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Partidos alemães chegam a acordo de coalizão

Após semanas de negociações, social-democratas, verdes e liberais chegam a consenso para formar novo governo na Alemanha, deixando Olaf Scholz mais perto do cargo de chanceler federal.

Por Deutsche Welle

Quase dois meses após as eleições parlamentares na Alemanha, os três partidos que negociavam a formação de um governo chegaram a um acordo de coalizão. Os partidos Social-Democrata (SPD), Verde e Liberal Democrático (FDP) convocaram uma coletiva de imprensa para a tarde desta quarta-feira (24) para apresentar os detalhes do pacto.

As negociações entre as três legendas começaram oficialmente no fim de outubro. Após o acordo de coalizão, as legendas esperam agora que o líder social-democrata Olaf Scholz seja eleito pelo Bundestag (Parlamento) na semana do dia 6 de dezembro como sucessor de Angela Merkel no cargo de chanceler federal.

Somente na terça-feira (23) os três partidos chegaram a um consenso sobre o tema proteção climática. Segundo informações obtidas pela emissora de televisão ARD, uma expansão maciça das energias renováveis deve ser estipulada no acordo tripartite.

A meta será de que, até 2030, as energias eólica e solar cubram 80% do consumo de energia na Alemanha e um terço dos carros sejam completamente elétricos. Pouco tempo depois, licenças para veículos com motor a combustão deverão deixar de ser concedidas. A coalizão também pretende antecipar o abandono da energia a carvão de 2038 (meta atual) para 2030, segundo a ARD.

De acordo com a emissora, detalhes sobre os controversos temas orçamento e finanças ainda não são conhecidos, nem os nomes dos ministros do novo governo.

‘Coalizão semáforo’

O SPD foi o partido mais votado nas eleições gerais de 26 de setembro, com 25,7% dos votos. O Partido Verde obteve o melhor resultado da sua história, com 14,8%, e os liberais alcançaram 11,5%.

Tradicionalmente uma coalizão de governo necessita alcançar a maioria absoluta no Parlamento (o que também garante a eleição do candidato indicado a chanceler pelo Bundestag, o Parlamento alemão), já que os partidos alemães costumam ser avessos a governos de minoria.

Caso se concretize, esta será a primeira aliança tripartidária a governar a Alemanha desde anos 1950. E seria a primeira vez que uma “coalizão semáforo”– em alusão às cores dos partidos social-democrata (vermelho), liberal (amarelo) e Verde – governaria em nível federal na Alemanha e colocaria fim aos 16 anos de governo conservador sob Merkel.

Chefiado pela chanceler federal, o governo atual é composto pela união entre o partido dela, a União Democrata Cristã (CDU), e seu partido irmão União Social Cristã (CSU), além do Partido Social-Democrata (SPD). A aliança entre as duas maiores bancadas é chamada de “grande coalizão”.

Os conservadores amargaram o pior resultado de sua história nas eleições de setembro, obtendo 24,1% dos votos, e uma repetição da aliança com o SPD foi descartada por ambos os partidos.

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