% dos adultos cariocas até outubro: ‘Nessas condições, vamos ter réveillon e carnaval’, diz Paes

O prefeito antecipou que nos próximos dias vai editar um decreto flexibilizando ainda mais as regras contra a Covid, permitindo shows com o público testado no dia.

Por Cristina Boeckel e Eduardo Pierre, G1 Rio

A Prefeitura do Rio espera vacinar 90% da população adulta do município até o fim de outubro, segundo o calendário de imunização divulgado esta semana. “Chegando a essas condições, vamos ter réveillon e carnaval”, afirmou o prefeito Eduardo Paes, em coletiva nesta sexta-feira (14).

Na quarta (12), Paes compartilhou o cronograma da aplicação da primeira dose para o público em geral. A previsão é vacinar, até o fim de maio, todas as pessoas com comorbidades — para, então, iniciar o atendimento a qualquer um com menos de 60 anos.

Serão três dias para cada idade, chegando a 18 anos em 23 de outubro.

“A boa notícia, se eu pudesse definir em uma frase, é que vamos ter carnaval. Chegando nestas condições, a gente pode ter réveillon, pode ter carnaval, as pessoas podem voltar a se abraçar”, afirmou o prefeito.

“Não custa lembrar que isso tudo depende da chegada do imunizante. A gente tem tido nos últimos tempos uma estabilidade na entrega da vacina, principalmente da AstraZeneca”, pontuou Paes.

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Petrobras diz que vendas de ativos já somaram US$ 2,5 bilhões em 2021

Estatal planeja vender cerca de metade de sua capacidade de refino, mantendo os ativos no Sudeste, principal centro consumidor.

Por Reuters

Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que os desinvestimentos neste ano até 11 de maio somaram US$ 2,5 bilhões, registrando ainda entrada de caixa das vendas de ativos de US$ 472 milhões, de acordo com apresentação divulgada ao mercado antes da teleconferência de resultados.

Em meio a um processo de venda de refinarias, a estatal destacou que o custo operacional do refino de petróleo da empresa caiu para R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre, versus R$ 1,6 bilhão no mesmo período de 2020.

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse em mensagem gravada para a teleconferência de resultados, nesta sexta-feira (14), que a empresa está desinvestindo para investir “mais e melhor”, concentrando esforços em plantas de refino próximas ao pré-sal.

Pelo plano da Petrobras, ela deverá vender cerca de metade de sua capacidade de refino, mantendo os ativos no Sudeste, principal centro consumidor.

A principal venda de ativo fechada foi justamente a refinaria Landulpho Alves (Rlam) e seus ativos logísticos associados, para a Mubadala Capital, por US$ 1,65 bilhão.

“Essa ação planejada de gestão de portfólio irá dobrar produção de diesel S-10 nos próximos anos”, afirmou ele, citando o combustível com menor teor de enxofre.

As vendas de diesel S-10 já chegam a cerca de 55% do total comercializado pela empresa.

Em nota nesta sexta-feira, o Itaú BBA elevou a recomendação da Petrobras e citou que o novo CEO sinalizou que a companhia vai seguir com o plano de vendas de ativos.

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Três crianças morrem durante incêndio em casa na Zona Norte de Porto Alegre

Pais das vítimas foram encaminhados ao hospital. Levantamento será feito para apurar as causas do fogo.

Por Matheus Felipe, RBS TV

Três crianças morreram em um incêndio no bairro Humaitá, na Zona Norte de Porto Alegre, na madrugada desta quinta-feira (13). Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas são um bebê, de um mês de idade, e outras duas crianças, de 2 e 3 anos.

“Nós chegamos no local, primeiramente, nós já nos deparamos com um casal, os pais das três crianças, sendo deslocados ao hospital pela ambulância do Samu. A esposa estava em uma condição crítica em relação as queimaduras, porém, consciente. O marido estava em uma condição ainda mais crítica, ele se encontrava inconsciente. Ambos foram encaminhados ao HPS [Hospital de Pronto Socorro]”, afirma o tenente dos bombeiros Marcelo Rodrigues.

O tenente afirmou que quando a equipe chegou ao local, os agentes foram informados, por vizinhos, que haviam três crianças dentro da casa. Após o combate ao incêndio, os bombeiros encontraram os corpos das vítimas em locais distintos.

