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Referências, formatos e perfil de grupo: o técnico Dutra no Sub-20 do Santa

Por Camila Alves, Recife

“Um orientador, mas não com tanta gritaria.” É assim que o ex-atleta – e agora técnico – Dutra espera comandar o time Sub-20 do Santa Cruz da beira do gramado. À frente da equipe em momento de reestruturação da base coral, o comandante explicou o modelo de trabalho implantado e o perfil de jogador que espera formar. Mais: revelou as referências e os profissionais nos quais se espelha, além de destrinchar trajetória até chegar ao cargo.

Formação de jogadores e modelo de jogo

O trabalho nascerá de uma mistura das ideias do treinador e da diretoria. Dutra incentiva o trabalho com as categorias de forma integrada. Da parte do clube, a pedida é inserir jogadores de maneira ordenada, formados em cima de um modelo de jogo compatível à história do Tricolor.

– Se você pegar a história do Santa Cruz, ele sempre teve atacantes cabeceadores, de área, guerreiros. Vamos trabalhar para entregar esse tipo de jogador para o profissional, e também outras variações, mas basicamente ele vai ter esse modelo de um jogador que se espelha com a história do clube. Lateral que é marcador, sabe cruzar. Volantes que marcam.

Ao lado dos técnicos Palhinha, no Sub-15, e Felipe Alves, no Sub-17, Dutra comandará as categorias implantando um único modelo de jogo.

– Os trabalhos de treino de campo vão ser todos parecidos. O modelo em que o time jogará vai ser o mesmo. Só que nós treinadores vamos ter nossas variações.

Referências do Japão e do Sport

Aposentado em 2014, pelo Yokohama Marinos, no Japão, o ex-lateral recebeu o convite para trabalhar na base do clube assim que pendurasse as chuteiras. Mas a língua apareceu como empecilho, e Dutra não aceitou o cargo. Mas traz para o Santa Cruz muitas das virtudes do trabalho que conhece na Ásia.

– Esse clube tinha o modelo do Barcelona. Categorias integradas, modelo de jogo parecido. O projeto deles era de revelar jogadores para o clube. Aqui a gente quer para o clube, mas também para vender.

Iniciado na área no ano passado, quando recebeu o convite de Daniel Paulista para trabalhar como auxiliar técnico no Sport, Dutra permaneceu no clube durante o restante da temporada. Acompanhou os trabalhos de Ney Franco e Vanderlei Luxemburgo, após a saída de Paulista.

Calendário

– Nós vamos trabalhar para que o clube participe de pelo menos de duas competições nacionais. O Brasileiro, a Taça BH, Taça São Paulo. Vamos iniciar os trabalhos e, lá para frente, pediremos ajuda do torcedor, procuraremos investidores e veremos se o clube tem condições de mandar a base. Pela situação do ano passado, a gente sabe a dificuldade que o clube tem, mas queremos vender essa ideia.

Enquanto Sub-15 e Sub-17 contam com um calendário de competições a partir de abril (Copa do Nordeste e Pernambucano), o Sub-20 tem agenda somente para o segundo semestre. Até lá, a categoria passa por um processo de triagem e construção.

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