Polícia flagra 8 toneladas de droga que tinham SP e RJ como principais destinos; suspeita é que depósito seja de facção

Por Graziela Rezende, G1 MS

Polícia Civil apreendeu 8 toneladas de droga em Ponta Porã, MS — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Polícia Civil apreendeu 8 toneladas de droga em Ponta Porã, MS — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil apreendeu 8 toneladas de maconha em Ponta Porã, a 312 quilômetros de Campo Grande, na região de fronteira com o Paraguai. O flagrante ocorreu em um depósito na BR-463, na noite dessa segunda-feira (9).

Conforme os delegados Patrick Linares e Caio Macedo, da 2ª delegacia do município, está foi a maior apreensão da droga realizada pela Polícia Civil na região.

“Nós recebemos a denúncia anônima de que ali funcionava um depósito. Foi feito o monitoramento e aguardamos o melhor momento para fazer a abordagem. Primeiro foi feita a prisão do caseiro. Em seguida, o filho dele também foi preso”, explicou ao G1 o delegado Macedo.

Além da droga, a polícia também encontrou uma grande quantidade de munição de diversos calibres. “O ilícito todo seria encaminhado para São Paulo e Rio de Janeiro principalmente, além de outros estados. Os envolvidos vão responder por tráfico de drogas e posse de munições de uso permitido”, comenta o delegado, completando que as investigações prosseguem já que a suspeita é que mais pessoas estejam envolvidas no caso, pois havia uma intensa movimentação no local.

A maconha encontrada no depósito, conforme a suspeita da Polícia Civil, teria vindo do Paraguai. Ao todo foram apreendidos 260 fardos de maconha, que após pesagem totalizaram as 8 toneladas.

Já as munições seriam dos calibres 12 e 9 milímetros. Um carro também foi apreendido, além de uma balança e grande quantidade de fita adesiva de diversas cores, que era usada para marcar os fardos da droga, identificando os proprietários do entorpecente.

Os suspeitos, de 56 anos e 25 anos, foram levados para a delegacia e indiciados. A suspeita, de acordo com a Polícia Civil, é que o depósito era “mantido por um consórcio de traficantes de facções criminosas”.

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