“A casa está completamente destruída, era uma casa de madeira. Nós não conseguimos precisar onde é a localização da sala, dos quartos. Os corpos estão próximos as paredes, mas estão carbonizados”, afirma.

Um levantamento será feito para apurar as causas do incêndio.

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Agente educacional morta em ataque a creche em Saudades queria fazer intercâmbio no Canadá, dizem pais

Mirla Renner tinha 20 anos e era filha única. Ela foi uma das cinco pessoas mortas em Saudades.

Por G1 SC e NSC TV

Familiares das vítimas de ataque em Saudades buscam forças para voltar à rotina

Os pais da agente educacional Mirla Renner, de 20 anos, morta no ataque a creche em Saudades, no Oeste catarinense, lidam com o luto da perda de filha e pedem por justiça. Eles contam que, mesmo trabalhando na escola há dois anos e adorando crianças, a jovem tinha outros planos.

Segundo os pais, ela queria terminar a faculdade de engenharia química e fazer um intercâmbio para o Canadá. Mirla era filha única do casal.

“[Ela] só pensava em estudar, no serviço dela. Nunca deu serviço pra nós”, disse o pai, Marcos Costa.

Mirla, uma professora de 30 anos e três crianças de 1 ano foram assassinadas em 4 de maio. O autor do crime recebeu alta médica e foi encaminhado para o Presídio Regional de Chapecó, na mesma região, na quarta-feira (12).

“Só queremos justiça. Vamos ver o que vai dar. Tem que ter força para aguentar, mas não vai ser fácil”, disse o pai.

Pra suportar a saudade e lidar com o luto, os pais recorrem às fotos da filha.

“Ela era um tesouro, só fazia o bem, só ajudava. Todo mundo sabe como ela era carinhosa, querida e doce. [Era] Uma guerreira essa menina” , afirmou a mãe, Neusa Renner Costa.

Homenagens

Familiares e amigos das cinco vítimas mortas no ataque a creche realizaram uma homenagem em frente à unidade infantil na terça (11), uma semana após as mortes. Músicas, orações e reflexões fizeram parte da celebração.

A homenagem reuniu dezenas de pessoas ao anoitecer e durou cerca de 40 minutos. Após falas dos presentes e músicas, houve silêncio e também salva de palmas.

No domingo (9), também houve homenagens, durante a missa de sétimo dia das vítimas, que foi antecipada.

Familiares e amigos homenagearam as vítimas do ataque em Saudades (SC) — Foto: NSC TV/Reprodução

Familiares e amigos homenagearam as vítimas do ataque em Saudades (SC) — Foto: NSC TV/Reprodução

O suspeito, um jovem de 18 anos, entrou na escola infantil com um facão. Ele também deu golpes contra si mesmo após o ataque e foi internado.

O delegado responsável pelo caso ouviu o jovem pela primeira vez na segunda (10), mas detalhes sobre o depoimento e as investigações não foram relevados.

Um bebê que ficou ferido no atentado foi levado ao hospital em estado grave, mas se recuperou. Ele recebeu alta no domingo (9).

Veja quem são as vítimas do atentado

Keli Adriane, Sarah Luiza, Anna Bela, Murilo Massing e Mirla Renner são as vítimas do atentando a creche em Saudades (SC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais; Reprodução/NSC TV

Keli Adriane, Sarah Luiza, Anna Bela, Murilo Massing e Mirla Renner são as vítimas do atentando a creche em Saudades (SC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais; Reprodução/NSC TV

  • Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, era professora e dava aulas na unidade havia cerca de 10 anos
  • Mirla Renner, de 20 anos, era agente educacional na escola
  • Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses
  • Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses
  • Anna Bela Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses.

