Suspensão no fornecimento de merenda afeta alunos de 15 escolas estaduais em dez cidades

Por G1 PE e TV Globo

Escola de Referência em Ensino Médio João Bezerra fica no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Escola de Referência em Ensino Médio João Bezerra fica no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Quinze escolas da rede estadual de ensino de Pernambuco localizadas em dez cidades estão sem merenda desde segunda-feira (3). De acordo com a empresa Casa de Farinha, responsável pelo fornecimento de alimentos para as instituições estaduais de ensino afetadas, a suspensão do serviço ocorreu devido a um débito do governo do estado.

Ainda segundo a empresa, houve um atraso, por parte da Secretaria de Educação de Pernambuco, no repasse da verba destinada ao fornecimento de merenda escolar nas 15 escolas. O valor devido não foi divulgado.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação de Pernambuco informou que “conversou com a empresa responsável a fim de garantir que não ocorra a interrupção da alimentação de estudantes”.

Ainda no texto, a pasta disse que “a maior parte das escolas do estado conta com merenda escolarizada”, feita por merendeiras das próprias unidade de ensino, e que “a merenda é preparada por 13 empresas terceirizadas” para outra parte.

Por meio de nota, a Casa de Farinha informou que, a partir da quinta-feira (6), “está restabelecendo de forma gradativa” a merenda nas escolas afetadas com a suspensão do fornecimento. A secretaria se comprometeu, segundo a empresa, “a realizar o pagamento do débito parcial nos próximos dias”.

Liberados das aulas

Sem poder fazer refeições, os alunos foram liberados mais cedo das aulas na Escola Estadual João Bezerra, no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, nesta quarta-feira (5). Essa instituição de ensino, onde os estudantes cursam o ensino médio na modalidade integral, durante dois turnos do dia, é uma das afetadas pela suspensão do fornecimento da merenda.

Um dos estudantes, João Victor Batista, de 19 anos, explicou que estudar em horário integral numa escola pública fica difícil se as refeições não são oferecidas pelo colégio. “Estamos precisando de ajuda, que o colégio seja reabastecido. Precisamos de ajuda para manter essa escola em modo integral”, contou.

Outra reclamação dos alunos é a qualidade da alimentação. Segundo a estudante Kennya Thayana, o sabor não é agradável e a higiene também. “O sabor é péssimo. Ontem, no almoço, foi soja, mal temperada e com uma casca de caramujo. Ninguém quis comer. Todo mundo implorou tanto a diretora que ela nos liberou cedo, para irmos comer em casa”, afirmou.

Sobre isso, a Secretaria de Educação de Pernambuco informou que não recebeu queixa sobre a qualidade da merenda oferecida aos alunos.

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