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Venezuela barra delegação de comissão de direitos humanos


Por France Presse

O governo da Venezuela negou o ingresso ao país de uma delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), e a entidade afirmou na terça-feira (4) que o regime chavista não quer se abrir ao escrutínio internacional no campo dos direitos humanos.

A presidente da CIDH, Esmeralda Arosemena, Abrão e a relatora para a liberdade de expressão, Edison Lanza, disseram que, quando estavam prestes a embarcar, a companhia aérea panamenha Copa não lhes permitiu embarcar no avião por causa da recusa de Caracas em deixá-los entrar no país.

“A delegação da CIDH tinha previsto observar no terreno a situação dos direitos humanos no país”, disse o órgão autônomo vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA).

No Panamá, os membros da organização rejeitada por Caracas disseram que a recusa da Venezuela em receber uma delegação da comissão mostra o medo de Nicolás Maduro de que a realidade do país seja conhecida.

“Nós interpretamos essa medida do governo (venezuelano) como algo que representa um medo, é típico de regimes autoritários não se abrir ao escrutínio internacional no campo dos direitos humanos”, disse Paulo Abrão, secretário executivo da CIDH.

Ele acrescentou que “se houver uma tentativa do governo de ocultar algo, este não alcançará seus objetivos porque a Comissão acessará esses testemunhos e informações e documentaremos isso”.

Plano B

Arosemena disse que a CIDH preparou um “plano B”, que consiste na mudança para a cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta para se reunir com organizações venezuelanas nesta quinta (6) e sexta-feira (7).

O governo Maduro retirou, em 2019, seus diplomatas credenciados na OEA, que por sua vez não conhecem a legitimidade do segundo mandato do presidente venezuelano, iniciado em 10 de janeiro de 2019, depois de considerar que sua reeleição não tinha as garantias necessárias.

O senador republicano Marco Rubio manifestou na mesma rede social que o governo de Maduro “evidencia mais uma vez sua covardia diante de um órgão internacional” e pediu à comunidade internacional que condene este “atropelo”.

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