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Vem aí um telescópio mais poderoso que o James Webb (e o Brasil tem dedo nisso)

Por Flavia Correia, editado por Lucas Soares 

Olhar Digital

Austrália, Coreia do Sul, Chile, EUA e Brasil estão juntos em um projeto ousado e que promete tirar do Telescópio Espacial James Webb (JWST) o título de observatório mais potente de todos os tempos. Estamos falando do Telescópio Gigante Magalhães (GMT), uma megaestrutura que ficará alojada no Observatório Las Campanas, no Deserto do Atacama, no Chile.

Segundo a Organização do Telescópio Gigante Magalhães (GMTO), o programa acaba de obter uma nova infusão de financiamento de US$ 205 milhões — de um total de US$ 1 bilhão — que será usada para acelerar a construção, iniciada em 2015 e com previsão de conclusão em 2025.

Mas, por que esse observatório será tão poderoso? 

Isso se resume, principalmente, ao seu tamanho. Enquanto Webb ocupa uma posição privilegiada no sistema solar, o fato de ser um telescópio espacial impôs limites em suas medidas e massa. Já o GMT, por ser um telescópio terrestre, não precisa lidar com tais restrições.

Telescópio Gigante Magalhães será mais poderoso do que qualquer observatório de pesquisa em operação

Sendo assim, ele conta com uma área de coleta de luz 10 vezes maior e resolução espacial 400% mais alta. Em comparação com o lendário Hubble, a qualidade das imagens será até 100 vezes superior. Resumindo: o GMT será mais poderoso do que qualquer telescópio de pesquisa atualmente em operação – tanto no espaço quanto em solo.

Segundo a GMTO, a construção de uma instalação de 40 mil metros quadrados em Rockford, no estado norte-americano de Illinois, projetada para fabricar a estrutura do telescópio, está completa. Além disso, a produção do primeiro espelho secundário adaptativo do telescópio está em andamento na França e na Itália, e o local no Chile está preparado para a próxima etapa de construção e lançamento da fundação.

Quando concluído, o GMT contará com sete espelhos primários, cada um com 8,4 metros de diâmetro, organizados em uma matriz de 25,4 metros de largura que produzirá as imagens mais detalhadas já captadas do espaço sideral. Os sete discos mudarão de posição para remodelar a matriz com uma frequência máxima de 2 mil vezes por segundo, para permitir que o telescópio corrija o efeito de desfoque óptico da atmosfera terrestre.

Por enquanto, não há um cronograma definido para quando ele entrará em funcionamento, mas isso deve acontecer no final desta década. A última rodada de financiamento vai ajudar a acelerar esse processo. 

Brasil terá assento garantido no conselho do consórcio

“Os equipamentos permitirão aos astrônomos investigar a formação de estrelas e galáxias logo após o Big Bang, medir a massa de buracos negros e mapear o ambiente imediato em torno deles”, diz um comunicado emitido pelo sócio brasileiro do projeto, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), responsável pelo aporte de US$ 45 milhões (R$228,4 milhões) desta rodada mais recente de investimentos.

Sua participação na construção do megatelescópio garantirá aos pesquisadores do estado de SP uma parcela do tempo de observação do GMT. Além disso, o Brasil terá direito a um assento no conselho do consórcio. “Isso será muito importante para o desenvolvimento de pesquisa em astronomia do Brasil”, diz o comunicado.

Com uma área total de coleta de luz de 368 metros quadrados, todo o dispositivo será mantido em um gabinete de 65 metros e 4 mil toneladas, que pode realizar uma rotação completa em cerca de três minutos.

“Essa disposição angular sem precedentes, combinada com espectrógrafos revolucionários e câmeras de alto contraste, trabalhará em sinergia direta com a JWST para potencializar novas descobertas científicas”, diz a GMTO.

O GMT fará parte de uma nova geração dos chamados “telescópios extremamente grandes”, baseados em terra e projetados para fornecer clareza e sensibilidade sem precedentes na observação de fenômenos astrofísicos – como as origens dos elementos químicos e a formação das primeiras estrelas e galáxias.

Além da Fapesp, o novo investimento inclui compromissos do Instituto de Ciência Carnegie, da Universidade de Harvard, da Universidade do Texas em Austin, da Universidade do Arizona e da Universidade de Chicago. 

“Estamos honrados em receber esse investimento em nosso futuro”, declarou Robert Shelton, presidente do Telescópio Gigante Magalhães. “O financiamento é realmente um esforço colaborativo de nossos fundadores. Isso resultará na fabricação dos maiores espelhos do mundo, no conjunto de telescópios gigantes que os mantém e os alinha, e em um instrumento científico que nos permitirá estudar a evolução química de estrelas e planetas como nunca antes”.

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