O que se sabe até agora:

  • Um homem de 18 anos invadiu a escola Aquarela com duas facas às 10h de terça (4).
  • A creche fica na cidade de Saudades (SC), 600km de Florianópolis, e atende crianças de 6 meses a 2 anos.
  • 20 crianças estavam no local sob os cuidados de 5 professoras.
  • A primeira pessoa que o assassino atacou foi a professora Keli Adriane Aniecevski. Mesmo ferida, ela correu para uma sala, onde estavam quatro crianças e a agente educativa Mirla Renner, de 20 anos.
  • O homem chegou até a sala e continuou os ataques, matando Keli e três crianças. Mirla chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
  • Todas as vítimas foram atingidas com, pelo menos, cinco golpes de facão.
  • O assassino tentou entrar em todas as salas da creche, mas professoras conseguiram se trancar e proteger as crianças.
  • Na casa do assassino, a polícia encontrou R$ 11 mil e duas embalagens de facas novas.
  • O velório e o sepultamento das cinco vítimas foram coletivos.
  • O homem foi autuado em flagrante por cinco homicídios triplamente qualificados, além de uma tentativa de homicídio contra a criança que foi ferida.
  • A Justiça de Santa Catarina converteu a prisão em flagrante do autor para prisão preventiva.
  • A polícia está analisando computadores encontrados na casa de autor, ouviu testemunhas
  • O autor do ataque foi ouvido pela polícia ainda no hospital, mas o teor do depoimento não foi detalhado.
Jovem invade escola e ataca alunos e professores em SC — Foto: Arte/G1

Jovem invade escola e ataca alunos e professores em SC — Foto: Arte/G1

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Sem CoronaVac, 13 cidades do RJ suspendem a aplicação da segunda dose

Secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, confirmou que uma nova remessa de imunizantes foi entregue às 6h desta quinta-feira (13) e será repassada aos municípios. Secretaria quer adotar calendário unificado de vacinação a partir de julho.

Por Priscila Chagas e Erick Rianelli, Bom Dia Rio

Treze cidades do RJ suspendem a aplicação da segunda dose de CoronaVac por falta de imunizante — Foto: Reprodução/TV Globo

Treze cidades do RJ suspendem a aplicação da segunda dose de CoronaVac por falta de imunizante — Foto: Reprodução/TV Globo

Treze cidades do RJ suspenderam, nesta quinta-feira (13), a aplicação da segunda dose da CoronaVac por falta de imunizante.

São elas:

  1. Rio de Janeiro
  2. Niterói
  3. São Gonçalo
  4. Maricá
  5. São João de Meriti
  6. Nova Iguaçu
  7. Nilópolis
  8. Japeri
  9. Mesquita
  10. Magé
  11. Guapimirim
  12. Seropédica
  13. Cabo Frio

Secretário estadual de Saúde fala sobre a chegada de novas doses e calendário unificado de vacinação no RJ

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, informou que uma nova remessa de imunizantes foi entregue pelo Ministério da Saúde às 6h desta quinta e será distribuída aos municípios.

Foram entregues 184,2 mil doses de CoronaVac e 54,75 mil de Oxford/AstraZeneca.

Chieppe disse ainda que uma parte da remessa de CoronaVac foi reservada para grávidas com comorbidades.

“Estamos reservando 20 mil doses desse total para gestantes. Dessas 20 mil doses, 10 mil serão guardadas para segunda dose. Nós não vamos mais utilizar todas como D1. A expectativa é que se vacine as 10 mil grávidas fora do Rio de Janeiro. O município do Rio de Janeiro poderá usar a vacina da Pfizer ou a CoronaVac. E nos outros 91 mil municípios do estado, as grávidas com comorbidade serão vacinadas com a CoronaVac”, disse.

Calendário unificado

Segundo Chieppe, o estado ainda estuda a criação de um calendário unificado de vacinação a partir de julho. O projeto, no entanto, depende de um acordo com o conselho de secretários municipais de saúde e da entrega de doses do Ministério da Saúde.

“Existe já uma conversa em andamento com o conselho de secretários municipais de saúde que, na verdade, os municípios são responsáveis pela vacinação, então, eles têm que ser envolvidos nesse processo, exatamente para que, agora quando acabar esse período de comorbidade, a gente tenha minimamente um calendário unificado no estado do Rio de Janeiro”.

“Quando nós iniciarmos a fase de vacinação dos grupos especiais e por faixa etária, que a gente consiga passar para a população um calendário unificado que dê tranquilidade em relação à vacinação, de quando cada pessoa vai ser vacinada. Obviamente, que isso depende da entrega de remessas de vacina pelo Ministério da Saúde”.

Secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe — Foto: Reprodução/TV Globo

Secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe — Foto: Reprodução/TV Globo

Vacinação de grávidas e puérperas com comorbidades

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio informou, na quarta-feira (12), que irá retomar a vacinação contra a Covid de gestantes e puérperas (mulheres que acabaram de dar à luz) com comorbidades. A recomendação do Ministério da Saúde (MS) é vacinar apenas as grávidas que tenham comorbidades, exclusivamente com as vacinas da Pfizer ou CoronaVac.

vacinação de gestantes foi suspensa no estado na terça (11) após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter emitido, na noite de segunda-feira (10), uma nota recomendando a suspensão imediata da aplicação da vacina AstraZeneca em grávidas.

Quanto à aplicação da segunda dose das gestantes que tomaram a AstraZeneca, a SES informa que aguarda novas orientações do MS. No momento, essa aplicação também está suspensa. Com relação às gestantes sem comorbidades, a vacinação está temporariamente suspensa.

A SES afirma ainda que a CoronaVac será aplicada em gestantes e puérperas com comorbidades em 91 municípios do estado. Já na capital, a vacinação será realizada com a Pfizer ou CoronaVac.

Para receber os imunizantes recomendados para grávidas ou puérperas com comorbidade, é necessário apresentar laudo médico detalhado justificando a recomendação e avaliação da relação risco-benefício para a vacinação, além da assinatura do termo de esclarecimento disponível em coronavirus.rio/vacina.

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Prefeitura de SP exige que hipertenso comprove uso de pelo menos 3 remédios contra pressão alta para vacinar contra Covid-19

Pessoas com comorbidades que têm de 55 a 59 anos começaram a receber a vacina contra Covid-19 nesta quarta (12), mas unidades de saúde da capital exigiram documentação específica para comprovação da hipertensão. Falta de informação sobre necessidade de receita de três medicamentos provocou confusão no público.

Por Marina Pinhoni e Patrícia Figueiredo, G1 SP — São Paulo

A vacinação contra Covid-19 de pessoas com comorbidades e idade entre 55 e 59 anos teve início nesta quarta-feira (12) em São Paulo, mas a falta de informações detalhadas sobre a comprovação de doenças preexistentes causou confusão em unidades de saúde da capital.

Para vacinar pessoas com hipertensão arterial resistente, a Prefeitura de São Paulo orientou unidades de saúde a solicitar a comprovação de uso de “três ou mais remédios anti-hipertensivos de diferentes classes”.

Orientação da Prefeitura de São Paulo sobre a vacinação contra a Covid-19 de pessoas com comorbidades.  — Foto: Arte G1/Prefeitura de SP

Orientação da Prefeitura de São Paulo sobre a vacinação contra a Covid-19 de pessoas com comorbidades. — Foto: Arte G1/Prefeitura de SP

A classificação de hipertensão arterial resistente no Plano Nacional de Imunização (PNI), documento elaborado pelo Ministério da Saúde para definir comorbidades prioritárias, cita como critério de hipertensão a “permanência de pressão arterial acima das metas recomendadas mesmo com o uso de três ou mais medicamentos de diferentes classes”. A mesma definição é mencionada em anexos técnicos da prefeitura da capital e do governo do estado de São Paulo.

No entanto, a necessidade desta comprovação específica no momento da vacinação não consta nos documentos de divulgação para o público final do governo estadual nem da prefeitura. Não é mencionado, em seus comunicados para o público, que há um número mínimo de medicações para comprovar a hipertensão arterial (veja abaixo a lista de critérios divulgada pelo governo estadual).

site VacinaJá, do governo estadual, afirma apenas que, para receber a vacina, “qualquer pessoa com comorbidade e que integre os grupos anunciados deve apresentar comprovante da condição de risco por meio de exames, receitas, relatório ou prescrição médica”.

Informação sobre documentos necessários para a vacinação contra a Covid-19 disponível no site VacinaJá. — Foto: Reprodução

Informação sobre documentos necessários para a vacinação contra a Covid-19 disponível no site VacinaJá. — Foto: Reprodução

Outra exigência da prefeitura da capital que não consta nas comunicações do governo estadual é a de que esses documentos comprobatórios tenham o CRM do médico responsável e que tenham sido emitidos há menos de dois anos.

A confusão sobre a comprovação da pressão alta afeta um grande número de pessoas porque a hipertensão é a comorbidade mais comum dentre as listadas no Plano Nacional de Imunização (PNI). Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 30% dos brasileiros são hipertensos.

