Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

Obras para abastecer o Agreste demoram

Paulo Veras

Caruaru não usa mais água de Jucazinho, que está no volume morto / Foto: Aluísio Moreira/Compesa

Caruaru não usa mais água de Jucazinho, que está no volume morto

Foto: Aluísio Moreira/Compesa

Para tentar amenizar o impacto da estiagem no próximo ano, o governador Paulo Câmara tem apostado em obras hídricas emergenciais. A principal delas é a transposição do Rio Pirangi, que será captado na cidade de Catende, na Mata Sul, através de uma adutora de 25 quilômetros de extensão, para levar água até Caruaru. O objetivo é dobrar os 500 litros de água por segundo que abastecem a cidade hoje, sem o aporte de Jucazinho, e atender Santa Cruz do Capibaribe e Toritama.

Custeada com R$ 60 milhões do Banco Mundial, que o Estado remanejou de um empréstimo para ações na bacia do Capibaribe, as obras devem começar em janeiro e serem concluídas no início do segundo semestre de 2016. O problema é que, sem chuvas, Santa Cruz e Toritama devem entrar em colapso já a partir de março, segundo as previsões da própria Compesa. “Nenhuma cidade ficará sem água. Mesmo na pior situação, nós já temos garantia de abastecer pelo menos com caminhão-pipa”, garante Marconi Azevedo, diretor regional do interior da Compesa.

Outra proposta para abastecer o Agreste prevê a retirada de águas da barragem de Serro Azul, em Palmares, mas a adutora a ser construída ainda está em fase de contratação do projeto e dificilmente seria iniciada em 2016.

Além disso, a Adutora do Agreste, que poderia ser usada para levar os recursos hídricos de Caruaru para 67 outras cidades da região está com as obras praticamente paradas. O plano de trabalho original previa que a União desembolsaria R$ 374 milhões para a obra em 2015. Até agora, só R$ 34 milhões foram repassados. Paulo Câmara esperava que durante o encontro com governadores do Nordeste, na última quinta, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciasse uma liberação de caixa na obra, o que acabou não ocorrendo. Além de garantir ações emergenciais, como a perfuração de poços profundos e a contratação de carros-pipa, Dilma sinalizou com a possibilidade de liberar empréstimos internacionais para obras hídricas e de enfrentamento a estiagem nos estados.

Na sexta, o senador Humberto Costa (PT) anunciou que a Transposição do São Francisco, uma das promessas para o semi-árido, será concluída em 2016. A água do projeto chegaria ao Agreste através de um ramal que ainda está em licitação e que pode levar até três anos para ficar pronto.

Jornal do Commercio

Caderno Política

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.