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Observadores da União Europeia dizem não ver indícios de fraude eleitoral no Quênia

Por G1

A chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia no Quênia afirmou, nesta quinta-feira (10), que não há sinais de “manipulação centralizada ou localizada” no processo de votação.

Marietje Schaake disse que o relatório final da missão vai avaliar a codução do processo de contagem de votos, que segundo o líder da oposição, Raila Odinga, foi comprometido pela atuação de hackers.

Também nesta quinta, as autoridades eleitorais do país confirmarm uma tentativa de invasão dos sistemas eleitorais, mas afirmaram que o incidente não foi “bem sucedido”, segundo a Reuters. Na quarta-feira, no entanto, o responsável pela Comissão Eleitoral do Quênia, Ezra Chiloba, assegurou que seu sistema informático não sofreu nenhuma interferência externa “antes, durante nem após” as eleições gerais.

De acordo com a agência EFE, o país prossegue nesta quinta com a apuração dos votos das eleições realizadas na última terça-feira (8). No mesmo dia, a oposição denunciou uma fraude, e desencadeou uma série de protestos pelo país. Segundo a France Presse, quatro pessoas morreram em dois incidentes separados.

A Comissão Eleitoral (IEBC) publicou no fim da tarde de quarta os resultados transmitidos eletronicamente por quase 97% dos colégios eleitorais, que davam ao presidente em fim de mandato, Uhuru Kenyatta, 54,31% dos votos, contra 44,81% obtidos por Odinga, em um total de 14,7 milhões de votos apurados.

Mortes

No dia seguinte das eleições, a polícia jogou bombas de gás lacrimogêneo contra os centenas de manifestantes aglomerados nos redutos da oposição, onde costumam acontecer este tipo de tumulto em períodos eleitorais, principalmente em Kisumu.

No subúrbio de Mathare, em Nairóbi, a polícia também contou com munição letal, matando pelo menos duas pessoas.

O chefe da polícia de Nairóbi assegurou que tentaram atacar policiais “com facões”. Uma fonte policial, que não quis ser identificada, afirmou que os dois mortos integravam um grupo de manifestantes, no qual havia ladrões que se aproveitaram da situação caótica.

No condado de Tana River, por sua vez, homens armados com facas atacaram um colégio eleitoral onde estava acontecendo a recontagem. Dois deles foram mortos pela polícia. “Ainda não estabelecemos a causa” dos atos, declarou Larri Kieng, chefe regional da polícia, ao ser questionado sobre se poderia ser um ataque dos islamitas somalis do Al-Shabaab, muito ativos nessa área.

Temores de violência

Antes das eleições, para que as autoridades colocassem à disposição 150.000 membros das forças de segurança, vários observadores quenianos e internacionais manifestaram o seu temor de que ocorressem incidentes no momento do anúncio dos resultados da presidencial, o que em parte foi confirmado.

A campanha de 2017 foi especialmente dura, com a oposição acusando incansavelmente o campo presidencial de preparar uma fraude.

A votação ocorreu sem incidentes na terça-feira na maior parte do 41.000 centros eleitorais. Os cerca de 19,6 milhões de eleitores desta ex-colônia britânica de 48 milhões de habitantes também elegeram governadores, deputados, senadores, representantes locais e representantes de mulheres na Assembleia.

O voto no Quênia costuma ser baseado em sentimentos de pertencimento étnico, mais do que em programas. Kenyatta, que pertence à etnia kikuyu, e Odinga, à luo, estabeleceram duas poderosas alianças eleitorais.

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