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Quarentena é restabelecida em Ciudad del Este devido ao avanço do coronavírus

Segunda maior cidade do Paraguai registra 40% dos casos do país. Fechamento será por duas semanas, segundo ministro da Saúde, que alega saturamento do sistema; após anúncio, manifestantes tomaram o centro em um protesto.

Por France Presse

O governo do Paraguai restabeleceu uma quarentena quase total em Ciudad del Este, a segunda maior cidade do país, na fronteira com o Brasil e a Argentina, por conta do avanço da epidemia do novo coronavírus. A ação causou a revolta da população local.

“Vamos fazer esse fechamento por duas semanas, depois das quais teremos um melhor domínio do aspecto epidemiológico”, anunciou o ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, em entrevista coletiva.

Localizada 330 quilômetros a leste da capital Assunção, Ciudad del Este tem 600 mil habitantes e registra 40% dos casos no país desde que o primeiro contágio de Covid-19 foi detectado em 7 de março. “Um terço dos mortos são dessa área”, disse Mazzoleni.

Segundo o ministro, o sistema de saúde está bastante saturado, ainda que sua capacidade de terapia intensiva tenha sido triplicada. “Há uma propagação significativa em Ciudad del Este e é preciso tomar medidas para evitar o impacto que pode vir”, disse em justificativa à decisão.

Após o anúncio, manifestantes fecharam a Rota 7, estrada que liga Ciudad del Este a Assunção. Com bombas, buzinas, bandeiras paraguaias e canções patrióticas, protestantes também tomaram o centro da cidade, como mostraram imagens da televisão.

Roberto González, governador do Alto Paraná, região cuja capital é Ciudad del Este, solicitou ao governo federal que reverta sua decisão e permita o funcionamento do comércio até as 17h, com sanções para quem não cumprir as medidas sanitárias.

O Paraguai teve, até esta quarta-feira (29), 4.866 infecções e 46 mortes por coronavírus. Enquanto isso, o Brasil é o país mais afetado da América do Sul, com mais de 2,5 milhões de casos e mais de 90.100 mortes.

Após o fechamento da fronteira com o Brasil, o contrabando se multiplicou, resultando em confrontos violentos com traficantes e na morte de um soldado da Marinha, além de prisões em massa. De acordo com dados oficias, o tráfego de pessoas que ousam atravessar o poderoso rio Paraná já levou a seis mortes por afogamento.

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