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Pais de estudantes mexicanos desaparecidos gravam vídeo relembrando último Natal

Da Agência Brasil e Folhapress

Segundo a investigação oficial, os jovens foram detidos por policiais e entregues ao cartel Guerreiros Unidos, que os teriam assassinado no município de Cocula, vizinho a Iguala / Foto: AFP

 

Segundo a investigação oficial, os jovens foram detidos por policiais e entregues ao cartel Guerreiros Unidos, que os teriam assassinado no município de Cocula, vizinho a IgualaFoto: AFP

Em vídeo publicado no YouTube, parentes dos estudantes desaparecidos há quase três meses em Ayotzinapa, Guerrero, no México, pedem para que a sociedade continue apoiando a busca por justiça. Nos depoimentos, eles lembram o último Natal que passaram com os filhos.

Os 43 estudantes desapareceram na noite de 26 de setembro, depois de disparos feitos por policiais municipais, quando morreram seis pessoas e 25 ficaram feridas.

Segundo a investigação oficial, os jovens foram detidos por policiais e entregues ao cartel Guerreiros Unidos, que os teriam assassinado no município de Cocula, vizinho a Iguala. As famílias não acreditam na versão.

“No ano passado, estávamos com toda a família reunida”, disse Epifânio Álvarez, pai de Jorge Álvarez. “Será um Natal triste, sem ele e seus companheiros”, salientou Maria Inés Abraján, tia de Adán Abraján. “Na minha casa não haverá Natal, porque sempre tenho recordações do meu filho”, ressaltou Margatita Rodríguez, mãe de Miguel Zacarías.

Os parentes também pedem uma resposta às autoridades e que o governo busque os estudantes. Eles fazem um apelo às autoridades internacionais para que peçam ao governo mexicano solução para o problema.

PROTESTOS – Sob uma forte chuva, os pais dos 43 estudantes mexicanos se reuniram na noite da véspera de Natal perto da residência do presidente Enrique Peña Nieto para reafirmar que nunca deixarão de procurar os filhos.

“Estamos aqui para dar uma lição de força, para mostrar que jamais deixaremos de buscá-los, mesmo que sozinhos, já que o governo não conseguiu encontrá-los”, disse Felipe de la Cruz, pai de um dos estudantes, à agência AFP.

Os pais e mães dos jovens ficaram parados a alguns metros da entrada da residência oficial com cartazes que traziam fotos dos estudantes.

Dezenas de policiais impediram a aproximação da residência oficial Los Pinos, que tem 56 mil metros quadrados.

“Você esta em sua casa tranquilo, festejando o Natal, comendo, mas nós, como pais e mães de família, estamos sofrendo por nossos filhos. Foram policiais que os levaram”, afirmou em um rápido discurso Maria de Jesus Tlatempa, mãe de José Eduardo Bartolo, 19, um dos estudantes que sumiram.

“Os desaparecidos… todo o sangue derramado neste país, tudo é sua culpa”, completou, em uma mensagem ao presidente Peña Nieto, que se reuniu apenas uma vez com os pais dos jovens.

Em 30 de outubro, Peña Nieto prometeu redobrar os esforços para procurar os estudantes.

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