Nesta quarta, a definição de hipertensão arterial persistente não foi seguida de maneira uniforme pelas unidades de saúde da cidade. Na UBS Barra Funda, na região central, o economista Nilton Oliveira, de 57 anos, questionou a falta de informações sobre os documentos necessários.

“Estava com meus documentos e um atestado do cardiologista atestando hipertensão, mas qual não foi a minha surpresa quando a enfermeira responsável disse que eu precisava mostrar receita que prove estar tomando no mínimo 3 remédios”, conta Oliveira.

O economista perguntou onde essa informação foi divulgada, mas não obteve resposta dos funcionários da unidade. Após questionar a orientação, ele foi informado de que este critério havia sido “revisto”.

“A enfermeira chefe nos disse que aguardava a autorização de seu supervisor, que já havia recebido o mesmo pedido de outras UBSs. Demorou uns 10 minutos, e ela finalmente nos disse que estávamos autorizados a tomar a vacina, mesmo sem essa comprovação de três medicamentos”, diz Oliveira, que foi imunizado com uma dose da vacina AstraZeneca.

Em outras unidades de saúde, no entanto, não houve vacina para quem não tivesse em mãos a receita de três remédios diferentes. Na UBS Parque Edu Chaves, na Zona Norte, um homem de 57 anos que faz uso contínuo de duas medicações para pressão alta teve a imunização negada nesta quarta (12).

Na UBS Joaquim Antônio Eirado, também na Zona Norte de São Paulo, a orientação foi a de que não haveria imunização para hipertensos que utilizam apenas uma medicação diariamente.

G1 procurou a Prefeitura de São Paulo para comentar os casos relatados nas UBSs, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

G1 também perguntou ao governo do estado de São Paulo por que o detalhamento da condição de hipertensão não foi divulgado ao público, mas não recebeu retorno.

Expansão da faixa etária de comorbidades

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (12) a vacinação contra a Covid-19 de pessoas com comorbidades e deficiência permanente e idades entre 45 e 49 anos a partir de 21 de maio. A expectativa é a de imunizar 695 mil pessoas destes grupos.

Nesta quarta, o estado começou a vacinar pessoas com idade entre 55 e 59 anos que tenham doenças preexistentes que agravam os quadros da Covid, as chamadas comorbidades.

Já a imunização de pessoas com comorbidades ou deficiência permanente de 50 a 55 anos deve ser iniciada nesta sexta-feira (14).

Veja as datas para cada faixa etária na tabela abaixo:

Novo calendário de vacinação do estado de São Paulo contra a Covid. — Foto: Divulgação/Governo de SP

Novo calendário de vacinação do estado de São Paulo contra a Covid. — Foto: Divulgação/Governo de SP

Comorbidades aceitas pelo governo de SP

O governo estadual afirma que seguirá os critérios de comorbidade definidos pelo Ministério da Saúde, para pessoas com as seguintes doenças:

  • Insuficiência cardíaca
  • Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar
  • Cardiopatia hipertensiva
  • Síndrome coronariana
  • Valvopatias
  • Miocardiopatias e pericardopatias
  • Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
  • Arritmias cardíacas
  • Cardiopatias congênitas no adulto
  • Próteses valvares e dispositivos cardíaco implantados
  • Diabetes mellitus
  • Pneumopatias crônicas graves
  • Hipertensão arterial resistente
  • Hipertensão artéria estágio 3
  • Hipertensão artéria estágio 1 e 2 com lesão e órgão alvo
  • Doença cerebrovascular
  • Doença renal crônica
  • Imunossuprimidos (inclui câncer)
  • Anemia falciforme
  • Obesidade mórbida
  • Cirrose hepática
  • Portadores do vírus HIV

De acordo com a coordenadora do programa estadual de imunização, Regiane de Paula, pacientes com câncer estão incluídos na categoria de “imunossuprimidos”.

Documentos necessários, segundo governo estadual

Pessoas com comorbidade

  • Apresentar comprovante da condição de risco por meio de exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica;
  • Cadastros já existentes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) poderão ser utilizados como comprovação.

