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Recife vive terça-feira de caos no trânsito devido a protestos

Protesto de cegonheiros no Centro do Recife / Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Protesto de cegonheiros no Centro do RecifeFoto: Hélia Scheppa/JC Imagem

O cidadão que precisou se locomover de carro ou de transporte público, nesta terça-feira (24), no Recife, teve que passar por uma verdadeira prova de fogo. O dia foi marcado por várias paralisações – em algumas vias da área central da capital o tempo parado ultrapassou as duas horas – que travaram o trânsito. Membros da Associação dos Profissionais de Táxi do Recife realizaram uma carreata pelo Centro nesta manhã e se reuniram com a Prefeitura pela tarde. Outro protesto também contribuiu para a baixa mobilidade: os cegonheiros que reivindicavam a contratação de motoristas pernambucanos para transportar os carros produzidos pela fábrica da Fiat, em Goiana, pararam o tráfego por três horas. A manifestação saiu do Cais de Santa Rita e circulou pelas ruas do Centro.

Protesto dos taxistas começou por volta das 11h

Protesto dos taxistas começou por volta das 11hFoto: @Pragomes / Twitter

Na reunião entre os taxistas e a Prefeitura foi decidido que haverá um novo encontro nesta segunda-feira (2), às 10h, na sede da Prefeitura, área central do Recife. Na nova reunião, a categoria vai se encontrar com o secretário do Governo, Sileno Guedes, o Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE) e o Batalhão de Polícia do Trânsito (BPTran).

Os motoristas encontraram o trânsito caótico em vários trechos do Recife ao longo do dia, entre os mais citados estão o cruzamento da Avenida Agamenon Magalhães com a Rua Buenos Aires, que paralisou o tráfego no Espinheiro e redondezas. Alguns motoristas, em contato com o JC Trânsito, disseram ter que abandonar o carro e seguir a pé.

PROTESTO DOS TAXISTAS – Os dois principais pontos da pauta de reivindicações da associação, que reúne aproximadamente 800 dos mais de 12 mil taxistas do Recife, são o fim da circulação de veículos de outras cidades no Recife e a isenção para o pagamento do curso de capacitação exigido para esses profissionais.

“Não somos contra o apoio dos outros táxis no dia dos grandes eventos, mas que isso seja discutido com a categoria. Somos contra a invasão desenfreada de táxis irregulares, muitos com taxímetros irregulares e vários problemas”, afirma o presidente da associação, Sandro Cavalcanti.

O curso, implementado na Lei Federal nº 12.468/2011 e exigido no recadastramento anual dos taxistas a partir de 2016 – prazo adiado após pedido dos profissionais -, custa R$ 200 e tem 36 horas/aula. “Os motoristas auxiliares (que trabalham a partir da contratação do carro) não têm condições de pagar pelo curso nem parar para isso. Quem vai pagar as diárias?”, questiona Cavalcanti.

No entanto, a associação não tem apoio do sindicato para o protesto. “Estamos lutando por isso também. A CTTU já tem os nossos ofícios e as nossas reivindicações”, explica o presidente do Sindicato dos Taxistas de Pernambuco, Everaldo Menezes. Para ele, o fato de a entidade já estar em negociação por maior fiscalização dos táxis de outros municípios e que o preço do curso seja barateado, além de uma flexibilização dos horários, faz com que não seja necessária a realização de protesto.

PROTESTO DOS CEGONHEIROS – O material entregue pelos manifestantes aos motoristas que passaram pelo Cais de Santa Rita afirma que a Sada, empresa escolhida pela Fiat para escoar a produção dos veículos Jeep em Goiana, “falta com a verdade ao povo de Pernambuco”.

Os profissionais pernambucanos querem atuar com pelo menos metade da produção local. No entanto, a empresa anunciou à imprensa, na semana passada, que 12 motoristas do Estado serão contratados inicialmente para transportar os carros Jeep para o Norte e o Nordeste. A carga será levada para as outras regiões por profissionais que vêm da fábrica de Betim, em Minas Gerais, com modelos produzidos lá.

Esse anúncio foi alvo de mais reclamação. Segundo Luciano Pontes, vice-presidente do Sintrave-PE, um dos cinco sindicatos que representam a categoria, em audiência realizada no início de fevereiro, a Sada teria se comprometido a dar retornos sobre a pauta dos motoristas. “Só soubemos pela imprensa. E foram inverdades”, afirmou.

Em nota, a Sada afirmou que “não existe nenhuma negociação com os supostos sindicatos dos cegonheiros e ainda ratifica que não há nenhum compromisso formal ou qualquer jurisdição que recomende a empresa a negociar as contratações de profissionais com sindicatos”.

Em entrevista à Rádio Jornal, o diretor da empresa, Edson Pereira, afirmou que as reivindicações dos motoristas não serão atendidas, entre outros motivos, para evitar aumento de custos. “Eles se dizem cegonheiros pernambucanos, mas prestam serviço a locadoras. Eles são empresários como a gente. Anteriormente concorriam comigo e agora querem trabalhar para mim”, disse.

 

 

Do JC Trânsito

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