Moradores do Vidigal protestam após morte de gari comunitário; polícia vai analisar armas de PMs

Por Bom Dia Rio

Um gari comunitário foi morto na noite desta segunda-feira (22) no Vidigal, na Zona Sul do Rio. Willian de Mendonça Santos morava e trabalhava na favela e, segundo moradores, os tiros que o mataram partiram da polícia e houve protesto.

A Polícia Militar disse que PMs trocavam tiros com bandidos na comunidade quando encontraram Willian já baleado. Ele foi levado pelos próprios policiais para o hospital. Na porta da emergência, parentes e amigos do gari receberam a confirmação da morte.

De acordo com o delegado Daniel Rosa, titular da Divisão de Homicídios da Capital, os peritos vão fazer confronto balístico com as armas dos PMs que participaram da ocorrência.

Moradores disseram que Willian foi baleado duas vezes e afirmam que os tiros partiram da própria polícia. Parentes contaram que o gari estava procurando o filho na rua na hora do tiroteio.

“Ele tem um filho doente e não encontrou o filho em casa. Saiu com a roupa de gari, porque nem a roupa de gari ele trocou, desceu as escadas falando que era morador, que ia buscar o filho e mesmo assim os policiais atiraram nele”, garantiu um morador.

Moradores fizeram um protesto na Avenida Niemeyer, no fim da noite, perto do acesso à comunidade. A avenida ficou interditada por mais de três horas. Os manifestantes atearam fogo no meio da pista. O Batalhão de Choque foi acionado.

Na internet, dezenas de amigos deixaram mensagens. Muitos lembraram que Willian estava sempre com um sorriso no rosto. “Um cara com um bom humor incrível. Logo cedo sempre sorrindo desejava um bom dia e um bom trabalho”. “Ele era uma pessoa do bem, muito especial. Descanse em paz, amigo”.

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