Pessoas com deficiência permanente

  • Apresentar comprovante de recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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Sem matéria-prima, produção da CoronaVac será paralisada nesta sexta, diz Butantan

Envase já tinha sido interrompido no final de abril por falta de insumo. Setores de rotulagem e controle de qualidade vão suspender o trabalho com a CoronaVac a partir desta sexta (14), quando será entregue o último lote da vacina ao governo federal. Instituto negocia liberação de 10 mil litros do imunizante, que segue sem previsão de chegar ao país.

Por G1 SP — São Paulo

Instituto Butantan vai suspender completamente a produção da CoronaVac, vacina contra a Covid-19, por falta de matéria-prima nesta sexta-feira (13).

O Instituto aguarda a liberação pelo governo chinês de um lote com 10 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para retomar a produção.

No final de abril, o Instituto já havia suspendido o envase do imunizante na fábrica do Brasil, mas os setores de rotulagem e controle de qualidade ainda funcionavam para entregar as doses para o Ministério da Saúde.

Com a entrega estimada para esta sexta-feira (14) de mais 1,1 milhão de doses da CoronaVac para o governo federal, não há mais material para processamento em nenhuma etapa de produção.

De acordo com o Butantan, até a chegada de novos lotes do IFA, os setores vão assumir a produção da vacina da gripe.

O Butantan aguardava a liberação de ao menos 3 mil litros de IFA até o sábado (15). No entanto, o diretor do Instituto, Dimas Covas, afirmou nesta quarta (12) que não há mais previsão de quando a matéria-prima deve chegar.

“Até o final da semana passada, havia a perspectiva de autorização de exportação [do IFA] no dia 13. Na reunião de hoje [com o laboratório Sinovac], vimos que essa previsão não vai se cumprir. Portanto, não temos data neste momento para essa autorização. Estamos aguardando, isso pode acontecer a qualquer momento, mas por enquanto não há essa previsão”, disse em coletiva de imprensa na quarta-feira (12).

O governo de São Paulo tem participado de reuniões com o embaixador do Brasil na China para tentar viabilizar a autorização para a exportação dos insumos da vacina.

De acordo com o governador João Doria (PSDB), com os 10 mil litros de IFA prontos no laboratório da Sinovac na China para serem enviados ao Brasil, o Instituto poderá produzir aproximadamente 18 milhões de doses da CoronaVac.

Doria atribui os entraves na importação às constantes declarações contra a China feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Se não recebermos mais insumos para mais vacinas, nós infelizmente teremos que parar a produção. Então é muito importante que a diplomacia brasileira, o ministro das Relações Exteriores, os embaixadores possam atuar para que o governo chinês libere o embarque destes 10 mil litros de insumos da vacina do Butantan”, afirmou o governador na quarta.

A China é fornecedora de matéria-prima para a produção tanto da CoronaVac, do Instituto Butantan, como da vacina de Oxford, produzida pela Fiocruz. A CoronaVac corresponde a aproximadamente 75% das vacinas contra a Covid aplicadas no Programa Nacional de Imunização (PNI).

No estado de São Paulo, ao menos 65 cidades já interoperam a aplicação da segunda dose por falta da CoronaVac, segundo levantamento da GloboNews.

Contratos com o Ministério da Saúde

O Butantan cumpriu na quarta-feira (12) a entrega de todas as 46 milhões de doses da CoronaVac previstas no primeiro contrato firmado com o Ministério da Saúde para o PNI.

Inicialmente, o montante total estava previsto para o final de abril, mas houve atraso por conta da falta de matéria-prima. A nova remessa de 1,1 milhão de doses desta sexta (14) já referente ao segundo contrato de 54 milhões de doses que devem ser entregues até setembro.

Na segunda (10), Dimas Covas disse que o programa nacional poderá ser afetado a partir de junho, caso o Instituto não receba um novo lote.

Veja abaixo as entregas de doses do Butantan ao ministério:

  • Janeiro: 8,7 milhões
  • Fevereiro: 4,583 milhões
  • Março: 22,7 milhões
  • 5 de abril : 1 milhão
  • 7 de abril : 1 milhão
  • 12 de abril : 1,5 milhão
  • 14 de abril: 1 milhão
  • 19 de abril: 700 mil
  • 22 de abril: 180 mil
  • 30 de abril: 420 mil
  • 6 de maio: 1 milhão
  • 10 de maio: 2 milhões
  • 12 de maio: 1 milhão – totalizando as 46 milhões do primeiro contrato
  • 14 de maio: 1,1 milhão

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