Polícia descarta hipótese de homofobia no assassinato de professor e ativista LGBT em Pombos

Por G1 PE

Depois da prisão de Anderson Antônio da Silva, que confessou ter matado o professor e ativista LGBT Sandro Cipriano Pereira, a Polícia Civil descartou a hipótese de crime de homofobia. Segundo a corporação informou nesta quarta (10), a vítima mantinha um relacionamento com finalidades financeiras com o homem autuado por ter cometido o crime no dia 27 de junho, em Pombos, na Zona da Mata. (Veja vídeo acima)

“A dinâmica do crime ainda está sendo investigada, mas Anderson afirmou, em depoimento, que tinha tido um relacionamento de um ano e meio com Sandro. Ele disse ter sido motivado por ciúmes, mas não estamos considerando totalmente essa hipótese”, afirma a delegada Carolina Martins, à frente do caso.

Carro do professor Sandro Cipriano foi encontrado carbonizado às margens da BR-232 — Foto: Reprodução/WhasApp

Carro do professor Sandro Cipriano foi encontrado carbonizado às margens da BR-232 — Foto: Reprodução/WhasApp

A Polícia chegou até Anderson por meio de testemunhas, que mencionaram o relacionamento entre ele e a vítima. Na versão contada por Anderson à polícia, ele disse ter disparado contra Sandro na cabeça, dentro do carro da vítima e, em seguida, roubou eletrodomésticos, cartões bancários e outros pertences pessoais.

De acordo com o chefe em exercício da delegacia seccional de Vitória de Santo Antão, Álvaro Grako, que também participou das investigações, a versão de crime passional não é totalmente considerada. “O investigado disse que queimou o veículo com os pertences, mas esses materiais não foram encontrados no veículo. Isso reforça a hipótese de latrocínio”, afirma.

As investigações seguem em curso para identificar se há outras pessoas envolvidas no crime. “O inquérito ainda não foi concluído e continuamos trabalhando”, diz Carolina.

Corpo de Sandro foi encontrado no município de Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco — Foto: Acervo pessoal/Reprodução

Corpo de Sandro foi encontrado no município de Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco — Foto: Acervo pessoal/Reprodução

Repercussão

O corpo de Sandro foi encontrado no dia 29 de junho, mesma data em que ocorreu o velório, no Clube Municipal de Pombos. O enterro aconteceu no dia 30 de junho, no Cemitério São Pio X, no mesmo município, às 11h. Sandro foi sepultado sob aplausos e pedidos de justiça.

No dia 1º de julho, uma comitiva participou de uma sessão na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Centro do Recife. Em seguida, os ativistas foram para a sede da Secretaria de Defesa Social (SDS), também na capital, cobrar rigor na investigação do caso e mais políticas para a população LGBT. No domingo (7), a morte do professor motivou um protesto em Pombos.

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