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Obama pede ao Congresso dos EUA que controle as ‘armas de guerra’

Do G1, em São Paulo

A Casa Branca exigiu na segunda-feira (13) que o Congresso dos Estados Unidos, controlado pela oposição republicana, aprove a legislação que impede os extremistas de terem acesso a armas de guerra, como a que foi usada no massacre em uma boate gay de Orlandona madrugada deste domingo.

Autoridades dos Estados Unidos investigam se alguém ajudou o atirador que matou 49 pessoas casa noturna Pulse. O agressor usou um rifle AR calibre .223 e uma pistola 9mm semiautomática no ataque. Ele foi morto a tiros por policiais que invadiram a boate depois de um cerco de três horas. Para a Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI), não há risco de novos ataques.

“Existe um certo bom senso de que o Congresso poderia tornar mais difícil que indivíduos ponham suas mãos em uma arma de guerra”, afirmou o porta-voz Josh Earnest, acrescentando que o presidente Obama se sente muito frustrado em relação à falta de ação dos congressistas.

Earnest disse que o Congresso deve aprovar medidas que “fariam nossas comunidades mais seguras e que não prejudicariam os direitos constitucionais dos cidadãos cumpridores da lei”.

“O presidente está muito frustrado e, por vezes, irritado com a falta de ação do Congresso”, afirmou Earnest durante a entrevista coletiva.

Mais cedo, Obama criticou as leis que permitem fácil acesso a armas em seu país durante uma entrevista na Casa Branca. “Leis fracas sobre armas tornam fácil que indivíduos perturbados consigam armas poderosas”, afirmou.

Ele disse que, aparentemente, as armas usadas no ataque foram compradas legalmente pelo atirador. Também observou que os EUA precisam refletir sobre os riscos de serem permissivos em relação ao acesso a armas.

Segundo Obama, o caso está sendo tratado como uma investigação de terrorismo e estão sendo investigadas “todas as motivações” do assassino.

Obama disse que aparentemente o assassino foi influenciado por extremistas, mas que não há “provas claras” de que o ataque foi dirigido por extremistas nem que o atirador seja parte de um “plano maior”.

Ele afirmou que parece se tratar de um caso de extremismo “feito em casa”. O atirador, Omar Mateen, teria sido “inspirado por várias informações de extremistas disseminadas na internet”.

Para o presidente, o massacre foi um ataque a “todos os americanos”. “Nossos corações estão com as famílias das vítimas”, completou.

O massacre reacendeu o debate sobre a melhor maneira de confrontar a militância islâmica violenta, um dos principais temas da campanha presidencial dos EUA. A democrata Hillary Clinton falou em encontrar uma maneira de manter o país seguro sem demonizar os muçulmanos. O republicano Donald Trump disse que o país precisa aumentar a sua resposta militar contra o Estado Islâmico.

Investigações
Policiais e outras autoridades apuram indícios dentro da Pulse e nas ruas interditadas ao seu redor para saber se alguém ajudou o atirador.

“Existe uma investigação sobre outras pessoas. Estamos trabalhando tão diligentemente quanto possível nisso”, afirmou o procurador Lee Bentley em uma coletiva de imprensa. “Se alguém mais se envolveu neste crime, será processado.”

Atirador
Omar Mateen tinha 29 anos, era cidadão americano e filho de imigrantes afegãos. Ele nasceu em Nova York e morava na Flórida.

O suspeito já havia sido investigado pelo FBI porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho. Mas a polícia concluiu as investigações sem encontrar evidências disso, e Mateen não estava sob observação do FBI.

Ele ligou para o serviço de emergência antes do ataque e disse ser leal ao líder do Estado Islâmico (EI). Nesta segunda, em rádio oficial, o grupo extremista reivindicou a autoria do massacre. Até as 11h, as autoridades norte-americanas não haviam se pronunciado sobre as declarações.

Embora o grupo extremista tenha assumido a autoria da ação, isso não significa que necessariamente tenha dirigido o ataque: nada em sua declaração indica uma coordenação entre o atirador e o Estado Islâmico antes do ataque.

No domingo (12), o pai do atirador disse que ele não era um radical, mas indicou que Mateen tinha se irritado, há alguns meses, quando viu dois homens se beijando. Sua ex-mulher o descreveu como um homem mentalmente instável e violento.

Vítimas
Quase 24 horas depois do fim da tragédia, as autoridades começaram a divulgar os nomes das vítimas. A vítima mais jovem é Luis Omar Ocasio-Capo, de 20 anos, enquanto a mais velha é Franky Jimmy Dejesus Velazquez, de 50.

O prefeito de Orlando, Buddy Dyer, afirmou neste domingo que 39 pessoas morreram na boate, enquanto outras 11 faleceram em hospitais próximos.

O número de mortos segue em 50 (incluindo o atirador), mas pode aumentar nas próximas horas, pois entre os 53 feridos no massacre havia vários em estado crítico, segundo as autoridades locais.

Arte ataque Orlando (Foto: Editoria de Arte/G1)

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