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Rioluz foi usada como moeda de troca para convencer empresários a apoiar campanha de Crivella, diz MP

De acordo com os investigadores, a companhia foi usada como moeda de troca para convencer empresários a participar da campanha à prefeitura do Rio.

Por Arthur Guimarães, Leslie Leitão, Marco Antônio Martins e Mônica Teixeira, G1 Rio e RJ2

As investigações do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro (MPRJ) revelam suspeitas de corrupção na Rioluz, a empresa de iluminação pública da capital. Segundo os promotores, a companhia foi usada como moeda de troca para convencer empresários a participar da campanha de Marcelo Crivella à Prefeitura do Rio.

O suposto uso da Rioluz foi apontado no âmbito da Operação Hades, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ na Prefeitura do Rio.

Segundo as investigações, benefícios prometidos para que um grupo de empresários concordasse em antecipar R$ 1,5 milhão para a campanha. Assim, se adquiria a possibilidade de indicar o nome do futuro presidente da Rioluz, além de facilidades nas licitações dos contratos de iluminação pública.

Primo do bispo Edir Macedo, fundador da igreja Universal do Reino de Deus e tesoureiro das campanhas políticas de Marcelo Crivella, Mauro Macedo era, de acordo com as investigações do MP, quem intermediaria essas negociações.

Um dos empresários do setor de iluminação contou que Mauro Macedo chegou a dizer que as empresas que contribuíssem iriam dominar a Rioluz. Mas, depois da eleição, o compromisso firmado com os empresários não foi cumprido, de acordo com os investigadores.

Segundo o MP, um deles, Geraldo Luiz Chaves Guedes, sócio da Ilumisul Soluções Urbanas e Luminotécnica, ficou frustrado diante de várias tentativas de obter as vantagens indevidas pelas quais “pagou” durante a campanha eleitoral.

Mesmo sem ocuparem cargos na administração municipal, o Ministério Público estadual diz que Rafael Alves e Mauro Macedo sempre tiveram influência na Rioluz. Irmão do ex-presidente da Riotur Marcelo Alves, Rafael Alves é apontado por procuradores como protagonista do esquema de corrupção.

Outro personagem que aparece nas investigações é o empresário português Licínio Soares Bastos, condenado por corrupção ativa na Operação Furacão, em 2008, que investigou a máfia dos bingos no RJ.

Junto com Rafael Alves, Licínio Soares Bastos estava em constantes reuniões, inclusive, com o presidente da Rioluz, mesmo sem ser do ramo de iluminação. Para o MPRJ, os dois, autorizados pelo prefeito, tinham força suficiente dentro da administração municipal para derrubar e nomear os presidentes da empresa.

Serviço de reboque

O serviço de reboques é outro que estava na mira do grupo. Segundo o Ministério Público, as trocas de mensagens entre Rafael Alves e Isaías Zavarise — que até 2019 foi assessor chefe do gabinete do prefeito — mostram que os dois estavam orquestrados para fraudar a contratação da empresa que prestaria o serviço.

A análise do conteúdo das mensagens recuperadas no telefone celular de Rafael Alves permite afirmar, segundo investigadores, que ambos eram interlocutores assíduos, tendo trocado mais de 2 mil mensagens.

Ambos, segundo o MP, orquestraram para fraudar o caráter competitivo do certame para a contratação da empresa que deveria, em síntese, prestar o serviço de remoção de veículos através de reboques, operação e gerenciamento de depósitos apoiado por sistemas automatizados.

Isaias diz, em uma das conversas, que a publicação do edital do reboque estava prevista para 10 de abril. Mas Rafael Alves recebeu o documento de Isaias quase 15 dias antes:

“Em que pese a mensagem acima indicar que o edital de licitação somente seria publicado no dia 10/04/2018, Rafael Alves recebeu tal documento de Isaías Zavarise no dia 27/03/2018, quase 15 dias antes de qualquer outro eventual.”

A troca de mensagens entre os dois, segundo o MP, indica que eles estavam fazendo alterações no edital. Para os investigadores, a intenção era assumir a administração no negócio.

Em uma das mensagens, Rafael Alves demonstra o interesse na negociação:

“Precisamos entrar na sociedade porque o garoto que fez me falou que é um filé mignon.”

Previdência municipal

De acordo com as investigações, houve trocas de mensagens sobre a contratação do grupo Assim Saúde pela Previ-Rio.

Segundo os investigadores, o contrato de R$ 210 milhões para o fornecimento de planos de saúde para os servidores municipais durante um ano foi prorrogado por mais dois anos a partir de janeiro de 2019.

O MP informa nos documentos que a contrapartida do contrato milionário era o pagamento mensal de propina estimado em R$ 1,5 milhão para a organização criminosa.

Para os investigadores, existem sérios indícios de atos ilícitos no processo de contratação e provas concretas de que havia um rateio da propina.

O MP destaca ainda a participação de outros personagens no organograma do grupo. Um deles é o senador Eduardo Lopes.

Segundo o MP, Eduardo Lopes tem vínculos consolidados com o prefeito Marcelo Crivella. As trajetórias políticas de Crivella e Eduardo Lopes estão ligadas. Toda vez que o prefeito deixava um cargo, quem assumia no lugar dele era Eduardo Lopes.

Foi assim no Ministério da Pesca e no Senado. Crivella e Eduardo Lopes são bispos licenciados da Igreja Universal do Reino de Deus.

O que dizem os citados

O prefeito Marcelo Crivella refutou as acusações.

A Prefeitura do Rio, por meio da Previ-Rio, também refutou as acusações e disse que somente a empresa Assim Saúde se apresentou ao credenciamento, e por este motivo foi a única operadora de planos de saúde a atender o conjunto de servidores públicos dos órgãos e entidades municipais.

Eduardo Lopes não foi encontrado pela reportagem.

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