Pernambuco ganha mais seis patrimônios vivos e passa a ter 63 titulados

Por G1 PE

Sociedade Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira foi um dos patrimônios vivos de Pernambuco eleitos na quarta (10) — Foto: André Sampaio/Secult-PE/Divulgação

Sociedade Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira foi um dos patrimônios vivos de Pernambuco eleitos na quarta (10) — Foto: André Sampaio/Secult-PE/Divulgação

Pernambuco ganhou mais seis patrimônios vivos, escolhidos pelo Conselho Estadual de Preservação Cultural na quarta (10). Os artesãos Mestre Saúba, Mestre Aprígio e Mestre Nado, o Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira, o mestre de coco Assis Calixto e a Tribo Indígena Carijós do Recife foram os nomes escolhidos.

Após essa eleição, o estado conta com 63 patrimônios vivos. A diplomação dos vencedores está prevista para agosto de 2019, quando eles passam a receber uma bolsa vitalícia de R$ 1,6 mil, no caso de pessoa física, e R$ 3,2 mil, no caso de grupos e pessoas jurídicas.

Segundo a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o objetivo do prêmio é “reconhecer, estimular e proteger iniciativas que contribuem para o desenvolvimento sociocultural e profissional dos mestres e das mestras e grupos de notório saber”.

Conheça os novos patrimônios vivos

Mestre Saúba

Morador de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, José Antônio da Silva, conhecido como Mestre Saúba, é de uma família em que a produção de brinquedos artesanais é tradicional. Iniciou as atividades aos 20 anos e divide o ofício com o irmão mais novo, o filho e a neta, produzindo borboletas, ratos, carros e os brinquedos tradicionais como rói-rói e mané gostoso.

Mestre Saúba é artesão de brinquedos populares e mamulengos — Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação

Mestre Saúba é artesão de brinquedos populares e mamulengos — Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação

Sociedade Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira

Inicialmente chamado de Cambinda Nova e depois Cambinda Amorosa, o maracatu surgiu no Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, na Zona da Mata, no início do século 20. Conhecida como Dona Rosinha, a proprietária permitia que os trabalhadores se apresentassem na Casa Grande. Em 1918, com a cidade em crise, a falta de comida obrigou a população a pescar cambindas, peixe que deu nome ao maracatu.

Mestre Aprígio

Nascido em Exu, no Sertão, em 25 de maio de 1941, José Aprígio Lopes confecciona peças em couro. O artesão conta que produziu, a partir de 1955, os chapéus de couro utilizados por Luiz GonzagaDominguinhostambém foi outro artista que vestiu as produções do Mestre Aprígio, que vive em Ouricuri e segue produzindo as peças.

Mestre Aprígio produziu peças para Luiz Gonzaga e Dominguinhos — Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação

Mestre Aprígio produziu peças para Luiz Gonzaga e Dominguinhos — Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação

Mestre Nado

Morando na periferia de Olinda, Aguinaldo da Silva, conhecido como Mestre Nado, teve o primeiro contato com o barro aos 10 anos, quando passou a trabalhar em uma olaria. A experiência vivida até os 17 anos deu base para transformar seu trabalho em arte em Tracunhaém, onde iniciou a produção de cerâmicas figurativas. No Centro Cultural Som do Barro, ele se dedica a construir instrumentos musicais com a matéria-prima que sempre utilizou.

Mestre Nado trabalha com barro desde os 10 anos de idade — Foto: Artur Mota/Divulgação

Mestre Nado trabalha com barro desde os 10 anos de idade — Foto: Artur Mota/Divulgação

Mestre Assis Calixto

Natural de Sertânia, Francisco de Assis Calixto Montenegro é conhecido pelas composições e participação no Coco Raízes de Arcoverde. Com músicas sobre a vida do sertanejo, elementos da natureza e animais, o mestre viajou dentro do Brasil e para outros países para difundir a cultura pernambucana. Ele também confecciona tamancas de madeira utilizadas para dançar coco.

Mestre Assis Calixto compõe músicas e confecciona tamancas de madeira para apresentações do Coco Raízes de Arcoverde — Foto: Roberta Guimarães/Secult-PE/Divulgação

Mestre Assis Calixto compõe músicas e confecciona tamancas de madeira para apresentações do Coco Raízes de Arcoverde — Foto: Roberta Guimarães/Secult-PE/Divulgação

Caboclinho Carijós

Tribo mais antiga de Pernambuco, a Carijós se dedica à expressão cultural imaterial há 122 anos. A agremiação foi fundada pelo estivador Antônio da Costa em 5 de março de 1896 e, além das apresentações no carnaval, promove oficinas de fantasias, adereços, instrumentos musicais, ritmo e dança nos outros meses do ano. Em 2017, a Tribo Carijós foi homenageada no carnaval do Recife.

Tribo Carijós foi homenageada no carnaval do Recife em 2017 — Foto: Clélio Tomaz/Divulgação

Tribo Carijós foi homenageada no carnaval do Recife em 2017 — Foto: Clélio Tomaz/Divulgação

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