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Morte de policial rodoviário federal no Recife foi provocada por desentendimento em bar, diz Polícia Civil

Eduardo Souza de Lima Júnior tinha 37 anos e foi atingido na cabeça no domingo (10). Confusão teve início em um bar e assassinato ocorreu em uma lanchonete, após dois irmãos buscarem arma em casa. Dupla foi presa em flagrante na segunda-feira (11) e teve prisão preventiva decretada pela Justiça.

Por Marina Meireles, G1 PE

Irmãos presos pelo assassinato de policial rodoviário são levados para o Cotel

morte do policial rodoviário federal Eduardo Souza de Lima Júnior em uma lanchonete no Alto do Mandu, na Zona Norte do Recife, no domingo (10) foi provocada por um desentendimento entre o grupo de amigos dele e os dois irmãos presos em flagrante pelo crime. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta terça-feira (12).

Na tarde desta terça, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que, na audiência de custódia, os dois irmãos tiveram prisões prisões preventivas decretadas. Eles seguiram para o Centro de Triagem e Observação Criminológica (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.

De acordo com o gestor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado Bruno Magalhães,os dois homens presos, ao circularem pelo estabelecimento, estavam esbarrando em algumas mulheres amigas de Eduardo, o que incomodou o grupo.

“Esses dois suspeitos esbarravam nas meninas, claramente querendo arrumar confusão. Acionaram o chefe de segurança, e os dois suspeitos foram colocados para fora do bar. Não gostaram, reclamaram, e, lá fora do bar, houve uma nova discussão. Eles saíram xingando as vítimas e foram para casa, provavelmente já com a intenção de matar”, disse.

Após o desentendimento e a saída dos dois homens, o policial rodoviário federal e os amigos seguiram para um outro estabelecimento, uma hamburgueria perto do primeiro bar onde houve a discussão.

“As testemunhas foram claras em informar que não houve nenhum tipo de ameaça. Os suspeitos alegam que teriam sido ameaçados pelo policial, mas isso não foi confirmado nos depoimentos que foram colhidos”, afirmou Magalhães.

Na lanchonete, de acordo com os depoimentos colhidos pela Polícia Civil, foi constatado que os homens fingiram que pediriam um lanche. O objetivo, no entanto, seria verificar se Eduardo estava no local.

“Eles alegam que chegaram de imediato, só que os depoimentos foram claros que eles entram antes, olham a vítima, fingem que vão pedir um lanche, saem e já identificaram a vítima. Após alguns minutos, pegam a moto e o mais velho desce, saca a arma de fogo e efetua os dois disparos”, contou o delegado.

As imagens de câmeras de segurança que registraram o momento do homicídio ajudaram a polícia a entender a dinâmica do crime. “Nós já tínhamos a identificação dos suspeitos, então as imagens confirmaram que tinham sido esses dois irmãos, e gente vê que que o irmão mais novo fica na moto, aguardando, enquanto o irmão mais velho desce e efetua os disparos”, declarou o gestor do DHPP.

Ainda segundo o delegado, os homens presos pelo crime sabiam que a discussão no bar tinha envolvido um policial rodoviário federal e uma policial militar. “Eles sabiam porque, nos depoimentos, o chefe de segurança do primeiro bar informou que a vítima era policial rodoviário federal”, disse.

As imagens também diferem do que foi dito por um dos presos. “Um deles alega que tinha deixado a moto e que não sabia que o irmão mais velho iria praticar [o crime], mas, pelas imagens, percebemos que há um conluio, que os dois estavam juntos, sabiam e queriam ceifar a vida do policial”, afirmou Magalhães.

Eduardo foi atingido na cabeça, e outras duas pessoas ficaram feridas na ocorrência. Além do homem de 37 anos que já havia sido mencionado pela Polícia Civil no domingo (10), uma mulher amiga do PRF foi atingida de raspão na barriga. O estado de saúde deles não foi divulgado.

Os irmãos presos foram autuados por homicídio quadruplamente qualificado: por motivo fútil, por não ter dado à vítima a chance de defesa, pelo fato de a vítima ser agente de segurança público e pelo perigo comum causado às outras pessoas na hamburgueria.

Investigações

De acordo com o delegado Cláudio Neto, responsável por investigar o caso, as buscas começaram na própria região onde o crime ocorreu, no Alto do Mandu, comunidade em que o policial morto cresceu. “Fizemos um trabalho que contou com a participação de muitas equipes, incluindo da PRF, e identificamos que os suspeitos do crime estavam em Jaboatão dos Guararapes [na Região Metropolitana do Recife]”, contou.

Dois irmãos são presos por suspeita do assassinato de um policial rodoviário federal

Segundo Neto, a polícia entrou em contato com parentes e com a defesa dos dois irmãos. “Eles não viram outra alternativa a não ser se entregar. Por isso, primeiramente eles foram para a Divisão Sul de Homicídios e, em seguida, para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa”, contou.

A prisão aconteceu na segunda-feira (11). Um dos presos, o mais novo, foi indiciado pela Polícia Civil por dois homicídios cometidos no Vasco da Gama, na Zona Norte do Recife, em agosto de 2020. O mais velho, responsável pelos disparos, não tem antecedentes criminais.

PRF lamenta morte

De acordo com o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Sávio Macedo, Eduardo Souza estava na corporação desde 2016. Ele havia sido transferido de Rondônia no fim do mês de dezembro de 2020 e assumiria um cargo na PRF em Pernambuco.

“Ele também tinha sido sargento do Exército e era músico formado pelo Conservatório Pernambucano de Música. Para conseguir pagar os estudos, ele vendia picolés e, por isso, era visto com muita admiração pelas pessoas da comunidade em que morava”, disse.

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