Números mostram a cautela excessiva do Náutico contra a Ponte

O técnico Dado Cavalcanti reclamou da postura defensiva do Náutico mesmo com o adversário tendo um jogador a menos durante quase todo segundo tempo. E um fundamento explica a bronca do treinador: finalização. Mesmo inferiorizado, o time da Ponte Preta chegou em condições de marcar por 18 vezes contra 11 dos pernambucanos, de acordo com levantamento do Footstats.

Na hora de acertar a direção do gol, houve até equilíbrio, pois terminou 6×5 para os campineiros. Porém, a eficácia do timbu poderia ser maior se o time tivesse mais ambição. A posse de bola também explica um pouco. Apesar de ter menos gente em campo, a Macaca ficou mais tempo com ela nos pés: 52,7% contra 47,3%, fato, até certo ponto, inadmissível num esporte em que o físico passa a ter cada vez mais importância.

Essa posse de bola um pouco maior da Ponte também refletiu-se nos passes. A Ponte tocou a bola 341 vezes, 45 delas erradas. O Náutico errou bem menos – 21 – mas também acertou menos: 246. Por fim, os números que mostram que os alvinegros se desdobraram para compensar a ausência do zagueiro Tiago Alves, expulso aos oito minutos da etapa final, desarmes.

A Macaca desarmou corretamente 28 vezes, nove a mais que o Náutico. O mapa de calor também mostra onde isso aconteceu. A Ponte teve muita concentração de gente à frente da zaga, justamente onde deveriam atuar os meias alvirrubros. Essa ocupação de espaço não deixou o time vermelho e branco jogar. “Não entramos em campo, não fomos ofensivos e ficamos bem abaixo do que estávamos jogando”, reclamou Dado.

 

 

Blog do Torcedor

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.