Prefeito e primeira-dama de Osasco têm alta 12 dias após explosão de fogueira

Por G1 SP

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, e mulher dele, a primeira-dama Aline Lins, recebem alta médica na manhã desta quarta-feira (10), informou a assessoria de imprensa da Prefeitura da cidade da Grande São Paulo.

O casal estava internado desde 28 de junho no Hospital Municipal Antônio Giglio. Naquela noite, Lins e a mulher se queimaram após uma explosão no momento em que ele acendia uma fogueira no Arraiá do Servidor (assista abaixo).

Segundo a Prefeitura, “o tratamento se dará em casa e ambos seguirão todas as recomendações médicas, retomando seus compromissos aos poucos”.

No domingo (7), o prefeito disse ao Fantástico que sentiu “um calor insuportável” no momento do acidente “É uma fração de segundos. Queimou tudo. Apesar da forte explosão, em uma fração de segundos, foram queimaduras de primeiro e segundo grau”, disse Lins.

Laudo

O Instituto de Criminalística (IC) já entregou à Polícia Civil o laudo sobre a explosão da fogueira. O documento aponta que as chamas começaram na parte debaixo da fogueira, logo depois que o prefeito de Osasco se aproximou com uma tocha acesa.

Em seguida acontece a explosão. Um fenômeno que os peritos chamam de “flash fire”, ou seja, uma chama súbita e intensa, de alta temperatura e curta duração.

Peritos concluíram que a explosão tem a ver com o jeito como a fogueira foi construída. Diversos troncos de madeira empilhados, formando uma grande pirâmide. Tudo coberto com tecido sintético. Foram colocados três litros de gasolina para que o fogo pudesse se espalhar mais rápido.

O combustível evaporou e, como a fogueira estava toda coberta com tecido, o vapor ficou confinado lá dentro, criando uma atmosfera explosiva. Os peritos dizem ainda que a fogueira foi construída por experiência, sem análise formal ou projeto prévio.

Os peritos do IC analisaram ainda a documentação do evento e descobriram que em nenhum dos dois alvarás emitidos pelos bombeiros para a realização da festa há menção específica à permissão ou proibição para fogueiras; havendo expressamente referência à proibição de eventos pirotécnicos.

Os restos de madeira e tecido forneceram as primeiras pistas. Mas foi depois de analisar, quadro a quadro, o vídeo do acidente que os peritos conseguiram entender a origem da explosão.

Uma imagem anexada ao laudo indica que as chamas começaram na parte debaixo da fogueira, logo depois que o prefeito de Osasco se aproximou com uma tocha na mão.

Prefeito de Osasco, Rogério Lins, mostra ferimentos causados por explosão de fogueira — Foto: Reprodução/TV Globo

Prefeito de Osasco, Rogério Lins, mostra ferimentos causados por explosão de fogueira — Foto: Reprodução/TV Globo

Divergências

Segundo a Prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa contratada para o evento, Arena VIP, sabia da montagem da fogueira, “tanto que a mesma foi feita durante o dia, no espaço da Arena, que cercou com gradil toda a área da fogueira”, diz a nota.

Já de acordo com o responsável técnico da Arena VIP, Cláudio Neemias Rebello Silva, a Prefeitura, em momento algum, informou que teria fogueira na festa.

A festa junina não tinha autorização do Corpo de Bombeiros para fazer a fogueira. Segundo Marcos Palumbo, porta-voz da corporação, como os organizadores do evento, ao apresentarem o projeto inicial, não informaram que seria feita uma fogueira, a corporação cassou no dia seguinte ao acidente o AVCB que havia autorizado a realização da festa na cidade.

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