Moradores e turistas reclamam da falta de policiamento no Rio

Do Jornal Nacional

 

O carnaval do Rio deste ano vai ser lembrado pela beleza na Sapucaí, pela alegria nos blocos e pela violência. Os assaltos nas ruas não param, principalmente na Zona Sul da cidade.

São cenas e histórias de 56 horas de violência no Rio. Na manhã de sábado (10), homens roubaram um carro na Zona Oeste. Na noite de sábado, arrastão em Ipanema. Às 21h de domingo (11), outro arrastão no mesmo lugar. “Chegaram uns caras, pegaram a minha namorada, bateram em mim e aí levaram o meu celular, levaram o da minha namorada”, conta o turista espanhol Nícolas Ctambolsky. Enquanto isso, em Niterói, um bando praticava roubos na rua onde mora o prefeito.

Neste domingo, até policiais foram vítimas: um grupo atacou um policial civil, em Copacabana, logo depois de ele tentar impedir um furto. E teve mais: dois PMs abordaram um suspeito, perto da delegacia do Leblon. Ele baleou os policias. O criminoso também foi ferido, mas conseguiu fugir.

Na madrugada de segunda-feira (12), o compositor Moacyr Luz foi assaltado quando chegava à Sapucaí. Ele ficou sem a fantasia que usaria no desfile da Mangueira.

Antes de amanhecer, mais um caso: um bando cercou turistas de Brasília que entravam no hotel. “Levaram o meu celular”, conta uma turista.

Na manhã desta segunda-feira (12), novamente em Ipanema, um rapaz ficou sem o cordão.

Segunda à tarde. Delegacia de Atendimento ao Turista. Uma argentina estava passeando com o filho de dois meses por Copacabana. O bandido arrancou a carteira que estava no carrinho do bebê. Uma alemã levou um empurrão, ficou toda machucada. Mas, desta vez, o assaltante foi preso. Uma espanhola perdeu tudo perto do metrô de Ipanema. O bandido usava uma faca.

“Medo sempre. Onde a gente vai, a gente fica com medo, né, não tem, impossível”, conta uma vítima.

Moradores do Rio e visitantes. Todos têm feito a mesma pergunta: cadê a polícia? Na véspera do carnaval, o governo do estado anunciou um reforço na segurança. Seriam 17 mil policiais militares. O fato é que os bandidos se sentem livres para agir. A PM se defendeu.

“Os criminosos estão sendo presos, porém precisamos de apoio. A presença de outros órgãos, principalmente municipais de assistência social, se faz fundamental neste momento para que possamos ter controle sobre esses menores que estão atuando contra a população”, diz o porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Bláz.

A Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio não retornou nosso contato.

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