Prefeito de Caruaru, José Queiroz, afirma que não teve contato direto com vereadores corruptos

O prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), quebrou o silêncio sobre a prisão de dez vereadores acusados de cobrar propina da prefeitura para aprovar projetos de interesse do Executivo. O pedetista disse que em nenhum momento os acusados chegaram manter contato direto com ele para exigir troca de apoio por vantagens. O prefeito ainda fez questão de destacar que durante as suas gestões nunca houve qualquer tipo de negociação entre o Executivo e os legisladores. “Eu estou do lado da verdade, tenho uma condução reta. Nunca na minha administração apareceu coisa parecida, primeiro porque não admito. Havia a intenção, a tentativa desses vereadores de obterem vantagem, mas nunca permiti e nem permitiria. Não seria agora que eu permitiria manchar a minha biografia”, afirmou.

Em entrevista à Rádio Jornal de Caruaru, o prefeito negou as especulações de que teria recebido ameaças após a descoberta do caso. Ele também destacou que já realizou atividades externas depois que a Polícia Civil determinou a prisão dos envolvidos. “Não há nenhuma ameaça. É uma versão mentirosa. Estamos à vontade. Não foi registrada nenhuma ameaça nem a mim nem a meus auxiliares”, declarou.

Durante a entrevista de aproximadamente um hora, onde o prefeito fez um balanço da sua gestão, Queiroz destacou durante várias oportunidade que quem tomou a iniciativa de investigar as tentativas de suborno foi a Polícia Civil, destacando que a denúncia não surgiu da Prefeitura. Segundo ele, o Executivo só colaborou com as informações quando foi instado pela Polícia Civil. “O delegado Erick Lessa deixou claro que o início das investigações aconteceu há seis meses quando ele tomou conhecimento pela imprensa, pelo blogs e rádios, porque estava se falando abertamente sobre isso”, comentou.

O prefeito ainda disse que nunca soube de nenhum escândalo envolvendo os vereadores que estão sendo acusados. Queiroz se disse surpreso com a suposta participação de outro parlamentar que está sendo investigado.

Segundo a Polícia Civil, os vereadores envolvidos na denúncia pediram R$ 2 milhões para aprovar o projeto de lei que trata sobre o pedido de empréstimo de R$ 250 milhões para a implantação do BRT (Bus Rapid Transit) na cidade.

 

Do Jornal do Commercio

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

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