Vem aí oPhone, aparelho que permitirá mandar e receber odores por SMS

19iiiiiiii3it3i4ti34itg34ig3ib5ib4ib4bwwqq_05-20-2014Enviar e receber odores por SMS. Parece coisa de ficção científica, mas é o que promete o oPhone, aparelho que deve ser comercializado a partir do início de 2015, e já revela um potencial “importante”, segundo o idealizador do projeto, David Edwards, professor de Engenharia Biomédica da Universidade de Harvard.

“Há um grande interesse por parte do Vale do Silício, porque se trata concretamente de poder mudar a comunicação global da atualidade”, explicou à AFP em seu escritório no Laboratório, seu espaço aberto em 2007 em Paris, que tem por vocação conciliar arte e ciência.

Aparelho de forma cilíndrica acoplado a uma base, o oPhone é uma pequena caixa branca que gera sinais aromáticos complexos em rápida sucessão de pequenas emissões de vapor, como um telefone padrão transmite as informações de áudio.

Ele funciona graças à manipulação tecnológica de partículas de forma similar à tecnologia dos aerossóis médicos, que permitiu a esse filantropo, escritor e inventor em série fazer fortuna no final dos anos 1990.

Para explorar esta ideia, saída de um de seus cursos em Harvard, ele co-fundou a sociedade Vapor Communications.

A princípio limitado a usuários de iPhone por meio de um aplicativo gratuito chamado oSnap, disponível para download a partir de 17 de junho, o oPhone conta por enquanto com 32 odores originais.

Para criar seu próprio odor, o usuário o combina entre um e oito aromas, o que representa desde já 300 mil combinações possíveis.

Sendo o leque de odores muito amplo no mundo real, será necessário fazer uma escolha de fragrâncias para iniciar as experimentações.

“Escolhemos dois domínios, o do café, para o qual trabalhamos com os fundadores da Café Coutume (nr: uma torrefação parisiense) e, mais amplamente, e o da alimentação”, prosseguiu.

Quando o sistema estiver funcionando, uma pessoa poderá, por exemplo, tirar uma foto durante um passeio na floresta, à qual adicionará um ou vários odores para ‘ilustrar’ o ambiente olfativo do entorno.

CAMPO DE APLICAÇÕES QUASE INFINITO – Ele enviará, em seguida, um “oNote” – arquivo transmitido por SMS – ao destinatário, que visualizará a composição no site dedicado e, depois, se também estiver com um iPhone, fará o download pelo oPhone para sentir o aroma. Este será produzido por cartuchos denominados oChips.

Entre 19 e 31 de junho, o público terá oportunidade de assistir, no Laboratório, a uma demonstração do aparelho. Paralelamente, será lançada uma campanha de financiamento participativo no site Indiegogo entre 17 de junho a 31 de julho.

Os contribuintes poderão se beneficiar do produto em primeira mão a um preço preferencial de 149 euros, contra 199 euros quando for lançado no mercado.

“O mercado para nossa estrutura consistirá, em um primeiro momento, dos oChips, sobretudo, vendidos a US$ 20 cada quatro”, indicou Edwards.

“É apenas o lançamento, o preço deverá cair rapidamente sucessivamente e à medida que a produção se estender e o design, se miniaturizar”, prosseguiu.

“Em um segundo momento, haverá a possibilidade de tirar uma foto, da qual um software deduzirá o odor, ajustar os odores de base cujo número aumentará com outros domínios temáticos”, detalhou.

O campo de aplicações é quase infinito, seja na medicina, na indústria, mas com o SMS, o comércio online parece o setor mais promissor.

“Tivemos meses de conversações com representantes da indústria alimentícia, do cinema, dos perfumes, das viagens e dos automóveis”, confirmou David Edwards.

Prova deste interesse, a Vapor Communications contra entre seus “investidores anjos” com o fundador da Spark Capital, fundo de investimentos especializado em tecnologias móveis, que contribiu nos últimos anos com casos de sucesso, como Twitter, Foursquare e Tumblr.

Embora ainda não seja possível, hoje em dia, imaginar um dispositivo capaz de analisar um odor para retranscrevê-lo fielmente – “muito complicado por enquanto”, segundo o químico e matemático -, a emergência da mensagem olfativa poderá ter um impacto equivalente ao da impressão em 3D.

Fonte: AFP

Foto: Divulgação

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